Ideias na Mesa - Blog


Posts Relacionados com a(tag):Comida na Tela

postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 24 de Julho de 2015

Quem não se lembra daquele cheirinho de comida ao fogão da casa de vó? A alimentação nos presenteia com inúmeras memórias boas de nossa vida não é?!

Hoje o [Comida na Tela] resgata essas memórias alimentares por meio de um curta-metragem produzido pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Alimentação e Cultura (GEPAC) da UFRGS com apoio do CNPQ.

A produção aborda os hábitos alimentares presentes em comunidades remanescentes de quilombos no Sul do país, em especial as comunidades da Picada e do Rincão das Almas, no município de São Lourenço do Sul.

O filme nos presenteia com os relatos da Dona Eva Maria e Dona Maria, que contam toda as suas relações e de suas famílias com os alimentos, nos fazendo refletir sobre o comer hoje e o comer de antigamente, apresentando todo um saudosismo alimentar de sua época de criança, além de abordar aspectos da cultura e da tradição alimentar presente nos tempos. 

Os hábitos e práticas alimentares da comunidade são passados de geração em geração entre as famílias e permeiam até hoje entre os moradores do quilombo, demostrando a importância de conservação à cultura negra, grande alicerce e contribuidora da cultura e da culinária brasileira.

 

O curta é recheado com algumas receitas preparadas na hora por moradoras do quilombo, trazendo deliciosas cenas do preparo de pratos típicos da região e de todo sentimento e lembrança que eles trazem. 

 

E o melhor é que temos esse curta-metragem na [Biblioteca do Ideias], veja online:



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 17 de Julho de 2015

 

 

Que tal uma boa comédia italiana para o fim de semana?

O [Comida na Tela] nos presenteia com uma produção italiana de 2008, dirigida pelo ator/diretor Gianni Di Gregorio: Almoço de Agosto – Pranzo de Ferragosto.

O filme é leve, suave e bem-humorado e nos conta a história de Gianni, um homem de meia-idade, que mora com sua mãe idosa, em Roma, há alguns anos.

Gianni encontra-se desempregado e as suas contas estão se acumulando. Visto isso o proprietário do apartamento lhe faz a proposta de hospedar a mãe dele enquanto viaja durante o feriado de Ferragosto - um feriado cristão comemorado na Itália - em troca de descontos no aluguel atrasado.

Ele reluta, mas aceita a proposta e além da mãe do dono do apartamento, sua tia também é enviada para os cuidados de Gianni. E ao saber da sua nova “função” o médico da família também pede hospedagem e cuidados para sua mãe e assim saldar as dívidas de Gianni com ele.

 

Assim Gianni se vê “babá” de quatro idosas, cada uma com suas particularidades e manias. Entretanto ao longo do filme, suas relações se entrelaçam e Gianni se vê cozinhando para todas elas, gerando laços de amor e amizade à mesa sempre acompanhados de uma boa taça de vinho como num típico almoço a la Itália.

A comédia nos traz cenas sutis e cotidianas dos personagens, com a mensagem de que podemos comer e fazer o que queremos para nos sentir livres, independente de idade.

Veja o trailer logo abaixo:

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 10 de Julho de 2015

Entre os dias 10 e 13 de setembro acontecerá a 6a edição do Slow Filme em Pirenópolis, GO. O festival exibe curtas e longas metragens que tem a alimentação e gastronomia como tema principal, e este ano trará alguns filmes homenageando a Itália, país onde foi criado o movimento Slow Food.

A amostra tem por objetivo a divulgação de experiências de produções alternativas que tem sido praticadas em diferentes regiões no Brasil e no mundo, essenciais na superação do modelo alimentar vigente. Além da projeção de filmes, durante o evento também acontecem degustações, palestras e troca de experiências com produtores locais.

Para ficar com gostinho na boca confira alguns dos filmes que já foram confirmados para este ano:

"Little Forest - Summer/Autumn"

Direção: Jun'ichi Mori

Ficção japonesa

Plantar, cozinhar, comer, viver. Filmado ao longo de um ano, Little Foret é um filme de quatro estações. O filme segue a vida simples, mas plena, de uma menina que cozinha pratos deliciosos a partir do alimento que ela planta e colhe nas propriedades próximas à sua casa.

Insatisfeita com sua vida urbana, Ichiko retorna à sua cidade natal, Komori, no interior do Japão. Sem supermercado ou lojas de conveniência por perto, ela cultiva seu próprio arroz, e faz suas refeições com ingredientes da estação.

"O Último Pastor", de Marco Bonfanti.

A produção italiana revela a incrível história de Renato Zucchelli, que conquistou a cidade com o seu rebanho e com o poder de sua imaginação. Ele tem um sonho: trazer seu rebanho para o centro de Milão e mostrá-lo para as crianças que nunca viram uma ovelha de perto.

Último pastor nômade da Lombardia, Renato vive nas montanhas, mas a família permaneceu na cidade, onde o espera (im)paciente sua mulher e seus quatro filhos.

"Z'Alp" de Thomas Rickenmann.

Sessão seguida de degustação de vinhos suíços orgânicos e queijos da queijaria Alpino.

Sinopse: "Uffahre", "Züglete", ou "Öberefahre": cada região da Suíça tem o seu próprio nome para a maior e mais emocionante aventura que os agricultores realizam todos os anos: a cansativa subida para os Alpes com o seu gado e equipamentos para trabalhar a terra, fazer queijo e alimentar o rebanho.

O filme retrata os vários testes de resistência que os agricultores são submetidos durante a transferência anual de seus rebanhos - desde a preparação até a subida dos Alpes.

Na edição anterior o curta "Baru - A castanha do cerrado" foi um dos vários documentários exibidos. Nele foi retratada a produção familiar do baru que ajudou na diversificação da produção familiar em uma comunidade no estado de Goiás.

Fique atento(a) na programação do evento no site oficial e na página do facebook.




postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 03 de Julho de 2015

Quem não se recorda de um almoço de domingo em família?

O filme “Alimento da alma” é a melhor representação do que significa uma refeição de domingo em família. A trama se desenvolve a partir das refeições dominicais realizadas há 40 anos na casa de “Mama Joe”, a matriarca da família.

A mesa é o local onde se sentam irmãs, neto, vó, filhos e cunhado para partilhar refeições e os assuntos do dia a dia, e como é de costume, muita descontração e discussões acontecem ao longo do filme. Os encontros do domingo servem para manter o vínculo e diálogo familiar, hora mais leve hora mais conturbado, e as receitas de Mama Joe são sempre o fator aglutinador familiar.

Em um dado momento o núcleo familiar se distância em virtude das várias brigas que passam a ocorrer entre os membros e problemas de saúde impedem que a Mama Joe continue a pilotar as refeições de domingo. O neto Ahmad que era muito querido de sua vó assume as receitas na cozinha na tentativa de reaproximar a família pela barriga.

O filme além de muito bem dirigido enfatiza o papel transformador da comida e das refeições em família, por isso o título. O recorte racial também é um fator muito interessante abordado pelo filme, uma família negra é protagonista do longa sem ser estereotipada, o que não é muito característico dos filmes Hollywoodianos.      

Um ótimo filme para assistir em família e por que não cozinhar um almoço juntos antes da sessão?



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 26 de Junho de 2015

Você já ouviu falar no chef e crítico culinário Nigel Slater?

O [Comida na Tela] traz hoje o filme que retrata a vida desse renomado chef de cozinha britânico. A produção foi lançada em 2010 e foi dirigida por S. J. Clarkson e conta com as atuações magníficas do Freddie Highmore (A Fantástica Fábrica de Chocolate) e da atriz Helena Bonham Carter (Saga Harry Potter).

A trama gira em torno da história de Nigel, uma criança fascinada por culinária, mas que vive uma vida enlatada, pois sua mãe não sabe cozinhar e compra alimentos enlatados para compor todas as refeições da família, pois vê nas comidas industrializadas, uma segurança extrema de bem-estar de sua família, o que não afeta o amor por sua mãe.

 

Nigel mesmo diante da proteção extrema de sua mãe, deseja comer uma refeição que não seja artificial e conhecer o mundo mais amplo da alimentação e da culinária.

Após a morte de sua mãe, o jovem Nigel sofre pela ausência de sua protetora e vive uma dificuldade em se relacionar novamente com seu pai, principalmente depois da chegada de uma governanta para casa e que mais tarde se tornaria sua madrasta.

O dilema de Nigel com sua madrasta fica mais intenso quando ele se descobre na culinária, visto que ela também é uma exímia cozinheira, os dois começam a disputar a atenção do Sr. Slater, o pai do menino, através da comida.

 

O longa nos presenteia com uma fotografia impecável, carregada de cores e detalhes principalmente nos alimentos e nos vestidos que a madrasta de Nigel usa, sempre estampados de alimentos bem coloridos.

No filme, o principal prato de disputa entre o menino e sua madrasta Sr. Potter é uma deliciosa torta de limão que o canal Tastemade Brasil e o Comida de Cinema nos mostra como se faz passo a passo, veja e delicie-se: Comida de Cinema – Torta de Limão “Toast”.



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 19 de Junho de 2015

O Comida na Tela de hoje exibe o documentário brasileiro que conta a incrível aventura de Manoel Inácio do Nascimento e Ivana Cavalcanti, dois agricultores familiares assentados que resolveram percorrer 10.000 quilômetros de bicicleta em busca de sementes crioulas.

Estes dois destemidos moradores do sertão brasileiro tomaram a decisão de partir após observarem que não se conseguia mais encontrar sementes naturais na região por conta do avanço das monoculturas transgênicas, e que a solução seria pedalar pelo Brasil e outros países vizinhos em busca de trocas.

A escolha da bicicleta como veículo se deu por alguns fatores. Primeiramente o custo, era o único meio de transporte que eles conseguiriam arcar. O hábito de pedalar para resolver as coisas do dia a dia foi outro fator que contribuiu. O principal aspecto que pesou, no entanto, foi a autonomia. Nas palavras de Manoel:

“A bicicleta significa horizontalidade, a não hierarquia, com a bicicleta você se guia”.

Através desta jornada eles buscaram a criação de um banco de sementes crioulas volante, onde cada indivíduo serve como um multiplicador e disseminador. Foi a solução encontrada por eles para lidar com o desafio imposto pela dominação do agronegócio.

“A preservação das sementes é uma forma de resistência contra o agronegócio”.

A iniciativa do casal mostra como a monocultura extensiva e os transgênicos avançam cada vez mais colocando em risco a Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional de comunidades. A boa notícia é que alternativas que visam combater o modelo de produção hegemônica são possíveis.  

Assista:




postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 12 de Junho de 2015

Curta Agroecologia - Arroz Ecológico: alimento iluminado from AGROECOLOGIA on Vimeo.


 O maravilhoso documentário da série Curta Agroecologia produzido pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) retrata como a produção orgânica melhorou profundamente a vida de agricultores familiares no Rio Grande do Sul.  

“A agricultura orgânica não é uma atividade de competição e sim uma atividade de cooperação”. Juaresz Filipi Pereira, agricultor ecologista

É neste espírito que 470 famílias produzem atualmente mais de 20 mil toneladas de arroz orgânico em uma área de 4000 hectares. Tudo isso graças a criação da cooperativa Coopan que envolve os agricultores em toda a cadeia processual desde o plantio, colheita e armazenamento até a parte administrativa.

O curta perpassa por áreas que se complementam e exemplificam a estrutura da produção agroecológica, são elas:

Sustentabilidade

Os assentados relatam que por não serem utilizados venenos nas lavouras, a água volta aos rios e solos livre de metais pesados e contaminantes. No caso do arroz, a própria casca que é retirada do alimento é utilizada para combustão necessária para secagem e comercialização do produto.  As cinzas restantes são reinseridas nas lavouras como adubo.

Aspecto social

Todas as ações acontecem de forma conjunta por meio da cooperativa, desta forma, toda a comunidade é envolvida gerando renda a informação a todos e todas. Os jovens adultos trabalham meio período por dia e há a preocupação para que eles dediquem também meio período para estudar e se aperfeiçoar.

Abastecimento

Os agricultores familiares também se alimentam daquilo que comercializam e os alimentos que eles não possuem são adquiridos a partir de trocas nas feiras agroecológicas. Desta forma, sua Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional se concretizam.   



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 29 de Maio de 2015

Não só de filmes hollywoodianos vive o [Comida na Tela], por isso a equipe do Ideias na Mesa traz o documentário: "Trashed – Para Onde Vai Nosso Lixo" de 2012.

O documentário foi produzido nos Estados Unidos e dirigido por Candida Brady e busca mostrar a saga dos montantes de lixo produzidos todos os dias por nós e pelo mundo todo afora e suas consequências para o meio ambiente e para a saúde da população.

O filme gira em torno de conversas e debates com inúmeros especialistas, cientistas e ativistas ambientais de diferentes países sobre a produção e o descarte dos resíduos sólidos e depoimentos de pessoas comuns afetadas diretamente pelos problemas causados pelo lixo.

     

O longa propõe-se a despertar uma reflexão nas pessoas sobre os problemas causados por um simples papel de chocolate jogado na rua, por exemplo, e os perigos reais que este ato pode desencadear no meio ambiente, na alimentação, na saúde e na economia do planeta.

   

Entretanto o documentário não expõe apenas os problemas, mas também traz soluções concretas realizadas em várias cidades do mundo para a solução do lixo e seu descarte correto e como a população pode ser a protagonista destas ações.

Veja o trailer do documentário abaixo (em inglês):

Confira aqui o site oficial do documentário: http://www.trashedfilm.com/ 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 22 de Maio de 2015

Se você ganhasse na loteria, teria coragem de fazer um jantar fantástico para toda sua família e amigos?

O [Comida na Tela] de hoje traz o filme vencedor do Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro em 1988: "A Festa de Babette". O filme é uma produção franco-dinamarquesa do diretor Gabriel Axel e inspirado no livro de Karen Blixen, cujo pseudônimo era Isak Dinesen.

A narrativa se passa em meados da década de 80, em uma península da Dinamarca. O filme conta a história de duas irmãs devotas religiosamente ao falecido pai, antigo pastor luterano da cidade e que pregava a salvação por meio da renúncia dos prazeres humanos.

Eis que surge na vida dessas duas irmãs, uma mulher desconhecida recém-chegada da França, chamada Babette que busca abrigo e trabalho.

Assim que chega, Babette observa que todos na vila possuem um hábito curioso referente ao ato de comer, pois para aquelas pessoas o alimento é algo apenas para a sobrevivência, sem cor, sem sabor, textura ou algo que estimule o sentido do paladar, pois a população do pequeno vilarejo é extremamente religiosa e possuem regras e credos bem específicos, inclusos referentes ao comer.

Ao perceber isso Babette vai mudando aos poucos os hábitos alimentares do vilarejo, dando mais sabor não só para a comida, mas também para o cotidiano de toda a população.

Em um certo dia Babette recebe a notícia vinda da França que havia ganhado na loteria. Bastante feliz, em um gesto de gratidão pelo acolhimento das duas irmãs, a cozinheira pede a elas que a deixassem preparar um último jantar em homenagem à morte do pastor e pai das irmãs.

Aprovado o pedido, Babette começa os preparativos para o grande jantar, que seria tipicamente francês, e se encarrega de encomendar todos os ingredientes que viriam diretamente da França. Ao longo do jantar os participantes começam a perceber uma naturalidade no comer e veem que é algo que não interfere em sua religião, desmitificando o conceito de pecado criado em torno da comida.

                

O filme todo gira em torno da alimentação, da preparação dos alimentos, do ato de comer bem além do caráter nutricional e aborda o contexto cultural da alimentação, que é permeada de simbologia e elemento da sociabilidade humana.

Assista o filme e fique com água na boca com o jantar de Babette. Ou você mesmo pode fazer seu próprio jantar “a la Babette”, o canal do Youtube Tastemade Brasil junto com o canal Gastronomismo lançou o Comida de Cinema e nos ensina um dos pratos do filme. Veja o vídeo abaixo e delicie-se!



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 15 de Maio de 2015

No quadro de hoje indicamos e analisamos o premiado filme “Mostly Martha”, traduzido para o português como simplesmente Martha. O original lançado em 2001 é de coprodução Alemã e Italiana, e foi regravado em 2007 com direção americana.

O roteiro dos filmes é praticamente idêntico, porém, o que nos levou a preferir o original foi o fato de a comida ser protagonista das cenas apesar de ambos os filmes tratarem dos alimentos. Ademais, os personagens representam com mais autenticidade os choques culturais de duas cozinhas distintas.  

A história gira em torno de Martha, uma chefe de cozinha apaixonada pelo seu trabalho que trata o ato de cozinhar com extremo carinho e cuidado, mas que tem uma vida pessoal extremamente instável e em desequilíbrio emocional. Algumas situações agravam ainda mais este quadro como quando a sua sobrinha passa a morar com ela após a morte de sua irmã.

A primeira parte do filme evidencia os aspectos conflituosos na vida da chefe onde é possível estabelecer uma conexão entre o seu temperamento e a forma com que ela encara o ato de cozinhar. Apesar de apaixonada pela profissão, ela toma as preparações como um ato extremamente mecanizado beirando a perfeição, deixando muitas vezes de saborear aquilo que faz.

Retomando os acontecimentos do filme, a relação com sua sobrinha fica cada vez mais complicada, pois a menina recusa-se a comer fazendo inclusive uma greve de fome, fato este frustrante para uma chefe. O estopim é quando Martha discuti no restaurante em que trabalha com um cliente que estava insatisfeito com seu prato. A dona do restaurante aconselha Martha a procurar um terapeuta e tirar alguns dias para descansar.

Martha no entanto não contava que ao voltar ao restaurante após alguns dias se depararia com um subchefe recém contratado vindo da Itália. O ambiente de trabalho muda completamente com a chegada de Mário de personalidade extrovertida e caricata. Assim como Martha, Mário é um apaixonado pelo que faz, mas que encara o ato de cozinhar de maneira muito mais leve e descontraída.

Mais uma vez a temática da prática culinária toma um papel central evidenciado na forma com que os personagens fazem as preparações, que tem relação direta na a forma com que eles se relacionam com as pessoas e encaram a vida.

Certamente a chefe não gosta nada da ideia e no começo os conflitos são constantes. O choque cultural e comportamental acontece entre o estilo de cozinha do Mário, sempre vibrante, cheia de barulhos e emoções e a de Martha, sempre sóbria e muito concentrada. A vida de Martha passa a ser influenciada por este novo acontecimento, e a forma com que ela encara as relações profissionais e pessoais muda novamente, sempre com os elementos alimentares estando presentes direta ou indiretamente.

O drama/comédia mostra como o ato de cozinhar influencia a forma como encaramos a vida e nos relacionamos com as pessoas. As cenas belíssimas, principalmente as que envolvem comida, vão te deixar com vontade de pular na cozinha. Aproveite o impulso, tire aquela receita da gaveta e mãos à obra!!

 

Direção e roteiro: Sandra Nettelbeck 

Gênero: drma/comédia

País: Alemanha/Itália/Áustria/Suíça

Ano: 2001

Duração: 109 minutos






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