Ideias na Mesa - Blog


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postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quarta-feira, 22 de Junho de 2016

 

O Brasil, de acordo com suas raízes históricas, culturais e econômicas, usufrui majoritariamente de um modelo de agricultura pautado no agronegócio. Este sistema econômico dá origem a inúmeras consequências sociais, conflitos de terras, apropriação de bens de comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, intoxicação humana pelo manejo de pesticidas, além do próprio impacto nos recuros naturais 

O Mato Grosso, inclusive, é um estado brasileiro que possui uma conformação econômica voltada aos latifúndios de exportação de commodities. Detentor da maior produção de soja, milho, gado e algodão do país, ocupa também o lugar de maior consumidor de fertilizantes químicos e agrotóxicos.

O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz à tona um documento divulgado recentemente pelo IPES – Food (Painel Internacional de Especialistas em Sistemas Alimentares Sustentáveis), uma organização não governamental, que reúne diversos especialistas na construção de debates, materiais e análises de temas como desnutrição, obesidade, insegurança alimentar e degradação ambiental no olhar do sistema alimentar.

 

 

O documento em questão se chama “Da Uniformidade à Diversidade: Uma mudança de paradigma da agricultura industrial para sistemas agroecológicos diversificados ", que analisa os mais recentes dados sobre os resultados dos diferentes modelos de produção, e identifica oito principais razões do porquê a agricultura industrial ocupa o seu lugar de status, apesar de seus resultados negativos. Ele também traça uma série de passos para quebrar esses ciclos.

 

 

O estudo reforça ainda que apesar das inúmeras evidências científicas a respeito da viabilidade econômica e social da agroecologia, o agronegócio ainda predomina no cenário atual pelo seu maior potencial de geração de lucros, mesmo que insustentáveis, às empresas.

Apesar deste material estar em inglês, vale a pena dar uma conferida! O documento encontra-se em nossa biblioteca.

Para saber mais sobre o IPES- Food, acesse aqui. 



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quarta-feira, 15 de Junho de 2016

A sociedade brasileira tem manifestado preocupação crescente com os impactos ambientais da agricultura convencional e seus efeitos sobre a segurança alimentar, como indica a forte atuação, em diversas frentes, de movimentos, organizações não governamentais, universidades e cidadãos (ãs), imbuídos do propósito de fazer com que a produção agrícola alcance patamares adequados de sustentabilidade.

A agroecologia desponta, neste cenário, como uma alternativa viável para a construção de um novo paradigma para a agricultura, que promova a ampliação das condições de acesso a alimentos saudáveis, a partir de sistemas de produção agrícola ecologicamente equilibrados, e que contribua para o fortalecimento de bases estruturais socialmente justas e inclusivas para o campo.

O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – Planapo, que é fruto desse contexto, e que no período de 2013 a 2015 representou um grande avanço do ponto de vista do ordenamento de ações nesta seara. O plano promoveu a articulação entre agentes públicos e privados envolvidos, ampliou as iniciativas de gestores governamentais na área e contribuiu para a incorporação do tema em processos de planejamento e implementação de políticas públicas, tanto em nível federal, quanto subnacional.

Assim fortaleceu as relações de confiança entre órgãos públicos, agricultores (as) e consumidores (as), em torno da real preocupação com questões de saúde no campo, com a oferta de alimentos saudáveis e com a necessidade de melhor integrar a produção agrícola à conservação ambiental.

Em relação às iniciativas realizadas e apenas a título ilustrativo, cabe destacar o apoio oferecido às redes de agroecologia por meio do Programa Ecoforte; a implantação de unidades de tecnologias sociais de acesso à água para produção de alimentos, em bases agroecológicos; a implementação de planos de vigilância em saúde de populações expostas aos agrotóxicos; o apoio à conservação, multiplicação, disponibilização, distribuição e comercialização de mudas e sementes crioulas e varietais; a estruturação do Programa de Aquisição de Alimentos para alimentos orgânicos ou de base agroecológica; dentre diversas outras ações estruturantes em agroecologia realizadas.

Um dos principais pontos positivos na execução do primeiro ciclo do Planapo refere-se ao fato de que o Plano permitiu que os temas principais da política fossem observados de forma interdisciplinar, aglutinados de maneira lógica, ao mesmo tempo em que conferiu maior transparência às iniciativas adotadas pelos órgãos públicos, relacionadas à agroecologia e a execução física e financeira correspondente.

No entanto, cabe ressaltar que grande parte dos desafios com os quais a implementação do Planapo se deparou estão associados à situações estruturais, cuja transformação requer esforços de longo prazo. Por isso, tendo por base as lições aprendidas, governo e sociedade se envolvem em um novo ciclo de planejamento que resulta no Planapo 2016-2019. Estruturado em 194 iniciativas de órgãos federais, ancoradas no Plano Plurianual (PPA) do mesmo período e associadas a metas e objetivos específicos; as iniciativas integram as principais ações do governo federal em agroecologia e produção orgânica para o quadriênio.

Veja aqui o Planapo 2016-2019 completo.



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quarta-feira, 08 de Junho de 2016

Você conhece as mulheres camponesas do interior paulista atingidas por barragens que passam por dificuldades na produção e comercialização de seus produtos?

E as mulheres indígenas e quilombolas que lutam por mudanças no cardápio das escolas?

O [Biblioteca do Ideias] de hoje apresenta o caderno "Mulheres do campo construindo autonomia - experiências de comercialização" que traz essas e outras histórias de grupos de mulheres que enfrentam dificuldades para se inserir em mercados formais de distribuição de alimentos. 

As mulheres no Brasil têm papel fundamental na agricultura familiar, sendo responsáveis por boa parte dos alimentos consumidos pela população brasileira, como 87% da mandioca e 70% do feijão. Elas também promovem a agroecologia, produzindo alimentos saudáveis e diversificados, sem utilizar agrotóxicos, conservando as sementes, cultivando plantas medicinais e contribuindo para o fortalecimento da biodiversidade. Mas, apesar da representatividade e dos benefícios da presença feminina na produção de alimentos, elas ainda encontram dificuldades para se inserir no mercado, como protagonistas de sua própria produção.

Essas foram alguma reflexões que motivaram o seminário “Gênero e Mercados Inclusivos” promovido pela agência ecumênica de cooperação britânico-irlandesa Chirstian Aid e seus parceiros: Sempreviva Organização Feminista (SOF), Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Realizado em 2015, na cidade de São Paulo, reuniu cerca de 25 mulheres entre agricultoras familiares, indígenas, trabalhadoras assentadas, atingidas por barragens e representantes dessas entidades e movimentos. Por dois dias, foram discutidas estratégias e desafios para a auto-organização, produção e comercialização, dando visibilidade à contribuição econômica das mulheres e fortalecendo-as nesse processo.

O caderno "Mulheres do campo construindo autonomia - experiências de comercialização" é resultado desse encontro e traz reflexões sobre o tema, a partir de diferentes experiências de grupos de mulheres rurais de todo Brasil.

O ponto inicial de reflexão é que para compreender as desigualdades entre homens e mulheres no acesso aos mercados institucionais, é necessário, em primeiro lugar, reconhecer a importância econômica do autoconsumo, da doação e da troca, além da essencial contribuição feminina com todo o trabalho de cuidado da casa, das pessoas e da natureza. Nesses debates, ficam claras as inter-relações entre a autonomia econômica, política e pessoal das mulheres, como processos simultâneos, um sustentando o outro.

Assim, compõem o caderno assuntos como a agricultura familiar, agroecologia, autoconsumo, cooperativas, economia solidária, entre outras práticas de grande relevância para as mulheres, abordando seus desafios e potencialidades.

Leia o caderno na íntegra aqui.



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quarta-feira, 01 de Junho de 2016

Com o lema “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”, a 5ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional ocorreu em novembro de 2015 em Brasília, reunindo milhares de pessoas.

O evento constitui um importante marco participativo, estruturante e democrático, que contou com as mais diversas populações, dentre elas povos indígenas de várias etnias, população negra, povos tradicionais de matriz africana e povos de terreiro, povos ciganos, comunidades quilombolas e cerca de 30 identidades coletivas das comunidades tradicionais. Não só isso, como a abordagem se ampliou a segmentos populacionais urbanos e rurais, que estende as diferentes opiniões e contribuições a respeito de temas como insegurança alimentar, participação popular e ações de educação alimentar e nutricional.

Além da participação popular, houve a participação de instituições organizacionais e públicas, além de militantes internacionais, como a indiana Vandana Shiva, que regularmente atua na garantia de direitos e soberania alimentar.

O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz o Relatório final da Conferência que reúne os documentos que formalizaram e marcaram a sua história política, como a Carta Política, o Manifesto, Proposições e Moções.

 

A sua leitura é de extrema importância. Que tal separar o final de semana para dar uma olhada? Fica a dica!

Você pode acessar este arquivo aqui.



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quarta-feira, 11 de Maio de 2016

 

A agricultura familiar desempenha um papel central na estratégia de superação da fome e na segurança alimentar do País, sendo a principal produtora de comida para o campo e a cidade. E o Guia Alimentar para a População Brasileira traz que "A alimentação adequada e saudável também deve atender as formas de produção de alimentos sócio e ambientalmente sustentáveis.".

O [Biblioteca do Ideias] de hoje destaca o Plano Safra da Agricultura Familiar, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Criado em 2003, foi planejado para fortalecer as organizações econômicas da agricultura familiar e estimular a produção sustentável e concentra uma série de medidas que incluem desde os financiamentos de projetos individuais e coletivos até o acesso aos mercados de compras institucionais.

Além disso, ele é renovado e aperfeiçoado a cada ano (a inclusão do Selo da Identificação da Participação da Agricultura Familiar, do Seguro da Agricultura Familiar e do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar, são alguns exemplos desse aprimoramento), com o período de vigência de julho a junho do ano seguinte, data estrategicamente escolhida para se adequar ao inicio do calendário da safra agrícola brasileira.

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2016-2017 dá continuidade às políticas de prestação de serviços de assistência técnica a 230 mil novas famílias, triplicando os atendimentos nesta safra, com um volume recorde de crédito para financiamento da safra de 28,9 bilhões. Também cobre a ampliação da cobertura do seguro agrícola, expansão dos mercados, regularização da agroindústria familiar, criação de um programa de apoio às cooperativas entre outras medidas.

Além disso, lança uma estratégia construída com participação de jovens rurais de todo o País: o Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural; e reduz os juros de 5,5% para 2,5% ao ano para estimulo da produção de base orgânica e agroecológica e o investimento em práticas sustentáveis de manejo do solo e da água, produção de energia renovável e armazenagem.

Os principais pontos tratados pelo Plano são: Mais crédito para produção de alimentos saudáveis; Mais proteção para quem produz: seguro da agricultura familiar/garantia-safra; assistência técnica e extensão rural; Apoio ao cooperativismo; Apoio a comercialização; Apoio à produção das mulheres rurais; Plano nacional de juventude e sucessão rural; Povos e comunidades tradicionais; Reforma agrária; 2º plano nacional de agroecologia e produção orgânica e Desenvolvimento rural com participação social.

Acesso o Plano Safra da Agricultura Familiar 2016-2017 na Biblioteca do Ideias.



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 04 de Maio de 2016

O Marco de Educação Alimentar e Nutricional, nos princípios para as ações de EAN, trata a respeito da valorização da cultura alimentar local, a comida e o alimento como referências e a valorização da culinária enquanto prática emancipatória. 

Pensando nisso, separamos para destaque de hoje no [Biblioteca do Ideias] o livro Alimentação Saudável na Culinária Regional.

 

 

O livro é um manual técnico de culinária, que ensina a preparar e cozinhar os alimentos, com tabelas de pesos e medidas dos ingredientes, ditando os valores nutricionais nas receitas, com informações adequadas, porção por porção, métodos de cozimentos e demais informações e classificações dos produtos.

A publicação traz uma diversidade de preparações com condimentos do cerrado, como pão de jatobá e de mandioca, bolo de jiló, chica-doida, creme e lasanha de piqui, inhoque de milho verde, canjicada de baru, su?ê de guariroba, casadinho de mangaba... explorando, de um modo correto, os produtos do cerrado.

 

 

O livro começa traçando um panorama das influências multiculturais na gastronomia brasileira e regional e como as mudanças nos hábitos alimentares, ocasionadas pela globalização, tornaram necessárias ações que possibilitem um resgate cultural culinário, com foco na sustentabilidade, qualidade nutricional e sensorial.

Em um segundo momento, o leitor poderá obter informações sobre a utilização de ervas e condimentos e como utilizá-los adequadamente, na busca por novos sabores; métodos de cocção e suas aplicações e práticas de higiene fundamentais para o preparo de alimentos saudáveis. O livro conta ainda com um pequeno glossário dos termos utilizados na culinária, tabela de medidas caseiras, listagem de ingredientes típicos e sugestões de substituição para outras regiões brasileiras.

 

 

“Cozinhar não é um ato mecânico. Embora possa parecer rotineiro, é necessário estar presente de corpo e alma, ser seduzido pelas cores, aromas e frescor dos alimentos. A natureza fornece a matéria prima, cabendo a nós produzir, de forma criativa, alimentos saudáveis e saborosos, capazes de proporcionar satisfação e bem estar a quem os consomem, transformando o que poderia ser uma simples refeição, em uma prazerosa viagem.”

Que tal testar uma das receitas e depois vir aqui nos contar?

Confira o livro aqui na [Biblioteca do Ideias]!

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 27 de Abril de 2016

Você sabia que o Ideias abriu um espaço específico para o compartilhamento de trabalhos de conclusão, teses e dissertações em educação alimentar e nutricional? Alguns materiais já estão disponíveis, e hoje compartilhamos a dissertação de mestrado da Mariana Carvalho de Menezes.

No embasamento de sua dissertação, Marina ressaltou os estudos que revelam o aumento da contribuição de gorduras totais e saturadas na dieta da população e seus malefícios, demonstrando a necessidade de intervenções nutricionais que visem uma mudança comportamental. Ela relatou ainda que até o momento de sua pesquisa não existiam iniciativas com este enfoque no Brasil.

Menezes analisou a composição e percepção corporal de 71 mulheres do Serviço Público de Promoção da Saúde de Belo Horizonte-MG com base no Modelo Transteórico (MT). Em seu estudo, foram desenvolvidas além do acompanhamento nutricional e prática de atividade física, oficinas de educação alimentar e nutricional para todos os participantes. Em relação ao grupo intervenção, foram ministradas oficinas extras sobre o consumo de óleos e gorduras.

As atividades de educação alimentar e nutricional foram feitas de forma coletiva e focadas na construção de conceitos que pudessem ser aplicados no cotidiano de suas rotinas. Os temas abordados levaram em consideração os interesses e conhecimentos prévios do grupo acerca do tema alimentar, e dentre eles, falou-se a respeito de planejamento de cardápios, compra de alimentos e leitura de rótulos. Para qualificar as intervenções, materiais divulgados pelo Ministério da Saúde como o Guia Alimentar, Caderno de Atenção Básica da Obesidade entre outros foram utilizados juntamente com materiais lúdicos e educativos. Para o grupo intervenção (GI), foram ministradas intervenções extras com enfoque no consumo de óleos e gorduras e classificação de acordo com o MT.

Após a intervenção, participantes do GI apresentaram melhora na percepção corporal, redução de peso e Índice de Massa Corporal (IMC), e diminuição do consumo de calorias e de alimentos ricos em gorduras. Em relação ao modelo transteórico, também foi observado uma mudança positiva de atitude e progressão dentro do modelo.

O estudo concluiu que as intervenções e atividades de educação alimentar e nutricional promoveram uma redução no consumo de calorias e alimentos ricos em gorduras, peso e uma melhoria na percepção corporal. 

Leia a íntegra da dissertação


Tem um trabalho de conclusão de curso, dissertação ou tese na área de educação alimentar e nutricional? Faça o cadastro e envia pra gente! 



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 20 de Abril de 2016

Ontem, dia 19 de abril, foi celebrado o dia do Índio, figura tão importante na cultura alimentar do nosso país. Pensando nisso, a sessão temática [Biblioteca do Ideias] traz o artigo científico “Segurança alimentar em famílias indígenas Teréna, Mato Grosso do Sul, Brasil”, escrito por Thatiana Fávaro e colaboradores. O artigo buscou descrever a situação de segurança alimentar vivenciada por famílias Teréna, das aldeias Água Azul, Olho D’Água e Oliveiras, Mato Grosso do Sul, Brasil. Foram investigadas 49 famílias que continham em seu núcleo crianças menores de sessenta meses e obtidas informações sobre renda, densidade familiar, escolaridade materna e consumo alimentar das crianças.

“No Brasil, os povos indígenas estão expostos a transformações ambientais e sócio-econômicas, que os colocam em situação de alta vulnerabilidade frente a problemas de ordem alimentar e nutricional. Nesse sentido, estudos pontuais realizados em comunidades indígenas revelam a fragilidade de muitos povos frente às consequências das carências alimentares, como a elevada prevalência de nanismo nutricional em crianças menores de cinco anos, também favorecida por precárias condições de saneamento, entre outros determinantes.”

O estudo verificou que a prevalência de famílias com algum grau de insegurança alimentar foi 75,5%, 22,4% das famílias com insegurança leve, 32,7% moderada e 20,4% grave. Grande parte das famílias (67,3%) convive com o medo de ficar sem alimentos. Um quarto das mulheres entrevistadas afirmou ter passado por situações de fome no mês anterior à entrevista e 14,3% (7) apontaram que o mesmo ocorreu com as crianças da casa. Situações mais graves de insegurança alimentar foram observadas em famílias com menor renda mensal per capita, menor escolaridade materna, maior densidade domiciliar, maior número de filhos por grupo familiar e cuja dieta das crianças era insuficiente, sobretudo em proteínas e ferro.

O artigo conclui que o acesso a alimentos de qualidade, em quantidades suficientes e adequadas à cultura alimentar ainda é um obstáculo a ser ultrapassado por essa população. É importante lembrar que o significado da produção de alimentos na cultura Teréna vai além da manutenção do corpo e faz parte do modo de ser Teréna. Nesse sentido, a garantia da terra tantas vezes reivindicada pelas lideranças, assim como outras ações transdisciplinares e a participação comunitária devem ser priorizadas a fim de que possam vir a promover a segurança alimentar e nutricional.

Acesse a [Biblioteca do Ideias] e confira o artigo na íntegra



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 13 de Abril de 2016

A escola é uma instituição responsável pela formação de pessoas que estão em processo de desenvolvimento. Todos que estão ali (professores, funcionários, alunos, pais, donos (as) de cantinas), que formam a comunidade escolar, precisam estar envolvidos com o processo educativo, porque a vida, a saúde e a preparação de um futuro melhor e mais saudável para nossas crianças e jovens é uma responsabilidade não só do Estado ou da família, mas de todos nós.

E a escola também tem o papel de educar a criança para que ela se torne um cidadão crítico, que saiba fazer escolhas adequadas e de forma responsável, inclusive as escolhas alimentares.

É neste ambiente de educação que também se encontra a Cantina Escolar, a quem cabe também um papel ativo muito importante como estimuladora de hábitos alimentares saudáveis e influenciadora na formação do indivíduo, dentro do ambiente escolar.

Sendo assim, o [Biblioteca do Ideias] vem destacar o “Manual das Cantinas Escolares Saudáveis: Promovendo a alimentação saudável”. O Manual foi elaborado pela Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde em parceria com o Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição (OPSAN).

 

Ele tem por objetivo principal apoiar a transformação de cantinas não saudáveis, passando de forma clara e simples, informações sobre a importância da alimentação e nutrição, bem como estratégias de implantação da cantina saudável.

O Manual é um guia para todos(as) donos e donas de cantinas escolares que queiram transformar seus estabelecimentos em locais para a promoção da alimentação saudável. Nele contém informações fundamentais sobre Alimentação e Nutrição: o que é um lanche saudável e como promovê-lo; orientações sobre normas de higiene; estratégias e sugestões de um cronograma para implantar a cantina saudável, dentre outras.

A publicação é também a apostila utilizada pelo curso online: Cantinas Escolares Saudáveis - promovendo a alimentação saudável, disponibilizado pela Rede de Alimentação e Nutrição do Sistema Único de Saúde - RedeNutri. O curso, assim como o manual, é voltado para donos de cantinas e demais integrantes da comunidade escolar e tem por finalidade a reflexão sobre o papel que a cantina pode ter na promoção da alimentação adequada e saudável no ambiente escolar.

 

Quer saber mais?

Confira o manual completo em nossa Biblioteca! E para acessar o curso online da Redenutri clique aqui!

Além do Manual e do curso da redenutri, há também o site - Cantina saudável: http://www.cantinasaudavel.com.br/

 



postado por Débora Castilho em Quarta-feira, 06 de Abril de 2016

Sabe-se que faz parte da competência do nutricionista zelar pela preservação, promoção e recuperação da saúde, alimentação e nutrição no ambiente escolar.

Para isto, as normas que abordam a atuação do nutricionista no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), estabelecem que este profissional seja o responsável por um conjunto de ações técnicas tais como: realizar o diagnóstico e o acompanhamento do estado nutricional; planejar, elaborar, acompanhar e avaliar o cardápio da alimentação escolar, levando em consideração as necessidades alimentares específicas de crianças, adolescentes e adultos.

Também deve propor e realizar ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) considerando as distintas fases da vida, etapas do sistema alimentar e as interações e significados que compõem o comportamento alimentar.

Pensando nisso o [Biblioteca do ideias] hoje destaca o “Manual de Orientação para a Alimentação Escolar na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos”.

O manual tem por objetivo oferecer informações que auxiliem suas ações no desenvolvimento e operacionalização das atividades inerentes ao PNAE, quando relacionadas ao fornecimento de alimentação escolar diferenciada de acordo com as necessidades específicas de cada etapa do ciclo de vida, bem como das etapas de ensino: educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos.

A proposta do Manual é servir de orientação para os nutricionistas, diretores, professores e demais profissionais envolvidos com o programa de alimentação escolar no processo de educação nutricional, contendo informações sobre a promoção da alimentação saudável nas escolas.

Para baixar e saber mais sobre o Manual clique aqui: http://goo.gl/ZrwKfP

 



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