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postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Segunda-feira, 15 de Agosto de 2016

Partindo da ideia da importância da autonomia no contexto da alimentação e de esta estar relacionada com a diminuição do desperdício, a experiência que o [Você no Ideias] traz hoje apostou na mudança da estrutura do serviço da cozinha escolar para alcançar tais pontos.

A Escola de Educação Básica Encruzo do Barro Vermelho teve seu refeitório transformado em self-service, onde,  no momento da refeição as crianças  eram acompanhadas pelas professoras que auxiliaram e incentivaram os alunos a fazerem boas escolhas alimentares, mas sempre preservando a autonomia.

Ao estimular a degustação dos alimentos variados e transformar as perparações em pratos mais atrativos com decorações, o desperdício praticamente sumiu, pois os alunos passaram a colocar a quantidade que necessitam no prato.

O "Projeto Refeitório" conseguiu atingir todos os seus objetivos! Depois dessa atividade, os alunos passaram a se servir sozinhos, colocando quantidade suficiente para satisfazer a fome, prática que também levou a redução do desperdício de alimentos. Outro aspecto interessante da experiência é que as crianças passaram a conhecer e manipular utensílios da prática culinária!

Para saber mais sobre essa experiência acesse aqui!


Você no Ideias na Mesa!     

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como Claudia Beatriz de Medeiros, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil.

 



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Terça-feira, 12 de Julho de 2016

Sabe-se que atualmente, passa-se por um processo de transição nutricional. O conjunto de mudanças nos padrões alimentares, sociais, econômicos e culturais gera o desenvolvimento de diversas doenças crônicas não transmissíveis, como a obesidade e diabetes. Porém, no geral, a ciência preza pela valorização de um modelo biomédico, dispensando-se a visão de que a obesidade é uma doença multifatorial e que necessita assim, de um olhar humanizado, compreensivo e antropológico. Assim, pelo preconceito enraizado no discurso médico e popular, o obeso torna-se um sujeito “apático, preguiçoso, sem iniciativa e força de vontade”.

Contudo, não só na comunidade científica, mas nos espaços de diálogo, percebe-se o início de uma problematização onde se questiona se o indivíduo realmente possui liberdade de escolha sobre o que come ou se sofre influência e marketing massificados da indústria de alimentos e bebidas. Isto, na realidade, é de extrema importância para os profissionais de saúde e sociedade em geral, pois permite uma visão mais ampla, humanizada e clara para melhor compreender o indivíduo com algum tipo de excesso de peso.  

 

 

Aliás, o documentário FED UP, lançado em 2014 nos Estados Unidos, é uma excelente opção de filme que ilustra muito bem estes conceitos e indaga sobre o papel da indústria nos determinantes alimentares do consumidor, além de tentar desmistificar a culpabilização do indivíduo tão naturalizada em forma de intolerância na nossa sociedade.

Para debater sobre estes questionamentos, o [Pensando EAN] de hoje irá se basear no texto A ciência por trás das estratégias de compra, escrito por Guilherme Ferris, sócio diretor do Instituto Brasileiro de Neuromarketing e Neuroeconomia. Este instituto, aliás, é voltado para pesquisas e compreensão das influências que afetam o comportamento do consumidor com base nos estudos em Neurociência aplicada.

Você já parou para pensar em como as estratégias de marketing, ao longo dos anos, se desenvolveram tão fortemente? E como hoje em dia elas estão extremamente criativas, chamativas e conquistadoras, invadindo a sua casa, escolas, espaços de lazer e trabalho? O que será que as mídias sociais e a ciência têm a ver com isso? E por que será que as empresas parecem saber exatamente o que você quer?

Como tática, as companhias utilizam-se de inúmeros recursos de rastreamento para mapear e identificar o comportamento de consumidores afim de aprimorar as suas estratégias de venda.

"Elas varrem a internet atrás de pistas sobre o que sentimos e compramos e nos sugerem em que devemos gastar nosso dinheiro. Basta ligar o celular, para que saibam exatamente onde estamos e tentem até adivinhar o que vamos fazer. Outdoors já são capazes de filmar nossa expressão diante de um anúncio, óculos futuristas monitoram para onde vai nosso olhar e máquinas de ressonância magnética detectam as emoções que sentimos ao experimentar pela primeira vez o aroma de um novo sabão em pó. Não há limites para a ciência das vendas, que entrou em sua era de triunfo, agora com colaboração não só dos publicitários, mas de craques da computação, neurocientistas, antropólogos e estatísticos".


 

Existem ainda empresas especializadas em realizar este tipo de serviço de rastreamento, onde vendem suas informações a companhias maiores.

"Em um escritório na cidade de Little Rock, EUA, 23 mil servidores da Acxiom processam em torno de 50 trilhões de diferentes dados por ano. São informações como sexo, raça, peso, idade, altura, estado civil, escolaridade, posições políticas, hábitos de consumo, histórico de saúde e principais destinos nas férias de mais de 500 milhões de consumidores ao redor do mundo. Para cada pessoa cadastrada, são cerca de 1.500 dados. “Temos mais de 175 milhões de informações pessoais sobre brasileiros”, afirma Jeff Standridge, vice-presidente da empresa no país. Os dados são considerados públicos, uma vez que são coletados de registros de governo ou de publicações na internet, como blogs e sites pessoais, além de serem comprados de outras empresas, prática permitida por lei."

"Líder mundial no setor, a Acxiom é uma das cerca de 200 empresas no mundo dedicadas a colecionar informações pessoais sobre todo tipo de gente e vendê-las a companhias como HSBC, Toyota, Ford e lojas de departamento como a Macy’s, que podem criar estratégias personalizadas para vender mais. “A chance de desenhar um produto para o gosto de cada um é o Santo Graal do marketing e explica esses bancos de dados gigantescos”, diz Marcelo Träsel, professor de comunicação digital da PUC-RS.".


 

Essas questões já se tornaram inclusive lutas constantes de algumas sociedades de defesa do consumidor dos EUA.

"A possibilidade de se ler o cérebro de alguém para tentar descobrir o que ela quer comprar gerou protestos entre entidades de defesa do consumidor. A Commercial Alert, organização americana que combate os abusos da publicidade, pediu ao Congresso americano a proibição desse tipo de teste nos EUA."

"Esse tipo de manifestação mostra que podemos caminhar para uma regulamentação mais firme sobre essas atividades. Mas enquanto tudo é permitido, programadores criam algoritmos para seguir nossos passos virtuais e pesquisadores se debruçam sobre nosso comportamento para saber como nos atingir com propagandas. “O segredo está em fazer o cliente ver o benefício, como aproveitar os melhores preços e ter a compra de algo que estava procurando facilitada”, diz Balbinot, da Renner."

O artigo, aliás traz um infográfico que traz algumas dicas que podem auxiliá-lo a se proteger desse método de vendas.

 

E aí? Depois de ler esse texto, que tal refletir um pouquinho mais sobre a sua alimentação e sobre o preconceito que alguns indivíduos sofrem por possuírem algum tipo de excesso de peso? É sempre importante quebrar barreiras. 




postado por Débora Castilho em Sexta-feira, 20 de Maio de 2016

“A contribuição econômica das mulheres do campo muitas vezes se oculta em relações que não necessariamente passam pelo dinheiro, como autoconsumo, trocas e doações daquilo que elas produzem. Retirar do próprio quintal quase toda a alimentação da família, intercambiar com a vizinha hortaliças por ovos, produzir plantas medicinais que substituem medicamentos, presentear com frutas parentes e amigos que vêm visitar no final de semana. São algumas atividades corriqueiras das mulheres rurais, cujo significado econômico nem sempre é levado em conta (Mulheres do campo construindo autonomia. Experiências de comercialização, 2016).”

 

 

O [Comida na Tela] de hoje traz o curta-metragem "Semeando autonomia". Em animação, o curta-metragem sobre mulheres rurais, foi produzido pela Maria Baderna Filmes para a Christian Aid com o apoio da Sempreviva Organização Feminista (SOF)  e outras entidades.

Em menos de dez minutos, “Semeando autonomia” traz a história de Maria e sua descoberta das possibilidades de produção e comercialização de alimentos a partir de seu próprio quintal. O vídeo incentiva a valorização das mulheres no campo e faz referência a programas de grande relevância, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de incentivar a participação em feiras e a auto-organização das mulheres em grupos.

O curta teve base nos acúmulos do seminário sobre gênero e mercados inclusivos, que reuniu em 2015 mulheres rurais representantes de diversas entidades e estados. Também foi fruto deste projeto a publicação “Mulheres do campo construindo autonomia”.

 

 



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Segunda-feira, 09 de Maio de 2016

A autonomia alimentar, um dos princípios do Marco de Educação Alimentar e Nutricional, só pode ser alcançada a partir do acesso á informação e seus significados. Pensando nisso e na situação atual da sociedade, onde é alto o consumo de produtos industrializados, os alunos do curso de Nutrição da Universidade Federal de Lavras, criaram o projeto "Semáforo Nutricional", que tem por objetivo ajudar a população a escolher os produtos de forma mais saudável por meio da leitura dos rótulos contidos nos alimentos.

Foi elaborado um folder, contendo valores adequados e inadequados, para uma alimentação saudável, de diferentes nutrientes contidos nos alimentos, sendo eles: gorduras totais, gorduras saturadas, sódio e fibras. Os três primeiros são os principais desencadeadores de diversas doenças crônicas não transmissíveis, já as fibras, quando consumidas em quantidades adequadas trazem diversos benefícios para a saúde. 

A ação foi aplicada em uma rede de supermercados onde os alunos abordaram os consumidores e explicaram sobre a rotulagem dos alimentos, os impactos na saúde de seus nutrientes e como utilizar o folder para auxiliá-los na hora de escolher o que comprar.

Os alunos perceberam que, apesar da população estar cada vez mais interessada em ter uma vida saudável, a maioria não sabia interpretar corretamente as informações nutricionais contidas nos rótulos dos alimentos.

Veja a experiência completa.

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Você no Ideias na Mesa!     

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Najla Cecília Xavier Andrade, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Terça-feira, 15 de Março de 2016

Sabemos que o comer e o cozinhar não são apenas hábitos saudáveis. Os dois atos envolvem uma gama de questões, como autonomia, auto cuidado, escolhas culturais, atitudes, entre outros.

Para o [Pensando EAN] de hoje abordaremos algumas ideias que a jornalista Juliana Dias, editora do site Malagueta traz sobre a pergunta: Comer ou apenas nutrir-se?

"A abordagem da alimentação na escola não deveria se limitar a cultivar hábitos saudáveis, numa visão que coloca o alimento como nutriente e a responsabilidade nos ombros do sujeito que come".

A alimentação é um campo diverso e repleto de signos e significados, portanto reduzí-la somente a visão nutricional é limitante e não compreende todas as suas especificidades.

Essa responsabilidade "culpada" que Juliana aborda acima vai totalmente contra os princípios de autonomia e a geração da capacidade de autocuidado do individuo sobre sua alimentação, preconizados no Marco  de Educação Alimentar e Nutricional para as Políticas Públicas e até mesmo à educação no modo geral.

Juliana aborda a importância do ambiente escolar sobre o desenvolvimento de escolhas culturais e sociais dos indivíduos, principalmente a alimentação. Por isso reflete sobre o papel da alimentação escolar nesse desenvolvimento:

"Portanto, é necessário ampliar os olhares para o valor da Alimentação Escolar. Esta é uma poderosa ferramenta para matar a fome de conhecimento, renovando o entendimento sobre a relação com a comida, a fim de engajar e transformar pessoas, comunidades e sociedades".

Por isso ela cita como um ótimo exemplo a Lei de Alimentação Escolar (11.947) que oficializa o olhar cultural sobre o comer e inclui a Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no processo de ensino-aprendizagem, que deve perpassar o currículo escolar:

 "Essa política pública estimula o respeito às tradições alimentares e à preferência alimentar local saudável; o desenvolvimento biopsicossocial; e amplia a presença de outros profissionais na escola, com proposta interdisciplinar e intersetorial. Também determina que ao menos 30% dos alimentos comprados para a refeição escolar venham da agricultura familiar local, preferencialmente produzidos de forma agroecológica ou orgânica".

O comer e conhecer o que se está comendo, segundo sua visão faz parte do processo educativo da vida e da construção da cidadania:

"Saber o que se come diz respeito à identidade cultural, autonomia e consciência crítica para deliberar sobre o que se coloca no prato e participar das tomadas de decisões sobre o rumo do sistema alimentar moderno".

Juliana também contextualiza toda a importância do cozinhar dentro do processo educativo, como forma de emancipação do próprio individuo:

"Cozinhar é um exercício de autonomia e consciência de si, do outro e do mundo".

Por fim ela afirma que o "casamento" entre alimentação e educação é necessário, assim como pede a Lei de Alimentação:

"Tendo em vista as demandas da Lei de Alimentação Escolar e uma reflexão a respeito da interseção entre alimentação e educação, busco apontar a sinergia entre esses dois campos. É vital estreitar e evidenciar os elos por meio da interdisciplinaridade, visando uma atitude transdisciplinar, considerar a memória, o afeto e os sentidos, seja no refeitório ou na sala de aula".

O texto de Juliana é incrível, por isso convidamos vocês a conferir ele na íntegra no site Outras Palavras.



postado por Maína Pereira em Segunda-feira, 11 de Março de 2013

Uma experiência promovida pela Pastoral da Criança da Rede Educação Cidadã de Juiz de Fora, Minas Gerais tem o objetivo de possibilitar o diálogo sobre Direito Humano à Alimentação Adequada e a Segurança Alimentar e Nutricional nas comunidades urbanas e rurais.

Com o apoio de oficinas baseadas nos princípios de Paulo Freire, a experiência tem estimulado o empoderamento da comunidade para a busca da garantia de seus direitos, assim como para a mobilização para resolução de problemas, como a do acesso aos alimentos adequados pela organização de hortas comunitárias, feiras caseiras, entre outros.

Conheça esta experiência aqui: http://ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=experienciaUsuario/view&id=131



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