Ideias na Mesa - Blog


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postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015

Você gosta de se aventurar na cozinha ou falta apenas um empurrãozinho para aquecer as panelas? No quadro de hoje você vai encontrar a inspiração que faltava.

Te convidamos a se deliciar com o canal e blog culinário Caramelo Salgado criado pela nutricionista e gastrônoma Karoline Cruvinel. O objetivo principal é o compartilhamento de receitas através de vídeos para que as pessoas possam reproduzi-las em casa. Além de pratos deliciosos, a bela estética das imagens e cenas torna o canal uma experiência sensorial ainda mais completa.

O Ideias na Mesa entrevistou Karoline para saber algumas curiosidades a respeito da concepção e conceitos do canal, confira:

Ideias na Mesa: Como surgiu a ideia de criar o blog/canal "Caramelo Salgado" e como se deu a escolha do nome?

Karoline Cruvinel: A ideia surgiu quando senti a necessidade de compartilhar dicas e receitas para amigos e conhecidos, que sempre me pediam receitas, de várias coisas... acho que mais fácil do que escrever a receita é ver a pessoa fazendo, né? Sempre pesquisei muito na internet e ficava decepcionada quando recriava uma receita e ela dava errado, e por isso adoro ver tudo em vídeo. Também foi uma forma de me manter sempre atualizada, pois como estipulei uma frequência de postagem fixa semanal, estou sempre fazendo receitas diferentes e estudando mais sobre gastronomia, que é minha paixão.

O nome é caramelo salgado por dois motivos: 1. É um dos meus sabores preferidos

2. Apesar da minha preferência pela confeitaria, o blog e canal tem receitas doces (“caramelo”) e salgadas (“salgado”)

IM: Na descrição do blog você conta que o interesse por culinária começou cedo. Existe algum alimento ou preparação que te vem a memória desta época? E que lembranças te trás?

KC: Nossa, muitas! Um clássico é o tradicional bolo de cenoura com casquinha de chocolate, que comia quentinho. Outro que me vem a cabeça é um prato que minha mãe sempre fez no natal, um frango recheado, e que sempre, sempre, até hoje, tem o mesmo gosto de infância. As memórias são maravilhosas, da época que eu era pequena e sempre ficava atrás da minha mãe quando fazia creme de confeiteiro, pra lamber a panela. Ou de quando fiz minha primeira receita sozinha, foi uma torta de frango que demorei umas 4 horas pra fazer rs. Eu me inscrevi no vestibular para Nutrição depois de ver que podia ser uma nutricionista que modificava receitas (logo depois de uma matéria no globo repórter que mostrava nutris que trabalhavam com técnica dietética). Essas lembranças me trazem muita alegria, eu realmente amava e ainda amo muito ficar na cozinha.

IM: De que forma você acredita que as práticas culinárias podem contribuir para uma vida mais saudável?

KC: Principalmente pela capacidade que temos de usar as práticas culinárias para fazer COMIDA DE VERDADE, de fugir da indústria e das comidas prontas. Se você ensina uma pessoa a fazer o próprio molho de tomate em casa, você ensina essa pessoa a não comprar molhos prontos, a ter mais saúde no prato, a usar os tomates que estavam esquecidos na geladeira e consequentemente diminuir o desperdício. É um ciclo do bem. Uma vida saudável, no meu ponto de vista, engloba o lado emocional dos alimentos, e a cozinha caseira, sem porcarias prontas, preparada com carinho em casa, faz parte dessa saúde.

Não sou a favor do terrorismo nutricional, da guerra contra o glúten e a lactose. Vejo muitas pessoas que decidem não comer glúten por modismo e começam a se entupir de biscoitos e barrinhas industrializadas, e que condenam a ideia de fazer um pãozinho caseiro na própria cozinha. Acredito que tudo deve ser colocado na balança e sempre deve prevalecer o mais perto de uma comida de verdade.  


Para acompanhar as publicações e dicas de Caramelo Salgado inscreva-se no canal.      

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 20 de Novembro de 2015

Como parte das comemorações do terceiro aniversário da Rede Virtual Ideias na Mesa, foi lançada uma animação que explica de maneira lúdica e didática os conceitos e princípios do Marco de Referência em Educação Alimentar e Nutricional (EAN) para Políticas Públicas.

"Esse vídeo transformou conteúdos densos, dos nove princípios em numa linguagem muito clara, muito objetiva e bonita também. Ele permite uma introdução a esse conteúdo com uma linguagem amigável para as pessoas refletirem sobre sua prática", explica Elisabetta. O roteiro foi criado pela equipe Ideias na Mesa com a cooperação dos designers Fernando Hiro e Morgana Boeschenstein.

Durante a animação são apresentados os 9 princípios do Marco que montam experiências e práticas de Educação Alimentar e Nutricional que contribuem para um sistema alimentar mais saudável e sustentável. Em relação a culinário dentro do contexto da EAN, os princípios 3 e 4 abordam a valorização da cultura alimentar nas diferentes regiões, que trazem uma riqueza de práticas e conhecimentos, e o papel da comida e do alimento enquanto prática emancipatório por tornar as pessoas mais conscientes acerca de práticas alimentares saudáveis e que respeitam o meio ambiente.

Para elaboração do vídeo, os designers Fernando Hiro e Morgana Boeschenstein construíram as cenas a partir de imagens utilizando a técnica visual de aquarela. As artes também ficaram expostas em murais durante o evento da Rede Ideias na Mesa. Confira algumas imagens: 


 

 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 06 de Novembro de 2015

[Comida na Tela] Betinho – A esperança equilibrista


No dia 29 de outubro aconteceu a estreia no cinema nacional do documentário “Betinho – A esperança equilibrista”, dirigido por Victor Lopes e produzido por Daniel Souza. O longa conta a belíssima história de Herbert José de Souza, conhecido como Betinho, e marca o ano em que o sociólogo comemoraria o seu octogésimo aniversário.

Mais do que contar a vida deste célebre brasileiro, o filme mostra as significativas contribuições que Betinho deu para diminuição das injustiças sociais a para democracia no país da época. Hebert de Souza se acostumou a superar obstáculos desde a infância, hemofílico assim como seu irmão Henfil (cartunista) e Chico Mário (músico), faleceu em 1997 em virtude de complicações da AIDS.

A hemofilia – distúrbio que afeta a coagulação do sangue - não o impediu de atuar como ativista político. Ele foi perseguido e exilado durante a ditadura militar e posteriormente se tornou ícone das campanhas de conscientização sobre AIDS e na luta contra a fome.

O Brasil em 2014 saiu pela primeira vez do mapa da fome de acordo com as Nações Unidas, e sem dúvida, a contribuição de Betinho para levantar esta bandeira foi de suma importância já nos anos 90. Ele dizia que “a fome tem pressa”, e em 1993 criou a campanha natal sem fome para arrecadar e distribuir alimentos para pessoas com necessidades.

A movimentação originou a prática que se faz presente até hoje em alguns estabelecimentos que pedem a doação de alimentos não perecíveis como forma de ingresso em eventos. A partir desta ação e de pesquisas no Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) de sua fundação, ele evidenciou a ausência de políticas públicas que tivessem como objetivo solucionar este problema.

O legado deixado por Betinho segue vivo e atual, e não por menos, foi imortalizado na canção O bêbado e A equilibrista de Elis Regina que diz que “A esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar”. 

O documentário está em cartaz em diferentes cidades do Brasil, para assisti-lo consulte a programação de cinemas de sua cidade. 


 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 16 de Outubro de 2015

Alimentação também é cultura!

E no Dia Mundial da Alimentação, que comemoramos no dia de hoje, o [Comida na Tela] traz o documentário: "Engenhos de Cultura - Teias Agroecológicas" que ilustra bem aquela frase inicial.

O documentário foi realizado pelo Ponto de Cultura Engenhos de Farinha/CEPAGRO em conjunto com os movimentos Cultura Viva, Rede Ecovida de Agroecologia e o Sloow Food.

Por meio depoimentos de e com o objetivo de dar voz às agricultoras e agricultores familiares, o filme mostra suas visões e saberes sobre a agricultura, além do resgate sobre a cultura de engenhos que predominava na região do litoral do estado de Santa Catarina.

 

Esses engenhos eram e ainda são considerados importantes espaços de encontros e festas que permeiam a cultura alimentar dessas populações, que, entretanto, sofreram perdas significativas de valor ao longo dos anos, por conta da legislação sanitária que vigora nos dias de hoje.

A cultura dos engenhos agrega significado cultural e é de fundamental importância para a promoção da agroecologia, alimentação saudável e para a valorização do patrimônio alimentar da região.

 

Como foco do documentário, a mandioca permeia o complexo cultural e de patrimônio das ações de resgate e fortalecimento dos engenhos, visto seu potencial como um alimento que exerce um importante papel na questão da segurança alimentar e nutricional e no direito humano a alimentação saudável e adequada.

Confira o documentário completo logo abaixo:

doc ENGENHOS DA CULTURA • Teias Agroecológicas from VAGALUZES FILMES on Vimeo.



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015

Você teria coragem de largar a estabilidade da sua vida em sua cidade e viajar durante um ano por todo o mundo em busca de reconectar-se com seu "EU" verdadeiro de novo?

Temos hoje no [Comida na Tela] um novo clássico do cinema: Comer, rezar e amar, uma adaptação do livro best seller autobiográfico da autora Elizabeth Gilbert, que fez exatamente isso, largou sua vida de conforto e partiu a desbravar o mundo.

O filme é estrelado e protagonizado pela belíssima atriz Julia Roberts e ainda possui o elenco nomes como James Franco, Viola Davis, Javier Bardem, entre outros.

Comer, rezar e amar conta a história de Liz, que percebe a infelicidade com a vida que leva, seu casamento, o trabalho, a família e por fim decidi mudar tudo e ir em busca de autoconhecimento.

Dessa forma Liz decide viajar durante um ano visitando três destinos fantásticos ao redor do mundo, sendo: Itália, Índia e Indonésia, respectivamente.

Na Itália, ela decide voltar a ter “apetite” pela vida.  No filme, Elizabeth diz à amiga que costumava ter fome e sentir somente os sabores e cheiros daquilo que comia. Pois se sentia influenciada pelos padrões impostos do “corpo perfeito”.  Então ela se vê livre desses padrões   e começa a comer de forma a envolver todos os sentidos, de encontro aos sabores. “Estou tendo um relacionamento com a pizza, quase um caso de amor”, diz a protagonista, enquanto devora uma pizza margherita, que foi comer na origem, em Nápoles.

Ela decide viver um período sem culpas e de entrega à culinária italiana, apreciando a tão famosa cultura alimentar local com vinhos, diversas massas e simpatia italiana.

Na Índia explora seu lado espiritual por meio do poder da meditação, do autoconhecimento e do perdão. Em Bali, na Indonésia encontra sua paz interior, equilíbrio e a possibilidade de um novo amor.

O filme nos faz mergulhar nas emoções e sentimentos de Liz por meio de seus pensamentos e análises da vida. E para quem ama ou gosta de viajar, Comer, rezar e amar, é uma ótima pedida, a sua fotografia é totalmente um convite para embarcar em um próximo avião.

O canal Tastemade Brasil, junto com o Gastronomismo lançaram no Comida de Cinema a receita de uma das comidas que Liz conheceu em um dos seus destinos de viagem. E o prato escolhido foi a pizza margherita tão famosa na Itália.

Confira no vídeo logo abaixo:



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 11 de Setembro de 2015

Já ouviu falar sobre Agricultura Urbana e hortas comunitárias? Assista ao documentário “Saindo da Caixinha” e descubra que estes temas vão muito além do aspecto alimentar.

O curta foi produzido pelo Grupo de Pesquisa Promoção da Saúde e Segurança Alimentar e Nutricional, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, e tem como foco abordar os benefícios que uma horta comunitária pode trazer para escolas, comunidades e espaços de socialização, demonstrando resultados na vida e na saúde das pessoas envolvidas.

O primeiro personagem da vida real a dar seu relato nas filmagens é Geraldo Valentim, um professor mineiro aposentado que “travou”, segundo as próprias palavras, ao se mudar para São Paulo e mudar completamente o estilo de vida em contato com a natureza através de uma fazenda em Minas Gerais ao qual estava habituado.

Geraldo reconhece como fundamental o papel que a horta comunitária e a reconexão com a terra tiveram para que ele iniciasse a recuperação de sua depressão. Ele faz uma analogia bastante significativa sobre este momento:

“Eu estava preso a caixinha do remédio, eu fumei durante anos e me sentia refém da caixa de cigarro, eu precisava daquilo. Agora eu mi vi refém do remédio tarja preta, eu virei escravo da caixa do remédio. E esse contato com a terra me ajudou a sair dessa caixinha, a me libertar.”


O documentário também explora a temática das hortas comunitárias no contexto escolar, mantendo o mesmo enfoque na transformação pessoal e social que a vivência traz. Marcos Sorrentino, biologista e professor da USP, fala sobre o avanço que significa para educação romper com o ambiente da sala de aula:

“É necessário que o sair da sala de aula seja acompanhado do sair da caixinha do ensino aprendizado restrito a transmissão de conteúdo”

Outro exemplo prático do papel transformador acontece no Parque Francisco Embu das Artes, onde uma horta comunitária administrada pela própria comunidade que ao estabelecer parcerias para comercializar os produtos modifica as condições de vida daquelas populações.    

Não por acaso, o documentário leva o título de “Saindo da Caixinha” para romper com a lógica de modelos de agricultura, ensino, e visão restrita do processo saúde doença extremamente reducionistas e limitados, mas que predominam em nossa sociedade.


 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 28 de Agosto de 2015

Como disse uma vez o chef de cozinha Alex Atala: “a comida é uma excelente arma de sedução”, nossa recomendação de filme do [Comida na Tela] de hoje envolve amor e comida, melhores pedidas hein?!

O filme é “O amor está na mesa”, uma deliciosa comédia romântica que faz uma imersão na culinária francesa, recheada de confusões, sonhos, comidas e muitas paixões.

O longa é uma produção francesa e dirigida pelo cineasta Jean-Yves Pitoun. O filme conta a história do jovem cozinheiro americano, Loren, que serve os pratos mais requintados na Marinha americana, entretanto após uma discussão com um dos oficiais, ele é expulso da corporação.

Na tentativa de iniciar uma nova vida, ele vende sua motocicleta e decide seguir rumo à França. Ao chegar nas terras de Napoleão, o jovem tenta uma vaga na cozinha em um dos restaurantes 4 estrelas mais badalados da cidade.

 

De um sonho torna-se a realidade de Loren e ele passa a integrar a equipe do excêntrico e rabugento chef Boyer e ajudá-lo a driblar os críticos gastronômicos, para a casa não perder as estrelas e possa pagar as dívidas.

Contudo Loren não contava que fosse se apaixonar pela filha do chef e começa a viver uma intensa história de amor que reúne a arte de cozinhar e o coração.

Assista e encante-se com esse obra-prima da sétima arte!

 
Confira o trailer logo abaixo: 


 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 21 de Agosto de 2015

O fim de semana está chegando e por que não uma boa comédia para descontrair? Aqui vai a nossa indicação “Casamento Grego”.

O enredo traz a história da personagem Toula Portokalos (Nia Vardalos) - filha de uma família grega bastante tradicional que reside nos Estados Unidos - uma garçonete de 30 anos que trabalha no restaurante da família. Seu pai tem uma personalidade extremamente patriotista e a história se desenrola a partir de sua insatisfação com que sua filha se case com um não grego.  

Além de divertida, a trama apresenta é claro alguns componentes relacionados à cultura alimentar que merecem os créditos.

A alimentação grega, umas das classificadas como mediterrânea, é conhecida mundialmente como sinônimo de saúde por ser baseada em um consumo significativo de frutos do mar, óleos vegetais e produtos integrais. Além do aspecto nutricional, ela é também sinônimo de abundância, festividade e encontros familiares.

O filme evidencia bastante o aspecto cultural-familiar que o ato de comer propicia. Na primeira cena do filme Toula ouve a seguinte frase do pai: “Você deve casar com um homem grego, fazer filhos gregos e alimentar todo eles”. Apesar de certa carga machista, que vai se desarmando ao longo do filme quando Toula, as tias e a mãe assumem o protagonismo, já fica clara a afinidade entre a cultura grega e a comida.

Assistindo ao filme com um olhar voltado para o ato de comer, é perceptível que as decisões mais importantes são na grande maioria das vezes conversadas em torno da mesa. É tomando um café no restaurante da família que os pais e a tia de Toula decidem que ela deve ir para Grécia arranjar um marido. 

Trabalhando na empresa da tia Toula se apaixona pelo britânico Ian, o que deixa seu pai extremamente contrariado. Na tentativa desesperada de arrumar um pretendente grego para sua filha o patriarca marca seguidos jantares (mais uma vez girando em torno da comida) em sua casa, mas sem sucesso.

Depois de muitos dramas a família grega resolve aceitar Ian, e é marcado um banquete com a família inteira para conhecer o rapaz. Durante a festa acontece outro fato curioso quando uma das tias diz que está muito feliz em conhecê-lo e que gostaria de cozinhar para ele. Toula constrangida diz que ele é vegetariano e por isso não come carne. A tia chocada pergunta “como é possível ele não comer carne?”, a festa inteira o encara até que a tia traz a solução: “pois bem, eu faço carneiro então”.

Fica bastante evidente o aspecto cultural da alimentação ao longo do filme durante todos estes momentos. Programe o seu olhar “culinário” ao longo do filme e Aproveite para dar boas risadas no fim de semana!


 

 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 14 de Agosto de 2015

Como foi noticidado por todo o Brasil, aconteceu em Brasília, nos dias 11 à 13 de agosto a Marcha das Margaridas, cujo lema foi: “Margaridas seguem em marcha por desenvolvimento sustentável com democracia, justiça, autonomia, igualdade e liberdade”.

Aproveitando essa temática o [Comida na Tela] apresenta hoje o documentário "As Sementes", uma produção da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O filme reúne inúmeros relatos e experiências de mulheres protagonistas do movimento agroecológico por todo o Brasil, como no Assentamento Mulunguzinho no Rio Grande do Norte, o Assentamento Dandara dos Palmares na Bahia, entre outros.

 

O cenário construído pelas mulheres e a agroecologia modificou a cultura da exploração que permeava esses lugares, onde explorava-se as mulheres, a terra e a natureza. Contudo pelo pilar agroecológico isso foi modificado ao longo dos anos e refletiu mudanças sociais, econômicas, culturais e ambientais, visíveis nas comunidades e principalmente na vida dessas mulheres. 

  

Através de políticas públicas e incentivos governamentais e não-governamentais, como o PAA e o Pnae, essas mulheres modificaram suas realidades e conquistaram autonomia para viver no mundo público e estabelecer uma nova relação com o meio ambiente, garantindo a sua segurança alimentar e nutricional e de toda sua família. 

"Eu acho que a agroecologia para mim virou isso, virou você pensar no futuro, o futuro sem aquecimento global, o futuro pensando em tudo que você possa imaginar que é natureza", diz uma das agricultoras no filme.

Você pode conferir esse documentário completo na [Biblioteca do Ideias], clicando aqui.



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 07 de Agosto de 2015

A relação entre o mineiro e o queijo é tão complementar que nos permite brincar com a reflexão: Quem veio primeiro, o mineiro ou o queijo?  

Dirigido por Helvécio Ratton, o documentário é descrito como político e poético segundo revela o subtítulo. A poesia remonta todo um cenário que envolve a produção e consumo do queijo que por sua vez, possuí uma forte conexão com a cultura mineira. A parte política, se dá no fato de que entre 2000 e 2013 - o documentário foi produzido em 2011 - o queijo produzido de forma artesanal era um artigo "proibido", pois não podia ser comercializado para fora de Minas Gerais por conta de Leis regulatórias.

Esta história começou no século XVIII quando aventureiros portugueses se mudaram para região em busca de ouro. A receita e o modo de preparo dos queijos vieram das regiões produtoras e tradicionais de Portugal. O alimento era uma forma de conservar o leite nas longas jornadas para os garimpos, garantindo uma fonte de alimento.

Aproximadamente 30 mil famílias vivem da produção de queijo artesanal no estado de Minas. Cada região possuí um tipo de queijo - com odor, características e sabor próprios - que geralmente leva o seu nome, como por exemplo, o da Canastra e do Serro. Os queijos destas regiões foram registrados como Patrimônio Cultural dada sua importância tradicional e fabricação artesanal. Entretanto, no ano de 2000, o Ministério Público com participação das grandes empresas de laticínios, determinou que o queijo artesanal deveria seguir normas sanitárias federais ou desaparecer.

A imposição restringiu a comercialização dos produtores artesanais apenas para dentro do estado, diminuindo significativamente a produção de muitas famílias. Vários produtores optaram por comercializar apenas o leite das vacas leiteiras de seus quintais, pois não era mais rentável a produção artesanal do queijo.

Felizmente depois de muita pressão por parte dos produtores, pesquisadores, técnicos e organizações, foi assinada em 2013 uma instrução normativa que permitiu a comercialização do queijo artesanal em todo país. Isto foi possível através da flexibilização de exigências para produção e venda, e representou uma vitória no fortalecimento de alimentos artesanais como patrimônio cultural.  

É possível assistir ao filme gratuitamente no youtube. 

Se o queijo veio antes do mineiro ou vice versa pouco importa, o fato é que um não vive sem o outro, e quem sai beneficiado nessa relação são todos aqueles apreciadores de um excelente produto artesanal brasileiro.

Fotos: Ricardo Lima 


 

 



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