Compromissos do Brasil para a Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição (2016-2025)

A Década de Ação em Nutrição é uma estratégia que chega em momento oportuno. Apesar dos significativos avanços que muitos países tiveram nos últimos anos, os progressos pelo mundo se deram de maneira desigual e ainda modesta no que tange à erradicação de todas as formas de má nutrição. O alcance de objetivos complexos – como acabar com a fome e a desnutrição, bem como garantir o acesso universal a dietas mais saudáveis e sustentáveis a toda a população mundial – só será possível com uma governança que promova convergências de todos os setores com a agenda.

Potencialmente, a década, aliada a outras estratégias de nível global, como a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, fortalece a abordagem de que todas as formas de má nutrição devem ser tratadas de maneira articulada e que todos os países são afetados e responsáveis pela situação mundial; estimula o alinhamento das políticas internas e externas nos diferentes setores envolvidos no enfrentamento de todas as formas de má nutrição; favorece a superação da divisão tradicional entre países doadores e receptores; articula diferentes setores, programas, ações e sujeitos; fomenta a visão sobre a multideterminação e as dimensões da alimentação e suas expressões; cria condições para que se estabeleçam compromissos políticos e orçamentários para o alcance dos objetivos alimentares e nutricionais; e estabelece um sistema de monitoramento e prestação de contas.

É importante destacar que a implementação da agenda prevista para a década impactará diretamente no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pelos diferentes países, uma vez que, além de haver objetivos diretamente relacionados à nutrição e à segurança alimentar e nutricional, pode-se identificar relações indiretas entre os compromissos da década e praticamente todos os ODS.

O Brasil se une a este movimento global por entender que a má nutrição, em todas as suas formas – incluindo a desnutrição, as carências de micronutrientes, o sobrepeso e a obesidade – não afeta somente a saúde e o bem-estar das pessoas, mas gera também consequências sociais e econômicas devastadoras para as famí- lias, as comunidades e os estados. Além disso, sua determinação está relacionada a uma múltipla causalidade, bem como ao sistema alimentar vigente.

Caio Rocha Secretaria-Executiva da Caisan Nacional

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