Ideias na Mesa - Blog


postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016

Dentre os artigos publicados na última edição da Revista de Nutrição da Puccamp (jan./fev. 2016), um deles pesquisou sobre o “Impacto das ações de um programa de educação alimentar e nutricional em uma população de adolescentes”.    

O estudo foi conduzido por Juliana Baldasso, Andréa Galante e Aline Ganen, e teve como objetivo avaliar as mudanças na ingestão alimentar de adolescentes de uma ONG em São Paulo após 6 meses de intervenção. Isto foi feito a partir de estratégias no campo da educação alimentar e nutricional.

Foram acompanhados 54 jovens entre 16-19 anos de grupos de baixa renda por meio de 6 encontros com nutricionistas. Durante os encontros, foram realizadas além de ações estratégicas de comunicação e de relacionamento, coleta de dados antropométricos (peso, altura, IMC) e anamnese alimentar por meio de recordatório 24 horas e questionário de frequência alimentar para diagnosticar a qualidade da alimentação dos indivíduos.

As ações de educação alimentar e nutricional incluíram atividades como palestras, acompanhamento nutricional, workshops culinários, dinâmicas de grupo, além de estratégias de comunicação por meio de um mural de avisos com a finalidade de estreitar o contato com os estudantes.

Para avaliar a qualidade da dieta no momento pré e pós intervenção e a assimilação das atividades pelos adolescentes, os pesquisadores utilizaram o ‘Diet Quality Index’ - Índice de Qualidade da Dieta - associado com o Digital Food Guide – Guia Alimentar Digital. Além do aspecto qualitativo, o IMC foi aferido nos dois momentos para se observar possíveis mudanças na composição corporal dos indivíduos.

Os resultados do estudo demonstraram uma melhora significativa tanto na qualidade da alimentação dos estudantes – 33% melhoraram o padrão durante a semana e 37% nos finais de semana - quanto na compreensão do que viria a ser uma alimentação saudável. Os adolescentes adquiriram um maior conhecimento sobre a leitura de rótulos alimentares e aumentaram o consumo de alimentos dos grupos das leguminosas, leites e derivados, frutas e hortaliças. A ingestão manteve-se baixa para oleaginosas e cereais integrais. O IMC também apresentou uma ligeira melhora com a diminuição do grupo que se apresentou com obesidade.       

O estudo concluiu que as estratégias de educação alimentar e nutricional utilizadas se mostraram capazes de melhorar o padrão alimentar dos adolescentes, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e prevenindo doenças. O programa apresentou-se também viável e de baixo custo.       

O artigo confirma o papel da EAN com uma importante ferramenta para aumentar a compreensão dos indivíduos acerca de uma alimentação saudável e refletir no consumo de alimentos que se enquadrem neste grupo. Desta forma, doenças associadas ao sobrepeso e a obesidade que são um problema global podem ser evitadas resultando na melhoria da qualidade de vida da população.    

Acesse o artigo em nossa biblioteca. 




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