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postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016
  1. Deixar os grãos de feijão fradinho de molho de um dia para o outro, antes de serem descascados, um a um.
  2. Moer o feijão até tornar-se um creme consistente
  3. Temperar com cebola e sal.
  4. Fazer um bolinho, colocar camarão dentro e fritar em azeite de dendê bem quente.

Em resumo, essa é a receita do acarajé, comida de santo e um dos principais pratos da culinária baiana. O bolinho, sua história e a relação com as religiões de matriz africana são tema do documentário Axé do Acarajé ou Quinzila de Oxalá, do cineasta baiano Pola Ribeiro.

O pão tradicional do africano é frito e essa tradição é trazida ao Brasil durante o período de escravidão, o acarajé, mais que dos baianos, é um patrimônio de todo o Brasil. Em 2005, foi declarado bem cultural de natureza imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Brasileiro (Iphan) e inscrito no Livro de Registro dos Saberes.

O registro inclui também o ofício das baianas do acarajé e sua ritualização – o modo de fazer, com distinções referentes à oferta religiosa e à venda informal nas ruas de Salvador, os elementos associados à venda, como a indumentária da baiana, a preparação dos tabuleiros e os significados atribuídos pelas baianas a seus ofícios, entre outros.

O documentário aborda, também, as mudanças no processo de produção trazidas pela modernidade. Uma delas, por exemplo, é a substituição da tradicional pedra de ralar pelos moedores. Para algumas baianas, a troca provocou uma mudança significativa no sabor da iguaria.

Makota Valdina, em depoimento presente no documentário, relata que o sabor, antigamente, era melhor, pois, no tempo em que o feijão era triturado na pedra, o acarajé tinha a massa mais fina e, por isso, era mais gostoso. As baianas relatam ainda, que o pão era “miudinho” e com pimenta, não existia isso de colocar camarão, vatapá ou vinagrete.

Confira aqui o documentário:

 



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quinta-feira, 20 de Outubro de 2016

É um pensamento que normalmente temos tarde demais: "Lembra como os biscoitos da vovó eram maravilhosos? É uma pena nunca termos aprendido a receita”. E se a sua avó era como a minha, nem mesmo a receita seria suficiente para encontrar a fórmula perfeita, porque ela até seguia a lista de ingredientes, mas também adicionava alguns outros e tinha um modo intuitivo de preparo.

Mas uma família conseguiu gravar as receitas da matriarca - continue a ler para descobrir como essa família capturou técnicas de fabricação de pão de sua mãe e algumas dicas sobre a preservação habilidades culinárias!

O segredo? Um video!

A mãe de minha madrasta era famosa por seus caseiros e pãezinhos de canela - ela fez pão quase todos os dias e sempre tinha um pão para compartilhar com amigos e familiares. Ela era conhecida por fazer as coisas à sua maneira, por isso a família sabia que simplesmente copiar as receitas não seria suficiente para replicar as deliciosas preparações - eles não seriam capazes de dizer exatamente o jeito que ela amassava a massa ou enchia os rolos doces de canela.

Por isso, eles decidiram que seria melhor filmá-la!

Para o Natal daquele ano, a família editou a filmagem e distribuiu cópias em VDs para todos.

Isso não é uma grande ideia? Se você também gostaria de preservar as receitas de um membro da família, aqui estão algumas dicas.

Dicas para gravar receitas!

Gravar receitas pode ser um desafio, especialmente se o cozinheiro se baseia na memória para fazer o prato. Por isso, faça todas as perguntas que vierem à mente e, se você tiver tempo, teste a receita em casa, uma ou duas vezes, e volte para outra rodada de perguntas, antes de finalizar a receita. Cozinheiros que têm o hábito de cozinhar um prato específico por anos e anos tendem a esquecer de passos-chave e como dizer, por exemplo, quando a massa de pão subiu o suficiente, pois para eles existe a o sentimento de que "simplesmente parece certo."

Uma opção ainda melhor é fazer o prato e leva-lo para que o seu ente querido prove e dê um feedback.  “A crosta estava crocante o suficiente ou muito crocante?” “Você esqueceu-se de servi-lo da maneira tradicional?”

E enquanto você está anotando a receita, faça perguntas para fornecer o contexto para o prato - quando e onde ele foi preparado pela primeira vez? Quais são as memórias associadas ao prato?

Ferramentas para gravar as receitas

Com os iPhones de hoje e as tecnologia de smartphones, filmar uma receita e editar as filmagens é mais fácil do que nunca. Você mesmo pode fazer tudo no dispositivo através de alguns aplicativos de edição de vídeo, como os seguintes:

iMovie (grátis, iTunes) - versão App do built-in Mac programa de edição permite que vídeos simples e reboques.

Video Maker Pro (grátis, GooglePlay) - edição básica de vídeo para o Android com corte simples e montagem de vídeo.

Transforme receitas, em livros de receitas de família!

Se você está reunindo várias receitas, por que não incluí-los em seu próprio livro de receitas especial da família? Muitos sites de fotos permitem que você adicione o texto para páginas e também  existem alguns sites de livros de receitas personalizados lá fora, oferecendo o  trabalho de formatação para você:

Heritage Cookbook (HeritageCookbook.com) - Este site oferece seu próprio software com modelos de receita e a capacidade de importar muitas receitas. O pedido mínimo é de 4 livros de receitas, por isso é uma ótima opção para presentear férias e famílias grandes.

Blurb (Blurb.com/Cookbooks) - Este lado específico do livro de receitas do site do livro de auto-publicação da Blurb oferece software livre para importar e formatar receitas, juntamente com layouts e cores personalizadas. A vantagem com Blurb é permitir que amigos e familiares comprem cópias. A Blurb funciona com a Amazon para que possa distribuir um link e até mesmo vender os livros para qualquer pessoa com interesse.

Shutterfly (Shutterfly.com) - Criar livros de receita com modelos neste site popular - uma ótima opção para incluir várias fotos a cores.

Como você grava e preserva receitas para as gerações futuras?

 

Tradução de matéria do site thekitchn.com, por Ana Maria Maya.



postado por Maína Pereira em Sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Em um país multicultural como o Brasil, o sincretismo entre povos e tradições é bem representado pela comida e suas histórias.

Quindim de Pessach – uma receita culinária que une a cultura judaica e brasileira é também o nome que intitula o documentário sugerido no Comida na Tela de hoje.

Produzido pela Paiol Filmes, o curta foi exibido no Slow Filme 2012 – Festival Internacional de Cinema e Alimentação do Slow Food, em Pirinópolis- GO.

O filme retrata histórias de vida entre matriarcas judias e suas brasileiríssimas cozinheiras e revela como conhecimentos, saberes e sabores de pratos tradicionais foram transmitidos às novas gerações preservando costumes simbólicos, festivos e religiosos do judaísmo acrescidos da miscigenação da cultura brasileira.

Assista ao filme:

Parte 1

Parte 2


Quindim de Pessach (2009)

Documentário 26 min

Paiol Filmes

 



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