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Posts Relacionados com a(tag):Alimentação adequada

postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 29 de Março de 2017

A palavra Tekoha significa “o lugar onde somos o que somos”.

É a maneira como os povos Guarani e Kaiowá referem-se à sua terra tradicional. No Tekoha, deve haver matas (ka’aguy), com frutos para coleta, plantas medicinais, águas piscosas, matéria-prima para seus artefatos, áreas para plantio da roça familiar ou coletiva, para a construção de suas habitações e lugares para atividades religiosas.

Mas o direito a um lugar que lhes garanta a realização de seu próprio "modo de ser", lhes tem sido negado.

O relatório divulgado no post da [Biblioteca do Ideias] de hoje,  apresenta os resultados da visita da comitiva coordenada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) às comunidades indígenas (acampamentos e reservas) das etnias Guarani e Kaiowá do Cone Sul do estado de Mato Grosso do Sul. A missão ocorreu entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro de 2016 com o objetivo de propiciar espaço de escuta às comunidades sobre as manifestações de violação do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e direitos territoriais, bem como debater com os órgãos públicos os desafios e propostas para a garantia desses direitos.

No mapa a seguir podem ser visualizadas as regiões visitadas pela comitiva:

A abordagem adotada pela comitiva durante as visitas e reuniões com as comunidades indígenas foi a escuta direta dos(as) indígenas, no território onde habitam, sem interferência de terceiros ou mediadores. Depois disso, o relatório construído foi baseada nas percepções dos(as) integrantes da comitiva, nos relatos das comunidades indígenas, nos dados oficiais coletados em documentos produzidos por órgãos de governo e por entidades da sociedade civil.

O documento está dividido em cinco partes:

1. breve contextualização histórica,

2. iniciativas do Consea na defesa dos direitos dos povos Guarani e Kaiowá,

3. relatos indígenas sobre as violações de direitos e suas reivindicações,

4. atuação e perspectivas do Poder Público

5. conclusões e encaminhamentos.

Nas conclusões da comitiva fica evidente que a realidade vivida pelos povos Guarani e Kaiowá pode ser denominada como uma tragédia humanitária e denota explicitamente a negação sistemática de direitos humanos em função da omissão do Poder Público.

Pela leitura do relatório também pode-se constatar que, nas comunidades visitadas, há fome e desnutrição, precariedade do acesso a saúde, a água e a educação, ausência de documentação civil, um constante sentimento de medo de ataques violentos por ordem dos fazendeiros da região e uma forte criminalização das lideranças indígenas que resistem e reagem aos abusos de poder dos órgãos de polícia.

Apesar dessas condições ficam destacados o sentimento e a atitude firme de resistência dos povos Guarani e Kaiowá, a forte disposição de continuar lutando por seus direitos, bem como a convicção do direito ao território e das garantias constitucionais apesar de todas as adversidades e retrocessos.

Para ter acesso ao documento, acesse aqui.



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

Há cinco anos, quando o Centro Médico “Lankenau” foi confrontado com provas de que estava servindo a comida menos saudável da Pensilvânia, o hospital decidiu abraçar os resultados com uma abordagem não convencional:

construindo uma fazenda orgânica que forneceria alimentos frescos aos pacientes.

Em 2011, enquanto o hospital de ensino e pesquisa fazia sua própria pesquisa sobre as necessidades de saúde de seus pacientes, a Fundação “Robert Wood Johnson” divulgou os resultados de uma pesquisa sobre o estado de saúde da população que vive na Pensilvânia. O hospital “Lankenau” está localizado no Condado de Montgomery, um dos mais saudáveis do estado, levando em conta fatores como taxas de obesidade e acesso à alimentação adequada. Mas a área de abrangência do hospital o leva a receber muitos pacientes do condado de Filadélfia, classificado como o menos saudável de todos os 67 municípios analisados.

"Isso foi realmente revelador porque mostrou que estávamos atendendo pacientes muito diversos", disse Chinwe Onyekere, administradora associada do Lankenau, sobre as revelações do estudo. Os resultados mostram que os pacientes do hospital apresentavam diferentes níveis de conhecimento sobre nutrição e de acesso a alimentos de qualidade.

Estima-se quem todos os EUA, cerca de metade dos americanos tenham algum tipo de doença crônica decorrente de hábitos não saudáveis como a falta de exercícios físicos, o tabagismo e a alimentação inadequada. O tratamento para essas doenças, que incluem a asma, doença cardíaca ou diabetes, foi responsável por mais de 75% das internações hospitalares e consultas médicas, nos últimos anos.

Isso tem feito com que alguns hospitais procurem maneiras de promover a saúde antes que a condição dos pacientes seja tão crítica a ponto de que uma visita ao hospital seja necessária.

No hospital Lankenau, isso significou melhorar o acesso de seus pacientes à alimentos saudáveis!

Como os médicos, enfermeiros e outros funcionários não eram especialistas em agricultura, o hospital fez parceria com a Greener Partners, uma organização sem fins lucrativos que luta por sistemas alimentares locais e que construiu e faz a manutenção da fazenda “Deaver Wellness”. Onyekere, que dirige os programas de necessidades da comunidade para o hospital, supervisiona o projeto.

Desde a inauguração em 2015, a fazenda forneceu mais de 4 mil kg de alimentos orgânicos para os pacientes do hospital, sem nenhum custo. Os produtos são usados em atividades de educação alimentar e nutricional e servidos no refeitório do hospital.

A partir de uma avaliação das necessidades da comunidade, a equipe de funcionários de Lankenau aprendeu que muitos de seus pacientes não tiveram o acesso à informação sobre o valor nutricional e a importância do consumo dos alimentos in natura, como as frutas e os vegetais.

Agora, enquanto os pacientes esperam suas consultas, podem escolher alimentos frescos como couve, brócolis, tomates, berinjela, rúcula e outros. O hospital também fornece receitas e, durante a consulta, os médicos usam o produto escolhido na sala de espera, para mostrar como o paciente pode fazer escolhas mais saudáveis.

Ainda nas salas de espera de Lankenau, alguns funcionários do hospital conduzem cursos e oficinas sobre alimentação saudável. Um funcionário pode, por exemplo, trazer os ingredientes, para uma salada de cenoura, discutir o valor nutricional de cada ingrediente e, em seguida, cortar e montar a salada na frente dos pacientes. Depois os pacientes recebem alguns ingredientes e receitas que podem ser feitas em casa.

Durante anos, antes da fazenda, os educadores de saúde do hospital realizavam aproximadamente 14 programas de educação em saúde em um centro, com duas salas de aula, no meio das instalações hospitalares. Entre 7 e 10 mil alunos, do jardim de infância ao 12º ano, fizeram cursos todos os anos sobre saúde, como nutrição, saúde social, bullying e assédio.

Agora, segundo Onyekere, a fazenda do hospital deve funcionar como um "laboratório de aprendizagem" para aulas sobre alimentação saudável, oferecendo a oportunidade de se ter experiências práticas com os alimentos. Assim os alunos podem aprender sobre alimentação saudável, cultivo orgânico, hortas e construção de hábitos saudáveis.

Fora das paredes do hospital, a instituição Lankenau - em parceria com o Food Trust e o Departamento de Saúde Pública de Filadélfia - incentiva a compra de alimentos saudáveis, oferendo cupons chamados “Philly Food Bucks”. Os cupons são válidos para a compra de frutas e legumes frescos, em mais de 30 mercados de agricultores, e são dados aos pacientes que manifestam o interesse em ter um melhor acesso a alimentos saudáveis.

"A partir do momento que o paciente entra pela porta até o momento em que deixa o consultório, toda essa experiência está focada em melhorar sua saúde", disse Onyekere.

Drew Harris, Diretor de Políticas de Saúde e Saúde da População, da Faculdade de Saúde da População, da Universidade Thomas Jefferson, disse que apenas recentemente os profissionais de saúde começaram a assumir a responsabilidade por não tratar da alimentação. Um médico aposentado, especialista em diabetes, se lembra de ter uma filosofia muito diferente sobre doenças crônicas e saúde geral dos pacientes.

"Como muitos médicos, eu sempre culpei os pacientes por não ficarem bem", disse ele. “Mas não me fiz a pergunta: Será que os pacientes tinham as informações necessárias e o acesso a uma alimentação adequada para diabéticos?".

"Não ter segurança alimentar - não saber de onde sua próxima refeição virá ou se você pode comprar tudo o que precisa, quando precisar - é um grande desafio", disse ele.

Embora a insegurança alimentar não seja uma questão nova, ele acha que a educação médica está apenas começando a ter uma abordagem mais holística.

"Há um incentivo muito maior para se preocupar porque os pacientes não estão melhorando e o que podemos fazer para evitar que eles fiquem doentes, o que temos que enxergar é que isso tem muito a ver com o seu ambiente social e o seu acesso a alimentos saudáveis", disse o médico.

Onyekere estima que Lankenau forneceu produtos agrícolas para cerca de 400 pacientes até o momento e o hospital está prestes a lançar uma pesquisa aos pacientes com o objetivo de entender melhor o impacto do programa.

Embora ela tenha dito que os pacientes expressaram que a fazenda está fazendo a diferença e aumentando a conscientização de como fazer escolhas saudáveis no dia a dia, a pesquisa será um recurso valioso para outros provedores de saúde considerando iniciativas semelhantes.

A equipe que cuida da fazendo tomou a superação das expectativas de produção para 2016, como um sinal de que pode aumentar ainda mais a produção. Onyekere disse que Lankenau também está procurando doar seus alimentos para outros parceiros, como bancos de alimentos locais.

Lankenau não é o único hospital que construiu uma fazendo no país. Outros, incluindo “St. Joseph Mercy Ann Arbor” e “Henry Ford West Bloomfield Hospital”, ambos no Michigan; e “St. Luke's University Health Network” na  Pensilvânia. Mas Onyekere não conhece nenhum outro que tenha incorporado tão extensivamente seus próprios alimentos orgânicos ao dia a dia hospitalar.

Para que a América enfrente a crescente epidemia de doenças crônicas, essa integração é fundamental e, como mostram esses hospitais, ela já está acontecendo. “Estamos começando a olhar para além do paciente, percebendo o ambiente no qual ele vive”, disse Harris.

 

Trauzido por Ana Maria Maya, de https://goo.gl/VgpNWA.



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

O post do [Biblioteca do Ideias] de hoje apresenta uma publicação com enfoque holítico com o seguinte tema "“O Direito Humano à Alimentação Adequada e à Nutrição do povo Guarani e Kaiowá – um enfoque holístico”. 

Lançado em agosto de 2016, o documento traz a análise das violações de direitos e suas diferentes causas, que são responsáveis pela situação de insegurança alimentar e nutricional dos Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul. Iniciada em 2013, a pesquisa socioeconômica e nutricional, com abordagem em direitos humanos, foi realizada em 96 domicílios de três comunidades indígenas: Kurusu Ambá, Ypo’i e Guaiviry.

A pesquisa e sua releitura foram bastante extensas, mas no Resumo Executivo, encontrase uma forma mais amigável de apresentar os principais resultados do trabalho.

Uma das constatações da pesquisa é que em 76% dos domicílios a pessoa entrevistada afirmou que, no mês anterior a setembro de 2013, houve ocasião em que crianças e jovens da casa passaram um dia todo sem comer e foram dormir com fome, porque não havia comida na casa. Já em 82% dos domicílios havia a afirmação de que esse grupo comeu menos quantidade de comida do que julgava ser necessário, porque não dispunham de recursos para obter alimentos.

Ainda, outro dado aponta que as famílias procuram proteger suas crianças desta terrível situação: em cerca de 80% das residências a pessoa entrevistada afirma ter comido menos para deixar comida para as crianças.

As causas das violações identificadas na pesquisa estão assentadas, além da negação do direito ao território e as disputas que daí decorrem, na discriminação que o povo Guarani e Kaiowá sofre. “Geralmente, as violações de direitos dos povos indígenas acontecem em razão de sua identidade cultural. Esta violação abre portas para negação de outros direitos, incluindo o direito à alimentação e à nutrição adequadas. Estas violações são históricas, estão associadas ao processo de exploração econômica do Estado e são de responsabilidade das três funções do Estado brasileiro, como procuramos evidenciar no documento”, ressalta a secretária geral da FIAN Brasil, Valéria Burity.

Para ter acesso a publicação completa acesse aqui.



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quarta-feira, 13 de Julho de 2016

O Brasil atualmente passa por uma transição epidemiológica e nutricional, com um aumento significativo de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e importantes mudanças no consumo alimentar da população brasileira. O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz a publicação: "Instrutivo: metodologia de trabalho em grupos para ações de alimentação e nutrição na atenção básica", que foi desenvolvida como desdobramento do Guia Alimentar para a População Brasileira, pensando nas demandas de tal cenário por uma orientação na mudança de prática no que se refere à abordagem da promoção da saúde.

O material - que foi desenvolvido pela Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde (CGAN/DAB/SAS/MS) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/Brasil)- faz parte de uma série de publicações que visam apoiar o planejamento e o desenvolvimento de ações coletivas de promoção da alimentação adequada e saudável no Sistema Único de Saúde (SUS), em especial na Atenção Básica, apresentando propostas de metodologias com suporte teórico e prático. Veja aqui os outros materiais desenvolvidos.

Tendo em vista que no mundo atual é indiscutível a necessidade da realização de ações de melhorias da saúde pautadas na autonomia e no empoderamento, espera-se que o documento transforme os gestores e trabalhadores do SUS em multiplicadores e criadores de estratégias, além de qualificar as ações de educação alimentar e nutricional desenvolvidas nos serviços de saúde.

As ações que compõem o instrutivo compreendem a noção de que o desenvolvimento da alimentação adequada e saudável deve ser composto por estratégias que proporcionem aos indivíduos e às coletividades a realização de práticas alimentares apropriadas aos seus aspectos biológicos e socioculturais, bem como ao uso sustentável do meio ambiente - aspecto presente na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan)-. Foram propostas em uma perspectiva prática e efetiva, para serem realizadas por todos profissionais de saúde e sua construção buscou integrar-se às ações na Atenção Básica (AB), por este ser o lócus com o mais alto grau de descentralização e capilaridade, ocorrendo no local mais próximo da vida das pessoas.

Veja o material completo aqui.



postado por Débora Castilho em Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016


“Não se pode conceber a vida do ser humano sem algumas condições básicas, como: acesso à água e alimentos, moradia, saúde, educação, trabalho, respeito, igualdade, segurança e liberdade. Estes são requisitos mínimos para se ter uma vida digna. São condições essenciais para que um ser humano possa acreditar que a vida vale a pena ser vivida.

E o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) é: é um direito humano inerente a todas as pessoas de ter acesso regular, permanente e irrestrito, quer diretamente ou por meio de aquisições financeiras, a alimentos seguros e saudáveis, em quantidade e qualidade adequadas e suficientes, correspondentes às tradições culturais do seu povo e que garantam uma vida livre do medo, digna e plena nas dimensões física e mental, individual e coletiva.

A análise desta definição indica que, quando falamos de DHAA, não estamos falando “apenas” de livrar as pessoas da fome, mas também do acesso, de maneira digna, a uma alimentação adequada. Assim, o DHAA tem estas duas dimensões indissociáveis: estar livre da fome e ter uma alimentação adequada. Portanto, o DHAA diz respeito a todas as pessoas de todas as sociedades, não apenas àquelas que não têm acesso aos alimentos.

É importante notar que o termo alimentação “adequada” não se limita aos aspectos nutricionais da alimentação, mas envolve uma gama maior de aspectos. Sendo assim, a promoção do DHAA compreendem elementos amplos de justiça social e econômica de um país. O modo como cada um e todos esses fatores são devidamente atendidos depende da realidade específica de cada grupo ou povo. Por exemplo, a plena realização do DHAA para uma comunidade indígena não é igual à dos moradores de uma cidade.

A realização do Direito humano à Alimentação Adequada requer a eliminação da fome, a garantia do acesso diário a alimentos em quantidade e qualidade suficientes e culturalmente referenciados e a promoção de uma alimentação saudável em escala populacional, sendo esta última uma precondição para a prevenção da obesidade e das doenças relacionadas com a malnutrição. É importante lembrar que a fome que ainda existe no país é fruto da pobreza que dificulta o acesso aos alimentos, mas que vêm sendo feitos progressos nos últimos anos. Entretanto, muitas pessoas que no passado recente foram vítimas da fome hoje apresentam quadros de excesso de peso e obesidade, o que demonstra o quão complexa e multidimensional é a luta contra a fome e a pobreza.”

Estes são alguns trechos retirados de um dos capítulos do livro Nutrição em Saúde Pública (Editora Rubio, 2011), escrito por Marília M. Leão e Elisabetta Recine.

Abaixo segue o vídeo desenvolvido pela ABRANDH, com apoio da FAO, que teve por objetivo contribuir com o apoderamento das comunidades e apoiar ações para exigir e monitorar a realização de seus direitos humanos, em especial o Direito Humano à Alimentação Adequada. O vídeo Peraí. É nosso Direito! relata essas experiências e promove um vibrante debate com lideranças comunitárias e especialistas sobre Direitos Humanos e Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil.

 

 

Agora que você já sabe que uma alimentação adequada é também um direito humano, vamos nos inspirar e inspirar pessoas a viver com mais dignidade e fazer cumprir esse direito em nosso país?!

Para saber mais a respeito do DHAA, além da leitura do capítulo do livro, e assistir ao vídeo, recomendamos a sessão temática da nossa biblioteca, intitulada Direito Humano à Alimentação Adequada, confira!



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Terça-feira, 03 de Novembro de 2015

Durante essa semana (03 ao 06/11) estará acontecendo a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Brasília.

Portanto abordaremos hoje no [Pensando EAN] o tema da 5ª Conferência: Comida de verdade no campo e na cidade, com uma entrevista dada pela presidente do Consea Nacional, Maria Emília Lisboa Pacheco ao programa Entrevista do canal Futura.

Na entrevista a antropóloga defende a agricultura familiar e seu papel como principal fonte de abastecimento de alimentos à mesa das/os brasileiras/os, por sua produção sustentável, que preserva a biodiversidade e pelo cuidado com a saúde humana.

Além disso, Maria Emília ressalta o papel da agroecologia como um sistema capaz de alimentar as 7 bilhões de pessoas do planeta de forma saudável e sem agrotóxicos, em oposição ao modelo convencional atuante.

“A agroecologia significa também a valorização das sementes tracionais” e também que a “agroecologia significa o manejo sustentável dos recursos naturais, ter uma relação mais harmoniosa com a natureza, mas também, tem uma dimensão social, econômica e política”.

Em contraposição ao modelo do agronegócio, que tem aumentado o consumo de agrotóxicos por parte da população brasileira e pelo avanço das monoculturas, Maria Emília defende políticas eficazes na garantia ao direito a uma alimentação saudável e adequada no Brasil:

“No Brasil nós não temos política suficientes ainda que garantam que nós tenhamos uma alimentação adequada e de qualidade para o consumo da população”.

Porém, avalia de forma positiva a implantação do Programa Aquisição de Alimentos (PAA), mas também, pontua a necessidade das normas sanitárias serem menos severas quanto à produção da agricultura familiar e assim prover #comida de verdade à mesa da população brasileira.

A presidente do Consea, ainda reflete sobre a defesa dos circuitos curtos dos alimentos:

“Precisamos evitar o passeio dos alimentos”, “o alimento as vezes percorre milhares de quilômetros” e, portanto, “precisamos descentralizar o sistema de distribuição e abastecimento alimentar no Brasil”.

E faremos isso, segundo ela: “apoiando feiras, principalmente as agroecológicas, isso se faz apoiando os sistemas de rede da economia solidária”, por fim ela pontua:

“Com isso reduzimos o gasto de energia, vamos permitir uma maior aproximação entre quem produz e quem consome e vamos assegurar uma maior diversificação dos alimentos em respeito ao tempo de safra dos alimentos”.

Fique mais por dentro do tema assistindo a entrevista logo abaixo:  



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quarta-feira, 09 de Setembro de 2015

A fome é um problema estrutural ou moral?

Essa é uma das perguntas que conduzem o documentário “Peraí, é nosso direito! ”, tema da [Biblioteca do Ideias] de hoje.

A produção foi feita entre os anos 2004 e 2006 com a direção de Renato Barbiéri e produzido pela Videografia em parceria com a ABRANDH nas comunidades de Sururu de Capote/AL e Vila Santo Afonso/PI.

O objetivo do projeto é de contribuir com o empoderamento das comunidades e apoiar ações para exigir e monitorar a realização de seus direitos humanos por meio de políticas públicas do Estado, em especial à alimentação adequada.

Destacam-se entre os personagens vários juristas, professores, nutricionistas e a própria população que refletem sobre a fome, a insegurança alimentar e nutricional que assolam essas comunidades e levantam algumas indagações sobre essas realidades:

“A alimentação adequada não quer dizer só o alimento em si, quer dizer todos os direitos humanos indivisíveis” -  Maria Santinha, moradora da comunidade Vila Santo Afonso/PI.

“A questão alimentar não é só questão de dieta, é uma questão de saneamento, de emprego, educação” – José Geraldo, professor e jurista.

Você pode conferir esse documentário completo em nossa [Biblioteca do Ideias].



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Segunda-feira, 24 de Agosto de 2015

Hoje no [Você no Ideias] traremos o projeto Transforma a Terra, uma ação voluntária que atua em instituições de ensino e atendimento à criança do estado de São Paulo.

As ações do projeto visam trabalhar temas relacionados à alimentação e o meio ambiente, como reciclagem de resíduos orgânicos no ambiente escolar, a produção de adubo e seu uso em hortas para a produção de alimentos nas hortas das próprias instituições.

 

As atividades são feitas por meio de rodas de conversa, na experimentação de práticas para criar elementos de ensino e conscientização nas crianças quanto ao sistema alimentar e ao direito a uma alimentação adequada, auxiliando na formação destas como cidadãos.

Hoje o projeto já é adotado em algumas escolas da rede estadual e auxilia nas práticas educacionais, na construção de hortas e de um modelo de compostagem, entre outras ações, a fim de tornar as escolas em modelos de sustentabilidade.

Confira o relato completo dessa experiência aqui: http://goo.gl/3GCU62


 

Você no Ideias na Mesa!      

Em 2015 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como o Edson Silva, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



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