Ideias na Mesa - Blog


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postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015

O [Biblioteca do Ideias] traz hoje um artigo que exprime um dos símbolos mais verdadeiramente brasileiros: a feijoada. Publicação de 2015, o autor expressa em seu trabalho muito mais do que um significado meramente cultural; abarca raízes de cunho político, social e artístico.

No Rio de Janeiro, a relação é ainda mais especial: o prato está presente em diversos points gastronômicos, no almoço de cada dia, nos encontros aos domingos, em eventos carnavalescos e até nas comemorações do Dia da Consciência Negra.

Neste artigo, ilustra-se didaticamente toda a sua trajetória histórica, que sofreu momentos de rejeição e de plena aceitação nacional. Para se ter uma ideia, no Rio de Janeiro, em tempos de controle sanitário por volta de 1850, culpava-se a iguaria pela disseminação da febre amarela além de outras mazelas, discurso propagado pela elite sanitarista. Com o avanço da ciência e movimentação de camadas populares, a feijoada foi ganhando cada vez mais seu espaço, até virar hoje uma verdadeira paixão nacional, um dos mais importantes símbolos de identidade cultural do povo brasileiro, um patrimônio.

 

E você? Que tal cozinhar uma feijoada com a sua família nesse final de semana e partilhar um momento especial à mesa? Lembre-se de comprar os ingredientes na feirinha agroecológica mais perto de você!

Para saber mais da história da feijoada, acesse o artigo na íntegra na nossa biblioteca: http://goo.gl/LNPtUw

Vale a pena a leitura!



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Terça-feira, 01 de Setembro de 2015


“Pelos campos há fome em grandes plantações

Pelas ruas marchando indecisos cordões 

Ainda fazem da flor seu mais forte refrão 

E acreditam nas flores vencendo o canhão”


Quem nunca ouviu essa música do grande Geraldo Vandré?!

Nessa música de protesto, o cantor retrata a fome e a miséria que assolava as populações rurais do Brasil na época da ditadura e do “milagre econômico brasileiro”

O [Pensando EAN] de hoje traz algumas reflexões sobre fome e consumo de vários alimentos, que foram destacados por meio da música popular brasileira, presente no artigo dos professores Francisco de Vasconcelos, Mariana Perrelli e Iris de Vasconcelos publicado esse ano.

O artigo investiga essas canções na época da ditadura militar no Brasil (1964-1985), com foco na análise das canções de protesto, gênero musical caracterizado por críticas estético-cultural, político-ideológica e social aos governos militares, período no qual surgiram nomes da MPB como, Caetano Veloso, Chico Buarque, Edu Lobo, Geraldo Vandré, Gilberto Gil, Gonzaguinha, Ivan Lins, Milton Nascimento, entre outros.

“Evidenciamos que a canção de protesto retratou elementos dos contextos econômico, político e social, e propiciou a difusão de hábitos e ideologias alimentares saudáveis ou não saudáveis, contribuindo para a construção da identidade alimentar brasileira”.

“ Em 1976, a dupla João Bosco e Aldir Blanc, na canção “O ronco da cuíca”, presenteiam-nos com uma instigante abordagem sobre a origem da fome:

A raiva dá pra parar, pra interromper.

A fome não dá pra interromper.

A raiva e a fome é coisas dos home.

A fome tem que ter raiva pra interromper.

A raiva é a fome de interromper.

A fome e a raiva é coisas dos home (Bosco, Blanc, 1976b) ”.


“ Na canção “Gente”, Caetano Veloso (1977) retrata de forma poética o contexto de miséria e de fome vivenciado por significativa parcela da população de trabalhadores brasileiros no pós-milagre econômico:

Gente lavando roupa, amassando pão,

Gente pobre arrancando a vida com a mão,

No coração da mata, gente quer prosseguir,

Quer durar, quer crescer,

Gente quer luzir ...

Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome (Veloso, 1977) ”.

 

“ Em 1987, os Titãs (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sergio Brito), compuseram a canção “Comida”, em que a fome ganha dimensão bem apropriada ao contexto de luta pela redemocratização que o país vivenciava – a fome de democracia, cultura, diversão, arte e felicidade:

A gente não quer só comida.

A gente quer comida, diversão e arte.

A gente não quer só comida.

A gente quer saída para qualquer parte.

A gente não quer só comida.

A gente quer bebida, diversão, balé.

A gente não quer só comida.

A gente quer a vida como a vida quer.

Bebida é água! Comida é pasto!

Você tem sede de quê? Você tem fome de quê?

A gente não quer só comer.

A gente quer comer e quer fazer amor.

A gente não quer só comer.

A gente quer prazer pra aliviar a dor (Antunes, Fromer, Brito, 1987) ”.


O artigo também contextualiza o quanto a luta contra a ditadura e pela redemocratização do país foi importante para o movimento sanitário brasileiro, de forma que foi possível a formulação e construção do SUS (Sistema Único de Saúde) e ampliou o movimento na luta pelo Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). Contudo para além dessas conquistas na saúde e nutrição, é frisado e analisado nas músicas o quanto o marketing e o consumo de alimentos industrializados ganharam força de consumo em nosso país durante aquela época.

“A canção de protesto “Alegria, alegria”, lançada em 1967, retrata de forma magistral a importância que o consumo do refrigerante Coca-Cola já representava no final dos anos 1960 para os hábitos alimentares dos jovens brasileiros: “Eu tomo uma Coca-Cola / ela pensa em casamento / uma canção me consola / eu vou” (Veloso, 1968)”.


“De fato, a introdução do consumo de Coca-Cola nos hábitos alimentares brasileiros tem sido creditada aos soldados norte-americanos, que no decorrer da Segunda Guerra Mundial (1941-1945) faziam paradas obrigatórias em Pernambuco (Recife) e Rio Grande do Norte (Natal) antes de prosseguir em seus navios e aviões para a Europa”.

“Naquele período foram implantadas as primeiras fábricas do refrigerante no Brasil e a partir de então foram desencadeadas as ricas campanhas publicitárias para a ampliação de seu consumo. Alguns slogans das campanhas tais como “isto faz um bem” (1959), “tudo vai melhor com Coca-Cola” (1966) e “Coca-Cola dá mais vida” (1972) denotam muito bem o apelo de marketing que os produtores desse refrigerante estrategicamente utilizaram para ampliar a adesão ao consumo desse importante símbolo do american way of life entre os jovens brasileiros (Coca-Cola..., 2013) ”.

Ao longo do artigo é possível identificar o quanto essas músicas retratam aquele contexto histórico e denunciam a fome, miséria, violência e outras explorações, ao mesmo tempo que foram veículos de difusão de novos hábitos e ideologias alimentares.

Você pode conferir esse artigo completo na [Biblioteca do Ideias]http://goo.gl/kpCS5n



postado por Ideias na Mesa em Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014


O ciclo de comemorações de aniversário do Ideias na Mesa se encerra com um presente muito especial: o livro colaborativo Mais que Receitas, resultado da contribuição de internautas que partilharam não só receitas, mas as histórias de pratos que marcaram a vida de suas famílias.  A publicação, que pode ser acessada aqui, reúne 48 receitas, algumas guardadas por gerações. Entre elas, Mojica de Peixe, Cuscuz, Abobrinha Recheada, Caldo de Aipim, molhos, massas e doces.

Alguns dos quesitos para a escolha dos pratos foram custo, simplicidade, combinação e uso de ingredientes orgânicos, agroecológicos e in natura. Ao folhear o livro, o leitor vai encontrar receitas distribuídas por categorias, de acordo com a preparação, além de uma indicação de frequência de consumo dentro das recomendações para uma alimentação saudável, variada e equilibrada.

As receitas que possuem etiquetas Refeição da família, por exemplo, podem fazer parte da rotina alimentar da casa. Já as receitas com a indicação Fim de Semana são mais energéticas, portanto, indicadas para um consumo esporádico, quando um amigo ou parente chegar para um lanche ou almoço. 

Uma outra informação importante nas receitas é voltada para as pessoas que possuem restrições alimentares, intolerância ou alergias a certos ingredientes, como glúten, leite e ovos. Se esse for o caso, basta que o leitor procure as etiquetas Sem glúten, Sem leite ou Sem ovos.
 
Esperamos que este seja apenas o primeiro de uma série de livros onde possamos compartilhar conhecimentos, histórias e experiências. Aproveite as festas para mergulhar na culinária brasileira! Chame os amigos e famíliares e comece e desfrute dessas delícias!

 

 

Serviço

Publicação: Mais que Receitas
Número de páginas: 171
Edição: Rede Ideias na Mesa
Disponível na biblioteca do Ideias na Mesa



postado por Maína Pereira em Terça-feira, 25 de Março de 2014

A alimentação está relacionada à evolução do ser humano ao longo da história. Ao se pensar em Educação Alimentar e Nutricional é essencial considerar a história da alimentação em seus diversos contextos.

O Pensando EAN dessa semana traz um vídeo com Henrique Carneiro, historiador e docente na Universidade de São Paulo (USP). No vídeo ele conta um pouco sobre algumas mudanças que influenciaram nos modos de vida da sociedade contemporânea.

Para ele, “toda a história da humanidade é a história da busca pelo alimento”.

Clique aqui ou na imagem abaixo para assistir:

henrique carneiro

 

Pensando EAN

Pensando EAN é um espaço para reflexões e citações sobre diversos temas relacionados à Comida, Cultura e Educação Alimentar e Nutricional. O post dessa semana é uma entrevista publicada em 2013 pelo Jornal Hoje com o historiador Henrique Carneiro.



postado por Luiza Lima Torquato em Segunda-feira, 10 de Março de 2014

Que tal conhecer as raízes gastronômicas e culturais dos povos indígenas e das diversas comunidades de imigrantes no Brasil? Ter conhecimento sobre a história da alimentação do país é importante para compreender o processo de formação dos hábitos e das práticas alimentares.

Essa é a proposta da série de sete mini-documentários Raízes da gastronomia brasileira que, desde fevereiro, é apresentada semanalmente no site do Slow Food Brasil.

A iniciativa foi idealizada em 2013 por um grupo ítalo-brasileiro de jovens documentaristas e um estudante gastrônomo coordenados pelo Slow Food Internacional, Slow Food Brasil e Universidade de Ciências Gastrônomica de Pollenzo (Itália).

Disponibilizamos aqui os 3 primeiros documentários da série: Raízes da gastronomia brasileira - Comunidades Indígenas; Comunidades Afrodescendentes; Comunidade Portuguesa. Mas vale a pena acompanhar os demais vídeos que serão lançados nas próximas semanas no site do Slow Food Brasil!


- Raízes da gastronomia brasileira - Comunidades Indígenas

 


- Raízes da gastronomia brasileira - Comunidades Afrodescendentes



- Raízes da gastronomia brasileira - Comunidades Indígenas

 


Serviço:

Documentário Raízes da Gastronomia Brasileira
Projeto idealizado pelo Slow Food, em colaboração com a Universidade de Ciências Gastronómicas (Pollenzo, Itália) a revista Prazeres da Mesa. 



postado por Shila Minari Hargreaves em Terça-feira, 23 de Julho de 2013

A Embrapa, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, disponibilizou uma cartilha para ajudar crianças a entenderem o que são alimentos orgânicos e seus benefícios. A cartilha explica os conceitos por meio de uma história em quadrinhos e traz alguns passatempos relacionados ao tema para que a criança se envolva mais com o assunto. Vale a pena conferir!



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