Ideias na Mesa - Blog


postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

                                   Contos

O ambiente escolar oferece várias oportunidades para educação em saúde, pois propicia situações de aprendizagem para um amplo setor da população. Tais ações se iniciam desde a entrada das crianças na escola e perduram por todos os anos acadêmicos, garantindo o tempo e a intensidade necessários para as intervenções. Além disso, as ações na escola ainda permitem a articulação com a família e a comunidade.

branca de neveEm termos de EAN, crianças em idade pré e escolar se caracterizam como um grande desafio, pois é necessário que sejam adotados estratégias e materiais que captem seu interesse, estimulem a participação e a aquisição de conhecimento.

Pensando nisso, o objetivo do texto é refletir sobre as possibilidades do uso de histórias infantis, em particular dos contos tradicionais, como instrumento de EAN para pré e escolares.

No acervo de histórias infantis tradicionais, são encontradas várias situações relacionadas à alimentação que podem ser exploradas no ambiente escolar. A presença do alimento nas histórias é comum, pois representa o cotidiano. Pensando na representação de alimentos e da comensalidade, é possível recordar inúmeras histórias tradicionais - a cesta de piquenique de Chapeuzinho Vermelho; o mingau dos três ursos, apreciado por Cachinhos Dourados; a casa de guloseimas, encontrada por João e Maria, e os banquetes nos finais felizes das princesas.

chapeuzinho vermelho

Em estudo norte-americano, 114 livros de histórias infantis foram avaliados com o objetivo de identificarem a presença e o tipo de mensagens sobre alimentos. Os resultados mostraram que 45% dos livros faziam, pelo menos, uma menção sobre alimentos, enquanto 13%, cinco menções. A maioria delas pôde ser classificada segundo os grupos de alimentos da pirâmide alimentar, sendo que o mais mencionado foi o grupo dos grãos (21%), seguido das frutas (20%). Mensagens positivas, relacionando a alimentação com "divertimento, saúde, sabor e sinal de status econômico", foram mais frequentes (77%) do que mensagens negativas, tais como "engordam, não gosto, não está fresco, não saudável" (11,5%).

         Dessa forma, os contos de fada tradicionais podem ser ferramentas simples que permitem que pais, educadores e nutricionistas explorem inúmeros conceitos sobre alimentação e nutrição de forma lúdica e integrando diversas áreas do conhecimento. 

Para ter acesso ao artigo na íntegra acesse: http://ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=bibliotecaIdeias/view&id=194



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