Ideias na Mesa - Blog


postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 01 de Julho de 2015

“Dar um sentido, ter sentido, tomar um sentido... Essas expressões comuns ajudam imediatamente a entender a importância dos sentidos para a nossa orientação. A orientação dos sentidos contribui determinantemente para a definição das escolhas de consumo e estilos de vida de cada um de nós.”

Pensando nisso o [Biblioteca do Ideias] hoje traz a publicação do Slow Food - Em que sentido? Pequeno Manual de Educação Sensorial”, o manual visa trabalhar percepções polissensoriais: emoções, memórias e experiências com os nossos sentidos (visão, olfato, tato, paladar, audição). O documento traz também algumas sugestões de atividades educativas relacionadas ao tema. 

 

 

A globalização e hábitos de vida ocidentais, que apesar de terem ampliado alguns horizontes, estão de certa forma submetendo-nos a uma verdadeira privação sensorial, com efeitos imponderáveis sobre o desenvolvimento e equilíbrio.

 Segundo alguns antropólogos, por exemplo, a poluição das metrópoles induz a um reflexo condicionado que provoca uma espécie de apnéia, responsável pela progressiva perda de sensibilidade do olfato.

O mesmo vale para a alimentação. O gosto repetitivo e sempre igual de muitos produtos industrializados, ligado ao abundante uso de adoçantes, sais e especiarias artificiais, induz a uma diminuição progressiva da sensibilidade gustativa, que por vez faz aumentar o uso desses aditivos.

O condicionamento que se cria é traduzido em uma sensibilidade limitada. Isso nos torna incapazes de reconhecer e apreciar o gosto variado e sempre diferente de muitos alimentos “ao natural”, como frutas e vegetais locais e sazonais, que muitas vezes trocamos por insípidos cultivados em estufa.  A aposta é alta: corremos o risco de comprometer irremediavelmente as nossas potencialidades, que comportam a capacidade de escolhas diferenciadas e múltiplas, transformando-nos em consumidores “robô”, guiados por sentidos cada vez menos capazes de distinguir e selecionar.

Redescobrir a natureza como origem de tudo o que nos cerca, inclusive o desenvolvimento tecnológico, é o primeiro passo para recuperar o espaço perdido, a diversidade e a multiplicidade dos estímulos necessários para regenerar os sentidos, e consequentemente emoções e pensamentos.

A oficina de educação dos sentidos ilustrada no manual oferece ao participante a possibilidade de viver experiências que ajudam a reconhecer e interpretar os estímulos sensoriais e a se tornar mais conscientes das escolhas de consumo.

Em nossa biblioteca além de você encontrar este manual, você pode encontrar um outro manual também produzido pelo Slow Food, chamado: “Até as origens do gosto, ele também aborda a temática da sensorialidade dos alimentos e traz alguns exemplos de atividades lúdicas, com o objetivo de treinar os sentidos (visão, olfato, tato, paladar, audição) e de adqui­rir um primeiro vocabulário sobre degustação.

 

 

 

 

 

 



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