Ideias na Mesa - Blog


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postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 10 de Novembro de 2016

No dia a dia do cozinhar muitas vezes deixamos de prestar atenção em todos os detalhes que envolvem esse contexto. Algumas minúcias escondidas que possuem, dependendo do olhar, facetas incrivelmente artísticas e belas. Pensando nisso, no [Mais que Ideias] de hoje vamos mostrar uma série fotográfica que traz um aspecto interessante de algumas misturas de alimentos cotidianas, porém vistas de um jeito inusitado: através das lentes de uma câmera fotográfica.

O projeto Bubbles foi feito em parceria pelo fotógrafo Adrian Mueller e a food stylist Takako Kuniyuki, e consiste em, com uma lente macro, fotografar algumas misturas sendo aquecidas em uma cozinha-estúdio. O resultado são imagens  surpreendentes que mostram como o ato de cozinhar pode ser alçado à categoria de arte.

Eles concentram-se em realçar as interações de ingredientes comuns que muitas vezes são negligenciados e geralmente não são imediatamente apreciados. Visando os detalhes que normalmente não vemos nem reconhecemos quando cozinhamos e comemos, a dupla se esforça para mostrar a beleza de pequenas coisas: os padrões maravilhosos que ocorrem quando diferentes ingredientes são misturados. Eles nos dão uma representação de diferentes combinações que o nariz poderia facilmente discernir, mas o cérebro não consegue traduzir visualmente do que se trata de uma forma tão direta.

Veja abaixo algumas das belas imagens, e aqui o projeto completo :

Azeite de oliva, gordura de frango, vinagre balsâmico, sal, pimenta e vinho branco

Ginger Ale, whiskey e gelo

Azeite, vinagre de sumo de maçã, vinagre de arroz e molho de soja

Vinagre de vinho tinto, cidra e azeite

Champanhe e pimenta caiena

E você, já parou pra reparar nas possiblidades e belezas artísticas das misturas alimentares?



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quarta-feira, 09 de Novembro de 2016

As frutas tropicais nem sempre são apreciadas por pessoas de outras nacionalidades pela falta de hábito de consumo ou por não serem tão facilmente encontradas no mercado externo. E quando as encontram, os estrangeiros normalmente não sabem como consumi-las. Diante desse cenário, o [Biblioteca do Ideias] de hoje traz um livro que reuniu algumas frutas tropicais produzidas e consumidas no Brasil, cujas  formas de consumo podem ser consideradas diferenciadas.

O Brasil possui uma grande diversidade de frutas tropicais nativas e exóticas, ou seja, importadas de outros climas tropicais e adaptadas ao nosso ecossistema. "Para os estrangeiros, as fotografias das frutas presentes no livro passam a ser fundamentais, já que muitas são totalmente desconhecidas para eles", afirma o engenheiro da Embrapa, Marcos Maia, autor das fotos.

O conteúdo da publicação traz informações gerais sobre as frutas com enfoque no consumo. "É possível consumir as frutas com casca, inteira, com ou sem semente, com ou sem auxílio de talheres. E há, ainda, aquelas que só podem ser consumidas após processadas, na forma de suco, sorvete ou geleia, por exemplo.", conta a pesquisadora Virgínia da Matta, uma das autoras da publicação.

Produzido pela equipe da Embrapa Agroindústria de Alimentos e lançado na Feira Rio Alimentação Sustentável, durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, neste pequeno guia os textos são também em inglês e espanhol, ilustrados com fotografias das frutas selecionadas. Assim, espera-se que a publicação forneça aos leitores informações úteis que os ajudem a usufruir mais e melhor deste fantástico universo das frutas tropicais.

Veja a publicação na nossa biblioteca e se delicie com as frutas típicas do nosso país.



postado por Marina Morais Santos em Sexta-feira, 04 de Novembro de 2016

Cozinhar é mais do que transformar alimentos em refeições para atender nossas necessidades nutricionais e fisiológicas; é uma manifestação de tradições, afeto e valores. Através do cozinhar, ganhamos autonomia sobre nossa própria alimentação e por isso a cozinha é lugar de todos! Para tornar essa prática possível, é preciso criar estratégias que permitam a participação de todos, considerando a diferença de cada um e criando, portanto, uma cozinha verdadeiramente inclusiva.

É nessa perspectiva que o casal Débora e Felipe Dable criaram o canal Chef Cenoura no Youtube! Lá, os dois ensinam receitas do tipo "comfort food" em duas línguas: a portuguesa e a LIBRAS (língua brasiliera de sinais). Assim, a dupla torna suas receitas acessíveis para o público surdo e para o público ouvinte, criando uma verdadeira Cozinha Inclusiva! No vídeo abaixo, a equipe do canal, que inclui o casal e também o videomaker Lucas Costa, conta a história da criação do "Chef Cenoura":

 

O canal inclui receitas deliciosas de massas, bruschettas, hambúrgueres vegetarianos, sobremesas e molhos e conta com um site, onde você encontra as receitas escritas também! Nas palavras de seus criadores "Este é um canal que vai ensinar receitas pensadas e feitas com muito amor. Aqui, todos são bem-vindos. Nossa proposta é uma cozinha inclusiva, descomplicada e que proporcione momentos de felicidade. Se você quer cozinhar e dar amor, aqui é seu lugar.". Abaixo, veja o casal preparando um delicioso Dahl de Lentilha: 




postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Sexta-feira, 21 de Outubro de 2016

Bons exemplos reais são importantes para apoiar ideais de mudanças estruturais, pensando nisso, o [Comida na Tela] de hoje, trouxe um relato em forma de curta metragem: "AGROFLORESTAR - Semeando um mundo de amor, harmonia e fartura".

"Agroflorestar" apresenta a fascinante trajetória dos agricultores de Barra do Turvo, no Vale do Ribeira, junto com várias falas de importantes nomes do movimento agroflorestal. Originalmente trabalhando com a técnica de corte e queima, suas terras já estavam desgastadas. O filme mostra como a introdução do sistema agroflorestal revolucionou a vida de mais de 100 famílias.

Hoje quase 17 anos depois do inicio do Cooperafloresta, através do projeto Agroflorestar, as ideias de uma agricultura florestal sustentável chegaram ao MST, aonde em áreas degradadas pela monocultura, florestas de alimentos estão sendo plantadas. Como Seu Zaqueu disse no filme: "o MST tem a tecnologia de ajuntar gente, e a Coopera tem a tecnologia de ajuntar plantas." De forma positiva o filme demonstra como podemos ter uma alternativa sustentável para a agricultura, sem destruir o planeta.

Veja aqui o filme completo:



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016


 'The Perennial Plate' - O prato Perene livre tradução - é uma série semanal dedicada a compartilhar documentários com responsabilidade social e aventuras alimentares. O projeto é idealizado e conduzido pelo Chefe e ativista Daniel Klein e pela diretora de filmagem Mirra fine que viajam o mundo explorando os desejos, as complexidades e histórias que envolvem o sistema alimentar global.

Daniel aprendeu a cozinhar na pousada de sua mãe, e depois disso passou a trabalhar em restaurantes de renome em países como Espanha, França, Inglaterra, Índia e Nova York. Depois de se formar na Universidade de Nova York, Klein começou a também se aventurar com filmagens. Ele já dirigiu, filmou e editou projetos em várias áreas, e foi premiado pela criação de "O Prato Perene.

Mirra Fine, premiada artista gráfica e produtora nunca cozinhou em restaurantes chiques, mas tem uma paixão pelo assunto e é vegetariana como resultado do primeiro episódio da primeira temporada. Ela já trabalhou para diferentes firmas de marketing, para prefeitura de Nova York e já foi inclusive produtora de queijos antes de começar a filmar e co-produzir a série 'O Prato Perene'.      

O primeiro episódio foi divulgado em 2011, e de lá pra cá já foram gravados mais de 150 curtas divididos em quatro temporadas. Na primeira temporada, durante um ano o Chef Daniel explorou as aventuras culinárias, agricultura e caçadas na cidade de Minnesota. A segunda traz o resultado de uma jornada pelos Estados Unidos da América em busca de apreciar e entender de onde a boa comida vem. Atualmente, a dupla tem viajado para diferentes continentes para contar histórias sobre a comida de verdade.     

Os curtas exibem histórias dos mais diversos contextos, como por exemplo '20 Minutos da Cidade do Cabo' que retrata a história de como as hortas mudaram a vida de duas africanas moradoras de bairros da periferia. 'Um conceito muito antigo' fala da valorização da tradição e do terroir de uma vinícola na Argentina, enquanto 'Para o lugar e para os animais' fala sobre vegetarianismo e práticas animais conscientes.

Apesar dos áudios em inglês, os curtas podem ser assistidos com auto-legendas em português no canto direito inferior na opção "configurações".           

20 Minutos da Cidade do Cabo

Um conceito muito antigo 

Para o lugar e para os animais

Para conferir os mais de 150 episódios acesse o link




postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

Sabemos que o mundo da alimentação não envolve apenas o ato de comer e a comida em si, mas todo o universo social e cultural que condiciona os processos de fabricação do alimento, as simbologias que carregam, as relações entre as pessoas, e tudo mais que está presente em torno do alimento.

Pensando nisso, o [Mais que Ideias] de hoje traz um concurso mundial de captação de tais pontos desse contexto por meio da linguagem artística audiovisual: o Pink Lady Food Photographer of the Year.

O concurso britânico foi lançado em 2011 e é aberto para fotógrafos amadores e profissionais. Foram mais de 7 mil fotos enviadas de fotógrafos de 60 países para concorrer nas 30 categorias que cobrem toda a gama de representações culturais dos alimentos nas sociedades, entre elas: Alimentos para Celebrar, Política de Alimentação, Comida para a Família, Alimentos no Campo, entre outras.

Veja aqui todos os finalistas de 2016, e saboreie alguns vencedores aqui:

O principal ganhador



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

Em seu livro “O dilema do onívoro”, lançado há uma década, Michael Pollan diz que se soubéssemos das mentiras contadas pelo agronegócio, com certeza mudaríamos nossos hábitos alimentares.

Hoje podemos dizer que já conseguimos enxergar melhor essas mentiras da indústria, mas Pollan tem se perguntando se esse novo olhar, por si só, é suficiente.

Em uma entrevista, Pollan disse que o maior acesso à informação não mudou a postura dos consumidores quanto às escolhas alimentares, como ele esperava. Embora ele tenha apontado alguns avanços encorajadores, ele também argumentou que nosso sistema alimentar não está tão diferente de como ele descreveu em 2006. Para que o sistema alimentar de fato mude, serão necessárias algumas conversas consideradas difíceis pelo autor. Ainda é muito necessário discutir sobre políticas que levem ao consumo consciente, sobre os preços dos alimentos e sobre o papel daqueles que “advogam” pela causa.

Para comemorar a década de publicação do livro, confira essa entrevista com o autor.

Michael Pollan: A simples questão que me fez iniciar o livro – “De onde vem nossa comida?” – é agora uma questão para diversas pessoas. Mas eu não quero superestimar a influência do livro, pois o sistema alimentar de hoje é bem parecido com o de 10 anos atrás. Já as estratégias usadas pelos consumidores, para escolher seus alimentos, são um pouco diferentes das usadas em 2006.

A economia que abrange a produção de alimentos também tem mudado. Nos Estados Unidos a venda de alimentos orgânicos tem arrecadado 40 bilhões. Os consumidores também têm dado preferência a alimentos locais e artesanais.

A estimativa é de que hoje a economia que vai contra ao atual sistema alimentar movimenta cerca de 50 bilhões de dólares. Claro que isso não quer dizer que as empresas tradicionais não estão lucrando com a venda de orgânicos também, mas o fato é que eles tiveram que alterar a forma de produção, o que mostra novos rumos no ramo alimentício.

Um dos aspectos positivos de ter várias grandes empresas dominando o cenário da produção de alimentos é que os monopólios, às vezes, podem se mover rapidamente para mudar o sistema. Se você força empresas como McDonald’s, Walmart ou KFC, a mudar a forma de produção, você pode trazer mudanças muito rápidas para o sistema alimentar.  

Muitos dos valores que hoje parecem ser alternativos, como comprar ovos de galinhas que não vivem em gaiolas, em breve será um hábito comum. Eu acho que logo muitas redes de fast food vão começar a vender produtos orgânicos por marketing e muitas outras redes vão seguir essa tendência por perceberem que é uma estratégia que funciona.

É assim que a mudança vai chegar aos Estados Unidos, certo?

Nós temos a tendência de progredir a partir dos desafios, ao invés da revolução e da substituição.  

Não há dúvida de que você verá o mercado alimentício alternativo e tradicional se unirem. Resta será saber se as pessoas vão comemorar ou lamentar essa transição.

Eu frequentemente pergunto às pessoas: Como você se sentiria se o McDonald’s decidisse vender apenas produtos orgânicos? Isso seria uma vitória incrível. Imagina todos os campos que deixariam de receber agrotóxicos e todo o gado pastando na grama. Mas algumas pessoas sempre vão se assustar com essa fantasia. O movimento que luta pela comida de verdade é feito pela sociedade civil que busca novas estruturas para o sistema alimentar e, de certo modo, busca mudar o atual contexto econômico.

Algumas pessoas ficarão deprimidas quando os aspectos desse atual movimento social se tornarem comuns, batidos. Outras se sentirão plenamente realizadas – é assim que a mudança acontece nos EUA. Talvez isso seja o que podemos esperar de melhor.

Enquanto a consciência cultural em torno da comida mudou, nós não fizemos muito progresso mudar as coisas em Washington.

O verdadeiro desafio agora é trazer a luta do consumidor para o cidadão: levar as pessoas a votar em questões alimentares, para que os congressistas votem em melhorias para o sistema alimentar.

A indústria ainda tem forte influência sobre os comitês agrícolas no Congresso e a maioria das reformas que temos visto são realmente pequenas mordidas nas bordas.

Há dinheiro destinado para programas de alimentação escolar e de instituições públicas e de incentivo para a produção local. Hoje a lei para produção agrícola tem algumas boas disposições para as pequenas e diversificadas formas de produção, que nunca existiram antes.

Há muito dinheiro para promover a agricultura local.

Mas os legisladores aumentaram o investimento em sistemas alternativos, sem reduzir o incentivo aos métodos de produção tradicionais.

Vivemos um momento interessante, no qual o poder das corporações é tão pleno que o governo encontra problemas para quebrar esse ciclo, sem que haja um escândalo.

Um ponto postivo para esse movimento é que a fraqueza das grandes corporações tem sido a própria marca. É aí que você vê uma interessante atividade política da sociedade civil representada por grupos como a Coalizão de Trabalhadores de Immokalee, a Oxfam América e a Humane Society. Eles têm ido atrás dessas empresas, fazendo com que elas se sintam forçadas a mudar o próprio comportamento por medo de serem ridicularizadas. 

No final, porém, você tem que refletir sobre as mudanças que essas empresas sofrem. É necessário que exista uma regulamentação legal que de fato consagre essas mudanças. Temos muitos exemplos de empresas que fazem promessas atrativas, mas que deixam de ser cumpridas quando o público não está prestando atenção.

O McDonald’s recentemente prometeu que não comercializaria carnes de frango produzidas com antibióticos mas, em seguida, um repórter descobriu que eles tinham feito a mesma promessa há exatos dez anos. Será que a indústria mantém todas as promessas que fez à Michelle Obama, depois que ela está fora do escritório? E existe um mecanismo para garantir que eles de fato cumpram?

É importante votar com seu garfo, não ache que é trivial.

E isso é necessária, mas não suficiente, pois também temos que votar com nossos votos.

Uma coisa positiva que o governo poderia fazer é oferecer à agricultura orgânica, os mesmos subsídios que oferece à agricultura convencional. Ainda assim, é provável que o preço dos alimentos orgânicos não sejam tão competitivos quanto os produzidos pela agricultura tradicional, em parte porque esses preços baixos não refletem o verdadeiro custo do produto.

Nós pagamos pelos alimentos convencionais de outras maneiras: na saúde pública, em danos ao meio ambiente e em subsídios do contribuinte.

À medida que conseguirmos reformar o sistema, eu acho que vamos ver que o baixo custo foi uma ilusão, pois você não pode produzir alimentos mais baratos, sem que alguém pague o custo real. E esse custo tem sido pago pela saúde e meio ambiente.

Minha esperança é que as pessoas comecem a ver os alimentos como algo que vale a pena gastar mais dinheiro, quando possível. Afinal de contas, a maioria dos americanos vive em uma situação confortável e paga centenas de dólares em contas de telefone ou em canais de TV. Eu acho que uma fatia significativa do público consumidor está se acostumando com a ideia de que alimentos produzidos de forma alinhada aos seus valores pessoais, vão custar mais caro. Mas claro, que ainda existem pessoas que não serão capazes de arcar com os preços mais altos dos alimentos sustentáveis e é aí que surge a dificuldade. Como podemos permitir o acesso de todos à esses alimentos?

Penso eu que esse seja o maior desafio do movimento pela comida de verdade: democratizar o acesso à alimentos produzidos de forma sustentável e ética.

É por isso que é muito encorajador ver ativistas pela comida de verdade se envolverem com questões de trabalho, abordando os salários e não apenas a produção de alimentos. Há um reconhecimento de que uma grande quantidade de trabalhadores são empregados da indústria de alimentos e estão sendo explorados por ela. Se pudermos consertar o erro e aumentar os salários de quem não pode pagar por alimentos sustentáveis, isso permitirá que mais de nós sejam capazes de pagar o verdadeiro custo dos alimentos.

 

Tradução: Ana Maria Maya

Fonte: http://newfoodeconomy.com/michael-pollans-new-dilemma/



postado por Marina Morais Santos em Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

O série documental Chef's Table, produzida pela Netflix, já deu água na boca de muita gente! Com sua fotografia impecável, a série já está em sua segunda temporada e apresenta histórias de chefs de várias partes do mundo, incluindo Brasil, México, Índia, Eslovênia e Estados Unidos. O sucesso de Chef's Table, que inclusive já recomendamos por aqui no Comida da Tela, impulsionou a produção da spinoff Chef's Table: France, que á a nossa sugestão da semana!

Chef's Table: France é estreia do mês de setembro e traz como protagonistas os chefs Alain Passard (L’Arpege, Paris), Michel Troisgros (Maison Troisgros, Roanne), Adeline Grattard (Yam’Tcha, Paris) e Alexandre Couillon (La Marine, Île de Noirmoutier). Em cada episódio de 50 minutos, a série transporta o espectador ao extraordinário mundo das cozinhas profissionais e o assunto não é apenas comida, mas principalmente, a arte. Mais ainda, a série aborda as circunstâncias e caminhos que, ao se cruzarem, produzem talentos criativos incríveis, focando também na história de cada indivíduo para revelar como grandes pratos são frutos da alma de cada pessoa que os preparou. "A cozinha reflete o que vocë tem dentro de si" disse a chef Adeline Grattard em um dos novos episódios: "É uma expressão da sua vida interior.". 

Enquanto as duas primeiras temporadas de Chef's Table acompanharam chefs de várias regiões do mundo, Chef's Table: France tem seu foco na gastronomia francesa. A decisão faz sentido, uma vez que a França é o berço da haute cuisine e o local de origem do Guia Michelin e de grandes chefs como Escoffier. A série parece, no entanto, estar determinada a apresentar a gastronomia francesa de outro ângulo, uma vez que escolheu como protagonistas, chefs que subvertem as tradições culinárias francesas, cada um em sua maneira distinta. 

Assistir a Chef's Table: France é ser transportado não só para dentro de diferentes cozinhas francesas, mas também para dentro da mente de chefs tão diferentes entre si e presenciar como suas visões abstratas e pensamentos se transformam em obras de arte com intensos sabores, aromas e belezas.





postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Sexta-feira, 16 de Setembro de 2016

Organismos geneticamente modificados (OGM) são definidos como toda entidade biológica cujo material genético foi alterado por meio de qualquer técnica de engenharia genética, de uma maneira que não ocorreria naturalmente. Existem muitas controvérsias relativas aos OGM, pois estão ligados principalmente ao contexto de produção de alimentos, a qual se encontra nas mãos de algumas multinacionais e que assim afeta diretamente a questão da soberania alimentar das populações. Além disso, os seus efeitos no ser humano, nos animais e na terra ainda não são conhecidos á longo prazo.

Pensando nisso, o [Comida na Tela] de hoje trouxe o primeiro filme de ficção produzido sobre o tema: "Consumed"; que aborda todas suas complexas facetas, tais como a ganância corporativa, o controle sobre as sementes, as ameaças às fazendas orgânicas, a falta de transparência, a intimidação de cientistas que questionam a tecnologia, os efeitos na saúde, entre outros.

E apesar de não ser um documentário, o longa é inspirado por eventos e fatos reais. A história é sobre Sophie, uma mãe que tenta lidar com a doença misteriosa de seu jovem filho. Ela não consegue descobrir o que está causando erupções desagradáveis em seu filho e vômitos. Então ela começa a investigar e descobre a ligação de tal com os alimentos geneticamente modificados. A partir daí vai se envolvendo nesse complexo mundo das OGM, que envolve a todos nós.

Assim, o ponto que o filme traz é o quanto nós realmente sabemos sobre o que comemos diariamente?

Acesse aqui o site oficial, no qual você pode assisti-lo e ver entrevistas e mais informações sobre a produção.

Veja aqui o trailer:



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 09 de Setembro de 2016

Já escolheu o programa para o fim de semana?

Toda sexta o Ideias na Mesa sugere um filme ou documentário para aproveitar os dias de descanso! A sugestão de hoje é o filme "Vatel - Um Banquete para o Rei", produzido por França, Reino Unido e Bélgica e diritgido por Roland Joffé. 

O filme retrata a história do Príncipe de Condé que, para salvar a sua província das dívidas, convida o rei Luis XIV para um sumptuoso banquete.Tudo fica a cargo de François Vatel, o mordomo do príncipe. O objetivo do prínicpe era encantar o Rei e conseguir ajuda para quitar as dívidas. Por outro lado, o Rei aceitou o convite com o objetivo de obter apoio do príncipe para iniciar uma guerra contra a Holanda. 

Para a sorte do príncipe, Vatel (mordomo e mestre de cerimônia) não é apenas um inspiradíssimo conhecedor das artes culinárias mas também um criativo aliado para a elaboração dos espetáculos artísticos que deveriam entreter os ilustríssimos visitantes. Na época, ganhar a confiança do rei passava necessariamente por banquetes e espetáculos impecáveis, totalmente a prova de erros e em busca de aprovação e satisfação do monarca e de seus seguidores mais próximos.

Para Vatel, no entanto, a aproximação da nobreza que rodeava o rei significava o contato com pessoas pelas quais tinha verdadeiro desprezo. Apesar disso, se esforça para que Condé, por quem tinha grande estima, pudesse superar seus problemas.

Para complicar sua situação, Vatel acaba se interessando por uma jovem chamada Anne de Montausier.

O filme baseado em fatos reais, é uma excelente dica para quem gosta de filmes de época e de culinária! 

O filme abriu o festival de Cannes de 2000 e tem no elenco atores como Gérard Depardieu, no papel de Vatel, e Uma Thurman como Anne de Montausier.




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