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postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

Há cinco anos, quando o Centro Médico “Lankenau” foi confrontado com provas de que estava servindo a comida menos saudável da Pensilvânia, o hospital decidiu abraçar os resultados com uma abordagem não convencional:

construindo uma fazenda orgânica que forneceria alimentos frescos aos pacientes.

Em 2011, enquanto o hospital de ensino e pesquisa fazia sua própria pesquisa sobre as necessidades de saúde de seus pacientes, a Fundação “Robert Wood Johnson” divulgou os resultados de uma pesquisa sobre o estado de saúde da população que vive na Pensilvânia. O hospital “Lankenau” está localizado no Condado de Montgomery, um dos mais saudáveis do estado, levando em conta fatores como taxas de obesidade e acesso à alimentação adequada. Mas a área de abrangência do hospital o leva a receber muitos pacientes do condado de Filadélfia, classificado como o menos saudável de todos os 67 municípios analisados.

"Isso foi realmente revelador porque mostrou que estávamos atendendo pacientes muito diversos", disse Chinwe Onyekere, administradora associada do Lankenau, sobre as revelações do estudo. Os resultados mostram que os pacientes do hospital apresentavam diferentes níveis de conhecimento sobre nutrição e de acesso a alimentos de qualidade.

Estima-se quem todos os EUA, cerca de metade dos americanos tenham algum tipo de doença crônica decorrente de hábitos não saudáveis como a falta de exercícios físicos, o tabagismo e a alimentação inadequada. O tratamento para essas doenças, que incluem a asma, doença cardíaca ou diabetes, foi responsável por mais de 75% das internações hospitalares e consultas médicas, nos últimos anos.

Isso tem feito com que alguns hospitais procurem maneiras de promover a saúde antes que a condição dos pacientes seja tão crítica a ponto de que uma visita ao hospital seja necessária.

No hospital Lankenau, isso significou melhorar o acesso de seus pacientes à alimentos saudáveis!

Como os médicos, enfermeiros e outros funcionários não eram especialistas em agricultura, o hospital fez parceria com a Greener Partners, uma organização sem fins lucrativos que luta por sistemas alimentares locais e que construiu e faz a manutenção da fazenda “Deaver Wellness”. Onyekere, que dirige os programas de necessidades da comunidade para o hospital, supervisiona o projeto.

Desde a inauguração em 2015, a fazenda forneceu mais de 4 mil kg de alimentos orgânicos para os pacientes do hospital, sem nenhum custo. Os produtos são usados em atividades de educação alimentar e nutricional e servidos no refeitório do hospital.

A partir de uma avaliação das necessidades da comunidade, a equipe de funcionários de Lankenau aprendeu que muitos de seus pacientes não tiveram o acesso à informação sobre o valor nutricional e a importância do consumo dos alimentos in natura, como as frutas e os vegetais.

Agora, enquanto os pacientes esperam suas consultas, podem escolher alimentos frescos como couve, brócolis, tomates, berinjela, rúcula e outros. O hospital também fornece receitas e, durante a consulta, os médicos usam o produto escolhido na sala de espera, para mostrar como o paciente pode fazer escolhas mais saudáveis.

Ainda nas salas de espera de Lankenau, alguns funcionários do hospital conduzem cursos e oficinas sobre alimentação saudável. Um funcionário pode, por exemplo, trazer os ingredientes, para uma salada de cenoura, discutir o valor nutricional de cada ingrediente e, em seguida, cortar e montar a salada na frente dos pacientes. Depois os pacientes recebem alguns ingredientes e receitas que podem ser feitas em casa.

Durante anos, antes da fazenda, os educadores de saúde do hospital realizavam aproximadamente 14 programas de educação em saúde em um centro, com duas salas de aula, no meio das instalações hospitalares. Entre 7 e 10 mil alunos, do jardim de infância ao 12º ano, fizeram cursos todos os anos sobre saúde, como nutrição, saúde social, bullying e assédio.

Agora, segundo Onyekere, a fazenda do hospital deve funcionar como um "laboratório de aprendizagem" para aulas sobre alimentação saudável, oferecendo a oportunidade de se ter experiências práticas com os alimentos. Assim os alunos podem aprender sobre alimentação saudável, cultivo orgânico, hortas e construção de hábitos saudáveis.

Fora das paredes do hospital, a instituição Lankenau - em parceria com o Food Trust e o Departamento de Saúde Pública de Filadélfia - incentiva a compra de alimentos saudáveis, oferendo cupons chamados “Philly Food Bucks”. Os cupons são válidos para a compra de frutas e legumes frescos, em mais de 30 mercados de agricultores, e são dados aos pacientes que manifestam o interesse em ter um melhor acesso a alimentos saudáveis.

"A partir do momento que o paciente entra pela porta até o momento em que deixa o consultório, toda essa experiência está focada em melhorar sua saúde", disse Onyekere.

Drew Harris, Diretor de Políticas de Saúde e Saúde da População, da Faculdade de Saúde da População, da Universidade Thomas Jefferson, disse que apenas recentemente os profissionais de saúde começaram a assumir a responsabilidade por não tratar da alimentação. Um médico aposentado, especialista em diabetes, se lembra de ter uma filosofia muito diferente sobre doenças crônicas e saúde geral dos pacientes.

"Como muitos médicos, eu sempre culpei os pacientes por não ficarem bem", disse ele. “Mas não me fiz a pergunta: Será que os pacientes tinham as informações necessárias e o acesso a uma alimentação adequada para diabéticos?".

"Não ter segurança alimentar - não saber de onde sua próxima refeição virá ou se você pode comprar tudo o que precisa, quando precisar - é um grande desafio", disse ele.

Embora a insegurança alimentar não seja uma questão nova, ele acha que a educação médica está apenas começando a ter uma abordagem mais holística.

"Há um incentivo muito maior para se preocupar porque os pacientes não estão melhorando e o que podemos fazer para evitar que eles fiquem doentes, o que temos que enxergar é que isso tem muito a ver com o seu ambiente social e o seu acesso a alimentos saudáveis", disse o médico.

Onyekere estima que Lankenau forneceu produtos agrícolas para cerca de 400 pacientes até o momento e o hospital está prestes a lançar uma pesquisa aos pacientes com o objetivo de entender melhor o impacto do programa.

Embora ela tenha dito que os pacientes expressaram que a fazenda está fazendo a diferença e aumentando a conscientização de como fazer escolhas saudáveis no dia a dia, a pesquisa será um recurso valioso para outros provedores de saúde considerando iniciativas semelhantes.

A equipe que cuida da fazendo tomou a superação das expectativas de produção para 2016, como um sinal de que pode aumentar ainda mais a produção. Onyekere disse que Lankenau também está procurando doar seus alimentos para outros parceiros, como bancos de alimentos locais.

Lankenau não é o único hospital que construiu uma fazendo no país. Outros, incluindo “St. Joseph Mercy Ann Arbor” e “Henry Ford West Bloomfield Hospital”, ambos no Michigan; e “St. Luke's University Health Network” na  Pensilvânia. Mas Onyekere não conhece nenhum outro que tenha incorporado tão extensivamente seus próprios alimentos orgânicos ao dia a dia hospitalar.

Para que a América enfrente a crescente epidemia de doenças crônicas, essa integração é fundamental e, como mostram esses hospitais, ela já está acontecendo. “Estamos começando a olhar para além do paciente, percebendo o ambiente no qual ele vive”, disse Harris.

 

Trauzido por Ana Maria Maya, de https://goo.gl/VgpNWA.



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 02 de Junho de 2016

Como trouxemos em um post do [Pensando EAN] de abril, hoje em dia há uma ressignificação da relação entre o rural e o urbano, e as hortas dentro das grandes cidades são um ótimo exemplo disso. A agricultura urbana dialoga diretamente com a segurança alimentar e nutricional. Ela garante uma maior autonomia da população na produção e consumo de alimentos in natura, saudáveis e livres de agrotóxicos. Além disso, pode promover novas soluções para antigos problemas, como o desperdício e a fome, juntando conhecimentos tradicionais e novas tecnologias.

Os exemplos que trouxemos aqui utilizam propriedades da água para elaborar estruturas eficientes de produção de alimentos.

Aquaponia

Um sistema que vem revolucionando essa área que é ideal para pequenos espaços e também pode ser usada para produção em larga escala, é a Aquaponia: uma técnica que permite a produção de hortaliças, vegetais, plantas aquáticas comestíveis e frutos do mar para alimentação, de forma integrada e colaborativa – tanto os excrementos liberados pelos peixes na água compartilhada ajudam as plantas com seus nutrientes quanto as plantas ajudam na limpeza e oxigenação das águas para os peixes. Essa estrutura pode economizar até 90% de água em relação à agricultura convencional e ainda eliminar completamente a liberação de efluentes no meio ambiente, pois se trata de um sistema fechado.

Um exemplo desse sistema em escala maior, é o trabalho do grupo GrowUp, que já desenvolveu a primeira fazenda comercial de aquaponia em Londres. Veja aqui como fazer uma agroponia em casa, e aqui como essa ideia vem repercutindo no Brasil.

Swale

Pensando na questão da acessibilidade a alimentos frescos e saudáveis nas grandes cidades, as artistas e permaculturistas Mary Mattingly e Casey Tang criaram o projeto Swale: uma “floresta flutuante” feita em uma grande barca onde serão cultivados 80 tipos de alimentos para distribuição gratuita.

A grande inovação é a técnica semelhante a da aquaponia, utiliza a água do rio para cultivar o solo. O barco conta com uma vegetação própria de áreas úmidas, capaz de filtrar os recursos do rio e fornecer água para as outras plantas. Por apostar em espécies perenes, isto é, que têm ciclo de vida longo, o trabalho de manutenção é menor, o que facilita a replicação em áreas públicas.

Seguindo o pensamento que é possível existir de um modo independente da cadeia global de produção, Swale funciona tanto como uma escultura quanto uma ferramenta, as autoras afirmam que com esse projeto querem reforçar a água como um bem comum e trabalhar no sentido de alimentos frescos também como um bem comum, e que esperam que Swale seja uma chamada ao fortalecimento de novas formas de colaboração e cooperação. O projeto nos põem a reconsiderar nossos sistemas alimentares, para confirmar a crença na alimentação como um direito humano, e abrir caminhos para criar alimentos públicos no espaço público.



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quinta-feira, 19 de Maio de 2016

Foi divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome nessa semana, um indicador um tanto quanto positivo: o Brasil, assumindo uma agenda central no enfrentamento da fome, desenvolveu um conjunto de políticas que permitiram que o país pudesse realmente alterar de forma estrutural a realidade das pessoas. Segundo a FAO, os índices mostram que menos de 0,5% da população encontra-se em situação de insegurança alimentar.

No Canadá, um menino chamado Oliver ficou emocionado ao presenciar uma situação de insegurança alimentar, em que crianças buscavam no lixo, materiais recicláveis. Estes seriam utilizados para a venda e consequente ganho de dinheiro para a compra de alimentos.

Logo, decidiu contribuir de uma forma um tanto quanto positiva: utilizando o espaço da sua casa, iniciou uma horta orgânica, com o intuito de vender sua produção para comerciantes e a população local. Todo o lucro seria revertido para auxiliar instituições de caridade. Sua ideia deu muito certo, e hoje Oliver é um grande exemplo para a comunidade.

Confira algumas fotos:

 

 

 

 

 

Que tal desenvolver uma iniciativa como esta em sua comunidade? Vale a pena!



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 09 de Dezembro de 2015

O Instituto Pólis, Organização Não Governamental criada em 1987 que atua na construção de cidades mais justas, sustentáveis e democráticas, elaborou o manual “Hortas Urbanas – Moradia Urbana com Tecnologia Social” para melhorar à alimentação das pessoas através da Tecnologia Social de Hortas Urbanas. A intenção é favorecer a aproximação dos membros da comunidade por meio do cultivo de alimentos de base ecológica e práticas que beneficiem o ambiente.

O manual se divide em três sessões, “Planejando a horta”, “Cultivando” e “Cozinhando com saúde”. Em cada uma delas dicas, materiais e conceitos são abordados para orientar não apenas na criação dos espaços, mas também a maneira positiva que as hortas impactam no convívio social, no meio ambiente e na saúde.      

Ele serve como um guia prático explicando o passo a passo para reunir as condições mínimas para criar um grupo e começar uma horta, um ponta pé extremamente relevante pois um considerável número de indivíduos gostaria de começar uma horta mas não sabe ao certo como ou por onde. Como os próprios autores descrevem, o processo de criação não segue uma estrutura rígida como uma receita de bolo por exemplo, mas deve levar em consideração as potencialidades do lugar escolhido e das pessoas envolvidas.   

As hortas urbanas não são um fenômeno recente, mas tem ganhado cada vez mais força no Brasil nos últimos tempos. Elas se inserem dentro do contexto da Agricultura Urbana que torna os membros da comunidade como agentes diretos de transformações do ambiente em que vivem por meio do cultivo de hortaliças orgânicas. Outro aspecto bastante representativo desta modalidade de produção é o convívio social e a troca de saberes propiciada pelos mutirões de manejo e plantio das plantas.

O processo colaborativo de produção permite que a comunidade seja mais soberana em relação ao próprio consumo por diminuir a dependência de comprar nos mercados por exemplo, além de criar um sentimento maior de pertencimento e cuidado com a terra. O resultado é uma consciência maior com a própria saúde e meio ambiente e uma alimentação mais saudável.


Acesse o manual disponível em nossa biblioteca.



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Segunda-feira, 07 de Dezembro de 2015

Temos hoje no [Você no Ideias] mais uma excelente experiência de EAN com hortas.

Essa experiência foi realizada como parte do projeto de estágio de nutrição social do curso de nutrição do Centro Universitário de Várzea Grande em Mato Grosso e teve por objetivo promover a alimentação saudável por meio do plantio de hortas em garrafas PET’s nas escolas e creches da cidade.

As atividades tiveram 3 momentos com vários aprendizados e trocas de saberes sobre a higienização das mãos, das hortaliças e frutas e sobre o plantio das plantas.

 

Nos momentos educativos tiveram aulas expositivas sobre os temas, com a demonstração de exemplos com os próprios alunos e com a entrega de folders explicativos, no caso, de como higienizar as mãos de maneira mais correta. Além disso, também ocorreu a aula sobre a higienização das hortaliças e frutas antes de comer.

Por fim no 3º momento da atividade os alunos foram para o pátio da escola e fizeram plantio da horta em garrafas PET, sendo que poderiam levar sua mini horta para casa ou deixarem na própria escola.

 

Veja essa incrível experiência aqui!


Você no Ideias na Mesa!     

Em 2015 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Barbara Grassi Prado, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil! 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quinta-feira, 17 de Setembro de 2015

É crescente o número de pessoas que tem despertado o interesse em obter seus alimentos de fontes mais justas e ecológicas, como por exemplo da agricultura familiar, de origem orgânica e agroecológica. Outra modalidade de obtenção tem ganhado força entre aqueles que desejam produzir seu próprio alimento, seja de maneira coletiva organizados em hortas comunitárias, ou a nível individual por meio de pomares no quintal ou hortas verticais em seus apartamentos.

Ao começar uma plantação ou hortinha sempre surge a dúvida do que plantar, neste sentido, o [Mais que Ideias] de hoje compartilha um roteiro simplificado com algumas espécies que se saem melhor durante cada época do ano.

JANEIRO

O que deve plantar/semear na horta: agrião, alface, beldroegas, cenoura, couves-de-bruxelas, espinafres, feijão de trepar/anão, nabos, rabanetes, repolho, salsa.  

FEVEREIRO

O que deve plantar/semear na horta: agrião, alface, chicória, espinafres, feijão, salsa, rabanetes, repolho (na terra); beterraba, couves diversas, ervilhas, espinafres, feijão (em estufa).

MARÇO

O que deve plantar/semear na horta: agrião, aipo, alface, alho, cebola, cenoura, chicória, coentros, couves diversas, ervilhas, favas, feijão, morangos, nabos, rabanetes, repolho, salsa. 

ABRIL

O que deve plantar/semear na horta: agrião, alho, beterraba, cenoura, coentros, ervilhas, espargos, espinafres, favas, lentilhas, morangos, nabos, rabanetes (na terra); alface, cebola, couves diversas (em vaso/estufa).

MAIO

O que deve plantar/semear na horta: alho, alface, aveia, batata, cebola, centeio, cevada, couves diversas, favas, morangos, tremoços, trigo.

JUNHO

O que deve plantar/semear na horta: macieiras, pereiras.

JULHO

O que deve plantar/semear na horta: alface, alhos, ervilhas, favas, rabanetes, repolho.

AGOSTO

O que deve plantar/semear na horta: aipo branco, alcachofras, cebola, couves diversas, aspargos, morangueiros, pimentos, tomate (na terra); melão, melancia, pepino (em vaso).

SETEMBRO

O que deve plantar/semear na horta: abóbora, alface, beterraba, cebola, cenoura, couves, ervilhas, espinafres, favas, feijão de trepar, lentilhas, melão, melancia, nabiças, nabos, pepino, rabanetes, salsa, tomate.

OUTUBRO

O que deve plantar/semear na horta: abóbora, acelgas, agrião, alface, batatas, beterraba, brócolis, cenoura, chicória, coentros, cominhos, couves diversas, favas, feijão, melão, melancia, nabos, pimentos, rabanetes, salsa, tomilho (na terra); cebola, pepino, tomate (em viveiro).

NOVEMBRO

O que deve plantar/semear na horta: abóbora, agrião, alface, beterraba, brócolis, cenoura, couves, espinafres, feijão, melão, melancia, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, repolho.  

DEZEMBRO

O que deve plantar/semear na horta: abóbora, agrião, alface, beterraba, brócolis, cenoura, couves, espinafres, feijão, melão, melancia, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, repolho.   

Este calendário é apenas uma direção pois o Brasil apresenta grande variedade de solos e temperaturas dependendo da região. Temperos de cozinha como manjericão, tomilho, alecrim, hortelã entre outros, são também uma excelente opção para qualquer época do ano e também para quem tem limitações de espaço como apartamento.

Acesse a fonte do roteiro aqui.  

Imagens: Rafael Arantes 





postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Segunda-feira, 15 de Junho de 2015

Você sabe os benefícios que uma horta pode trazer à sua saúde?

A fim de sensibilizar os pacientes de uma clínica psiquiátrica da cidade de Juiz de Fora (MG) quanto aos benefícios das hortas do ponto de vista alimentar e nutricional, as alunas de nutrição da Universidade Federal de Juiz de Fora desenvolveram a construção de uma horta suspensa na instituição.

 

A condução e o manejo de uma horta é terapêutico, evita a ociosidade e a redução de estresse, depressão e outros, tendo papel fundamental também na melhora da autoestima dos pacientes.

Dessa forma, foi desenvolvida a horta orgânica suspensa na clínica e foram feitas também várias oficinas sobre a importância dos temperos na alimentação, que posteriormente poderiam serem colhidos na horta. 

Além dos benefícios para a saúde psíquica, as hortas contribuem para a promoção de práticas alimentares saudáveis e ajudam no fortalecimento da educação alimentar e nutricional com os pacientes, além de incentivar a sustentabilidade, como a reutilização de garrafas PET.

 

Você pode conferir esta experiência completa aqui e quem sabe até fazer a sua própria horta suspensa!


Você no Ideias na Mesa!

Em 2015 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Larissa Loures Mendes, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quinta-feira, 19 de Março de 2015

De modo geral, ao falar em sustentabilidade, as ações mais comuns que vêm à nossa cabeça são: o não poluir o ar, evitar o consumo desenfreado, preservar a biodiversidade, reciclar o lixo, economizar água e energia, entre muitos outros.

A alimentação também pode gerar fortes impactos no meio ambiente, seja por meio do uso intensivo de insumos agrícolas tóxicos para o meio ambiente e para a saúde humana nas plantações ou do uso excessivo e agressivo do solo por meio da monocultura, ou ainda por outros fatores.

Dessa forma, considerar o comer como ato político, como bem abordado na última edição da Revista Ideias na Mesa, é uma forma cidadã de praticar atitudes sustentáveis, que contribuam para o bem estar e a saúde das pessoas e do meio ambiente.

Atualmente muitos movimentos em prol da sustentabilidade acontecem em todo o Brasil. Hoje em nosso post iremos mostrar alguns deles.

Viajando e vivenciando de bike

A fim de reintegrar e construir uma relação saudável entre o ser humano e meio ambiente, o projeto Gaia, do casal Débora e Guilherme, tem como proposta difundir ações e práticas sustentáveis, como a simplicidade, a difusão da agroecologia e a permacultura, a alimentação saudável, a conservação e preservação da natureza, a busca pela espiritualidade, a esperança na educação das crianças e a valorização das culturas.

Através de viagens de bicicleta por todo o Brasil e alguns países da América Latina, o casal busca trocas de experiências e vivências, em exercício de alteridade com outros povos e culturas respeitando todos os aspectos e contextos sociais, econômicos e culturais de cada lugar.

A primeira parada foi em Batatais/SP na casa de um casal de amigos que são adeptos ao movimento Slow Food. Eles criaram a Slow Chácara em sua propriedade, que é um espaço onde recebem crianças de várias faixas etárias, com as quais fazem vivências de culinária, teatro, música, antroposofia, sobre o movimento do Slow Food, permacultura e outras coisas. Seguindo a viagem, a próxima parada foi em terras mineiras, onde o casal se deliciou com paisagens exuberantes de cachoreiras e a vegetação do cerrado, até atravessarem a Serra da Canastra para chegarem ao Parque Nacional da Serra da Canastra e dormirem por lá. Ao acordarem o próximo destino seria rumo a São Roque de Minas em busca da cachoreira Casca D'Anta que desce por um vale acompanhado pelo Rio São Francisco que proporcionou um magnifíco visual ao casal aventureiro.

Acompanhe toda a viagem do casal por aqui: www.ciclogaia.com.br

Transformação Sustentável

Pensando ainda em sustentabilidade e alimentação, foi iniciada em 2008, uma experiência no Distrito Federal, chamada: “Biodiversidade e Transição Agroecológica de Agricultores Familiares”, um projeto com agricultores das comunidades próximas ao DF em conjunto com o governo local, para abordar a sustentabilidade em todos os aspectos sociais. Esse projeto visa desenvolver os desafios de transição para uma agricultura agroecológica aos produtores da região.

Como continuidade do projeto foi desenvolvida a Feira Orgânica da Estação Biológica em 2001, onde são comercializados os produtos agroecológicos desses agricultores capacitados, dando espaço a produtos livres de agrotóxicos, transgênicos e insumos químicos prejudiciais ao meio ambiente e ao ser humano.

Seguindo a ideia de uma alimentação saudável tanto em termos nutricionais quanto em preservação ambiental, a Organização Cidades sem Fome, transforma terrenos públicos e particulares da Zona Leste de São Paulo em hortas comunitárias. A região é conhecida pela vulnerabilidade social e em situação de insegurança alimentar.

Com isso o projeto vem a beneficiar de várias formas os moradores da região, seja com a capacitação técnica com orgânicos, a comercialização destes produtos ou pela agricultura urbana de subsistência, promovendo melhorias nas condições de vida da população com a oferta de alimentos saudáveis.

E você, conhece alguma iniciativa como essas ou até faz parte de uma? Conta pra gente! 



postado por Lucas Ferreira em Quinta-feira, 02 de Outubro de 2014

Uma das dificuldades mais comuns quanto à ingestão de alimentos orgânicos é o acesso limitado aos produtos no mercado. Além do preço, que algumas vezes assusta até os mais determinados consumidores. Os benefícios de uma alimentação orgânica a gente conhece, mas como é possível tornar isso parte do hábito alimentar da população urbana, que vive longe de fazendas e sítios?

Uma das alternativas é a agricultura urbana.horta u

Por mais que pareça, não é impossível. A agricultura urbana é o meio pelo qual muitos moradores da cidade trazem a alimentação saudável e fresca para dentro de suas vidas. Com pequenas hortas, canteiros e floreiras, aqueles que se dispõem a usar o teto dos prédios e a calçada das ruas como fazenda tem acesso à comida orgânica e de qualidade todos os dias.

Na nossa coluna de hoje temos vários projetos de hortas organizadas na cidade para te inspirar!

Pra começar, um produto que está chegando no Brasil é o GROWBED, que visa a montagem de hortas inteligentes e sustentáveis, com gasto mínimo de água e máxima produtividade. Dá uma olhada nele:

growbed

O projeto conta ainda com o GROWPOCKET, um recipiente que pode ser fixado nas paredes para plantação de ervas e arbustos pequenos. A elaboração desses produtos foi feita pelo NOOCITY, um grupo português de disseminação de práticas sustentáveis e elaboração de hortas comunitárias e escolares. Confira o site do projeto! 

Um outro projeto de agricultura urbana é o Cidades sem Fome, que desenvolve no Brasil práticas sustentáveis de produção de alimentos em pequenas áreas. O projeto tem 4 linhas principais, as Hortas comunitárias, as Hortas escolares, as Estufas agrícolas e os Pequenos agricultores familiares.

rastelo

Visando conscientizar as pessoas sobre a melhoria de saúde, clima e desenvolvimento econômico gerado pela produção de alimentos de pequeno porte, o projeto desenvolve em São Paulo e na Região Sul várias campanhas de ajuda às populações vulneráveis e àqueles interessados em fazer da produção de alimentos parte do dia-a-dia. A descrição completa dos projetos realizados estão na página do grupo!

E pra finalizar, nada como um grupo onde você possa tirar dúvidas sobre como plantar um pé de tomate, certo? O grupo dos Hortelões Urbanos, no facebook, é voltado para a comunidade que já aderiu à prática da agricultura urbana e decidiu compartilhar os avanços que conseguem a cada dia! Nele, você pode perguntar para pessoas que já fazem isso à muito tempo, e ajudar outras que acabaram de começar.

canteiro

Não tem mais desculpas pra começar a plantar? Então calce sua botina e mãos obra!



postado por Maína Pereira em Terça-feira, 25 de Março de 2014

Nada melhor que consumir frutas e hortaliças fresquinhas produzidas na sua própria horta de casa. E que tal colocar em prática a produção de uma horta auto sustentável?

O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Sul III de Florianópolis após avaliar a composição nutricional da Cesta básica percebeu a necessidade de orientar as famílias para sua complementação com frutas e hortaliças. Seu objetivo foi implantar uma horta interativa e didática com caráter auto sustentável (não dependência externa de sementes, mudas e adubo) que servisse como instrumento de educação alimentar para incentivar o consumo de frutas e hortaliças produzidas no próprio quintal.

Foram selecionadas as plantas com reprodução vegetativa e com possibilidade de replicar em pequenos quintais e pátios, além de variedades que permitissem sementes viáveis da própria planta. Ainda como forma de garantir a qualidade nutricional, as espécies foram selecionadas de maneira a contemplar o GRUPO DAS 5 CORES, que é um guia para escolha de frutas e hortaliças. Alguns exemplos de espécies plantadas foram: maracujá, pepino, couve, cenoura, manjericão, berinjela, tomate cereja.

Conheça melhor essa experiência cadastrada por Angélica Magalhães em nossa rede: http://ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=experienciaUsuario/view&id=119

horta autosustentavel

 

Você no Ideias na Mesa

A nossa rede virtual proporciona um espaço de registro e intercâmbio de experiências de Educação Alimentar e Nutricional. Assim como a Angélica Magalhães e sua equipe, você pode ter a oportunidade de ter a sua experiência divulgada no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com os outros usuários suas vivências, idéias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil.

Mais informações: ideiasnamesa@unb.br



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