Ideias na Mesa - Blog


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postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015

Você teria coragem de largar a estabilidade da sua vida em sua cidade e viajar durante um ano por todo o mundo em busca de reconectar-se com seu "EU" verdadeiro de novo?

Temos hoje no [Comida na Tela] um novo clássico do cinema: Comer, rezar e amar, uma adaptação do livro best seller autobiográfico da autora Elizabeth Gilbert, que fez exatamente isso, largou sua vida de conforto e partiu a desbravar o mundo.

O filme é estrelado e protagonizado pela belíssima atriz Julia Roberts e ainda possui o elenco nomes como James Franco, Viola Davis, Javier Bardem, entre outros.

Comer, rezar e amar conta a história de Liz, que percebe a infelicidade com a vida que leva, seu casamento, o trabalho, a família e por fim decidi mudar tudo e ir em busca de autoconhecimento.

Dessa forma Liz decide viajar durante um ano visitando três destinos fantásticos ao redor do mundo, sendo: Itália, Índia e Indonésia, respectivamente.

Na Itália, ela decide voltar a ter “apetite” pela vida.  No filme, Elizabeth diz à amiga que costumava ter fome e sentir somente os sabores e cheiros daquilo que comia. Pois se sentia influenciada pelos padrões impostos do “corpo perfeito”.  Então ela se vê livre desses padrões   e começa a comer de forma a envolver todos os sentidos, de encontro aos sabores. “Estou tendo um relacionamento com a pizza, quase um caso de amor”, diz a protagonista, enquanto devora uma pizza margherita, que foi comer na origem, em Nápoles.

Ela decide viver um período sem culpas e de entrega à culinária italiana, apreciando a tão famosa cultura alimentar local com vinhos, diversas massas e simpatia italiana.

Na Índia explora seu lado espiritual por meio do poder da meditação, do autoconhecimento e do perdão. Em Bali, na Indonésia encontra sua paz interior, equilíbrio e a possibilidade de um novo amor.

O filme nos faz mergulhar nas emoções e sentimentos de Liz por meio de seus pensamentos e análises da vida. E para quem ama ou gosta de viajar, Comer, rezar e amar, é uma ótima pedida, a sua fotografia é totalmente um convite para embarcar em um próximo avião.

O canal Tastemade Brasil, junto com o Gastronomismo lançaram no Comida de Cinema a receita de uma das comidas que Liz conheceu em um dos seus destinos de viagem. E o prato escolhido foi a pizza margherita tão famosa na Itália.

Confira no vídeo logo abaixo:



postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 15 de Setembro de 2015

Na coluna de hoje apresentamos o texto de Raul Lody, antropólogo, museólogo, curador, escritor; especialista em antropologia da alimentação e criador do Blog “Sobre o Brasil Bom de Boca”. Raul escreve sobre o aumento da procura por ingredientes de bases produtivas mais naturais e sustentáveis e a influência e os significados de um alimento arraigado na cultura alimentar brasileira.


Nos cenários nacionais e internacionais vive-se uma busca por alimentos saudáveis procedentes da agricultura familiar, da pesca; e de outras formas de criatórios como aves, suínos, bovinos e caprinos; e que se unem a um crescente desejo de valorização dos hábitos alimentares a partir dos ingredientes locais.

Nessa busca pela preservação e pela continuidade dos diferentes processos produtivos, e das receitas que trazem representações culinárias e atestam a diversidade e as identidades culturais, vigora um sentimento dominante de terroir.

No caso brasileiro, a mandioca tem destaque dentro da nossa biodiversidade.  Com os sabores desta raiz americana, construiu-se diferentes sistemas alimentares que há milhares de anos fazem parte da vida dos povos nativos.

A mandioca tem um sentido nacional, e a partir das muitas farinhas que existem é possível identificar lugares e/ou regiões do Brasil.  E além do consumo das suas folhas, a maniva, na saborosa maniçoba; também são utilizados outros produtos derivados da mandioca como: tucupi, goma, puba, massa de mandioca, farinha de tapioca entre tantos.

Cada ingrediente, conforme o seu uso e interpretação simbólica, determina um estilo de se relacionar com o homem, pois comer é uma auto-representação cultural.

Essas grandes bases alimentares que chegam da mandioca estão presentes na composição de cardápios do cotidiano, e nos hábitos alimentares de milhares de brasileiros.

O brasileiro se identifica como um comedor e apreciador de farinha seca – farinha-de-guerra, farinha-da-terra, farinha-de-mesa, farinha-de-pau, farinha-d’água –; e de farinhas com marcas autorais na sua forma de ser torrada artesanalmente, momento em que se revela o estilo autoral dentro da tecnologia tradicional da “casa de farinha”.  Algumas farinhas são temperadas no próprio momento da sua produção, na casa de farinha, com pimentas, açafrão-da-terra, entre outros ingredientes.

As farinhas estão integradas às refeições e, em especial, para complementação de pratos como o clássico “feijão com arroz”; além de muitas outras receitas que só estarão completas se acrescidas com farinha de mandioca. Destaque para o preparo de pirões e farofas, exemplos de realizações telúricas e verdadeiramente   nativas.

Com a “goma”, outro produto de destaque da mandioca, faz-se grandes beijus com mais de um metro de diâmetro, e que são secos ao sol sobre as grandes ocas, e que fazem parte do sistema alimentar de muitos povos indígenas, e são acompanhados com peixe seco, caça, e preparos à base de diferentes pimentas nativas.

Outra importante tradição culinária que surge a partir da goma é a tapioca, seja nos preparos domésticos ou, em especial, como comida de rua, em um tradicional e consagrado fast food da mandioca.

As vendedoras de tapioca, “tapioqueiras”, oferecem delícias que usam a alvíssima goma que, depois de assada, é recheada com queijo coalho, coco ralado; doces de frutas, chocolate, banana, ou apenas a tão tradicional manteiga.

Já a “massa” de mandioca quando misturada com coco seco, que deve ser ralado na hora, é a base para se fazer o “cuscuz de massa”, um cuscuz que pode ser doce ou salgado e que marca as mesas do Nordeste.

Foto: Jorge Sabino

As invenções gastronômicas que surgem a partir da mandioca determinam uma verdadeira marca do nosso hábito alimentar, em dimensão nacional, e assim é possível manter as referências desta nossa memória de paladar.

Porém, está no pirão um tema quase épico da obra de Gilberto Freyre. O pirão integra diferentes cardápios que ampliam as possibilidades de se comer à brasileira.

A farinha está na memória, e presente à mesa, quando se tem um cardápio com cozido, seja com legumes, carnes frescas e salgadas, embutidos; ou que tragam outras variadas opções de sabores especiais para que seus caldos quando unidos à farinha de mandioca faça nascer o tão apreciado “pirão do cozido”.

Há também o pirão que nasce a partir do caldo em que é cozido diferentes tipos de peixes, com o acréscimo de cebola, tomate, “cheiro-verde” (coentro e cebolinho); e ainda, legumes, raízes; frutas, como banana-da-terra; ovos, pimentas frescas, para formar o “caldo” que é misturado com a farinha de mandioca para se fazer o celebrado “pirão da peixada”.

Preparar o pirão é um momento especial e delicado em que a farinha deve cair suavemente sobre o caldo de forma habilidosa.  Deve-se derramar a farinha e mexer sem parar o pirão até que ele chegue à consistência desejada; para uns ele deve ser mais mole; para outros ele deve ser mais consistente.

Outro exemplo é o pirão de leite, uma boa oportunidade de sentir e apreciar este preparo que pode ser combinando as carnes de gado vacum, de gado caprino, de suíno, preparadas com sal e sol, é a “carne de sol”. Está é uma técnica tradicional usada para conservar a carne, e com isso criar receitas regionais.  Este pirão de leite se integra a estes tipos de carnes. Muitas destas carnes são amanhecidas no leite para amaciar, segundo o costume do Sertão.

Além de valorizar os pirões nas suas inúmeras formas de preparo, Gilberto Freyre louva o pirão como uma realização da cozinha brasileira, uma comida patrimonial brasileira.  E assim ele declara seu quase amor ao pirão: “ Divino pirão! ”.

“ Nunca no Brasil se pintou um quadro nem se escreveu um poema nem se plasmou uma estátua nem se compôs uma sinfonia que igualasse em sugestões de beleza a um prato de pirão. ”  In Arte de comer, Jornal Diário de Pernambuco, anos 1920.

Sem dúvida, a comida vai muito além do ato mecânico de se nutrir, de encher o “bucho”. A comida possibilita o ato humano e sensível de simbolizar.  A comida possibilita um sentimento estético, palatal, e de prazer à boca.  A comida ainda possibilita um desejo de adoração, de reconhecimento, e de quase sacralidade.

Acesse aqui o texto no blog do autor.  




postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

Com o objetivo de apresentar novas opções de alimentação saudável e promover a alimentação adequada e saudável, foi desenvolvido pelas estudantes de nutrição do Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG) o projeto “Oficina culinária na escola” em uma escola do próprio município.

A apresentação das estudantes à comunidade escolar das opções saudáveis de alimentos foi desde docinhos de festa até sucos naturais com e sem casca.

Foram feitas inúmeras atividades lúdicas com as crianças e adolescentes, com jogos e oficinas culinárias tornando o aprendizado mais prazeroso e eficaz, dentre elas podemos citar:

1) Jogo “Roda dos Nutrientes” – sobre os diferentes nutrientes nos alimentos;

2) “Docinhos de Festa Saudáveis” – com amostras de docinhos de festa saudáveis, feitos com mandioca e beterraba;

3) “Jogo do ‘Cálcio X Ferro’” – explicação sobre os alimentos fontes de cada um dos nutrientes e suas funções me nosso organismo;

Entre outras atividades.

Veja o resultado e a experiência completa aqui.


Você no Ideias na Mesa!      

Em 2015 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Bárbara Grassi Prado, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Equipe Ideias na Mesa em Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

No quadro de hoje o Ideias veste o sombreiro para ensinar a fazer Guacamole.

Para quem não conhece, a iguaria é originária do México e bastante assimilada nos países da América do Sul como Chile, Colômbia e Peru. A pasta além de prática é bastante versátil, podendo ser servida com nachos, torradas, pães e até em saladas.

Ingredientes

- 1 Abacate

- 1 Cebola roxa pequena

- 1 Tomate

- ½ Limão

- Pimenta do reino

- Sal  

Tempo de preparo: 9 minutos.

Como fazer:

1. Pegue seu abacate em algum pé na rua (Caso não ache compre em feiras orgânicas ou agroecológicas)
2. Reserve a polpa em um recipiente separando da casca e do caroço
3. Pique os tomates e a cebola em cubos e junte ao abacate

4. Acrescente suco de meio limão (também pode ser encontrado em árvores na rua) 

5. Adicione pimenta do reino e sal a gosto

*Dica:Fique à vontade para adicionar outros ingredientes, como: coentro, salsinha, cebolinha e pimenta dedo-de-moça.

Reúna alguns bons amigos e use a Guacamole no prato que melhor servir a ocasião!


A esta altura do campeonato você deve estar se perguntando por quê “Guacamole Urbana”? Pois bem, o que queremos mostrar com a receita de hoje é que muitos pratos podem ser preparados com ingredientes encontrados em árvores frutíferas nas ruas ou no quintal de casa.

O conceito de Agricultura Urbana não é recente, porém, tem voltado a receber atenção de projetos governamentais e principalmente a mobilização e legitimação por parte da sociedade civil. Ela visa entre outras coisas a utilização dos espaços urbanos para produção de alimentos e práticas sustentáveis.

O abacate utilizado nesta receita foi colhido de um abacateiro em uma quadra residencial na asa norte, Brasília–DF. E assim como esta fruta, várias outras crescem e estão livremente disponíveis nas ruas das cidades Brasil a fora.

Para os moradores da capital federal esta colheita ficou bem mais fácil. A Arquiteta Gabriela Bandeira mapeou as árvores frutíferas no Distrito Federa, disponível no “Novo guia de Brasília”, tornando a tarefa mais simples.

A Guacamole Urbana mostra como outros modelos de agricultura que não agridem o meio ambiente e nem coloquem a saúde das pessoas em risco são possíveis.   

Gostou? Tentou e algo deu errado? Compartilhe sua experiência na cozinha publicando a foto da receita com as hashtags#receitafotografica #comidadeverdade no Instagram ou Facebook.

Perdeu a receita passada? Confira aqui. 


 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 03 de Setembro de 2015

No último final de semana de agosto a equipe do Ideias na Mesa se reuniu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Brasília) para analisar a exposição CRU - Comida, Transformação e Arte.   

A mostra iniciada em 15 de agosto permanecerá na capital até o dia 12 de outubro, e expõem uma multidisciplinaridade de obras ao ar livre e em galerias, 4 ações performáticas e intervenções gastronômicas em restaurantes da cidade.    

O curador, Marcello Dantas, define o projeto com as seguintes palavras:

“Em inglês, matéria-prima é equivalente a raw material – matéria crua, livre tradução. CRU é isso, aquilo que artistas de diferentes pontos do mundo conseguiram fazer com a comida para transforma-la em arte. A comida na arte gera um denominador comum que transcende barreiras, incita à experimentação e presenteia o interesse pela diversidade. O alimento é o grande milagre que o homem exerce sobre a natureza”.

No sábado (29/08) aconteceu a primeira das 4 performances programadas, “RE vira VOLTA", e o Ideias esteve lá de olhos, ouvidos, olfato e paladar aguçados. Os quatro sentidos foram necessários pois a intervenção artística se deu a partir da interação entre a cenografia do mexicano Hector Zamora, o grupo de percussionistas Barbatuques e as massas artesanais de sorvete feitos com frutas típicas brasileiras pela chef Ana Luiza Trajano.

“Ao ritmo de palmas e batucadas, baldes cheios de gelo e polpa de frutas giram sem parar”

O que começou em música terminou em uma explosão sensorial de cores e sabores materializada na forma de um sorvete conhecido como Nieves Mexicanas, processo ancestral de fazer sorvete na cultura Asteca. A iguaria foi espalhada em uma grande mesa redonda que remetia a um barril de curtir vinho, e pallets espalhados dentro do galpão de vidro - em cima dos quais os músicos performaram - deram um toque rústico ao ambiente.

Ao final da coreografia sinestésica chegou o momento tão aguardado pelos expectadores, desbravar os sabores exóticos recém produzidos. A equipe do Ideias, é claro, também provou e aprovou! Observamos este momento de sociabilização proporcionado pela comida, pessoas que não se conheciam, mas estavam compartilhando do mesmo alimento e interagindo entre si, ficando evidente o aspecto afetivo e sociável que o comungar da mesma refeição – cada vez mais raro nos dias de hoje - proporciona.

A próxima performance, “Amanhã está na língua, como hoje nos nossos lábios”, acontecerá no dia 03 de outubro com a proposta de desafiar o público a experimentar algo novo. Enquanto isto, é possível fazer que nem a equipe do Ideias e conferir as obras expostas: 

  


 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 27 de Agosto de 2015

Estamos nos aproximando do fim do inverno, uma ótima desculpa para aprender um chá diferente, simples de fazer e saboroso!  

Como fazer:

Tempo de preparao: 15 minutos. 

1. Compre abacaxi “de vez” orgânico/agroecológico ou em feiras

2. Higienize bem a casca

3. Remova a coroa e a parte de baixo 

4. Corte longitudinalmente os quatro lados

5. Guarde a polpa na geladeira para quando quiser

6. Leve as cascas à fervura por aproximadamente 10 minutos e saboreie!

*Dicas:

- O tipo pérola é o mais comum nesta época do ano

-“De vez” é um adjetivo popularmente usado para descrever frutas que estão recém maduras.

- Durante a etapa 4 pode deixar um pouco da polpa junto da casca.

- Na etapa 6 é possível acrescentar alguns ingredientes, canela em pau dá um gostinho especial e gengibre também faz uma composição interessante.

-Não é preciso adoçar, mas caso o abacaxi não esteja muito maduro um pouco de açúcar mascavo vai bem.  

Você já ouviu falar no conceito de aproveitamento integral dos alimentos? É uma prática que utiliza partes comumente desprezadas pelas pessoas, como por exemplo cascas, talos e folhas, pelo fato de muitos não terem ideia de que elas podem ser consumidas ou de como aproveita-las.   

O desperdício de alimentos assim como a geração de resíduos orgânicos sem uma correta destinação são problemas crônicos enfrentados no Brasil e no mundo. Tais questões estão relacionadas com a fome e ao comprometimento da qualidade dos solos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), um terço de nossos alimentos é desperdiçado a nível mundial e ao mesmo tempo mais de 50% do nosso lixo doméstico poderia ser compostado para nutrir o solo. 

Aproveitar partes não comumente utilizadas dos alimentos, como no caso do chá de casca de abacaxi, é uma maneira de diminuir o impacto ambiental a nível individual e familiar. Além do mais, o chá é muito saboroso e nutritivo. A casca do abacaxi é rica em vitaminas e fibras assim como várias outras cascas, e possuí um conteúdo de vitamina C 38% maior do que a polpa. 

Além de aproveitar integralmente os alimentos no preparo de refeições, os restos podem ser destinados para compostagem caseira. Com esta atitude você não só evita o desperdício como também retorna os alimentos de uma maneira não agressiva aos solos.

Gostou? Tentou e algo deu errado? Compartilhe sua experiência na cozinha publicando a foto da receita com as hashtags #receitafotografica #comidadeverdade no Instagram ou Facebook.

Perdeu a receita passada? Confira aqui. 


 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 13 de Agosto de 2015

É com água na boca que a equipe do Ideias na Mesa inaugura o quadro Receita fotográfica. Através dele, divulgaremos receitas práticas e de fácil execução. E tem muito mais! Para nós, a receita é só um dos ingredientes desta aventura culinária que se completa com um punhado de sustentabilidade, quanto bastar de cultura, curiosidade em lascas e uma pitada de afeto. Daí, sai fresquinho do forno para você preparações feitas com Comida de Verdade!         

Na estreia de hoje ensinamos a preparar o Ovo Poché, uma forma diferente e mais saudável (e gostosa) de se fazer ovo. É bem simples e divertido de se fazer, mas as dicas são importantes para que a sua empreitada não vire uma “sopa de ovo”.

Passo a passo:

  1. Compre ovos de galinha caipira ou orgânicos
  2. Use os ovos mais frescos possível, quebre e reserve em um recipiente
  3. Fervente a água com algumas pitadas de sal
  4. Perto da fervura, mergulhe o recipiente liberando o ovo na panela 
  5. Deixe em fogo médio de 3-4 minutos para uma gema menos(3) ou mais(4) firme
  6. Escorra no papel toalha por alguns segundos
  7. Tempere com pimenta do reino, manjericão ou ingredientes a sua escolha e bom apetite!!

Tempo de preparo: 10min

Qual a diferença entre ovos de granja (convencional), caipira e orgânicos?

Os ovos de granja são os que a maioria das pessoas consome. As galinhas que os produzem ficam confinadas a vida inteira dentro de gaiolas minúsculas, em um esquema de produção industrial com uso intensivo de antibióticos e hormônios de crescimento para que os animais cresçam e produzam em tempo mais curto e a uma velocidade maior do que a natural (por isto o preço mais barato).   

Já os ovos caipira são produzidos a partir de galinhas criadas e que botam ovos fora de gaiolas e ciscam livremente. Além disto, para a alimentação dos animais são fornecidos vegetais e pequenos insetos que eles consomem ao ciscar em liberdade. Outro aspecto importante é que elas não recebem uso indiscriminado de antibióticos ou hormônios que estimulam o crescimento.

A produção de ovos orgânicos funciona na mesma lógica dos ovos caipira com uma vida menos estressante e mais próxima da natureza, o adicional é que além de todas estas etapas, as galinhas devem também ser alimentadas com alimentos comprovadamente orgânicos.

Benefícios

Ao optar por ovos caipira ou orgânicos você estará consumindo alimentos mais saudáveis, além de contribuir para um tipo de criação que possui uma relação menos prejudicial ao meio ambiente e menos opressora aos animais.

Dica: Estes alimentos são encontrados a um preço mais acessível em feiras agroecológicas e de agricultores familiares em comparação aos supermercados.

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postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 12 de Agosto de 2015

No quadro de hoje apresentamos uma de nossas publicações, o livro Mais que Receitas. O título do material não se dá ao acaso, ele é fruto de um conteúdo leve, afetuoso e que transcende a receita restrita a instruções no papel.       

"Se comer é algo prazeroso, cozinhar é o ponto de partida. Esta publicação reúne 48 receitas e histórias de famílias de diferentes regiões do país para que todos possam desfrutar de uma experiência com a comida acolhedora e cheia de sentido."

O Mais que Receitas está dividido em 6 categorias, são elas: Pães e bolos, Carnes e peixes, Molhos e sopas, Lanches rápidos, Vegetarianas e Doces e sobremesas. Intercalado com as receitas, é possível encontrar relatos das pessoas que colaboraram enviando receitas para concretização do livro, evidenciando histórias e significados por trás das preparações.

Que tal testar um bolo novo e com um ingrediente diferente? Bolo de Banana com Casca é uma das receitas presentes no livro. Esta preparação além de ser muito saborosa (acredite, eu já provei e aprovei), é carregada de significados, confira:     

Para conferir esta receita na íntegra e conhecer outros relatos e o conteúdo completo do livro basta entrar na Biblioteca do Ideias e visualizar o material online e em pdf. 


 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Terça-feira, 04 de Agosto de 2015

O [Pensando EAN] de hoje relembra as comidas de rua do passado que compõem a identidade alimentar e culinária brasileira, baseado no post do blog A Sacola Brasileira.

Hoje é comum comermos nas ruas, sentados em calçadas ou até mesmo em pé de frente à uma barraquinha de comida de rua.

Mas você sabia que essa prática é datada desde os tempos da colonização? As comidas de rua eram uma alternativa de alimentação e trabalho para os pobres e escravos de “ganho”, que trabalhavam fora da casa grande.

“As vendas de comidas na rua constituíram um tipo de comércio que fortaleceu o abastecimento miúdo de alimentos nas cidades, especialmente até a segunda metade do século 19 quando começaram as surgir os primeiros locais para se comer fora de casa, como restaurantes, cafés e confeitarias por influência europeia. O tabuleiro das quitandeiras era preenchido então por frutas, verduras e por refeições rápidas e petiscos. Comida barata, preparada com antecedência ou feita ali, na frente do comprador”.

Essas vendas de comida de rua aconteciam nos grandes centros do país e os escravos eram os principais protagonistas dessas vendas, como conta no post o professor Almir El-Kareh, autor do livro “A vitória da feijoada”:  “Estes escravos, além das tarefas propriamente domésticas, como cozinhar, lavar, passar, limpar e cuidar da pessoa de seus patrões, se entregavam a trabalhos ‘produtivos’, lucrativos, que geravam a renda de sua senhora, ou seja, à produção de bordados e, especialmente, de comidas para serem vendidas na rua, por ambulantes”.

“E com que tipo de comida eram preenchidos os tabuleiros das quitandeiras e doceiras? Fatiada, misturada e remexida por mãos negras, a comida ambulante tinha forte herança africana, especialmente em centros como Salvador e Rio de Janeiro, onde os contingentes de escravos foram historicamente maiores. Daí a ocorrência de muitos preparados identificados com a chamada “comida de santo” que pinçava aspectos da religiosidade com os orixás, com muito óleo de dendê e coco”.

“A combinação de espaço, tempo histórico, oferta de alimentos, diversos grupos etnográficos envolvidos, dentre tantos outros fatores determinaram as escolhas feitas à época para as primeiras comidas de rua do país”.

Depois dessa viagem ao passado alimentar do Brasil, é importante ressaltar a valorização e a contribuição dos diversos povos e suas culturas à culinária brasileira.

A chef Ana Soares propõe uma releitura daqueles antigos tabuleiros de comida e fazê-los voltar às ruas na cozinha de um food truck, até que seria uma ideia genial hein?!

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 17 de Julho de 2015

 

 

Que tal uma boa comédia italiana para o fim de semana?

O [Comida na Tela] nos presenteia com uma produção italiana de 2008, dirigida pelo ator/diretor Gianni Di Gregorio: Almoço de Agosto – Pranzo de Ferragosto.

O filme é leve, suave e bem-humorado e nos conta a história de Gianni, um homem de meia-idade, que mora com sua mãe idosa, em Roma, há alguns anos.

Gianni encontra-se desempregado e as suas contas estão se acumulando. Visto isso o proprietário do apartamento lhe faz a proposta de hospedar a mãe dele enquanto viaja durante o feriado de Ferragosto - um feriado cristão comemorado na Itália - em troca de descontos no aluguel atrasado.

Ele reluta, mas aceita a proposta e além da mãe do dono do apartamento, sua tia também é enviada para os cuidados de Gianni. E ao saber da sua nova “função” o médico da família também pede hospedagem e cuidados para sua mãe e assim saldar as dívidas de Gianni com ele.

 

Assim Gianni se vê “babá” de quatro idosas, cada uma com suas particularidades e manias. Entretanto ao longo do filme, suas relações se entrelaçam e Gianni se vê cozinhando para todas elas, gerando laços de amor e amizade à mesa sempre acompanhados de uma boa taça de vinho como num típico almoço a la Itália.

A comédia nos traz cenas sutis e cotidianas dos personagens, com a mensagem de que podemos comer e fazer o que queremos para nos sentir livres, independente de idade.

Veja o trailer logo abaixo:

 



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