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postado por Maína Pereira em Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2017

Como é a disciplina de Educação (alimentar e) nutricional do seu curso de graduação em Nutrição? Quais conteúdos se destacam? Quais metodologias de ensino são utilizadas? O que precisa ser melhorado para aprimorar a formação do nutricionista em EAN?

Um artigo recém-publicado do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília (OPSAN/UnB) analisou planos de ensino da disciplina Educação Nutricional nos cursos de nutrição do país.

A análise dos planos de ensino contribuiu para diversas reflexões a respeito da formação dos futuros profissionais, destacando a abordagem do ensino e as estratégias pedagógicas na disciplina, assim como os conteúdos disciplinares.

Uma leitura recomendada para docentes da área e demais interessados, o artigo contribui na discussão da Educação Alimentar e Nutricional como tema transversal a ser abordado em todo o curso da graduação em Nutrição e revela a necessidade de alinhamento aos princípios do Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para as políticas públicas, às Diretrizes Curriculares Nacionais e ao Consenso sobre Habilidades e Competências do Nutricionista no âmbito da Saúde Coletiva.

Diante dos desafios da alimentação que surgem a cada dia, torna-se necessário repensar uma educação crítica e que integre a teoria com a prática com o foco de promover a saúde de forma mais problematizadora e humanizada.

O artigo, em inglês, encontra-se disponível em nossa biblioteca aqui e faz parte da sessão temática de Educação Alimentar e Nutricional da edição de novembro/dezembro de 2016 da Revista de Nutrição que contém outros artigos de estudos em EAN. 

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Acesse o artigo indicado aqui!

Acesse a revista com artigos da sessão temática de EAN aqui!

 



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016

“Compreendemos facilmente que uma refeição deve ser avaliada não só por um balanço nutritivo, mas também pelas justas satisfações proporcionadas à totalidade do ser inconsciente”.

Frase do filósofo Gaston Bachelard que acredita que a construção de uma poética dos alimentos deve atentar não apenas às matérias que alimentam o corpo, mas também a alma.

A partir dessa perspectiva, o [Você no Ideias] de hoje apresenta a experiência "Promoção da alimentação adequada e saudável nas escolas pela via da literatura", que teve como objetivo auxiliar o desenvolvimento de ações de EAN nas escolas sob a ótica da arte.

A partir de uma pesquisa dividida em duas fases: elaboração de um diagnóstico nutricional (DN) das escolas, com professores e bolsistas do projeto Alimentação Escolar; e construção do diagnóstico educativo (DE) junto às comunidades escolares de todas as Diretorias Regionais de Alimentação Escolar de Rio Grande do Norte; foi construído um material de Educação Alimentar e Nutricional que refletia a realidade das escolas.

Os pesquisadores desenvolveram três livros que foram elaborados para um momento formativo específico de alunos do ensino fundamental e do ensino médio. 

Cada livro tem foco em um membro da comunidade escolar. A merendeira ganhou centralidade, visto que cada um dos volumes é narrado por alguma cozinheira já conhecida pela literatura:

1. Oníria, de Quase de verdade, Clarice Lispector;

2. Françoise, de Em busca do tempo perdido, Marcel Proust;

3. Tita, de Como água para chocolate, Laura Esquivel.

      

Em cada capítulo, a literatura serviu como tema para a discussão de EAN. Além do foco na comunidade escolar, cada capítulo apresenta uma discussão relacionada às disciplinas ou às áreas de conhecimento, garantindo uma abordagem multidisciplinar, por meio da literatura.

Também estão presentes nos livros outras questões educativas, que são adjacentes às problemáticas encontradas nos diagnósticos e que podem ser trabalhadas junto aos estudantes que utilizarão o material didático, como: história da alimentação; alimentação: natureza e cultura; o que é alimentação saudável; a alimentação na escola: o que é o PNAE e o DHAA?; desvendando a minha região: o que se come aqui?; comer é uma festa: comida e festejos; o que nos torna humanos: comer juntos; tópicos da alimentação contemporânea: industrializados, corpo-estética, alimentos transgênicos

Para saber mais sobre essa experiência acesse aqui!


Você no Ideias na Mesa!     

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Michelle Cristine Medeiros da Silva, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil.



postado por Carla Tavares de Moraes Sarmento em Quinta-feira, 14 de Julho de 2016

arvore de maos

Em pleno século XXI, nosso país está entre as dez potencias mundiais, no entanto, como todos sabemos, enfrentamos uma crise econômica e social que tem aspectos crônicos, entre eles a educação, que sofre consequências deste momento, mas também é, de certo modo, também fator para esta mesma crise. O censo demográfico de 2010 revela que 4 milhões de crianças e adolescentes estão fora das escolas e metade da população não concluiu o ensino fundamental. Também não existe boa infraestrutura em muitas escolas,  metade dos professores da zona rural tem formação inadequada e as escolas urbanas tem número insuficiente de profissionais. (MANDELLI, 2012).

Atualmente, o conhecimento não está mais restrito aos livros ou personificado no professor. Hoje o saber é ilimitado e totalmente indominável (LEVY, 2000). E o professor deve ser um facilitador da inteligência coletiva, aprendendo junto com o aluno, e não mais um transmissor de conhecimento pré-formatado. Neste cenário, a produção do conhecimento, a reflexão, a análise crítica e as novas ideias acontecem em um processo articulado e simultâneo.

Diante disso, talvez o grande desafio seja como, em sala de aula,  colocar em prática um modelo de educação eficaz, considerando a necessidade de apresentar o conhecimento e a maneira como será percebido e apropriado pelo aluno.

A UNESCO apresenta um modelo de educação centrado em quatro pilares onde um não é mais importante que o outro e sim os quatro se completam na mesma intensidade e complexidade.

Os quatro pilares da educação são:

 

  1. Aprender a conhecer – um pilar que visa o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento. O conteúdo não deve ser simplesmente passado para o aluno em uma via de mão única. O professor deve se valer do conteúdo para que o aluno aprenda a perceber a realidade dele e do mundo em que vive.
  2. Aprender a fazer – o aluno aprende a se relacionar, socializar e considerar a importância do trabalho em equipe em prol de um bem maior
  3. Aprender a viver – viver juntos, ou seja, aprender a viver com os outros. O professor deve ser capaz de desenvolver no aluno suas competências para transformar o que aprendeu.
  4. Aprender a ser – finalmente ter o conhecimento de si mesmo para se abrir, em seguida, a relação com o outro. Se o aluno aprende a ser, ele não vai apenas repetir conceitos aprendidos anteriormente.

 

Nesse contexto, é possível questionar se, enquanto docentes de EAN, estamos conseguindo estimular que o futuro nutricionista aprenda a conhecer profundamente a realidade em que vivemos e aprenda a fazer, com os instrumentos existentes, um trabalho voltado às necessidades da nossa sociedade. Também vale a reflexão se estamos promovendo o  viver junto, a compreensão do outro na sua mais profunda vontade. E, por fim, ensinando a ser com sensibilidade, ética, responsabilidade e principalmente, permitindo que o outro também seja.

O pensar dessa maneira, talvez nos leve a criar um espaço em sala de aula que possibilite o crescimento não só do nosso aluno mas também do educador. E, segundo  o sociólogo Edgar Morin, “a revolução do sistema educacional vai passar pela reforma na formação dos educadores. É preciso educar os educadores. Os professores precisam sair de suas disciplinas para dialogar com outros campos de conhecimento. E essa evolução ainda não aconteceu. O professor possui uma missão social, e tanto a opinião pública como o cidadão precisam ter a consciência dessa missão”. [Leia a entrevista aqui]

 

Carla  Tavares de Moraes Sarmento pela equipe Ideias na Mesa

Brasília 14 de julho de 2016

 

 

Referências: 

DELORS, Jacques (org.). Educação um tesouro a descobrir – Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. Editora Cortez, 7ª edição, 2012. Disponível em:

http://unesdoc.unesco.org/images/0010/001095/109590por.pdf

LEVY, Pierre. Cibercultura. Tradução por Carlos Irineu da Costa. 2.ed. São Paulo: Editora 34, 2000. 264 p.

MANDELLI, Mariana. Censo escolar 2011: raio x da educação básica no país. Publicado no site Todos pela Educação em 26/04/2012. Disponível em:  http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/22473/censo-escolar-2011-raio-x-da-educacao-basica-no-pais/


 

 



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quinta-feira, 17 de Março de 2016

Você já parou para imaginar se existissem escolas que fossem criadas com o objetivo de integrar seus estudantes à natureza, ao cultivo, à permacultura e  à agroecologia ?

A Green School Bali, na Indonésia, é prova viva desta proposta pedagógica de ensino e aprendizagem. A estrutura desta escola foi construída a partir de bambu, lama e grama, através de um manejo correto e sustentável destes recursos. Não só isso, como dentro do cronograma escolar, os alunos ajudam a cultivar hortas orgânicas, além de aulas críticas e criativas em administração dos recursos naturais.

 

 

Uma estratégia parecida foi proposta também por arquitetos italianos, dentre eles Edoardo Capuzzo. A ideia é de que as salas de aula não tenham cadeiras e mesas, e sim, sejam estruturadas em cima de uma horta orgânica, onde alimentos serão cultivados, e princípios de química, biologia, história, matemática, cidadania e sustentabilidade sejam todos ensinados. 

 

 

No Brasil, algumas escolas possuem o cultivo de hortas orgânicas, porém ainda não existem iniciativas como esta! Fica a dica! 

 



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