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postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 22 de Março de 2017


O dia 22 de março é anualmente conhecido como o Dia Mundial da Água desde 1992 quando foi instituído como tal pela Organização das Nações Unidas. A cada ano, a data que é “celebrada” para conscientizar a população sobre a importância deste valioso recurso natural ganha um significado ainda maior.

Ao redor do globo e mais especificamente no Brasil, as seguidas crises hídricas somadas a realidade de regiões que ainda sofrem com a falta de acesso à água potável e saneamento, não deixam dúvidas de que é urgente a tomada de decisões para preservar as reservas e aquíferos. É também evidente que para gerir esse recurso de maneira sustentável, não basta aguardar de forma passiva que os regimes de chuva reponham indefinidamente os reservatórios de água enquanto acontecem as mais diversas formas de desperdício e a má utilização da água. Estratégias que garantam uma utilização mais responsável e consciente dos recursos hídricos são imprescindíveis para a sustentabilidade de diferentes sistemas.  

Nesse contexto, disponibilizamos em nossa biblioteca um material informativo elaborado pela ONU lançado para o Dia Mundial da Água 2017 intitulado “Por que desperdiçar água?”. Nele, são compartilhadas informações relacionadas às potencialidades da reutilização de águas residuais assim como a tomada de atitudes para minimizar os desperdícios. O folheto foi desenvolvido no contexto do Objetivo Para o Desenvolvimento Sustentável do Milênio número 6 que tem como premissa assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para a população.   

Algumas das principais mensagens da publicação:

  • Mais de 80% das águas residuais geradas pela sociedade flui de volta para o ecossistema sem ser tratada ou reutilizada
  • 1,8 bilhão de pessoas usam uma fonte de água potável contaminada com diferentes poluentes. Água insalubre e saneamento e higiene deficientes causam cerca de 842.000 mortes a cada ano
  • Até 2050, cerca de 70% da população mundial viverá em cidades, em comparação com 50% atualmente
  • A maioria das cidades nos países em desenvolvimento não tem infraestrutura e recursos adequados para lidar com a gestão das águas residuais de uma maneira eficiente e sustentável
  • Os custos da gestão de águas residuais são grandemente compensados pelos benefícios à saúde humana, ao desenvolvimento econômico e à sustentabilidade ambiental, oferecendo novas oportunidades de negócios e criando mais empregos “verdes”

Além dos padrões de consumo e o não reaproveitamento de água que acontecem a nível residencial, o documento traz uma reflexão sobre os dois setores que juntos correspondem por mais de 80% de toda água consumida no planeta, e por consequência, contabilizam a maior parte dos desperdícios e contaminações. Acesse a íntegra do documento em nossa biblioteca.   


 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 23 de Março de 2016

O dia 22 de março é considerado o Dia Mundial da água desde 1992 quando a Organização das Nações Unidas decretou a data para que fossem realizadas discussões sobre este bem tão precioso. A água é um elemento fundamental para vida e é utilizada nas mais diversas atividades, por isto, o seu acesso é um direito universal e também o uso consciente uma responsabilidade de todos.

Cada vez mais questões relacionados a crise hídrica vem se acentuando nas grandes metrópoles mundiais, e no Brasil o cenário não é diferente. Neste sentido, a ONG Proteste, organismo a serviço do consumidor brasileiro, lançou uma cartilha disponível em nossa biblioteca com orientações para o uso racional da água e informações sobre a garantia do acesso. O documento apresenta considerações acerca da importância deste líquido e evidencia como o seu acesso deve ser garantido de acordo com o Código de Defesa do Consumidor além do que deve ser feito caso algum problema ocorra.  

O PROTESTE fala também do papel da sociedade civil na cobrança de uma administração racional dos recursos hídricos, afinal de contas as secas dizem respeito não apenas a fenômenos meteorológicos, mas à gestão adequada destes recursos. A entidade também fornece dicas de como podemos economizar água a nível individual, como por exemplo utilizar cisternas para armazenamento de água da chuva para ser utilizada ao regar plantas, lavar calçadas e carros, monitorar constantemente possíveis vazamentos e fechar torneiras e chuveiros quando utiliza-los.

É importante ressaltar que as ações individuais são fundamentais para proteger a sustentabilidade hídrica, entretanto, é também preciso ter em mente que os principais setores responsáveis - e disparado - pela utilização de água são o agrícola e o industrial. Desta forma, a sociedade civil precisa cobrar assim como as entidades verificarem que eles se comprometam e façam um uso responsável deste bem.

Algumas indústrias são responsáveis por liberar contaminantes químicos que comprometem a qualidade da água e a biodiversidade de rios e mananciais. A agroindústria não é diferente, o uso irresponsável e indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras traz além de problemas para saúde humana, grandes prejuízos à aquíferos, solo e o ar que são contaminados com os venenos.

Acesse a cartilha em nossa biblioteca.        




postado por Lourdes da Conceição Dias Rocha em Quinta-feira, 28 de Maio de 2015

No vídeo, o Programa Água Brasil explica o ciclo de vida dos produtos que consumimos e descartamos, os chamados resíduos sólidos, e ensina como cada pessoa pode reduzir seu impacto ambiental por meio de ações como a coleta seletiva. Outro objetivo do vídeo é ressaltar e valorizar o trabalho dos catadores de materiais recicláveis, que ainda é pouco reconhecido, e abordar a questão da gestão de resíduos sólidos no meio urbano. O projeto Água Brasil trabalha em quatro cidades com ações de educação ambiental, estruturação da cadeia de reciclagem, planos de gestão de resíduos sólidos e, principalmente, apoiando cooperativas de catadores de materiais recicláveis

 

O vídeo está disponível no canal do Programa Água Brasil no Youtube. Assista:

 


 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 16 de Abril de 2015

Em março foi celebrado mais um dia mundial da água, que foi criado em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Esta data é dedicada à conscientização, reflexão, e problematização de soluções para um uso mais racional e sustentável deste bem natural. Cerca de dois terços do planeta terra é composto por água, entretanto, apenas uma pequena fração desta água, majoritariamente vinda de rios, lagos, e nascentes, é própria para o consumo.

A atividade predatória do homem, como a poluição da água potável e seu desperdício, são fatores que comprometem a viabilidade de um abastecimento sustentável, que caso não repensado, continuará a causar graves consequências. Visando a sensibilização de governos e indivíduos, a ONU elaborou a “Declaração Universal dos Direitos da Água”. 

É importante ter consciência de medidas a nível individual que possibilitem a economia de água, como restringir o uso nas atividades diárias (escovar os dentes, banho, lavar louças, calçadas e carros). Apesar de estas medidas serem necessárias, é fundamental se ter a dimensão de que as atividades socioeconômicas são as principais consumidoras das fontes hídricas.

De acordo com a Food and Agriculture Organazation (FAO), a agropecuária é a campeã no consumo de água, utilizando 70% da água disponível no planeta para irrigação de lavouras. Uma outra questão relacionada a este setor, é a contaminação dos solos e rios por agrotóxicos, comprometendo a qualidade da água. A atividade industrial é o segundo maior responsável pelo consumo, correspondendo a 22% do total. O consumo doméstico se apresenta como o terceiro maior contribuidor.  

Para quantificar o consumo de água vamos aos seguintes exemplos: para cada quilo de soja produzido são utilizados 1,8 mil litros de água. Levando-se em consideração que o Brasil é o maior produtor e segundo maior exportador do alimento no mundo, você pode imaginar a quantidade de água usada. Ainda, para produzir 1 kilo de carne bovina são necessários 15,4 mil litros de água.

Medidas em várias esferas são necessárias para o uso sustentável da água. Neste sentido, práticas e tecnologias que visam o uso consciente no Brasil e no mundo tem surgido. 

Alternativas para o uso sustentável da água: Permacultura e Ecovilas

O termo "Permacultura" foi criado em 1970 pelos ecologistas australianos David Holmgren e Bill Mollison, e resulta da contração das palavras "agricultura permanente". O conceito se estabelece por meio da criação de sistemas humanos que sejam: ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis. Desde a sua criação as bases da permacultura ganharam força e se espalharam pelo mundo. Atualmente, o número de sítios de Permacultura e Ecovilas no Brasil vem crescendo significativamente.

Seguem exemplos de algumas organizações governamentais e não governamentais que aplicam os conceitos da permacultura em suas ações.

Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado IPEC: Centro de referência em práticas sustentáveis

A organização não governamental (ONG) Ecocentro IPEC localizada na cidade de Pirenópolis-GO foi fundada em 1998 com a finalidade de criar soluções para os problemas da atual sociedade. O intuito é viabilização de uma cultura sustentável, que oportunize experiências educativas, e dissemine modelos no Brasil. Os idealizadores do projeto são o Permacultor André Soares e a pedagoga e escritora Lucy Legan.

Desde sua fundação o Ecocentro propiciou vivências para brasileiros e estrangeiros nas áreas de saneamento responsável, energia renovável, segurança alimentar, cuidado com a água e processos de educação, além do desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias sustentáveis, difundidos por meio de oficinas e cursos.

Várias iniciativas e tecnologias sustentáveis tem sido aplicadas no Ecocentro IPEC, confira algumas que visam otimizar a utilização de água: 

Estação de tratamento natural de água Biorremediação 

Estação de tratamento de água Por meio da cascata de etapas que vão do estágio 1 ao 9, a água utilizada é tratada por agentes naturais incluindo bactérias e outros micro-organismos, que geram como produto intermediário gases capazes de ser reaproveitados na cozinha. Do produto final resulta uma água limpa, que apesar de não ser considerada potável para beber, pode ser utilizada na irrigação ou para retornar aos rios e solo sem prejuízos ambientais    

Sanitários compostáveis 

Sanitário compostável

 

No IPEC o banheiro seco é tido como a solução para o tratamento e início de um novo ciclo para uma questão que é encarada como um problema e o último estágio da alimentação: os dejetos humanos.  Em um banheiro convencional 20 litros de água são não apenas desperdiçados mas poluídos, comprometendo o uso da água que é desperdiçada nos esgotos. Nestes sanitários, além de a água não ser utilizada, as fezes humanas passam por um processo de eliminação de patógenos através do uso da serragem combinado com elevada temperatura. Ao final de um ciclo de seis meses, as fezes estão higienizadas e prontas para servirem de um potente adubo natural. Confira na íntegra o TEDx realizado pelo fundador do IPEC André Soares, que explica a tecnologia e levanta boas reflexões.

  

No site do IPEC você pode encontrar outras tecnologias e experiências que são desenvolvidas. 

Outro exemplo de trabalho desenvolvido pela ONG IPOEMA:

Águas do cerrado – O futuro em nossas mãos 

Emblema da campanha

O projeto visa a recuperação das áreas perto das bacias do Lago Paranoá e do Rio São Bartolomeu por meio do reflorestamento. Estas são as principais fontes de água para o Distrito Federal que se encontra em risco devido ao incipiente processo de degradação de seus córregos resultante do acelerado processo de urbanização. Paralelamente ao programa, são realizadas atividades de educação socioambiental e capacitação de jovens no intuito de aumentar a consciência ambiental, ampliando a capacidade de se discutir políticas públicas voltadas a este tema.

Tecnologia sustentável aplicada a nível governamental:

Programa água para todos – Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) 

Desde 2011 o programa já entregou mais de 804 mil cisternas para armazenamento de água direcionadas a famílias do sertão brasileiro. É um modelo de tecnologia social que além de trazer melhorias na forma com que famílias captam água, anteriormente mulheres e crianças tinham que andar longas distâncias para coletar água em baldes, e que gera renda envolvendo a comunidade na construção das cisternas. A água também pode ser utilizada nas lavouras e para a criação de animais.

Ainda, pra quem se interessar, a Prefeitura de São Paulo disponibilizou um guia de permacultura para administradores de parques. 

A partir de práticas como estas que visam solucionar aquilo que são os problemas crônicos nos grandes centros urbanos, mostra-se possível um caminho para utilização dos recursos naturais de forma ambientalmente sustentável, socialmente justa e financeiramente viável.

 

Foto capa: Caco Araújo



postado por Lucas Ferreira em Terça-feira, 18 de Novembro de 2014

O projeto questiona a dificuldade de acesso à água e a grande disponibilidade de bebidas açucaradas.

copos refri

Em muitas partes do mundo, o acesso à água é limitado. Mas se as pessoas que não tem acesso à água potável tivessem dinheiro para comprar uma latinha de refri, o produto açucarado, aromatizado e gaseificado provavelmente chegaria até eles.

Se você acha bem estranho que bebidas prejudiciais à saúde estejam mais disponíveis para populações do que um copo de H2O cristalina, você não está maluco. A contradição é o que baseia o projeto mais novo do holandês Helmut Smits: Um dispositivo que pega uma amostra de refrigerante e a purifica até transformá-la novamente em água potável.

coca cola agua

Smits se aliou ao estudante Martien Würdemann, da Universidade de Amsterdam no projeto, que eles denominaram “The Real Thing”. A semelhança com o slogan da empresa americana Coca Cola representa a visão de Smits sobre água e refrigerante. Ao olhar para o produto, ele viu “água suja marrom, então parecia lógico filtrá-la para transformá-la novamente em água potável, da mesma forma que fazemos com a água de esgoto”, foi o que ele disse ao Dezeen.

Então como funciona? A máquina que se tornou famosa esse mês na Semana Holandesa de Design usa um mecanismo simples de destilação.  O refrigerante é fervido e o vapor obtido é condensado, sendo adicionados sais minerais durante o processo para produzir água potável.

Em Janeiro, o governo da Índia vetou a planta de uma fábrica de refrigerantes por que ela desperdiçava muita água. No México, onde índices de obesidade infantil estão explodindo, é divulgado que é mais seguro beber refrigerantes que água da torneira. 

Mesmo sendo um sucesso, o criador não planeja a produção em massa do aparelho, nem ir contra as empresas produtoras de refrigerantes.

“Eu não planejo transformar todo o refrigerante da terra em água.” diz Smits. “É mais uma questão de informar as pessoas sobre como nós humanos criamos o mundo ao nosso redor e levantar questões.”

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E Você, tem alguma ideia de como pode levar água aos países que tem essa dificuldade de acesso? Faça como o designer Smits e exponha sua criatividade para questionar o consumo abusivo de refrigerantes!



postado por Larissa Chaves Figueiredo em Quarta-feira, 30 de Outubro de 2013

Muitas vezes a praticidade para consumir e armazenar determinados produtos acaba contribuindo para o aumento do lixo global e da ingestão de substâncias químicas prejudiciais à saúde, como os conservantes. É o caso das águas de coco de caixinha! Confira a seguir o mais novo vídeo de Francine Lima, jornalista e usuária da Rede Ideias na Mesa, que aborda essa questão de uma maneira bem didática e divertida:



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