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postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2015

[Mais que ideias] Patrimônio Alimentar

O conceito de Comida como Patrimônio vem se fortalecendo no Brasil e no mundo. Ele é fruto do reconhecimento e da necessidade de se perpetuar preparações e métodos de produção que são extremamente representativos da cultura de uma população e de determinada região. Reconhecer um alimento como patrimônio é um processo complexo que não ocorre de maneira impositiva, mas sim como resultado do acumulo cultural em torno de determinada prática ou alimento.

O conceito de patrimônio alimentar se insere dentro do conceito de  Patrimônio Imaterial apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) que define:   

"O Patrimônio  Cultural Imaterial é transmitido de geração a geração, constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana."

Sendo assim, apresentamos alguns alimentos e preparações ao redor do mundo que são considerados patrimônio imaterial apresentados em matéria do La Nación em espanhol.  

Baianas do acarajé - Brasil

O ofício das baianas de acarajé, registrado como Patrimônio Imaterial Brasileiro pelo Iphan é a prática tradicional de produção e venda nos espaços públicos, em tabuleiro, das chamadas comidas de baiana, feitas com azeite de dendê e ligadas ao culto dos orixás, amplamente disseminadas, principalmente na cidade de Salvador.

O acarajé foi reconhecido como patrimônio imaterial não apenas pela grande aceitação do alimento, mas também por salvaguardar métodos de preparo e cultura passadas de geração a geração pelas baianas.  

Comida Mexicana

Os pratos mexicanos não entraram na seleta lista apenas pela variedade de ingredientes de forte sabor empregados em sua cozinha, mas sim por ser um modelo cultural integral que inclui aspectos como a agricultura tradicional, práticas, rituais e costumes ancestrais. Ingredientes como o milho, feijão e a pimenta estão no coração da comida mexicana e somados a estes ingredientes estão modos de preparo bastante únicos.  

Corea do Norte Kimchi 

Este prato tradicionalmente coreano é uma preparação de vegetais fermentados, principalmente repolho, temperado com mariscos. A iguaria é reconhecida como patrimônio cultural da humanidade pois além de ser amplamente reconhecida e consumida pela população do país é produzido a partir de uma mescla de tradições sociais que envolvem a comunidade. O prato surgiu da necessidade de garantir alimentos durante o verão que pudessem ser consumidos no inverno.   

Pão de gengibre - Croácia 

A tradição de fazer o pão remonta a idade média quando os biscoitos eram cozinhados em monastérios, e posteriormente, nas casas dos artesãos principalmente na região da Europa. A receita leva ingredientes básicos, farinha, açúcar e especiarias, o diferencial entretanto está na decoração que cada padeiro cria.

Washoku Japonês  

Em um tradução literal significa "cuia" e foi incluída como patrimônio pelo reconhecimento do espírito essencial de respeito à natureza que esta relacionado com o uso sustentável dos recursos naturais. A cozinha nipônica tradicional se baseia em ingredientes locais como arroz, pescado, vegetais e plantas silvestres comestíveis.

Café Turco   

É fruto da combinação de técnicas de maceração e repouso seguida de um lento processo para ser servido em jarras de cobre, o que dá uma característica cremosa e doce. Apesar do sabor autêntico, o que elevou a bebida no hall de patrimônio foi a cerimônia de reunir as pessoas em torno da mesa do café como um símbolo de hospitalidade, amizade e entretenimento.

Gastronomia francesa  

A comida na França é uma prática social para celebrar momentos importantes na vida das pessoas e grupos segundo a Unesco. Este fato associado a cuidadosa seleção de receitas e ingredientes e combinação de pratos com vinhos envoltos em uma cuidadosa decoração da mesa, mostram uma relação com o alimento que transcende o simples ato de coloca-los na boca. Esta combinação de fatores incluí a cozinha francesa na lista.  


Confira o texto em espanhol.

Imagens BBC   



postado por Ideias na Mesa em Quinta-feira, 19 de Novembro de 2015

Quando se estuda Nutrição em um contexto internacional, é possível entender como os desafios de garantir a Segurança Alimentar e Nutricional são extensos. As organizações que buscam alcançar países em crise, populações vulneráveis e comunidades em conflito possuem várias estratégias para vencer as barreiras de distância e principalmente de recursos. No post do Mais que Ideias de hoje, vamos mostrar alguns exemplos para quem tem vontade de ajudar outras nações de alguma forma e não sabia como fazê-lo.

É possível, por exemplo acessar um jogo online e testar os seus conhecimentos básicos em ciências, gramática, matemática ou artes para doar grãos de arroz para populações vulneráveis. Parece algo pequeno, mas o website freerice.com já doou mais de um milhão e meio de toneladas de arroz por meio dessa simples “brincadeira”. O site está disponível em Inglês, Espanhol, Francês, Italiano e Coreano. 

 free rice

O projeto organizado pelo Programa Mundial de Alimentos, da ONU, tem dois objetivos: a doação de alimentos e o fornecimento de uma ferramenta grátis de educação para todo o mundo. Uma vez que a organização é financiada por voluntários, os recursos gerados por esse site contribuem para movimentar suas campanhas. O dinheiro é arrecadado por meio de pagamento de organizações que alugam espaços no site para anúncios, e o Programa mundial de Alimentos usa esses recursos para comprar arroz em mercados locais, o que movimenta a economia e alimenta os que precisam. É grátis, rápido, e não há limites para sua participação diária. O programa também aceita doações voluntárias por meio do seu site.

Outro projeto similar é o The hunger site (O site da fome, em inglês). O site foi lançado em 1999 pelo projeto Greater Good, que por meio de financiamentos coletivos organiza iniciativas de causas sociais. O projeto inclui ações que promovem os direitos dos animais, campanhas de saúde e também incentivo à educação.

Também por meio de pagamentos por anúncios, o site consegue arrecadar fundos com visualizações de usuários. O principal modo de contribuir é acessando o site diariamente e clicando no botão amarelo (foto abaixo). Cada clique gera visualizações que aumentam o pagamento pelas instituições que alugam espaço para marketing. Além disso, o site possui uma loja virtual na qual todos os lucros são destinados a projetos sociais de distribuição de alimentos.

hungersite

Além disso, contribuir diretamente com doações também é uma oportunidade de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico de diversas comunidades. O Kiva é um deles, uma companhia de financiamento coletivo que fornece empréstimos com baixas taxas para indivíduos e associações que precisam de algum auxílio para expandir, manter ou estabelecer seu sustento.

Contribuir online é fácil, e além disso a empresa se orgulha de uma taxa de pagamento de 98% para todos os que participam. Desde 2005, quase 800 milhões de dólares já foram repassados por mais de 1 milhão de pessoas por todo o mundo. Os empréstimos priorizam agricultores familiares e donos de microempresas, sempre visando o desenvolvimento econômico de regiões vulneráveis.

Essas três iniciativas são excelentes oportunidades para fazer parte da luta contra a fome no mundo, mas vale lembrar que não existem só elas e nada melhor do que agir localmente de forma ativa e presencial também. A versatilidade da internet fornece muitos recursos para se manter engajado e ajudar pessoas do mundo todo, então esteja sempre ligado nos projetos que podem aparecer por aí! 

 


por Lucas Ferreira

Estudante de graduação da UnB, participou da Rede Ideias na Mesa em 2014 como nosso estagiário. Atualmente, estuda Nutrição na Universidade de British Columbia, no Canadá, em um programa de intercâmbio. Os assuntos de Nutrição Internacional que fazem parte de seus estudos têm trazido a ele a oportunidade de colaborar no nosso blog divulgando projetos que atraem atenção no mundo todo.



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quinta-feira, 05 de Novembro de 2015

Segundo a FAO, cerca de 1/3 dos alimentos produzidos anualmente no mundo para o consumo humano é perdido ou desperdiçado.

Todos os anos 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas no lixo e geram um prejuízo de US$ 750 bilhões.

 

A FAO também acredita que o combate à fome só poderá ser feito com a reversão do desperdício de comida no mundo.

De forma a combater esses males o [Mais que Ideias] traz duas experiências postadas pelo site Hypeness são iniciativas de combate ao desperdício de alimentos e torna-os refeições para as pessoas novamente.

Uma delas foi iniciada pelas amigas designers berlinenses, Lea Brumsack e Tanja Krakowsk que decidiram fazer algo a respeito e apostaram no combate ao desperdício de alimentos por meio do fornecimento à população de opções sustentáveis de alimentação.

Elas criaram a Culinary Misfits, uma empresa que tem como matéria-prima alimentos em ótimo estado como hortaliças, tubérculos, frutas e verduras, mas que são jogados fora por armazéns, feiras, supermercados e afins, por serem esteticamente inadequados.

 

Assim, as duas amigas preparam a comida e oferecem verdadeiros banquetes ao público em eventos de pequeno e médio porte ou feiras livres.

A outra iniciativa ao desperdício de alimentos é o movimento do “Dumpster Diving”, que em uma tradução livre significa “mergulho na lixeira”. Um estilo de vida que se sustenta pelo ato de catar itens, mais precisamente, alimentos do lixo.

 

O dumpster diving é praticado em diversos países e o objetivo é criar um contraponto à overdose de consumo e à cultura do desperdício tão disseminadas na sociedade atual. 

Algumas dicas para iniciantes encontradas na web seguem o básico do bom senso. Usar luvas, verificar se não há ratos dentro da lixeira e higienizar os alimentos encontrados, por exemplo. Outras são mais específicas, como evitar a coleta de melões. Eles podem absorver líquidos que apodrecem a fruta por dentro sem que isso fique visível na casca.

 

A prática do "Dumpster Diving" pode ser um quanto ousada e estranha, mas já conta com vários adeptos no mundo inteiro e é uma alternativa ao desperdício de alimentos e combate à fome, assim como a cozinha sustentável e inteligente da Culinary Misfits.

Você pode conferir as iniciativas completas no site Hypeness! Inspire-se!



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 22 de Outubro de 2015

A ascensão das redes de supermercados tem colocado um fim para muitas feiras que comercializam produtos frescos ao redor do mundo. Na America Latina, por exemplo, a partilha de lucros dos supermercados com a venda de alimentos aumentou de 15% para 60% entre 1990 e 2000. Entretanto, como a crescente tendência de feiras de hortifruti no Reino Unido e Estados Unidos têm mostrado, os hábitos podem mudar. O The guardian visitou alguns destes espaços coloridos ao redor do mundo, desde as gigantescas feiras a céu aberto na Índia até os mercados flutuantes em canais na Tailândia.    

Egito

Fotografia: Mohamed El-Shahed/AFP/Getty Images

Um vendedor Egípcio arruma frutas atrás de caixotes em um mercado em Cairo.

Grécia

Fotografia: Emilio Morenatti/AP  

Um varejista na espera por clientes em sua gondola de frutas no centro de Atenas.

Rússia

Fotografia: Hannibal Hanschke/Reuters

Um garoto durante a pausa para o almoço no mercado central em Kazan

Reino Unido

Fotografia: Graeme Robertson for the Guardian

Um vendedor de frutas sentado ao lado de seus produtos em Brixton, Londres.  

Canada

Fotografia: Walter Bibikow/JAI/Corbis

Pessoas visitam o Mercado Jean Talon no Quebec, Montreal.

Bangladesh

Fotografia: AM Ahad/AP

Um vendedor local escolhe bananas para vender em mercado varejista em Dhaka.

India

Fotografia: Amit Dave/Reuters

Pessoas compram frutas e hortaliças em uma feira a céu aberto e Ahmedabad.

Cuba

Fotografia: Jeremy Woodhouse/Getty Images

Um vendedor de frutas de pé em sua loja em mercado de rua na cidade de Trinidad

Tailândia

Fotografia: Christophe Archambault/AFP/Getty Images

Uma vendedora espera por clientes do lado de seu barco ancorado no rio Mae Khlong na província de Samut Songkhram localizada a 80Km de Bangkok. O canal se torna um grande mercado durante os fins de semana.  

Vietnam

Fotografia: Blickwinkel/Alamy

Fruta “Durian” - muito comum no sudeste asiático e de um odor extremamente forte – ao lado de outrasfrutas e vegetais dentro do mercado Ben Thanh na cidade Ho Chi Minh.

Argentina

Fotografia: Martin Zabala/Xinhua Press/Corbis

Um homem caminha por uma bancada de frutas e vegetais em Buenos Aires. Fazendeiros Argentinos protestaram recentemente com o slogan “no maten el campo” (não mate o campo), um pôster que pode ser visto ao fundo. 

Camboja

Fotografia: Martin Zabala/Xinhua Press/Corbis

Pessoas vendem frutas e vegetais no mercado noturno de Phnom Penh.

Sudão

Fotografia: Hemis/Alamy

Um homem vai as compras atrás de frutas em Om, Sudão.

China

Fotografia: Kevin Frayer/Getty Images

Vendedor chinês a espera de clientes em um mercado local em Beijing.  

Confira as fotos e a publicação em sua fonte original. 


 

 

  

 

 

 

 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015

O quadro de hoje apresenta uma animação criada pelo PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, que mostra algumas práticas utilizadas nas redes de supermercados para que nós compremos mais produtos muitas vezes sem nos darmos conta. 

Dentre os fatores que contribuem para uma boa saúde a alimentação saudável é fundamental. Entretanto, cada vez mais doenças associadas ao consumo de produtos ultraprocessados ricos em açúcar, gorduras e sódio tem surgido. Estes produtos não apenas interferem na saúde dos indivíduos, mas representam um modelo de comercialização que distancia os alimentos de sua forma natural transformando-os em produtos revestidos de rótulos e embalagens.

A indústria de alimentos se utiliza de estratégias de marketing através de propagandas para nos induzir a comprar determinados produtos, seja pelo apelo visual, emocional ou através de campanhas publicitárias. Além destas práticas diretas, alguns outros artifícios aos quais nos deparamos diariamente de maneira despercebida também acontecem.

Neste contexto a organização PROTESTE criou a animação “Armadilhas do Supermercado” para informar o consumidor de algumas estratégias que a rede de supermercados em parceria com a indústria de alimentos utiliza para que nós compremos mais produtos. Confira a animação no link.

Ao assistir a animação tente lembrar-se de alguma vez que foi ao supermercado e se deparou com algumas destas situações, e na próxima vez que for fazer compras tente evitar estas armadilhas. 


 

 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quinta-feira, 01 de Outubro de 2015

O [Mais que Ideias] traz hoje 5 iniciativas que podem nos inspirar no combate ao desperdício de alimentos, que segundo a ONU é dos principais problemas globais e nos dias de hoje tudo que é produzido de alimentos no mundo por ano, pelo menos um terço vira lixo.

O site Catraca Livre listou essas 5 iniciativas que demonstram o quanto pequenas atitudes podem mudar essa triste realidade mundial, seja por meio do reaproveitamento de alimentos ou até a mesma a doação. Vamos tentar nos inspirar em algumas e aplicar em nossos cotidianos e comunidade?!

Confira logo abaixo essas ideias:

Pay As You Feel Café

Na cidade inglesa de Leeds existe um café simpático e simples que abriga até 30 pessoas com o nome de Pay As You Feel (“Pague o que quiser”, em tradução livre). Como o nome sugere, o cliente paga apenas o quanto ele acha justo pelo que está consumindo. O que neste caso são diversas opções de comidas produzidas a partir de alimentos que passaram do prazo de validade, mas que ainda estão em perfeitas condições de consumo. O cardápio que procura sempre oferecer opções nutritivas e saudáveis varia de acordo com o estoque de alimentos doados por supermercados, feiras e restaurantes.

Aqui você confere mais sobre o Café.

Movimento Satisfeito

Você senta no restaurante escolhe o prato que deseja comer e na hora de fazer o pedido avisa que você quer a porção "Satisfeito". Essa opção reduz em um terço a quantidade de comida que seria servida. Você paga o valor normal do prato ao restaurante e o estabelecimento se compromete a doar em dinheiro o valor economizado na sua refeição ao Movimento Satisfeito, criado pelo Instituto Alana. Esse montante por sua vez é repassado para organizações inseridas no programa como a ONG Banco de Alimentos e o Seeds of Light.

Veja mais aqui sobre o movimento, inclusive com o vídeo que explica tudo sobre o Movimento Satisfeito.

Foodsharing

Sabe aquele pacote de feijão que você acabou comprando a mais por impulso e que iria acabar no lixo? Então, o site alemão Foodsharing criou uma plataforma que permite compartilhar este e outros alimentos que seriam desperdiçados de uma maneira bem simples. Para participar o usuário precisa cadastrar no site os itens que ele deseja doar. Os alimentos ficam disponíveis para busca através de um mapa que cobre toda a Alemanha, e o interessado só precisa ir até o endereço onde está sendo doada a mercadoria e retirá-la. Vale lembrar que a principal regra do site é de nunca doar algo que você não comeria.

Confira aqui mais sobre essa plataforma que facilita a doação e a troca de alimentos entre as pessoas.

Sainsbury’s

A Sainsbury's, tradicional rede britânica de supermercados, decidiu que todo alimento que não pudesse ser doado deveria ser transformado em energia para abastecer suas lojas. Nascia assim o projeto piloto voltado para converter restos de alimentos em gás biometano por uma empresa de reciclagem. Esse gás é transformado em energia elétrica que é enviado à uma loja da rede na região de Cannock por meio de uma linha de transmissão de 1,5 quilômetros de extensão, permitindo ao supermercado ter todo seu consumo energético baseado neste processo.

Saiba mais sobre a iniciativa da Sainsbury’s aqui!

FoPo Food Powder

Uma startup sueca criou uma tecnologia batizada de FoPo Food Powder que desidrata frutas vencidas e as transforma em um pó, aumentando sua validade de duas semanas para dois anos. É interessante notar que todas as frutas usadas no FoPo são compradas por um valor bem menor, pois todas estão perto de seu vencimento. Desta forma, agricultores e varejistas, também conseguem lucrar com um produto que certamente teria o lixo como destino. O objetivo da startup é alimentar 9 bilhões de pessoas até 2050, reduzindo 40% do desperdício dos alimentos produzidos no planeta.

Veja mais dessa tecnologia incrível.

Todas essas iniciativas estão listadas no Catraca Livre e você pode conferir no site do Catraca mais sobre essas inspirações!



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 24 de Setembro de 2015

No dia 25 de setembro a Organização das Nações Unidas (ONU) se reunirá com os Estados-membros para pactuar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODS) para os próximos 15 anos. Os três objetivos extraordinários a serem alcançados são: Erradicar a pobreza extrema, Combater a desigualdade e injustiça e Conter as mudanças climáticas.

Para que os três objetivos tenham êxito, foram elaboradas 17 metas Globais nas áreas de Segurança Alimentar, Água e Saneamento, Trabalho, Mudança Climática, Educação e Participação e Apoio.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que o novo plano tem a oportunidade de acabar com a pobreza até 2030, transformar vidas e encontrar formas de proteger o planeta. Ainda, o secretário credita que será possível atingir as metas se houver uma grande participação e forte apoio não só dos Estados-membros, mas também das organizações parceiras, da sociedade civil e da população em geral.

No intuito de difundir as Metas Globais e aumentar o engajamento da sociedade civil na causa algumas estratégias de comunicação em redes sociais foram criadas. A página GlobalGoals  - Metas Globais, livre tradução – foi criada para compartilhar o mapa interativo com as 17 metas, e também evidenciar os artistas e personalidades que estão apoiando o movimento.

E como fazer parte deste movimento?  

O TheGlobalGoals está também fazendo uma campanha no Instagram para que o público em geral tome conhecimento da importância da mobilização e possa mostrar aos líderes mundiais que a população deseja a concretização dos objetivos. Para participar, basta postar uma foto do mapa ou de alguma das metas que você se identifique mais no Instagram com as hashtags #GlobalGoals #goal + número da meta.

A meta 2 diz respeito a Erradicação da Fome, e se relaciona diretamente com a área alimentar incluindo aspectos da fome e inanição, Segurança Alimentar, nutrição, e Agricultura sustentável. A Organização das Nações Unidas para Alimentação (FAO) também aderiu à campanha no Instagram e está divulgando principalmente a meta número 2, e orienta todos que desejarem apoiar esta meta a compartilhar uma foto marcando @UNFAO, @THEGLOBALGOALS e #Goal2


 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 17 de Setembro de 2015

É crescente o número de pessoas que tem despertado o interesse em obter seus alimentos de fontes mais justas e ecológicas, como por exemplo da agricultura familiar, de origem orgânica e agroecológica. Outra modalidade de obtenção tem ganhado força entre aqueles que desejam produzir seu próprio alimento, seja de maneira coletiva organizados em hortas comunitárias, ou a nível individual por meio de pomares no quintal ou hortas verticais em seus apartamentos.

Ao começar uma plantação ou hortinha sempre surge a dúvida do que plantar, neste sentido, o [Mais que Ideias] de hoje compartilha um roteiro simplificado com algumas espécies que se saem melhor durante cada época do ano.

JANEIRO

O que deve plantar/semear na horta: agrião, alface, beldroegas, cenoura, couves-de-bruxelas, espinafres, feijão de trepar/anão, nabos, rabanetes, repolho, salsa.  

FEVEREIRO

O que deve plantar/semear na horta: agrião, alface, chicória, espinafres, feijão, salsa, rabanetes, repolho (na terra); beterraba, couves diversas, ervilhas, espinafres, feijão (em estufa).

MARÇO

O que deve plantar/semear na horta: agrião, aipo, alface, alho, cebola, cenoura, chicória, coentros, couves diversas, ervilhas, favas, feijão, morangos, nabos, rabanetes, repolho, salsa. 

ABRIL

O que deve plantar/semear na horta: agrião, alho, beterraba, cenoura, coentros, ervilhas, espargos, espinafres, favas, lentilhas, morangos, nabos, rabanetes (na terra); alface, cebola, couves diversas (em vaso/estufa).

MAIO

O que deve plantar/semear na horta: alho, alface, aveia, batata, cebola, centeio, cevada, couves diversas, favas, morangos, tremoços, trigo.

JUNHO

O que deve plantar/semear na horta: macieiras, pereiras.

JULHO

O que deve plantar/semear na horta: alface, alhos, ervilhas, favas, rabanetes, repolho.

AGOSTO

O que deve plantar/semear na horta: aipo branco, alcachofras, cebola, couves diversas, aspargos, morangueiros, pimentos, tomate (na terra); melão, melancia, pepino (em vaso).

SETEMBRO

O que deve plantar/semear na horta: abóbora, alface, beterraba, cebola, cenoura, couves, ervilhas, espinafres, favas, feijão de trepar, lentilhas, melão, melancia, nabiças, nabos, pepino, rabanetes, salsa, tomate.

OUTUBRO

O que deve plantar/semear na horta: abóbora, acelgas, agrião, alface, batatas, beterraba, brócolis, cenoura, chicória, coentros, cominhos, couves diversas, favas, feijão, melão, melancia, nabos, pimentos, rabanetes, salsa, tomilho (na terra); cebola, pepino, tomate (em viveiro).

NOVEMBRO

O que deve plantar/semear na horta: abóbora, agrião, alface, beterraba, brócolis, cenoura, couves, espinafres, feijão, melão, melancia, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, repolho.  

DEZEMBRO

O que deve plantar/semear na horta: abóbora, agrião, alface, beterraba, brócolis, cenoura, couves, espinafres, feijão, melão, melancia, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, repolho.   

Este calendário é apenas uma direção pois o Brasil apresenta grande variedade de solos e temperaturas dependendo da região. Temperos de cozinha como manjericão, tomilho, alecrim, hortelã entre outros, são também uma excelente opção para qualquer época do ano e também para quem tem limitações de espaço como apartamento.

Acesse a fonte do roteiro aqui.  

Imagens: Rafael Arantes 





postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 03 de Setembro de 2015

No último final de semana de agosto a equipe do Ideias na Mesa se reuniu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Brasília) para analisar a exposição CRU - Comida, Transformação e Arte.   

A mostra iniciada em 15 de agosto permanecerá na capital até o dia 12 de outubro, e expõem uma multidisciplinaridade de obras ao ar livre e em galerias, 4 ações performáticas e intervenções gastronômicas em restaurantes da cidade.    

O curador, Marcello Dantas, define o projeto com as seguintes palavras:

“Em inglês, matéria-prima é equivalente a raw material – matéria crua, livre tradução. CRU é isso, aquilo que artistas de diferentes pontos do mundo conseguiram fazer com a comida para transforma-la em arte. A comida na arte gera um denominador comum que transcende barreiras, incita à experimentação e presenteia o interesse pela diversidade. O alimento é o grande milagre que o homem exerce sobre a natureza”.

No sábado (29/08) aconteceu a primeira das 4 performances programadas, “RE vira VOLTA", e o Ideias esteve lá de olhos, ouvidos, olfato e paladar aguçados. Os quatro sentidos foram necessários pois a intervenção artística se deu a partir da interação entre a cenografia do mexicano Hector Zamora, o grupo de percussionistas Barbatuques e as massas artesanais de sorvete feitos com frutas típicas brasileiras pela chef Ana Luiza Trajano.

“Ao ritmo de palmas e batucadas, baldes cheios de gelo e polpa de frutas giram sem parar”

O que começou em música terminou em uma explosão sensorial de cores e sabores materializada na forma de um sorvete conhecido como Nieves Mexicanas, processo ancestral de fazer sorvete na cultura Asteca. A iguaria foi espalhada em uma grande mesa redonda que remetia a um barril de curtir vinho, e pallets espalhados dentro do galpão de vidro - em cima dos quais os músicos performaram - deram um toque rústico ao ambiente.

Ao final da coreografia sinestésica chegou o momento tão aguardado pelos expectadores, desbravar os sabores exóticos recém produzidos. A equipe do Ideias, é claro, também provou e aprovou! Observamos este momento de sociabilização proporcionado pela comida, pessoas que não se conheciam, mas estavam compartilhando do mesmo alimento e interagindo entre si, ficando evidente o aspecto afetivo e sociável que o comungar da mesma refeição – cada vez mais raro nos dias de hoje - proporciona.

A próxima performance, “Amanhã está na língua, como hoje nos nossos lábios”, acontecerá no dia 03 de outubro com a proposta de desafiar o público a experimentar algo novo. Enquanto isto, é possível fazer que nem a equipe do Ideias e conferir as obras expostas: 

  


 

 



postado por Débora Castilho em Quinta-feira, 06 de Agosto de 2015

Você já imaginou uma cozinha que recicla água e sugere receitas de acordo com estoque?

E um garfo que controla a velocidade com que você se alimenta e avisa quando você estiver em um ritmo muito acelerado?

Pois então, eles já existem!

O [Mais que Ideias], hoje traz algumas ideias de uso da tecnologia na cozinha, confira abaixo alguns exemplos:

Cozinha inteligente

O projeto da cozinha inteligente foi exposto em Milão, no principal evento de arquitetura e design da categoria, e foi apreciado por mais de 250 mil visitantes. Baseado em experiências de uso e consumo coletadas pelos estudantes em diversas partes do mundo, o projeto promete o melhor aproveitamento na cozinha em todos os aspectos, tanto espaço, quanto desperdício de água e alimentos. Toda a água utilizada no processo de preparo de comida pode ser reaproveitada através se um sistema de filtros de carbono. 

Um dos destaques da cozinha do futuro são as sugestões incorporadas em seu uso cotidiano que sutilmente podem orientar quais as melhores escolhas para preparar determinadas receitas ou combinações, e sugere ideias de preparações com o tipo de alimento que está disponível na geladeira. 

Há também um sistema que alerta o usuário sobre o que ele ainda tem na geladeira e o que precisa comprar no supermercado para manter uma alimentação adequada, que também é monitorada pela cozinha inteligente.

As imagens abaixo mostram detalhes deste projeto que pretende revolucionar as cozinhas mundo afora:

 

    

 

    

 

   

 

Nutrima

Esta placa flexível analisa os alimentos que são colocados sobre ela e mostra se aquele produto está bom para o consumo, quantas calorias serão ingeridas, qual o peso da amostra e outras informações nutricionais. De acordo com o projeto, o Nutrima seria bastante sustentável, sendo carregado mecanicamente com o movimento da placa.

Este pequeno objeto ainda é apenas um protótipo e possivelmente vai passar por muitas mudanças até chegar ao mercado, mas a ideia é genial e é bom saber que existem pessoas pensando nisso.

 

 

 

Bio Robot Refrigerator

Imagine redesenhar completamente a sua geladeira e, no lugar de uma porta, você se deparar com um biopolímero em gel que "come" os seus alimentos e os mantém gelados? Parece saído de um filme de terror, mas esse refrigerador seria uma ótima ideia para acabar com o mau cheiro da geladeira, já que o ambiente é completamente selado.

 

Cada produto ficaria completamente separado um do outro, fazendo com que a vida útil dos alimentos aumentasse — todas as vezes que a porta da geladeira é aberta, o ar quente que entra acaba diminuindo um pouco a validade dos alimentos armazenados ali. Este produto não está nem em fase de testes, mas seria um redesenho interessante para um eletrodoméstico tão útil como a geladeira.

 

HAPIfork

Este produto, ao contrário de todos os anteriores, não é apenas um conceito: ele já está à venda e promete tornar a sua alimentação mais saudável ao fazer uma redução no modo como você come as suas refeições. Ele controla a velocidade com que você se alimenta e avisa quando você estiver em um ritmo muito acelerado.

 

Isso faz com que, aos poucos, você consiga se alimentar de maneira mais lenta, o que ajuda bastante a ser mais saudável. Ele pode ser conectado a aplicativos para o iOS e Android.

 

E aí o que você acha do uso da tecnologia na cozinha? Será que ela pode contribuir para as facilidades no dia a dia e também para a adoção de uma alimentação saudável?

Reflita e compartilhe conosco a sua opinião!

 

 



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