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Posts Relacionados com a(tag):PNAE

postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015

O Centro de Excelência Contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU lançou recentemente as versões em português de 3 estudos que compõem a Série Políticas Sociais e de Alimentação, que trata das compras públicas de alimentos no Brasil e seus impactos na SAN e na agricultura familiar, e hoje compõem a [Biblioteca do Ideias].

Os estudos trazem dados e análises dos programas de compras de alimentos da agricultura familiar implementados no Brasil, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O primeiro estudo: “Abastecimento alimentar e compras públicas no Brasil: um resgate histórico”, como o próprio nome já diz traz um apanhado histórico da trajetória das políticas públicas para a construção e a implementação dos programas no país, apresentando as experiências do governo brasileiro em relação as compras de alimentos e as crises de abastecimento que sucederam ao longo do processo, descrevendo as origens, motivações e estímulos políticos para a promoção da segurança alimentar no país.

Confira o 1º estudo aqui.

Já o segundo estudo “Modalidades de compras públicas de alimentos da agricultura familiar no Brasil” apresenta as diferentes modalidades de compras públicas de alimentos que existem no Brasil, entre elas, o PNAE e o PAA, um dos programas mais eficazes do mundo. Destaca as modificações nas normas de compras públicas que tornaram possível que agricultores familiares vendessem seus produtos a instituições públicas, inclusive escolas.

Aqui você pode conferir o 2º estudo.

Por fim o terceiro estudo “Escala de Compras Públicas de Alimentos no Brasil”, traz uma estimativa das quantidades de alimentos comprados nas compras institucionais, tanto a nível federal, estadual e municipal, com ênfase no PNAE e no PAA, os dois programas que representam a maior demanda das compras de alimentos.

E por último aqui o 3º estudo da série.

Todos os estudos da série você pode conferir na [Biblioteca do Ideias].



postado por Débora Castilho em Terça-feira, 21 de Julho de 2015

O [Pensando EAN] traz hoje o texto escrito pela pesquisadora Daniela Frozzi (PALIN/FioCruz Brasília) para o site da  AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia.

A pesquisadora traz a interpretação do texto de Freire para o universo da alimentação, aproximando os significados de “Eva viu a uva” com as dimensões e relações intrínsecas na leitura do mundo. Para Daniela, “trata-se de um conhecimento aprofundado, amadurecido, buscado e trabalhado, que amplie nossas visões sobre o assunto, e nos instigue questionamentos”.

Confira:

“Eva é uma personagem singular na alfabetização brasileira. Ela é a protagonista da frase que se tornou emblemática no aprendizado infantil: “Eva viu a uva”. O educador Paulo Freire utilizou esse exemplo para mostrar que antes de ler a “palavra” mundo é preciso ler o mundo. Assim, ele chama atenção para o fato de que não basta saber que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho. 

Desde 2009, a Lei de Alimentação Escolar (11.947) aperfeiçoou o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), indicando caminhos para que a escola pudesse ler o mundo a partir dos modos de produzir, distribuir e consumir alimentos. Duas inovações passaram a fazer parte do programa, que completará 60 anos em 2015. A primeira é que 30% dos alimentos para o preparo das refeições escolares devem ser comprados da Agricultura Familiar, de cultivo orgânico e agroecológico. A segunda é que a Educação Alimentar e Nutricional (EAN) deva perpassar o processo de ensino-aprendizagem.

Assim, Eva tem a chance de descobrir uma diversidade de frutas, verduras e hortaliças saudáveis, livres de agrotóxicos, e que valoriza o trabalho de quem planta, em sua região. Aprenderá também que as feiras orgânicas e agroecológicas e os mercados locais são ambientes férteis para ler o seu mundo e, consequentemente, a sua sociedade. Em 2013, a Lei 11.947 acrescentou outros aspectos que ajudaria Eva a compreender seu contexto social. O alimento passou a ser considerado como uma ferramenta pedagógica (Resolução FNDE Nº 26). No entanto, para que a estudante faça essas conexões, há um longo caminho a percorrer. A começar pelo fato que a agricultura camponesa é invisibilizada por um conjunto de fatores econômicos e sociais, desde a colonização do Brasil e seu auge na modernização e industrialização da agricultura brasileira na década de 70.

Se Eva mora na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, não é fácil encontrar alimentos cultivados na sua refeição escolar. Uma ideia hegemônica é a de que o município do Rio de Janeiro não tem agricultura – ou seja, não há espaço delimitado legalmente para o cultivo local. Com isso, a compra de alimentos da agricultura familiar em espaços urbanos é dificultada. Os gestores da Alimentação Escolar passam a buscar alimentos fora do município e do Estado, conforme a orientação da Lei 11.947. Essa invisibilidade está registrada no Plano Diretor da Cidade do Rio ao excluir a área rural do município e considerá-lo exclusivamente urbano. Se partíssemos somente desta direção, os agricultores da região estariam impossibilitados de fornecer seus alimentos para o PNAE. Isso se dá porque os agricultores familiares precisam obter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), documento de identificação para acessar políticas direcionadas a eles. Se esse obstáculo não estivesse sendo vencido com luta, Eva continuaria vendo somente a uva [...]”

Daniela conclui o texto dizendo:

“Seguindo os ensinamentos de Paulo Freire, não basta Eva ver a uva. A mobilização social vem mostrando a potência de outros modos de ver, produzir, viver e comer”.

Para ler o texto completo clique aqui.

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Segunda-feira, 13 de Julho de 2015

Como parte do projeto de extensão do curso de nutrição da Universidade Federal de Grande Dourados em Mato Grosso do Sul: “Espaço de diálogos sobre a alimentação adequada e saudável”, uma professora de nutrição e algumas estudantes desenvolveram oficinas e palestras como treinamento de boas práticas e padronização de receitas da merenda escolar para merendeir@s das escolas do estado.

 

Todas as ações foram desenvolvidas numa cozinha experimental da UFGD e foram usados os próprios gêneros alimentícios do PNAE do município.

Foram desenvolvidas as preparações, observando-se tempo e modo de preparo, definição do tamanho das porções e posteriormente foram feitas explicações sobre a importância do porcionamento correto na hora de servir a merenda, para evitar o excesso alimentar que pode contribuir para a Obesidade e Doenças Crônicas Não Transmissíveis.

 

Outras dessas atividades foi para a orientação sobre a importância dos cuidados higiênico-sanitários com os alimentos e no reforço sobre a importância da utilização de produtos da horta escolar, para assim atender as exigências do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Veja essa experiência completa aqui!


 Você no Ideias na Mesa!

Em 2015 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como o Angélica Magalhães, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Lucas Ferreira em Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

A alimentação oferecida nas escolas possui vários fatores que contribuem para a melhora dos hábitos alimentares. Um deles é a obrigação do uso dos recursos do FNDE (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação) para compra de alimentos provenientes da agricultura familiar. 

Por meio da Lei nº 11.947/2009, do total dos recursos repassados pelo FNDE para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), no mínimo 30% deve ser comprado em gêneros alimentícios da agricultura familiar, sem intermediários e dispensando o processo licitatório. 

Além de contribuir para a saúde das crianças, o projeto aumenta o incentivo à agricultura familiar e auxilia na melhora das condições de vida da população que depende da produção local de alimentos. 

agric varias

A escolha dos fornecedores e a produção dos cardápios ficou sob responsabilidade dos nutricionistas, o que valoriza a profissão e permite o melhor aproveitamento dos recursos para disponibilizar alimentação de qualidade para nossas ciranças.

Para explicar como funciona a compra e seleção dos fornecedores, o Ministério do Desenvolvimento Agrário possui a cartilha "O encontro da Agricultura Familiar com a Alimentação Escolar", que você pode ver na íntegra aqui, na Biblioteca do Ideias.

pagina da cartilha



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