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postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 02 de Fevereiro de 2016

Foto: Maha Turki

Recentemente a revista Página 22 publicou em seu blog uma matéria sobre a forma que alguns governos estão adotando para enfrentar a epidemia de sobrepeso e obesidade. O texto apresenta exemplos de países em diferentes regiões do mundo que adotaram o imposto na venda de refrigerantes na tentativa de reduzir o consumo de tais produtos prejudiciais à saúde.

A taxação já está presente na Europa em países como Finlândia, França e Hungria, nos Estados Unidos uma cidade na Califórnia foi a pioneira no território a adotar a medida, enquanto do outro lado da fronteira, o México já apresenta estudos inclusive apontando uma diminuição do consumo de refrigerantes após a inserção da medida. A estratégia é vista com bons olhos no continente asiático, onde alguns países estudam adotar a introdução da taxa. Informações mais detalhadas na matéria de Regina Scharf: ‘Impulso sobre refrigerantes ganha impulso global’.

A Rede Ideias na Mesa promoveu em novembro de 2015 o seu 1º Encontro Nacional de Educação Alimentar e Nutricional. A palestra de encerramento, promovida em parceria com o Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), contou com a presença de Alejandro Calvillo - diretor da ONG El poder Del Consumidor – que apresentou a experiência mexicana no combate a obesidade e a indústria de alimentos justamente através da aplicação de impostos em refrigerantes. Assista a experiência mexicana a partir do minuto 43:

Em relação ao cenário no Brasil, dados da última Pesquisa Nacional de Saúde apontam que o número de indivíduos que consomem refrigerantes vem diminuindo nos últimos anos, entretanto, 23,4% da população ainda consomem tais bebidas pelo menos cinco dias por semana. Os números são preocupantes uma vez que mais da metade da população se encontra com sobrepeso ou obesidade e uma em cada três crianças entre 5-9 anos acompanham a mesma tendência.

Reconhecendo que o fenômeno da obesidade é de origem multicausal e que fatores como inatividade física e má alimentação são fatores que contribuem amplamente para o seu desenvolvimento, o Guia Alimentar  para População Brasileira recomenda que produtos ultraprocessados sejam evitados, incluindo refrigerantes e bebidas açucaradas que são notoriamente associados com o avanço da obesidade no mundo de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O IDEC tem avançado nas discussões sobre formas de desincentivo ao consumo de produtos ultraprocessados como a taxação de determinados produtos e também a obrigatoriedade de informação sobre os altos teores de açúcar nos alimentos a exemplo do México. A Nutricionista Ana Paula Bortoletto alerta, entretanto que: “Esse tipo de medida certamente sofrerá muita resistência das indústrias de alimentos e bebidas”.

Isto acontece pelo fato de que estas industrias exercem uma pressão muito grande para que seus interesses se perpetuem. Para se ter uma ideia, o segmento de refrigerantes é estimado atualmente em US$ 580 bilhões, e só nos Estados Unidos, a Associação de Fabricantes de Bebidas chegou a investir cerca de US$ 16 milhões em atividades de lobby. Apesar das cifras serem diferentes, a prática é a mesma no Brasil.

A aplicação de imposto e a sinalização do alto teor de açúcar em produtos ultraprocessados podem contribuir significativamente para diminuição do consumo de bebidas açucaradas espelhando-se em experiências exitosas de outros países. Afinal de contas, é a população que vem pagando com a própria saúde enquanto os lucros das empresas do setor continuam de vento em polpa. 


 

 



postado por Marina Morais Santos em Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

 “Por que eu vou ficar aqui sendo cobaia da indústria de refrigerantes para daqui a alguns anos descobrirem que tudo o que eles colocavam agora nos produtos faz mal, causa câncer mesmo, causa alergia mesmo?” é o que a jornalista e usuária do Ideias na Mesa, Francine Lima, questiona em seu novo vídeo “Refrigerantes Vilões”.

Os refrigerantes, “light”, “zero” ou normais, são considerados um dos maiores vilões da alimentação saudável,  uma vez que são cheios de açúcar e substâncias cujos efeitos no organismo ainda são desconhecidos.

Mas você sabe o quanto de açúcar tem em uma lata de refrigerante? E o refrigerante “diet”, faz mal mesmo não contendo açúcar? Confira as respostas para essas questões no vídeo:

 



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