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postado por Equipe Ideias na Mesa em Segunda-feira, 25 de Maio de 2015

No último vídeo da série de entrevistas sobre experiências de Educação Alimentar e Nutricional no contexto dos serviços socioassistenciais, o Ideias Entrevista Fernanda Cecílio Vale, nutricionista da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social (Subsan/SEDHS) do DF.

Na entrevista, ela fala sobre o Plano de Educação Alimentar e Nutricional da SEDHS e suas ações que buscam fomentar a autonomia de escolhas alimentares saudáveis e sustentáveis para a população atendida pelos equipamentos públicos da rede do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Fernanda também comenta sobre o Caderno Metodológico de Atividades de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) do Distrito Federal - material com diversas sugestões de atividades educativas para serem desenvolvidas com crianças e adolescentes.

Assista ao vídeo:

 

O Ideias Entrevista é mais uma ação para divulgar o curso "Educação Alimentar e Nutricional: Uma estratégia para promover o Direito Humano a Alimentação Adequada nos serviços socioassistenciais" que foi lançado este mês!

Para participar, se cadastre na rede e acesse aqui!



postado por Equipe Ideias na Mesa em Quinta-feira, 30 de Abril de 2015

Orientar a população quanto ao desperdício de alimentos e estimular o consumo de preparações rápidas, nutritivas e de baixo custo foram os principais objetivos do Projeto realizado pela Coordenação de Segurança Alimentar e Nutricional da Prefeitura Municipal de Ananindeua-PA, por meio das nutricionistas Merceani Rêgo e Taissa Mafra, entrevistadas para a série de vídeos “Ideias Entrevista”.

Na entrevista elas detalham sobre como surgiu a ideia do projeto e como a experiência foi realizada, destacando as perspectivas de estender as ações de Educação Alimentar e Nutricional para os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

Esta experiência realizada em Ananindeua-PA é um exemplo dentre as experiências que serão citadas no próximo curso de autoaprendizagem da rede Ideias na Mesa, que tem como objetivo estimular o desenvolvimento e a implementação de ações de Educação Alimentar e Nutricional na rede de proteção social básica do SUAS.



postado por Maína Pereira em Quinta-feira, 23 de Abril de 2015

 

Sensibilizar sobre a importância de uma alimentação saudável por meio de esquete teatral é um dos objetivos do projeto de Adilana Alcântara, nossa segunda entrevistada da série de vídeos “Ideias Entrevista”.

Na entrevista, Adilana compartilha sua experiência e destaca como tem sido a recepção dos participantes quando a ação é dirigida ao contexto da rede socioassistencial. 

Esta experiência de Belo Horizonte (MG) será citada no próximo curso de autoaprendizagem da rede Ideias na Mesa, que tem como objetivo estimular o desenvolvimento e a implementação de ações de Educação Alimentar e Nutricional na rede de proteção social básica do SUAS.

Assista:



postado por Equipe Ideias na Mesa em Segunda-feira, 13 de Abril de 2015

A rede Ideias na Mesa lança este mês uma série de vídeos de entrevistas: É o Ideias Entrevista! A proposta é utilizar o mesmo recurso Google+ Hangout On Air que já utilizávamos para bate-papos com vários convidados, mas agora para entrevistas exclusivas sobre uma experiência ou tema em específico.

Para começar, entrevistamos usuários que terão suas experiências citadas no próximo curso de autoaprendizagem que tem como objetivo estimular o desenvolvimento e a implementação de ações de Educação Alimentar e Nutricional na rede de proteção social básica do SUAS.

Na primeira edição, Ideias entrevista Vanille Pessoa, professora no curso de Nutrição da Universidade Federal de Campina Grande.

Na entrevista, Vanille compartilha sua experiência "Práticas de Educação Alimentar e Nutricional na Promoção da Alimentação Adequada e Saudável”, desenvolvidas pela Universidade Federal de Campina Grande, com mulheres do Programa Bolsa Família no município de Cuité – PB".

Assista:

 

O Ideias Entrevista é mais uma ação para divulgar o curso "Educação Alimentar e Nutricional: Uma estratégia para promover o Direito Humano a Alimentação Adequada nos serviços socioassistenciais" que tem lançamento previsto para este mês.

O que achou?

Aguarde os próximos vídeos! :D



postado por Lucas Ferreira em Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

No último Hangout do Ideias na Mesa, convidamos o Marcelo Terça-Nada para falar sobre o novo projeto do Poro - Intervenções Urbanas e Ações Efêmeras, que desenvolveu um guia da comida de rua de Salvador para disseminar a cultura alimentar da cidade. Infelizmente, por alguns problemas técnicos de conexão, Marcelo não pode contar toda a história do projeto. Por isso, a equipe do Ideias na Mesa realizou uma entrevista com o designer para que vocês saibam mais sobre esta experiência de proteger a cultura do Acarajé, da Cocada e do Beiju. 

Confira a Entrevista completa:

Ideias na Mesa: Você poderia compartilhar a experiência de elaborar o Pequeno Guia Afetivo da Comida de Rua de Salvador? 

Marcelo Terça-Nada: O Pequeno Guia Afetivo da Comida de Rua de Salvador foi feito a partir de um convite da Bienal de Arte da Bahia para que o Poro desenvolvesse um trabalho. Já tinha alguns anos que o tema da comida de rua de Salvador me despertava interesse, primeiro porque sou apaixonado por comida, depois pela diversidade e força cultural que o universo da comida de rua tem na cidade. Pensamos em fazer o Guia para que ele servisse ao mesmo tempo como registro do que há na cidade, mas principalmente como estímulo para que as pessoas fossem às ruas descobrir ou redescobrir as comidas e sabores presentes na cidade. A pesquisa para o Guia foi feita a partir de mapeamento durante diversas caminhadas pelas ruas de Salvador. A partir desse levantamento, aprofundei com pesquisa bibliográfica e com conversas com diversas pessoas envolvidas com a questão da alimentação na cidade, especialmente os próprios produtores e vendedores de comida de rua. O resultado do Guia é uma espécie de glossário afetivo ou dicionário informal, que traz a transcrição fonética dos nomes das comidas, a etimologia dessas palavras, um texto contando o que é aquela comida e como ela é comercializada na cidade.


IM: Como sua proposta pode contribuir para a percepção da comida de rua como parte da história e do cotidiano da cidade e um patrimônio que envolve diferentes ingredientes, modos de preparo, significados e pessoas?

MT: A contribuição do Guia em relação a percepção da comida como patrimônio pode ser vista por diferentes ângulos:

- para quem é da cidade ou mora aqui: mostra a importância de se valorizar e preservar a riqueza que existe, incluindo aqui as quituteiras(os), os modos de fazer, os ingredientes, as receitas e a cultura entorno dessas comidas

- para quem é de fora e/ou está de passagem na cidade: convida à diversidade e ao espaço público, ajuda a entender o que é cada comida e expande o imaginário sobre a comida de Salvador para muito além do Acarajé/Cocada.

- para as pessoas envolvidas com a academia e políticas públicas aponta caminhos para pesquisa e desenvolvimento de políticas.

- e por fim, mostra que existe a necessidade de dar valor a quem faz; e marca através de uma publicação a variedade e características desses alimentos.


IM: Como tem sido a reação das pessoas em relação ao Guia – como as pessoas que criam a realidade retratada no Guia o receberam?

MT: A repercussão do Guia está impressionante. Só no lançamento foram 350 pessoas. A primeira edição já está quase acabando. E tivemos 3mil downloads da versão digital em 20 dias (para quem quiser baixar: www.poro.redezero.org/publicacoes/comida-de-rua ). Ficou claro que havia uma grande lacuna sobre esse tema. E o mais interessante é como a publicação tem mexido com a memória afetiva das pessoas, que sempre contam sobre as relações que elas tinham e tem com determinadas comidas de rua. Muita gente também tem relatado sobre as comidas de rua que sumiram. E aí entra uma das forças do guia: valorizar o que existe para que não desapareça. Os vendedores de comida de rua tem gostado muito da publicação e o elogio deles pra mim é  precioso. Durante a pesquisa percebi que, com exceção das baianas de acarajé, os outros vendedores não são muito valorizados, apesar de que comer na rua aqui faz parte da identidade coletiva e do cotidiano das pessoas. Quando os vendedores vêem seus quitutes numa publicação impressa, eles se sentem mais valorizados. Mas o melhor está sendo que toda vez que falo com a imprensa, cito alguns dos vendedores que fazem as comidas com muita qualidade, e essas citações tem sido publicadas. Aos poucos, vai se gerando uma cultura de valor sobre o ofício e saberes dessas pessoas.


 

IM: Já foi planejada alguma versão do guia pra turistas estrangeiros, com tradução em outros idiomas, pra estimular o turismo gastronômico de Salvador?

MT: Estamos estudando como dar continuidade a pesquisa do Guia Afetivo da Comida de Rua de Salvador e quais serão seus desdobramentos. Temos alguns desejos, um deles seria uma versão em inglês ou uma versão bilíngüe. Mas ainda precisamos entender como viabilizar isso. Nossa vontade é que o Guia sirva também para as pessoas de outros países que visitam a cidade de Salvador.


IM: Para você, Quais são os principais desafios e oportunidades para preservar o patrimônio alimentar e as raízes alimentares brasileiras em um contexto cuja soberania alimentar é limitada pelo domínio de grandes corporações?

MT: O desafio é atuar frente a velocidade em que a sociedade brasileira está se transformando e perdendo muito de seu patrimônio alimentar tradicional, ou seja, conseguir valorizar/conservar antes que as coisas desapareçam. Corremos o risco de perder espécies alimentícias e modos de fazer antes mesmo de ficarmos sabendo que eles existem.

A grande oportunidade vem do tanto que se tem por fazer: pesquisar, registrar, valorizar. Isso vai desde a realização de documentação audiovisual até pesquisas dos aspectos nutricionais, históricos, antropológicos e gastronômicos relacionados com o cultivo, extrativismo, processamento, preparos e modos de servir as comidas ligadas às nossas raízes alimentares.


IM: Qual a sua opinião sobre o papel da imprensa gastronômica quanto a propagação e valorização da comida como patrimônio. Atualmente existe a "glamorização da gastronomia", você acha positivo essa tendência?

MT: O papel da imprensa é fundamental, pois quando esse papel é bem executado, ele gera visibilidade, ajuda a formar opiniões e contribui com outras formas de olhar as coisas. Para isso a pesquisa, a boa vontade e o engajamento dos jornalistas é muito importante. A glamorização por outro lado tem um papel negativo, pois ela faz com que a gastronomia pareça distante do cotidiano, criando estrelas de TV ou de premiações para poucos. Ao invés de criar essa glamorização, o melhor caminho seria estimular que todos cozinhem, se alimentem bem e conheçam mais sobre a história e origem dos alimentos.


IM: Que outras iniciativas, vocês conhecem que podem ser utilizadas como meios para incentivar o resgate e reconhecimento de práticas alimentares - tradicionais, regionais, históricas-  como patrimônio cultural?

MT: Conheço o trabalho de pessoas que buscam experimentar, divulgar e valorizar as práticas alimentares, como por exemplo o trabalho da Neide Rigo através do seu blog (www.come-se.blogspot.com.br). Ou o trabalho de instituições como o Museu da Gastronomia Baiana, que foi criado pelo antropólogo Raul Lody e é um museu vivo, com restaurante onde se pode experimentar as receitas resgatadas, mas também conhecer utensílios e modos de fazer. O Museu realiza por exemplo um seminário anual com temas ligados às práticas alimentares. Não poderia deixar de destacar o trabalho do Slow Food, especialmente com a Arca do Gosto, que é uma catalogação de alimentos que correm o risco de desaparecer (www.slowfoodbrasil.com/arca). Ou ainda o trabalho que o IDEC fez junto com entidades que atuam com consumo consciente no mapeamento e divulgação das feiras orgânicas e grupos de consumo (www.idec.org.br/feirasorganicas).

Pensando EAN

Marcelo Terça-Nada é ativista do Slow Food, artista e designer. Faz parte da DoDesign-s, escritório de design que trabalha há 12 anos para cooperativas de agricultores familiares, produtores orgânicos e iniciativas do comércio justo. Como artista e junto com Brígida Campbell, criou o Poro em 2002, e desde então realiza intervenções no espaço público e trabalhos gráficos que tentam despertar outras leituras sobre as cidades e as práticas urbanas atuais. O trabalho mais recente do Poro foi o Pequeno Guia Afetivo da Comida de Rua de Salvador.


 



postado por Maína Pereira em Segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Um dos objetivos da rede Ideias na Mesa é valorizar e dar visibilidade às experiências de Educação Alimentar e Nutricional. Toda segunda, aqui no blog, você tem a oportunidade de conhecer experiências que foram publicadas na rede de diversos temas e locais.

Pra quem fez o curso online “Educação Alimentar e Nutricional: uma estratégia para promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada”, já conheceu uma das experiências que iremos mostrar hoje: Projeto Semeando Saúde com + Vida no Espaço Escolar. Conversamos um pouco mais com o Elmis Santos, nutricionista que atuou no projeto e que atualmente trabalha no Banco de Alimentos de Campinas. Ele compartilhou suas vivências, desafios e perspectivas em Educação Alimentar e Nutricional. Veja a entrevista:

 

elmis santos

Ideias na Mesa: Você pode nos contar um pouco sobre o Projeto Semeando Saúde com + Vida no Espaço Escolar? Como funciona? Qual o objetivo dele?

Elmis Santos: O projeto Semeando Saúde com + Vida é um trabalho desenvolvido pela ONG + Vida, fruto da necessidade de não somente tratar, mas prevenir doenças crônicas não transmissíveis como: câncer, hipertensão, diabetes dentre outros, melhorando não só o conhecimento, mas o acesso a uma alimentação de qualidade.

O projeto tem como principal objetivo educar crianças sobre a alimentação saudável para evitar doenças. Desenvolvido junto às escolas municipais, o projeto consiste em palestras com fantoches, filmes educativos, plantio de hortaliças, colheita e consumo de alimentos naturais.

IM: Como você acredita que esta experiência contribuiu para a promoção da alimentação saudável?

ES: Estar à frente desse projeto por mais de dois anos foi gratificante não só pelos resultados alcançados, mas pelo interesse demonstrado por outras instituições interessadas em reproduzir a experiência. Isso mostra que, além de ser uma estratégia de promoção da saúde e estímulo ao consumo de alimentos saudáveis, é uma iniciativa sustentável, barata e eficiente na promoção do acesso de indivíduos a um alimento seguro tanto do ponto de vista quantitativo como qualitativo.

Os depoimentos não só de pais, mas também da comunidade escolar, retratam a mudança no padrão alimentar, a adoção de uma alimentação saudável, e principalmente a prática do cultivo de frutas, verduras e legumes no espaço urbano.

IM: Você comentou sobre o interesse de outras pessoas em reproduzir essa experiência. O que as pessoas devem considerar quando quiserem fazer algo semelhante?

ES: Acredito que em qualquer localidade ou espaço social, dá para ser reproduzido sim. É uma iniciativa de alto impacto, resultados relevantes, baixo custo e capaz de transformar para um melhor padrão alimentar das crianças, reduzindo o número de adultos doentes.

Para quem pensa em desenvolver um trabalho semelhante, acredito que não é necessário pensar numa ação grande e com muitos recursos financeiros. Pode perfeitamente começar pequeno, apenas com vontade de fazer a diferença, doação de seu conhecimento técnico e ter um olhar humanizado sobre espaços sociais onde se encontra inserido, fazer um bom planejamento, ir atrás de parceiros e “mãos à obra”.

IM: Atualmente você não faz mais parte do projeto, mas atua no Banco de Alimentos de Campinas (SP). Que outras experiências recentes poderia compartilhar para a rede Ideias na Mesa?

A experiência do banco de alimentos tem sido muito rica, em especial, o contato com agricultores familiares. Pessoas que talvez não tiveram oportunidade de vivenciar o meio acadêmico, mas com o conhecimento natural que tem e sua vontade de produzir um alimento seguro e de qualidade, contribuem para o combate da fome de muitas pessoas.

Essa realidade me impulsionou a me lançar em um novo desafio: desenvolver um estudo junto a agricultores familiares, destinado a compreender a percepção de quem produz, sobre a importância de produzir preservando a natureza. Espero em um período breve trazer não só os resultados desse estudo, como também alguma iniciativa nesse sentido, favorecendo ainda mais o acesso de todos a um alimento seguro e de qualidade.

elmis2

Você no Ideias na Mesa!

E você? Já pensou em aparecer aqui no blog do Ideias na Mesa com sua experiência? Assim como o Elmis Santos, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

Mais informações: ideiasnamesa@unb.br



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