Ideias na Mesa - Blog


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postado por Maína Pereira em Sexta-feira, 07 de Abril de 2017

Uma série para redescobrir o prazer em comer. Samurai Gourmet é uma série japonesa da Netflix lançada no último mês cuja produção é uma adaptação do mangá Manga-han Nobushi Gourmet.

A produção conta a história de um japonês recém-aposentado que diante desse novo momento da sua vida busca descobrir alguma nova forma de aproveitar melhor seu tempo livre depois de anos de intenso trabalho.

É aí que a comida entra. Ao fazer uma caminhada sem roteiro, o protagonista permite se deliciar com uma boa refeição e percebe que pode fazer isso sempre que desejar. E mais do que isso: agir como um samurai que se deleita sem limites ou regras em um bom prato de comida.

Os doze episódios da primeira temporada falam dos aprendizados que levamos na vida, da relação de afeto que adquirimos com o tempo, de saudades, liberdade, convivência e muito prazer! Como disse Nina Horta em sua recomendação sobre a série: “Se não se puder comer do jeito que se gosta do que adianta comer?”

Confira o trailer da série:

Em tempos que vivemos uma rotina que muitas vezes deixa de lado a alimentação, a série vem enfatizar o que nosso guia alimentar estimula e nos convida a valorizar o ato de comer com atenção desfrutando com todos os nossos sentidos, além de compartilhar em companhia esse momento tão prazeroso.  

Que tal despertar o samurai que há dentro de você também?



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 31 de Março de 2017

Quem acompanha o Ideias na Mesa sabe que sexta feira é dia de unir comida, entretenimento e uma boa pitada de reflexão. Na coluna de hoje, compartilhamos a série de vídeos elaborada pelo "Comer Pra Quê?".

O nome é instigante por si só, afinal de contas pra quê nos alimentamos? De relance, a resposta para essa pergunta parece simples, e pode até ser  dependendo da percepção e vivência de cada um. O que passa desapercebido por grande parte das pessoas no entanto, é que as nossas escolhas alimentares são determinadas por fatores que nem nos damos conta, e que através do comer podemos influenciar relações que beneficiem à saúde, o meio ambiente e formas de comércio socialmente justas.   

Dentro deste cenário, foi iniciado no Rio de Janeiro o Movimento Comer Pra Quê?. A partir da ação de diferentes parceiros e universidades, o movimento é: "direcionado  à juventude brasileira com objetivo de gerar consciência crítica sobre as práticas alimentares. Pensar a comida de verdade além de seus aspectos nutricionais é descobrir as dimensões ambiental, psicossocial, cultural, econômica e biológica do alimento. É um pensar que vai do sabor ao saber, do quintal à mesa".

Foram desenvolvidos dez vídeos a partir dos temas mobilizadores problematizados colaborativamente entre os jovens e a equipe técnica do movimento. Eles apresentam o formato de entrevistas e animações, e abordam desconhecidos em diferentes capitais brasileiras para conversar sobre conteúdos relacionados à alimentação de maneira descontraída. As temáticas variam desde questionar o "por que cozinhar?" ou "de onde vem nossa comida?", passando pela influência do marketing e publicidade nas nossas escolhas, até a dimensão política do ato de comer.

Assista: 

Por que cozinhar?                                                                                            De one vem nossa comida? 

      

Comer é um ato político 

Para acessar os outros vídeos e materiais elaborados pelo movimento acesse o link e curta a página no facebook.  




postado por Maína Pereira em Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

Um filme que gera uma boa conversa e reflexões a respeito da relação das pessoas com a comida e com o corpo. Maus Hábitos é um filme, do ano de 2007, de produção mexicana que aborda a temática dos transtornos alimentares entre mulheres de diferentes idades e contextos e que permanece atual e relevante para a sociedade.

“Elena é uma mulher magra, perfeccionista e frustrada por não conseguir convencer a filha rechonchuda a fazer dieta. "Ninguém gosta de gordos", diz à menina, sem saber que o marido está interessado mesmo é na aluna que esbanja curvas e come sem culpa. Outra personagem, Matilde, é uma freira que se recusa a comer por acreditar que o sacrifício é capaz de salvar a cidade de uma enchente.”*

Em tempos que o comer se associa na busca pelo corpo perfeito e que o nutricionismo se fortalece com o boom de dietas restritivas da moda, o prazer e afeto como símbolos imprescindíveis na multidimensionalidade de uma alimentação adequada e saudável são colocados de lado.

A anorexia é a principal problemática das narrativas apresentadas no filme que se expressa pelo estabelecimento de padrões de beleza e na culpabilização por não fazer parte deste padrão, além da evidente associação do ato de comer como um ato punitivo ou profano.

Como o próprio trailer diz: “Deixamos de comer porque estamos muito cheios ou muito vazios.” 

E quando estar cheio ou estar vazio se torna um mau hábito?

 

 

 

*Trecho de matéria de Tatiana Pronin da Editora UOL (2008)



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Terça-feira, 15 de Março de 2016

Sabemos que o comer e o cozinhar não são apenas hábitos saudáveis. Os dois atos envolvem uma gama de questões, como autonomia, auto cuidado, escolhas culturais, atitudes, entre outros.

Para o [Pensando EAN] de hoje abordaremos algumas ideias que a jornalista Juliana Dias, editora do site Malagueta traz sobre a pergunta: Comer ou apenas nutrir-se?

"A abordagem da alimentação na escola não deveria se limitar a cultivar hábitos saudáveis, numa visão que coloca o alimento como nutriente e a responsabilidade nos ombros do sujeito que come".

A alimentação é um campo diverso e repleto de signos e significados, portanto reduzí-la somente a visão nutricional é limitante e não compreende todas as suas especificidades.

Essa responsabilidade "culpada" que Juliana aborda acima vai totalmente contra os princípios de autonomia e a geração da capacidade de autocuidado do individuo sobre sua alimentação, preconizados no Marco  de Educação Alimentar e Nutricional para as Políticas Públicas e até mesmo à educação no modo geral.

Juliana aborda a importância do ambiente escolar sobre o desenvolvimento de escolhas culturais e sociais dos indivíduos, principalmente a alimentação. Por isso reflete sobre o papel da alimentação escolar nesse desenvolvimento:

"Portanto, é necessário ampliar os olhares para o valor da Alimentação Escolar. Esta é uma poderosa ferramenta para matar a fome de conhecimento, renovando o entendimento sobre a relação com a comida, a fim de engajar e transformar pessoas, comunidades e sociedades".

Por isso ela cita como um ótimo exemplo a Lei de Alimentação Escolar (11.947) que oficializa o olhar cultural sobre o comer e inclui a Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no processo de ensino-aprendizagem, que deve perpassar o currículo escolar:

 "Essa política pública estimula o respeito às tradições alimentares e à preferência alimentar local saudável; o desenvolvimento biopsicossocial; e amplia a presença de outros profissionais na escola, com proposta interdisciplinar e intersetorial. Também determina que ao menos 30% dos alimentos comprados para a refeição escolar venham da agricultura familiar local, preferencialmente produzidos de forma agroecológica ou orgânica".

O comer e conhecer o que se está comendo, segundo sua visão faz parte do processo educativo da vida e da construção da cidadania:

"Saber o que se come diz respeito à identidade cultural, autonomia e consciência crítica para deliberar sobre o que se coloca no prato e participar das tomadas de decisões sobre o rumo do sistema alimentar moderno".

Juliana também contextualiza toda a importância do cozinhar dentro do processo educativo, como forma de emancipação do próprio individuo:

"Cozinhar é um exercício de autonomia e consciência de si, do outro e do mundo".

Por fim ela afirma que o "casamento" entre alimentação e educação é necessário, assim como pede a Lei de Alimentação:

"Tendo em vista as demandas da Lei de Alimentação Escolar e uma reflexão a respeito da interseção entre alimentação e educação, busco apontar a sinergia entre esses dois campos. É vital estreitar e evidenciar os elos por meio da interdisciplinaridade, visando uma atitude transdisciplinar, considerar a memória, o afeto e os sentidos, seja no refeitório ou na sala de aula".

O texto de Juliana é incrível, por isso convidamos vocês a conferir ele na íntegra no site Outras Palavras.



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015

Você teria coragem de largar a estabilidade da sua vida em sua cidade e viajar durante um ano por todo o mundo em busca de reconectar-se com seu "EU" verdadeiro de novo?

Temos hoje no [Comida na Tela] um novo clássico do cinema: Comer, rezar e amar, uma adaptação do livro best seller autobiográfico da autora Elizabeth Gilbert, que fez exatamente isso, largou sua vida de conforto e partiu a desbravar o mundo.

O filme é estrelado e protagonizado pela belíssima atriz Julia Roberts e ainda possui o elenco nomes como James Franco, Viola Davis, Javier Bardem, entre outros.

Comer, rezar e amar conta a história de Liz, que percebe a infelicidade com a vida que leva, seu casamento, o trabalho, a família e por fim decidi mudar tudo e ir em busca de autoconhecimento.

Dessa forma Liz decide viajar durante um ano visitando três destinos fantásticos ao redor do mundo, sendo: Itália, Índia e Indonésia, respectivamente.

Na Itália, ela decide voltar a ter “apetite” pela vida.  No filme, Elizabeth diz à amiga que costumava ter fome e sentir somente os sabores e cheiros daquilo que comia. Pois se sentia influenciada pelos padrões impostos do “corpo perfeito”.  Então ela se vê livre desses padrões   e começa a comer de forma a envolver todos os sentidos, de encontro aos sabores. “Estou tendo um relacionamento com a pizza, quase um caso de amor”, diz a protagonista, enquanto devora uma pizza margherita, que foi comer na origem, em Nápoles.

Ela decide viver um período sem culpas e de entrega à culinária italiana, apreciando a tão famosa cultura alimentar local com vinhos, diversas massas e simpatia italiana.

Na Índia explora seu lado espiritual por meio do poder da meditação, do autoconhecimento e do perdão. Em Bali, na Indonésia encontra sua paz interior, equilíbrio e a possibilidade de um novo amor.

O filme nos faz mergulhar nas emoções e sentimentos de Liz por meio de seus pensamentos e análises da vida. E para quem ama ou gosta de viajar, Comer, rezar e amar, é uma ótima pedida, a sua fotografia é totalmente um convite para embarcar em um próximo avião.

O canal Tastemade Brasil, junto com o Gastronomismo lançaram no Comida de Cinema a receita de uma das comidas que Liz conheceu em um dos seus destinos de viagem. E o prato escolhido foi a pizza margherita tão famosa na Itália.

Confira no vídeo logo abaixo:



postado por Maína Pereira em Terça-feira, 08 de Outubro de 2013

Está no ar o 8º Hangout do Ideias na Mesa!

O tema do bate-papo de hoje é sobre sobre como o comer e o cozinhar podem ser considerados atos políticos e a importância da compreensão da alimentação como uma prática social.

Confira agora:



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