Ideias na Mesa - Blog


postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 06 de Maio de 2015

Em março deste ano o Ministério do Desenvolvimento Agrário lançou a “Coletânea sobre estudos rurais e gênero – Prêmio Margarida Alves 4ª Edição – Mulheres e agroecologia” que dá visibilidade às práticas agrícolas desenvolvidas pelas mulheres rurais, que representam 47,9%, segundo o IBGE, de toda a população rural do país.

As suas práticas são fortes ferramentas para estimular a igualdade de gênero na agricultura e na sociedade em geral e acaba gerando um espaço de visibilidade às lutas dessas mulheres se firmarem como protagonistas de transformações no meio social e cotidiano.

A Coletânea lançada dialoga com as políticas públicas desenvolvidas pelo governo federal que visam estimular a agroecologia e a produção de orgânicos no país, como o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, executado pelo MDA, além de outras. Contudo o foco de todas é o mesmo, estimular o desenvolvimento da agroecologia em conjunto com uma economia feminista solidária e a segurança alimentar e nutricional.

“A agroecologia é instrumento de empoderamento das mulheres, é resistência e mecanismo de superação da dominação patriarcal, se vista sob a ótica feminista” diz Magnólia e Sarah, autoras de um dos ensaios que fazem parte da publicação.

Essa edição da Coletânea aborda trabalhos com temas diversos como: protagonismo das mulheres na produção e comercialização agroecológica, saberes tradicionais, políticas públicas, organização social, articulação em redes, entre outros.

Por finalidade esses temas buscam promover o papel das mulheres dentro do movimento agroecológico e como a participação de acadêmicas (os), das trabalhadoras rurais e das entidades representativas podem desenvolver políticas públicas que fortalecerão os movimentos de mulheres, da segurança alimentar e nutricional e da agroecologia.

O Prêmio Margarida Alves de Estudos Rurais e Gênero e a coletânea de artigos são promovidos pelo MDA – por meio da Diretoria de Políticas para as Mulheres Rurais e Quilombolas (DPMR) e do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead) –, pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O nome do prêmio é uma homenagem a Margarida Maria Alves, a primeira mulher eleita, em 1973, para a presidência do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Em plena ditadura militar, Margarida foi uma das pioneiras na luta pelos direitos dos trabalhadores rurais. Ela tornou-se um símbolo político e tem seu nome carregado em uma marcha que reúne todos os anos, em Brasília, no dia 12 de agosto, milhares de mulheres trabalhadoras rurais: a Marcha das Margaridas.

Confira essa coletânea de trabalhos aqui na Biblioteca do Ideias!



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