Ideias na Mesa - Blog


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postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 02 de Junho de 2016

Como trouxemos em um post do [Pensando EAN] de abril, hoje em dia há uma ressignificação da relação entre o rural e o urbano, e as hortas dentro das grandes cidades são um ótimo exemplo disso. A agricultura urbana dialoga diretamente com a segurança alimentar e nutricional. Ela garante uma maior autonomia da população na produção e consumo de alimentos in natura, saudáveis e livres de agrotóxicos. Além disso, pode promover novas soluções para antigos problemas, como o desperdício e a fome, juntando conhecimentos tradicionais e novas tecnologias.

Os exemplos que trouxemos aqui utilizam propriedades da água para elaborar estruturas eficientes de produção de alimentos.

Aquaponia

Um sistema que vem revolucionando essa área que é ideal para pequenos espaços e também pode ser usada para produção em larga escala, é a Aquaponia: uma técnica que permite a produção de hortaliças, vegetais, plantas aquáticas comestíveis e frutos do mar para alimentação, de forma integrada e colaborativa – tanto os excrementos liberados pelos peixes na água compartilhada ajudam as plantas com seus nutrientes quanto as plantas ajudam na limpeza e oxigenação das águas para os peixes. Essa estrutura pode economizar até 90% de água em relação à agricultura convencional e ainda eliminar completamente a liberação de efluentes no meio ambiente, pois se trata de um sistema fechado.

Um exemplo desse sistema em escala maior, é o trabalho do grupo GrowUp, que já desenvolveu a primeira fazenda comercial de aquaponia em Londres. Veja aqui como fazer uma agroponia em casa, e aqui como essa ideia vem repercutindo no Brasil.

Swale

Pensando na questão da acessibilidade a alimentos frescos e saudáveis nas grandes cidades, as artistas e permaculturistas Mary Mattingly e Casey Tang criaram o projeto Swale: uma “floresta flutuante” feita em uma grande barca onde serão cultivados 80 tipos de alimentos para distribuição gratuita.

A grande inovação é a técnica semelhante a da aquaponia, utiliza a água do rio para cultivar o solo. O barco conta com uma vegetação própria de áreas úmidas, capaz de filtrar os recursos do rio e fornecer água para as outras plantas. Por apostar em espécies perenes, isto é, que têm ciclo de vida longo, o trabalho de manutenção é menor, o que facilita a replicação em áreas públicas.

Seguindo o pensamento que é possível existir de um modo independente da cadeia global de produção, Swale funciona tanto como uma escultura quanto uma ferramenta, as autoras afirmam que com esse projeto querem reforçar a água como um bem comum e trabalhar no sentido de alimentos frescos também como um bem comum, e que esperam que Swale seja uma chamada ao fortalecimento de novas formas de colaboração e cooperação. O projeto nos põem a reconsiderar nossos sistemas alimentares, para confirmar a crença na alimentação como um direito humano, e abrir caminhos para criar alimentos públicos no espaço público.



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Sexta-feira, 15 de Abril de 2016

Recentemente, a onda de food trucks se espalhou pelas cidades, marcando presença com suas preparações saborosas e repletas de novidades. Várias pessoas procuram esta tendência como uma forma de expressar sua gastronomia e identidade de uma forma rápida e acessível.

O [Comida na Tela] de hoje traz um filme super divertido e dedicado aos apaixonados por comidas e food trucks: Chef.

A história retrata a vida de Carl Casper, chef de um famoso restaurante de Los Angeles que volta e meia enfrenta sérios problemas com o proprietário do estabelecimento. Dono de um incrível talento culinário, Casper deseja inovar no cardápio e oferecer aos clientes novos sabores, cores, aromas e texturas, algo de que o seu tradicional chefe discorda.

Tudo complica quando um crítico gastronômico publica um texto bastante negativo a respeito do trabalho de Carl. Assim, o chef decide desistir de seu trabalho, e parte em busca de uma aventura com o seu filho e com o seu amigo, cruzando os Estados Unidos vendendo sua paixão e sua arte dentro de um food truck. Juntos, compartilham histórias, descobrem novos saberes e pratos de diferentes localidades.

Dá até pra fazer uma reflexão sobre patrimônio e cultura alimentar, comensalidade e partilha de alimentos em família, além da questão de gênero dentro da gastronomia e culinária cotidiana, o que acham?

Vale a pena assistir!

Confira algumas fotos:

 

 

 



postado por Larissa Chaves Figueiredo em Quarta-feira, 06 de Novembro de 2013

Uma enchente ocorrida no ano de 2012 em Bangladesh ocasionou dezenas de mortes e milhares de pessoas ilhadas; no entanto, esse desastre natural despertou na população a capacidade de superar desafios e desenvolver uma nova forma de plantio. Passaram, então, a plantar o arroz na água combinado com o cultivo de peixes e camarões em zonas inundadas pela água salgada, o que pode aumentar significativamente o rendimento das culturas e a variedade nutricional por hectare, reduzindo o impacto ao meio ambiente. Além disso, os peixes atuam como um sistema de controle de pragas, comendo insetos que causam danos às culturas, o que auxilia a diminuição do uso de pesticidas e demais substâncias tóxicas para o ser humano. De acordo com Nesar Ahmed, pesquisador na gestão das pescas na Universidade Agrícola de Bangladesh, iniciativas como essa em um país onde 27% da população é subnutrida devem ser valorizadas e, para ele, Bangladesh pode se tornar um país bem sucedido economicamente e na produção de alimentos por meio de uma revolução azul-verde.

Acesse fotos do agronegócio aqui: http://www.hypeness.com.br/2013/10/bangladesh-transforma-problema-das-enchentes-em-oportunidade-de-agronegocio/



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