Ideias na Mesa - Blog


Posts Relacionados com a(tag):mais que ideias

postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 04 de Agosto de 2016

Alimentos transgênicos representam o modelo de produção em larga escala com amplo emprego de tecnologias genéticas, fertilizantes químicos e agrotóxicos. São pouco familiares para alguns, trazem dúvidas para vários, mas um ponto é fato, a maioria de nós os consome com considerável frequência até mesmo sem imaginar.

Em um trabalho para o Jornal Ligature, os fotógrafos Enrico Becker e Matt Harris apresentaram sua ótica interpretando frutas transgênicas sob a perspectiva da arte. As cores naturais de cascas e interiores dão lugar a tons pastéis monocromáticos, que apesar de visualmente interessantes, promovem um distanciamento daquilo que seriam as frutas in natura. Os artistas brincam também com a propriedade das frutas inserindo um código de barras em todas elas, da forma que a partir do momento em que são geneticamente modificadas, elas passam a ser propriedade de alguma empresa, e não mais livremente pertencentes ao espaço natural.         

Soja e milho são os carros chefe da produção transgênica e o Brasil é o segundo maior produtor destes grãos no mundo. Cientistas, grupos de pesquisas e empresas multinacionais vivem em uma guerra de braço constante sobre o tema. De um lado, os que tentam a todo custo afirmar que eles são seguros e portanto sua produção deve continuar a todo vapor, e do outro, os que apontam os riscos à saúde e os incontáveis agravos socioambientais. Enquanto isso, nós, os consumidores, estamos cada vez mais expostos a esses alimentos.

Não é apenas quando comemos uma espiga de milho, ou alguma preparação com soja – se não forem orgânicos ou agroecológicos é praticamente certo que são transgênicos – que estamos ingerindo estes alimentos, mas a grande maioria dos produtos industrializados utilizam milho e a soja como matéria prima barata de base. Fécula de milho, bolos pré-preparados, fermento biológico, biscoitos e salgados, e tantos outros, além é claro, dos produtos mais óbvios como óleo e leite de soja, e milho em conserva por exemplo.           

A série de fotografias com frutas alteradas nos permite visualmente problematizar a questão da transgenia tanto do ponto de vista da naturalidade dos alimentos quanto da transformação dos mesmos em mercadoria e propriedade. 

Para conferir mais imagens acesse o link.


 

 



postado por Marina Morais Santos em Quinta-feira, 28 de Julho de 2016

A cultura brasileira não é composta de elementos separados como música, culinária, língua e arte, mas de uma mistura de tudo isso! A culinária brasileira, por exemplo, não é apenas cheia de pratos deliciosos, coloridos e vibrantes, mas também desempenha um papel social muito além da alimentação e está relacionada a várias manifestações da cultura popular, como a linguagem. Da interação entre a nossa comida e a nossa língua, surgiram várias expressões populares que estão na boca do povo até hoje. No [Mais que Ideias] de hoje, selecionamos algumas dessas expressões e contamos um pouco das suas possíveis origens:

- Pão-duro: possivelmente, essa expressão veio de uma peça teatral de Amaral Gurgel, baseada na vida de um mendigo que, supostamente, teria vivido no Rio no início do século 20 abordando pessoas na rua e pedindo qualquer coisa, nem que fosse um "pedaço de pão duro". Depois da morte do mendigo, no entanto, descobriu-se que ele era um homem rico que acumulou um bom patrimônio com contas no banco e até imóveis durante a vida.

- Dar uma banana: essa expressão brasileira um tanto onfensiva é acompanhada por um gesto, que também é feito em outros paíseis como Portugal, Espanha e Itália. No entanto, só aqui fala-se em banana e, provavelmente, foi o que gesto inspirou a criativadade do brasileiro a fazer uma associação com a fruta.

- Marmelada: na hora de fazer o doce de marmelo, para render mais, é comum misturar chuchu ao doce, já que ele não tem sabor forte e textura parecida com a do marmelo cozido. Assim, o doce rendia mais e custava menos para o bolso de quem produzia, o cliente, no entanto, era enganado. Por isso, a expressão "marmelada" passou a ser usada para indicar algo fajuto. 

- Vá plantar batatas: com a revolução industrial na metade do século 19, o trabalho rural começou a ser visto como trabalho para gente desqualificada. Por isso, os portugueses que trabalhavam nas fábricas costumavam mandar alguém "plantar batata" como uma forma disfarçada de ofender. 

- Chorar as pitangas: a palavra pitanga vem do tupi guarani pyrang, que significa vermelho. Sendo assim, uma hipótese para a origem dessa expressão é de que chorar as pitangas tem a ver com o fato de que os olhos ficam vermelhos depois que se chora muito. 

- Arroz de festa: usada para falar de pessoas que não perdem festas por nada, sendo convidadas ou não, essa expressão pode ter vindo do costume de jogar arroz em recém casados. Outra possibilidade, é de que ela tenha surgido de tradições lusas, uma vez que nas comemoraçãoes de famílias portuguesas, não faltava algum tipo de arroz doce, que era conhecido como "arroz de festa".

- Acabar em pizza: essa expressão surgiu na década de 1960 na época em que Sociedade Esportiva do Palmeiras estava em crise. Na época, os dirigientes costumavam fazer várias e longas reuniões, uma das quais durou 14 horas para que os problemas do time fossem resolvidos de vez. Como a reunião era muito longa, os dirigentes resolveram pedir 18 pizzas, chope e vinho para conseguirem aguentar aquela jornada de debates. Ao final de tudo isso, Milton Peruzzi publicou no jornal Gazeta Esportiva uma norícia com o seguinte título: "Crise do Palmeiras termina em pizza". 

Quer mais expressões populares que citam comida? Então, dá uma olhada nessa lista



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 21 de Julho de 2016

Como aparece nos princípios do Marco de referência de educação alimentar e nutricional, uma alimentação com base na sustentabilidade social, ambiental e econômica leva em conta a sazonalidade e origem geográfica e cultural dos alimentos. Pensando nisso, o [Mais que Ideias] de hoje traz dois projetos feitos em parceria pelos artistas Caitlin Levin e Henry Hargreaves que usam a comida de forma artística para ilustrar essas facetas do sistema alimentar.

O projeto Food Scans tem como objetivo destacar a beleza e diversidade das frutas e verduras de cada época e assim a vantagem de respeitar a sua sazonalidade. Por meio de um calendário com composições visuais surrealistas feitas com frutas escaneadas, visualiza-se detalhadamente, em seu estado natural, a simetria, estética e a forma como as imperfeições e inconsistências dos alimentos os tornam os exemplos mais interessantes de arte da natureza.

Maio: cenoura, limão, ervilhas, brotos de alho, abobrinha

Dezembro: peras, batatas, sálvia, alecrim, couve de bruxelas, caquis, chalotas, noz moscada, tangerinas, cranberries

Já o projeto Food Maps tem como base a ideia de que os alimentos típicos dos países e continentes são um portal para as complexidades culturais locais. Assim criaram uma série cartográfica lúdica de localizações geográficas feitas de comidas icônicas que melhor as representam. Trabalhando meticulosamente com alimentos reais não adulterados, formaram-se silhuetas de vários lugares do mundo.

Ao transformarem alimentos emblemáticos de países e continentes em mapas físicos pretenderam mostrar como a comida tem viajado o mundo e como vários ingredientes transformam a identidade cultural de um lugar, deste modo, por exemplo, apesar de sabermos que os tomates originalmente vieram dos Andes na América do Sul, a Itália se tornou o rei do tomate.

América do sul: cítricos

Itália: tomates

E você, já parou para pensar qual a origem geográfica, sazonal e cultural dos alimentos que você consome? E a importância e impacto de tais pontos na sustentabilidade do sistema alimentar? 

 



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quinta-feira, 30 de Junho de 2016

Sabe-se que o desperdício de alimentos no Brasil e no mundo advém de inúmeros fatores sociais, históricos, culturais e até de lógicas comerciais capitalistas, que priorizam um alimento complemente "perfeito" nos moldes econômicos. O desperdício, inclusive, interfere na construção de um sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustentável, princípio difundido pelo Novo Guia Alimentar para a População Brasileira de 2014.

Segundo a ONU, cerca de um terço de toda a comida é perdida ou desperdiçada no caminho entre onde foi produzida até onde é consumida. Além disso, este descarte contribui para um impacto direto na poluição do ar, sendo responsável por 8% das emissões de gases que causam o efeito estufa. 

A fotógrafa estadunidense Eliza Eliazarov, sensibilizada pela temática, decidiu criar o projeto Waste Not, onde retrata em fotos, a grande variedade de alimentos que encontra no lixo de diversos pontos da cidade.

Confira algumas abaixo:

 

 

 

 

 

No Brasil, uma estudante da Universidade Federal de São Carlos, a Marilu, juntamente com outras duas colegas, decidiram lançar o projeto Virando Latas. Neste projeto, também tocadas pela temática do desperdício, decidiram passar 30 dias se alimentando somente de coisas encontradas no lixo e documentando e registrando as suas evoluções nas midias sociais. A prática, que não é nova no Brasil, existe em outros países e é conhecida como Freegan ou freeganismo.

Veja algumas fotos do projeto:

 

 

 

 

 

Aliás, o site Catraca Livre, a partir do Instituto Akatu (uma ONG que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente) disponibilizou 11 dicas que você pode adotar para evitar o desperdício de alimentos:

 

1 - Faça o cardápio da semana

2- Não se preocupe com a aparência dos alimentos

3 - Cuidado ao manipular os alimentos

4 - Aproveite as partes boas de verduras e legumes

5 - Opte apenas pelo essencial

6 - Não jogue fora as sobras

7 - Sirva no prato somente o que vai comer

8 - Prefira produtos da estação

9 - Produtos regionais são muito gostosos

10 - Faça o alimento durar mais

11 - Aproveite cascas, sementes e talos dos alimentos

 

Para saber mais sobre estas dicas, clique aqui.

E você? Está fazendo algo para evitar o desperdício de comida? Que tal começar? Junte a sua família, amigos e comunidade e mãos à obra!

 



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 23 de Junho de 2016

Você conhece as principais recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira?

Na atualidade, a dinâmica de acesso à informação mais usada e que pode ser uma boa ferramenta didática, são os recursos audiovisuais compartilhados na rede. Pensando nisso, o [Mais que Ideias] de hoje juntou alguns vídeos explicativos e divertidos sobre os principais pontos do Guia.

Tendo por pressupostos os direitos à saúde e à alimentação adequada e saudável, o Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado em 2014, apresentou diretrizes alimentares oficiais para a nossa população, visando às transformações sociais vivenciadas pela sociedade brasileira, que impactaram sobre suas condições de saúde e nutrição, nos últimos tempos. A edição do guia passou por um processo de consulta pública, que permitiu o seu amplo debate por diversos setores da sociedade e orientou a construção da versão final.

O Guia mostra que a alimentação adequada e saudável é um direito humano básico que envolve a garantia ao acesso permanente e regular, de forma socialmente justa, a uma prática alimentar adequada aos aspectos biológicos e sociais do indivíduo e que deve estar em acordo com as necessidades alimentares especiais; ser referenciada pela cultura alimentar e pelas dimensões de gênero, raça e etnia; acessível do ponto de vista físico e financeiro; harmônica em quantidade e qualidade atendendo aos princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer; e baseada em práticas produtivas adequadas e sustentáveis.

O documento configura-se também como instrumento de apoio às ações de educação alimentar e nutricional no SUS e também em outros setores, considerando os múltiplos determinantes das práticas alimentares e a complexidade e os desafios que envolvem a conformação dos sistemas alimentares atuais.

Fontes dos Vídeos:

1)Nesse vídeo, produzido pelo jornal digital NEXO, se faz uma análise das práticas alimentares atuais do brasileiro, utilizando um design bem instrutivo e aplicando as categorias de alimentos e princípios de uma alimentação saudável presentes no Guia.

2)O Canal do Campo à Mesa, que produziu esse vídeo explicativo, tem como objetivo tornar visível, clara e compreensível a verdade sobre os alimentos, e usa o Guia como principal referência.

3)Essa animação, produzida pelo Senado Federal, engloba todos os dez principais passos para uma alimentação saudável, como a importância da comensalidade e do ato de cozinhar, o apoio à feiras de produtores locais, o olhar crítico ao marketing alimentício, entre outros.  

4)E por último, uma divertida paródia musical produzida por estudantes de Nutrição da USP, pra aprender sobre o Guia dançando. 

E você, já produziu algum vídeo criativo envolvendo Educação Alimentar e Nutricional ou Direito Humano à Alimentação Adequada? Se sim, compartilhe conosco!



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quinta-feira, 16 de Junho de 2016

Os alimentos possuem diversas simbologias e significações culturais, sociais e econômicas. Porém, eles não se atêm somente a estes elementos; muitas vezes fazem parte da elaboração e construção de diferentes obras artísticas e visuais.

O brasileiro e fotógrafo William Kass, a partir da sua imaginação e criatividade, utiliza a comida para a criação de inúmeros cenários e universos paralelos. Suas obras, além de utilizarem muitas cores e elementos visuais, dinamizamizam-se em cenas chamativas e singulares.

Confira abaixo algumas de suas obras:

 

 

 

 

 

O seu portfólio conta também com vários outros materiais e temáticas extremamente divertidos. Caso queira saber mais, acesse a página do fotógrafo aqui. 

A criação dessa forma de arte pode ser encontrada em outros locais. Nos Estados Unidos por exemplo, uma artista americana cria obras semelhantes, porém com um tom mais leve e suave.

Confira:

 

 

 

Que tal tentar compartilhar desta ideia e tentar criar novos cenários para as suas refeições? Pode ser um programa divertido! Fica a dica!



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quarta-feira, 15 de Junho de 2016

Recentemente, foi divulgado pelo PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - um dado que interfere na contrução de um sistema alimentar sustentável: um terço de toda a comida é perdida ou desperdiçada no caminho entre onde foi produzida até onde é consumida. 

O desperdício de alimentos é atualmente um problema importante pois além de gerar impactos ambientais, sociais e políticos, acarreta perdas financeiras da ordem de US$ 940 bilhões, ou o equivalente a mais de R$ 3,3 trilhões por ano. Sua raízes envolvem desde questões culturais e sociais, até lógicas comerciais capitalistas, que priorizam um alimento complemente "perfeito" nos moldes econômicos.

Pensando em toda esta problemática, uma ONG dinamarquesa decidiu criar o We food. Este estabelecimento é totalmente destinado a vender produtos que iriam pro lixo, mas que ainda preservam suas características nutricionais e organolépticas como cor e sabor.

A ONG relata que muitos alimentos, por não estarem em um padrão visual completamente "perfeito", ou por estarem perto de amadurecerem, são jogados fora por supermercados. Logo, eles coletam estes alimentos e o vendem a um preço consideravelmente menor. Todos os lucros então são destinados a ações sociais dentro e fora do país.

A iniciativa já tornou-se reconhecida, e grandes figuras políticas do país já foram visitar e comprar no Wefood.

Veja algumas fotos abaixo:

 

 

 

 

Porém, esta iniciativa não se restringe somente à Dinamarca! O Brasil possui algumas experiências de educação alimentar e nutricional que focam neste tema e que inclusive, estão cadastradas em nossa rede virtual. Um exemplo é o de estudantes de nutrição da Universidade Federal de Lavras (UFLA) que realizaram uma ação para conscientizar feirantes e consumidores.

O grupo criou um questionário específico para os feirantes e outro para os consumidores, buscando diagnosticar o desperdício de alimentos decorrente da eliminação de frutas e hortaliças que não apresentam o padrão estético "perfeito" pregado pelas logísticas comerciais. Os estudantes organizaram também, uma banquinha com alimentos fora do padrão e distribuíram panfletos e materiais para conscientizar à todos.



Vale ressaltar que o Ideias na Mesa lançou também neste ano o Concurso da Beleza interior dos alimentos, onde haviam 3 concorrentes um tanto quanto charmosos e deliciosos! A intenção era justamente trazer toda essa discussão sobre desperdício e padrões comerciais de alimentos.

Que tal escolher o seu canditato preferido? Confira abaixo e divirta-se!

 

 



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 02 de Junho de 2016

Como trouxemos em um post do [Pensando EAN] de abril, hoje em dia há uma ressignificação da relação entre o rural e o urbano, e as hortas dentro das grandes cidades são um ótimo exemplo disso. A agricultura urbana dialoga diretamente com a segurança alimentar e nutricional. Ela garante uma maior autonomia da população na produção e consumo de alimentos in natura, saudáveis e livres de agrotóxicos. Além disso, pode promover novas soluções para antigos problemas, como o desperdício e a fome, juntando conhecimentos tradicionais e novas tecnologias.

Os exemplos que trouxemos aqui utilizam propriedades da água para elaborar estruturas eficientes de produção de alimentos.

Aquaponia

Um sistema que vem revolucionando essa área que é ideal para pequenos espaços e também pode ser usada para produção em larga escala, é a Aquaponia: uma técnica que permite a produção de hortaliças, vegetais, plantas aquáticas comestíveis e frutos do mar para alimentação, de forma integrada e colaborativa – tanto os excrementos liberados pelos peixes na água compartilhada ajudam as plantas com seus nutrientes quanto as plantas ajudam na limpeza e oxigenação das águas para os peixes. Essa estrutura pode economizar até 90% de água em relação à agricultura convencional e ainda eliminar completamente a liberação de efluentes no meio ambiente, pois se trata de um sistema fechado.

Um exemplo desse sistema em escala maior, é o trabalho do grupo GrowUp, que já desenvolveu a primeira fazenda comercial de aquaponia em Londres. Veja aqui como fazer uma agroponia em casa, e aqui como essa ideia vem repercutindo no Brasil.

Swale

Pensando na questão da acessibilidade a alimentos frescos e saudáveis nas grandes cidades, as artistas e permaculturistas Mary Mattingly e Casey Tang criaram o projeto Swale: uma “floresta flutuante” feita em uma grande barca onde serão cultivados 80 tipos de alimentos para distribuição gratuita.

A grande inovação é a técnica semelhante a da aquaponia, utiliza a água do rio para cultivar o solo. O barco conta com uma vegetação própria de áreas úmidas, capaz de filtrar os recursos do rio e fornecer água para as outras plantas. Por apostar em espécies perenes, isto é, que têm ciclo de vida longo, o trabalho de manutenção é menor, o que facilita a replicação em áreas públicas.

Seguindo o pensamento que é possível existir de um modo independente da cadeia global de produção, Swale funciona tanto como uma escultura quanto uma ferramenta, as autoras afirmam que com esse projeto querem reforçar a água como um bem comum e trabalhar no sentido de alimentos frescos também como um bem comum, e que esperam que Swale seja uma chamada ao fortalecimento de novas formas de colaboração e cooperação. O projeto nos põem a reconsiderar nossos sistemas alimentares, para confirmar a crença na alimentação como um direito humano, e abrir caminhos para criar alimentos públicos no espaço público.



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quinta-feira, 19 de Maio de 2016

Foi divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome nessa semana, um indicador um tanto quanto positivo: o Brasil, assumindo uma agenda central no enfrentamento da fome, desenvolveu um conjunto de políticas que permitiram que o país pudesse realmente alterar de forma estrutural a realidade das pessoas. Segundo a FAO, os índices mostram que menos de 0,5% da população encontra-se em situação de insegurança alimentar.

No Canadá, um menino chamado Oliver ficou emocionado ao presenciar uma situação de insegurança alimentar, em que crianças buscavam no lixo, materiais recicláveis. Estes seriam utilizados para a venda e consequente ganho de dinheiro para a compra de alimentos.

Logo, decidiu contribuir de uma forma um tanto quanto positiva: utilizando o espaço da sua casa, iniciou uma horta orgânica, com o intuito de vender sua produção para comerciantes e a população local. Todo o lucro seria revertido para auxiliar instituições de caridade. Sua ideia deu muito certo, e hoje Oliver é um grande exemplo para a comunidade.

Confira algumas fotos:

 

 

 

 

 

Que tal desenvolver uma iniciativa como esta em sua comunidade? Vale a pena!



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 18 de Maio de 2016

O marketing é uma estratégia extremamente eficaz para divulgação e construção da imagem de determinados produtos, e por isso, é amplamente utilizada por uma grande variedade de indústrias incluindo a alimentícia.

No que diz respeito a este setor em específico, são inúmeras as campanhas publicitárias que exploram o aspecto afetivo, do prazer, e até mascaram os aspectos prejudiciais destes produtos atribuindo um outro valor na criação de uma nova imagem para marca. Alimentos ultraprocessados apresentam uma grande concentração de sódio, açúcar, gordura e aditivos químicos, prejudiciais à saúde quando consumidos com frequência. Ciente destes aspectos, as marcas que trabalham com alimentos processados investem grandes quantias para criar slogans positivos que vinculem seus consumidores.

Em março compartilhamos a campanha #DietaFail da ONG Aliança de Controle ao Tabagismo (ACTbr), que compartilhou imagens para conscientizar sobre as verdadeiras consequências associadas aos produtos, relembre aqui o post.    

Recentemente o Catraca Livre publicou uma matéria com imagens criadas pelo publicitário e designer Fabrício Fajardo seguindo a mesma proposta, confira: 

A Coca-Cola, além das campanhas clássicas, está trazendo ao Brasil um novo produto cujo objetivo é passar a imagem de um produto mais saudável, mas que na prática, continuam vendendo um velho produto com uma nova “roupagem”. Leia a matéria




Go to page:
Observatório Opsan UNB
facebook
twitter
Layout e programação do site Identidade visual
Faça o ligin para continuar!

clique aqui