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postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 07 de Abril de 2016

 

No dia 7 de abril é comemorado o Dia Mundial da Saúde. A data foi criada em 1948 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como desfecho de uma Assembleia Geral que tirou como encaminhamento a ampliação do conceito de saúde, que era até então entendido apenas como a ausência de doença, para abranger um estado de completo bem-estar físico, mental e social.    

A ampliação da compreensão do que é saúde evidenciou a necessidade da criação de estratégias para melhorar à saúde da população e avançou no entendimento de que a prevenção é um elemento fundamental para tal garantia. Neste contexto, a cada ano um tema relacionado à saúde é escolhido para que o debate seja aprofundado e em 2016, o assunto escolhido foi a doença Crônica não Transmissível Diabetes Mellitus.

A Diabetes tipo 2, decorrente da resistência periférica a insulina não autoimune, se tornou um grave problema global pois sua prevalência vem aumentando alarmantemente nas últimas décadas. Atualmente 422 milhões de indivíduos em todo o mundo tem diabetes e a tendência é de se duplicar este número nos próximos 20 anos. Segundo as últimas pesquisas, no Brasil 9 milhões de pessoas, aproximadamente 7% da população, apresentam a doença.

Um caminho importante para frear o avanço da diabetes é trabalhar na prevenção, o que significa incentivar a população a se alimentar melhor, levar uma vida mais ativa e o Estado atuar em medidas que protejam os indivíduos. Com este intuito, a OMS lançou uma campanha intitulada “Dê um passo: Vença o Diabetes” para conscientização sobre o tema apresentando dados e alguns materiais que por enquanto estão disponíveis apenas em inglês e espanhol, mas em breve eles serão traduzidos também para o português. Confira:    

   

Clique aqui para acessar o infográfico criado pela OMS sobre a diabetes no continente americano.   

O Ministério da Saúde disponibilizou também O Atlas da Diabetes e o Caderno de Atenção básica Nº 36: Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: diabetes mellitus.




postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 31 de Março de 2016

O que a geladeira da sua casa diz a seu respeito? Foi instigado por este pensamento que o fotógrafo Mark Menjivar, que vive no Texas, se dedicou para criação de uma série de imagens retratando diferentes aparelhos de refrigeração.

Em entrevista à revista The Splendid Table – A mesa esplêndida, livre tradução – o fotógrafo foi perguntado o porquê da escolha de fotografar geladeiras sendo que ele poderia escolher tantos outros temas. Mark contou que durante um trabalho em um documentário que participou, o assunto alimentar passou a lhe interessar. Foi quando despretensiosamente em uma tarde qualquer ele tirou uma foto do próprio freezer, e ao olhar para a fotografia tempos depois ele teve a impressão de estar observando algo que nunca tinha visto antes.

A série de fotografias já passou por diferentes países e Mark revela que tem sido uma ótima oportunidade para encontrar chefes, produtores locais e diferentes organizações para tratar com a população sobre assuntos relacionados ao sistema alimentar. Fotografar a geladeira das pessoas dentro de suas casas exige também uma certa intimidade, e Mark conta que os indivíduos permitiram a ação do fotógrafo por acreditarem na relevância do projeto.   

As fotos contêm informações breves sobre a profissão do proprietário da geladeira e alguma característica de sua personalidade ou da sua rotina. Menjivar ao ser perguntado a respeito de quais fotos e características mais chamaram sua atenção ele contou de um indivíduo com problemas mentais vivendo a margem da sociedade e em situação de insegurança alimentar. Em sua geladeira não havia quase nada, um cachorro-quente, uma embalagem de Pepsi com água e um pote de pimenta. Do outro lado do espectro, ele cita uma auxiliar de parto que tinha a geladeira repleta de vegetais comprados de produtores locais. 

A foto abaixo é um comparativo de uma geladeira de uma atendente de doceira que foi despejada de casa em virtude de seu casamento inter-racial não aceito pelos pais. Em sua casa moram 4 habitantes.  A segunda é a geladeira de um engenheiro que se preparou para receber 17 integrantes de suas famílias de descendentes italianos e de Porto Rico para um almoço.   

 

A foto a seguir mostra a geladeira de um Bar-Tender que mora sozinho e trabalha até às 8h da manhã e acordar as 16h. A segunda geladeira é de um casal onde o marido trabalha na construção civil e a esposa é dona de casa e acorda todos os dias as 4 da manhã para preparar o café para sua família com 4 membros. 

 

Estes são alguns dos exemplos que caracterizam as famílias a partir de suas geladeiras, para conferir mais obras e seus respectivos proprietários e hábitos acesse o link.




postado por Maína Pereira em Quinta-feira, 10 de Março de 2016

O ato de comer merece não apenas um tempo de qualidade, como também ótimas companhias e um ambiente agradável e convidativo.

Além da partilha de receitas deliciosas, uma decoração com flores ou velas criam um clima mais alegre e aconchegante à mesa.

E quando a mesa não tem só arranjos de flores, mas vasos lindos e comestíveis?

Essa é a proposta do artista Danling Xiao, criador da série de arranjos em vasos de frutas e vegetais. Para ele “a própria natureza já é uma artista”. Em seu trabalho, ele declara tentar manter os materiais em suas formas originais, a fim de preservar sua beleza natural. São curiosas criações de ingredientes naturais que já possuem capacidade de se comportar como vasos. Assim feito, tem-se alimentos transformados em recipientes funcionais, práticos e lindos!

Segundo o artista, a beleza dessas obras é para derreter na boca. “Seria um desperdício apenas contemplá-los. ”

 

vaso comestivel

 

vaso comestivel 2

 

vaso comestivel 2

 

 

 

Fonte: Design Boom



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2016

Que tal fazer comida com abraços ou até mesmo com a luz do sol?!

O Catraca Livre postou em seu site várias alternativas diferentes de fazer comida, como a torradeira que funciona por meio de abraços e até mesmo um forno solar.

São ideias incríveis que estão no [Mais que Ideias] do nosso blog hoje.

Idealizado pela Pleno Sol que funciona à base da economia solidária, do consumo consciente e de uma alimentação adequada, o forno solar é uma ótima alternativa para uma cozinha sustentável.

Ele é capaz de assar, grelhar, cozinhar, tudo o que um forno convencional também faz. Apesar de o tempo de cozimento neste tipo de forno ser maior do que no convencional, o consumo de gás ou energia elétrica é eliminado.

Na mesma linha da cozinha sustentável do forno solar, a empresa One Earth Designs lançou um fogão totalmente sustentável que cozinha os alimentos usando a energia proveniente do calor do sol.

O fogão é chamado de “SolSource” e é feito com espelhos que captam a energia solar e também tem a mesma funcionalidade de um fogão convencional, contudo tem a vantagem de não emitir poluentes.

 

Agora, fugindo um pouco do cozimento sustentável dos alimentos, mas ainda assim, falando em uma cozinha sustentável e afetiva, temos a torradeira que funciona com abraços.

Sim, isso mesmo que você leu, com abraços!

A estudante de design de Londres, Ted Wiles, a fim de estimular os sentimentos felizes nos usuários lançou alguns objetos para esse fim.

Todos os objetos precisam de algum estímulo/interação física para funcionar, ou seja, o telefone só vai funcionar se o usuário sorrir ao utilizar o objeto.

Há também uma torradeira que só é ativada quando é abraçada. Um abraço é capaz de ativar os sensores e o termostato do aparelho.



Então, que tal cozinhar de forma sustentável e ainda de leva praticar a afetividade que reúne o cozinhar e também a cozinha, além de ter uma alimentação saudável e sustentável?!

Veja mais no site do Catraca Livre!



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 04 de Fevereiro de 2016

Você alguma vez já olhou para um prédio ou objeto e imaginou aquilo sendo uma outra coisa? O Nicholas Blechman não apenas o fez como materializou a sua criatividade.

Nicholas é um ilustrador, designer e diretor de arte conhecido internacionalmente por seus trabalhos. Atualmente reside em Nova York e é o Diretor de Criação da revista “The New Yorker”. Apresentemos hoje um de seus trabalhos intitulado “Gastro-Architecture” – Arquitetura Gastronomica, livre tradução – no qual ele rebatiza alguns prédios dada à similaridade com utensílios culinários e comida, e faz uma releitura transformando outros internacionalmente conhecidos em diferentes objetos.

                               "O pepino"                                                                               "Ralador de queijo" 

 

                          "Catedral de Brasília"                                                                       "Frango assado" 

 

                       "Basílica de são Pedro"                                                                     "Espremedor de laranja"                      

 

Para ver mais: http://nyti.ms/1sK2q4A

 

Além das releituras, Blechman também criou séries a partir de ilustrações para contar de maneira lúdica algumas etapas do sistema alimentar. Uma delas diz respeito a adulteração de azeites de oliva comercializados no Estados Unidos. A grande maioria deles alegava nas embalagens ter determinada pureza e ter sido produzido na Itália, no entanto, após denúncias e um trabalho de investigação ficou constatada a adição de outros óleos vegetais como soja por exemplo e aditivos químicos. Além disto, algumas marcas importavam azeitonas de outros países e as envazavam vendendo-as como se fossem italianas.

Para conferir outros trabalhos do ilustrador acesse seu site oficial. 




postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2016

O [Mais que Ideias] de hoje cruza oceanos e apresenta um dos trabalhos do artista e fotógrafo neozelandês Henry Hargreaves. Nascido e criado na pequena cidade de Christchurch, Henry sempre teve a câmera como um hobby. Apesar de nunca ter estudado fotografia ele ganhou experiência no tema ao estudar e trabalhar no mundo da moda, o que possibilitou que ele fotografasse temas de seu interesse e aprendesse diferentes técnicas.

Hargreaves conseguiu projeção internacional por compor suas obras fotográficas a partir de alimentos, e conta que esta fixação começou quando ele trabalhou na indústria alimentícia antes de se tornar um fotógrafo em tempo integral. “Eu era fascinado sobre os pedidos das pessoas, e o que elas pediam falava bastante sobre as suas características e personalidade. Eu tento trazer esta ideia para dentro do meu trabalho mostrando as conexões visualmente”.

No que diz respeito às suas obras, o neozelandês costuma fazer trabalhos colaborativos com outros artistas, como é o caso de “Deep Fried Gadgets” – Aparelhos Eletrônicos Fritos, livre tradução – que apresentamos no quadro de hoje, feito em parceria com a artista Caitlin Levin.

O conceito da série é um comentário sobre a similaridade entre o consumismo tecnológico e a indústria fast-food, ambos rapidamente devorados e depois descartados por conta de nosso apetite pelo produto mais novo.

Henry relata que a motivação para este trabalho se deu em seu interesse de trabalhar com comida e a justaposição de diferentes mundos. A inspiração surgiu quando ele assistiu a um vídeo na internet em que crianças japonesas tentavam fritar um PSP (videogame portátil) e come-lo. Como se pode imaginar o plano não deu muito certo, mas Hargreaves gostou da ideia e pensou que aquilo podia ser expandido e fotografado de uma forma bela. Em suas palavras: “Eletrônicos se tornaram praticamente dispositivos sagrados, de forma que uma edição mais recente de um aparelho da apple deixa as pessoas eufóricas. Mas assim que o próximo modelo é lançado o anterior é imediatamente esquecido”.

O neozelandês consegue através desta série traduzir e correlacionar na forma de imagens dois universos distintos, mas com muitas similaridades. De um lado a massificação tecnológica que através de campanhas publicitarias nos impele a consumir os produtos como uma voracidade sem igual, e paralelamente, a indústria de alimentos que se utiliza de estratégias parecidas para nos empurrar goela abaixo produtos baratos, ultraprocessados com alta densidade energética e baixo valor nutricional.     

Para conferir os originais e outros trabalhos de Henry Hargreaves e artistas parceiros acesse a página oficial.


 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016

A obra “Cubos” dos artistas holandeses Lenert & Sander representa um encontro mais do que acertado e intenso entre comida e arte, refletindo o modelo de massificação dos alimentos no atual sistema alimentar.

A ideia para criação de “Cubos” surgiu a partir de um trabalho que eles foram designados a fazer para um jornal local (De Volkstrant), que tinha como objetivo a confecção de uma imagem relacionada à comida. O jornal não deu nenhuma orientação específica, o que na opinião dos artistas foi extremamente desafiador pois alimentação é um tema extremamente amplo. Foi então que eles resolveram fazer com que 98 alimentos diferentes fossem igualmente cortados em cubos com 2,5cm de aresta de maneira que todos eles estivessem representados com a mesma importância.

Observando a imagem da dupla fica fácil perceber onde arte e alimentos entram nesta história, é a partir da motivação do processo criativo entretanto que fica clara a crítica ao sistema alimentar industrial. Os alimentos representados foram escolhidos a partir do que eles encontravam nas mercearias locais, sendo a única regra para seleção a escolha de alimentos naturais. A reflexão que os artistas tiveram foi que a partir do momento que se cortava os alimentos uniformemente eles eram igualados, ainda que aparentemente, tudo se tornava processado dando o insight para o conceito da obra.

Lenert comentou que na Holanda, de uma maneira geral, as pessoas fazem comentários negativos acerca da comida durante momentos de socialização. As críticas não são a respeito do gosto ou dos nutrientes, mas sobre as origens dos alimentos e do sistema alimentar fortemente influenciado por interesses comerciais. Um exemplo é o caso da empresa internacional do mercado de agrotóxicos Monsanto e o que ela produz. A intenção dos artistas, portanto, foi demonstrar porções de alimentos e as terríveis histórias que cada um deles carrega através do processo produtivo.

“Cubos” representa de uma forma extremamente autêntica a lógica com que a alimentação é tratada na atualidade. A cadeia industrial descaracteriza alimentos naturais transformando-os em produtos, as empresas do ramo de agrotóxicos e transgênicos modificam sementes e alimentos para atender as demandas desta lógica e os prejuízos para a saúde da população e para o meio ambiente se agravam cada vez mais.

Para visualizar a obra “Cubos” e outros trabalhos dos artistas acesse o site.   


  

 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2015

A Equipe do Ideias na Mesa foi para campo e acompanhou um mutirão de manejo agroecológico na Chácara Divina Luz, na região do Pipiripau em Brasília.

A Chácara Divina Luz está passando pelo processo de transição agroecológica e hoje já conta com hectares de agrofloresta, plantações de hortaliças e frutas nos moldes da agroecologia, além da produção de mudas para a recuperação de nascentes do Rio Pipiripau.

 

Todo o trabalho agroecológico, incluso os mutirões de manejo são feitos de forma coletiva e seguem ao pé da letra os princípios da agroecologia em relação à produção para o autoconsumo da família.

 

Entretanto a propriedade já é capaz de produzir alimentos para além do auto consumo familiar e, portanto gera excedentes de produção.

Dessa forma, nós do Ideias na Mesa nos perguntavamos: de que forma é escoada esse excesso da produção alimentar da chácara?

O [Mais que Ideias] de hoje traz a resposta que buscávamos, dado pelos próprios produtores da chácara, de como a comercialização/escoamento desses alimentos é feita.

Confira a iniciativa daqui de Brasília e também de outros estados do país. 

Coloquem os cintos e vamos lá!

A produção agroecológica da Chácara Divina Luz e das demais propriedades da região que cultivam produtos orgânicos e agroecológicos são escoadas e revendidas por meio do Coletivo Orgânico.

O Coletivo Orgânico é uma feira agroecológica sobre rodas do Distrito Federal, mais precisamente uma rede de agricultores ecológicos e consumidores, que buscam enfrentar os desafios enfrentados pelas pessoas (tanto consumidores, quanto agricultores) em relação à distribuição e a comercialização de alimentos saudáveis nas cidades, visto o “cenário de veneno” que encontramos quando vamos às compras de nossos alimentos nos grandes supermercados.

O grupo trabalha para produzir alimentos saudáveis e adequados que garantam a saúde e a segurança alimentar e nutricional do consumidor, através de plantios biodiversos que seguem os princípios da agricultura natural e dos ecossistemas saudáveis, não utilizando agrotóxicos e preservando o meio ambiente.

Para distribuir e comercializar esses alimentos, o Coletivo Orgânico segue os princípios da economia justa e solidária, de forma a fortalecer a economia local, a valorização do trabalho rural, a aproximação do consumidor/produtor, além de garantir alimentos frescos, baratos e saudáveis à mesa das famílias.  

 

Os pontos de venda direta são feitos com feiras itinerantes em locais estratégicos de Brasília através do ônibus adaptado à estrutura de feira. Além da venda direta, o grupo ainda realiza a venda por um sistema de feira online com entrega a domícilio.

Confira a página no Facebook do Coletivo Orgânico!

Seguindo na mesma linha do projeto independente de Brasília, o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides) lançou o projeto “Feira sobre Rodas”, o primeiro ônibus adaptado de Sergipe para a comercialização de alimentos orgânicos e saudáveis na capital Aracaju e em outras cidades do estado.

O objetivo também é promover a alimentação saudável e adequada para a melhoria da qualidade de vida das populações em vulnerabilidade social, além de valorizar e fortalecer a produção de pequena escala e a renda familiar dos pequenos agricultores.

 

Acompanhe aqui a reportagem sobre o “Feira sobre Rodas”.

Sabia que o Ceará já conta também com alguns ônibus desses?

Pois é, o projeto cearense faz parte da iniciativa das Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa) que leva frutas e verduras frescas a bairros de Fortaleza com preços mais acessíveis daqueles ofertados nos supermercados e bem mais saudáveis também.

  

Os produtos são vendidos em um ônibus que fica em diferentes pontos da cidade, mas também como o Coletivo Orgânico, realiza o serviço de entrega em domicilio.

Temos aqui também a reportagem do projeto cearense.

O “ônibus-feira itinerante” é uma ideia bastante difundida pela Europa e no Canadá (veja aqui) na promoção de uma alimentação saudável e adequada à população, entretanto frisamos aqui as experiências brasileiras para mostrar que em uma parada próxima à sua casa um ônibus pode trazer uma boa opção de alimentação saudável e sustentável.

*Fotos: Coletivo Orgânico - Felipe O Resende



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2015

[Mais que ideias] Patrimônio Alimentar

O conceito de Comida como Patrimônio vem se fortalecendo no Brasil e no mundo. Ele é fruto do reconhecimento e da necessidade de se perpetuar preparações e métodos de produção que são extremamente representativos da cultura de uma população e de determinada região. Reconhecer um alimento como patrimônio é um processo complexo que não ocorre de maneira impositiva, mas sim como resultado do acumulo cultural em torno de determinada prática ou alimento.

O conceito de patrimônio alimentar se insere dentro do conceito de  Patrimônio Imaterial apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) que define:   

"O Patrimônio  Cultural Imaterial é transmitido de geração a geração, constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana."

Sendo assim, apresentamos alguns alimentos e preparações ao redor do mundo que são considerados patrimônio imaterial apresentados em matéria do La Nación em espanhol.  

Baianas do acarajé - Brasil

O ofício das baianas de acarajé, registrado como Patrimônio Imaterial Brasileiro pelo Iphan é a prática tradicional de produção e venda nos espaços públicos, em tabuleiro, das chamadas comidas de baiana, feitas com azeite de dendê e ligadas ao culto dos orixás, amplamente disseminadas, principalmente na cidade de Salvador.

O acarajé foi reconhecido como patrimônio imaterial não apenas pela grande aceitação do alimento, mas também por salvaguardar métodos de preparo e cultura passadas de geração a geração pelas baianas.  

Comida Mexicana

Os pratos mexicanos não entraram na seleta lista apenas pela variedade de ingredientes de forte sabor empregados em sua cozinha, mas sim por ser um modelo cultural integral que inclui aspectos como a agricultura tradicional, práticas, rituais e costumes ancestrais. Ingredientes como o milho, feijão e a pimenta estão no coração da comida mexicana e somados a estes ingredientes estão modos de preparo bastante únicos.  

Corea do Norte Kimchi 

Este prato tradicionalmente coreano é uma preparação de vegetais fermentados, principalmente repolho, temperado com mariscos. A iguaria é reconhecida como patrimônio cultural da humanidade pois além de ser amplamente reconhecida e consumida pela população do país é produzido a partir de uma mescla de tradições sociais que envolvem a comunidade. O prato surgiu da necessidade de garantir alimentos durante o verão que pudessem ser consumidos no inverno.   

Pão de gengibre - Croácia 

A tradição de fazer o pão remonta a idade média quando os biscoitos eram cozinhados em monastérios, e posteriormente, nas casas dos artesãos principalmente na região da Europa. A receita leva ingredientes básicos, farinha, açúcar e especiarias, o diferencial entretanto está na decoração que cada padeiro cria.

Washoku Japonês  

Em um tradução literal significa "cuia" e foi incluída como patrimônio pelo reconhecimento do espírito essencial de respeito à natureza que esta relacionado com o uso sustentável dos recursos naturais. A cozinha nipônica tradicional se baseia em ingredientes locais como arroz, pescado, vegetais e plantas silvestres comestíveis.

Café Turco   

É fruto da combinação de técnicas de maceração e repouso seguida de um lento processo para ser servido em jarras de cobre, o que dá uma característica cremosa e doce. Apesar do sabor autêntico, o que elevou a bebida no hall de patrimônio foi a cerimônia de reunir as pessoas em torno da mesa do café como um símbolo de hospitalidade, amizade e entretenimento.

Gastronomia francesa  

A comida na França é uma prática social para celebrar momentos importantes na vida das pessoas e grupos segundo a Unesco. Este fato associado a cuidadosa seleção de receitas e ingredientes e combinação de pratos com vinhos envoltos em uma cuidadosa decoração da mesa, mostram uma relação com o alimento que transcende o simples ato de coloca-los na boca. Esta combinação de fatores incluí a cozinha francesa na lista.  


Confira o texto em espanhol.

Imagens BBC   



postado por Ideias na Mesa em Quinta-feira, 19 de Novembro de 2015

Quando se estuda Nutrição em um contexto internacional, é possível entender como os desafios de garantir a Segurança Alimentar e Nutricional são extensos. As organizações que buscam alcançar países em crise, populações vulneráveis e comunidades em conflito possuem várias estratégias para vencer as barreiras de distância e principalmente de recursos. No post do Mais que Ideias de hoje, vamos mostrar alguns exemplos para quem tem vontade de ajudar outras nações de alguma forma e não sabia como fazê-lo.

É possível, por exemplo acessar um jogo online e testar os seus conhecimentos básicos em ciências, gramática, matemática ou artes para doar grãos de arroz para populações vulneráveis. Parece algo pequeno, mas o website freerice.com já doou mais de um milhão e meio de toneladas de arroz por meio dessa simples “brincadeira”. O site está disponível em Inglês, Espanhol, Francês, Italiano e Coreano. 

 free rice

O projeto organizado pelo Programa Mundial de Alimentos, da ONU, tem dois objetivos: a doação de alimentos e o fornecimento de uma ferramenta grátis de educação para todo o mundo. Uma vez que a organização é financiada por voluntários, os recursos gerados por esse site contribuem para movimentar suas campanhas. O dinheiro é arrecadado por meio de pagamento de organizações que alugam espaços no site para anúncios, e o Programa mundial de Alimentos usa esses recursos para comprar arroz em mercados locais, o que movimenta a economia e alimenta os que precisam. É grátis, rápido, e não há limites para sua participação diária. O programa também aceita doações voluntárias por meio do seu site.

Outro projeto similar é o The hunger site (O site da fome, em inglês). O site foi lançado em 1999 pelo projeto Greater Good, que por meio de financiamentos coletivos organiza iniciativas de causas sociais. O projeto inclui ações que promovem os direitos dos animais, campanhas de saúde e também incentivo à educação.

Também por meio de pagamentos por anúncios, o site consegue arrecadar fundos com visualizações de usuários. O principal modo de contribuir é acessando o site diariamente e clicando no botão amarelo (foto abaixo). Cada clique gera visualizações que aumentam o pagamento pelas instituições que alugam espaço para marketing. Além disso, o site possui uma loja virtual na qual todos os lucros são destinados a projetos sociais de distribuição de alimentos.

hungersite

Além disso, contribuir diretamente com doações também é uma oportunidade de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico de diversas comunidades. O Kiva é um deles, uma companhia de financiamento coletivo que fornece empréstimos com baixas taxas para indivíduos e associações que precisam de algum auxílio para expandir, manter ou estabelecer seu sustento.

Contribuir online é fácil, e além disso a empresa se orgulha de uma taxa de pagamento de 98% para todos os que participam. Desde 2005, quase 800 milhões de dólares já foram repassados por mais de 1 milhão de pessoas por todo o mundo. Os empréstimos priorizam agricultores familiares e donos de microempresas, sempre visando o desenvolvimento econômico de regiões vulneráveis.

Essas três iniciativas são excelentes oportunidades para fazer parte da luta contra a fome no mundo, mas vale lembrar que não existem só elas e nada melhor do que agir localmente de forma ativa e presencial também. A versatilidade da internet fornece muitos recursos para se manter engajado e ajudar pessoas do mundo todo, então esteja sempre ligado nos projetos que podem aparecer por aí! 

 


por Lucas Ferreira

Estudante de graduação da UnB, participou da Rede Ideias na Mesa em 2014 como nosso estagiário. Atualmente, estuda Nutrição na Universidade de British Columbia, no Canadá, em um programa de intercâmbio. Os assuntos de Nutrição Internacional que fazem parte de seus estudos têm trazido a ele a oportunidade de colaborar no nosso blog divulgando projetos que atraem atenção no mundo todo.



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