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postado por Lucas Ferreira em Sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Nos últimos dias, a discussão sobre o desperdício de alimentos tem aumentado consideravelmente. E pensando nas toneladas de comida que são descartadas todos os dias (1/3 de todo alimento produzido, segundo a ONU), nenhuma oportunidade para conscientizar as pessoas pode ser deixada de lado. (Veja mais sobre o desperdício na 1ª Revista do Ideias)

Por esse motivo, a União Europeia declarou 2014 o "Ano Europeu contra o Desperdício de Alimentos". Muitas instituições aderiram à causa, divulgando e incentivando projetos que diminuissem as toneladas que são jogadas fora diariamente. 

Por exemplo, essa campanha do mercado francês Intermarché: (vídeo em inglês)


Ou esssa cooperativa portuguesa, da engenheira ambiental Isabel Soares:

Não, você não entendeu errado. Você pode sim contribuir para a redução do desperdício comendo uma fruta feia.

A Idéia é bem simples, e também sensacional: Comprar dos fornecedores as frutas fora do padrão do mercado e distribuí-las aos consumidores por um preço muito menor. Esses vegetais rejeitados tem o mesmo sabor e qualidade nutricional que os "bonitos" que são vendidos todos os dias no mercado.

Além de conscientizar a população sobre o desperdício e distribuir alimento de qualidade, os pequenos produtores não precisam jogar fora parte de sua produção só pra seguir a ditadura da estética. Comprando uma "Fruta Feia", as pessoas evitam que mais comida perfeitamente aceitável tenha como destino final o lixo.

Compartilhe e contribua com essas campanhas sem discriminar os vegetais quando for fazer suas compras. O planeta agradece! 

gente bonita come 3




postado por Marília Barreto Meneses Pessoa Lima em Quinta-feira, 29 de Maio de 2014

A alimentação envolve diversos aspectos dentre eles: culturais, emocionais, psicossociais entre outros. Somos motivados e impulsionados pelo prazer e necessidades provenientes da alimentação.

Além disso, a alimentação está fortemente presente em todos os momentos de nossas vidas: festas, datas comemorativas, viagens. É evento tradicional famílias reunidas em volta de uma mesa em uma data especial.

Pensando nisso, na coluna Mais que Ideias dessa semana, vamos divulgar a idéia que Nick Mollberg teve em registrar as comidas típicas dos países em que visitou durante viagens de férias.  Além da comida, ele também valorizou a cultura do país divulgando os pontos turísticos visitados.  O interessante é o contraste entre o ponto turístico e a comida, que está sempre em primeiro plano das fotografias.

Em todos os países visitados, ele registrou comidas típicas vendidas nos mais diversos lugares: praia, igreja, bairro residencial, mercados entre outros.

Vale a pena conhecer as comidas típicas e a cultura de alguns países, como Espanha, Estados Unidos:

 

A indonésia Melissa Hie utilizou a sua conta do Instagram Girl Eat World também para registrar comidas típicas nos pontos turísticos pelo mundo. Até o momento, foram fotografados 33 lugares diferentes, os quais mostraram a relação entre os lanches de rua e a cultura de cada lugar. 

Confira as fotos abaixo:

 

     

 

 

 Biscoito de Urso na Tower Bridge, em Londres

 

 

  

 

 

 

 

 

 Apfelstrudel em Viena

 

 

 

 

 

 

 

 

Hello Kitty Donut, em Tóquio

 

 

 

 

 

 

 

 

Pretzel em Munique, Alemanha

 

 

 

 




Onigiri é uma clássica comida japonesa: bola de arroz cheia de todos os tipos de ingredientes como salmão, atum, ovo, ume (ameixa) e às vezes é só uma bola de arroz com furikake (tempero)





 

 

 

 

Cookie de chocolate no Big Ben, Londres

 

 

 

 

 

 

A rede Ideias na Mesa tem como objetivo incentivar a troca de experiências relacionadas com Educação Alimentar e Nutricional. Você tem algum registro de comidas típicas de diferentes lugares? Compartilhe conosco!

Mais informações: ideiasnamesa@unb.br

 

 



postado por Marília Barreto Meneses Pessoa Lima em Quinta-feira, 22 de Maio de 2014

Na coluna do nosso blog dessa semana vamos mostrar um projeto que tem como princípio a alimentação sustentável para alcançar um sistema alimentar equilibrado.

LiveWell for LIFE é um projeto na União Europeia que desempenha papel fundamental no debate europeu de alimentação sustentável. O projeto analisa aspectos de saúde, nutrição, emissão de carbono e acessibilidade. Demonstra como baixos níveis de carbono e alimentação saudável podem nos ajudar a alcançar uma redução nas emissões de gases de efeito estufa a partir da cadeia de abastecimento alimentar.

A iniciativatrabalha com vários membros envolvidos na cadeia de abastecimento, como organizações de consumidores, instituições de pesquisa, departamentos governamentais nacionais, organizações de produtores, entre outros. Todos envolvidos para reduzir o impacto do consumo de alimentos sobre o meio ambiente.

Livewell for LIFE apresenta uma alimentação saudável, que pode reduzir o impacto da produção e do consumo de alimentos no meio ambiente. O projeto contribui para uma maior compreensão das relações entre o consumo de alimentos, as emissões de gases de efeito estufa e as mudanças climáticas. 

Assista ao vídeo do projeto (em inglês): 

Livewell for LIFE busca mostrar que o que é bom para nossa saúde é bom para o planeta também. Por isso, suas ações são sempre baseadas nos seguintes princípios:

1) Comer mais alimentos naturais: Desfrute de vegetais e grãos integrais. 

- A principal mudança necessária é a substituição de alimentos com alto impacto para alimentos com menor impacto, como os vegetais. Esses alimentos normalmente requerem menos terra, água e fertilizantes.

2) Comer uma variedade de alimentos: Ter um prato colorido

- A agricultura intensiva moderna está restrita e simplificada em alguns alimentos como: cevada, milho, arroz entre outros, o que resulta em uma erosão da biodiversidade agrícola e pecuária.

3) Evitar desperdiçar alimentos: Um terço dos alimentos produzidos para consumo humano é perdido ou desperdiçado.

- Reduzir o desperdício de alimentos gera uma economia de custos, além de aliviar a pressão sobre o ecossistema global.

4) Moderar consumo de carne, tanto vermelha quanto branca: Desfrute de outros tipos de proteínas como feijões e ervilhas. 

- O impacto ambiental da produção de carne é muito mais elevado  que o de outros alimentos: a produção de gado utiliza grande quantidades de terra, água e energia.

5) Comer menos alimentos com grande quantidade de sal, gordura, e açúcar: Cuidado com alimentos como bolos, doces, chocolates como também carne curada e batata frita. Escolha água e evite bebidas açucaradas.

- Os alimentos naturais produzidos localmente e de acordo com a sazonalidade estão inseridos em um ciclo natural, sendo utilizada menos energia e com menos emissão de gases de efeito estufa.

 

Saiba mais:

Você sabe o que é pegada ecológica?

" A pegada ecológica é uma metodologia de contabilidade ambiental que avalia o impacto do consumo das populações sobre os recursos naturais. Expressada em hectares globais (gha), permite comparar diferentes padrões de consumo e verificar se estão dentro da capacidade ecológica do planeta. Um hectare global significa um hectare de produtividade média mundial para terras e águas produtivas em um ano. "

Descubra qual a sua pegada? Clique aqui!




postado por Marília Barreto Meneses Pessoa Lima em Quinta-feira, 08 de Maio de 2014

Você sabe o que é o Guia Alimentar? Conhece algum Ícone Alimentar?

O Guia Alimentar é um instrumento oficial que define as diretrizes para serem utilizadas na orientação de escolhas mais saudáveis de alimentos pela população brasileira.

No dia 07 de Maio encerrou a consulta pública do Novo Guia Alimentar para a População Brasileira proposto pelo Ministério da Saúde.

Os Ícones Alimentares são formas ilustrativas e visuais de transmitirem as informações das diretrizes do Guia Alimentar.

A Pirâmide Alimentar adaptada pela Sônia Tucunduva Philippi da pirâmide elaborada nos Estados Unidos em 1992, é o ícone mais utilizado pela população brasileira. A Roda de Alimentos também é um ícone de preferência de ações de Educação Alimentar e Nutricional.

 

                              

 

Pensando nas falhas dos ícones alimentares utilizados, os estudantes de nutrição Gabriela Bizari e de design Adriano Furtado elaboraram o Primeiro Guia Alimentar Interativo: Meu Dia Alimentar. De acordo com os idealizadores, a população não sabe se alimentar corretamente devido à falta de acesso à informação com clareza, para resolver esse problema que o Meu Dia Alimentar foi criado.

Para entendermos melhor como funciona esse novo Ícone Alimentar, conversamos um pouco com a Gabriela Bizari:

Ideias na Mesa: Como vocês acreditam que esse Guia Alimentar proposto pode influenciar na alimentação da população brasileira?

Gabriela Bizari: Acreditamos que com uma ferramenta pessoal, intuitiva e interativa, seja possível engajar as pessoas e motivá-las a utilizar este novo método em prol da melhora de sua alimentação. 

Não estávamos satisfeitos com os instrumentos atualmente existentes, então resolvemos criar nossa própria ferramenta, e levar a informação de forma mais clara para a população. 

IM: Vocês também desenvolveram orientações sobre a aplicação desse guia?

GB: Sim, o Meu Dia Alimentar é composto por uma ferramenta e um método, então as orientações de uso e aplicação são necessárias. Além disso, o quebra-cabeças acompanha uma cartilha, que é uma espécie de "Como Jogar".

IM: Em uma entrevista para o Fechando o Zíper, vimos que o guia foi desenvolvido considerando uma dieta de 2000 Kcal, com porções para adultos. Mas os testes do protótipo foram realizados com crianças. Foram realizados testes com adultos também? Vocês pretendem elaborar o guia direcionado para outros grupos?

GB: Sim, também foram realizados testes com adultos, e os resultados acabaram de sair! Fizemos os testes no Centro de Referência em Nutrição localizado da Faculdade de Saúde Pública, com uma amostra de adultos e idosos. Os resultados também foram bastante positivos, e vimos que eles compreendem melhor as recomendações a partir do uso do Meu Dia Alimentar.

A partir destes testes, também, conseguiremos aperfeiçoar alguns pontos.

Após esta fase inicial de produção, pretendemos aplicar o guia para outras faixas etárias e necessidades específicas.

IM: Vocês estão recebendo opiniões e sugestões sobre o guia? Como esse processo é feito?

GB: Na fase inicial de divulgação recebemos muitas sugestões por email, de profissionais de saúde, professores, e das mais diversas áreas do conhecimento. Analisamos todas as recomendações e aplicamos ao nosso projeto.

Neste momento já estamos na fase de produção das ferramentas física e digital (aplicativo).

IM: Como vocês estão desenvolvendo o aplicativo para o celular? Como ele irá funcionar?

GB: O aplicativo para smartphones está sendo desenvolvido em parceria com a empresa State of Mind. Nesta plataforma digital, as pessoas poderão cadastrar seus dados pessoais e assim gerar um formato ainda mais pessoal e que atenda suas necessidades. O aplicativo será lançado em breve. Quem quiser receber as atualizações, é só se cadastrar em nossa newsletter no site.

A rede virtual Ideias na Mesa divulga essas iniciativas a fim de motivar ações de Educação Alimentar e Nutricional em todo o país. Você já elaborou algum material sobre Educação Alimentar e Nutricional? A Gabriela Bizari já cadastrou a o Meu Dia Alimentar na nossa rede! Compartilhe você também a sua experiência!



postado por Marília Barreto Meneses Pessoa Lima em Sexta-feira, 02 de Maio de 2014

Dados do Ministério da Saúde apontam que 45% das contaminações por doenças transmitidas por alimentos ocorrem dentro das casas dos brasileiros. Esse tipo de doença, responsável por cerca de 670 surtos com 13 mil doentes todo ano, está associada principalmente ao manuseio incorreto e à conservação inadequada de alimentos.

Saber como escolher alimentos de maneira segura no supermercado, pode ajudar na prevenção dessas doenças. Aqui estão algumas dicas em como comprar no supermercado e garantir que você está adquirindo a comida mais segura possível:

Manuseio: comece sempre pelos alimentos que não necessitam de refrigeração. Por fim, compre os alimentos congelados e refrigerados. No carrinho de compras separe os produtos por categorias e não coloque produtos de limpeza por cima de alimentos.

 

 

 

 

 

 

 - Data de validade: observe a data de validade dos produtos antes de comprá-los. Não utilize produtos com data de validade vencida para preparar alimentos. Além disso, na hora de organizá-los em sua casa, disponha na frente os produtos que vencem mais rapidamente.

 

 


- Embalagens: não compre produtos com embalagens amassadas, estufadas, enferrujadas, trincadas, com furos ou vazamentos, rasgadas, abertas ou com outro tipo de defeito. A embalagem é uma importante proteção dos alimentos, assim, produtos com embalagens defeituosas podem estarcontaminados. Além disso, é importante limpar as embalagens antes de abrir, a superfície das embalagens é suja podendo contaminar os alimentos.

 

 

 

 - Higienização: higienize as frutas, verduras e legumes com água clorada, tendo em vista que esses alimentos podem ser consumidos crus.





  

Frutas e hortaliças: não compre quando apresentarem partes amolecidas, cascas manchadas, cor alterada, folhas e raízes murchas ou mofadas. Além de modificação da consistência e do cheiro característico.

 

 

 

 

 

 

Peixes e camarões: identifique os peixes frescos quando os olhos são arredondados, a guelra vermelha, cheiro suave, pele brilhante e escamas firmes. O camarão precisa estar com a cabeça presa ao corpo, carapaça firma, olho brilhante e cheiro agradável.

 

 

 

 

 

- Carne bovina e frango: escolha as carnes com coloração vermelha e consistência firme e sem escurecimento ou mancha esverdeada. As carnes de aves devem ter consistência firme, bem aderida aos ossos, com cor amarelo pálida, levemente rosada.

 

 

 

 

 Adaptado de Nutrition Action



postado por Maína Pereira em Quinta-feira, 03 de Abril de 2014

Você notou que nesta semana estamos abordando o tema do Desperdício de Alimentos em nossos posts do blog?

Não sei se já sabe, mas 1/3 dos alimentos que são produzidos viram lixo!

Pensando nisso, muita gente por aí se reuniu com várias ideias e práticas para tentar controlar o problema e reduzir tamanha perda!

E como a proposta da coluna Mais que Ideias aqui no blog é instigar que muito mais ideias sejam colocadas em ação, nada melhor do que trazer algumas inspirações!

A Luciana Quintão contou em 2011 no TEDxCampos a sua história e como surgiu a ONG Banco de Alimentos. Vale a pena assistir ao vídeo:

O projeto que arrecada atualmente 35 toneladas de alimentos todos os meses em São Paulo atua de diferentes maneiras: na colheita urbana de sobras de comercialização e excedentes de produção para distribuição de alimentos nas instituições filantrópicas; no desenvolvimento de pesquisas científicas em parcerias com universidades e; também na oferta de oficinas culinárias e outros cursos.

Conheça o site da ONG Banco de Alimentos aqui!

Outra iniciativa muito interessante é o Projeto Satisfeito do Instituto Alana e Grupo Egeu. O movimento envolve consumidores, restaurantes e organizações que trabalham para a segurança alimentar e nutricional de crianças no mundo.

Nos restaurantes participantes, você pode pedir a opção do prato na porção Satisfeito que corresponde a 2/3 da porção padrão servida. O valor pago é o mesmo, mas 1/3 é repassado em dinheiro para as organizações que atuam no combate à fome.

Quer entender melhor como se envolver e participar? Assista ao vídeo abaixo e acesse o site do projeto: http://www.satisfeito.com/
 


E você? Já pensou em fazer parte de projetos semelhantes ou começar uma atividade de Educação Alimentar e Nutricional que contribua para a redução do desperdício de alimentos na sua comunidade, cidade ou país? Se essa inspiração chegou até você, por que não se envolver e fazer a diferença? Só não esqueça de depois compartilhar sua experiência aqui no Ideias! ;)

Uma novidade! Agora em abril vamos lançar um concurso em parceria com o Projeto Satisfeito sobre o tema! Adiantamos que é um concurso de fotografias, mas outras informações só serão divulgadas na semana que vem.  Deixe sua câmera a postos e aguarde! Essa oportunidade também não dá para desperdiçar!



postado por Maína Pereira em Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Considerada por muitos a refeição mais importante do dia, o café da manhã está presente em diferentes tradições e culturas ao redor do mundo representando a identidade de cada país.

Mas você sabe o que se come de café da manhã mundo afora?

Este é um ótimo vídeo que mostra um olhar da primeira refeição do dia feita em 17 países:
 


Além disso, o site Igmur compilou em um álbum de fotos mais registros de café da manhã em outros países. Vale a pena dar uma olhada para conhecer a variedade de alimentos em cada lugar:
 


Pensando no Brasil e na diversidade alimentar entre regiões e estados, a variedade desta refeição também está presente.

A nova proposta de Guia Alimentar para a População Brasileira (ainda em consulta pública) sugere opções saudáveis considerando preferências regionais e preparações culinárias:

cafe da manha brasil 1cafe da manha brasil 2

 

E você o que gosta de comer no café da manhã?
 



postado por Marina Morais Santos em Sexta-feira, 14 de Março de 2014

Se pensarmos apenas no preço, os alimentos orgânicos quase sempre ficam em desvantagem em relação ao alimentos convencionais. Quando, no entanto, outros elementos entram na conta, concluímos que o custo de alimentos convencionais é, na verdade, bem maior daquele que está na etiqueta. Este aparente menor valor não reflete os custos ambientais e sociais da produção desses alimentos. Comprar e consumir alimentos orgânicos é investir na sua saúde e contribuir para um sistema de produção de alimentos mais justo, na perspectiva do desenvolvimento local, e com menores impactos ambientais.  

Se você prestar atenção verá que há variedades em relação ao que comumente chamamos de “orgânicos”, como por exemplo os agroecológicos, os oriundos da agricultura familiar, do comércio justo, da biodiversidade. Procure escolher estes produtos e conhecer a diferença entre eles.

Ao adquirí-los você pode contribuir com agricultores familiares ou pequenas cooperativas e, com o desenvolvimento de sistemas agroecológicos, onde a produção é diversificada, harmonizada com o bioma e que logicamente não utiliza agrotóxicos e sementes transgênicas.

Pensando assim, é  uma pechincha, não é?

Elaboramos algumas dicas para que você melhore seus hábitos alimentares e faça caber no seu orçamento produtos orgânicos e agroecológicos!

1)   Coma o que está na estação

Frutas e hortaliças da estação tendem a ser mais saborosas, nutritivas  e baratas, isso porque elas são colhidas quando maduras e em grande quantidade. É um caso clássico de oferta e procura!

Quando o alimento está fora da estação, a sua escassez faz com que o preço aumente.

Você pode descobrir quais são as frutas e hortaliças de cada estação por meio da Tabela de Sazonalidade, disponível no Portal Orgânico

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2)   Vá a feira

Se você não freqüenta feiras semanais de produtores locais, está perdendo um dos melhores eventos da cidade! As feiras de produtores locais são festivas e divertidas para adultos e crianças. Quando visitar a feira, compare os preços entre as bancas e experimente os produtos vendidos para levar para casa alimentos frescos, deliciosos e com bom preço. Procure por produtos com o Selo de Produtos Orgânicos e bancas que possuam o Certificado de Produtor Orgânico ou que sejam cadastradas em um uma Organização de Controle Social, assim você terá certeza de que o produto que está comprando é realmente orgânico.2

3)   Compre grandes quantidades

Comprar produtos orgânicos em grandes quantidades pode ser bastante econômico. Organize grupos de compras com vizinhos e amigos tanto para alimentos que podem ser estocados por mais tempo quanto para a compra de frutas e hortaliças.

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4)   Aproveite o máximo de cada alimento

O desperdício de alimentos na sua casa pode ter um grande impacto no seu orçamento, assim como o aproveitamento integral deles pode trazer grande economia! Escolha receitas que aproveitem as partes do alimento que você normalmente jogaria fora, mas que tem grande valor nutricional e potencial gastronômico: bolos que utilizam cascas de frutas, saladas que aproveitam os talos de hortaliças e caldos caseiros à base de carcaças e ossos de galinha, por exemplo. Você encontra muitas receitas deliciosas e contra o desperdício no site do Banco de Alimentos.

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5)   Compre alimentos da estação em grande quantidade e conserve para o ano todo

Frutas e hortaliças ficam mais baratas e saborosas na estação, por isso vale a pena comprar em grandes quantidades e preservá-las por vários meses! Nossas avós faziam compotasdocesconservas e geléias com as frutas e legumes da estação; em nosso tempo, podemos fazer ainda mais: molhos, sopas, frutas e hortaliças limpas, descascadas e picadas podem ser conservadas por vários meses no congelador.

 Isso tudo parece um sonho nostálgico? Por que não experimentar? Clique nos links em laranja acima para receitas e dicas de congelamento!

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6)   Ao invés de comer fora, prepare um refeição coletiva orgânica em casa

Comer fora é muito prazeroso, mas não deve ser um hábito, uma vez que é mais caro e, muitas vezes, menos saudável do que comer em casa. Juntar panelas com amigos e família pode ser um jeito de reduzir gastos e ainda ter um momento de confraternização delicioso: cada um traz um prato e ninguém tem que dividir a conta no final! Além disso, cozinhar com amigos e família incentiva a todos a cozinhar e comer de maneira mais saudável também!

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7)   Cultive sua comida

Como diz o ditado: “Cultivar seu próprio alimento é como imprimir seu próprio dinheiro”. Ter uma horta em casa é um jeito muito divertido de economizar dinheiro e garantir sempre frutas e hortaliças orgânicas na sua mesa. Você pode se inspirar em redes sociais como no Pinterest e aprender a fazer sua própria horta com esse guia do Portal Orgânico. Se você tem pouco espaço em sua casa comece com temperos e chás. Você pode também organizar um pequeno grupo de vizinhos para aproveitar uma área pública e deixar a cidade mais bonita, criar laços de amizade e companheirismo! Veja a experiência das Horta das Corujas, da Revolução dos Baldinhos e dos Hortelões Urbanos para se inpirar.

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8)   Planeje o seu cardápio

Planejar um cardápio semanal das refeições que serão preparadas em casa ajuda no planejamento das compras. Isso facilita muito a sua vida além de ser mais econômico.  Dessa maneira, você garante que tudo o que for comprado será utilizado durante aquela semana em refeições e pratos diferentes: sem desperdício de comida ou de dinheiro!

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9)   Deixe de comprar industrializados

Para economizar nas compras de alimentos, adquira apenas o essencial e deixe de comprar industrializados como salgadinhos, refrigerantes, macarrão instantâneo e comida pronta congelada que não são nada saudáveis e são bem menos saborosos do que comida feita em casa.

Com esse corte, sobrará espaço mais do que suficiente no seu orçamento para comprar produtos frescos e saudáveis!

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postado por Marina Morais Santos em Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014

Por Equipe Ideias na Mesa

Ano novo é sempre tempo de expectativas, desejos e estabelecimento de objetivos para alcançar mais conquistas e melhores resultados individuais e coletivos.

Na área da Alimentação e Nutrição há muito ainda a se fazer diante dos desafios de uma alimentação saudável e adequada para todas e todos.

A Educação Alimentar e Nutricional, integrada a diferentes estratégias e com envolvimento de todos, pode contribuir para a melhoria da nossa qualidade de vida.

Pensando nisso, a equipe da rede Ideias na Mesa propõe 14 resoluções de alimentação para colocar em sua lista de 2014! Vem com a gente promover uma alimentação saudável e sustentável!

1. Conhecer os produtores locais da sua região/cidade

Conhecer os produtores locais da sua região/cidade ajuda a conhecer a origem da sua comida e também cria vínculos entre produtores e consumidores. Feiras, eventos promovidos em sua cidade e até visitas são ótimas oportunidades para iniciar e manter o contato com quem integra as primeiras etapas do sistema alimentar, a produção! Uma sugestão é conhecer redes, cooperativas e associações de produtores locais como as sugeridas pela Cerratinga.

Conhecer produtores locais

2. Consumir alimentos da estação

Nesse ano, compre e consuma alimentos locais e que sejam da estação. Assim você pode comprar alimentos mais baratos, mais saborosos, ajudar a reduzir o impacto ambiental do transporte de alimentos, e ainda apoiar a economia local. Não sabe qual o melhor período para comprar aquela fruta ou hortaliça? Consulte a tabela e conheça a sazonalidade dos alimentos!
 
Alimentos da estação
 
3. Conhecer a cultura alimentar local e das diferentes regiões do Brasil

A alimentação brasileira possui particularidades regionais que expressam nossa história e cultura. A comida como patrimônio cultural revela o valor do alimento como parte de conhecimentos tradicionais e manifestações artísticas. Conhecer é o primeiro passo para valorizar, respeitar, praticar e preservar tal cultura. Busque em sua cidade conhecer os alimentos regionais e de grande valor histórico-cultural. Informações interessantes estão disponíveis no site do Slow Food Brasil e na publicação Alimentos Regionais Brasileiros, que está disponível na nossa biblioteca.

4. Ter as segundas-feiras sem carne

O uso da carne para alimentação tem muitos impactos sobre o meio ambiente, a saúde humana e os animais. Por exemplo, na produção de 1 kg de carne bovina o consumo médio de água é de 15.415 litros e para 1 kg de carne de frango são consumidos em média 4.325 litros.

Reduza sua pegada ecológica diminuindo a quantidade e os tipos de carne que você consome. Conheça a Campanha Segunda sem Carne que incentiva a descoberta de novos sabores todas as segundas-feiras.

Segunda-feira sem carne5. Apoiar a Agricultura Familiar

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) declarou o ano de 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar, honrando mais de 400 milhões de agricultores que em família produzem alimentos para todos nós. A produção familiar é diversificada e saudável. Incentivando e apoiando esta produção melhoramos a qualidade do que comemos e também geramos um círculo virtuoso na comunidade local. O Brasil tem muitas boas histórias para contar sobre este tema. Parte da alimentação escolar, por exemplo, vem sendo fornecida pela agricultura familiar. 

Agricultura Familiar

6. Preferir comprar alimentos orgânicos (ou produzi-los)

O Brasil é o primeiro colocado no ranking mundial do consumo de agrotóxicos. Já se sabe que a ingestão dessas fórmulas podem ocasionar diversos agravos à saúde. Por isso, em 2014, consuma alimentos orgânicos produzidos de forma ambientalmente sustentável. Assim nós podemos ajudar a proteger não só nossos corpos, mas também os recursos naturais e os produtores de alimentos. Quer saber onde tem uma feira de orgânicos perto da sua casa? Acesse http://www.idec.org.br/feirasorganicas

Orgânicos7. Promover democratização da inovação

Atualmente, agricultores, cientistas, pesquisadores, ONGs e muitos outros ao redor do mundo estão criando soluções inovadoras e possíveis de serem reproduzidas para vários desafios da agricultura global. O trabalho dessas pessoas tem grande potencial de crescimento e aprofundamento e nós temos que criar oportunidades para que esses projetos ganhem a atenção, os recursos e investimentos que precisam. O site da Fundação Banco do Brasil apresenta muitas propostas locais de tecnologias sociais!

8. Cozinhar

Quando você sabe preparar o próprio alimento tem muito mais autonomia para praticar uma alimentação saudável. A prática culinária proporciona uma experiência multissensorial única, gera reflexões sobre os vários significados da alimentação e também possibilita o conhecimento e controle do que, do quanto e como os ingredientes podem ser preparados. Cozinhar também é uma ótima oportunidade de encontros divertidos com familiares e amigos. O Blog As Marinadas (que já participou dos nossos Hangouts) pode te ajudar com várias receitas deliciosas para curtir muito esse momento na cozinha! 

Cozinhar

9. Organizar um almoço ou jantar em casa

Não precisa ser nada extravagante ou muito gourmet, basta juntar as pessoas ao redor de uma mesa e desfrutar desse momento! Conversar sobre comida, aproveitar a refeição preparada e até incentivar a conversa sobre como podemos ter um sistema alimentar melhor. Iniciativas como Meal Sharing, Eat With ou Cookening incentivam a prática da comensalidade com pessoas de todo o mundo – uma oportunidade de conhecer outras culturas e pessoas compartilhando de uma boa “comidinha de casa”. 

Organizar almoço10. Considerar o “Preço Real” da sua comida

Levando em conta apenas o preço, junk food e produtos industrializados baratos geralmente parecem vantajosos em relação aos produtos orgânicos e locais.

Mas a etiqueta do preço não conta a história toda. Pensar no “preço real” do alimento permite que os consumidores, agricultores, políticos e empresários identifiquem o custo e o impacto de todos os “ingredientes” utilizados. Por exemplo, alguns produtos que geralmente permitem o barateamento dos produtos são os antibióticos, pesticidas, fertilizantes artificiais e outros fatores que não aparecem na etiqueta do alimento que comemos e que geram custos sociais, na saúde e no meio ambiente. 

Para entender melhor essa questão assista o documentário Comida S.A. (Food Inc.). Conheça também a proposta do projeto “Por detrás das marcas”

Preço real11. Reduzir o desperdício de alimentos 

Mais de um 1,3 bilhões de toneladas de alimentos são desperdiçados a cada ano no mundo. Você pode contribuir reduzindo este número de diferentes formas: no planejamento das suas compras, no preparo dos alimentos e até no armazenamento. Em 2013, a rede Ideias na Mesa lançou a primeira edição de sua revista vários projetos e dicas para reduzir o desperdício dos alimentos: http://issuu.com/ideiasnamesa/docs/revistaideiasnamesa1

Desperdício12. Incentivar o compartilhamento de conhecimento entre gerações

Os idosos têm desafios, soluções e conhecimentos diferentes sobre como adquirir, produzir, preparar e consumir alimentos. Apoiar e criar oportunidades para que o conhecimento deles seja compartilhado com pessoas mais jovens é preservar a nossa cultura alimentar, promover aprendizado e humanizar nossas relações. Promover este contato também auxilia que as pessoas de maior idade estejam mais bem cuidadas, refaçam ou fortaleçam sua rede de apoio. Projetos como Danny Woo Garden and Children’s Garden, Pigsah e a HelpAge International incentivam esse compartilhamento e auxiliam idosos no mundo.

Idosos

13. Adotar um modo de vida saudável

Várias doenças podem ser prevenidas pela adoção de hábitos  saudáveis. Aumente sua atividade física, organize-se para que sua alimentação melhore Envolva sua família, amigos, vizinhos, colegas de trabalho! Até 6 de maio está aberta a consulta pública sobre o Guia Alimentar para a População Brasileira, conheça a proposta, dê sua opinião.

Modo de vida mais saudável


14. Compartilhar experiências e conhecimento de Educação Alimentar e Nutricional (EAN)

Compartilhar a sua experiência, seus desafios e aprendizados aqui na Rede Ideias na Mesa é uma oportunidade de multiplicar ideias e incentivar a EAN para outros usuários em todo o Brasil! Adicione sua experiência, conheça e comente outras de seu interesse por meio da busca geográfica ou categorizada.

Vamos juntos fortalecer a EAN no país!

mapa


Nota: As resoluções foram baseadas – algumas replicadas – no post publicado no site do projeto Food Tank: http://foodtank.org/news/2013/12/fourteen-food-resolutions-to-bring-in-the-new-year




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