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postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 30 de Novembro de 2016

 

A publicidade infantil é um tema de extrema delicadeza no contexto da promoção da saúde para este público. Organizações e entidades vem acumulando materiais, militância e esforços há vários anos visando a proteção da infância em face as investidas mercadológicas de produtos alimentícios em sua maioria não saudáveis e vinculados a imagens, conceitos e personagens. Nesse sentido, compartilhamos no [Biblioteca do Ideias] de hoje a publicação  ‘Caderno Legislativo: Publicidade Infantil‘.    

O caderno foi lançado no dia 24 de novembro no Salão Nobre da Câmara e a equipe do Ideias na Mesa acompanhou o evento.  A publicação foi produzida pela equipe do Criança e Consumo e traz uma análise detalhada dos projetos de lei que abordam o tema em tramitação no Congresso Nacional. O caderno também apresenta de maneira didática o funcionamento do processo legislativo, o debate existente sobre a regulação da publicidade e comunicação mercadológica dirigidas ao público infantil e desvenda os mitos da regulação da publicidade.

 A publicação contém 170 páginas divididas em cinco partes, e objetivo principal é criar subsídios para frente parlamentar e somar esforços da sociedade civil para regular a publicidade infantil. A primeira parte explica como funciona o processo legislativo, como as leis tramitam dentro da casa e a importância da participação social nesse processo. A segunda parte coloca luz no debate sobre a regulação da publicidade e a comunicação mercadológica dirigida ao público infantil. Temas como o uso da internet e de youtubers mirins são debatidos dentro do escopo de publicidades direcionadas à crianças.

As partes subsequentes trazem um panorama de como anda a regulação da publicidade infantil no Brasil e em outros países, e desmistifica algumas informações que geram confusão como a de que a regulação "vai proibir até as propagandas do Zé Gotinha!". Nas conclusões, o caderno menciona organizações e instituições favoráveis à regulação estatal da publicidade infantil como a ANDI – Comunicação e Direitos, Instituto Alana, Conselho Federal de Psicologia, Ministério Público Federal, IDEC, Movimento Infância Livre do Consumismo, Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor, Ministério da Justiça, Movimento Ética na TV e diversos acadêmicos e especialistas.

Por outro lado, na contramão da proteção dos direitos das crianças, entidades com interesses econômicos e vinculados em sua maioria a indústria como o Conar – Conselho de Autorregulamentação Publicitária, Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, ABA – Associação Brasileira de Anunciantes, Abral – Associação Brasileira de Licenciamento, Abrinq – Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, ABAP – Associação Brasileira de Agências de Publicidade, ABIA – Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, Maurício de Souza Produções e a APP – Associação dos Profissionais de Propaganda, entre outras instituições.

Acesse a publicação na íntegra em nossa biblioteca.      




postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Terça-feira, 12 de Julho de 2016

Sabe-se que atualmente, passa-se por um processo de transição nutricional. O conjunto de mudanças nos padrões alimentares, sociais, econômicos e culturais gera o desenvolvimento de diversas doenças crônicas não transmissíveis, como a obesidade e diabetes. Porém, no geral, a ciência preza pela valorização de um modelo biomédico, dispensando-se a visão de que a obesidade é uma doença multifatorial e que necessita assim, de um olhar humanizado, compreensivo e antropológico. Assim, pelo preconceito enraizado no discurso médico e popular, o obeso torna-se um sujeito “apático, preguiçoso, sem iniciativa e força de vontade”.

Contudo, não só na comunidade científica, mas nos espaços de diálogo, percebe-se o início de uma problematização onde se questiona se o indivíduo realmente possui liberdade de escolha sobre o que come ou se sofre influência e marketing massificados da indústria de alimentos e bebidas. Isto, na realidade, é de extrema importância para os profissionais de saúde e sociedade em geral, pois permite uma visão mais ampla, humanizada e clara para melhor compreender o indivíduo com algum tipo de excesso de peso.  

 

 

Aliás, o documentário FED UP, lançado em 2014 nos Estados Unidos, é uma excelente opção de filme que ilustra muito bem estes conceitos e indaga sobre o papel da indústria nos determinantes alimentares do consumidor, além de tentar desmistificar a culpabilização do indivíduo tão naturalizada em forma de intolerância na nossa sociedade.

Para debater sobre estes questionamentos, o [Pensando EAN] de hoje irá se basear no texto A ciência por trás das estratégias de compra, escrito por Guilherme Ferris, sócio diretor do Instituto Brasileiro de Neuromarketing e Neuroeconomia. Este instituto, aliás, é voltado para pesquisas e compreensão das influências que afetam o comportamento do consumidor com base nos estudos em Neurociência aplicada.

Você já parou para pensar em como as estratégias de marketing, ao longo dos anos, se desenvolveram tão fortemente? E como hoje em dia elas estão extremamente criativas, chamativas e conquistadoras, invadindo a sua casa, escolas, espaços de lazer e trabalho? O que será que as mídias sociais e a ciência têm a ver com isso? E por que será que as empresas parecem saber exatamente o que você quer?

Como tática, as companhias utilizam-se de inúmeros recursos de rastreamento para mapear e identificar o comportamento de consumidores afim de aprimorar as suas estratégias de venda.

"Elas varrem a internet atrás de pistas sobre o que sentimos e compramos e nos sugerem em que devemos gastar nosso dinheiro. Basta ligar o celular, para que saibam exatamente onde estamos e tentem até adivinhar o que vamos fazer. Outdoors já são capazes de filmar nossa expressão diante de um anúncio, óculos futuristas monitoram para onde vai nosso olhar e máquinas de ressonância magnética detectam as emoções que sentimos ao experimentar pela primeira vez o aroma de um novo sabão em pó. Não há limites para a ciência das vendas, que entrou em sua era de triunfo, agora com colaboração não só dos publicitários, mas de craques da computação, neurocientistas, antropólogos e estatísticos".


 

Existem ainda empresas especializadas em realizar este tipo de serviço de rastreamento, onde vendem suas informações a companhias maiores.

"Em um escritório na cidade de Little Rock, EUA, 23 mil servidores da Acxiom processam em torno de 50 trilhões de diferentes dados por ano. São informações como sexo, raça, peso, idade, altura, estado civil, escolaridade, posições políticas, hábitos de consumo, histórico de saúde e principais destinos nas férias de mais de 500 milhões de consumidores ao redor do mundo. Para cada pessoa cadastrada, são cerca de 1.500 dados. “Temos mais de 175 milhões de informações pessoais sobre brasileiros”, afirma Jeff Standridge, vice-presidente da empresa no país. Os dados são considerados públicos, uma vez que são coletados de registros de governo ou de publicações na internet, como blogs e sites pessoais, além de serem comprados de outras empresas, prática permitida por lei."

"Líder mundial no setor, a Acxiom é uma das cerca de 200 empresas no mundo dedicadas a colecionar informações pessoais sobre todo tipo de gente e vendê-las a companhias como HSBC, Toyota, Ford e lojas de departamento como a Macy’s, que podem criar estratégias personalizadas para vender mais. “A chance de desenhar um produto para o gosto de cada um é o Santo Graal do marketing e explica esses bancos de dados gigantescos”, diz Marcelo Träsel, professor de comunicação digital da PUC-RS.".


 

Essas questões já se tornaram inclusive lutas constantes de algumas sociedades de defesa do consumidor dos EUA.

"A possibilidade de se ler o cérebro de alguém para tentar descobrir o que ela quer comprar gerou protestos entre entidades de defesa do consumidor. A Commercial Alert, organização americana que combate os abusos da publicidade, pediu ao Congresso americano a proibição desse tipo de teste nos EUA."

"Esse tipo de manifestação mostra que podemos caminhar para uma regulamentação mais firme sobre essas atividades. Mas enquanto tudo é permitido, programadores criam algoritmos para seguir nossos passos virtuais e pesquisadores se debruçam sobre nosso comportamento para saber como nos atingir com propagandas. “O segredo está em fazer o cliente ver o benefício, como aproveitar os melhores preços e ter a compra de algo que estava procurando facilitada”, diz Balbinot, da Renner."

O artigo, aliás traz um infográfico que traz algumas dicas que podem auxiliá-lo a se proteger desse método de vendas.

 

E aí? Depois de ler esse texto, que tal refletir um pouquinho mais sobre a sua alimentação e sobre o preconceito que alguns indivíduos sofrem por possuírem algum tipo de excesso de peso? É sempre importante quebrar barreiras. 




postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015

O quadro de hoje apresenta uma animação criada pelo PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, que mostra algumas práticas utilizadas nas redes de supermercados para que nós compremos mais produtos muitas vezes sem nos darmos conta. 

Dentre os fatores que contribuem para uma boa saúde a alimentação saudável é fundamental. Entretanto, cada vez mais doenças associadas ao consumo de produtos ultraprocessados ricos em açúcar, gorduras e sódio tem surgido. Estes produtos não apenas interferem na saúde dos indivíduos, mas representam um modelo de comercialização que distancia os alimentos de sua forma natural transformando-os em produtos revestidos de rótulos e embalagens.

A indústria de alimentos se utiliza de estratégias de marketing através de propagandas para nos induzir a comprar determinados produtos, seja pelo apelo visual, emocional ou através de campanhas publicitárias. Além destas práticas diretas, alguns outros artifícios aos quais nos deparamos diariamente de maneira despercebida também acontecem.

Neste contexto a organização PROTESTE criou a animação “Armadilhas do Supermercado” para informar o consumidor de algumas estratégias que a rede de supermercados em parceria com a indústria de alimentos utiliza para que nós compremos mais produtos. Confira a animação no link.

Ao assistir a animação tente lembrar-se de alguma vez que foi ao supermercado e se deparou com algumas destas situações, e na próxima vez que for fazer compras tente evitar estas armadilhas. 


 

 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 30 de Junho de 2015

Este é o título da campanha lançada no dia 23 de junho pela Center For Science in The Public Interest (CSPI) em Washington, EUA. A campanha trás pessoas afetadas na vida real por diabetes, decaimento dentário, ganho de peso e outras doenças associadas ao consumo de refrigerantes, participando da regravação e paródia de um anúncio icônico realizado pela Coca-Cola em 1971 intitulado "Hilltop" - no topo da montanha, livre tradução.      

O anúncio de 1971 terminava com os atores cantando "Eu gostaria de ensinar o mundo a cantar em perfeita harmonia", "Eu gostaria de comprar uma coca e manter a companhia". De acordo com a organização sem fins lucrativos pela Defesa da Saúde que dirigiu o vídeo da CSPI, é a hora de mudar a melodia, e é esta a mensagem que o vídeo passa.

"Nos últimos 45 anos, a Coca-Cola e outras marcas de refrigerantes se utilizaram das mais sofisticadas e manipuladoras técnicas de marketing para convencer crianças e adultos de que um bebida promotora de doenças vai fazer eles se sentirem felizes", conta o Micheal F. Jacobson, diretor executivo da CSPI. Ele completa, "É uma campanha de lavagem cerebral multibilionária desenvolvida para distrair-nos da diabetes com pensamentos felizes. Nós achamos que era a hora de mudar a melodia".    

Refrigerantes e outras bebidas açucaradas são as principais fontes de calorias na dieta dos Americanos, e aumentam os riscos de desenvolver diabetes, decaimento dentário, e ganho de peso - condições encontradas nos pacientes do Hospital de Denver que participaram da filmagem.

"Estas bebidas são apenas uma das várias razões que contribuem para doenças, porém é a mais significativa", afirma Dr. Jeffry Gerber, um dos médicos do Hospital que aparecem na gravação. "Por ser um médico que pergunta aos meus pacientes sobre os alimentos e bebidas que eles escolhem, eu vejo a conexão entre consumo de bebidas e condições crônicas como as aqui descritas. É difícil de pedir aos pacientes que façam o consumo moderado quando anúncios presentes em vários lugares os persuade a um consumo exacerbado."

Você pode ajudar a campanha divulgando mensagens e compartilhando o vídeo nos seguintes meios virtuais:

Twitter

Facebook: 





postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 02 de Junho de 2015

Hoje apresentamos o texto reflexão escrito pela Camilla Ceylão, Nutricionista, defensora do direito humano à alimentação adequada e integrante do Projeto RAIS/CO, OPSAN-UnB. Nele, é abordado uma reflexão mais profunda sobre o conceito de Alimentação Saudável que tem sido utilizado de maneira oportunista como estratégia de marketing pela indústria alimentar.

Muito se tem falado e polemizado, atualmente, sobre os excessos e absurdos cometidos pelas propagandas de alimentos não saudáveis. Mas por que pegam tanto no pé de algumas empresas que fazem propagandas tão bonitas e divertidas? Qual é o problema delas? Será que tem uma explicação para essa crítica toda?

Vamos tentar explicar citando alguns exemplos, como o daquela empresa que vende alimentos ultraprocessados embutidos e congelados e recentemente vem veiculando uma campanha intitulada “Crônicas da Vida Moderna”. A campanha mostra uma mãe e seu filho. A mãe aparece com um celular na mão, sendo convencida – por dados disponíveis na internet – de que ele pode comer aquele alimento, já que é feito “com 100% de peito de frango”. A criança comemora.

Fonte: MILC

Outro exemplo é a nova campanha da maior marca de refrigerantes do mundo, intitulada “Mesa da felicidade”, que incentiva o compartilhamento de refeições entre família e amigos. A propaganda mostra famílias felizes compartilhando uma refeição, regada pelo refrigerante, produto principal, da empresa.

Mas, afinal, qual é o problema? Bom, o problema é que essas propagandas só ajudam a reforçar um conceito simplista e insuficiente de alimentação saudável, levando as pessoas a acreditarem que alimentos ultraprocessados (cheios de gorduras, açúcares, sódio e aditivos químicos, que endossam um modelo injusto e insustentável de produção de alimentos) podem fazer parte de uma alimentação considerada saudável e, por isso, serem consumidos sem restrições. O que não é verdade.

Veja, no primeiro exemplo, considera-se que uma criança pode comer um alimento ultraprocessado, pois entre seus ingredientes está o peito de frango – alimento considerado saudável. Porém a propaganda omite algumas informações importantes e “esquece” de dizer que o peito de frango não é o único ingrediente do produto – ele contém também vários outros ingredientes que não podem ser considerados saudáveis – que o alimento contém grandes quantidades de sódio e que é pré-frito.

Fica a pergunta: considerando todos esses aspectos, o produto ainda pode ser consumido sem restrições, só porque contém peito de frango?

Já no segundo exemplo, o da campanha do refrigerante, valoriza-se o compartilhamento de refeições, que vem sendo apontado por diversas pesquisas nacionais e internacionais, e inclusive pelo Ministério da Saúde, como uma prática saudável. Porém, a campanha peca ao relacionar esta prática a um produto ultraprocessado e, sabidamente, não saudável.

É importante saber que a alimentação saudável é composta por alimentos de verdade, aqueles que contêm e fornecem nutrientes, que são produzidos de forma social e ambientalmente justa, que estão livres de contaminantes físicos, químicos, biológicos e de organismos geneticamente modificados, que respeitam a cultura popular local, que são combinados e preparados com atenção, consumidos de forma regular e, de preferência, em boa companhia.*

Perceba que todos esses aspectos juntos influenciam a saúde e o bem-estar. Alimentação saudável é muito mais do que a ingestão de calorias e de nutrientes.

Assim, uma vez que se entende a alimentação saudável como algo muito mais complexo e amplo do que vem falando por aí, é possível perceber que o problema dessas propagandas está nos valores e interesses por trás do discurso bonito e divertido – porém insuficiente e pouco honesto – sobre a alimentação.

A utilização desse discurso tem se mostrado como uma boa estratégia de marketing e vendas para a indústria alimentícia, que conquista cada vez mais espaço na mesa das famílias brasileiras. Notícia boa para eles, porém preocupante para a nossa saúde.”

Acesse a fonte da notícia neste link. 


*Para saber mais sobre alimentação saudável, recomendamos a leitura do Guia Alimentar para População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo e com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde.



postado por Lucas Ferreira em Segunda-feira, 21 de Julho de 2014

A influência da publicidade nas escolhas alimentares é forte. Justamente por isso ela é uma ótima ferramenta para Educação Alimentar e Nutricional. 

Hoje nós vamos apresentar um dos projetos mais influentes da atualidade sobre alimentação, indústria e propaganda: O Canal do Campo à Mesa, criado pela jornalista Francine Lima.

Dá uma olhada no que ela mostrou sobre os refrigerantes:


A proposta do canal é informar a população aquilo que a indústria de alimentos "deixa de lado" pra evitar a perda de valiosos clientes, além de mostrar aqueles alimentos que não são muito bem vistos, mas podem fazer parte de uma alimentação saudável e saborosa. Com vídeos no youtube e uma página no facebook, Francine usa uma linguagem descontraída pra mostrar que a comida é muito mais do que parece, e com certeza mais do que a indústria tem pra te mostrar.

Pra completar, a paulista (que atualmente faz mestrado em Nutrição em Saúde Pública), compartilhou a sua experiência em EAN com a nossa Rede! Você pode conferir ela aqui.

Não perca os vídeos do canal, e não deixe de olhar a experiência da Francine no site do Ideias!


 

Você no Ideias na Mesa     

Todas as segundas-feiras uma experiência publicada na rede é divulgada aqui no blog! Queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional que acontecem em todos os lugares do país. Assim como a Francine, você também pode ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Ideias na Mesa em Quarta-feira, 07 de Maio de 2014

Recentemente, a Alianza por la Salud Alimentaria, um grupo de associações civis, organizações e profissionais preocupados com o crescimento do sobrepeso e obesidade no México, lançou a campanha “Nossas crianças em primeiro lugar”. Com a campanha, a associação busca conscientizar a população sobre a obesidade infantil no México e também sobre a influência do ambiente no aumento dos índices de sobrepeso e obesidade.

Uma em cada três crianças mexicanas apresentam sobrepeso ou obesidade. A indústria de bebidas e comidas industrializadas anuncia seus produtos às crianças frequentemente, contribuindo para a geração de maus hábitos alimentares desde cedo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que as campanhas publicitárias se aproveitam da “inocência” infantil para promover seus produtos, o que contribui para a formação de maus hábitos alimentares e aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de cânceres.

Por meio dessa campanha, a Aliança para a Saúde Alimentar, faz um alerta a fim de eliminar a publicidade de alimentos para o público infantil nos diferentes meios de comunicação acessados pelas crianças, seja pela Internet, nas ruas das grandes cidades, em locais de comercialização de alimentos, em cinemas, rádio e televisão, inclusive em brindes obtidos por meio da compra de alguns alimentos.

Assista ao vídeo da campanha: 

 

 

Fonte: http://alianzasalud.org.mx/2014/04/nuestros-ninos-son-primero-saquemos-toda-la-publicidad-de-comida-chatarra-de-su-mundo/



postado por Marília Barreto Meneses Pessoa Lima em Terça-feira, 29 de Abril de 2014

“Ser ético é estar disposto a discutir e argumentar em um grande espaço de debate sobre os princípios que queremos respeitar e seguir. No espaço de debate sobre a legalidade da publicidade para o público infantil, o Instituto Alana sempre se manifestou sobre o assunto e diz com clareza como gostaria que a sociedade convivesse. Nesse contexto, surgiu a normativa do Conanda que determina o fim da publicidade para o público infantil na televisão. Nesse sentido, podemos perceber a ética como sendo uma vitória da convivência em detrimento dos interesses singulares/particulares”. 

Em relação à publicidade de alimentos, “as pessoas que são contrárias à regulamentação da publicidade não enxergam que estão delegando às empresas e às agências de publicidade a educação ética e moral dos seus filhos, e ainda acusam os defensores da proibição de descaso em relação ao cuidado das crianças”. Disse o professor Júlio Pompeu (professor de ética da UFES) que também participou do 1º Fórum Prioridade Absoluta – Criança em Primeiro Lugar.

Assista ao vídeo com a opinião do professor Clóvis de Barros Filho sobre Ética e publicidade infantil:

Pensando EAN

Pensando EAN é um espaço para reflexões e citações sobre diversos temas relacionados à Comida, Cultura e Educação Alimentar e Nutricional. O post dessa semana é um debate sobre Ética e publicidade infantil do professor Clóvis de Barros Filho que foi transmitido no 1º Fórum Prioridade Absoluta- Crianças em Primeiro Lugar.



postado por Larissa Chaves Figueiredo em Terça-feira, 01 de Outubro de 2013

O que você acha do marketing de alimentos e bebidas dirigido às crianças?

O site Food MythBusters (Caçadores de mitos sobre a comida) traz uma reflexão sobre o conflito entre marketing de alimentos e o consumo de alimentos saudáveis e sobre a influência deste nos hábitos alimentares de crianças e adolescentes.

As grandes empresas de alimentos e bebidas gastam cerca de 2 bilhões ao ano com publicidade, para dizer às crianças e adolescentes o que elas devem comer, além de promoverem promoções e patrocínios.

Nos EUA as cadeias de fast food estão tomando o lugar das mercearias e mercados, reduzindo a disponibilidade de opções alimentares saudáveis.

Por essas e outras questões, que também são abordadas no vídeo de Anna Lappé, precisamos promover a alimentação saudável defendendo a comida de verdade e trabalhando para reduzir cada vez mais o marketing de alimentos não saudáveis voltado para crianças e adolescentes!

Confira o vídeo a seguir e reflita:

Fonte: PropagaNUT



postado por Larissa Chaves Figueiredo em Quarta-feira, 28 de Agosto de 2013

Diante do cenário atual em que a regulamentação da publicidade de alimentos para o público infantil está inserida, que tal refletir um pouco sobre a influência da indústria e o seu reflexo nas escolhas das crianças?

Confira o vídeo "Criança, a alma do negócio" a seguir e tire suas próprias conclusões!



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