Ideias na Mesa - Blog


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postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2016

Na última quarta-feira a equipe do Ideias na mesa se encontrou no Cine Brasília para assistir e analisar o filme “18 Comidas”.

De nacionalidade espanhola e direção de Jorge Coiria Nieto, a trama traz o enredo de diferentes personagens, que as vezes se entrecruzam, onde as principais refeições do dia - café da manhã, almoço e jantar - servem como pano de fundo para interação entre os envolvidos. O número 18 surge a partir de seis histórias que acontecem em diferentes lugares em uma cidade na Espanha durante o período de cada refeição.

Distintas situações que acontecem cotidianamente entre as pessoas são retratadas com extrema naturalidade. Um músico de rua solitário que cruza com um imigrante da Macedônia, uma mulher casada descrente com sua relação, um irmão que não aceita a opção sexual de seu caçula, um casal de idosos e sua rotina e dois amigos tentando manter-se o dia todo embriagados. Estes são alguns dos elementos que dão liga à produção, e claro, tudo acontece em torno da comida.

Apesar do nome, “18 Comidas” não é um filme centrado na gastronomia ou que conta a história de 18 comidas típicas, mas sim uma película onde a comida é o veículo para que 18 histórias aconteçam. A comida por tanto levaria, no mínimo, o prêmio de “melhor coadjuvante”, sem a qual o enredo dificilmente bastaria.         

As refeições por mais simples e rotineiras que sejam tem o poder de reunir as pessoas para compartilhar algo, seja a comida em si, os métodos de preparo ou interagir uns com os outros. A comida tem um papel que vai além do aspecto biológico de se alimentar, ela serve também para que sentimentos e vontades se concretizem. 


 



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2015

Falar de Educação Alimentar e Nutricional e agroecologia nos dias de hoje ainda causa um pouco de dúvidas apesar de as pessoas estarem cada vez mais interessadas. Imagine então falar destes temas há 10 anos atrás?  

No quadro de hoje disponibilizamos a série temática “Brava Gente Brasileira”, criada em 2004 pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Brava Gente Brasileira aborda duas iniciativas distintas, mas com o mesmo objetivo: melhorar a qualidade da alimentação local. Em Minas Gerais a experiência da Cozinha Comunitária Sertaneja e em Florianópolis do Instituto Estadual de Educação.

O Cozinha Comunitária Sertaneja se localiza no município de Porteirinha no norte de MG, região onde se passam as histórias de Guimarães Rosa. O objetivo da Cozinha é fornecer uma comida barata e de qualidade através de um restaurante popular que utiliza alimentos agroecológicos. Por meio desta relação toda a comunidade se beneficia, a população tem acesso a alimentos livres de agrotóxicos e transgênicos a um preço justo, o meio ambiente é preservado pelo fortalecimento de produtores orgânicos e os agricultores familiares geram renda por terem um mercado para escoar seus produtos.   

Em Florianópolis – SC, dois Projetos de Lei garantiram uma alimentação mais saudável nas escolas, a lei dos orgânicos, nº 12.282, regula a alimentação nas escolas públicas e a lei nº 12.061 regula as cantinas nas escolas da iniciativa privada. Desta forma, as leis favorecem sistemas alimentares e práticas que aumentem a consciência dos estudantes sobre hábitos alimentares mais saudáveis tanto do ponto de vista nutricional quanto no impacto ambiental.     

Apesar destas experiências datarem de mais de uma década atrás, os temas permanecem extremamente relevantes ao passo que ainda hoje no Brasil existem grupos populacionais que passam fome ou estão em situação de insegurança alimentar e nutricional e antagonicamente sobrepeso e obesidade. Além desta questão, o uso de agrotóxicos e transgênicos para a produção de frutas e hortaliças aumentou vertiginosamente, colocando em risco a saúde da população que consome, dos agricultores que produzem e causando desequilíbrios ambientais.

Para entender um pouco mais sobre como a Educação Alimentar e Nutricional se insere no contexto da Segurança Alimentar e Nutricional e no Direito Humano a Alimentação Adequada confira o artigo publicado na Revista de Psicologia da USP.

Durante o 1º Encontro da Rede Ideias na Mesa a experiência “Cozinha Comunitária Sertaneja” foi exibida e em seguida, um debate com a professora e PHD Denise Oliveira sobre os temas abordados, para assistir basta clicar no link


 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015

Você gosta de se aventurar na cozinha ou falta apenas um empurrãozinho para aquecer as panelas? No quadro de hoje você vai encontrar a inspiração que faltava.

Te convidamos a se deliciar com o canal e blog culinário Caramelo Salgado criado pela nutricionista e gastrônoma Karoline Cruvinel. O objetivo principal é o compartilhamento de receitas através de vídeos para que as pessoas possam reproduzi-las em casa. Além de pratos deliciosos, a bela estética das imagens e cenas torna o canal uma experiência sensorial ainda mais completa.

O Ideias na Mesa entrevistou Karoline para saber algumas curiosidades a respeito da concepção e conceitos do canal, confira:

Ideias na Mesa: Como surgiu a ideia de criar o blog/canal "Caramelo Salgado" e como se deu a escolha do nome?

Karoline Cruvinel: A ideia surgiu quando senti a necessidade de compartilhar dicas e receitas para amigos e conhecidos, que sempre me pediam receitas, de várias coisas... acho que mais fácil do que escrever a receita é ver a pessoa fazendo, né? Sempre pesquisei muito na internet e ficava decepcionada quando recriava uma receita e ela dava errado, e por isso adoro ver tudo em vídeo. Também foi uma forma de me manter sempre atualizada, pois como estipulei uma frequência de postagem fixa semanal, estou sempre fazendo receitas diferentes e estudando mais sobre gastronomia, que é minha paixão.

O nome é caramelo salgado por dois motivos: 1. É um dos meus sabores preferidos

2. Apesar da minha preferência pela confeitaria, o blog e canal tem receitas doces (“caramelo”) e salgadas (“salgado”)

IM: Na descrição do blog você conta que o interesse por culinária começou cedo. Existe algum alimento ou preparação que te vem a memória desta época? E que lembranças te trás?

KC: Nossa, muitas! Um clássico é o tradicional bolo de cenoura com casquinha de chocolate, que comia quentinho. Outro que me vem a cabeça é um prato que minha mãe sempre fez no natal, um frango recheado, e que sempre, sempre, até hoje, tem o mesmo gosto de infância. As memórias são maravilhosas, da época que eu era pequena e sempre ficava atrás da minha mãe quando fazia creme de confeiteiro, pra lamber a panela. Ou de quando fiz minha primeira receita sozinha, foi uma torta de frango que demorei umas 4 horas pra fazer rs. Eu me inscrevi no vestibular para Nutrição depois de ver que podia ser uma nutricionista que modificava receitas (logo depois de uma matéria no globo repórter que mostrava nutris que trabalhavam com técnica dietética). Essas lembranças me trazem muita alegria, eu realmente amava e ainda amo muito ficar na cozinha.

IM: De que forma você acredita que as práticas culinárias podem contribuir para uma vida mais saudável?

KC: Principalmente pela capacidade que temos de usar as práticas culinárias para fazer COMIDA DE VERDADE, de fugir da indústria e das comidas prontas. Se você ensina uma pessoa a fazer o próprio molho de tomate em casa, você ensina essa pessoa a não comprar molhos prontos, a ter mais saúde no prato, a usar os tomates que estavam esquecidos na geladeira e consequentemente diminuir o desperdício. É um ciclo do bem. Uma vida saudável, no meu ponto de vista, engloba o lado emocional dos alimentos, e a cozinha caseira, sem porcarias prontas, preparada com carinho em casa, faz parte dessa saúde.

Não sou a favor do terrorismo nutricional, da guerra contra o glúten e a lactose. Vejo muitas pessoas que decidem não comer glúten por modismo e começam a se entupir de biscoitos e barrinhas industrializadas, e que condenam a ideia de fazer um pãozinho caseiro na própria cozinha. Acredito que tudo deve ser colocado na balança e sempre deve prevalecer o mais perto de uma comida de verdade.  


Para acompanhar as publicações e dicas de Caramelo Salgado inscreva-se no canal.      

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 20 de Novembro de 2015

Como parte das comemorações do terceiro aniversário da Rede Virtual Ideias na Mesa, foi lançada uma animação que explica de maneira lúdica e didática os conceitos e princípios do Marco de Referência em Educação Alimentar e Nutricional (EAN) para Políticas Públicas.

"Esse vídeo transformou conteúdos densos, dos nove princípios em numa linguagem muito clara, muito objetiva e bonita também. Ele permite uma introdução a esse conteúdo com uma linguagem amigável para as pessoas refletirem sobre sua prática", explica Elisabetta. O roteiro foi criado pela equipe Ideias na Mesa com a cooperação dos designers Fernando Hiro e Morgana Boeschenstein.

Durante a animação são apresentados os 9 princípios do Marco que montam experiências e práticas de Educação Alimentar e Nutricional que contribuem para um sistema alimentar mais saudável e sustentável. Em relação a culinário dentro do contexto da EAN, os princípios 3 e 4 abordam a valorização da cultura alimentar nas diferentes regiões, que trazem uma riqueza de práticas e conhecimentos, e o papel da comida e do alimento enquanto prática emancipatório por tornar as pessoas mais conscientes acerca de práticas alimentares saudáveis e que respeitam o meio ambiente.

Para elaboração do vídeo, os designers Fernando Hiro e Morgana Boeschenstein construíram as cenas a partir de imagens utilizando a técnica visual de aquarela. As artes também ficaram expostas em murais durante o evento da Rede Ideias na Mesa. Confira algumas imagens: 


 

 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 06 de Novembro de 2015

[Comida na Tela] Betinho – A esperança equilibrista


No dia 29 de outubro aconteceu a estreia no cinema nacional do documentário “Betinho – A esperança equilibrista”, dirigido por Victor Lopes e produzido por Daniel Souza. O longa conta a belíssima história de Herbert José de Souza, conhecido como Betinho, e marca o ano em que o sociólogo comemoraria o seu octogésimo aniversário.

Mais do que contar a vida deste célebre brasileiro, o filme mostra as significativas contribuições que Betinho deu para diminuição das injustiças sociais a para democracia no país da época. Hebert de Souza se acostumou a superar obstáculos desde a infância, hemofílico assim como seu irmão Henfil (cartunista) e Chico Mário (músico), faleceu em 1997 em virtude de complicações da AIDS.

A hemofilia – distúrbio que afeta a coagulação do sangue - não o impediu de atuar como ativista político. Ele foi perseguido e exilado durante a ditadura militar e posteriormente se tornou ícone das campanhas de conscientização sobre AIDS e na luta contra a fome.

O Brasil em 2014 saiu pela primeira vez do mapa da fome de acordo com as Nações Unidas, e sem dúvida, a contribuição de Betinho para levantar esta bandeira foi de suma importância já nos anos 90. Ele dizia que “a fome tem pressa”, e em 1993 criou a campanha natal sem fome para arrecadar e distribuir alimentos para pessoas com necessidades.

A movimentação originou a prática que se faz presente até hoje em alguns estabelecimentos que pedem a doação de alimentos não perecíveis como forma de ingresso em eventos. A partir desta ação e de pesquisas no Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) de sua fundação, ele evidenciou a ausência de políticas públicas que tivessem como objetivo solucionar este problema.

O legado deixado por Betinho segue vivo e atual, e não por menos, foi imortalizado na canção O bêbado e A equilibrista de Elis Regina que diz que “A esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar”. 

O documentário está em cartaz em diferentes cidades do Brasil, para assisti-lo consulte a programação de cinemas de sua cidade. 


 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Terça-feira, 03 de Novembro de 2015

Durante essa semana (03 ao 06/11) estará acontecendo a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Brasília.

Portanto abordaremos hoje no [Pensando EAN] o tema da 5ª Conferência: Comida de verdade no campo e na cidade, com uma entrevista dada pela presidente do Consea Nacional, Maria Emília Lisboa Pacheco ao programa Entrevista do canal Futura.

Na entrevista a antropóloga defende a agricultura familiar e seu papel como principal fonte de abastecimento de alimentos à mesa das/os brasileiras/os, por sua produção sustentável, que preserva a biodiversidade e pelo cuidado com a saúde humana.

Além disso, Maria Emília ressalta o papel da agroecologia como um sistema capaz de alimentar as 7 bilhões de pessoas do planeta de forma saudável e sem agrotóxicos, em oposição ao modelo convencional atuante.

“A agroecologia significa também a valorização das sementes tracionais” e também que a “agroecologia significa o manejo sustentável dos recursos naturais, ter uma relação mais harmoniosa com a natureza, mas também, tem uma dimensão social, econômica e política”.

Em contraposição ao modelo do agronegócio, que tem aumentado o consumo de agrotóxicos por parte da população brasileira e pelo avanço das monoculturas, Maria Emília defende políticas eficazes na garantia ao direito a uma alimentação saudável e adequada no Brasil:

“No Brasil nós não temos política suficientes ainda que garantam que nós tenhamos uma alimentação adequada e de qualidade para o consumo da população”.

Porém, avalia de forma positiva a implantação do Programa Aquisição de Alimentos (PAA), mas também, pontua a necessidade das normas sanitárias serem menos severas quanto à produção da agricultura familiar e assim prover #comida de verdade à mesa da população brasileira.

A presidente do Consea, ainda reflete sobre a defesa dos circuitos curtos dos alimentos:

“Precisamos evitar o passeio dos alimentos”, “o alimento as vezes percorre milhares de quilômetros” e, portanto, “precisamos descentralizar o sistema de distribuição e abastecimento alimentar no Brasil”.

E faremos isso, segundo ela: “apoiando feiras, principalmente as agroecológicas, isso se faz apoiando os sistemas de rede da economia solidária”, por fim ela pontua:

“Com isso reduzimos o gasto de energia, vamos permitir uma maior aproximação entre quem produz e quem consome e vamos assegurar uma maior diversificação dos alimentos em respeito ao tempo de safra dos alimentos”.

Fique mais por dentro do tema assistindo a entrevista logo abaixo:  



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Terça-feira, 20 de Outubro de 2015

Temos hoje no [Você no Ideias] uma experiência realizada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal nas escolas e creches da cidade.

A iniciativa foi chamada e “O que tem na sopa? ” e teve base em atividades lúdicas e artísticas para despertar o interesse das crianças sobre a alimentação saudável  e o consumo  destes alimentos no ambiente escolar.

Inicialmente na ação foi apresentada uma palestra sobre os alimentos que iriam compor a sopa de legumes e a salada de frutas após toda a atividade de EAN. Além disso as crianças puderam ter contato direto com os alimentos, despertando o lado sensorial, principalmente do tato e visão.

 

Como parte da iniciativa foi pedido às crianças um desenho dos alimentos que tiveram o contato antecipadamente, despertando outras sensações e conhecimentos nelas.


 

Foi frisado também a importância do não desperdício dos alimentos durante toda a ação.

Confira essa incrível experiência de EAN aqui.


Você no Ideias na Mesa!      

Em 2015 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Maria Alvim, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 16 de Outubro de 2015

Alimentação também é cultura!

E no Dia Mundial da Alimentação, que comemoramos no dia de hoje, o [Comida na Tela] traz o documentário: "Engenhos de Cultura - Teias Agroecológicas" que ilustra bem aquela frase inicial.

O documentário foi realizado pelo Ponto de Cultura Engenhos de Farinha/CEPAGRO em conjunto com os movimentos Cultura Viva, Rede Ecovida de Agroecologia e o Sloow Food.

Por meio depoimentos de e com o objetivo de dar voz às agricultoras e agricultores familiares, o filme mostra suas visões e saberes sobre a agricultura, além do resgate sobre a cultura de engenhos que predominava na região do litoral do estado de Santa Catarina.

 

Esses engenhos eram e ainda são considerados importantes espaços de encontros e festas que permeiam a cultura alimentar dessas populações, que, entretanto, sofreram perdas significativas de valor ao longo dos anos, por conta da legislação sanitária que vigora nos dias de hoje.

A cultura dos engenhos agrega significado cultural e é de fundamental importância para a promoção da agroecologia, alimentação saudável e para a valorização do patrimônio alimentar da região.

 

Como foco do documentário, a mandioca permeia o complexo cultural e de patrimônio das ações de resgate e fortalecimento dos engenhos, visto seu potencial como um alimento que exerce um importante papel na questão da segurança alimentar e nutricional e no direito humano a alimentação saudável e adequada.

Confira o documentário completo logo abaixo:

doc ENGENHOS DA CULTURA • Teias Agroecológicas from VAGALUZES FILMES on Vimeo.



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015

Você teria coragem de largar a estabilidade da sua vida em sua cidade e viajar durante um ano por todo o mundo em busca de reconectar-se com seu "EU" verdadeiro de novo?

Temos hoje no [Comida na Tela] um novo clássico do cinema: Comer, rezar e amar, uma adaptação do livro best seller autobiográfico da autora Elizabeth Gilbert, que fez exatamente isso, largou sua vida de conforto e partiu a desbravar o mundo.

O filme é estrelado e protagonizado pela belíssima atriz Julia Roberts e ainda possui o elenco nomes como James Franco, Viola Davis, Javier Bardem, entre outros.

Comer, rezar e amar conta a história de Liz, que percebe a infelicidade com a vida que leva, seu casamento, o trabalho, a família e por fim decidi mudar tudo e ir em busca de autoconhecimento.

Dessa forma Liz decide viajar durante um ano visitando três destinos fantásticos ao redor do mundo, sendo: Itália, Índia e Indonésia, respectivamente.

Na Itália, ela decide voltar a ter “apetite” pela vida.  No filme, Elizabeth diz à amiga que costumava ter fome e sentir somente os sabores e cheiros daquilo que comia. Pois se sentia influenciada pelos padrões impostos do “corpo perfeito”.  Então ela se vê livre desses padrões   e começa a comer de forma a envolver todos os sentidos, de encontro aos sabores. “Estou tendo um relacionamento com a pizza, quase um caso de amor”, diz a protagonista, enquanto devora uma pizza margherita, que foi comer na origem, em Nápoles.

Ela decide viver um período sem culpas e de entrega à culinária italiana, apreciando a tão famosa cultura alimentar local com vinhos, diversas massas e simpatia italiana.

Na Índia explora seu lado espiritual por meio do poder da meditação, do autoconhecimento e do perdão. Em Bali, na Indonésia encontra sua paz interior, equilíbrio e a possibilidade de um novo amor.

O filme nos faz mergulhar nas emoções e sentimentos de Liz por meio de seus pensamentos e análises da vida. E para quem ama ou gosta de viajar, Comer, rezar e amar, é uma ótima pedida, a sua fotografia é totalmente um convite para embarcar em um próximo avião.

O canal Tastemade Brasil, junto com o Gastronomismo lançaram no Comida de Cinema a receita de uma das comidas que Liz conheceu em um dos seus destinos de viagem. E o prato escolhido foi a pizza margherita tão famosa na Itália.

Confira no vídeo logo abaixo:



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 11 de Setembro de 2015

Já ouviu falar sobre Agricultura Urbana e hortas comunitárias? Assista ao documentário “Saindo da Caixinha” e descubra que estes temas vão muito além do aspecto alimentar.

O curta foi produzido pelo Grupo de Pesquisa Promoção da Saúde e Segurança Alimentar e Nutricional, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, e tem como foco abordar os benefícios que uma horta comunitária pode trazer para escolas, comunidades e espaços de socialização, demonstrando resultados na vida e na saúde das pessoas envolvidas.

O primeiro personagem da vida real a dar seu relato nas filmagens é Geraldo Valentim, um professor mineiro aposentado que “travou”, segundo as próprias palavras, ao se mudar para São Paulo e mudar completamente o estilo de vida em contato com a natureza através de uma fazenda em Minas Gerais ao qual estava habituado.

Geraldo reconhece como fundamental o papel que a horta comunitária e a reconexão com a terra tiveram para que ele iniciasse a recuperação de sua depressão. Ele faz uma analogia bastante significativa sobre este momento:

“Eu estava preso a caixinha do remédio, eu fumei durante anos e me sentia refém da caixa de cigarro, eu precisava daquilo. Agora eu mi vi refém do remédio tarja preta, eu virei escravo da caixa do remédio. E esse contato com a terra me ajudou a sair dessa caixinha, a me libertar.”


O documentário também explora a temática das hortas comunitárias no contexto escolar, mantendo o mesmo enfoque na transformação pessoal e social que a vivência traz. Marcos Sorrentino, biologista e professor da USP, fala sobre o avanço que significa para educação romper com o ambiente da sala de aula:

“É necessário que o sair da sala de aula seja acompanhado do sair da caixinha do ensino aprendizado restrito a transmissão de conteúdo”

Outro exemplo prático do papel transformador acontece no Parque Francisco Embu das Artes, onde uma horta comunitária administrada pela própria comunidade que ao estabelecer parcerias para comercializar os produtos modifica as condições de vida daquelas populações.    

Não por acaso, o documentário leva o título de “Saindo da Caixinha” para romper com a lógica de modelos de agricultura, ensino, e visão restrita do processo saúde doença extremamente reducionistas e limitados, mas que predominam em nossa sociedade.


 

 



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