Ideias na Mesa - Blog


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postado por Maína Pereira em Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2017

Quem não adora assistir a uma série no Netflix hoje em dia, não é mesmo? E quando a série tem tudo a ver com comida? Dica assim não dá pra ficar de fora do Comida na Tela! Eis a nossa sugestão para essa semana: Midnight Diner: Tokyo Stories lançada em outubro de 2016 no Netflix.

master midnight

Midnight Diner é uma série japonesa que retrata a rotina de um pequeno restaurante que fica escondido em uma esquina de Tóquio.

O restaurante que funciona da meia-noite às sete da manhã é conhecido como “Jantar da Meia-Noite”, mesmo nome que intitula a série, e é comandado pelo Mestre, protagonista do programa que tem poucas falas, mas sempre presente.

Os outros personagens são os frequentadores assíduos ou pontuais do Midnight que representam pessoas comuns que vão desde executivos a artistas e que tem suas histórias retratadas.

Em um ambiente intimista e acolhedor que possibilita interação entre todos os presentes no local, histórias de vida são reveladas no balcão. O chef sempre atencioso serve qualquer coisa que pedirem, desde que tenha os ingredientes.

Lámen, Corn Dog, Tonteki, Omuraisu, Tamago, Umeboshi e vinho de ameixa, Fondue chinês, Batata-doce refogada, Presunto empanado e macarrão são receitas servidas no restaurante e que marcam cada um dos dez episódios da temporada.

Com um toque de humor misturado com melancolia, a série é uma boa oportunidade para conhecer melhor a cultura japonesa, seus diferentes pratos e tradições. É bem interessante perceber como o compartilhamento de refeições possibilita aproximação entre pessoas queridas e até desconhecidas, representando o poder da comida em conectar as pessoas.

Além de valorizar a comensalidade, no final de cada episódio são dadas dicas de preparo da receita daquele dia incentivando a prática da culinária pelos telespectadores.

Midnight Diner é uma série de episódios curtos de 24 minutos e cujos episódios não são lineares, possibilitando assistir na ordem que se preferir. Pode ser assistida no Netflix ou no canal Arte1.

 

Assista ao trailer (com legendas em inglês):

 

 

Bom apetite!

 



postado por Maína Pereira em Quinta-feira, 10 de Março de 2016

O ato de comer merece não apenas um tempo de qualidade, como também ótimas companhias e um ambiente agradável e convidativo.

Além da partilha de receitas deliciosas, uma decoração com flores ou velas criam um clima mais alegre e aconchegante à mesa.

E quando a mesa não tem só arranjos de flores, mas vasos lindos e comestíveis?

Essa é a proposta do artista Danling Xiao, criador da série de arranjos em vasos de frutas e vegetais. Para ele “a própria natureza já é uma artista”. Em seu trabalho, ele declara tentar manter os materiais em suas formas originais, a fim de preservar sua beleza natural. São curiosas criações de ingredientes naturais que já possuem capacidade de se comportar como vasos. Assim feito, tem-se alimentos transformados em recipientes funcionais, práticos e lindos!

Segundo o artista, a beleza dessas obras é para derreter na boca. “Seria um desperdício apenas contemplá-los. ”

 

vaso comestivel

 

vaso comestivel 2

 

vaso comestivel 2

 

 

 

Fonte: Design Boom



postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 08 de Março de 2016

O conceito de comensalidade está intimamente ligado com a cultura alimentar de um povo desde a época dos hominídeos que se reuniam em torno do fogo para partilhar alimentos e experiências. Ainda sim, é um conceito pouco familiar aos que não estão inseridos dentro do contexto alimentar.

No texto de hoje apresentamos trechos de uma entrevista com a Denise Oliveira - Professora Dra. do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da FIOCRUZ-Brasília e Coordenadora do Observatório Brasileiro de Hábitos Alimentares (OBHA) - pesquisadora da influência da cultura e de outros fatores intervenientes na forma com que nos alimentamos.

De acordo com Denise, "comensalidade" deriva do termo em latim 'mensa' que significa conviver à mesa, e o termo caracteriza, portanto, o ato de compartilhar uma refeição coletivamente que está intimamente ligado à essência do ser humano. Tal dimensão incorpora não apenas a parte biológica centrada em nutrientes durante o ato de comer, mas também a parte das relações humanas e da simbologia cultural que surge a partir deste processo.

No que diz respeito à inserção deste conceito dentro do aspecto cultural, a professora relata que a comensalidade caracteriza práticas antropológicas de determinados grupos e avança no componente de celebrações e ritos que também contribuem para a saúde do indivíduo. Estes componentes definem a dimensão social do ato de comer e expande a dimensão apenas biológica do ato.

O ato de comer junto foi mudando com o passar dos anos, ao passo que em vários países e inclusive no Brasil, o percentual de pessoas que interrompem suas atividades para o horário de almoço é cada vez menor. Ela contextualiza ainda que a prática de uma família de sentar junto à mesa para partilhar uma refeição não tem o mesmo valor simbólico que tinha na década de 50, por exemplo.

O conceito de comensalidade é tão relevante dentro do contexto da nutrição que foi incorporado na última versão do Guia Alimentar para população brasileira. Ele também serve como um elemento que compõem o conceito de educação alimentar e nutricional.

Acesse a entrevista no link.


 

 

 

 

 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 03 de Julho de 2015

Quem não se recorda de um almoço de domingo em família?

O filme “Alimento da alma” é a melhor representação do que significa uma refeição de domingo em família. A trama se desenvolve a partir das refeições dominicais realizadas há 40 anos na casa de “Mama Joe”, a matriarca da família.

A mesa é o local onde se sentam irmãs, neto, vó, filhos e cunhado para partilhar refeições e os assuntos do dia a dia, e como é de costume, muita descontração e discussões acontecem ao longo do filme. Os encontros do domingo servem para manter o vínculo e diálogo familiar, hora mais leve hora mais conturbado, e as receitas de Mama Joe são sempre o fator aglutinador familiar.

Em um dado momento o núcleo familiar se distância em virtude das várias brigas que passam a ocorrer entre os membros e problemas de saúde impedem que a Mama Joe continue a pilotar as refeições de domingo. O neto Ahmad que era muito querido de sua vó assume as receitas na cozinha na tentativa de reaproximar a família pela barriga.

O filme além de muito bem dirigido enfatiza o papel transformador da comida e das refeições em família, por isso o título. O recorte racial também é um fator muito interessante abordado pelo filme, uma família negra é protagonista do longa sem ser estereotipada, o que não é muito característico dos filmes Hollywoodianos.      

Um ótimo filme para assistir em família e por que não cozinhar um almoço juntos antes da sessão?



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