Ideias na Mesa - Blog


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postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quinta-feira, 05 de Novembro de 2015

Segundo a FAO, cerca de 1/3 dos alimentos produzidos anualmente no mundo para o consumo humano é perdido ou desperdiçado.

Todos os anos 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas no lixo e geram um prejuízo de US$ 750 bilhões.

 

A FAO também acredita que o combate à fome só poderá ser feito com a reversão do desperdício de comida no mundo.

De forma a combater esses males o [Mais que Ideias] traz duas experiências postadas pelo site Hypeness são iniciativas de combate ao desperdício de alimentos e torna-os refeições para as pessoas novamente.

Uma delas foi iniciada pelas amigas designers berlinenses, Lea Brumsack e Tanja Krakowsk que decidiram fazer algo a respeito e apostaram no combate ao desperdício de alimentos por meio do fornecimento à população de opções sustentáveis de alimentação.

Elas criaram a Culinary Misfits, uma empresa que tem como matéria-prima alimentos em ótimo estado como hortaliças, tubérculos, frutas e verduras, mas que são jogados fora por armazéns, feiras, supermercados e afins, por serem esteticamente inadequados.

 

Assim, as duas amigas preparam a comida e oferecem verdadeiros banquetes ao público em eventos de pequeno e médio porte ou feiras livres.

A outra iniciativa ao desperdício de alimentos é o movimento do “Dumpster Diving”, que em uma tradução livre significa “mergulho na lixeira”. Um estilo de vida que se sustenta pelo ato de catar itens, mais precisamente, alimentos do lixo.

 

O dumpster diving é praticado em diversos países e o objetivo é criar um contraponto à overdose de consumo e à cultura do desperdício tão disseminadas na sociedade atual. 

Algumas dicas para iniciantes encontradas na web seguem o básico do bom senso. Usar luvas, verificar se não há ratos dentro da lixeira e higienizar os alimentos encontrados, por exemplo. Outras são mais específicas, como evitar a coleta de melões. Eles podem absorver líquidos que apodrecem a fruta por dentro sem que isso fique visível na casca.

 

A prática do "Dumpster Diving" pode ser um quanto ousada e estranha, mas já conta com vários adeptos no mundo inteiro e é uma alternativa ao desperdício de alimentos e combate à fome, assim como a cozinha sustentável e inteligente da Culinary Misfits.

Você pode conferir as iniciativas completas no site Hypeness! Inspire-se!



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 22 de Outubro de 2015

A ascensão das redes de supermercados tem colocado um fim para muitas feiras que comercializam produtos frescos ao redor do mundo. Na America Latina, por exemplo, a partilha de lucros dos supermercados com a venda de alimentos aumentou de 15% para 60% entre 1990 e 2000. Entretanto, como a crescente tendência de feiras de hortifruti no Reino Unido e Estados Unidos têm mostrado, os hábitos podem mudar. O The guardian visitou alguns destes espaços coloridos ao redor do mundo, desde as gigantescas feiras a céu aberto na Índia até os mercados flutuantes em canais na Tailândia.    

Egito

Fotografia: Mohamed El-Shahed/AFP/Getty Images

Um vendedor Egípcio arruma frutas atrás de caixotes em um mercado em Cairo.

Grécia

Fotografia: Emilio Morenatti/AP  

Um varejista na espera por clientes em sua gondola de frutas no centro de Atenas.

Rússia

Fotografia: Hannibal Hanschke/Reuters

Um garoto durante a pausa para o almoço no mercado central em Kazan

Reino Unido

Fotografia: Graeme Robertson for the Guardian

Um vendedor de frutas sentado ao lado de seus produtos em Brixton, Londres.  

Canada

Fotografia: Walter Bibikow/JAI/Corbis

Pessoas visitam o Mercado Jean Talon no Quebec, Montreal.

Bangladesh

Fotografia: AM Ahad/AP

Um vendedor local escolhe bananas para vender em mercado varejista em Dhaka.

India

Fotografia: Amit Dave/Reuters

Pessoas compram frutas e hortaliças em uma feira a céu aberto e Ahmedabad.

Cuba

Fotografia: Jeremy Woodhouse/Getty Images

Um vendedor de frutas de pé em sua loja em mercado de rua na cidade de Trinidad

Tailândia

Fotografia: Christophe Archambault/AFP/Getty Images

Uma vendedora espera por clientes do lado de seu barco ancorado no rio Mae Khlong na província de Samut Songkhram localizada a 80Km de Bangkok. O canal se torna um grande mercado durante os fins de semana.  

Vietnam

Fotografia: Blickwinkel/Alamy

Fruta “Durian” - muito comum no sudeste asiático e de um odor extremamente forte – ao lado de outrasfrutas e vegetais dentro do mercado Ben Thanh na cidade Ho Chi Minh.

Argentina

Fotografia: Martin Zabala/Xinhua Press/Corbis

Um homem caminha por uma bancada de frutas e vegetais em Buenos Aires. Fazendeiros Argentinos protestaram recentemente com o slogan “no maten el campo” (não mate o campo), um pôster que pode ser visto ao fundo. 

Camboja

Fotografia: Martin Zabala/Xinhua Press/Corbis

Pessoas vendem frutas e vegetais no mercado noturno de Phnom Penh.

Sudão

Fotografia: Hemis/Alamy

Um homem vai as compras atrás de frutas em Om, Sudão.

China

Fotografia: Kevin Frayer/Getty Images

Vendedor chinês a espera de clientes em um mercado local em Beijing.  

Confira as fotos e a publicação em sua fonte original. 


 

 

  

 

 

 

 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015

O quadro de hoje apresenta uma animação criada pelo PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, que mostra algumas práticas utilizadas nas redes de supermercados para que nós compremos mais produtos muitas vezes sem nos darmos conta. 

Dentre os fatores que contribuem para uma boa saúde a alimentação saudável é fundamental. Entretanto, cada vez mais doenças associadas ao consumo de produtos ultraprocessados ricos em açúcar, gorduras e sódio tem surgido. Estes produtos não apenas interferem na saúde dos indivíduos, mas representam um modelo de comercialização que distancia os alimentos de sua forma natural transformando-os em produtos revestidos de rótulos e embalagens.

A indústria de alimentos se utiliza de estratégias de marketing através de propagandas para nos induzir a comprar determinados produtos, seja pelo apelo visual, emocional ou através de campanhas publicitárias. Além destas práticas diretas, alguns outros artifícios aos quais nos deparamos diariamente de maneira despercebida também acontecem.

Neste contexto a organização PROTESTE criou a animação “Armadilhas do Supermercado” para informar o consumidor de algumas estratégias que a rede de supermercados em parceria com a indústria de alimentos utiliza para que nós compremos mais produtos. Confira a animação no link.

Ao assistir a animação tente lembrar-se de alguma vez que foi ao supermercado e se deparou com algumas destas situações, e na próxima vez que for fazer compras tente evitar estas armadilhas. 


 

 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quinta-feira, 01 de Outubro de 2015

O [Mais que Ideias] traz hoje 5 iniciativas que podem nos inspirar no combate ao desperdício de alimentos, que segundo a ONU é dos principais problemas globais e nos dias de hoje tudo que é produzido de alimentos no mundo por ano, pelo menos um terço vira lixo.

O site Catraca Livre listou essas 5 iniciativas que demonstram o quanto pequenas atitudes podem mudar essa triste realidade mundial, seja por meio do reaproveitamento de alimentos ou até a mesma a doação. Vamos tentar nos inspirar em algumas e aplicar em nossos cotidianos e comunidade?!

Confira logo abaixo essas ideias:

Pay As You Feel Café

Na cidade inglesa de Leeds existe um café simpático e simples que abriga até 30 pessoas com o nome de Pay As You Feel (“Pague o que quiser”, em tradução livre). Como o nome sugere, o cliente paga apenas o quanto ele acha justo pelo que está consumindo. O que neste caso são diversas opções de comidas produzidas a partir de alimentos que passaram do prazo de validade, mas que ainda estão em perfeitas condições de consumo. O cardápio que procura sempre oferecer opções nutritivas e saudáveis varia de acordo com o estoque de alimentos doados por supermercados, feiras e restaurantes.

Aqui você confere mais sobre o Café.

Movimento Satisfeito

Você senta no restaurante escolhe o prato que deseja comer e na hora de fazer o pedido avisa que você quer a porção "Satisfeito". Essa opção reduz em um terço a quantidade de comida que seria servida. Você paga o valor normal do prato ao restaurante e o estabelecimento se compromete a doar em dinheiro o valor economizado na sua refeição ao Movimento Satisfeito, criado pelo Instituto Alana. Esse montante por sua vez é repassado para organizações inseridas no programa como a ONG Banco de Alimentos e o Seeds of Light.

Veja mais aqui sobre o movimento, inclusive com o vídeo que explica tudo sobre o Movimento Satisfeito.

Foodsharing

Sabe aquele pacote de feijão que você acabou comprando a mais por impulso e que iria acabar no lixo? Então, o site alemão Foodsharing criou uma plataforma que permite compartilhar este e outros alimentos que seriam desperdiçados de uma maneira bem simples. Para participar o usuário precisa cadastrar no site os itens que ele deseja doar. Os alimentos ficam disponíveis para busca através de um mapa que cobre toda a Alemanha, e o interessado só precisa ir até o endereço onde está sendo doada a mercadoria e retirá-la. Vale lembrar que a principal regra do site é de nunca doar algo que você não comeria.

Confira aqui mais sobre essa plataforma que facilita a doação e a troca de alimentos entre as pessoas.

Sainsbury’s

A Sainsbury's, tradicional rede britânica de supermercados, decidiu que todo alimento que não pudesse ser doado deveria ser transformado em energia para abastecer suas lojas. Nascia assim o projeto piloto voltado para converter restos de alimentos em gás biometano por uma empresa de reciclagem. Esse gás é transformado em energia elétrica que é enviado à uma loja da rede na região de Cannock por meio de uma linha de transmissão de 1,5 quilômetros de extensão, permitindo ao supermercado ter todo seu consumo energético baseado neste processo.

Saiba mais sobre a iniciativa da Sainsbury’s aqui!

FoPo Food Powder

Uma startup sueca criou uma tecnologia batizada de FoPo Food Powder que desidrata frutas vencidas e as transforma em um pó, aumentando sua validade de duas semanas para dois anos. É interessante notar que todas as frutas usadas no FoPo são compradas por um valor bem menor, pois todas estão perto de seu vencimento. Desta forma, agricultores e varejistas, também conseguem lucrar com um produto que certamente teria o lixo como destino. O objetivo da startup é alimentar 9 bilhões de pessoas até 2050, reduzindo 40% do desperdício dos alimentos produzidos no planeta.

Veja mais dessa tecnologia incrível.

Todas essas iniciativas estão listadas no Catraca Livre e você pode conferir no site do Catraca mais sobre essas inspirações!



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 24 de Setembro de 2015

No dia 25 de setembro a Organização das Nações Unidas (ONU) se reunirá com os Estados-membros para pactuar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODS) para os próximos 15 anos. Os três objetivos extraordinários a serem alcançados são: Erradicar a pobreza extrema, Combater a desigualdade e injustiça e Conter as mudanças climáticas.

Para que os três objetivos tenham êxito, foram elaboradas 17 metas Globais nas áreas de Segurança Alimentar, Água e Saneamento, Trabalho, Mudança Climática, Educação e Participação e Apoio.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que o novo plano tem a oportunidade de acabar com a pobreza até 2030, transformar vidas e encontrar formas de proteger o planeta. Ainda, o secretário credita que será possível atingir as metas se houver uma grande participação e forte apoio não só dos Estados-membros, mas também das organizações parceiras, da sociedade civil e da população em geral.

No intuito de difundir as Metas Globais e aumentar o engajamento da sociedade civil na causa algumas estratégias de comunicação em redes sociais foram criadas. A página GlobalGoals  - Metas Globais, livre tradução – foi criada para compartilhar o mapa interativo com as 17 metas, e também evidenciar os artistas e personalidades que estão apoiando o movimento.

E como fazer parte deste movimento?  

O TheGlobalGoals está também fazendo uma campanha no Instagram para que o público em geral tome conhecimento da importância da mobilização e possa mostrar aos líderes mundiais que a população deseja a concretização dos objetivos. Para participar, basta postar uma foto do mapa ou de alguma das metas que você se identifique mais no Instagram com as hashtags #GlobalGoals #goal + número da meta.

A meta 2 diz respeito a Erradicação da Fome, e se relaciona diretamente com a área alimentar incluindo aspectos da fome e inanição, Segurança Alimentar, nutrição, e Agricultura sustentável. A Organização das Nações Unidas para Alimentação (FAO) também aderiu à campanha no Instagram e está divulgando principalmente a meta número 2, e orienta todos que desejarem apoiar esta meta a compartilhar uma foto marcando @UNFAO, @THEGLOBALGOALS e #Goal2


 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 17 de Setembro de 2015

É crescente o número de pessoas que tem despertado o interesse em obter seus alimentos de fontes mais justas e ecológicas, como por exemplo da agricultura familiar, de origem orgânica e agroecológica. Outra modalidade de obtenção tem ganhado força entre aqueles que desejam produzir seu próprio alimento, seja de maneira coletiva organizados em hortas comunitárias, ou a nível individual por meio de pomares no quintal ou hortas verticais em seus apartamentos.

Ao começar uma plantação ou hortinha sempre surge a dúvida do que plantar, neste sentido, o [Mais que Ideias] de hoje compartilha um roteiro simplificado com algumas espécies que se saem melhor durante cada época do ano.

JANEIRO

O que deve plantar/semear na horta: agrião, alface, beldroegas, cenoura, couves-de-bruxelas, espinafres, feijão de trepar/anão, nabos, rabanetes, repolho, salsa.  

FEVEREIRO

O que deve plantar/semear na horta: agrião, alface, chicória, espinafres, feijão, salsa, rabanetes, repolho (na terra); beterraba, couves diversas, ervilhas, espinafres, feijão (em estufa).

MARÇO

O que deve plantar/semear na horta: agrião, aipo, alface, alho, cebola, cenoura, chicória, coentros, couves diversas, ervilhas, favas, feijão, morangos, nabos, rabanetes, repolho, salsa. 

ABRIL

O que deve plantar/semear na horta: agrião, alho, beterraba, cenoura, coentros, ervilhas, espargos, espinafres, favas, lentilhas, morangos, nabos, rabanetes (na terra); alface, cebola, couves diversas (em vaso/estufa).

MAIO

O que deve plantar/semear na horta: alho, alface, aveia, batata, cebola, centeio, cevada, couves diversas, favas, morangos, tremoços, trigo.

JUNHO

O que deve plantar/semear na horta: macieiras, pereiras.

JULHO

O que deve plantar/semear na horta: alface, alhos, ervilhas, favas, rabanetes, repolho.

AGOSTO

O que deve plantar/semear na horta: aipo branco, alcachofras, cebola, couves diversas, aspargos, morangueiros, pimentos, tomate (na terra); melão, melancia, pepino (em vaso).

SETEMBRO

O que deve plantar/semear na horta: abóbora, alface, beterraba, cebola, cenoura, couves, ervilhas, espinafres, favas, feijão de trepar, lentilhas, melão, melancia, nabiças, nabos, pepino, rabanetes, salsa, tomate.

OUTUBRO

O que deve plantar/semear na horta: abóbora, acelgas, agrião, alface, batatas, beterraba, brócolis, cenoura, chicória, coentros, cominhos, couves diversas, favas, feijão, melão, melancia, nabos, pimentos, rabanetes, salsa, tomilho (na terra); cebola, pepino, tomate (em viveiro).

NOVEMBRO

O que deve plantar/semear na horta: abóbora, agrião, alface, beterraba, brócolis, cenoura, couves, espinafres, feijão, melão, melancia, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, repolho.  

DEZEMBRO

O que deve plantar/semear na horta: abóbora, agrião, alface, beterraba, brócolis, cenoura, couves, espinafres, feijão, melão, melancia, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, repolho.   

Este calendário é apenas uma direção pois o Brasil apresenta grande variedade de solos e temperaturas dependendo da região. Temperos de cozinha como manjericão, tomilho, alecrim, hortelã entre outros, são também uma excelente opção para qualquer época do ano e também para quem tem limitações de espaço como apartamento.

Acesse a fonte do roteiro aqui.  

Imagens: Rafael Arantes 





postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 03 de Setembro de 2015

No último final de semana de agosto a equipe do Ideias na Mesa se reuniu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Brasília) para analisar a exposição CRU - Comida, Transformação e Arte.   

A mostra iniciada em 15 de agosto permanecerá na capital até o dia 12 de outubro, e expõem uma multidisciplinaridade de obras ao ar livre e em galerias, 4 ações performáticas e intervenções gastronômicas em restaurantes da cidade.    

O curador, Marcello Dantas, define o projeto com as seguintes palavras:

“Em inglês, matéria-prima é equivalente a raw material – matéria crua, livre tradução. CRU é isso, aquilo que artistas de diferentes pontos do mundo conseguiram fazer com a comida para transforma-la em arte. A comida na arte gera um denominador comum que transcende barreiras, incita à experimentação e presenteia o interesse pela diversidade. O alimento é o grande milagre que o homem exerce sobre a natureza”.

No sábado (29/08) aconteceu a primeira das 4 performances programadas, “RE vira VOLTA", e o Ideias esteve lá de olhos, ouvidos, olfato e paladar aguçados. Os quatro sentidos foram necessários pois a intervenção artística se deu a partir da interação entre a cenografia do mexicano Hector Zamora, o grupo de percussionistas Barbatuques e as massas artesanais de sorvete feitos com frutas típicas brasileiras pela chef Ana Luiza Trajano.

“Ao ritmo de palmas e batucadas, baldes cheios de gelo e polpa de frutas giram sem parar”

O que começou em música terminou em uma explosão sensorial de cores e sabores materializada na forma de um sorvete conhecido como Nieves Mexicanas, processo ancestral de fazer sorvete na cultura Asteca. A iguaria foi espalhada em uma grande mesa redonda que remetia a um barril de curtir vinho, e pallets espalhados dentro do galpão de vidro - em cima dos quais os músicos performaram - deram um toque rústico ao ambiente.

Ao final da coreografia sinestésica chegou o momento tão aguardado pelos expectadores, desbravar os sabores exóticos recém produzidos. A equipe do Ideias, é claro, também provou e aprovou! Observamos este momento de sociabilização proporcionado pela comida, pessoas que não se conheciam, mas estavam compartilhando do mesmo alimento e interagindo entre si, ficando evidente o aspecto afetivo e sociável que o comungar da mesma refeição – cada vez mais raro nos dias de hoje - proporciona.

A próxima performance, “Amanhã está na língua, como hoje nos nossos lábios”, acontecerá no dia 03 de outubro com a proposta de desafiar o público a experimentar algo novo. Enquanto isto, é possível fazer que nem a equipe do Ideias e conferir as obras expostas: 

  


 

 



postado por Débora Castilho em Quinta-feira, 06 de Agosto de 2015

Você já imaginou uma cozinha que recicla água e sugere receitas de acordo com estoque?

E um garfo que controla a velocidade com que você se alimenta e avisa quando você estiver em um ritmo muito acelerado?

Pois então, eles já existem!

O [Mais que Ideias], hoje traz algumas ideias de uso da tecnologia na cozinha, confira abaixo alguns exemplos:

Cozinha inteligente

O projeto da cozinha inteligente foi exposto em Milão, no principal evento de arquitetura e design da categoria, e foi apreciado por mais de 250 mil visitantes. Baseado em experiências de uso e consumo coletadas pelos estudantes em diversas partes do mundo, o projeto promete o melhor aproveitamento na cozinha em todos os aspectos, tanto espaço, quanto desperdício de água e alimentos. Toda a água utilizada no processo de preparo de comida pode ser reaproveitada através se um sistema de filtros de carbono. 

Um dos destaques da cozinha do futuro são as sugestões incorporadas em seu uso cotidiano que sutilmente podem orientar quais as melhores escolhas para preparar determinadas receitas ou combinações, e sugere ideias de preparações com o tipo de alimento que está disponível na geladeira. 

Há também um sistema que alerta o usuário sobre o que ele ainda tem na geladeira e o que precisa comprar no supermercado para manter uma alimentação adequada, que também é monitorada pela cozinha inteligente.

As imagens abaixo mostram detalhes deste projeto que pretende revolucionar as cozinhas mundo afora:

 

    

 

    

 

   

 

Nutrima

Esta placa flexível analisa os alimentos que são colocados sobre ela e mostra se aquele produto está bom para o consumo, quantas calorias serão ingeridas, qual o peso da amostra e outras informações nutricionais. De acordo com o projeto, o Nutrima seria bastante sustentável, sendo carregado mecanicamente com o movimento da placa.

Este pequeno objeto ainda é apenas um protótipo e possivelmente vai passar por muitas mudanças até chegar ao mercado, mas a ideia é genial e é bom saber que existem pessoas pensando nisso.

 

 

 

Bio Robot Refrigerator

Imagine redesenhar completamente a sua geladeira e, no lugar de uma porta, você se deparar com um biopolímero em gel que "come" os seus alimentos e os mantém gelados? Parece saído de um filme de terror, mas esse refrigerador seria uma ótima ideia para acabar com o mau cheiro da geladeira, já que o ambiente é completamente selado.

 

Cada produto ficaria completamente separado um do outro, fazendo com que a vida útil dos alimentos aumentasse — todas as vezes que a porta da geladeira é aberta, o ar quente que entra acaba diminuindo um pouco a validade dos alimentos armazenados ali. Este produto não está nem em fase de testes, mas seria um redesenho interessante para um eletrodoméstico tão útil como a geladeira.

 

HAPIfork

Este produto, ao contrário de todos os anteriores, não é apenas um conceito: ele já está à venda e promete tornar a sua alimentação mais saudável ao fazer uma redução no modo como você come as suas refeições. Ele controla a velocidade com que você se alimenta e avisa quando você estiver em um ritmo muito acelerado.

 

Isso faz com que, aos poucos, você consiga se alimentar de maneira mais lenta, o que ajuda bastante a ser mais saudável. Ele pode ser conectado a aplicativos para o iOS e Android.

 

E aí o que você acha do uso da tecnologia na cozinha? Será que ela pode contribuir para as facilidades no dia a dia e também para a adoção de uma alimentação saudável?

Reflita e compartilhe conosco a sua opinião!

 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 30 de Julho de 2015

Alimentação e arte são campos do conhecimento que possuem grande afinidade apesar de serem distintos. Em outras postagens nós evidenciamos a relação entre estes saberes a partir de obras que são feitas usando alimentos como tema principal para suas composições, relembre: Paisagens comestíveis, última refeição, alimentação e surrealismo.

No quadro de hoje apresentamos algumas obras do prestigiado artista contemporâneo brasileiro Vik Muniz. Nascido em 1961 na cidade de São Paulo, o artista mudou-se para Nova York na vida adulta onde abriu seu próprio ateliê. Consagrou-se no cenário internacional ao criar suas obras a partir de materiais inusitados como arames, linha, resto de obras e lixo. Além destes materiais, Muniz criou retratos usando açúcar e chocolate, associando arte e alimentação.

A série de 6 retratos que compuseram a amostra “Crianças de Açúcar” em 1996 impulsionou a carreira do artista internacionalmente. Ela foi produzida a partir do contato de Vik com crianças caribenhas filhas de plantadores de cana. O artista ficou sensibilizado ao ver de perto a vida dura que os trabalhadores levavam nos canaviais, e principalmente das crianças que os acompanhavam. A escolha de usar açúcar na composição se deu justamente por ser o produto produzido por estes trabalhadores, e também uma maneira de instigar os espectadores de que apesar do dulçor do açúcar a vida destas crianças não é nada doce.

É possível analisar o conteúdo das obras sob o olhar da Segurança Alimentar e Nutricional. A exposição do artista já traz este conceito, uma vez que os pais trabalham em uma monocultura de cana, vivendo em condições não favoráveis, e as crianças bastante magras. Apesar de não ter sido feito nenhum acompanhamento de profissionais da saúde, é possível inferir a partir da observação as vulnerabilidades socioeconômicas e nutricionais as quais as crianças estavam expostas.

Um ano após Crianças de Açúcar, Vik Muniz criou a série “Quadros de chocolate”. O que o motivou foi a parte sensorial e interativa de criar obras com um elemento comestível. Nas palavras do artista: “Chocolate nos faz pensar em amor, luxúria, romance, obesidade, escatologia, manchas, culpa, etc. – associações que, sem dúvida, provocam um curto-circuito no significado da imagem original de que eu me sirvo para desenhar”.

            

A série “Fotos do Lixo, 2008” foi sem dúvida um dos trabalhos de maior expressão do artista, gerando um documentário riquíssimo chamado “Lixo Extraordinário, 2010”. As fotos, a partir de montagens com o lixo, foram tiradas no lixão de Jardim Gramacho em Duque de Caxias – RJ, e tiveram como objetivo expor as condições de vida precária na qual os catadores de lixo vivem.

As obras de Vik Muniz estão intimamente relacionadas com o tema alimentar, seja diretamente através de obras que remetem a questões de SAN e da relação com o alimento através do imaginário sensorial, ou da poluição do solos e água que influenciam negativamente na produção e consumo. 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 16 de Julho de 2015

No mês de maio fizemos uma publicação a respeito da campanha da Organização das Nações Unidas para Alimentação que elegeu 2015 como o Ano Internacional dos Solos, relembre. A entidade realizou uma competição fotográfica no Instagram intitulada #soils4life – solos para vida, livre tradução – com o intuito de retratar os solos com suas potencialidades mas também práticas abusivas que geram degradação.

Você pode conferir as vinte fotos mais curtidas na conta do Instragram @UNFAO. Foram escolhidas três fotos vencedoras que foram selecionadas com base na quantidade de curtidas. Os vencedores verbalizaram o que a foto significou para eles:

Solos: uma potente fonte de vida

Xavier Eduardo Carrera Huerta, Honduras

 

“Nesta fotografia eu estou tentando expressar o poder da natureza frente a exploração humana. Os solos são a fonte de toda a vida e alimentos, mas eles estão sofrendo por consequência da expansão populacional, escassez de recursos naturais e produção extensiva de alimentos. Na Universidade, nós estamos aprendendo constantemente sobre métodos de conservação do solo e como lidar com esta delicada fonte. Como parte de trabalhos no meu curso, eu tenho participado em projetos em comunidades vizinhas para aumentar a conscientização sobre a importância dos solos e as maneiras as quais produtores podem produzir grandes quantidades de alimentos saudáveis sem danificar o solo!”.    

A importância de um manejo sustentável do solo  

Jorge Stiven Chanaluisa Saltos, Honduras

“Esta foto transmite a importância de uma agricultura sustentável e o papel da humanidade em otimizar a produção, devendo ao mesmo tempo proteger e preservar o solo. O solo é a base de tudo. Nele a vida se desenvolve e evolui. É uma importante fonte de alimentos naturais. Sem o solo nós não temos nada, nós não existiríamos e nem teríamos evoluído. Eu estudo na Zamorano, uma Universidade que produz conhecimento para os jovens da América Latina preservarem e tratarem o solo de maneira sustentável. Eu estou aprendendo novas técnicas para quando eu tiver oportunidade aplicar todo conhecimento adquirido para evitar a exploração do solo.”

Poluição do solo e não-reciclagem

Milyaev Konstantin, Russian Federation

“Nesta foto eu estou chamando atenção para o problema da falta de reciclagem e poluição do solos férteis que afetam vários países em desenvolvimento. A poluição dos solos está trazendo um impacto extremamente negativo no meio ambiente e nos nossos alimentos, precisando ser solucionada imediatamente. Quando meus pais se aposentaram eles se tornaram fazendeiros. O problema da poluição e degradação dos solos sempre foi uma preocupação para nós. Por um período de dez anos nós recuperamos a nossa terra para que ela produzisse alimentos para alimentar nossa família. O manejo sustentável do solo foi central nesse processo. Eu e meus amigos estamos tentando solucionar estes problemas em nossa região. Eu estou feliz que através desta competição a FAO está chamando atenção para os solos e a necessidade de preservá-los.”

Projeto Kagera – Solos saudáveis para uma vida saudável

O vídeo apresenta a realidade de uma região estratégica no leste da África localizada na fronteira entre quatro países. Um bom controle do regime dos níveis de água é fundamental para o desenvolvimento da região, uma vez que 16 milhões de pessoas vivem na localidade e a maioria depende da pesca e produção de alimentos para sobreviver.    

O projeto ajudou um grupo de 30 produtores a melhorar a produção de alimentos através da instalação de poços artesianos e sistemas de canos. Eles se alimentam com um terço do que produzem e vendem o resto. Além disto, o projeto fomenta práticas agroecológicas que visam a melhoria das condições do solo como a cobertura com matéria orgânica que otimiza a utilização de água e evita a degradação.

O projeto de Manejo Agroecológico entre Fronteiras é um exemplo de sucesso que está mudando a realidade de uma grande quantidade de indivíduos e dando sentido ao conceito de “solos saudáveis para uma vida saudável”.  



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