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postado por Rafael Rioja Arantes em Segunda-feira, 17 de Abril de 2017

 

A experiência de hoje foi aplicada por estudantes da disciplina de "Ações de Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva" da Universidade Federal de Lavras e teve como objetivo conscientizar moradores de Lavras sobre o conteúdo dos alimentos ultraprocessados e a Diabetes.

Os alunos destacaram o alto consumo de alimentos industrializados pela população brasileira e as doenças crônicas não transmissíveis, em especial a diabetes, como os principais motivadores e referenciais para realizar a ação. A atividade aconteceu nos supermercados da cidade de Lavras, já que este é o principal ambiente de comercialização de produtos processados. Um cartaz contendo as quantidade de açúcar presente em produtos alimentícios foi exibido para os frequentadores do mercado, e na ocasião, também foi distribuído um panfleto explicando sobre o diabetes.     

Durante a ação, as alunas aproveitaram para conversar sobre os benefícios de uma alimentação saudável com as pessoas que paravam para observar o cartaz. Ele continha embalagens de alguns produtos industrializados, como achocolatado, refrigerante cola, biscoito recheado,  e um saquinho mostrando a quantidade de açúcar em cada produto. Além disso, todos os que passavam pela atividade  receberam folders com conteúdos sobre Diabetes, os tipos de açúcar descrito nas embalagens de alimentos, e dicas para a leitura de rótulos.

A equipe que aplicou a experiência observou alguns pontos em relação ao processo:

"Foi uma ótima experiência pois as pessoas que passavam por ali mesmo com muita pressa tinham interesse em saber mais sobre rotulagem de alimentos, como prevenir o Diabetes e outras doenças, e várias outras dúvidas relacionadas a alimentação. Foi muito interessante perceber que as crianças tinham muito interesse em saber mais sobre o assunto, porque geralmente são alimentos que elas consomem, e muitas falaram que ia tentar mudar seus hábitos e falar para os pais."

"Outro ponto relevante foi o susto que as pessoas tinham ao ver a alta quantidade de açúcar que elas consomem com frequência. Portanto essa ação foi muito importante para mostrar pra população que a industria de alimentos é muito enganadora dizendo que seus alimentos são cheios de vitaminas quando na verdade fazem mais mal à saúde do que bem."

  

 

Confira a experiência completa e outras imagnes clicando aqui.


 

Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Grayce Kelly de Andrade você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!  

 



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

O [Comida na Tela] de hoje apresenta um relato compartilhado no “TEDx Tucson Salon”, no qual a jornalista Megan Kimble conta sobre como foi excluir alimentos processados e ultraprocessados da sua alimentação e porque ela acredita que esse processo seja importante.

A jornalista inicia esse relato (e a própria experiência) problematizando o que são alimentos processados e ultraprocessados. Para entender melhor sobre o assunto e abordar o sistema alimentar, ela começa a visitar supermercados para descobrir como os alimentos chegam até eles e se questiona sobre questões relacionadas à justiça no trabalho e ao excesso de etapas para que o alimento saia do campo e chegue à mesa do consumidor. Para exemplificar esse processo ela cita as etapas que uma melancia produzida no México, passa para alimentar os moradores de Connecticut, passando por questões como justiça no trabalho e preço. Ela compara esse processo ao processo utilizado pelas “Comunidades que Sustentam a Agricultura”, que valorizam o produtor local e se baseiam nos princípios da sazonalidade para produção de alimentos de forma justa, adequada e saudável sem a utilização de pesticidas.

Além disso, ela problematiza a quantidade de açúcar adicionado em produtos ultraprocessados e a substituição por adoçantes. Ao se revelar amantes dos doces, ela conta como descobriu o que a indústria já sabe há décadas, que o açúcar causa certa dependência, levando as pessoas a querer consumir mais e mais açúcar. Quando substituído por adoçantes, a saciedade vem de forma ainda mais lenta, por isso devemos estar alertas ao consumo excessivo de alimentos ultraprocessados que contenham açúcar ou adoçantes na lista de ingredientes.

Para Megan, a escolha por uma alimentação saudável simplifica o dia a dia porque as pessoas não têm mais que se preocupar com a origem da comida, como ela é feita, quais os impactos a produção tem gerado, se vai fazer mal para o corpo, entre tantos outros. Quando se reduz o consumo dos ultraprocessados, você começa a reconhecer o alimento, a origem dele, você mesmo faz preparações e isso gera impacto positivo para si e para a sociedade.

 

Muitas pessoas questionam se ela se sente diferente, e ela responde dizendo “Eu me sinto satisfeita”.

Vale a pena conferir esse vídeo:



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017

 

Muito provavelmente todas as pessoas na casa dos 20 anos em diante já assistiram ou pelo menos ouviram falar do filme "Super Size Me: A dieta do palhaço". Lançado em 2004, o documentário é considerado um dos pioneiros à denunciar de forma explícita os malefícios que o consumo de produtos industrializados trazem a saúde e apontar alguns dos responsáveis.

"Super Size Me", nome que faz alusão as porções de tamanho exagerado popularizadas com as redes de fast food, foi criado pelo diretor e também "cobaia" do próprio roteiro Morgan Spurlock. Durante trinta dias, Spurlock levou seu autoexperimento a sério e se alimentou única e exclusivamente de produtos da rede McDonald's, monitorando seu peso e exames sanguíneos antes do início e ao final do mês. O filme além das 7 premiações e outras indicações como para o Oscar de melhor documentário em 2005, rendeu ao diretor um porção de quilos extras e uma mudança radical nos exames sanguíneos.

Ainda que o filme tenha um viés mais sensacionalista e seja centrado em uma experiência individual, assisti-lo 13 anos depois de sua primeira exibição nos permite refletir sobre o cenário à época e o que (não) mudou de lá pra cá. Enquanto Morgan Spurlock explora a "dieta do palhaço" nele próprio, a trama revela a forma com que a indústria de produtos fast food impacta a saúde dos norte-americanos os levando ao patamar de país com o maior número de pessoas obesas e com sobrepeso naquele ano.

A primeira cena traz escolares cantando e dançando uma música ensaiada com os dizeres "pizza hut, KFC (marca de frango frito) e McDonald's", e a frase que se segue, ilustra o que estava por traz daquele fenômeno: "Cuide dos seus clientes e os negócios vão cuidar de si mesmos" - Rai Kroc, fundador do McDonald's. Já naquela época o filme denunciava a influência que a indústria de alimentos ultraprocessados causava no público infantil e adolescente entrando inclusive nos ambiente escolares com estratégias de marketing associadas às suas marcas. No Brasil e no mundo esse modelo também é replicado, ao passo que a epidemia global de obesidade e doenças crônicas não transmissíveis continua avançando à passos largos.   

Para quem não assistiu ainda “Supersize Me” é praticamente um filme obrigatório no catálogo dos documentários sobre alimentação, e pra quem já viu, vale a pena rever com os olhos e o panorama que chegamos em 2017.


     

     

 

 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 18 de Maio de 2016

O marketing é uma estratégia extremamente eficaz para divulgação e construção da imagem de determinados produtos, e por isso, é amplamente utilizada por uma grande variedade de indústrias incluindo a alimentícia.

No que diz respeito a este setor em específico, são inúmeras as campanhas publicitárias que exploram o aspecto afetivo, do prazer, e até mascaram os aspectos prejudiciais destes produtos atribuindo um outro valor na criação de uma nova imagem para marca. Alimentos ultraprocessados apresentam uma grande concentração de sódio, açúcar, gordura e aditivos químicos, prejudiciais à saúde quando consumidos com frequência. Ciente destes aspectos, as marcas que trabalham com alimentos processados investem grandes quantias para criar slogans positivos que vinculem seus consumidores.

Em março compartilhamos a campanha #DietaFail da ONG Aliança de Controle ao Tabagismo (ACTbr), que compartilhou imagens para conscientizar sobre as verdadeiras consequências associadas aos produtos, relembre aqui o post.    

Recentemente o Catraca Livre publicou uma matéria com imagens criadas pelo publicitário e designer Fabrício Fajardo seguindo a mesma proposta, confira: 

A Coca-Cola, além das campanhas clássicas, está trazendo ao Brasil um novo produto cujo objetivo é passar a imagem de um produto mais saudável, mas que na prática, continuam vendendo um velho produto com uma nova “roupagem”. Leia a matéria




postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 02 de Março de 2016

Sabia que comemoramos do dia 29 de fevereiro até o dia 6 de março a Semana Mundial da Consciência sobre o Sal?

No Brasil, o consumo de sal aumentoudevido, devido ao sal escondido ou não nos alimentos ultraprocessados.

O Ideias na Mesa também apoia a Semana Mundial da Consciência sobre o Sal e como forma de fortalecer a luta, apresentamos na [Biblioteca do Ideias] de hoje, a Cartilha da Boa Alimentação: excesso de sal faz mal à saúde, desenvolvida pela Associação Brasileira de Mulheres Médicas e pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

 

Por meio de uma linguagem fácil e acessível, a cartilha mostra a importância de que manter uma alimentação saudável ao longo da vida é essencial para prevenir problemas de saúde em todas as idades.

O consumo de sal entre a população brasileira aumentou gradativamente e consequentemente os riscos de doenças crônicas não transmissíveis, pressão alta, insuficiência cardíaca e renal, derrame, etc. também.

E com popularização dos alimentos ultraprocessados, como salgadinhos, biscoitos, embutidos, entre outros, ricos em sódio, um dos componentes do sal de cozinha, o cenário tomou outras proporções de agravo, como a obesidade infantil.

Assim a cartilha traz passos importantes para se diminuir o sal no preparo dos alimentos, assim como o incentivo a não consumir alimentos ultraprocessados, como estar atento aos rótulos sobre a quantidade do sal dos produtos, até o uso de mais ervas e condimentos naturais nos preparos das refeições, etc.

Veja a cartilha aqui completa da [Biblioteca do Ideias].



postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 02 de Fevereiro de 2016

Foto: Maha Turki

Recentemente a revista Página 22 publicou em seu blog uma matéria sobre a forma que alguns governos estão adotando para enfrentar a epidemia de sobrepeso e obesidade. O texto apresenta exemplos de países em diferentes regiões do mundo que adotaram o imposto na venda de refrigerantes na tentativa de reduzir o consumo de tais produtos prejudiciais à saúde.

A taxação já está presente na Europa em países como Finlândia, França e Hungria, nos Estados Unidos uma cidade na Califórnia foi a pioneira no território a adotar a medida, enquanto do outro lado da fronteira, o México já apresenta estudos inclusive apontando uma diminuição do consumo de refrigerantes após a inserção da medida. A estratégia é vista com bons olhos no continente asiático, onde alguns países estudam adotar a introdução da taxa. Informações mais detalhadas na matéria de Regina Scharf: ‘Impulso sobre refrigerantes ganha impulso global’.

A Rede Ideias na Mesa promoveu em novembro de 2015 o seu 1º Encontro Nacional de Educação Alimentar e Nutricional. A palestra de encerramento, promovida em parceria com o Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), contou com a presença de Alejandro Calvillo - diretor da ONG El poder Del Consumidor – que apresentou a experiência mexicana no combate a obesidade e a indústria de alimentos justamente através da aplicação de impostos em refrigerantes. Assista a experiência mexicana a partir do minuto 43:

Em relação ao cenário no Brasil, dados da última Pesquisa Nacional de Saúde apontam que o número de indivíduos que consomem refrigerantes vem diminuindo nos últimos anos, entretanto, 23,4% da população ainda consomem tais bebidas pelo menos cinco dias por semana. Os números são preocupantes uma vez que mais da metade da população se encontra com sobrepeso ou obesidade e uma em cada três crianças entre 5-9 anos acompanham a mesma tendência.

Reconhecendo que o fenômeno da obesidade é de origem multicausal e que fatores como inatividade física e má alimentação são fatores que contribuem amplamente para o seu desenvolvimento, o Guia Alimentar  para População Brasileira recomenda que produtos ultraprocessados sejam evitados, incluindo refrigerantes e bebidas açucaradas que são notoriamente associados com o avanço da obesidade no mundo de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O IDEC tem avançado nas discussões sobre formas de desincentivo ao consumo de produtos ultraprocessados como a taxação de determinados produtos e também a obrigatoriedade de informação sobre os altos teores de açúcar nos alimentos a exemplo do México. A Nutricionista Ana Paula Bortoletto alerta, entretanto que: “Esse tipo de medida certamente sofrerá muita resistência das indústrias de alimentos e bebidas”.

Isto acontece pelo fato de que estas industrias exercem uma pressão muito grande para que seus interesses se perpetuem. Para se ter uma ideia, o segmento de refrigerantes é estimado atualmente em US$ 580 bilhões, e só nos Estados Unidos, a Associação de Fabricantes de Bebidas chegou a investir cerca de US$ 16 milhões em atividades de lobby. Apesar das cifras serem diferentes, a prática é a mesma no Brasil.

A aplicação de imposto e a sinalização do alto teor de açúcar em produtos ultraprocessados podem contribuir significativamente para diminuição do consumo de bebidas açucaradas espelhando-se em experiências exitosas de outros países. Afinal de contas, é a população que vem pagando com a própria saúde enquanto os lucros das empresas do setor continuam de vento em polpa. 


 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Segunda-feira, 26 de Outubro de 2015

No quadro de hoje compartilhamos a experiência realizada na cidade de Belo Horizonte com profissionais da saúde, trabalhadores e professores. A atividade consistiu em uma palestra baseada nos 10 Passos para uma alimentação saudável preconizada no Guia Alimentar para população brasileira.

Inicialmente, foi feita uma atividade de quebra gelo para que os participantes se entrosassem. Um dos presentes foi aleatoriamente escolhido, vendado e a ele foram oferecidas frutas picadas e inteiras para que ele sentisse o cheiro, gosto e formato. O resultado foi que todos os participantes ficaram mais à vontade e já foi possível pegar um elemento para discussão, pois o voluntário não reconheceu duas das frutas oferecidas.

Ao ser questionado ele contou que não tem o hábito de comer frutas, mas ao provar não manifestou rejeição, evidenciando que aquele momento trouxe a reflexão para que ele passa a provar alimentos.

Após o momento inicial uma palestra baseada nos 10 passos foi ministrada. Alguns temas foram abordados, como a grande quantidade de produtos ultraprocessados consumida pela população de uma forma geral nos dias de hoje, o que acarreta prejuízos para à saúde. Neste momento também foram sugeridas trocas mais saudáveis como por exemplo deixar de consumir refrigerantes para consumir sucos naturais. O enfoque foi na conscientização dos indivíduos para que eles façam escolhas mais saudáveis no seu dia a dia a partir de informações.

Nas considerações observadas pelos palestrantes, observou-se uma alta adesão dos participantes as dinâmicas inicias. Além disto, ficou constatada a importância de noções básicas de alimentação saudável para que os participantes tenham hábitos mais saudáveis. Tal constatação foi obtida através do feedback dos próprios participantes ao final da experiência.

Acesse a experiência na íntegra.


Você no Ideias na Mesa!     

Em 2015 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Clezia Almeida, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil! 

 



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 26 de Agosto de 2015

O [Biblioteca do Ideias] traz hoje, o artigo cientifico “Participação crescente de produtos ultraprocessados na dieta brasileira (1987-2009)”, escrito por Ana Paula Bortoletto Martins e colaboradores. O artigo traz a análise dos dados provenientes da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizadas no Brasil em 1987-1988, 1995-1996, 2002-2003 e 2008-2009. O objetivo principal do estudo foi estimar as tendências temporais do consumo domiciliar de itens alimentícios no Brasil, levando em conta a extensão e o propósito do seu processamento industrial.

“Produtos ultraprocessados possuem características peculiares que favorecem o consumo excessivo de energia, como sua frequente comercialização em grandes porções, sua hiperpalatabilidade, sua longa duração e facilidade de transporte, que facilitam o hábito de comer entre refeições e fazer lanches (snacking), além de sua agressiva promoção por meio de persuasivas estratégias de marketing.”

“Estudos em diferentes países mostram que o conjunto dos produtos prontos para o consumo, processados ou ultraprocessados, é mais denso em energia, tem maior teor de açúcar livre, sódio, gorduras totais e gorduras saturadas, e menor teor de proteínas e fibras quando comparados a alimentos in natura ou minimamente processados, combinados a ingredientes culinários.”

No artigo, além da análise da POF, discute-se também sobre a relação do aumento da produção e consumo de alimentos ultraprocessados com a atual pandemia de obesidade e de doenças e agravos não transmissíveis.

Acesse a Biblioteca do Ideias e leia o artigo na íntegra!

Saiba mais sobre Educação Alimentar e Nutricional por meio de vários artigos científicos, publicações, cursos e vídeos, compartilhados através da Biblioteca do Ideias! Não deixe de conferir esse rico acervo!



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