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postado por Rafael Rioja Arantes em Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2017

A equipe do Ideias compartilha no quadro de hoje uma oficina elaborada pelo Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição – Universidade de Brasília (OPSAN/UnB) e aplicada em parceria com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS/OMS) durante o XXIV CONBRAN 2016 em Porto alegre. 

A oficina tem como proposta gerar reflexões e incentivar a mobilização para promover o cozinhar como prática emancipatória baseado nos princípios do Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para Políticas Públicas e nas diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira.

Passo a passo:

Primeiramente, uma dinâmica de quebra-gelo foi aplicada para propiciar um contato inicial entre os participantes e para que eles se dividissem em grupos conforme o perfil. Para esta atividade, foi realizada a dinâmica do colar, na qual os próprios participantes confeccionam crachás utilizando materiais de papelaria com informações como a comida e hobby preferidos. Findada a dinâmica inicial, os facilitadores explicaram a oficina e apresentaram a metodologia proposta na qual cada grupo circula pelas 6 estações propostas permanecendo 20 minutos em cada uma delas.

Seguindo dinâmicas e gerando produtos próprios, as estações abordaram  as seguintes discussões:

ESTAÇÃO 1 -  A mulher e o cozinhar

Na primeira estação, foi elaborado um “varal de fotos” contendo uma seleção de imagens, cartazes e frases com retratos de chefes de cozinha do sexo masculino e fotos de merendeiras do sexo feminino. Também foram expostas propagandas de alimentos com discursos machistas além de alguns dados e reflexões.  Os elementos serviram para subsidiar as discussões em grupo sobre o tema central da estação que é “A mulher e o cozinhar”, com questões como a exaltação do prestígio e predominância de Chefs de cozinha do sexo masculino enquanto as atividades ligadas a alimentação doméstica e com menos “glamour” recaem sobre a mulher.

 

ESTAÇÃO 2 - Tempo x Cozinhar

O objetivo dessa estação foi discutir a questão do tempo x cozinhar - um dos grandes desafios da atualidade, e a necessidade de encontrar um tempo para desenvolver habilidades culinárias e evitar os alimentos ultraprocessados, como o Guia Alimentar para a População Brasileira preconiza. Assim, não buscou-se resolver ou dar respostas a este complexo problema, mas refletir e pensar em estratégias.

O cenário dessa estação foi composto com um calendário mensal grande com diversas atividades e compromissos, sem nenhuma programação para compras ou para cozinhar. Além deste elemento, o facilitador também exibiu alguns vídeos, para a partir da análise de discursos, aprofundar as discussões sobre as estratégias de propaganda  que a indústria alimentar utiliza. Segue um exemplo:

ESTAÇÃO 3- Tradição e Memória

Para compor essa parte da oficina, foram selecionados e dispostos em forma de varal, vários alimentos característicos de todas as regiões brasileiras, como por exemplo cuscuz, sagu de vinho, galinhada, bacalhau, tapioca, milho, peixe frito, além de  frutas como pitanga, acerola, caju entre outras. Ademais, também foram colocadas no varal frases inspiradoras sobre alimentação e imagens que representavam a comensalidade, comidas típicas de datas comemorativas entre outras.

Com o objetivo de trabalhar a temática “tradição e memória”, foi proposto que os participantes de cada grupo escolhessem uma imagem ou frase que os representassem ou que remetesse alguma história pessoal. Após a escolha, cada um deveria contar para todos motivo da sua escolha.

Na segunda parte, foi proposto que os participantes brincassem de “Qual é a música?” com o intuito de lembrar de letras de músicas que contenham alimento, como por exemplo café e frutas. A descontração tomou conta de todos os grupos, possibilitando também uma troca de boas lembranças em relação aos alimentos e as músicas.

 

ESTAÇÃO 4- Sistema alimentar sustentável através do cozinhar

A estação 4 teve como proposta discutir alternativas e caminhos sustentáveis a partir das escolhas alimentares e fazendo uma interface com o cozinhar. Para tanto, foram disponibilizados 6 “kits” para que os participantes escolhessem com qual trabalhar (um pra cada grupo) contendo um alimento in natura e um produto industrializado correspondente, foram eles: Tomate x molho de tomate enlatado; frango caipira x nuggets; leite tipo A x achocolatado; laranja x suco industrializado de caixinha; limão x picolé de limão; milho x pipoca de microondas.

Para os alimentos in natura, os participantes eram convidados a criar um caminho, desde a produção até o consumo e destinação final de eventuais cascas e bagaços, que fosse inclusivo, saudável e sustentável. Já para os industrializados,  a proposta foi de criar uma lógica oposta, identificando os impactos negativos para o meio ambiente, o agricultor e a saúde humana. O intuito foi propiciar uma reflexão sistêmica acerca dos impactos das nossas escolhas alimentares e contrapor diferentes modelos de produção. 

ESTAÇÃO 5 - Comensalidade

Nesta estação, os participantes foram convidados a compartilharem de uma refeição juntos e construírem o conceito de comensalidade (ato de comer junto) com um jogo de palavras.

A cenografia contava com toalha de piquenique, flores, preparações regionais, frutas, sucos e livros de contos, crônicas e outros estilos literários que abordam a alimentação. Isso proporcionou um ambiente agradável e convidativo para a participação.

O facilitador era como um anfitrião que convidava todos a comerem juntos e conversarem sobre o tema. No jogo era possível formar diferentes frases, poesias, esquemas com palavras que iam desde tipos de refeições, pessoas, verbos, características, lugares e emoções.

ESTAÇÃO 6 - Conflito de interesses    

Para trabalhar a temática “Conflito de Interesse” a equipe decidiu que traria à tona a discussão sobre um caso real, atual e polêmico, a recente associação do chefe de cozinha Jamie Oliver, que ganhou projeção internacional ao promover uma alimentação adequada e saudável (AAS), à empresa Sadia.

A dinâmica utilizada foi a simulação de um julgamento sobre a conduta do chefe e o questionamento do julgamento era: “Há conflito de interesses na associação de um chefe de cozinha, promotor mundial da alimentação adequada e saudável, com uma multinacional, produtora de alimentos ultraprocessados, responsável por 20% da produção mundial de frangos?”. O caso dizia respeito ao Chef Jamie Oliver, mas a ideia principal era julgar o conflito de interesses e discutir a conduta de um chefe, ou qualquer outro profissional que constrói a sua imagem promovendo AAS mas, que em um determinado momento, se entrega aos interesses da indústria de alimentos.

Encerramento

Depois que todos os grupos passaram pelas 6 estações, eles foram convidados a apresentar os cartazes e fazer um breve relato sobre as discussões que tiveram. Os facilitadores da oficina encerraram a atividade destacando a correlação de cada estação com o tema principal da atividade, e a importância da compreensão desses elementos para promoção da Alimentação Adequada e Saudável.             

Resultados observados:

As inscrições na oficina foram feitas por e-mail, e após a atividade 11 dos 50 participantes responderam espontaneamente à pesquisa de opinião com impressões sobre a atividade. Em resposta a experiência de participação na oficina, 8 pessoas deram nota máxima para atividade em uma escala de 0-10, enquanto 3 pessoas deram notas entre 8 e 9. Os mesmos números foram observados para aprovação da metodologia utilizada. A oficina atendeu às expectativas de 90% e parcialmente de 10% dos que responderam à pesquisa. E ainda, 100% dos que responderam ao questionário gostaram da escolha do tema principal da oficina e também julgaram os temas das estações como pertinentes.

Para além dos dados quantitativos, alguns comentários também foram observados como: “Continuem disseminando essa oficina. Eu gostei muito, aprendi muito, reforcei muitos entendimentos e levarei esse conhecimento para a vida e para a minha prática profissional”.

Para conferir os materiais de apoio utilizados e a experiência na íntegra acesse aqui.


Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como o Ideias na Mesa, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

 



postado por Carla Tavares de Moraes Sarmento em Sexta-feira, 07 de Outubro de 2016

O Marco de Referência apresenta a Educação Alimentar e Nutricional (EAN) como um campo de conhecimento e de prática contínua e permanente, transdisciplinar, intersetorial e multiprofissional que visa promover a prática autônoma e voluntária de hábitos alimentares saudáveis. Apesar de ser um componente curricular que precisa perpassar todo o curso de nutrição, na maior parte das situações a Educação (Alimentar e) Nutricional ainda se restringe a uma disciplina. Fica cada vez mais evidente a necessidade de estratégias curriculares e pedagógicas e também um maior envolvimento do corpo docente como um todo para que a EAN esteja presente ao longo do processo de formação do estudante de Nutrição. Relatamos aqui uma oficina que foi realizada com professores e coordenadores de uma Instituição de Ensino Superior de Brasília, DF, durante a semana pedagógica para apresentar a temática de EAN no contexto do Marco de Referencia e seus princípios. A atividade foi realizada em Julho de 2016,

 

            As motivações para a realização da oficina foram.

 

Þ    Na maior parte das vezes o nutricionista ainda é quem decide pelo seu paciente, não só no consultório, mas nos diferentes campos de atuação e espaços. Então, como construir um ambiente favorável para que as pessoas possam construir seu próprio conhecimento e tomar suas decisões?

Þ    Necessidade de desconstrução da ideia atual que o nutricionista virou um profissional para "dar dicas". Porém, para desconstruir vem  uma pergunta: quais as características que o profissional precisa ter para contribuir com a transformação das pessoas que o procuram?

Þ    As redes sociais mudaram as relações e não conseguimos saber até que ponto o nutricionista estava preparado para "se jogar nessa rede" sem perder seu objetivo. Será que perdemos o controle? E até mesmo a credibilidade? Parece que nosso espaço e função está sendo dividido com muitos outros profissionais.

Þ    Qual o perfil do profissional que precisamos atualmente? São quase 7 mil novos nutricionistas credenciados nos conselhos a cada ano e, mesmo assim, as prevalências de sobrepeso e obesidade continuam aumentando.

Que tipo de profissional estamos precisando para atuar com  EAN lembrando que os estudantes chegam no curso com distintas perspectivas e interesses. Como envolver e formar com excelência ?

 

A partir destas inquietações foi apresentada a proposta à coordenação do curso de Nutrição do qual as realizadoras da oficina fazem parte do corpo docente. A coordenadora aprovou a oficina e agendou para o primeiro dia da Semana Pedagógica com a participação de todos os docentes e orientadores de prática totalizando 19 nutricionistas. A oficina foi assim planejada:

 

Objetivos:

            Sensibilizar e capacitar o corpo docente e orientadores de atividades práticas do curso de nutrição quanto à necessidade da realização de mudanças de postura acadêmica em relação à temática da Educação Alimentar e Nutricional, visando sua abordagem transversal.

 

Metodologia: Optou-se por trabalhar com uma metodologia participativa de ensino e aprendizagem. Foi adotada a metodologia da problematização (Arco de Maguerez).

 

Etapas:

 

  1. Observação da realidade (10 minutos)

Pergunta: Baseado na sua experiência pessoal ou relato de outros, como a postura do nutricionista atualmente? Quais as características e sentimentos que vocês percebem?

Anotar no quadro em duas colunas: características e sentimentos

 

  1. Pontos-chave (15 minutos)

De tudo que foi apontado, como podemos agrupar? Qual (is) temas  são mais relevantes?

Estimular o grupo a encontrar a(s) causa (s) – porque está acontecendo?

 

  1. Teorização (15 minutos + 20 minutos)

Apresentação do conceito de EAN.

Divisão dos professores em  grupos para  trabalhar com os Princípios do Marco de Referência e do Guia Alimentar. As atividades definidas foram:

Þ    Estudar os textos, refletir com o grupo e escrever os conceitos principais baseado na seguinte pergunta: “Como os conceitos dos textos se relacionam com as palavras norteadoras”?

Þ    Palavras norteadoras: conhecer /  respeitar / provocar / capacitar para / construir junto

Þ    Apresentação para a turma

 

4. Hipóteses de solução (20 minutos)

 O seguinte questionamento foi feito ao grupo: E nós, o que temos com isso? Qual é o nosso papel? Qual contribuição as disciplinas que cada uma ministra ou estágios que orienta pode dar para que a EAN, apesar de ser apenas um componente curricular, possa perpassar por todo o curso?

Þ    Respostas individuais.

 

Desenvolvimento da Oficina

 

O tempo programado inicialmente não foi suficiente uma vez que os professores participaram ativamente e ficaram bem estimulados a contribuir com suas percepções e experiências.

Na primeira etapa os professores se organizaram em semi círculo e foi feita uma pequena introdução a respeito da ideia inicial, os objetivos e de que maneira seria realizada a oficina. Com a intenção de conhecer a realidade, as perguntas “Como está o postura do nutricionista atuando hoje? Quais as características e sentimentos que vocês percebem?” foram apresentadas e os professores, um a um, foram fazendo suas colocações.

As respostas foram:

-      Distancia da realidade

-      Dietas de gaveta

-      Excesso de exposição na mídia

-      Preguiça de estudar

-      Aluno não se sente provocado

-      Falta postura crítica

-      Medo de não ser bem sucedido por não reproduzir o modismo

-      Individualidade

-      Falta olhar o paciente

-      Carência de visão generalista e interdisciplinaridade

-      Falta de conhecimento sobre os alimentos

-      Falta de respeito com a realidade socioeconômica

-      Nutricionista prescritor é diferente de educador

-      Para emagrecer tem que sofrer

-      Falta de postura ética

-      Falta de encantamento com o professor /nutricionista

 

Na segunda etapa as respostas apresentadas foram agrupadas como pontos-chave, ficando os seguintes agrupamentos:

 

-      Falta postura crítica

-      Falta olhar o paciente

-      Nutricionista prescritor é diferente de educador

-      Para emagrecer tem que sofrer

 

Na etapa de teorização, os participantes foram apresentados ao conceito de EAN, suas principais abordagens e as palavras norteadoras para o próximo passo: conhecer, respeitar, provocar, capacitar e construir.

 

Em seguida, foram divididos em grupos de 3 ou 4 para leitura de alguns princípios do Marco de Referência e as principais recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira.  Os grupos estudaram os textos e apresentaram os principais pontos de acordo com as palavras norteadoras.

 

-      Conhecer – o contexto do indivíduo, os obstáculos e o acesso aos alimentos;

-      Respeitar – a individualidade e a valorização da cultura alimentar;

-      Provocar – a comunicação e o diálogo para gerar reflexão;

-      Capacitar para – gerar autonomia, planejar, monitorar e avaliar;

-      Construir junto – a multidisciplinaridade e também, para que o nutricionista se aproxime da realidade do paciente;

 

            Na quarta e última etapa, os participantes foram convidados a refletir sobre “E nós, o que temos com isso? Qual é o nosso papel? Qual contribuição as disciplinas que ministro/estágios que oriento pode dar para que a EAN, apesar de ser apenas um componente curricular, possa perpassar por todo o curso?

 

            Nesta etapa cada professor teve o seu momento de fala e os principais relatos foram:

 

  1. Metodologia ativa em algum momento da disciplina – vamos construir juntos alguma coisa;
  2. Desenvolver o perfil mais crítico;
  3. Direcionar a elaboração das dietas para os alimentos básicos;
  4. Refletir mais sobre os alimentos ultraprocessados;
  5. Projeto interdisciplinar de desenvolvimento de receitas entre as disciplinas de Técnica Dietética e Tecnologia dos Alimentos;
  6. Em NSP fazer o aluno compreender melhor todas as etapas do sistema alimentar sempre focando a questão da Segurança Alimentar e Nutricional;
  7. Trabalhar mais todos os conteúdos abordados ao longo do curso nos estágios;
  8. Evitar dar todas as respostas para os alunos;
  9. Trabalhar mais a motivação dos alunos;
  10. Procurar incluir mais o contexto da individualidade;
  11. Provocar mais o aluno;
  12. Fazer uma reflexão da responsabilidade do nutricionista de UAN com a saúde da população;
  13. Fazer uma reflexão das atividades de EAN desenvolvidas no estágio de AUAN;
  14. Acompanhar os dados do perfil nutricional dos trabalhos desenvolvidos no estágio de AUAN para verificar o impacto que os anos de estágio na mesma UAN causou na comunidade;
  15. Seguir um plano de aula único para definir atividades de EAN;
  16. Monitoramento dos trabalhos dos estágios;
  17. Aumentar as apresentações dos trabalhos de estágio para provocar os outros alunos que ainda não chegaram;
  18. Parceria entre os dois campi para desenvolver os mesmos trabalhos práticos;
  19. Padronizar fichas técnicas e incluir espaço para relato sobre de que maneira as técnicas desenvolvidas podem contribuir para a saúde da população;
  20. Mais visitas aos supermercados para conhecer os alimentos;
  21. Estimular o interesse do aluno e mostrar que não é ruim estar em alguma disciplina ou no estágio porque eles vão replicar essa informação;
  22. Trabalhar a autonomia no estágio – mostrar que para isso eles devem ser mais críticos e estudar mais;
  23. Tentar submeter o aluno a diferentes realidades e trazer o entendimento das unidades de alimentação e nutrição como um fator preponderante para EAN;
  24. Na nutrição esportiva trazer o empoderamento para o aluno de que ele pode apresentar argumentos para que o paciente siga mais a recomendação que vai fazer bem pra ele;
  25. Desafio com a nutrição clínica no sentido de fazer o aluno conhecer e valorizar a cultura alimentar regional;
  26. Trabalhar na clínica muito mais a Educação Alimentar e Nutricional que a prescrição dietética;
  27. Trabalhar o “provocar” nos alunos e o desafio de que eles respeitem mais a individualidade dos pacientes;
  28. Iniciar o estágio com uma prova prática de alimentos;
  29. Focar no alimento;
  30. Reforçar para os alunos que um nutricionista da área de produção de alimentos deve fazer atividades de EAN;
  31. Treinar o manipulador de alimentos para que ele seja “provocado” quanto as questões de higiene dos alimentos;
  32. Fazer uma dramatização onde cada um cria uma situação e, em seguida, avaliar a conduta;
  33. Trazer casos de pacientes que tiveram problemas de saúde em decorrência de dietas mal elaboradas;
  34. Pedir para os alunos fazerem cálculos das dietas da moda e das monótonas principalmente quanto aos micronutrientes.

 

 

Ao final da oficina, foram observados os seguintes aspectos:

 

-      Observou-se que as participantes demonstraram um desejo grande de modificar sua postura em sala. Porém, nem todas as propostas apresentadas foram direcionadas ao conteúdo apresentado.

-      O tempo destinado à apresentação final de cada grupo, na terceira etapa, não foi suficiente para permitir um amplo espaço para reflexão.

-      É preciso retornar o objetivo da oficina para refletir sobre o resultado alcançado. “o corpo docente e orientadores do curso de nutrição quanto à necessidade da realização de mudanças de postura acadêmica em relação à temática da Educação Alimentar e Nutricional, visando sua abordagem transversal”.

-      As participantes não estavam muito atentas para esta perspectiva mais ampla da EAN Entretanto, houve a sensibilização para a importância da  abordagem transversal dessa temática.

 

Considerações finais

            Sabemos quão grande é o desafio de trabalhar temas transversais na grade curricular, ainda mais quando a temática é constantemente atualizada e redirecionada como tem sido o campo da educação alimentar e nutricional. Existe uma real necessidade de reestruturação da abordagem no curso devido às intensas demandas das novas necessidades e gerações. Espera-se que essa oficina tenha dado um “pontapé” inicial a uma série de debates sobre o tema que ampliem a capacidade de reflexão e de surgimento de ações transformadoras, pois uma única atividade não seria capaz de capacitar o corpo docente e orientadores de práticas para as mudanças necessárias.            As doenças crônicas não transmissíveis continuam sendo a maior causa de morte no Brasil e a nutrição sempre teve um papel relevante na prevenção do agravamento desse quadro. Portanto, avancemos na construção de um profissional cada vez mais capacitado para promover melhorias na saúde e qualidade de vida da população brasileira.

Convidamos aos professores a proporem atividades como essas em seus cursos!



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Segunda-feira, 05 de Setembro de 2016

Você professor, já pensou em associar oficinas culinárias à discussão de temas como: alimentação como patrimônio cultural, comida, memórias e afeto e a importância do gosto. Essa atividade tem sido desenvolvida com alunos do sétimo semestre, do curso de Nutrição, da Universade Federal do Triângulo Mineiro e é o destaque do [Você no Ideias] de hoje! 

As receitas a serem testadas são previamente selecionadas pelos envolvidos no projeto, sendo observados os seguintes critérios:

(a) serem compostas por alimentos que sejam familiares para população em geral e facilmente encontrados em supermercados e hortifruti;

(b) serem compostas, em sua maioria, por ingredientes in natura e com baixo conteúdo de sódio, açúcar e gorduras totais;

(c) serem de baixo custo e de fácil preparo.

Após a seleção das receitas, é preparada a lista de compras e a aquisição dos ingredientes é de responsabilidade do professor-coordenador do projeto.

Após serem testadas, degustadas e aprovadas, as receitas são disponibilizadas para o público em geral na internet, na página do projeto (blog e facebook) e são também utilizadas como ferramenta de orientação alimentar e nutricional nos ambulatórios e enfermarias assistidos pelo curso de nutrição da UFTM.

Com as receitas finalizadas o grupo se reúne da discutir e refletir sobre as dimensões "não-nutricionais" do alimento, tão importantes para a alimentação e nutrição. 

Veja aqui a experiência completa!


Você no Ideias na Mesa!     

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Fernanda Rodrigues, de Uberaba, Minas Gerais , você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil.



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

Com o objetivo de apresentar novas opções de alimentação saudável e promover a alimentação adequada e saudável, foi desenvolvido pelas estudantes de nutrição do Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG) o projeto “Oficina culinária na escola” em uma escola do próprio município.

A apresentação das estudantes à comunidade escolar das opções saudáveis de alimentos foi desde docinhos de festa até sucos naturais com e sem casca.

Foram feitas inúmeras atividades lúdicas com as crianças e adolescentes, com jogos e oficinas culinárias tornando o aprendizado mais prazeroso e eficaz, dentre elas podemos citar:

1) Jogo “Roda dos Nutrientes” – sobre os diferentes nutrientes nos alimentos;

2) “Docinhos de Festa Saudáveis” – com amostras de docinhos de festa saudáveis, feitos com mandioca e beterraba;

3) “Jogo do ‘Cálcio X Ferro’” – explicação sobre os alimentos fontes de cada um dos nutrientes e suas funções me nosso organismo;

Entre outras atividades.

Veja o resultado e a experiência completa aqui.


Você no Ideias na Mesa!      

Em 2015 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Bárbara Grassi Prado, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Maína Pereira em Segunda-feira, 03 de Agosto de 2015

Já pensou em participar da criação de soluções em alimentação saudável?

Esta é a proposta da oficina promovida pela rede Ideias na Mesa e o Coletivo AERAR. O objetivo é inspirar e auxiliar pessoas de áreas distintas a criarem ações que promovam hábitos alimentares saudáveis.

A oficina utiliza a abordagem do desing thinking que é baseada nos princípios da empatia, colaboração e experimentação. Com duração média de 2 horas, a atividade foi baseada no curso virtual de Design Thinking da D. School disponível no site da própria escola. O curso foi adaptado nesta oficina para o contexto da educação alimentar e nutricional.

ideacao prototipo

 

Realizada em duplas, a atividade é guiada por um caderno de atividades que segue os passos do design thinking:

design thinking

A oficina tem sido realizada na disciplina de Educação Nutricional do curso de Nutrição da Universidade de Brasília e também já foi realizada em outros eventos da universidade para pessoas de diferentes cursos e até mesmo famílias.                                                                        

             ideaçao     ideacao tempo

Além de incentivar o uso da criatividade e o desenvolvimento de soluções inovadoras, a oficina contribui para o planejamento de ações de alimentação saudável que sejam centradas nas reais necessidades e demandas de indivíduos e comunidades visando a geração de sua autonomia. 

 

Conheça mais sobre esta experiência e também acesse o caderno de atividades desenvolvido! Clique aqui!

 


Você no Ideias na Mesa!      

Em 2015 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a equipe da Rede Ideias na Mesa e do Coletivo AERAR, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

Mais informações: ideiasnamesa@unb.br



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Segunda-feira, 04 de Maio de 2015

Já pensou em fazer arte com alguns alimentos?

Para promover uma alimentação saudável, o combate ao desperdício de alimentos e estimular o consumo de hortifrútis, a Divisão de Alimentação Escolar da Prefeitura de Ribeirão Preto promoveu em várias escolas da cidade atividades de EAN.

As atividades foram desenvolvidas em bases lúdicas e artísticas, com um minicurso de esculturas de hortifrútis voltadas às cozinheiras que podem usar a preparação das esculturas como uma ferramenta de EAN junta à merenda escolar, oficinas de culinária e degustação aos alunos e professores.

Veja toda a realização dessa experiência aqui.


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Em 2015 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Graziela Vieira Bassan dos Santos, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

         



postado por Lucas Ferreira em Segunda-feira, 06 de Outubro de 2014

O mês de outubro é o mês de combate e conscientização sobre o câncer de mama desde 1992. A Doença, que atinge 18% da população mundial de mulheres, tem um índice alto de mortalidade e traz um forte aspecto emocional associado. Felizmente, ela tem cura, prevenção e tratamento.

Visando a transmissão de informações sobre a alimentação voltada para a nutrição de pacientes com câncer, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do município de Balneário Camboriú organizou uma oficina para trazer conhecimentos sobre nutrição pra mais perto das voluntárias da rede.

palestra cancer

As voluntárias são responsáveis pela orientação e auxílio de muitas pacientes, e tiveram o desejo de saber mais sobre as recomendações de profissionais de nutrição sobre a alimentação para ajudar ainda mais na recuperação de mulheres em tratamento da doença. A alimentação preventiva também é algo extremamente importante para que as voluntárias consigam inserir a prevenção em todas as casas de mulheres visitadas pela Rede.

palestrante rosa

As nutricionistas Alini Faqueti e Emeline Abreu foram as responsáveis pela oficina, e elaboraram receitas e cartilhas para auxiliar no desenvolvimento das atividades. Cada ingrediente foi cuidadosamente selecionado para auxiliar na nutrição das pacientes em tratamento de câncer, e ao avaliar a experiência realizada, foi perceptível que as participantes agora tem muito conhecimento pra passar adiante sobre o câncer e a alimentação saudável. Você pode conferir os materiais utilizados e muitas fotos no registro da experiência no nosso site!

folheto cancer

Confira a experiência e participe enviando a sua! Não deixe também de conferir mais sobre o Outubro Rosa no site da campanha!

outubro rosa ideias

Você no Ideias na Mesa!   

Todas as segundas-feiras uma experiência publicada na rede é divulgada aqui no blog! Queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional que acontecem em todos os lugares do país. Assim como a Rede Feminina de Combate ao Câncer do município de Balneário Camboriú, você também pode ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

Mais informações: ideiasnamesa@unb.br



postado por Lucas Ferreira em Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

Food Revolution Day é um projeto mundialmente conhecido, desenvolvido pelo chef Jamie Oliver. É uma campanha aberta para a participação de qualquer grupo de pessoas que esteja disposta a organizá-lo. Aqui no Ideias, foi registrada pela Nadia Cozzi a versão de maio de 2013, realizada em São Paulo.

FRVDSP

Nesta edição, o Food Revolution Day - SP contou com o apoio de restaurantes, do Slow Food e de vários estabelecimentos locais, como feiras orgânicas e produtores da região.

NAdia frvd

O propósito do projeto é manter e destacar a importância da prática de cozinhar para a realização de escolhas alimentares mais saudáveis. O projeto conta com oficinas de produção de alimentos, rodas de conversa e palestras para combater a obesidade infantil por meio da Educação Alimentar e Nutricional. 

Se quiser contribuir, você pode realizar sua própria atividade de Educação Alimentar e Nutricional, ou se tornar um embaixador e multiplicador do Food Revolution Day! Dá uma olhada no vídeo que foi feito no evento em Brasília: 

 

Você no Ideias na Mesa!      

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Mais informações: ideiasnamesa@unb.br



postado por Lucas Ferreira em Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Ao alcançar idosos com atividades de promoção de saúde, podemos auxiliar no desenvolvimento do país, uma vez que um envelhecimento saudável resulta em aumento da produtividade da população e diminui os gastos do Sistema Único de Saúde com internações e tratamentos, entre outros.

Desta forma, ações de Educação Alimentar e Nutricional voltadas para idosos devem ser estimuladas e promovidas. E foi com esse foco que o Programa de Apoio à Saúde do Idoso (PROASI) foi criado.

idosos

Na experiência registrada pela nutricionista Maria Risoneide, uma equipe do PROASI desenvolveu uma série de atividades para os idosos de Coruripe – Alagoas, visando a construção de novos conceitos sobre alimentação, estética, sexualidade e trabalho.

bolo idososss

Algumas senhoras passaram pelo salão no Dia da Beleza, onde foram atendidas por cabelereiras e manicures. Em outro momento, foi organizada uma oficina de culinária com aproveitamento integral dos alimentos. A equipe também organizou palestras, rodas de conversa e lanches temáticos para o grupo, sendo que os idosos participaram também com seus conhecimentos em cada momento. Confira a experiência completa aqui. (em espanhol)

                 oficina idososdia da beleza 1

Em todo lugar é necessário o acompanhamento da população mais velha. Participe e contribua para a melhora da saúde da sua comunidade. E não se esqueça de compartilhar suas próprias experiências aqui!


Você no Ideias na Mesa!      

Todas as segundas-feiras uma experiência publicada na rede é divulgada aqui no blog! Queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional que acontecem em todos os lugares do país. Assim como os integrantes do PROASI, você também pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

Mais informações: ideiasnamesa@unb.br


 



postado por Maína Pereira em Segunda-feira, 11 de Março de 2013

Uma experiência promovida pela Pastoral da Criança da Rede Educação Cidadã de Juiz de Fora, Minas Gerais tem o objetivo de possibilitar o diálogo sobre Direito Humano à Alimentação Adequada e a Segurança Alimentar e Nutricional nas comunidades urbanas e rurais.

Com o apoio de oficinas baseadas nos princípios de Paulo Freire, a experiência tem estimulado o empoderamento da comunidade para a busca da garantia de seus direitos, assim como para a mobilização para resolução de problemas, como a do acesso aos alimentos adequados pela organização de hortas comunitárias, feiras caseiras, entre outros.

Conheça esta experiência aqui: http://ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=experienciaUsuario/view&id=131



Observatório Opsan UNB
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