Ideias na Mesa - Blog


postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

O [Comida na Tela] de hoje apresenta um relato compartilhado no “TEDx Tucson Salon”, no qual a jornalista Megan Kimble conta sobre como foi excluir alimentos processados e ultraprocessados da sua alimentação e porque ela acredita que esse processo seja importante.

A jornalista inicia esse relato (e a própria experiência) problematizando o que são alimentos processados e ultraprocessados. Para entender melhor sobre o assunto e abordar o sistema alimentar, ela começa a visitar supermercados para descobrir como os alimentos chegam até eles e se questiona sobre questões relacionadas à justiça no trabalho e ao excesso de etapas para que o alimento saia do campo e chegue à mesa do consumidor. Para exemplificar esse processo ela cita as etapas que uma melancia produzida no México, passa para alimentar os moradores de Connecticut, passando por questões como justiça no trabalho e preço. Ela compara esse processo ao processo utilizado pelas “Comunidades que Sustentam a Agricultura”, que valorizam o produtor local e se baseiam nos princípios da sazonalidade para produção de alimentos de forma justa, adequada e saudável sem a utilização de pesticidas.

Além disso, ela problematiza a quantidade de açúcar adicionado em produtos ultraprocessados e a substituição por adoçantes. Ao se revelar amantes dos doces, ela conta como descobriu o que a indústria já sabe há décadas, que o açúcar causa certa dependência, levando as pessoas a querer consumir mais e mais açúcar. Quando substituído por adoçantes, a saciedade vem de forma ainda mais lenta, por isso devemos estar alertas ao consumo excessivo de alimentos ultraprocessados que contenham açúcar ou adoçantes na lista de ingredientes.

Para Megan, a escolha por uma alimentação saudável simplifica o dia a dia porque as pessoas não têm mais que se preocupar com a origem da comida, como ela é feita, quais os impactos a produção tem gerado, se vai fazer mal para o corpo, entre tantos outros. Quando se reduz o consumo dos ultraprocessados, você começa a reconhecer o alimento, a origem dele, você mesmo faz preparações e isso gera impacto positivo para si e para a sociedade.

 

Muitas pessoas questionam se ela se sente diferente, e ela responde dizendo “Eu me sinto satisfeita”.

Vale a pena conferir esse vídeo:



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017

Desde meados de 2016 a Globo passou a exibir no horário nobre de sua programação e com múltiplas entradas a campanha "Agro é Pop, Agro é Tech, Agro é tudo". Concebida pela gerência de Marketing e Comunicação da própria emissora, os vídeos de 1 minuto continuarão a ser "martelados" nos intervalos das novelas, jornais e programas até junho de 2018.

Segundo os criadores, a campanha têm entre outros objetivos:

"tratar a importância dos produtos agrícolas e das coisas do campo; procuramos também sempre citar quantos empregos aquela atividade agrícola gera e quanto ela movimenta na economia"

O Brasil é sem dúvida um país de vocação agrícola fruto de nossa exuberante biodiversidade, e não por outra razão, tivemos em nossas terras desde que os europeus "descobriram" nossos povos indígenas e nossas riquezas naturais, seguidos ciclos de produção capitaneados por diferentes caravanas colonizadoras. Nos dias de hoje, essa riqueza agrícola continua, sem sombra de dúvidas, a movimentar a economia brasileira. Mas o que realmente está por trás da campanha "Agro é Pop" e quais as verdades inconvenientes que ela tenta esconder?

Agro é Tech   

A retórica de que o agronegócio gera riquezas e atua no combate a fome não é recente e nem exclusividade brasileira. A "Revolução Verde" iniciada nos Estados Unidos na década de 50, e que de verde mesmo teve só o nome da cor, trouxe a promessa de acabar com a fome no mundo através do uso da tecnologia aumentando a produção de alimentos. Em termos absolutos, a produção de gêneros alimentícios aumentou, mas mesmo décadas depois, problemas como a fome e a insegurança alimentar e nutricional continuam a assolar mais de 800 milhões de pessoas ao redor do mundo.

O grande legado da dita "Revolução Verde" foi na verdade a concentração de grandes porções de terras nas mãos de poucos latifundiários e o escoamento de pacotes tecnológicos e de insumos por multinacionais estrangeiras que incluíam agrotóxicos com princípios ativos excedentes da segunda guerra mundial, fertilizantes químicos e sementes transgênicas destinados a países em desenvolvimento como o Brasil.

Em território nacional, agrotóxicos banidos na União Européia e em outros países no mundo circulam com isenção de impostos e linhas de créditos bancárias para pequenos agricultores condicionadas ao uso dos venenos. Esse cenário levou o Brasil à condição de maior consumidor de agrotóxicos do mundo com sérias implicações para a saúde humana incluindo consumidores e trabalhadores rurais, e para o meio ambiente. A Associação Brasileira de Saúde coletiva (ABRASCO), compilou em 2015 sua versão mais recente do Dossiê: "Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde", livro com mais de 600 páginas reunindo artigos, estudos e pesquisas mostrando entre outros aspectos, as contaminações pelo uso de agrotóxicos que vão desde o comprometimento de aquíferos locais até a presença de compostos tóxicos no ar e no leite materno.

Além de se destacar no consumo de agrotóxicos, o agronegócio brasileiro também nos colocou no patamar de maiores produtores de milho e soja transgênica ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Do ponto de vista da segurança para saúde humana do consumo de organismos geneticamente modificados (OGM), a publicação "Lavouras Transgênicas" analidou 750 trabalhos publicados e mostrou que a única certeza é de que não existe consenso científico sobre o consumo seguro deste tipo de alimento. Não resta dúvidas, no entanto, dos sérios agravos para biodiversidade, soberania e segurança alimentar causados pelo monopólio de patentes das multinacionais que controlam a produção de OGM. Recentemente a equipe do IM traduziu matéria alertando que pequenos agricultores da Tanzânia, estão sendo criminalizados por utilizar e trocar sementes nativas ao invés de comprar as sementes transgênicas  da Syngenta. A situação de extrema gravidade não é exclusividade do país Africano e se repete em outras regiões.

O Brasil saiu em 2015 pela primeira vez na história do mapa da fome segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), e essa conquista foi possibilitada não pelo modelo "Agro Tech" sinônimo de agrotóxicos e sementes transgênicas. De acordo com a entidade, os principais fatores que possibilitaram essa conquista foram as políticas de combate a fome e insegurança alimentar e nutricional que resultaram nos programas como o "Fome Zero" e o "Bolsa Família". As iniciativas de transferência de renda e o fornecimento de uma alimentação adequada e saudável por meio de diferentes ações e programas foram de fundamental importância para esse novo cenário.

O que a campanha do agronegócio esconde atrás do "Tech" é o que ele realmente significa e quem verdadeiramente lucra com as riquezas geradas. Acompanhe a coluna de quinta feira para saber da onde vem a popularidade do "Agro Pop" e porquê esse modelo de negócio "Agro(não) é Tudo", leia aqui. 


 



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017

A capacidade da humanidade se alimentar no futuro está em perigo devido à intensificação da pressão sobre os recursos naturais, à crescente desigualdade e às consequências trazidas pelas mudanças climática, de acordo com um novo relatório da FAO, que é tema do [Biblioteca do Ideias] de hoje.

Apesar de termos alcançado progressos reais e significativos para a redução da fome no mundo, nos últimos 30 anos, "aumentar a produção de alimentos e crescer economicamente têm, muitas vezes, um custo muito alto para o meio ambiente", diz o relatório "O Futuro da Alimentação e Agricultura: Tendências e Desafios". 

"Quase metade das florestas que cobriam a Terra desapareceram. As fontes de água subterrânea estão sendo esgotadas rapidamente. A biodiversidade foi profundamente corroída", observa.

Até 2050 a população mundial deve atingir os 10 bilhões de pessoas. Em um cenário com crescimento econômico moderado, esse aumento da população aumentará a demanda global de produtos agrícolas em 50% em relação à atual demanda, intensificando as pressões sobre os já esgotados recursos naturais.

Ao mesmo tempo, mais pessoas estarão comendo menos cereais e mais carnes, frutas, legumes e alimentos processados - um resultado de uma transição alimentar global em curso que irá adicionar ainda mais pressão ao sistema alimentar, provocando mais desmatamento, degradação da terra e aumentando a emissão de gases causadores do efeito de estufa.

Juntamente com estas tendências, as mudanças climáticas vão adicionar obstáculos. 

O relatório dá esperança quando apresenta a possibiidade de acabarmos com a fome no mundo a partir de sistemas agrícolas e alimentares sustentáveis que satisfaçam as necessidades de uma população mundial crescente. Mas alerta sobre a importância de "grandes transformações" para que isso aconteça. 

"Sem esforços adicionais para promover o desenvolvimento em prol dos pobres, reduzir as desigualdades e proteger as pessoas vulneráveis, mais de 600 milhões de pessoas ainda estarão subnutridas em 2030", diz.

O relatório discute ainda que os sistemas agrícolas que usam insumos e recursos intensivos, que causam desmatamento, escassez de água, esgotamento do solo e altos níveis de emissões de gases de efeito estufa, não podem fornecer alimentos e produção agrícola sustentável, por isso devem ser substituídos por métodos sustentáveis. 

Ainda segundo o relatório as 15 tendências para o sistema alimentar são:

- Uma população mundial em rápida expansão marcada por "pontos quentes" de crescimento, urbanização e envelhecimento

- Diversas tendências no crescimento econômico, renda familiar, investimento agrícola e desigualdade econômica.

- Maior competição pelos recursos naturais

- Alterações Climáticas

- Poucas alterações relacionadas à produção agrícola

- Doenças transfronteiriças

- Aumento dos conflitos, crises e desastres naturais

- Persistência da pobreza, desigualdade e insegurança alimentar

- Transições alimentares que afetam a nutrição e a saúde

- Alterações estruturais nos sistemas econômicos e implicações no emprego

- Aumento da migração

- Mudança dos sistemas alimentares e consequentes impactos nos meios de subsistência dos agricultores

- Persistência de perdas de alimentos e desperdício

- Novos mecanismos de governança internacional para responder a questões de segurança alimentar e nutricional

- Mudanças no financiamento internacional para o desenvolvimento.

E os 10 desafios são:

- Adotar práticas agrícolas mais sustentáveis

- Garantir uma base sustentável de recursos naturais

- Abordagem das alterações climáticas e intensificação dos riscos naturais

- Erradicar a pobreza extrema e reduzir a desigualdade

- Eliminar a fome e todas as formas de desnutrição

- Tornar os sistemas alimentares mais eficientes, inclusivos e resilientes

- Melhorar as oportunidades de obtenção de rendimentos nas zonas rurais e abordar as causas profundas da migração

- Fortalecer a resistência para superar crises prolongadas, catástrofes e conflitos

- Prevenção das ameaças transfronteiras e emergentes da agricultura e do sistema alimentar

- Abordar a necessidade de uma governança nacional e internacional coerente e eficaz

O resumo desse relatório em espanhol pode ser acessado aqui e o completo em inglês está aqui.



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017

Durante o mês de fevereiro o Ideias na Mesa tem trazido algumas referências relacionadas à Agroecologia e Sustentabilidade e no post do [Comida na Tela] de hoje vamos apresentar o filme "Dive - Living Off America Waste". O documentário surge a partir da curiosidade sobre a falta de cuidado com o lixo nos EUA. 

A partir disso, o cineasta Jeremy Seifert e alguns amigos seguem pelos supermercados de Los Angeles, observando o lixo produzido por eles. Durante esse processo eles acabam salvando centenas de dólares que seriam jogados fora com o desperdício de alimentos que ainda podem ser utilizados para o consumo. Em uma das partes do documentário Jeremy mostra que com alimentos retirados do lixo ele, a família e amigos podem se alimentar melhor do que se fossem a um restaurante, o cineasta ainda brinca dizendo que isso se torna ainda mais real quando se tem um amigo que é chefe de cozinha. 

Alguns dos questionamentos que motivam o cineasta são:

- Se existem tantas pessoas passando fome, porque temos jogado fora tanta comida boa, ao invés de doá-la a quem precisa?

- É simplesmente mais fácil para os supermercados jogar fora os alimentos que estão próximos de vencerem do que pensar em uma solução ou destino para esses alimentos?

- É justo pessoas serem repreendidas ou até mesmo presas por estarem pegando comida de qualidade que é jogada fora pelos supermercados?

Ao longo da produção Jeremy tenta entrar em contato com as empresas para pedir respostas aos seus questionamentos, mas não é atendido, então ao longo do documenttário ele vai tentando encontrar outras referências que possam responder suas perguntas.

O documentário premiado alerta para uma questão importante do sistema alimentar, o desperdício de alimentos e a desigualdade no acesso à alimentos saudáveis e adequados. Confira!

Para baixar o filme e assisti-lo acesse o site do projeto aqui!



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017

Hoje o [Biblioteca do Ideias] vem apresentar um documento que dá as boas vindas aos novos gestores e gestoras de saúde e às novas referências dos programas de alimentação e nutrição para promoção da saúde nos municípios, uma vez que estes desempenham papel funadamental na implementação e gestão dos programas e ações vinculados à alimentação e nutrição e à promoção da saúde, adequando-os ao perfil epidemiológico, tendo a atenção básica como principal lócus de atuação. 

Este documento apoia gestores e profissionais que atuam na coordenação dos programas do Ministério da Saúde voltados para a promoção da saúde e atenção nutricional na Atenção Básica, com um breve resumo dos principais programas do Ministério da Saúde relacionados a essas temáticas, descrevendo seus objetivos, as referências legais (decretos, portarias), os materiais de apoio, cursos relacionados e sistemas de informações vinculados.

O documento está dividido em 4 capítulos e apresenta desde Políticas Nacionais, como a PNAN e a PNSAN, depois apresenta um diagnóstico inicial das ações desenvolvidas no município, apresenta também Programas, ações e estratégias ofertadas pelo Ministério da Saúde e é encerrado com orientações sobre como manter a Ssecretaria de Saúde atualizada. 

O documento já está disponível na Biblioteca e para acessá-lo clique aqui.



postado por Rafael Rioja Arantes em Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2017

A equipe do Ideias compartilha no quadro de hoje uma oficina elaborada pelo Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição – Universidade de Brasília (OPSAN/UnB) e aplicada em parceria com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS/OMS) durante o XXIV CONBRAN 2016 em Porto alegre. 

A oficina tem como proposta gerar reflexões e incentivar a mobilização para promover o cozinhar como prática emancipatória baseado nos princípios do Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para Políticas Públicas e nas diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira.

Passo a passo:

Primeiramente, uma dinâmica de quebra-gelo foi aplicada para propiciar um contato inicial entre os participantes e para que eles se dividissem em grupos conforme o perfil. Para esta atividade, foi realizada a dinâmica do colar, na qual os próprios participantes confeccionam crachás utilizando materiais de papelaria com informações como a comida e hobby preferidos. Findada a dinâmica inicial, os facilitadores explicaram a oficina e apresentaram a metodologia proposta na qual cada grupo circula pelas 6 estações propostas permanecendo 20 minutos em cada uma delas.

Seguindo dinâmicas e gerando produtos próprios, as estações abordaram  as seguintes discussões:

ESTAÇÃO 1 -  A mulher e o cozinhar

Na primeira estação, foi elaborado um “varal de fotos” contendo uma seleção de imagens, cartazes e frases com retratos de chefes de cozinha do sexo masculino e fotos de merendeiras do sexo feminino. Também foram expostas propagandas de alimentos com discursos machistas além de alguns dados e reflexões.  Os elementos serviram para subsidiar as discussões em grupo sobre o tema central da estação que é “A mulher e o cozinhar”, com questões como a exaltação do prestígio e predominância de Chefs de cozinha do sexo masculino enquanto as atividades ligadas a alimentação doméstica e com menos “glamour” recaem sobre a mulher.

 

ESTAÇÃO 2 - Tempo x Cozinhar

O objetivo dessa estação foi discutir a questão do tempo x cozinhar - um dos grandes desafios da atualidade, e a necessidade de encontrar um tempo para desenvolver habilidades culinárias e evitar os alimentos ultraprocessados, como o Guia Alimentar para a População Brasileira preconiza. Assim, não buscou-se resolver ou dar respostas a este complexo problema, mas refletir e pensar em estratégias.

O cenário dessa estação foi composto com um calendário mensal grande com diversas atividades e compromissos, sem nenhuma programação para compras ou para cozinhar. Além deste elemento, o facilitador também exibiu alguns vídeos, para a partir da análise de discursos, aprofundar as discussões sobre as estratégias de propaganda  que a indústria alimentar utiliza. Segue um exemplo:

ESTAÇÃO 3- Tradição e Memória

Para compor essa parte da oficina, foram selecionados e dispostos em forma de varal, vários alimentos característicos de todas as regiões brasileiras, como por exemplo cuscuz, sagu de vinho, galinhada, bacalhau, tapioca, milho, peixe frito, além de  frutas como pitanga, acerola, caju entre outras. Ademais, também foram colocadas no varal frases inspiradoras sobre alimentação e imagens que representavam a comensalidade, comidas típicas de datas comemorativas entre outras.

Com o objetivo de trabalhar a temática “tradição e memória”, foi proposto que os participantes de cada grupo escolhessem uma imagem ou frase que os representassem ou que remetesse alguma história pessoal. Após a escolha, cada um deveria contar para todos motivo da sua escolha.

Na segunda parte, foi proposto que os participantes brincassem de “Qual é a música?” com o intuito de lembrar de letras de músicas que contenham alimento, como por exemplo café e frutas. A descontração tomou conta de todos os grupos, possibilitando também uma troca de boas lembranças em relação aos alimentos e as músicas.

 

ESTAÇÃO 4- Sistema alimentar sustentável através do cozinhar

A estação 4 teve como proposta discutir alternativas e caminhos sustentáveis a partir das escolhas alimentares e fazendo uma interface com o cozinhar. Para tanto, foram disponibilizados 6 “kits” para que os participantes escolhessem com qual trabalhar (um pra cada grupo) contendo um alimento in natura e um produto industrializado correspondente, foram eles: Tomate x molho de tomate enlatado; frango caipira x nuggets; leite tipo A x achocolatado; laranja x suco industrializado de caixinha; limão x picolé de limão; milho x pipoca de microondas.

Para os alimentos in natura, os participantes eram convidados a criar um caminho, desde a produção até o consumo e destinação final de eventuais cascas e bagaços, que fosse inclusivo, saudável e sustentável. Já para os industrializados,  a proposta foi de criar uma lógica oposta, identificando os impactos negativos para o meio ambiente, o agricultor e a saúde humana. O intuito foi propiciar uma reflexão sistêmica acerca dos impactos das nossas escolhas alimentares e contrapor diferentes modelos de produção. 

ESTAÇÃO 5 - Comensalidade

Nesta estação, os participantes foram convidados a compartilharem de uma refeição juntos e construírem o conceito de comensalidade (ato de comer junto) com um jogo de palavras.

A cenografia contava com toalha de piquenique, flores, preparações regionais, frutas, sucos e livros de contos, crônicas e outros estilos literários que abordam a alimentação. Isso proporcionou um ambiente agradável e convidativo para a participação.

O facilitador era como um anfitrião que convidava todos a comerem juntos e conversarem sobre o tema. No jogo era possível formar diferentes frases, poesias, esquemas com palavras que iam desde tipos de refeições, pessoas, verbos, características, lugares e emoções.

ESTAÇÃO 6 - Conflito de interesses    

Para trabalhar a temática “Conflito de Interesse” a equipe decidiu que traria à tona a discussão sobre um caso real, atual e polêmico, a recente associação do chefe de cozinha Jamie Oliver, que ganhou projeção internacional ao promover uma alimentação adequada e saudável (AAS), à empresa Sadia.

A dinâmica utilizada foi a simulação de um julgamento sobre a conduta do chefe e o questionamento do julgamento era: “Há conflito de interesses na associação de um chefe de cozinha, promotor mundial da alimentação adequada e saudável, com uma multinacional, produtora de alimentos ultraprocessados, responsável por 20% da produção mundial de frangos?”. O caso dizia respeito ao Chef Jamie Oliver, mas a ideia principal era julgar o conflito de interesses e discutir a conduta de um chefe, ou qualquer outro profissional que constrói a sua imagem promovendo AAS mas, que em um determinado momento, se entrega aos interesses da indústria de alimentos.

Encerramento

Depois que todos os grupos passaram pelas 6 estações, eles foram convidados a apresentar os cartazes e fazer um breve relato sobre as discussões que tiveram. Os facilitadores da oficina encerraram a atividade destacando a correlação de cada estação com o tema principal da atividade, e a importância da compreensão desses elementos para promoção da Alimentação Adequada e Saudável.             

Resultados observados:

As inscrições na oficina foram feitas por e-mail, e após a atividade 11 dos 50 participantes responderam espontaneamente à pesquisa de opinião com impressões sobre a atividade. Em resposta a experiência de participação na oficina, 8 pessoas deram nota máxima para atividade em uma escala de 0-10, enquanto 3 pessoas deram notas entre 8 e 9. Os mesmos números foram observados para aprovação da metodologia utilizada. A oficina atendeu às expectativas de 90% e parcialmente de 10% dos que responderam à pesquisa. E ainda, 100% dos que responderam ao questionário gostaram da escolha do tema principal da oficina e também julgaram os temas das estações como pertinentes.

Para além dos dados quantitativos, alguns comentários também foram observados como: “Continuem disseminando essa oficina. Eu gostei muito, aprendi muito, reforcei muitos entendimentos e levarei esse conhecimento para a vida e para a minha prática profissional”.

Para conferir os materiais de apoio utilizados e a experiência na íntegra acesse aqui.


Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como o Ideias na Mesa, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

 



postado por JOSIANE RODRIGUES DE BARROS em Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017

Dando continuidade aos conteúdos relacionados à "Agroecologia e Sustentabilidade" do mês de fevereiro, escolhemos um filme que contribui na reflexão do consumo consciente e sustentável.

A percepção de que necessitamos de um sistema alimentar mais saudável e sustentável e a busca de respostas pelo que realmente estamos consumindo, nossas escolhas alimentares e o que de fato está chegando nas nossas mesas são cada vez mais comuns. O documentário "OMG GMO" aborda algumas dessas questões principalmente no que diz respeito a utilização de sementes transgênicas e suas consequências.

Dirigido por Jeremy Seifert, o documentário americano com duração de 90 minutos, retrata como as grandes corporações estão modificando geneticamente as sementes e controlando as patentes. Ao investigar e tentar entender melhor a alimentação de seus filhos, a protagonista  se dá conta do consumo crescente dos alimentos transgênicos e inicia uma busca incessante para tentar responder suas indagações, mas principalmente: " é possível rejeitar o sistema alimentar atual ou já perdemos algo que não podemos ganhar de volta?"

Nessa perspectiva, o uso dos transgênicos não só ameaça a saúde, a segurança alimentar e nutricional e o meio ambiente como nos faz repensar sobre os estilos de vida e o futuro da biodiversidade agrícola.

Você comeria algo que não se sabe até que ponto é realmente seguro? Quais os riscos para nossa saúde? E o impacto para o planeta? Até que ponto a nossa tradicional plantação pode ser substituída pela transgênica? E a extinção de sementes nativas? E o nosso direito de escolha?

Ganhador de prêmios de Melhor Filme Júri Popular do Yale Environmental Fim Festival e de Melhor Documentário no Festival Internacional de Cinema de Berkshire, o documentário é uma boa dica para refletirmos sobres os questionamentos levantados e problematizar essa situação.

 



postado por Marina Morais Santos em Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2017


Uma das ferramentas mais importantes para o avanço da saúde e bem estar no âmbito das políticas locais, regionais, nacionais e internacionais é a consagração do Direito à Saúde. Este assunto, no entanto, ainda não tem ganhado atenção suficiente nas discussões globais sobre Saúde. Visando preencher essa lacuna, em Janeiro de 2017, foi lançado um novo relatório, que aborda exatamente o tema do direito à saúde e o papel da legislação na garantia desse direito.

Advancing the right to health: The vital role of law é um relatório feito a partira da colaboração entre a OMS, a International Development Law Organization, a Universidade de Sydney e o Instituto O’Neill da Universidade de Georgetown nos Estados Unidos.

Ele aborda o vasto tópico em três partes: o avanço do direito à saúde por meio de reforma legislativa, o processo da reforma legislativa na saúde pública, e as prioridades da reforma legislativa na saúde pública. Em diversos exemplos, o relatório discorre sobre os países que implementaram vários níveis de leis relativas à Saúde Pública.

Além disso, o relatório também destaca temáticas prioritárias como a cobertura universal de saúde, o controle do tabaco, a obesidade e a saúde materno-infantil. Ele destaca também a possibilidade de estabelecer novas estruturas e processos de governança para avançar em objetivos compatilhados. Uma das limitaçõs do relatório é a falta de reconhecimento dos sistemas legais existentes e não existentes para adolescentes. Apesar da menção das leis antifumo em relação aos adolescentes, ele não discute temas como idade mínima de trabalho, casamento infantil, idade de responsabildiade penal e as medidas de contracepção e aborto em relação aos adolescentes. Ainda assim, esta é uma importante publicação que coloca em evidência o fato de que a lei, especialmente em uma abordagem intersetorial, pode contribuir grandemente para populações mais saudáveis no futuro. 

Para saber mais sobre essa publicação e ler o relatório na íntegra, acesse a nossa Biblioteca




postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Terça-feira, 07 de Fevereiro de 2017

Milhares de organizações que procuram mudar o sistema alimentar têm apontado as consequências ambientais e sociais negativas do nosso sistema atual, que muitos dizem ser apoiado no princípio de que as produções são hiper eficientes e  "muito grandes para falhar". O mandato agrícola, frequentemente citado, da época de Nixon de "ficar grande ou sair" - ponto amplamente usado na agricultura americana, que passou de um sistema de agricultura familiar diversificado para a forma atual de negócios corporativos - refletia o espírito empresarial da época.


Outros sistemas, incluindo nossos sistemas de energia, água e transporte, também tinham esse caráter; Mas ao contrário do sistema alimentar, esses setores estão empreendendo atualizações do século XXI que se comportam melhor com nossas normas e realidades modernas, criando sistemas mais descentralizados e mais adaptados à geografia e à sociologia locais. Os agentes de mudança do sistema alimentar devem aprender com a trajetória de políticas públicas, particularmente com as de energia renovável. A indústria de energias renováveis atualmente emprega 6,5 milhões de pessoas em todo o mundo com US $ 329 bilhões em investimentos em 2015, e vários de suas estratégias eficazes se adaptariam bem à reforma do sistema alimentar.

1.    Utilizar os contratos públicos para expressar os valores públicos e criar mercados para os pequenos produtores.

O ponto de partida para as energias renováveis ??foi a Lei de Políticas Reguladoras dos Serviços Públicos, promulgada durante a crise do petróleo de 1978. Ela abriu as portas para uma nova estrutura do sistema energético, exigindo que as concessionárias fornecessem uma porcentagem de sua energia a produtores independentes. Com base nisso, mais tarde, muitos estados exigiram alvos baseados em métricas (Nevada estabeleceu uma meta inicial de estar usando 25% de energia renovável em 2025) como parte de um conjunto de ferramentas de políticas que apoiam a produção de energia renovável.

Esta abordagem, baseada em metas, encontra-se paralela ao poder de aquisição de alimentos, das instituições públicas. Um exemplo nacional é o Brasil, que aprovou uma lei que exige que as escolas gastem 30% de seus orçamentos para refeições, em alimentos produzidos pelos milhões de pequenos agricultores do país. O programa é creditado a partir da viabilidade econômica do setor de produção de alimentos local, garantindo o relacionamento direto do produtor local com o governo.  

A alimentação escolar também é um grande setor nos Estados Unidos. O Programa Nacional de Almoço Escolar gasta mais de US $ 11 bilhões anuais para alimentar as 30 milhões de crianças cadastradas para receber almoços gratuitos ou com preço reduzido. O programa do “USDA Commodity” prevê um adicional de US $ 200 milhões ou mais por ano em alimentos suplementares para as escolas. Diante disso, metas federais para apoiar os produtores locais na venda de alimentos para as escolas, sem dúvida, faz uma diferença significativa no apoio à economia local, reforçando a importância de circuitos locais oferecendo apoio técnico e subsídios.

Mas tais metas se direcionariam apenas para parte do sistema alimentar. A saúde comunitária e ambiental também são partes importantes de um sistema alimentar moderno. Metas baseadas nesses valores (como metas para lojas saudáveis, compras de alimentos produzidos de forma sustentável e compras de alimentos de produtores e fornecedores justos) impulsionariam o acesso aos alimentos saudáveis, a viabilidade econômica para compra e práticas agrícolas sustentáveis.

Vários programas de aquisição de alimentos já incorporam valores de sustentabilidade ambiental em suas metas, incluindo o “Real Food Challenge” (Desafio da Comida de Verdade) para universidades e “Health Care Without Harm” para hospitais. O Programa de Compras de Alimentos é baseado em cinco valores fundamentais: economia local, sustentabilidade ambiental e nutrição. Ele é projetado para trabalhar o sistema alimentar na forma como a certificação LEED funciona para a eficiência energética em edifícios.

Metas regionais para aquisição de alimentos para escolas, hospitais, bases militares e outros espaços, nos quais a alimentação é financiada pelo governo, movimentariam o mercado de forma positivas para o sistema alimentar. Os objetivos de aprovisionamento regional, em rede, também teriam uma poderosa influência sobre o papel federal no sistema alimentar.

2. Reconhecendo que os governos regionais são líderes ágeis.

A geração de energia renovável acelerou quando muitos estados desenvolveram o padrão de portfólio renovável, juntamente com incentivos fiscais federais e estaduais. O progresso destes estados, em relação às suas várias metas, contribuiu para o atual sucesso mundial das energias renováveis. Os alvos e as motivações de cada estado variam de acordo com seus recursos e atributos. Por exemplo, o Havaí bloqueado pelo mar, está quase a meio caminho da meta mais ambiciosa nos Estados Unidos que planeja alcançar a meta "100% renovável" até 2045. A Califórnia aumentou recentemente seus objetivos de energia renovável para 50% até 2030, aproveitando o sucesso de seu prodigioso ecossistema empresarial e paisagem diversa na criação de mais de 21.000 megawatts de energia limpa e 400.000 empregos de energia limpa.


É claro que a implementação de metas baseadas em valores, desenvolvidas para sistemas alimentares, exigirá mais objetivos, além dos relacionados às compras. Precisamos de políticas e incentivos para apoiá-los. A Califórnia é um bom exemplo. O estado tem se classificado como primeiro colocado no ranking “US Clean Tech Leadership Index” (Índice de Liderança em Tecnologias Limpas nos EUA), Junto a isso, o estado tem a maior quantidade de políticas e de incentivos para desenvolvimento de energia limpa. Estes incluem: descontos; empréstimos com juros baixos ou sem juros; garantias de empréstimos; programas de financiamento; isenções fiscais, títulos, subsídios, padrões favoráveis ??de permissão, servidões de acesso, padrões de construção, códigos de zoneamento e assistência a pequenas empresas.

Um número impressionante de políticas e incentivos alimentares já está em vigor em todo o país (EUA). A bem conhecida, Iniciativa de Financiamento de Alimentos Frescos da Pensilvânia, por exemplo, tornou-se a base para os programas de conversão de pequenos mercados na Filadélfia e a criação do centro de alimentos “Mercado Comum da Filadélfia”, um agregador de alimentos produzidos localmente distribuídos em escolas, hospitais e comunidades, sem fins lucrativos. E o estado de Nova York, recentemente, doou US $ 15 milhões para um centro de alimentos e investiu US$ 20 milhões na cidade de Nova York para implementar seus objetivos de apoiar os agricultores locais.

Outra oportunidade é atualizar os incentivos fiscais para que as doações de alimentos se estendam a programas como o “Tabela Diária de Boston”, que trata do desperdício de alimentos e insegurança alimentar usando produtos desprezados e "imperfeitos" para preparar refeições saudáveis, com pouco orçamento. A Califórnia atualizou recentemente seus incentivos fiscais à agricultura, incluindo a agricultura urbana. A filantropia e os governos locais também poderiam estabelecer fundos de correspondência - modelados segundo os programas de mercado como o “Veggie Voucher” - para escolas e pequenos mercados de bairros que participam de programas regionais de aquisição alimentos de menor valor.

Associar objetivos regionais a uma estrutura nacional de organização, com programas e ferramentas, podem se tornar ainda mais poderosos para o projeto do sistema alimentar.


3. Criação de redes coordenadas para amplificar as melhores práticas.

Grupos de afinidade entre cidades podem compartilhar melhores práticas, operando uma de rede de mudança. Em 2005, o prefeito Ken Livingston, de Londres, lançou o C40, uma rede das 40 maiores cidades do mundo que se reúnem regularmente para lidar com as mudanças climáticas e a eficiência energética. O grupo trabalha para desenvolver e implementar políticas e programas que gerem reduções mensuráveis ??de emissões de gases de efeito estufa e riscos climáticos. Quando as cidades C40 decidem sobre uma boa prática - como a substituição de lâmpadas incandescentes em luzes de rua por LEDs - elas agrupam seu poder de compra combinado para criar um bloco de negociação para obter preços justos para si e, por causa da grade demanda.

A Aliança Urbana de Alimentos Escolares, que inclui os seis maiores distritos escolares dos Estados Unidos, usa a mesma abordagem. Em 2013, pediu que os fabricantes de bandejas desenvolvessem uma bandeja de almoço isenta de isopor. Os fabricantes obedeceram, motivados pela grande demanda. Esta "aliança de alianças" entre seis cidades representa 4.536 escolas, mais de 2.5 milhões de estudantes, 46 bilhões de refeições escolares e um total de US $ 552 milhões em alimentação. Agora, ele voltou sua atenção para a cadeia de fornecimento de aves com o objetivo de obter frango sem antibiótico nas escolas.

Tal como acontece com as energias renováveis, os objetivos regionais relacionados a promoção da alimentação adequada e saudável, apoiam a saúde comunitária, econômica e ambiental, alinhando estrategicamente políticas, programas e organizações em direção a essas metas, bem como acelerarão o progresso e incentivarão o empreendedorismo. Ao atingir a roda do sistema existente, por meio de alvos regionais projetados e bem apoiados, as cidades podem levar uma estrutura flexível, dentro de um mundo global, que forneça a capacidade de resposta e a resiliência que nossas comunidades merecem.

 Traduzido por Ana Maria Maya, do seguinte link: https://ssir.org/articles/entry/designing_a_renewable_food_system



postado por Rafael Rioja Arantes em Segunda-feira, 06 de Fevereiro de 2017

A experiência de hoje foi conduzida por graduandos de Nutrição da Universidade Federal de Campina Grande e aplicada em uma escola municipal da região. O objetivo foi promover saúde através de uma semana com atividades relacionadas à Alimentação Adequada e Saudável envolvendo os escolares, extensionistas e professores da escola.

O público alvo da experiência foram os alunos do pré I da educação infantil ao 5° ano do ensino fundamental I. As atividades foram realizadas durante cinco dias, e contaram com o apoio e contato prévio da direção da escola e de alunos voluntários do curso de Nutrição. As intervenções foram planejadas com base nos parâmetros curriculares nacionais para educação infantil e ensino fundamental e o guia alimentar para a população brasileira.

No primeiro momento, foi realizada uma fase de diagnóstico a partir do diálogo com as crianças para verificar o entendimento delas relativo à alimentação saudável. Após este contato inicial, os membros do projeto produziram cartazes realizados juntamente com os alunos e professores, e trataram de temáticas como alimentação saudável, comida de verdade, alimentos processados e ultraprocessados. No dia seguinte, foi realizada uma sessão "Cine Saudável" com a exibição do filme Nutriamigos seguido de uma conversa mais descontraída sobre alimentação saudável. Uma outra atividade de conteúdo mais lúdico foi a "contação de histórias" utilizando o livro "Repasto Literário", já compartilhado como experiência aqui no Ideias.

     

A semana contou ainda com um componente de avaliação do estado nutricional das 128 crianças  e terminou com um piquenique ao ar livre entre todos os profissionais e alunos envolvidos. Durante esse momento de confraternização, também foi explorada a comensalidade com alimentos in natura.

Em relação aos resultados observados após a implementação da semana, foi constatada um interação positiva entre os educadores, coordenadores da escola e o público infantil confirmada com mais de 90% de respostas das crianças afirmando que "gostaram ou adoraram" as atividade da semana.      

Para ler a experiência na integra e conferir mais fotos acesse aqui.     


Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Iara Matos, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

    



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