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postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 21 de Julho de 2016

Como aparece nos princípios do Marco de referência de educação alimentar e nutricional, uma alimentação com base na sustentabilidade social, ambiental e econômica leva em conta a sazonalidade e origem geográfica e cultural dos alimentos. Pensando nisso, o [Mais que Ideias] de hoje traz dois projetos feitos em parceria pelos artistas Caitlin Levin e Henry Hargreaves que usam a comida de forma artística para ilustrar essas facetas do sistema alimentar.

O projeto Food Scans tem como objetivo destacar a beleza e diversidade das frutas e verduras de cada época e assim a vantagem de respeitar a sua sazonalidade. Por meio de um calendário com composições visuais surrealistas feitas com frutas escaneadas, visualiza-se detalhadamente, em seu estado natural, a simetria, estética e a forma como as imperfeições e inconsistências dos alimentos os tornam os exemplos mais interessantes de arte da natureza.

Maio: cenoura, limão, ervilhas, brotos de alho, abobrinha

Dezembro: peras, batatas, sálvia, alecrim, couve de bruxelas, caquis, chalotas, noz moscada, tangerinas, cranberries

Já o projeto Food Maps tem como base a ideia de que os alimentos típicos dos países e continentes são um portal para as complexidades culturais locais. Assim criaram uma série cartográfica lúdica de localizações geográficas feitas de comidas icônicas que melhor as representam. Trabalhando meticulosamente com alimentos reais não adulterados, formaram-se silhuetas de vários lugares do mundo.

Ao transformarem alimentos emblemáticos de países e continentes em mapas físicos pretenderam mostrar como a comida tem viajado o mundo e como vários ingredientes transformam a identidade cultural de um lugar, deste modo, por exemplo, apesar de sabermos que os tomates originalmente vieram dos Andes na América do Sul, a Itália se tornou o rei do tomate.

América do sul: cítricos

Itália: tomates

E você, já parou para pensar qual a origem geográfica, sazonal e cultural dos alimentos que você consome? E a importância e impacto de tais pontos na sustentabilidade do sistema alimentar? 

 



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quinta-feira, 30 de Junho de 2016

Sabe-se que o desperdício de alimentos no Brasil e no mundo advém de inúmeros fatores sociais, históricos, culturais e até de lógicas comerciais capitalistas, que priorizam um alimento complemente "perfeito" nos moldes econômicos. O desperdício, inclusive, interfere na construção de um sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustentável, princípio difundido pelo Novo Guia Alimentar para a População Brasileira de 2014.

Segundo a ONU, cerca de um terço de toda a comida é perdida ou desperdiçada no caminho entre onde foi produzida até onde é consumida. Além disso, este descarte contribui para um impacto direto na poluição do ar, sendo responsável por 8% das emissões de gases que causam o efeito estufa. 

A fotógrafa estadunidense Eliza Eliazarov, sensibilizada pela temática, decidiu criar o projeto Waste Not, onde retrata em fotos, a grande variedade de alimentos que encontra no lixo de diversos pontos da cidade.

Confira algumas abaixo:

 

 

 

 

 

No Brasil, uma estudante da Universidade Federal de São Carlos, a Marilu, juntamente com outras duas colegas, decidiram lançar o projeto Virando Latas. Neste projeto, também tocadas pela temática do desperdício, decidiram passar 30 dias se alimentando somente de coisas encontradas no lixo e documentando e registrando as suas evoluções nas midias sociais. A prática, que não é nova no Brasil, existe em outros países e é conhecida como Freegan ou freeganismo.

Veja algumas fotos do projeto:

 

 

 

 

 

Aliás, o site Catraca Livre, a partir do Instituto Akatu (uma ONG que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente) disponibilizou 11 dicas que você pode adotar para evitar o desperdício de alimentos:

 

1 - Faça o cardápio da semana

2- Não se preocupe com a aparência dos alimentos

3 - Cuidado ao manipular os alimentos

4 - Aproveite as partes boas de verduras e legumes

5 - Opte apenas pelo essencial

6 - Não jogue fora as sobras

7 - Sirva no prato somente o que vai comer

8 - Prefira produtos da estação

9 - Produtos regionais são muito gostosos

10 - Faça o alimento durar mais

11 - Aproveite cascas, sementes e talos dos alimentos

 

Para saber mais sobre estas dicas, clique aqui.

E você? Está fazendo algo para evitar o desperdício de comida? Que tal começar? Junte a sua família, amigos e comunidade e mãos à obra!

 



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 23 de Junho de 2016

Você conhece as principais recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira?

Na atualidade, a dinâmica de acesso à informação mais usada e que pode ser uma boa ferramenta didática, são os recursos audiovisuais compartilhados na rede. Pensando nisso, o [Mais que Ideias] de hoje juntou alguns vídeos explicativos e divertidos sobre os principais pontos do Guia.

Tendo por pressupostos os direitos à saúde e à alimentação adequada e saudável, o Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado em 2014, apresentou diretrizes alimentares oficiais para a nossa população, visando às transformações sociais vivenciadas pela sociedade brasileira, que impactaram sobre suas condições de saúde e nutrição, nos últimos tempos. A edição do guia passou por um processo de consulta pública, que permitiu o seu amplo debate por diversos setores da sociedade e orientou a construção da versão final.

O Guia mostra que a alimentação adequada e saudável é um direito humano básico que envolve a garantia ao acesso permanente e regular, de forma socialmente justa, a uma prática alimentar adequada aos aspectos biológicos e sociais do indivíduo e que deve estar em acordo com as necessidades alimentares especiais; ser referenciada pela cultura alimentar e pelas dimensões de gênero, raça e etnia; acessível do ponto de vista físico e financeiro; harmônica em quantidade e qualidade atendendo aos princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer; e baseada em práticas produtivas adequadas e sustentáveis.

O documento configura-se também como instrumento de apoio às ações de educação alimentar e nutricional no SUS e também em outros setores, considerando os múltiplos determinantes das práticas alimentares e a complexidade e os desafios que envolvem a conformação dos sistemas alimentares atuais.

Fontes dos Vídeos:

1)Nesse vídeo, produzido pelo jornal digital NEXO, se faz uma análise das práticas alimentares atuais do brasileiro, utilizando um design bem instrutivo e aplicando as categorias de alimentos e princípios de uma alimentação saudável presentes no Guia.

2)O Canal do Campo à Mesa, que produziu esse vídeo explicativo, tem como objetivo tornar visível, clara e compreensível a verdade sobre os alimentos, e usa o Guia como principal referência.

3)Essa animação, produzida pelo Senado Federal, engloba todos os dez principais passos para uma alimentação saudável, como a importância da comensalidade e do ato de cozinhar, o apoio à feiras de produtores locais, o olhar crítico ao marketing alimentício, entre outros.  

4)E por último, uma divertida paródia musical produzida por estudantes de Nutrição da USP, pra aprender sobre o Guia dançando. 

E você, já produziu algum vídeo criativo envolvendo Educação Alimentar e Nutricional ou Direito Humano à Alimentação Adequada? Se sim, compartilhe conosco!



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quinta-feira, 16 de Junho de 2016

Os alimentos possuem diversas simbologias e significações culturais, sociais e econômicas. Porém, eles não se atêm somente a estes elementos; muitas vezes fazem parte da elaboração e construção de diferentes obras artísticas e visuais.

O brasileiro e fotógrafo William Kass, a partir da sua imaginação e criatividade, utiliza a comida para a criação de inúmeros cenários e universos paralelos. Suas obras, além de utilizarem muitas cores e elementos visuais, dinamizamizam-se em cenas chamativas e singulares.

Confira abaixo algumas de suas obras:

 

 

 

 

 

O seu portfólio conta também com vários outros materiais e temáticas extremamente divertidos. Caso queira saber mais, acesse a página do fotógrafo aqui. 

A criação dessa forma de arte pode ser encontrada em outros locais. Nos Estados Unidos por exemplo, uma artista americana cria obras semelhantes, porém com um tom mais leve e suave.

Confira:

 

 

 

Que tal tentar compartilhar desta ideia e tentar criar novos cenários para as suas refeições? Pode ser um programa divertido! Fica a dica!



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quarta-feira, 15 de Junho de 2016

Recentemente, foi divulgado pelo PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - um dado que interfere na contrução de um sistema alimentar sustentável: um terço de toda a comida é perdida ou desperdiçada no caminho entre onde foi produzida até onde é consumida. 

O desperdício de alimentos é atualmente um problema importante pois além de gerar impactos ambientais, sociais e políticos, acarreta perdas financeiras da ordem de US$ 940 bilhões, ou o equivalente a mais de R$ 3,3 trilhões por ano. Sua raízes envolvem desde questões culturais e sociais, até lógicas comerciais capitalistas, que priorizam um alimento complemente "perfeito" nos moldes econômicos.

Pensando em toda esta problemática, uma ONG dinamarquesa decidiu criar o We food. Este estabelecimento é totalmente destinado a vender produtos que iriam pro lixo, mas que ainda preservam suas características nutricionais e organolépticas como cor e sabor.

A ONG relata que muitos alimentos, por não estarem em um padrão visual completamente "perfeito", ou por estarem perto de amadurecerem, são jogados fora por supermercados. Logo, eles coletam estes alimentos e o vendem a um preço consideravelmente menor. Todos os lucros então são destinados a ações sociais dentro e fora do país.

A iniciativa já tornou-se reconhecida, e grandes figuras políticas do país já foram visitar e comprar no Wefood.

Veja algumas fotos abaixo:

 

 

 

 

Porém, esta iniciativa não se restringe somente à Dinamarca! O Brasil possui algumas experiências de educação alimentar e nutricional que focam neste tema e que inclusive, estão cadastradas em nossa rede virtual. Um exemplo é o de estudantes de nutrição da Universidade Federal de Lavras (UFLA) que realizaram uma ação para conscientizar feirantes e consumidores.

O grupo criou um questionário específico para os feirantes e outro para os consumidores, buscando diagnosticar o desperdício de alimentos decorrente da eliminação de frutas e hortaliças que não apresentam o padrão estético "perfeito" pregado pelas logísticas comerciais. Os estudantes organizaram também, uma banquinha com alimentos fora do padrão e distribuíram panfletos e materiais para conscientizar à todos.



Vale ressaltar que o Ideias na Mesa lançou também neste ano o Concurso da Beleza interior dos alimentos, onde haviam 3 concorrentes um tanto quanto charmosos e deliciosos! A intenção era justamente trazer toda essa discussão sobre desperdício e padrões comerciais de alimentos.

Que tal escolher o seu canditato preferido? Confira abaixo e divirta-se!

 

 



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 02 de Junho de 2016

Como trouxemos em um post do [Pensando EAN] de abril, hoje em dia há uma ressignificação da relação entre o rural e o urbano, e as hortas dentro das grandes cidades são um ótimo exemplo disso. A agricultura urbana dialoga diretamente com a segurança alimentar e nutricional. Ela garante uma maior autonomia da população na produção e consumo de alimentos in natura, saudáveis e livres de agrotóxicos. Além disso, pode promover novas soluções para antigos problemas, como o desperdício e a fome, juntando conhecimentos tradicionais e novas tecnologias.

Os exemplos que trouxemos aqui utilizam propriedades da água para elaborar estruturas eficientes de produção de alimentos.

Aquaponia

Um sistema que vem revolucionando essa área que é ideal para pequenos espaços e também pode ser usada para produção em larga escala, é a Aquaponia: uma técnica que permite a produção de hortaliças, vegetais, plantas aquáticas comestíveis e frutos do mar para alimentação, de forma integrada e colaborativa – tanto os excrementos liberados pelos peixes na água compartilhada ajudam as plantas com seus nutrientes quanto as plantas ajudam na limpeza e oxigenação das águas para os peixes. Essa estrutura pode economizar até 90% de água em relação à agricultura convencional e ainda eliminar completamente a liberação de efluentes no meio ambiente, pois se trata de um sistema fechado.

Um exemplo desse sistema em escala maior, é o trabalho do grupo GrowUp, que já desenvolveu a primeira fazenda comercial de aquaponia em Londres. Veja aqui como fazer uma agroponia em casa, e aqui como essa ideia vem repercutindo no Brasil.

Swale

Pensando na questão da acessibilidade a alimentos frescos e saudáveis nas grandes cidades, as artistas e permaculturistas Mary Mattingly e Casey Tang criaram o projeto Swale: uma “floresta flutuante” feita em uma grande barca onde serão cultivados 80 tipos de alimentos para distribuição gratuita.

A grande inovação é a técnica semelhante a da aquaponia, utiliza a água do rio para cultivar o solo. O barco conta com uma vegetação própria de áreas úmidas, capaz de filtrar os recursos do rio e fornecer água para as outras plantas. Por apostar em espécies perenes, isto é, que têm ciclo de vida longo, o trabalho de manutenção é menor, o que facilita a replicação em áreas públicas.

Seguindo o pensamento que é possível existir de um modo independente da cadeia global de produção, Swale funciona tanto como uma escultura quanto uma ferramenta, as autoras afirmam que com esse projeto querem reforçar a água como um bem comum e trabalhar no sentido de alimentos frescos também como um bem comum, e que esperam que Swale seja uma chamada ao fortalecimento de novas formas de colaboração e cooperação. O projeto nos põem a reconsiderar nossos sistemas alimentares, para confirmar a crença na alimentação como um direito humano, e abrir caminhos para criar alimentos públicos no espaço público.



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quinta-feira, 19 de Maio de 2016

Foi divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome nessa semana, um indicador um tanto quanto positivo: o Brasil, assumindo uma agenda central no enfrentamento da fome, desenvolveu um conjunto de políticas que permitiram que o país pudesse realmente alterar de forma estrutural a realidade das pessoas. Segundo a FAO, os índices mostram que menos de 0,5% da população encontra-se em situação de insegurança alimentar.

No Canadá, um menino chamado Oliver ficou emocionado ao presenciar uma situação de insegurança alimentar, em que crianças buscavam no lixo, materiais recicláveis. Estes seriam utilizados para a venda e consequente ganho de dinheiro para a compra de alimentos.

Logo, decidiu contribuir de uma forma um tanto quanto positiva: utilizando o espaço da sua casa, iniciou uma horta orgânica, com o intuito de vender sua produção para comerciantes e a população local. Todo o lucro seria revertido para auxiliar instituições de caridade. Sua ideia deu muito certo, e hoje Oliver é um grande exemplo para a comunidade.

Confira algumas fotos:

 

 

 

 

 

Que tal desenvolver uma iniciativa como esta em sua comunidade? Vale a pena!



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 18 de Maio de 2016

O marketing é uma estratégia extremamente eficaz para divulgação e construção da imagem de determinados produtos, e por isso, é amplamente utilizada por uma grande variedade de indústrias incluindo a alimentícia.

No que diz respeito a este setor em específico, são inúmeras as campanhas publicitárias que exploram o aspecto afetivo, do prazer, e até mascaram os aspectos prejudiciais destes produtos atribuindo um outro valor na criação de uma nova imagem para marca. Alimentos ultraprocessados apresentam uma grande concentração de sódio, açúcar, gordura e aditivos químicos, prejudiciais à saúde quando consumidos com frequência. Ciente destes aspectos, as marcas que trabalham com alimentos processados investem grandes quantias para criar slogans positivos que vinculem seus consumidores.

Em março compartilhamos a campanha #DietaFail da ONG Aliança de Controle ao Tabagismo (ACTbr), que compartilhou imagens para conscientizar sobre as verdadeiras consequências associadas aos produtos, relembre aqui o post.    

Recentemente o Catraca Livre publicou uma matéria com imagens criadas pelo publicitário e designer Fabrício Fajardo seguindo a mesma proposta, confira: 

A Coca-Cola, além das campanhas clássicas, está trazendo ao Brasil um novo produto cujo objetivo é passar a imagem de um produto mais saudável, mas que na prática, continuam vendendo um velho produto com uma nova “roupagem”. Leia a matéria




postado por Débora Castilho em Quinta-feira, 05 de Maio de 2016

Você já olhou para a sua lixeira e observou que muitos dos produtos adquiridos para consumo são embalados em embalagens de isopor? Material que contribui com o acúmulo de resíduos nos lixões e aterros, e que demora de 100 a 300 anos para se decompor.

 Foi justamente esta reflexão que levou a brasileira Sayuri Miyamoto Magnabosco, de 17 anos, estudante do ensino médio em Curitiba, a pensar em uma solução: por que não produzir bandejas a partir do bagaço da cana-de-açúcar?

É sobre esta e outras soluções sustentáveis que o [Mais que Ideias] destaca na coluna de hoje.

O talento da jovem Sayuri Miyamoto somado a ajuda da mãe e dos professores fez com que a idealização de uma bandeja biodegradável feita a partir do bagaço de cana saísse do papel. E um ano depois, a ideia já tem até pedido de patente.

 

 

A ideia é simples, da maneira como deve ser um projeto científico no ensino médio, defende o professor Cornélio Schwambach, orientador de Sayuri. A cana ela conseguiu com um vendedor de caldo, perto de casa. Bateu no liquidificador de casa e misturou àquela cola branca caseira, que os mais antigos conhecem bem: farinha de trigo e água, fervidos no fogão.

 

 

A parte difícil foi secar no sol. O clima de Curitiba não ajudou muito (“alguns eu deixei para secar no forno”). Além de ter que encontrar uma “solução básica” para misturar ao bagaço para impedir a fermentação. Esta foi uma etapa importante, pois a bandeja não podia ser tão biodegradável a ponto de estragar enquanto o alimento ainda está próprio para consumo. “Pesquisei nos produtos de limpeza, vi o que era utilizado, e encontrei uma substância que não teria nenhum efeito tóxico sobre o bagaço”, explica ao jornal Gazeta do Povo.

E ainda, com a mesma preocupação sobre o uso crescente de recipientes descartáveis poluentes, uma equipe de pesquisa da Universidade de Naresuan desenvolveu um processo para fazer tigelas de comida biodegradáveis a partir de folhas. Professores da faculdade de engenharia passaram mais de um ano desenvolvendo o processo, até produzir, finalmente, tigelas utilizáveis e firmes a partir de folhas para substituir os recipientes de isopor.

 

 

Por tentativa e erro, a equipe descobriu que folhas da tanga kwao, sak e sai, típicas da região, são as melhores opções para produzir as peças. Os pratos suportam até água quente, sem vazamento e se degradam naturalmente depois de serem descartadas (de preferência onde haja vegetação, que a sua decomposição não afetará negativamente o solo e os outros organismos naturais).

 

Samorn Hiranpraditsakul, professor de engenharia industrial, disse que a inspiração para desenvolver estes recipientes ecológicos veio de uma visita a um templo no Norte, onde viu as enormes pilhas de descarte.

Sabe-se que o Sistema alimentar compreende o processo que abrange desde o acesso á terra até a destinação de resíduos. Portanto, você já parou para pensar sobre sua contribuição para um sistema alimentar sustentável? Reflita!

Para saber mais sobre tigelas biodegradáveis a partir de folhas, clique aqui: http://m.bangkokpost.com/news/917069

 

 



postado por Equipe Ideias na Mesa em Quinta-feira, 14 de Abril de 2016

A internet por meio das redes sociais passou a ser um dos principais veículos de transmissão da informação relacionado com os mais diversos temas. Em se tratando do campo alimentar, esse fenômeno é por um lado positivo por permitir a troca de conteúdos que contribuam para uma vida e um ambiente mais saudável, mas também torna igualmente acessíveis informações não tão construtivas.

Pensando nisto, a equipe do Ideias identificou contas no Instagram que são inspiradoras e que ao mesmo tempo exploram a comida de verdade em suas mais diversas formas como elemento central. Selecionamos aquelas que acreditamos contribuir para um mundo e um ambiente alimentar mais saudável, justo e sustentável, e por isto, seguimos perfis sem fins comerciais e que não façam postagens com conflito de interesses.

Assim, sobra uma infinidade de postagens "do bem" que vão desde conteúdos informativos sobre o desperdício de alimentos até receitas deliciosas e fotografias de comer com os olhos.

 

 

Nacionais

1 - @neiderigo

Neide Rigo é nutricionista e colunista do Caderno Paladar, é também autora do blog "come-se". Em sua conta ela se descreve como cozinheira, hortelã urbana e curiosa. Em suas postagens ela fala sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC's) e sobre um estilo de vida em consonância com a natureza.

2 - @matonoprato

"Mundo são, sente sã". Conta destinada a promover a Educação Ambiental através da valorização da biodiversidade alimentar, assim como Neide Rigo, eles também escrevem entre outros temas sobre PANC's.

3 - @tempero_alternativo

Instagram dedicado a uma alimentação natural e sustentável por meio de receitas vegetarianas e veganas de simples preparo e acessíveis.

4 - @lilifujiy

Dona de casa, economista, designer, aprendiz de fotógrafa é também autora do blog "donadecasa". Suas postagens são dedicadas a adoçar a vida, com bolos, doces e sorvetes, e além das fotografias serem maravilhosas, ela também escreve sobre poesia.

5 - @riojarafa

Estudante de nutrição que se descreve como apaixonado por comida de verdade e viciado em esportes. Faz postagens para incentivar o ato de cozinhar e aborda em suas postagens temas sobre alimentação saudável e sustentável além de dar dicas de livros e receitas.

Internacionais

1 - @uglyfruitandveg

Traduzido como "frutas e hortaliças feias", a conta se dedica a mostrar hortifrutis que apresentam formatos diferentes dos padrões encontrados em supermercados. O objetivo é conscientizar sobre o desperdício de alimentos presente em aproximadamente 30% da cadeia alimentar mundial.

2 - @thefeedfeed

A conta posta diariamente fotos de receitas de todos os tipos de preparações imagináveis, tanto doces como salgadas. As receitas podem ser lidas integralmente no blog vinculado ao perfil.

3 - @henry_hargreaves_photo

Fotógrafo neozelandês que compõem suas obras a partir de alimentos. Além das imagens que já causam um impacto visual, seu trabalho é também crítico e traz a reflexão de diferentes aspectos do sistema alimentar.

4 - @_foodstories_

Traduzido como "histórias alimentares", o Instagram da dupla de fotógrafas alemãs apresenta lindas fotografias que trabalham com a composição das cenas e dos momentos que circundam a alimentação para além da refeição.

5 - @cookrepublic

Sneh Roy, proprietária da conta 'República do Cozinhar', é uma fotógrafa, bloger e autora do livro 'Refeições deliciosas e rápidas'. Sua conta é dedicada a propagar uma alimentação saudável de forma que as pessoas possam cozinhar sem complicações.

 



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