Ideias na Mesa - Blog


postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

O desperdício de alimentos é um tema que vem ganhando cada vez mais destaque fruto da sensibilização das pessoas para este assunto. A primeira associação que se faz é entre o paradoxo do desperdício e da fome, apesar de pertinente, essa associação não é tão direta quanto se pensa.

Em matéria escrita pelo Jornalista Marcelo Torres para a Revista SAN do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), o professor e ex-presidente do Conselho Renato Maluf apresenta outros elementos para discussão. Segundo levantamentos da FAO, cerca de um terço da produção de alimentos mundial é desperdiçada em diferentes etapas do sistemas alimentar como colheita, distribuição (em Centrais de Abastecimento e supermercados, por exemplo) e consumo. Quando se fala de Brasil, o país  é o quarto maior produtor de alimentos do mundo, mas também está na lista dos dez que mais desperdiçam.

Nosso país saiu do mapa da fome da FAO pela primeira vez em 2014, entretanto, 3,8% da população - valor significativo já que se fala de um país com dimensões continentais - ainda se encontra nessa situação. A quantidade de alimentos desperdiçados em solo brasileiro seria suficiente para alimentar a população que ainda enfrenta a fome. Mas Renato Maluf explica que essa relação não é tão simples, uma vez que é falsa a impressão de que desperdiçando menos alimentos, automaticamente o problema da fome é resolvido.

Com toda certeza, o desperdício de alimentos deve ser solucionado, mas Maluf ressalta que o desperdício e a fome são fenômenos distintos. Renato destaca duas medidas importantes para controle dessa situação. Uma delas deve ser realizada pelos Bancos de Alimentos, que distribuem comida para indivíduos em situação de insegurança alimentar, e que, na opinião de Maluf, precisam ser ampliados para atingir mais pessoas. A segunda medida está relacionada ao fator econômico da diminuição do desperdício, já que uma maior oferta de alimentos leva a uma redução nos preços, possibilitando um maior acesso.

Para ler a matéria na íntegra acesse o link.            


 

 



Observatório Opsan UNB
facebook
twitter
Layout e programação do site Identidade visual
Faça o ligin para continuar!

clique aqui