Ideias na Mesa - Blog


Posts Relacionados com a(tag):Comida na Tela

postado por Débora Castilho em Sexta-feira, 08 de Maio de 2015

O Comida na tela de hoje, traz uma seleção de filmes infantis, feita por Ana Paula Rodrigues, escritora do Blog Não pule a janela.

Divirta-se com a leitura do texto e assista aos filmes com seus filhos, chame a criançada para desfrutar de informação de qualidade! E até mesmo utilize os filmes como ferramenta de EAN para educar e conscientizar as crianças sobre a necessidade de conservar o meio ambiente e também sobre os impactos que a não conservação do meio em que vivem, pode trazer sobre todo o sistema alimentar.

Segue o texto:

“Acho que essa lista é essencial para crianças, mas diz muito sobre adultos. Diz muito sobre o mundo em que vivemos e nossa intensiva campanha em destruí-lo. Narra com histórias lúdicas o obvio: sem natureza, como sobreviver? E temos em doses divertidas e sensíveis a ilustração de quão contraditório e cego pode ser o ser humano, destruindo vida em busca de uma “vida melhor”.

Então antes de adentrar em qualquer assunto, como sempre, aconselho que você reserve uma tarde, faça algo gostoso para comer e sente com seu filho para ver algum destes títulos. Mais importante que apresentar lições e conteúdo de qualidade para crianças, dar o exemplo tem sido o melhor dos métodos.

Não basta apenas falar “Preservar o meio ambiente é importante, queridx, por favor, veja esse filme”, é necessário inserir o hábito da conservação e restauração do meio ambiente em nossa rotina. Como garantir um futuro melhor para nossos filhos? Mostrando na prática que a mudança é possível. Sim, podemos transformar nossas práticas em algo positivo.

Temos aqui lindas imagens, com animais, árvores, aventuras e a maior lição de todas: precisamos valorizar a vida, e não só a nossa.

E muito me espanta que num país que possuí a maior área da Floresta Amazônica, tribos intocadas e uma diversidade de fauna e flora de colocar continentes no chão, se produza tão pouco conteúdo infantil abordando tais temas. Alô indústria! Vamos falar de coisa boa, vamos falar de meio ambiente!

Então segue uma lista da coluna semanal #conteúdodequalidade. Boa diversão! 

 


1. O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida

Acho que vi esse filme no mínimo umas 100 vezes no último 1 ano. Helena é completamente doida por esse filme e houve épocas que ela via o filme ad infinitum e nós vivíamos cantando a música. Era Let It Growwwww 24 por dia – sim, é muito parecido com a do Frozen e chiclete com o mesmo potencial.

Mas para nós é o melhor filme infantil para discutir destruição, conservação e restauro do meio ambiente, e ainda tem pitadas geniais de como a indústria se beneficia e distorce nosso senso do que é correto. O filme é baseado no livro do Dr. Seuss, que foi um cartonista e desenhista americano responsável por personagens como O Gato de Cartola, Grinch e Lorax. Procurem livros dele, é fantástico!

No filme temos Ted, um menino com ótimas intenções: conseguir um beijo da garota que gosta, mas ela é uma ativista [yey!] e completamente apaixonada pela história das Trúfulas, árvores que foram extintas antes dos jovens personagens nascerem. Então acompanhamos a busca de Ted pela última Trúfula e o retorno ao passado de Thneedville, a cidade feita de plástico onde as árvores são mantidas com pilhas.

Retornamos na história do filho rejeitado que busca a aprovação da mãe. Um dia ele resolve partir em busca de um futuro melhor – leia-se: impressionar a família – e descobre uma linda floresta de Trúfulas; no primeiro momento ele fica maravilhado, mas já vai logo tirando o machado e cortando uma das lindas árvores para fazer um “lindo” e super prático tecido. Nessa chega Lorax, o Guardião da Floresta, que entra de forma triunfal para colocar nosso Umavez-ildo no lugar. Só que a ambição humana é implacável e isso fica muito evidente durante o filme, que tem músicas fantásticas, uma animação linda e um dos melhores roteiros que já vi.

O estúdio que criou O Lorax para os cinemas, Illumination Entertainment, é o mesmo do Meu Malvado Favorito, então corre e vai lá ver.

 


2. Nausicaä do Vale do Vento

Esse filme é uma das obras primas de Hayao Miyazaki, diretor e roteirista japonês responsável pelo Studio Ghibli, lugar onde nascem os filmes mais lindos do mundo. Se você nunca ouviu falar em nenhum desses dois nomes, corra procurar sobre e veja todos os filmes com seus filhos.

Dias de Fogo é um evento conhecido por ter destruído o ecossistema da Terra e a civilização humana. Os que restaram do grande evento de esforçam em conseguir sobreviver, já que o clima e as condições são áridas e a população teve que recorrer a tecnologia para se manter, isolados em pequenos impérios.

Nausicaä é uma princesa de um pequeno império no Vale do Vento, que além de tentar conter as investidas de outros reinos, também estuda uma floresta chamada Mar da Corrupção, cheia de plantas, fungos e insetos gigantes, onde o ar é tóxico e tem devastado todo o planeta com seus danos. Ao contrário do restante da população, Nausicaä se sente fascinada pela floresta e acredita que ela possuí belezas, mesmo depois dos danos terem causado a morte de quase toda a sua família.

É uma história linda sobre o quão nocivo podem ser os danos causados pelos seres humanos na natureza, mas que nem tudo está perdido. E foi a primeira produção do Hayao Miyazaki, já que enquanto a Disney lançava sua Branca de Neve, os japoneses do outro lado do mundo mostravam que meninas podiam ser cientistas e voar!

 


3. WALL-E

Eu choro com esse filme, eis a realidade. É a animação que vi mais vezes sem ser coagida pela minha filha.

É uma animação da Pixar [amamos eles] e foi dirigido pelo mesmo diretor de Procurando Nemo, que também aconselhamos ver.

A história se passa num futuro distante onde a Terra está destruída e soterrada em lixo. Tudo isso aconteceu por nosso cultura consumista, que engoliu, processou e vomitou até que o planeta estivesse sem recursos naturais e com tranqueiras empilhadas sobre tudo; e claro que isso aconteceu com a ajuda de uma megacorporação, a Buy-n-Large , que também foi a responsável pela retirada da população humana da Terra até ela se “restabelecer”. Nossa sociedade começou a viver em naves no espaço, sedentários, se alimentando de porcarias, até que se viram impossibilitados de caminhar. É chocante ver em uma animação nossa sociedade espelhada de forma tão honesta. Realmente chega a causar angústia, pois parece [ou será] que esse é o nosso futuro.

Nós começamos a acompanhar a rotina de WALL-E, um robô coletor de lixo que vive na Terra, sozinho, sendo fofo. Até que um dia chega a EVA, outro robô, mas nesse caso ela foi enviada para buscar vida na Terra… e calha que WALL-E tem surpresas. E assim começa a aventura, com nosso robô fofo correndo atrás da super high tech.

É minha produção preferida da Pixar, não só por colocar todas as métaforas de forma genial, mas porque eles conseguiram criar um personagem que não fala nada além do próprio nome e “EVA” e mesmo assim é expressivo e carismático. WALL-E é o aluno nerd do fim da classe que você quer abraçar – e de quebra ele ajuda a salvar a humanidade.

 

 


4. Minúsculos [Minuscule – La vallée des fourmis perdues]

Essa linda e bem escrita produção francesa não fala diretamente sobre o impacto humano no meio ambiente, mas conta a história de uma guerra entre formigas com riqueza bélica, tática e de humor quando uma cesta de piquenique é abandonada.

Um casal saí correndo quando a mulher entra em trabalho de parto e deixa toda a comida do piquenique no local, gerando a trama dessa animação que dura poucos minutos, não tem nenhum diálogo, mas deixa nosso coração cheio de ensinamentos de trabalho em equipe, generosidade e como decisões humanas podem impactar na vida de outros seres, mesmo sendo “apenas” formigas.

Nossa Joaninha-macho que toma partido na guerra é acolhida de forma muito divertida pelo grupo e se vê engolida por forças mais potentes que seus curtos braços. É um daqueles filmes para se assistir junto com a família e além de se deliciar com uma arte realmente bem produzida, ver uma versão dos filmes com formigas muito bem feita e didática quando discutida.

 

 


5. O Mundo dos Pequeninos

Esse filme é do diretor Hiromasa Yonebayashi, que fez uma linda adaptação do livro The Borrowers, da escritora Mary Norton, que publicou a história dessas pequenas pessoas em 1952.

O filme conta a história de Arrietty e sua família, pequenos seres que parecem pessoas normais, mas com 10cm de altura, e que vivem no assoalho de uma casa em Tóquio.  Com a chegada de Sho, um garoto doente, uma amizade um tanto inusitada nasce entre eles. Durante toda a história a sensação é que os Barrows são seres da natureza, talvez uma releitura das “fadas”, mas que se viram forçados a habitar pequenos lugares a medida que a civilização domesticava animais e se espalhavam em locais intocados. Mas infelizmente eles não estão seguros nem dentro da própria casa, já que quando um dos adultos descobrem que a casa pode estar sendo habitado pelos “pequenos intrusos” começa uma guerra em busca de extinguir Arrietty e sua família.

É um filme muito lindo, com uma histórica tocante e com uma narrativa que foge da fórmula americana. Deixa ainda mais a sensação de que os intrusos são os seres humanos, já que forçam todos os seres a se habituarem com seus gostos e sonhos, e nunca o contrário, aceitando a ordem natural da natureza.



6. Era uma Vez na Floresta

Esse filme foi a minha infância, mas apesar de sempre ver Ferngully em vários lugares como filme que discute conservação do meio ambiente, esta obra incrível dirigida por Charles Grosvenor nunca está em lado algum.

Abgail, Edgar e Russel vivem felizes numa floresta, tal como um rato, uma toupeira e um ouriço devem viver. Eles são amigos e seguem sua rotina como sempre, até que um dia um homem chega na floresta espalhando gases tóxicos e adoece Michelle, amigas deles. Então começa a busca do três amigos, junto com o Tio Cornelius, de uma forma de salvar Michelle e a floresta.

É um daqueles filmes antigos, de 93, que contam fábulas de uma forma simples e divertida. Até hoje não entendo porque se fala tão pouco nesse filme, mas recomendo para todo mundo.

 


7. Princesa Mononoke

Mais um do Hayao Miyazaki! E esse é meu filme preferido dele, porque temos um japão onde os seres humanos convivem com deuses da natureza e suas forças que trazem destruição para florescer a vida.

Somos apresentados ao Príncipe Ashitaka, que após matar o terrível deus-Javali se vê amaldiçoado pelo mesmo. Angustiado, ele foge da mesma aldeia que lutou tanto para defender e nesse longo caminho acaba por conhecer San, a Princesa Mononoke.

Numa aldeia está sendo travada uma luta e do lado dos deuses-animais está San, que foi adotada e criada por uma tribo de deuses-lobos. Seu ódio pelos seres humanos que estão destruindo a natureza é enorme e ela com o tempo foi se esquecendo do seu lado humano, até o seu encontro com Ashitaka.

E nisso a história se desenvolve, entre uma guerra entre a civilização que quer se estabelecer e a natureza, e seus protetores, que lutam incansavelmente contra a destruição.

Colocamos aqui os filmes que acreditamos que não são abordados com frequência, mas recomendamos também:
Irmão Urso, Vida de Inseto, Reino Escondido, Tainá – Uma Aventura da Amazônia, Mogli – O Menino Lobo, Procurando Nemo, Rio [1 e 2] e A Fuga das Galinhas.”




postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 24 de Abril de 2015

"No sangue do mineiro corre queijo"

Impossível não salivar ao assistir ao belíssimo documentário de Wagner Indaiá. Produtores de Queijo Canastra abrem as portas de casa, dão relatos, contam histórias, e discorrem sobre o processo de produção deste alimento artesanal feito com alma, desde sua concepção no Brasil colônia até os dias de hoje. O Queijo Canastra é uma herança da culinária portuguesa que chegou ao Brasil com a família real. Na Vila rica – antigo nome da região da Canastra - o queijo era uma forma de conservar o leite nas longas jornadas de trabalho, indispensável aos exploradores.  

Eleito pelo povo mineiro como o queijo mais gostoso de Minas Gerais, o queijo Artesanal da Região da Canastra foi também declarado Patrimônio Cultural do Brasil em 2008. A Serra que dá nome ao queijo é compreendida por 7 regiões produtoras, Tapiraí, Medeiros, Bambuí, Vargem Bonita, Piumhí, Delfinópolis e São Roque de Minas.

O clima da região, altitude, águas puras, e pastos nativos conferem ao Queijo Canastra um sabor único. A relação do produtor com os animais é outro fator crucial como exemplifica Zé Mario, um produtor local: “A produção do queijo não tem segredo nenhum. O que faz a diferença é o alimento do animal e o jeito de tratar as vacas. Se você maltratar o animal ele não vai te dar leite e aí a gente que sai no prejuízo e não ele, você tem que tratar bem o animal”.

Aspectos culturais também são abordados no documentário, por exemplo, você em algum momento já deve ter se deparado com a frase de que mineiro corre atrás do queijo certo? Pois Chico chagas, outro produtor da região, garante que essa história é verídica e aconteceu na Região da Canastra: “Quando a produção aumentou, o queijo passou a ser transportado em carro de boi e durante uma viagem um motorista inexperiente deixou o carro tombar na ladeira. O rapaz saiu correndo desesperado atrás dos queijos, e daí então surgiu a história verdadeira de que mineiro corre atrás do queijo.”  

Sem mais demoras, dou uma dica antes de começar a assistir ao vídeo. Se não quiser passar vontade garanta um bom cafezinho e um queijo Canastra se possível, um pão de queijo também vai bem. 



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 27 de Março de 2015

Irreverente, saboroso e muito bem humorado. O filme é uma produção brasileira com direção compartilhada na Itália. É uma trama adaptada do conto “Presos pelo Estômago” de Lusa Silvestre, que baseia seu roteiro na relação entre comida e poder. Não por acaso, ganhou diversas premiações incluindo Festival do Rio 2007, Festival de Punta Del Este, e indicações a melhor filme nos Festivais de Rotterdam e de Berlim, além de ter premiado o protagonista João Miguel como melhor ator.  

A história do filme se dá em torno de Raimundo Nonato, um imigrante nordestino que se muda para cidade grande apenas com a roupa do corpo em busca de melhores condições de vida. Sem ter um trabalho ou residência, submete-se a trabalhar fazendo coxinha em uma padaria em troca de abrigo. Em pouco tempo, a padaria que não era muito popular passa a ter uma grande clientela em virtude das deliciosas coxinhas preparadas por Raimundo. Com seu sucesso na cozinha, logo a padaria fica pequena para os talentos de Nonato e é quando um empresário o contrata para um empreendimento mais sofisticado. Em meio a estes acontecimentos, Raimundo protagoniza um romance que da liga ao longa ao se apaixonar por Iría, uma de suas clientes.  

Adaptado a um melhor padrão de vida resultante do seu empoderamento no preparo de alimentos, o personagem principal acaba se envolvendo em uma situação que o leva para cadeia, e uma nova trama se desenvolve, mais uma vez com a comida no cerne. Na cadeia fica mais uma vez evidente o poder que cozinhar ou conhecer alimentos pode trazer, seja na relação com as pessoas, ou em termos financeiros.

O filme é um ótima opção de entretenimento para o fim de semana, além de ser uma excelente produção nacional que aborda a comida como um agente modificador social.    

Neste link você pode encontrar o livro de receitas do filme, até porque para assistir "estômago" não basta ter estômago.  

Direção:  Marcos Jorge

Nacionalidade: Brasileira

Gênero: Drama

Ano: 2007

Duração: 113min  



postado por Maína Pereira em Sexta-feira, 20 de Março de 2015

Por Rafael Rioja Arantes

tomate

Tomates Verdes Fritos (“Fried Green Tomatoes”) é um clássico do cinema internacional adaptado de um livro, que obteve duas indicações ao Oscar em 1991. Apesar de ter sido dirigido há mais de duas décadas, o enredo traz à tona reflexões que desafiaram tabus para a época e que permanecem atuais, como a discriminação racial, conflito de gêneros e o papel da mulher na sociedade. Para os apreciadores de um bom filme, tem uma bela fotografia, destacando cores e sabores, e trilha sonora como outra qualidade que a película possui. 

O enredo se desenvolve a partir de um encontro entre uma senhora que gosta de contar histórias e outra mulher a beira dos quarenta com problemas pessoais. A partir deste encontro toda a problematização destas questões gira em torno das trocas que acontecem entre as duas.

Ainda que alimentação não seja o foco principal do filme, a temática está fortemente presente nas cenas e na relação dos personagens com suas próprias emoções. Tanto é que, não por acaso, a preparação de tomates verdes fritos dá nome ao restaurante das protagonistas e ao filme. Algumas cenas trazem alimentos mais frescos, vindos da terra, parecidos com aqueles pratos cheios de afeto que nossos (bis)avós costumavam preparar.

Fica aqui a dica de um programa cultural para o fim de semana, reúna-se com amigos, familiares, ou pessoas queridas para degustar este filme. Para os que curtem uma experiência mais integral, separem aquela panela do fundo da dispensa, compre uns bons tomates verdes, e se aventure nos seus próprios tomates verdes fritos!

Segue o vídeo de como prepará-los, e mesmo que você não tenha experiência alguma na cozinha vale a tentativa, pois o mais importante é a diversão de partilhar o alimento.

 

Direção: Jon Avnet

Nacionalidade: EUA

Gênero: Drama/comédia

Ano: 1991

124 min


 



postado por Luana Mello em Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2015

Que comida você vê na tela?

Já parou pra perceber que a comida que vemos nas propagandas parecem bem mais bonitas e gostosas do que quando compramos elas? 

As comidas mostradas nas propagandas e as realmente preparadas nem sempre são idênticas, e isso não é segredo pra ninguém. Tudo está sempre muito bem montado nas propagandas, as bebidas estão sempre geladas, tudo é muito colorido e chamativo.

Com o propósito de mostrar os bastidores da produção desses “alimentos” para as propagandas, o videomaker Minhky Le criou uma série com três vídeos curtos, comparando a comida ou bebida que é servida com as comidas das fotos de propagandas, mostrando como são feitas.

Os produtos escolhidos foram sorvete, hambúrguer e refrigerante. Veja os vídeos:

É por isso que não se pode acreditar em tudo que se vê por aí, incluindo as propagandas. É nessas horas que a gente tem que refletir porque quem tem a necessidade de usar essas técnicas são alimentos não saudáveis. 



postado por Luana Mello em Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2015

Você conhece o filme “Os Sabores do Palácio”?

Trata-se de um longa em que uma agricultora, de vida simples, acaba se tornando a cozinheira pessoal do presidente da França, sendo a única mulher dentre tantos homens que trabalham na parte da cozinha.

No filme, apesar de ir contra os princípios de todos os cozinheiros anteriores a ela, a cozinheira preza pela culinária mais caseira, aconchegante.

Sabe aquela comida que lembra infância, com o mínimo de alimentos processados? É dessa culinária que estamos falando. Tem coisa melhor?

Assista o trailer oficial do filme:



postado por Maína Pereira em Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2015

A valorização de trabalhadores como protagonistas na produção de alimentos regionais de tradição e cultura brasileira é o foco do documentário “O Professor de Farinha”, dirigido por Manuel Carvalho e com roteiro de Teresa Corção.

No filme, dois pequenos agricultores de regiões diferentes do país contam suas histórias e mostram o processo da colheita até a venda da farinha de mandioca, cada um com suas particularidades.

O curta é um projeto do Instituto Maniva e do Slow Food do Rio de Janeiro e já participou do Slow Filme de 2006 e foi premiado no Festival de Cinema de Piratuba.

 

 

Diretor: Manuel Carvalho
Roteiro: Teresa Corção
Produção: Made for TV
Edição: Guido Cavalcante

(Professor de Farinha, 2005)


 



postado por Lucas Ferreira em Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Quem conhece a cultura alimentar do fast-food sabe que a saúde dos clientes não é a primeira preocupação das produtoras deste tipo de alimento. Uma alimentação rápida, barata e acessível geralmente implica em sacrifícios na qualidade da matéria prima, em adição de aditivos químicos e perdas nutricionais no processamento. 

fast foooooof

Ainda assim, empresas de fast food tem muita influência no mercado da maioria dos países. E por vários motivos, algumas regulamentações são adequadas para facilitar a venda destes alimentos. Fraudes e contaminações podem prejudicar populações inteiras, e o filme Nação Fast Food traz uma história bem interessante a respeito desse risco. Confira o trailer:

Don Henderson, um executivo de marketing de uma grande cadeia de restaurantes fast food, tem um grande problema: carne contaminada foi colocada no freezer junto à carne utilizada para preparar o sanduíche de maior sucesso da rede, o Big One. Para descobrir quem é o responsável por este evento, Don sai de seu cômodo escritório para percorrer uma longa jornada pelo lado obscuro da alimentação americana, descobrindo uma nação de consumidores que ainda não percebeu que são eles que estão sendo consumidos pela indústria. 

Vale a pena refletir sobre as escolhas alimentares assistindo a esta produção. Acesse o site do filme e saiba mais!



postado por Lucas Ferreira em Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Desde crianças, aprendemos sobre as cadeias alimentares observando o fluxo da natureza. O inseto come a folha da árvore, depois é comido pelo sapo, que é comido pela cobra e assim sucessivamente, continuando o ciclo.  Sabendo disso, é fácil concluir que todos precisamos ter acesso aos alimentos. Diante da necessidade, as pessoas buscam comida nos mercados, feiras e lojas, e dali em diante, a cadeia alimentar continua a partir de nós.

CADEIA ALIMENTAR

Mas há um tipo diferente de cadeia alimentar. Um que não é tão visível se nosso primeiro contato com o alimento é na mesa. Essa cadeia não envolve diferentes espécies, mas somente uma: a espécie humana. E ela começa no campo, com fazendeiros e produtores que dedicam a vida à produção da nossa comida.

O filme Food Chains expõe o problema existente quando a valorização do alimento pronto é maior do que a da história por trás de sua produção. Quantas famílias estiveram envolvidas no processo? Houve exploração ambiental intensa nas fazendas? Os alimentos têm produtos tóxicos que prejudicam rios e florestas? Os produtores foram tratados de forma justa?

food chains 1

Estas perguntas são levantadas no filme, onde é evidenciada a exploração dos produtores dos Estados Unidos da América. Assista ao trailer (em inglês):

 

O filme estréia hoje, nos EUA. (Saiba mais sobre a produção no site oficial). Afinal, se alimentar não é algo mecânico, mas um hábito que influencia toda a sociedade na qual vivemos. Lembre-se de que comer é um ato político, e aguarde o lançamento da próxima revista do Ideias na Mesa em que abordaremos a temática!  

 



postado por Lucas Ferreira em Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Já parou para pensar como os bolos de antigamente eram feitos e sobre o tempo que se dedicava para prepara-los?

pilão de arroz

O documentário “Bolo de Arroz” produzido em 2010 pela Confraria do Curta ilustra curiosidades sobre como o fubá de arroz era feito e como se fazia um bolo antes da era do fermento químico.

O filme de apenas 5 minutos registra o trabalho de Telma Machado, da Fazenda Babilônia, em Pirinópolis-GO que resgata e valoriza a cultura culinária do cerrado.

 

Assista ao filme:

 

"Bolo de Arroz", Brasil, 2010, Documentário, Cor, 5 min, Direção: Fernando Bola

E você, tem alguma história de receitas da cultura da sua região para compartilhar? Segunda, dia 27, é o último dia para enviar sua receita para o projeto Mais que Receitas - livro colaborativo que irá valorizar e divulgar a cultura brasileira e práticas alimentares saudáveis e sustentáveis.

Então não perca a chance de ter aquela deliciosa preparação de sua família registrada em nosso livro. Acesse o site para saber mais e participe!



Go to page:
Observatório Opsan UNB
facebook
twitter
Layout e programação do site Identidade visual
Faça o ligin para continuar!

clique aqui