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postado por Marina Morais Santos em Sexta-feira, 14 de Outubro de 2016

As PANCs, também chamadas de Plantas Alimentantícias Não Convencionais, andam cada vez mais populares! Ainda bem, já que essas sementes, vagens, raízes, castanhas, folhas, e até frutos são ricas em nutrientes, são parte da nossa rica biodiversidade brasileira e também têm amplo potencial gastronômico! No [Mais que Ideias] de hoje, vamos te apresentar 4 inspiradoras iniciativas para que você se encantar ainda mais por esse tema! 

Neide Rigo - Imagem: Claudia Silveiro/UOL

Neide Rigo - Imagem: Claudia Silveiro/UOL

1) Blog Come-se:

Há quase 10 anos, a nutricionista e colunista do Paladar, Neide Rigo, escreve o blog Come-se, em que explora o universo das plantas comestíveis não convencionais desde antes do termo ser inventado. Além de escrever sobre o tema, Neide também sugere como preparar as PANCs e dá receitas para aproveitá-las em preparações de dar água na boca! Neste vídeo, ela apresenta várias PANCs e mostra que elas podem ser encontradas nos lugares mais inesperados! Neide também é uma das colaboradoras do próximo livro da rede Ideias na Mesa, o "Mais que Receita: Comida de Verdade", que será lançado no final do mês de outubro. 

 

2) Revista Ideias na Mesa n° 8 - Um Passeio pela nossa Rede de Experiências:

Na mais nova revista do Ideias na Mesa, destacamos a experiência dos estudantes do projeto de Estágio em Nutrição e Desenvolvimento Humano da Unisinos, São Leopoldo (RS), que levaram as PANC para a alimentação de três escolas do município de Harmonia, no Rio Grande do Sul. No projeto, além da apresentação e degustação das PANCs pelos alunos, foram realizadas uma oficina culinária e a construção de uma horta com os alunos. Leia a matéria na nossa revista para conhecer melhor esse projeto incrível! 

 

3) Projeto PANCs:

Outra sugestão é o ótimo vídeo Projeto PANCS, realizado pela nutricionista Irany Arteche, que apresentou as PANCs como uma alternativa para enriquecer a alimentação e produção de assentados do MST/RS. Com oficinas do botânico Valdely Kynupp, estudioso responsável por cunhar o termo PANC, as plantas com grande potencial alimentício, gastronômico e de comercialização são apresentadas na mata e até na beira da estrada! 

4) Revista Agriculturas Experoências em Agroecologica - Plantas Alimentícias Não Convencionais:

A revista, disponível aqui, traz o tema das PANCs de diferentes perspectivas com artigos que passeam pelas regiões do Rio Grande do Sul, Bahia, Serra da Misericórdia, Berlim e Etiópia. Você pode acessar gratuitamente e se inpirar com visões tão diferentes e ricas! 

 



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 06 de Outubro de 2016

Um importante ponto no cenário atual de combate à insegurança alimentar é o problema do alto nível de desperdício em todo sistema alimentar mundial. O mundo descarta, aproximadamente, um terço do alimento produzido globalmente, o equivalente a 1,3 bilhão de toneladas anuais. Em países como os Estados Unidos, Austrália e Inglaterra, que concentram a maior parte do desperdício no final da cadeia, o percentual descartado ultrapassa um terço da produção.

Desde 2013, quando o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançaram a iniciativa Save Food, diversos países têm iniciado campanhas de promoção do consumo sustentável de alimentos ou estabelecido suas próprias metas de redução das perdas e desperdício de alimento. Mais recentemente, entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas em 2015, destaca-se "Reduzir pela metade, até 2030, o desperdício de alimentos per capita mundial, nos níveis de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos nas outras etapas da cadeia agroalimentar".

Pensando nisso o [Mais que Ideias] de hoje traz o trabalho da artista Aliza Eliazarov, que tem como propósito alertar sobre o desperdício nos Estados Unidos, um dos países que mais desperdiça alimentos na etapa de consumo domiciliar. O projeto fotográfico “Waste Not” retrata a grande variedade de alimentos encontrados no lixo que, depois de fotografados, foram entregues para bancos de alimentos de Nova Iorque. Leia aqui mais sobre o assunto.

Confira aqui o resultado desse trabalho:

E você, já parou pra pensar como o desperdício está no seu dia a dia, e como você pode diminuí-lo?



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

Sabemos que o mundo da alimentação não envolve apenas o ato de comer e a comida em si, mas todo o universo social e cultural que condiciona os processos de fabricação do alimento, as simbologias que carregam, as relações entre as pessoas, e tudo mais que está presente em torno do alimento.

Pensando nisso, o [Mais que Ideias] de hoje traz um concurso mundial de captação de tais pontos desse contexto por meio da linguagem artística audiovisual: o Pink Lady Food Photographer of the Year.

O concurso britânico foi lançado em 2011 e é aberto para fotógrafos amadores e profissionais. Foram mais de 7 mil fotos enviadas de fotógrafos de 60 países para concorrer nas 30 categorias que cobrem toda a gama de representações culturais dos alimentos nas sociedades, entre elas: Alimentos para Celebrar, Política de Alimentação, Comida para a Família, Alimentos no Campo, entre outras.

Veja aqui todos os finalistas de 2016, e saboreie alguns vencedores aqui:

O principal ganhador



postado por Ideias na Mesa em Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016

Nasceu entre 1980 e 2000? Independente da resposta você deve se colocar no lugar de quem nasceu nesse período e entender como o Marketing mantem os olhos no seu comportamento, nos seus hábitos e nas suas escolhas.

Cerca de um quarto dos americanos nasceu entre 1980 e 2000, o que significa um total de US$ 200 bilhões/ano em poder de compra, segundo a Forbes no ano passado. Por isso os relatórios da indústria de alimentos estão cheios de estratégias de como informações nutricionais podem ser usadas para direcionar as escolhas da geração do milênio, mexendo com o inconsciente.

Aqui estão 7 estratégias de marketing que a indústria de alimentos usa para persuadir as pessoas e o que você pode fazer para se esquivar delas.

1. Fazer o produto parecer “totalmente natural”

As empresas sabem que essa geração demanda alimentos frescos e naturais. Isso é fácil de oferecer, uma vez que, nos EUA, a rotulagem de “naturais” não significa muita coisa. As regras americanas para rótulos com a palavra "natural" não permitem o uso de ingredientes artificiais ou corantes. No caso de carne, frango e ovos, o Departamento de Agricultura dos EUA também exige que os alimentos sejam minimamente processados ??.

Mas a indústria criou diversas outras maneiras de fazer com que um alimento pareça “natural”. Eles podem usar expressões como “integral”, “simples”, “comida de verdade”, “sem adição de corantes”, “sem adição de açúcar”, “sem glúten” e por aí vai. E qualquer desses alimentos pode não ser mais nutritivo do que os seus concorrentes que não contém essas informações nos rótulos.

No Brasil, temos como exemplo os diversos biscoitos que são vendidos como integrais, quando na verdade são majoritariamente produzidos com farinha branca e possuem baixíssimo teor de fibras.

Fique atento!! Use a lista de ingredientes para verificar se um alimento faz jus às suas reivindicações. Cuidado com os ingredientes que você não reconhece.

2. Afirmar que não há hormônios no produto e que a produção é sustentável

"Algumas coisas são cheias de hormônios. Nós não somos"

Aqueles que observam o Mercado garantem que dizer que o produto é livre de hormônio pode garantir a venda. É óbvio que nenhuma carne é completamente livre de hormônios, uma vez que é natural que os animais os produzam. Mas, talvez o que aumente as vendas é o slogan que algumas redes de produtos usam “Algumas coisas são cheias de hormônios, nós não”.

Mas essa propaganda norte Americana perde o sentido quando você lê aquelas letras miúdas na embalagem que dizem que de acordo com a legislação o uso de hormônios nas carnes de peru, frango e porco é proibido.

 E quando se trata de como o alimento é produzido, o assunto não é apenas “hormônios”. As empresas entendem que a “geração do milênio” se sente mais atraída por marcas que promovem a sustentabilidade e que são socialmente responsáveis. E quem não quer comprar alimentos produzidos por métodos mais sustentáveis ??ou responsáveis ???

Mas isso também significa que os rótulos ostentam uma enorme variedade de reivindicações como: livres de gaiolas, criados ao ar livre, alimentados com capim, orgânica etc. E nem todas essas expressões significam que você pode pensar que a empresa de fato trabalha com métodos sustentáveis.

No Brasil, um exemplo recente foi a união do chefe Jamie Oliver com a Sadia. O chefe sempre defendeu sistemas alimentares sustentáveis, já a Sadia, é uma empresa ligada a uma forma de produção intensiva e não sustentável. Mas a ideia da marca é vender para o consumidor a ideia de que seus produtos são aprovados por Jamie, e portanto, mais  por serem saudáveis e sustentáveis.

Fique atento!! Ao comprar um alimento tente refletir sobre como ele foi produzido e quais caminhos ele seguiu para chegar até você.

3. Promessa de energia para o seu dia

Empresas que delineiam estratégias de marketing para jovens dizem que a indústria de alimentos deve dizer aos consumidores quais são os benefícios que determinado alimento traz. Frases como “Energia para a sua manhã” ou “Ganhe o dia” são promessas de biscoitos e cereais matinais.

 Será que essas empresas têm evidências científicas para dizer que o produto de fato oferece mais energia para o seu dia do que qualquer outro? Se tiverem, ainda não foi publicado.

Fique atento!! Não presuma que um biscoito integral seja sinônimo de um café da manhã saudável.

4. Misturando tudo

Empresas de marketing estão aconselhando as empresas produtoras de alimentos a criar mix de alimentos ou bebidas novos e diferentes, como os Cronuts (croissant com donuts), ramen burger (hambúrguer que no lugar do pão tem macarrão instantâneo), ou para os brasileiros, hambúrguer no pão de queijo por exemplo.  Segundo essas empresas, os jovens são loucos pela união do gourmet e da emoção na comida.

Talvez era nisso que algumas lanchonetes norte americanas estavam pensando quando criaram algumas das refeições mais não-saudáveis do mundo. Um exemplo é uma lanchonete norte americana de “raspberry” que, no ano passado, foi noticiada pelo USA Today reported pelo enorme sucesso em vendas de bebidas açucaradas com pedaços de doces. Uma das bebidas oferecidas pela rede contem 970 calorias, ou seja, 1 ¼ copos de puro açúcar, tanto açúcar quanto em 1,18L de refrigerante de cereja. Essa bebida recebe o nome de “Xtreme Eating Winners"- Comida Extrema dos Vencedores, livre tradução.

Fique atento!! A união de diversos alimentos pode parecer interessante, mas pode significar ainda mais calorias que o normal. Caso não tenha acesso às informações nutricionais da refeição, prefira a opção tradicional e não deixe que o consumo dessas misturas vire tradição.

5. Rotular produtos como livres de transgênicos

Artigos mostram que os jovens têm uma tendência de comprar produtos que não são geneticamente modificados. Mas quando você vê um alimento com um rótulo "Não transgênico", saiba que a maioria dos alimentos que supostamente contêm OGM, na verdade, não têm qualquer DNA ou proteína geneticamente modificada. Muitos produtos ou alimentos que nunca seriam transgênicos, como o sal por exemplo, acabam recebendo em sua embalagem o dizer "livre de OGM's" para trazer a ilusão de um vantagem competitiva em relação a marcas concorrentes.  

Fique atento!! A cultura dos organismos geneticamente modificados trouxe diversos malefícios para o meio ambiente.

6. Sucos da moda

Lista de ingredientes do produto

Sucos, especialmente os sucos verdes, estão em alta! Mas é possível que você não encontre nada "de verde" neles.

Um exemplo na realidade brasileira são as bebidas de néctar de frutas da marca TAEQ - não podem ser chamados de sucos pois apresentam menos de 30% de fruta na composição - que passaram a utilizar embalagens de vidro e agregar o selo de orgânico nos produtos, mas o conteúdo do produto em si continua com uma longa lista de ingredientes, aditivos e açúcar adicionado.     

As empresas usam frases de impacto como prensado a frio, orgânico, livre de conservantes, livre de corantes, gluten-free  e sem adição de açúcar entre outras revindicações para cativar e muitas vezes iludir os consumidores. Mas na verdade, a maior parte das marcas se utiliza destas alegações para omitir as características reias do produto que incluem uma longa lista de ingrediente, químicos e açúcar.   

Fique atento!! Porque não comer os alimentos ao invés de liquidifica-los? Rúcula, agrião, pepino, espinafre e outros são ricos em  vitaminas A, C, e K, magnésio, potássio, cálcio, ferro e fibras.

7. Produzido com grãos integrais

A geração que nasceu entre 1980 e 2000 também é conhecida como “a geração dos grãos integrais”. Isso pode ser uma boa característica se o consumo de alimentos integrais for maior que o de refinados.  Mas e aqueles produtos que alegam "ser produzidos" com grãos integrais?

As empresas usam o slogan “produzido com grãos integrais” para vender produtos alimentares que são feitos com alguma quantidade de farinha ou grãos integrais e os consumidores acabam acreditando que de fato o alimento é integral. Algumas marcas de pães ou biscoitos, por exemplo, usam em seus rótulos a propaganda “alimento integral”, mas quando analisamos a lista de ingredientes percebemos que o principal ingrediente do produto é a farinha branca, e que na verdade o produto apesar de ser feito com alguns grãos, de integral mesmo só tem o nome.

Fique atento!! Procure produtos 100% integrais quando for comprar pães, biscoitos e cereais. Confira a lista de ingredientes e descubra do que é feito o alimento que você está comprando.

Confira a matéria original no link

Tradução: Ana Maria Maya  


 

 



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quinta-feira, 15 de Setembro de 2016

A impressão que se tem é que não existe nada tão simples, nem tão complicado quanto a alimentação. Comida é o abacate que colhemos do pé em fevereiro, assim como o arroz, que quando colhido, encontra o seu caminho até as nossas mesas. A comida pode trazer ainda, a identidade de um povo, sendo reflexo de uma cultura e se tornando, por isso, uma experiência universal.

A produção alimentar foi um dos primeiros links que o comércio fez para entregar combustivel para o corpo e a mente da humanidade. Desde então, nos especializamos em produzir, distribuir, preparar e consumir os alimentos. 

Os alimentos tomaram rotas tão longas que, muitas vezes, é difícil identificarmos seus locais de origem. Nós brasileiros temos certeza que a banana é o alimento mais nacional possível, certo? ERRADO! Pasmem, a banana veio da Ásia, assim como o coco!

Pensando nisso o [Mais que Ideias] apresenta hoje um mapa que ilustra a origem histórica dos alimentos. Dá uma conferida!

Se você gostou desse mapa, também vai gostar do material criado pelo Centro Internacional para a Agricultura Tropical. No mapa desenvolvido por eles você pode explorar a origem geográfica dos alimentos a partir de suas rotas originais. Existem três maneiras de viajar nesse material:

Mapa mundial interativo das lavouras: Mostra as origens nativas e regiões primárias das maiores culturas agrícolas.

Mapa interativo das dietas: Mostra os caminhos entre a origem histórica das lavouras e onde elas são consumidas hoje em dia.

Mapa interativo da produção: Mostra os caminhos desde a origem das lavouras e onde são produzidas hoje em dia.

 

Além desses mapas, a Guerrilla Cartography and Publishing reuniu dezenas de cartógrafos e pesquisadores da área de alimentação para juntar a cartografia tradicional, arte de cartaz , infográficos e texto jornalístico para fazer dos mapas, um dispositivo narrativo.

O atlas é dividido em 5 capítulos: produção de alimentos, distribuição de alimentos, segurança alimentar, atividades em formato de desafios e identidade alimentar.

O material foi produzido em inglês e ainda não tem tradução para o português, mas vale a pena conferir o material aqui!

Confira também abaixo algumas imagens retiradas do atlas!

 

 

 

 

 

 

Referências:

- Blog Orgulho Xepa

- CIAT - Scienbce to Cultivate Change

- Guerrilla Cartography



postado por Marina Morais Santos em Quinta-feira, 01 de Setembro de 2016

Será que dá pra produzir comida debaixo da terra? Essa pergunta não é nova e já tem resposta há bastante tempo: dá sim! Um dos métodos de cultivo subeterrâneo mais tradicionais é o de Walipini que, na língua indígena Amaraya, significa "local aquecido" e é utilizado a décadas nas Américas Central e do Sul, permitindo, por exemplo, o cultivo de bananas à 4 mil metros de altura nos Andes. 

As estufas subterrâneas Walipini funcionam com uma cobertura transparente, que geralmente é de plástico, e que permite o aproveitamento do calor do sol, da umidade provinda da evaporação de água e também da energia termal do subsolo, tornando possível o cultivo de hortaliças e frutas durante o ano todo, até em regiões mais frias. 

A proposta da Walipini se torna ainda mais interessante quando é levado em conta o seu custo de construção: estufas tradicionais utilizadas para o cultivo em terras mais frias costumam ter alto custo, as Walipini, no entanto, não exigem materiais caros para sua execução. Inclusive a ONG americana The Benson Insituto aperfeiçou a técnica dos Walipinis em La Paz, na Bolívia, mostrando que é possível contruir uma estufa subterrânea de 120 m2 com um investimento de apenas 300 dólares. 

A técnica dos Walipini, além de resgatar um saber tradicional de cultivo de alimentos, traz uma possibilidade para povos que moram em regiões climáticas de condições desfavoráveis de cultivar seu próprio alimento, favorecendo o consumo de alimentos in natura e frescos. 



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quinta-feira, 18 de Agosto de 2016

Essas ideias foram traduzidas do site “Healthy Food America” que tem como objetivo levar as evidências científicas para a prática, melhorando a saúde da população. Apesar de ser um site americano, ele traze várias ideias e inciativas que podem ser aplicadas nos mais diversos locais do mundo.

Hoje o [Mais que Ideias] apresenta um “kit de ferramentas” disponibilizado nesse site que tem como objetivo apresentar seis estratégias de políticas públicas e ações que visem reduzir o consumo de açúcar.

1. Reduzir a adição de açúcar no processamento de alimentos e bebidas.

Reformular produtos seria uma maneira efetiva de reduzir a exposição ao açúcar. A reformulação tem o potencial de melhorar a qualidade das dietas sem exigir do poder de escolha do consumidor, uma vez que os produtos já são produzidos com menos açúcar. 68% dos alimentos processados têm açúcar em sua composição. É um desgaste muito grande para o consumidor fazer os cálculos de quanto de açúcar ele pode consumir em um dia, tendo ainda que fazer a proporção de açúcar adicionado aos alimentos industrializados. Reformular os produtos e produzi-los com menos açúcar reduz o esforço que o consumidor tem que fazer para manter a sua alimentação equilibrada. E isso pode salvar vidas. Um estudo francês mostrou que as mortes relacionadas à alimentação poderiam ser reduzidas em 5% - centenas de vidas por ano – sendo que os benefícios seriam ainda maiores para pessoas de baixa renda.

Exemplos desse tipo de estratégia podem incluir:

- Limites na quantidade de açúcar a ser adicionado em certos tipos de alimentos e bebidas;

- Limites no tamanho na porção de certos produtos açucarados.

2. Aumentar o preço para produzir e comprar produtos açucarados.

Se produzir alimentos com açúcar for mais caro, os produtores vão passar a usar menos açúcar. O mesmo acontece com os consumidores. Se o produto com mais açúcar for mais caro, o consumidor passará a comprar aqueles com menor quantidade de açúcar.

Exemplos desse tipo de estratégia podem incluir:

- Cobrar um imposto ou taxa sobre bebidas açucaradas e /ou outros produtos ricos em açúcar ;

- Limitar o fornecimento de açúcar através da política agrícola ou comercial, aumentando assim o preço do fornecimento de açúcar;

- Impor uma taxa no açúcar.

3. Reduzir a disponibilidade de bebidas açucaradas.

Nas últimas décadas, o consumo de bebidas açucaradas e lanches industrializados tem se tornado inevitável. Esses alimentos conseguiram penetrar as barreiras das escolas, hospitais, creches, postos de gasolina, instituições governamentais, centros de recreação e até mesmo eventos olímpicos. Mas nos últimos anos muito tem se discutido se a disponibilidade desses produtos nesses espaços é apropriada ou não, ainda mais quando o alvo da indústria de alimentos são as crianças.

Exemplos desse tipo de estratégia podem incluir:

- Retirar produtos com alto teor de açúcar das cantinas escolares;

- Retirar bebidas açucaradas dos hospitais e de outros serviços de saúde;

- Retirar bebidas açucaradas como a bebida padrão para as refeições das crianças em restaurantes

4. Melhorar a rotulagem e embalagem de produtos açucarados.

Rótulos com informações nutricionais podem ajudar os pais, por exemplo, a identificar se um suco de frutas para crianças possui ingredientes indesejáveis, como conservantes, corantes e/ou açúcar.   

Etiquetas de advertência de saúde, dispostas de forma destacada nas embalagens, podem ajudar os consumidores a decidir quais produtos escolher.  O Brasil já possui uma legislação de rotulagem, mas a leitura e interpretação desses instrumentos é difícil e requer que a população seja ensinada a ler e interpretar esse instrumento.

Exemplos desse tipo de estratégia podem incluir:

- Exigir etiquetas de advertência em recipientes de bebidas açucaradas e / ou em fontes e máquinas de venda automática;

- Divulgação de açúcar adicionado, nos rótulos nutricionais e educar o público sobre como usar essa informação para escolher produtos mais saudáveis.

 

5.       Restringir a propaganda e promoção de produtos açucarados.

Vivemos em uma época na qual somos bombardeados de propagandas e estratégias publicitárias que promovem alimentos e bebidas açucaradas. Empresas americanas, que produzem alimentos ultraprocessados gastam uma média de 1,8 bilhões de dólares por ano para promover seus produtos para o público jovem, principalmente os jovens negros e hispânicos. Limitar as propagandas, especialmente para consumidores mais vulneráveis, como as crianças ??, pode ajudar a limitar a disponibilidade de produtos com excesso de açúcar.

Exemplos desse tipo de estratégia podem incluir:

- Restringir a publicidade voltada para o público infantil;

- Restringir a publicidade de promoções especiais desses produtos;

- Implementar slogans de “saudáveis” em corredores livres de alimentos ricos em açúcar.

6. Educar a população e fazer “contra propaganda”.

Lutar contra o marketing “apaixonante” das empresas multibilionárias pode parecer frustrante, mas algumas pessoas já têm encontrado alternativas criativas e efetivas de fazer uma “contra propaganda” dos produtos dessas empresas. Em São Francisco, na Califórnia, por exemplo, existem outdoors que promovem a saúde.

Exemplos desse tipo de estratégia podem incluir:

- Lançar campanhas públicas de sensibilização e de “contra propaganda” para produtos açucarados;

- Exigir etiquetas de advertência nas embalagens ou publicidade para bebidas açucaradas;

- Realizar atividades de educação alimentar e nutricional em escolas, ambientes de trabalho e ambientes comunitários.



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

O ano de 2015 foi comemorado como o ano internacional do solo e para celebrar esse importante ambiente, responsável por 95% da nossa alimentação, a Rede Ideias na Mesa publicou diversas notícias e posts no blog sobre uma das maneiras de se preservar e recuperar o solo, as agroflorestas. Hoje a preocupação com a biodiversidade, produção de alimentos e a escassez de matéria prima dá nó na nossa cabeça com a pergunta sobre o que pode ser feito e o conceito das agroflorestas nos traz uma boa perspectiva sobre como enfentar o desafio de conservar as áreas de florestas e recuperar as áreas degradadas, harmonizando agricultura e conservação dos recursos naturais.

As agroflorestas contemplam os princípios básicos e preenchem os requisitos da sustentabilidade, em função:

a) da inclusão de árvores no sistema de produção;

b) do uso de recursos endógenos;

c) do uso de práticas de manejo que otimizam a produção combinada; e

d) da geração de numerosos serviços ambientais, além de possibilitar renda ao longo do ano, por meio da comercialização dos diferentes produtos obtidos escalonadamente neste agroecosistema.

Que as agroflorestas se caracterizam como uma excelente prática, nós já sabemos. Mas já pensou sobre qual seria a melhor forma de explicar isso para crianças ou pessoas que desconhecem a temática?

Hoje o [Mais que Ideias] aprresenta um video que conta uma história sobre o início de uma agrofloresta e seus benefícios. 

Usar a estratégia de "contação de história" para explicar algum conceito, pode ser uma excelente e edetiva estratégia. E se você não tiver possibilidadae de passar um vídeo, que tal narrar uma história? Ou até mesmo construir uma peça teatral ... ? Se ficou interessado na ideia, dá uma olhada no roteiro que a Revista Super Interessante construiu.

E aí, gostou da forma como a revista explica o surgimento e a importância das agroflorestas?

Se quiser ter acesso a mais posts da Rede sobre a temática, seguem alguns links:

[Mais que Ideias] 2015 Ano internacional dos solos: Agrofloresta e seus inúmeros benefícios

Agrofloresta, ecologia e sociedade

Agroflorestas se espalham pelo país: cultivo sem desmatamento 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 04 de Agosto de 2016

Alimentos transgênicos representam o modelo de produção em larga escala com amplo emprego de tecnologias genéticas, fertilizantes químicos e agrotóxicos. São pouco familiares para alguns, trazem dúvidas para vários, mas um ponto é fato, a maioria de nós os consome com considerável frequência até mesmo sem imaginar.

Em um trabalho para o Jornal Ligature, os fotógrafos Enrico Becker e Matt Harris apresentaram sua ótica interpretando frutas transgênicas sob a perspectiva da arte. As cores naturais de cascas e interiores dão lugar a tons pastéis monocromáticos, que apesar de visualmente interessantes, promovem um distanciamento daquilo que seriam as frutas in natura. Os artistas brincam também com a propriedade das frutas inserindo um código de barras em todas elas, da forma que a partir do momento em que são geneticamente modificadas, elas passam a ser propriedade de alguma empresa, e não mais livremente pertencentes ao espaço natural.         

Soja e milho são os carros chefe da produção transgênica e o Brasil é o segundo maior produtor destes grãos no mundo. Cientistas, grupos de pesquisas e empresas multinacionais vivem em uma guerra de braço constante sobre o tema. De um lado, os que tentam a todo custo afirmar que eles são seguros e portanto sua produção deve continuar a todo vapor, e do outro, os que apontam os riscos à saúde e os incontáveis agravos socioambientais. Enquanto isso, nós, os consumidores, estamos cada vez mais expostos a esses alimentos.

Não é apenas quando comemos uma espiga de milho, ou alguma preparação com soja – se não forem orgânicos ou agroecológicos é praticamente certo que são transgênicos – que estamos ingerindo estes alimentos, mas a grande maioria dos produtos industrializados utilizam milho e a soja como matéria prima barata de base. Fécula de milho, bolos pré-preparados, fermento biológico, biscoitos e salgados, e tantos outros, além é claro, dos produtos mais óbvios como óleo e leite de soja, e milho em conserva por exemplo.           

A série de fotografias com frutas alteradas nos permite visualmente problematizar a questão da transgenia tanto do ponto de vista da naturalidade dos alimentos quanto da transformação dos mesmos em mercadoria e propriedade. 

Para conferir mais imagens acesse o link.


 

 



postado por Marina Morais Santos em Quinta-feira, 28 de Julho de 2016

A cultura brasileira não é composta de elementos separados como música, culinária, língua e arte, mas de uma mistura de tudo isso! A culinária brasileira, por exemplo, não é apenas cheia de pratos deliciosos, coloridos e vibrantes, mas também desempenha um papel social muito além da alimentação e está relacionada a várias manifestações da cultura popular, como a linguagem. Da interação entre a nossa comida e a nossa língua, surgiram várias expressões populares que estão na boca do povo até hoje. No [Mais que Ideias] de hoje, selecionamos algumas dessas expressões e contamos um pouco das suas possíveis origens:

- Pão-duro: possivelmente, essa expressão veio de uma peça teatral de Amaral Gurgel, baseada na vida de um mendigo que, supostamente, teria vivido no Rio no início do século 20 abordando pessoas na rua e pedindo qualquer coisa, nem que fosse um "pedaço de pão duro". Depois da morte do mendigo, no entanto, descobriu-se que ele era um homem rico que acumulou um bom patrimônio com contas no banco e até imóveis durante a vida.

- Dar uma banana: essa expressão brasileira um tanto onfensiva é acompanhada por um gesto, que também é feito em outros paíseis como Portugal, Espanha e Itália. No entanto, só aqui fala-se em banana e, provavelmente, foi o que gesto inspirou a criativadade do brasileiro a fazer uma associação com a fruta.

- Marmelada: na hora de fazer o doce de marmelo, para render mais, é comum misturar chuchu ao doce, já que ele não tem sabor forte e textura parecida com a do marmelo cozido. Assim, o doce rendia mais e custava menos para o bolso de quem produzia, o cliente, no entanto, era enganado. Por isso, a expressão "marmelada" passou a ser usada para indicar algo fajuto. 

- Vá plantar batatas: com a revolução industrial na metade do século 19, o trabalho rural começou a ser visto como trabalho para gente desqualificada. Por isso, os portugueses que trabalhavam nas fábricas costumavam mandar alguém "plantar batata" como uma forma disfarçada de ofender. 

- Chorar as pitangas: a palavra pitanga vem do tupi guarani pyrang, que significa vermelho. Sendo assim, uma hipótese para a origem dessa expressão é de que chorar as pitangas tem a ver com o fato de que os olhos ficam vermelhos depois que se chora muito. 

- Arroz de festa: usada para falar de pessoas que não perdem festas por nada, sendo convidadas ou não, essa expressão pode ter vindo do costume de jogar arroz em recém casados. Outra possibilidade, é de que ela tenha surgido de tradições lusas, uma vez que nas comemoraçãoes de famílias portuguesas, não faltava algum tipo de arroz doce, que era conhecido como "arroz de festa".

- Acabar em pizza: essa expressão surgiu na década de 1960 na época em que Sociedade Esportiva do Palmeiras estava em crise. Na época, os dirigientes costumavam fazer várias e longas reuniões, uma das quais durou 14 horas para que os problemas do time fossem resolvidos de vez. Como a reunião era muito longa, os dirigentes resolveram pedir 18 pizzas, chope e vinho para conseguirem aguentar aquela jornada de debates. Ao final de tudo isso, Milton Peruzzi publicou no jornal Gazeta Esportiva uma norícia com o seguinte título: "Crise do Palmeiras termina em pizza". 

Quer mais expressões populares que citam comida? Então, dá uma olhada nessa lista



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