Ideias na Mesa - Blog


Posts Relacionados com a(tag):futuro

postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017

A capacidade da humanidade se alimentar no futuro está em perigo devido à intensificação da pressão sobre os recursos naturais, à crescente desigualdade e às consequências trazidas pelas mudanças climática, de acordo com um novo relatório da FAO, que é tema do [Biblioteca do Ideias] de hoje.

Apesar de termos alcançado progressos reais e significativos para a redução da fome no mundo, nos últimos 30 anos, "aumentar a produção de alimentos e crescer economicamente têm, muitas vezes, um custo muito alto para o meio ambiente", diz o relatório "O Futuro da Alimentação e Agricultura: Tendências e Desafios". 

"Quase metade das florestas que cobriam a Terra desapareceram. As fontes de água subterrânea estão sendo esgotadas rapidamente. A biodiversidade foi profundamente corroída", observa.

Até 2050 a população mundial deve atingir os 10 bilhões de pessoas. Em um cenário com crescimento econômico moderado, esse aumento da população aumentará a demanda global de produtos agrícolas em 50% em relação à atual demanda, intensificando as pressões sobre os já esgotados recursos naturais.

Ao mesmo tempo, mais pessoas estarão comendo menos cereais e mais carnes, frutas, legumes e alimentos processados - um resultado de uma transição alimentar global em curso que irá adicionar ainda mais pressão ao sistema alimentar, provocando mais desmatamento, degradação da terra e aumentando a emissão de gases causadores do efeito de estufa.

Juntamente com estas tendências, as mudanças climáticas vão adicionar obstáculos. 

O relatório dá esperança quando apresenta a possibiidade de acabarmos com a fome no mundo a partir de sistemas agrícolas e alimentares sustentáveis que satisfaçam as necessidades de uma população mundial crescente. Mas alerta sobre a importância de "grandes transformações" para que isso aconteça. 

"Sem esforços adicionais para promover o desenvolvimento em prol dos pobres, reduzir as desigualdades e proteger as pessoas vulneráveis, mais de 600 milhões de pessoas ainda estarão subnutridas em 2030", diz.

O relatório discute ainda que os sistemas agrícolas que usam insumos e recursos intensivos, que causam desmatamento, escassez de água, esgotamento do solo e altos níveis de emissões de gases de efeito estufa, não podem fornecer alimentos e produção agrícola sustentável, por isso devem ser substituídos por métodos sustentáveis. 

Ainda segundo o relatório as 15 tendências para o sistema alimentar são:

- Uma população mundial em rápida expansão marcada por "pontos quentes" de crescimento, urbanização e envelhecimento

- Diversas tendências no crescimento econômico, renda familiar, investimento agrícola e desigualdade econômica.

- Maior competição pelos recursos naturais

- Alterações Climáticas

- Poucas alterações relacionadas à produção agrícola

- Doenças transfronteiriças

- Aumento dos conflitos, crises e desastres naturais

- Persistência da pobreza, desigualdade e insegurança alimentar

- Transições alimentares que afetam a nutrição e a saúde

- Alterações estruturais nos sistemas econômicos e implicações no emprego

- Aumento da migração

- Mudança dos sistemas alimentares e consequentes impactos nos meios de subsistência dos agricultores

- Persistência de perdas de alimentos e desperdício

- Novos mecanismos de governança internacional para responder a questões de segurança alimentar e nutricional

- Mudanças no financiamento internacional para o desenvolvimento.

E os 10 desafios são:

- Adotar práticas agrícolas mais sustentáveis

- Garantir uma base sustentável de recursos naturais

- Abordagem das alterações climáticas e intensificação dos riscos naturais

- Erradicar a pobreza extrema e reduzir a desigualdade

- Eliminar a fome e todas as formas de desnutrição

- Tornar os sistemas alimentares mais eficientes, inclusivos e resilientes

- Melhorar as oportunidades de obtenção de rendimentos nas zonas rurais e abordar as causas profundas da migração

- Fortalecer a resistência para superar crises prolongadas, catástrofes e conflitos

- Prevenção das ameaças transfronteiras e emergentes da agricultura e do sistema alimentar

- Abordar a necessidade de uma governança nacional e internacional coerente e eficaz

O resumo desse relatório em espanhol pode ser acessado aqui e o completo em inglês está aqui.



postado por Débora Castilho em Quinta-feira, 06 de Agosto de 2015

Você já imaginou uma cozinha que recicla água e sugere receitas de acordo com estoque?

E um garfo que controla a velocidade com que você se alimenta e avisa quando você estiver em um ritmo muito acelerado?

Pois então, eles já existem!

O [Mais que Ideias], hoje traz algumas ideias de uso da tecnologia na cozinha, confira abaixo alguns exemplos:

Cozinha inteligente

O projeto da cozinha inteligente foi exposto em Milão, no principal evento de arquitetura e design da categoria, e foi apreciado por mais de 250 mil visitantes. Baseado em experiências de uso e consumo coletadas pelos estudantes em diversas partes do mundo, o projeto promete o melhor aproveitamento na cozinha em todos os aspectos, tanto espaço, quanto desperdício de água e alimentos. Toda a água utilizada no processo de preparo de comida pode ser reaproveitada através se um sistema de filtros de carbono. 

Um dos destaques da cozinha do futuro são as sugestões incorporadas em seu uso cotidiano que sutilmente podem orientar quais as melhores escolhas para preparar determinadas receitas ou combinações, e sugere ideias de preparações com o tipo de alimento que está disponível na geladeira. 

Há também um sistema que alerta o usuário sobre o que ele ainda tem na geladeira e o que precisa comprar no supermercado para manter uma alimentação adequada, que também é monitorada pela cozinha inteligente.

As imagens abaixo mostram detalhes deste projeto que pretende revolucionar as cozinhas mundo afora:

 

    

 

    

 

   

 

Nutrima

Esta placa flexível analisa os alimentos que são colocados sobre ela e mostra se aquele produto está bom para o consumo, quantas calorias serão ingeridas, qual o peso da amostra e outras informações nutricionais. De acordo com o projeto, o Nutrima seria bastante sustentável, sendo carregado mecanicamente com o movimento da placa.

Este pequeno objeto ainda é apenas um protótipo e possivelmente vai passar por muitas mudanças até chegar ao mercado, mas a ideia é genial e é bom saber que existem pessoas pensando nisso.

 

 

 

Bio Robot Refrigerator

Imagine redesenhar completamente a sua geladeira e, no lugar de uma porta, você se deparar com um biopolímero em gel que "come" os seus alimentos e os mantém gelados? Parece saído de um filme de terror, mas esse refrigerador seria uma ótima ideia para acabar com o mau cheiro da geladeira, já que o ambiente é completamente selado.

 

Cada produto ficaria completamente separado um do outro, fazendo com que a vida útil dos alimentos aumentasse — todas as vezes que a porta da geladeira é aberta, o ar quente que entra acaba diminuindo um pouco a validade dos alimentos armazenados ali. Este produto não está nem em fase de testes, mas seria um redesenho interessante para um eletrodoméstico tão útil como a geladeira.

 

HAPIfork

Este produto, ao contrário de todos os anteriores, não é apenas um conceito: ele já está à venda e promete tornar a sua alimentação mais saudável ao fazer uma redução no modo como você come as suas refeições. Ele controla a velocidade com que você se alimenta e avisa quando você estiver em um ritmo muito acelerado.

 

Isso faz com que, aos poucos, você consiga se alimentar de maneira mais lenta, o que ajuda bastante a ser mais saudável. Ele pode ser conectado a aplicativos para o iOS e Android.

 

E aí o que você acha do uso da tecnologia na cozinha? Será que ela pode contribuir para as facilidades no dia a dia e também para a adoção de uma alimentação saudável?

Reflita e compartilhe conosco a sua opinião!

 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Terça-feira, 14 de Abril de 2015

Você já ouviu falar em alimentação viva?

A alimentação viva trata-se de um estilo de vida que encara a vida, a alimentação e uma maneira de interagirmos com a natureza e os nutrientes que nos é oferecido na alimentação.

Esse estilo é baseado em conceitos da economia energética alimentar, onde o consumo de vegetais vivos, crus, germinados ou hidratados necessita de um menor trabalho digestivo.

No TEDxCampos de 2012, a professora Ana Branco trouxe a alimentação viva como uma alternativa à alimentação saudável, popularizada agora, mas surgida nos anos 90 e reflete sobre a experiência do seu grupo BioChip:

“Construímos uma sala de aula itinerante, onde a gente instala nas hortas de cultivo orgânico e lá é o lugar onde a gente acredita que serão os espaços e os centros culturais do futuro porque é lá o lugar do saber, do sabor e da energia vital e lá onde a gente vai aprender a vida”.

Veja abaixo o vídeo da professora Ana Branco abordando o movimento da Alimentação Viva como uma alternativa para o futuro alimentar.

Nas próximas semanas, o Pensando EAN irá abordar outras alternativas alimentares como a alimentação viva. É sempre bom conhecer diferentes estilos de vida!


Pensando EAN

Pensando EAN é um espaço para reflexões e citações sobre diversos temas relacionados à Comida, Cultura e Educação Alimentar e Nutricional. O post dessa semana apresenta a Alimentação Viva como uma das alternativas à uma alimentação saudável. Realizada no TEDxCampos 2012 (tedxcampos.com.br), a apresentação foi feita pela professora Ana Branco do Departamento de Artes da PUC-Rio e orientadora do grupo BioChip, que segue o movimento da Alimentação Viva, uma forma de alimentação baseada em alimentos naturais crus, frescos e secos.



Observatório Opsan UNB
facebook
twitter
Layout e programação do site Identidade visual
Faça o ligin para continuar!

clique aqui