PROGRAMA NEPAZ -NUTRIÇÃO E ECOLOGIA POR UMA CULTURA DE PAZ
Postado 04/02/2013

 
Postado por
Jailma Santos

Recife - PE
(81) 96812329 (81) 21268475
Organização/Instituição Promotora da Experiência : PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Área da Experiência: Desenvolvimento/Assistência Social, Educação, Saúde
Niveis Atuacao: Estadual/Distrital
Setor da Organização/Instituição: Privado, Outro
Sujeito Idade: De 3 a 5 anos, De 6 a 10 anos, De 11 a 19 anos, De 15 a 19 anos, 20 a 59 anos,
Número Aproximado de Participantes da Experiência : 101-500
Sujeito Caracteristica :
Tipo Local:
Tipo Experiência: Atividade Lúdica e Artística, Dinâmica em Grupo, Feira, Material Impresso, Palestra, Roda de Conversa, Visita Orientada/Saída de Campo, Outros
Temática:


Sobre A Iniciativa: Nossa proposta, ainda em construção é contribuir com ações educativas na área de alimentação e nutrição, fortalecendo os aspectos ecológicos para uma Cultura de Paz, visando a difusão da prática educativa que possibilitará o alcance de estratégias de transformação cultural, propondo transcender a abordagem e a prática assistencialista e estabelecer, a um maior número de pessoas, a concepção do acesso à alimentação como direito de cidadãos, disseminando formas de intervenções em Segurança Alimentar e Nutricional. Nesse sentido, as propostas pedagógicas e metodológicas aqui apresentadas fortalecerão o resgate da dimensão humanística na formação dos estudantes de graduação, estando esse propósito em consonância com o Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Nutrição.

Objetivos: objetivo principal de desenvolver ações voltadas para a prática da EAN, baseado em uma consciência ecológica, dentro de uma concepção direcionada para uma Cultura de Paz, resgatando assim, a dimensão humanística e lúdica da Educação Popular em Saúde. Tendo como objetivos específicos: desenvolver ações educativas voltadas para a divulgação de conhecimentos a respeito de hábitos alimentares saudáveis e a sua relação com um bom estado de saúde; Promover a integração social dos grupos participantes por meio de atividades lúdico-participativas e de dinâmicas de grupo; Capacitar professores para que os mesmos possam trabalhar os temas de alimentação e Nutrição, de forma transversal; Capacitar merendeiras; Otimizar a utilização dos recursos alimentares disponíveis nas comunidades por meio de oficinas de aproveitamento integral dos alimentos e alternativas alimentares nas escolas e demais grupos populacionais; Aumentar a disponibilidade de alimentos nas famílias mediante os conhecimentos adquiridos; Contribuir para o aumento da renda familiar por meio da criação de hortas coletas; Resgatar hábitos alimentares que fazem parte da historia da comunidade e foram substituídos posteriormente pela evolução dos costumes; Desenvolver habilidades para o exercício do trabalho cooperativo; Estimular a formação para o exercício da cidadania; Avaliar as práticas e conhecimentos a respeito de hábitos alimentares através dos testes de conhecimentos, entrevistas de opiniões e rodas de conversas Registrar e divulgar as atividades realizadas a fim de sistematizar e democratizar os saberes apreendidos e produzidos.

Materiais Utilizados na Experiência: Oficinas de alternativas alimentares e aproveitamento integral doa alimentos - gêneros alimentícios de baixo custo, produzidos localmente; Oficinas de confecção de material lúdico e educativo - material reaproveitável - caixas de leite, de papelão; retalhos de pano, de papel colorido, cartolinas, lápis colorido, tintas diversas, cola, pincéis, revistas e jornais; Hortas alternativas - garrafas pet; cordão de naylon; soldador caseiro; parafuso, furadeira; adubo, sementes, mudas, kit de jardinagem.

Passo A Passo: A metodologia teve como base a proposta Metodológica de Comunicação Social em Nutrição propostas por Andrein & Beghin (Andrein & Beghin, 2001; FAO, 1999) e como base filosófica e fundamentação teórica aquelas referendadas por Paulo Freire (Freire, 1987), Edgar Morin (Morin, 1991) e Francisco Imbéron (Imbéron, 2005). A metodologia de Comunicação Social em Nutrição) propõe a idealização e a realização de ações em Nutrição desenvolvidas em etapas, a saber: concepção; formulação; organização; execução da intervenção e avaliação. Sendo assim, essas etapas foram realizadas da seguinte maneira: Concepção do projeto – nessa fase, foram identificados os problemas principais, suas causas e as possibilidades de soluções. Foram feitos também diagnósticos educativos e alimentares dos participantes. Por meio de dinâmicas de grupo, os participantes expressaram os seus sentimentos, pensamentos e expectativas, facilitando assim a aproximação de todos. Em seguida, relataram coletivamente, quais os principais problemas relativos à alimentação e as potencialidades de resolução dos mesmos. Para um diagnóstico mais detalhado dos hábitos alimentares, utilizou-se, como instrumento didático, “O retrato da dieta”, uma técnica desenvolvida por Monteiro (2008) que tem como objetivos verificar, de forma lúdica, quais os alimentos consumidos em cada refeição. Além disso, os participantes tiveram a oportunidade de visualizar como está sua alimentação retratada em uma figura de um trevo de três folhas (representando as três principais refeições e os três principais grupos de alimentos). Na etapa de Formulação foram estabelecidos os objetivos comportamentais; feitas a elaboração das mensagens; a seleção do plano de trabalho, elaborada a partir dos diagnósticos acima mencionados. A organização constituiu-se da produção do material de apoio; capacitação dos estudantes e demais participantes da equipe. Considerando-se a escassez de recursos humanos qualificados em EAN e de material didático específico para cada grupo, os participantes confeccionaram jogos, teatrinhos de fantoches, estórias em quadrinho, a partir de material reaproveitável e de baixo custo; dinâmicas, brincadeiras, apresentações artísticas, entre outros, que com o mínimo de treinamento prévio podem facilitar o repasse do conhecimento. Palestra, aulas, mostra de vídeos, rodas de conversas e oficinas temáticas foram feitas, abordando os seguintes temas orientador-geradores: Noções básicas de alimentação e nutrição; Higiene geral e dos alimentos; Segurança alimentar e nutricional; Aproveitamento regional de alimentos, Ecologia e nutrição e Oficinas de aproveitamento integral dos alimentos.

Considerações: As atividades foram realizadas dentro de um contexto lúdico, tendo como objetivo resgatar os espaços que possibilitam o reconhecimento das subjetividades presentes em cada um, e a partir deste reconhecimento, resgatar os aspectos humanísticos, como sentimento construtor de cidadania (Costa, 2001). Além disso, a utilização de materiais lúdicos em programas de EAN é um importante recurso para o bem estar de grupos populacionais, presente nas demais atividades ofertadas nas áreas de educação e saúde. Sendo assim, tal recurso metodológico, baseado em atividades lúdico-educativas, permitiram o constante aprimoramento dos modelos operacionais na área de Educação Nutricional em sintonia com as etapas históricas específicas de nossa realidade social e regional. Outro aspecto ligado ao processo do desenvolvimento da ludicidade é aquele referente á perspectiva ecológica e ambiental. Nesse sentido, passamos a abordar os aspectos educativos buscando resgatar uma concepção criativa e humanizada do ensino na saúde como forma de alcançar um maior impacto na EAN (Monteiro et al, 2008). Nas oficinas temáticas foram trazidos os temas geradores referentes à alimentação e modos de vida saudáveis, higiene geral e dos alimentos; Segurança Alimentar e Nutricional; Ecologia Integral e Nutrição. Oficinas de aproveitamento integral dos alimentos e de alternativas alimentares foram realizadas com excelente aceitação. Além disso, os participantes confeccionaram materiais lúdicos e educativos, de baixo custo e de fácil reprodução, dentro dos princípios ecológicos do reaproveitamento e do não desperdício (bonecos de caixas de leite para teatrinhos, revistas em quadrinhos jogos). Foram também realizadas hortas alternativas com garrafas PET. Todas aas atividades foram consideradas importantes e tiveram boa aceitação. Desse modo pode-se considerar que os objetivos propostos foram alcançados estimulando a equipe a dar continuidade as ações, de forma a abranger um número maior de pessoas. A experiência de projetos de extensão , apontou que, mesmo tendo os recursos limitados, os resultados dos esforços conjuntos, entre os parceiros, puderam produzir uma melhoria na autonomia alimentar com aumento do consumo de produtos mais nutritivos e de baixo custo, bem como uma melhor participação dos grupos no desenvolvimento de propostas ambiental-ecológicas, relacionadas á prática alimentar. O contato direto com as comunidades, envolvendo famílias de baixa renda, diferentes faixas etárias e diferentes níveis de instrução, contribui para a aquisição de novas experiências. Estas, por sua vez auxiliam na construção de novos conceitos, estimulam a obtenção de uma visão crítica quanto à realidade em que estamos inseridos, além de nos propor questionamentos quanto ao papel, enquanto cidadãos, que estamos exercendo para mudar a situação presenciada. A aproximação da Universidade com as diversas populações, tem estimulado a participação e o comprometimento da equipe (alunos, professores e técnicos), em dar continuidade a projetos dessa natureza, expandindo as atividades a um número maior de grupos sociais, criando espaços de trocas de conhecimentos com os educandos; oportunizando a participação efetiva e o treinamento de estudantes de extensão e estagiários da graduação. Um dos pontos fortes do trabalho é o reconhecimento da oportunidade de desenvolvimento de novas técnicas e novos modelos lúdico-educativos, voltados para a prática da EAN, em conjunto com a própria população alvo; criar espaços de trocas de conhecimentos com os educandos; a participação efetiva e o treinamento de estudantes de extensão e estagiários da graduação. O conhecimento, as vivências e o sentido lúdico associados ao saber científico repassados aos nutricionistas em formação, passa, desse modo, a atender a uma necessidade de qualificação relacional com o grupo-alvo, constituindo-se uma tríade composta que inclui, além da formação pessoal, a formação pedagógica e a formação teórica. Daí, a necessidade de desenvolvimento de práticas lúdicas na disciplina de Educação Nutricional a partir da observação da forma, muitas vezes impessoal e tecnicista, de como os alunos lidam com os conteúdos repassados a eles, e como, esses mesmos alunos os reproduzem nos trabalhos extensionistas (Santos, 2001). A experiência vivenciada no presente trabalho nos possibilitou vislumbrar, não somente esse aspecto criativo entre os estudantes, mas também entre os grupos populacionais que puderam expressar as suas potencialidades criativas, favorecendo o exercício de levar o “saber científico” para o “saber popular”, potencializando o despertar de aptidões e enriquecendo o aprendizado com novas experiências. Esse fato reforça a importância da ludicidade, em particular quando educadores e educando compartilham seus saberes entre si. O desafio de se ter uma atenção mais voltada para o processo pedagógico do que para os conteúdos pré-estabelecidos se constituem em mais do que um desafio: um caminho possível e em construção. Nesse sentido, consideramos importante ressaltar alguns pontos a serem trabalhados na formação acadêmicas dos estudantes das disciplinas de EAN de modo que se facilite uma formação e uma orientação mais direcionada ás práticas educativas, dentro da pedagogia problematizadora, a saber: a) valorização do saber popular, permitindo que as pessoas se expressem e compartilhem suas experiências, seus sentimentos, impressões e percepções; b) elaboração perguntas apropriadas, utilizando uma linguagem mais simples e direta; c) fazer encaminhamentos e orientar as discussões para que não haja dispersões exageradas, de uma forma democrática (sem autoritarismo); d) além de utilizar uma linguagem simples, utilizar exemplos concretos, dentro da realidade sócio-cultural do grupo focal; e) usar a criatividade e estar aberto a novas metodologias; f) aprender, com a prática, a trabalhar em equipe e a ter uma postura autocrítica para aprender com os próprios erros g) exercitar a paciência para criar, recriar, avaliar, reavaliar, corrigir falhas, escutar; h) estudar os temas com antecedência; i) conhecer a realidade local e das pessoas; j) ter flexibilidade e dinamicidade.

Resumo da Experiêcia: Esse relato refere-se às atividades desenvolvidas em Educação Alimentar e Nutricional interligadas á consciência ecológica e á Cultura de Paz, com diferentes comunidades de baixa renda. As etapas realizadas constam de concepção coletiva do projeto; diagnóstico educativo; formulação dos conteúdos; treinamentos, produção de material didático;execução da intervenção e avaliação. As atividades teóricas foram oferecidas por meio de rodas de conversa, mostra de vídeos e dinâmicas de grupo e as práticas, por apresentações artísticas; confecção de material lúdico e oficina de aproveitamento de alimentos. Os resultados foram satisfatórios, no que se refere á conscientização das necessidades nutricionais, a aquisição de novas habilidades e conhecimentos e geração de renda complementar da família. Quanto aos aspectos metodológicos, a ludicidade e a dimensão humanística interligada a ecologia e á Cultura de Paz, se constitui num instrumento didático, fundamental para a compreensão sistêmica da EAN. Palavras chaves: Educação Alimentar e Nutricional – Nutrição e Ecologia – Cultura de Paz Abstract This report refers to activities developed in food and nutrition education (FNE) interconnected to the ecological awareness and Peace Culture offered to low-income members. The steps performed include the project’s collective design; educational diagnosis; content formulation, trainings, production of didactic material, intervention implementation and evaluation. Theoretical activities were offered through conversation wheels, videos presentations and group dynamics, while practice activities included artistic presentations, preparation of playful material and workshop on food utilization. The results were satisfactory regarding the awareness of nutritional needs, acquiring new skills and knowledge and generation of additional family income. Regarding methodological aspects, the playfulness and humanistic dimension interconnected to ecology and peace culture, it is an essential teaching tool for the systemic understanding of FNE. Keyword: food and nutrition education - Nutrition and Ecology - Peace Culture

Palavras-Chave: Educação Alimentar e Nutricional Nutrição e ecologia Cultura de Paz





Álbum de Fotos da Experiência



Biblioteca da Experiência
1 - NEPAZ
2 - EXPERIÊNCIA NEPAZ ABREU E LIMA
3 - EXPERIÊNCIAS NEPAZ ADOLESCER
4 - CADERNO CULTURA DE PAZ
5 - CADERNO DE EDUCAÇÃO POPULAR E SAÚDE
6 - GUIA PARA PROJETOS PARTICIPATIVOS DE NUTRIÇÃO
7 - ECOLOGIA INTEGRAL
8 - CADERNO TEMÁTICO AKATU
9 - EDUCAÇÃO NUTRICIONAL E ECOLOGIA POR UMA CULTURA DE PAZ


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