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postado por Lucas Oliveira Teixeira em Quarta-feira, 29 de Junho de 2016

O gênero feminino fora e é subjugado em numerosos aspectos da vida social, ora por longas jornadas de trabalho, tarefas domésticas e menoridade salarial em relação a contra parte masculina desse sistema trabalhista, ora pela objetificação e invasão de seus corpos, mente e alma.

A despeito de ao redor do globo existirem cerca de 2,5 milhões pequenas agricultoras, criadoras, habitantes das florestas e pescadoras, cujos conhecimentos e trabalho cumprem papel fundamental na sustentabilidade dos diversos sistemas alimentares; e a comunidade mulheril agrícola e extrativista somar 15 milhões de pessoas, representando 47,8% do montante de moradores do meio rural, apenas 16% destas são titulares das terras onde moram. Artigos mostram o quanto as mulheres trabalham e como estão engajadas em praticamente todas as atividades agrícolas e extrativistas, assumindo jornadas de trabalho muito extensas. Mesmo assim, elas continuam com restrição de acesso aos recursos produtivos, bem como o reconhecimento do seu trabalho ainda é colocado em questão.

senhora na fazenda

 

O [Biblioteca do Ideias] desta semana destaca o editorial de Maria Emília Lisboa Pacheco na revista Agricultura V.6 nº 4, sobre as ações do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC). Esta mostra a forma com que esse movimento busca construir um projeto de agricultura camponesa baseado nos princípios da Agroecologia. Um projeto que garanta a soberania alimentar enquanto direito, questione o patriarcado, afirme a auto-organização das mulheres e as reconheça como sujeitos políticos. A Campanha Nacional pela Produção de Alimentos Saudáveis expressa a dupla face de questionamento, tanto do modelo de produção capitalista quanto da opressão patriarcal vivida pelas mulheres.

Os dados apresentados são ponto de deflagração para pautas de economia feminista no campo, e não feminina, como Hildete Melo, coautora de um estudos da revista, o dissera no lançamento da revista, uma vez que este visa lançar um olhar engajado, buscando desvendar as mulheres que normalmente as estatísticas econômicas ignoram.

O artigo está disponível na Biblioteca.


Por Giphy

foto de capa: Morguefile



postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 24 de Novembro de 2015

No quadro de hoje nós apresentamos alguns trechos da entrevista da agrônoma e integrante da Sempreviva – Organização Feminista e militante da Marcha Mundial das Mulheres – Miriam Nobre , presente na 6ª edição da Revista do Ideias na Mesa que teve como tema: Cozinha: lugar de todos.   

No movimento de mulheres, ela tem dedicado um importante espaço à discussão sobre as transformações do papel feminino no cuidado com a família, e especialmente ao cozinhar. Durante a entrevista, Miriam argumentou sobre questões como a relação da mulher e o cuidado alimentar da família, a desestruturação de hábitos e tradições pela influência do marketing industrial, soberania alimentar e sobre a importância do cozinhar.

Historicamente dentro de várias culturas a mulher sempre foi a figura principal nos afazeres do lar e principalmente na compra e preparo de alimentos, e em relação a este cenário nos dias atuais Miriam enxerga da seguinte forma: 

“Este é um trabalho invisível e quando os homens se envolvem nessas tarefas é como exceção, como ajuda. Além das mulheres serem responsabilizadas por isso sozinhas, envolvendo grande sobrecarga de trabalho, ainda não está na agenda política o debate de como diminuir ou melhorar esse trabalho.”

No trecho seguinte Nobre analisa como a indústria de alimentos e outros fatores tem pressionado e se apropriado da escolha alimentar dos indivíduos ameaçando a soberania alimentar:

“A soberania alimentar implica a proteção das nossas culturas alimentares em um mundo marcado pelo crescente controle das corporações transnacionais sobre o que somos e o que sentimos. Mas, além da estratégia de marketing, tem a ver com a forma como a indústria organiza a nossa vida. Às vezes, temos jornadas maiores, gastamos horas no trânsito, não temos transporte público, vários fatores vão reduzindo o tempo que a gente tem para cuidar de nós mesmas e das pessoas que compartilham a vida com a gente. Como ainda não conseguimos compartilhar a responsabilidade do cuidado com os homens e somos mais e mais pressionadas pela sobrecarga o alimento processado aparece como forma de resolver essa tensão.

A agrônoma relata duas perspectivas distintas sobre o mesmo tema que convergiam para o mesmo entendimento no evento da Marcha Mundial das Mulheres. Durante uma articulação entre mulheres da Via Campesina e do Movimento Feminista: 

“Uma coisa que eu gostaria muito, numa perspectiva do ideal, é que a gente exercitasse mais o cozinhar coletivamente. Uma companheira camponesa nos disse: nós queremos resgatar a cozinha e vocês querem sair correndo dela. As companheiras do movimento feminista, principalmente dos países do norte, ficaram chocadas com a ideia de voltar a cozinhar. Mas cozinhar estava proposto como um ato político: nós, mulheres que vivemos nas cidades comprando cestas de produtos de agricultoras e pagando antecipadamente”.

Para concluir Nobre falou sobre a importância do cozinhar:

“É muito importante cozinhar, porque é importante a gente entender o que são os processos de sustentabilidade davida, o que nos mantém vivos”. 

Para acessar a íntegra da entrevista e fazer o download do .pdf acesse o link.

Uma visão semelhante sobre a presença histórica das mulheres na cozinha é transmitida na fala da escritora e ativista nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Em seu TEDx intitulado “Nós Deveríamos Todos Ser Feministas”  ela problematiza que o estigma de que a cozinha doméstica é lugar de mulheres é fruto de um consenso preconceituoso. Ela exemplifica que dentro dos lares as mulheres são pressionadas a se responsabilizar pelo preparo das refeições da família, e faz um contraponto de que quando o assunto é cozinha gourmet a predominância dos chefes é masculina. 


 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Terça-feira, 29 de Setembro de 2015

Passados quase dois meses da V Marcha das Margaridas, que aconteceu em nos dias 11/12 de agosto e reuniu em Brasília, cerca de 70 mil mulheres em marcha por um desenvolvimento sustentável com democracia, justiça, autonomia, igualdade e liberdade, o [Pensando EAN] vem trazendo uma entrevista reflexiva sobre o papel das mulheres na construção de um novo modelo desenvolvimentista, ambiental e alimentar.

Esse modelo baseia-se na agroecologia e em suas práticas, subsequentemente com produção e consumo sustentáveis de alimentos, que atenda os princípios da segurança alimentar e nutricional e principalmente na autonomia social, política e cultural da mulher.

A Marcha das Margaridas completa dez anos no ano de 2015 e ainda se consagra como um dos principais movimentos de mulheres que articulam e dão visibilidade às questões das mulheres rurais frente à temas como cidadania, direitos à saúde, segurança alimentar e nutricional além do reconhecimento legal dos seus trabalhos produtivos dentro do roçado, quintais, hortas e outras áreas de cultivo.

 

A mulher ainda é a grande promotora da alimentação dentro de suas famílias, portanto a luta pela agroecologia tem seu protagonismo na busca de garantir uma alimentação saudável e adequada às suas famílias, na luta contra os agrotóxicos, transgênicos e ao modelo do agronegócio que monopoliza a questão alimentar no Brasil. 

Acompanhe logo abaixo a entrevista feita pela assessora de comunicação da ASA (Articulação Semiárido Brasileiro) Catarina de Angola dada por Beth Cardoso, integrante Grupo de Trabalho de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata de Minas Gerais (CTA-ZM) e coordena a Marcha das Margaridas:

Asacom - Por que estamos em Marcha?

Beth Cardoso – Até que todas sejamos livres a gente tem que estar em marcha! Estamos aqui na Marcha das Margaridas, principalmente, na luta pelo desenvolvimento sustentável, pela democracia, pela autonomia econômica das mulheres. Porque ainda assim temos muitas conquistas para as mulheres, principalmente para as mulheres rurais. Vivemos numa sociedade patriarcal, machista, onde o trabalho dos homens vale mais que o trabalho das mulheres, onde existe uma certa invisibilidade em relação ao trabalho das mulheres, as pessoas não reconhecem esse trabalho delas na agricultura. Existe uma confusão muito grande do que é o trabalho produtivo e reprodutivo das mulheres na agricultura camponesa, na agricultura familiar. O trabalho produtivo é o que gera dinheiro e o reprodutivo é aquele que garante a reprodução da vida, como lavar passar, cozinhar. A gente tem algumas conquistas, esta é a quinta Marcha das Margaridas e tivemos vários avanços, mas ainda temos muito que avançar. As mulheres ainda estão excluídas da maioria das políticas do campo. Precisamos de crédito, assistência técnica e extensão rural para as mulheres, precisamos de fomento pras mulheres cuidarem das suas hortas. Da produção do autoconsumo, que isso é a grande dádiva das mulheres pras famílias agricultoras, porque elas produzem para o autoconsumo e não recebem nada por isso e nem são valorizadas por isso. Então, acho que o governo tem que intervir nisso também, se falamos de um programa [como o] Brasil Sem Miséria, e quer acabar com a fome tem que ter um investimento nessa produção do autoconsumo, que pra mim é o que garante a agricultura familiar no campo até hoje. E temos que garantir muito mais, como creches. Não tem nenhuma creche rural até hoje, urbanas também não temos muitas, mas rurais são zero. Esse número é absurdo. As mulheres terem que levar os filhos para a roça, para a lavoura para poder trabalhar ou não ir pra lavoura e ter que ficar se virando para trabalhar enquanto o filho dorme é uma situação muito complicada ainda. Outra questão que eu acho que faz a gente marchar é a violência contra as mulheres. Se hoje nas cidades temos pouco atendimento às mulheres vítimas de violência, no campo isso é inexistente. Isso é uma dívida que a sociedade e que o governo tem com essas mulheres rurais.

Asacom – A Marcha reafirma que “Sem Feminismo não há Agroecologia!”. Por que é importante garantir essa discussão?

Beth – Sem Feminismo não há Agroecologia. Sabemos que são as mulheres que têm a iniciativa pela transição agroecológica. As mulheres têm preocupação com o alimento da família, dos filhos e por isso elas acabam mudando o sistema e mudam todo o sistema da família e da propriedade. E o cerceamento do direito das mulheres acaba também atrasando esse processo de transição agroecológica. Quando a gente [a ANA] sistematizou as experiências de mulheres no Brasil, vimos muitas experiências de mulheres que são simplesmente sabotadas pelos maridos e de uma forma violenta. Na sistematização de experiências do Nordeste, teve uma mulher que falou que ela começou com sua horta agroecológica, aí foi chamada para participar de uma feira e aí ela já estava envolvida numa rede de agroecologia, participando de intercâmbios e, num desses intercâmbios, o marido dela foi lá e colocou veneno na horta dela. Esse é a típica violência que as mulheres estão sujeitas quando praticam agroecologia, porque se isso fosse um sistema convencional de produção esse marido estava apenas ajudando ela. E, no entanto, não. Ele quis dizer: ‘olha, vamos acabar com essa palhaçada de agroecologia porque eu quero você dentro de casa e quero você submissa a mim’. Então, a violência também atrasa esse processo. E a gente tem que mudar o modelo. Não mudamos as coisas pela metade se queremos romper com esse modelo de sociedade. E assim como sem feminismo não há socialismo, sem feminismo também não tem agroecologia. Porque falamos da mesma coisa, é a gente romper com o modelo capitalista, romper com o modelo de desenvolvimento, é romper com o modelo de agricultura. E não fazemos isso sem olhar para as mulheres, sem valorizar o trabalho das mulheres, sem lutar contra a violência. São coisas que estão muitos ligadas. Por isso a gente sempre reafirma que Sem Feminismo não há Agroecologia, não tem jeito. Ou a gente olha para as mulheres, cria políticas públicas voltadas para as mulheres, valoriza o trabalho dessas mulheres do campo ou também não é agroecologia. Não é isso pelo menos que a gente prega enquanto agroecologia. Porque agroecologia não é a mudança do pacote convencional para o pacote orgânico, a gente está falando de mudanças nas relações, da forma também de como as pessoas se relacionam com a natureza. E aí não vai ser excluindo as mulheres que vamos mudar.

Asacom – Refirmando todos esses aspectos que você falou, a Marcha das Margaridas de 2011 também pautou o governo sobre a criação da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO). Como a gente olha para a Marcha mais uma vez como um espaço importante pra continuarmos pautando a implementação dessa política, mas também outras questões do campo da agroecologia?

Beth – Eu acho que isso é uma luta antiga, mas realmente 2011 foi quando foi feito o anúncio, na Marcha das Margaridas, da Política Nacional de Agroecologia. E como a agroecologia ela é muito importante para as mulheres, ela continua sendo pauta da Marcha das Margaridas. Esta é a maior manifestação do Brasil, maior manifestação de rua. Não tem uma passeata com mais de 70 mil mulheres em nenhum outro lugar do país. Um movimento que de quatro em quatro anos vem pra cá [Brasília-DF] e pauta o governo e o governo tem que dar sua resposta, porque na verdade não são quaisquer mulheres. Estamos falando das trabalhadoras rurais que alimentam este país. Hoje até o pessoal falou pra um editorial de um jornal e disse assim:  ‘se não fossem as margaridas a gente estava comendo era soja’. Porque quem se preocupa com a produção de alimentos realmente são as mulheres. Então, essa resposta que o governo dá para a Marcha das Margaridas demonstra a importância dessa categoria também para o governo. E eu acho que a Marcha continua sendo esse espaço, onde a gente tem que aproveitar e continuar pautando os avanços na Política Nacional de Agroecologia. Estamos atualmente na construção do Planapo 2, o segundo Plano Nacional de Agroecologia, e essa é a oportunidade que temos de pautar isso. Porque pautamos isso na CNAPO [Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica], pautamos nas conferências, em diversos espaços. Mas aqui a gente tem mobilização, aqui a pressão é muito maior. Pra mim aqui é um espaço privilegiado da gente negociar as políticas pra agroecologia no Brasil.

Asacom - Você acha que, de fato, é importante a gente continuar reafirmando o que a gente construiu nos últimos 15 anos com relação às políticas de convivência com o Semiárido?

Beth – Sem dúvida, porque se não conseguimos, de fato, oferecer ao Semiárido as políticas necessárias para produção da agricultura estamos esvaziando essa vocação agrícola que o Semiárido tem e teve durante todos esses anos. O povo do Sertão está produzindo e produzia mesmo antes de qualquer política pública voltada para lá. Eu acho que a gente tem que cada vez mais garantir o acesso da agricultura do Semiárido às políticas e a toda necessidade que essa agricultura tem. E essas políticas como, por exemplo, o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos] foi uma política fundamental para as mulheres. Várias mulheres começaram a comercializar seus produtos a partir dessa política e do PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar]. São políticas públicas de comercialização institucionais fundamentais para garantir a renda das mulheres. Essas políticas têm ajudado na autonomia econômica das mulheres. A gente tem muita dificuldade das mulheres que beneficiam produtos garantir a comercialização desse seu produto por conta das normas de Vigilância Sanitária, que não são adequadas para produção artesanal. Até hoje todas as normas de Vigilância Sanitária foram voltadas para as grandes indústrias de alimento e isso também não garante uma qualidade de alimento bom. O pessoal se preocupa tanto com a agricultora que está fazendo o doce, enquanto isso a Parmalat coloca formol dentro do seu leite e eles têm SIF [Serviço de Inspeção Federal], o empreendimento deles é totalmente legalizado e continuam fazendo isso. Acho que precisamos, e é urgente, que o governo reveja as normas de Vigilância Sanitária e que elas sejam adequadas à produção artesanal. A França é conhecida como o país dos queijos, tem mais de 300 tipos de queijo. Eu falo que se fosse no Brasil só iam ter dois. Porque aqui em vez de você se preocupar com a qualidade final do produto, a pessoa padroniza o processo de produção. Então, por exemplo, queijo de leite cru não é permitido pelo SIF. Se criou uma lei estadual em Minas Gerais que lá você pode vender, mas o queijo não pode atravessar a barreira do estado. Então, o queijo mineiro, o queijo da Serra da Serra da Canastra é um queijo de leite cru e você não pode consumir ele em São Paulo, porque o Queijo Canastra é produzido com leite cru. E, no entanto, a gente importa queijo francês de leite cru. Na legislação você não pode vender leite cru de Minas Gerais em São Paulo, mas você pode vender o queijo de leite cru que vem da França. Tem umas lógicas perversas nas normas de Vigilância Sanitária que têm que ser revistas. Eu acho que essas políticas precisam ser aprofundadas, já tiveram muitos avanços, mas precisamos avançar mais e pra isso temos que garantir as conquistas que tivemos e ampliá-las.

Asacom – Como continuamos marchando quando voltamos para os nossos estados?

Beth – Voltamos e nas organizações, nos municípios, nos movimentos, nos grupos de mulheres a gente continua marchando. Aqui é uma grande reunião de mulheres, têm mulheres do Brasil todo, com realidades de biomas completamente diferentes, de realidades de vidas totalmente diferentes. A partir dessa reflexão e de todo esse debate que foi feito aqui, essas mulheres têm que voltar para os seus municípios um pouco levando um pedacinho do que foi a Marcha das Margaridas. É importante voltar e discutir com os grupos de mulheres, com as comissões municipais de mulheres dos sindicatos, com as quilombolas, com as quebradeiras de coco, com as pescadoras, com todas as categorias de mulheres que estão aqui. Esse debate tem que continuar lá. Tem que continuar pautando, reivindicando e cobrando aquilo que a gente apresenta aqui, que sabemos que a pauta não se resolve aqui. Sabemos que tem muita coisa que precisamos continuar batendo e reivindicando e precisamos que esse processo seja lá também. Precisamos também que o movimento sindical perceba que cada vez mais tem que abrir esse espaço para as mulheres, porque é um espaço também que sempre foi negado, o espaço público. O espaço de representação política sempre foi negado às mulheres e isso é inadmissível. Isso é uma coisa que não dá mais. A sociedade precisa mudar, essas mudanças têm que acontecer, porque não é democrático, não é mais possível aceitarmos uma sociedade onde as mulheres vivem na situação de exclusão que nós vivemos hoje, com as mulheres ganhando menos, com menos acesso às políticas públicas, com menos acesso à crédito, à assistência técnica, não tem fomento. Várias dívidas que a sociedade e o governo têm com as mulheres rurais e isso tem que ser mudado e só vai mudar com a gente marchando e temos muito que marchar ainda. Esta é a quinta marcha e temos muito pra marchar pra fazer essa sociedade mudar!



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