Ideias na Mesa - Blog


Posts Relacionados com a(tag):Você no Ideias

postado por Rafael Rioja Arantes em Segunda-feira, 17 de Abril de 2017

 

A experiência de hoje foi aplicada por estudantes da disciplina de "Ações de Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva" da Universidade Federal de Lavras e teve como objetivo conscientizar moradores de Lavras sobre o conteúdo dos alimentos ultraprocessados e a Diabetes.

Os alunos destacaram o alto consumo de alimentos industrializados pela população brasileira e as doenças crônicas não transmissíveis, em especial a diabetes, como os principais motivadores e referenciais para realizar a ação. A atividade aconteceu nos supermercados da cidade de Lavras, já que este é o principal ambiente de comercialização de produtos processados. Um cartaz contendo as quantidade de açúcar presente em produtos alimentícios foi exibido para os frequentadores do mercado, e na ocasião, também foi distribuído um panfleto explicando sobre o diabetes.     

Durante a ação, as alunas aproveitaram para conversar sobre os benefícios de uma alimentação saudável com as pessoas que paravam para observar o cartaz. Ele continha embalagens de alguns produtos industrializados, como achocolatado, refrigerante cola, biscoito recheado,  e um saquinho mostrando a quantidade de açúcar em cada produto. Além disso, todos os que passavam pela atividade  receberam folders com conteúdos sobre Diabetes, os tipos de açúcar descrito nas embalagens de alimentos, e dicas para a leitura de rótulos.

A equipe que aplicou a experiência observou alguns pontos em relação ao processo:

"Foi uma ótima experiência pois as pessoas que passavam por ali mesmo com muita pressa tinham interesse em saber mais sobre rotulagem de alimentos, como prevenir o Diabetes e outras doenças, e várias outras dúvidas relacionadas a alimentação. Foi muito interessante perceber que as crianças tinham muito interesse em saber mais sobre o assunto, porque geralmente são alimentos que elas consomem, e muitas falaram que ia tentar mudar seus hábitos e falar para os pais."

"Outro ponto relevante foi o susto que as pessoas tinham ao ver a alta quantidade de açúcar que elas consomem com frequência. Portanto essa ação foi muito importante para mostrar pra população que a industria de alimentos é muito enganadora dizendo que seus alimentos são cheios de vitaminas quando na verdade fazem mais mal à saúde do que bem."

  

 

Confira a experiência completa e outras imagnes clicando aqui.


 

Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Grayce Kelly de Andrade você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!  

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Segunda-feira, 10 de Abril de 2017

No começo deste ano compartilhamos a experiência aplicada pela equipe do OPSAN com o título "A ressignificação do cozinhar - Um caminho para a comida de verdade", relembre aqui. Durante o mês de abril, estaremos discutindo o conflito de interesses em nossa rede, e por isso, destacamos na publicação de hoje uma das estações onde a temática foi trabalhada.

A oficina foi conduzida durante o Congresso Brasileiro de Nutrição 2016 em Porto Alegre, e contou com a participação de 50 inscritos entre nutricionistas, educadores e estudantes. Dentre as seis estações que discutiram assuntos diversos, uma foi dedicada a problematizar o conflito de interesses.

Para conduzir essa estação, a equipe decidiu que traria à tona a discussão sobre um caso real, atual e polêmico, a recente associação do chefe de cozinha Jamie Oliver, que ganhou projeção internacional ao promover uma alimentação adequada e saudável (AAS), à empresa Sadia.

A dinâmica utilizada foi a simulação de um julgamento sobre a conduta do chefe e o questionamento do julgamento era: “Há conflito de interesses na associação de um chefe de cozinha, promotor mundial da alimentação adequada e saudável, com uma multinacional, produtora de alimentos ultraprocessados, responsável por 20% da produção mundial de frangos?”. O caso dizia respeito ao Chef Jamie Oliver, mas a ideia principal era julgar o conflito de interesses e discutir a conduta de um chefe, ou qualquer outro profissional que constrói a sua imagem promovendo AAS e a utiliza associada aos interesses financeiros e mercadológicos da indústria de alimentos.

Para o julgamento, os participantes eram divididos da seguinte forma: um grupo de acusação (defendiam que existe conflito de interesse), um grupo de defesa (defendiam que não existe conflito de interesse) e um juiz. Ao escolher o juiz, antes mesmo de saber o caso, a pessoa era informada de que deveria contar com a imparcialidade para exercer esse papel.

O produto final dessa estação era o veredicto final do juiz, dizendo se existiu ou não conflito de interesse e justificando o seu posicionamento.   

Durante o julgamento coube ao facilitador moderar os grupos que passaram pela estação, e observou-se um bom engajamento da maioria dos grupos que se envolveram para embasar as argumentações de ambos os lados.

Confira a experiência completa.

  


Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como o Ideias na Mesa, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil! 



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Segunda-feira, 27 de Março de 2017

O [Você no Ideias] dessa semana apresenta uma experiência realizada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal que percebendo a escola como um ambiente estratégico para a promoção da saúde e para formação de cidadãos conscientes e críticos em relação à sua alimentação, usou da gastronomia para estimular o consumo de uma alimentação saudável pelos estudantes. 


O projeto ficou conhecido como "Chef e Nutri na Escola” e aconteceu em três encontros, sempre realizados na Unidade Escolar. 

O primeiro encontro teve como objetivo de apresentar o projeto para toda a equipe, planejar datas e definir o cardápio. No segundo, Nutricionistas, chefe de cozinha ou representante de curso de Gastronomia e estudantes (de preferência todos os alunos da UE)debateram sobre alimentação saudável, boas práticas de manipulação e segurança alimentar, por meio de uma palestra, uma oficina ou uma mesa redonda. Além disso, a cozinha era apresentada aos estudantes.

No último encontro era hora de "colocar a mão na massa"! Os alunos eram conviodados a preparar refeições na cozinha da UE com o auxílio de um chefe de cozinha ou estudantes de gastronomia, sob supervisão do professor Gastrônomo, e acompanhamento dos nutricionistas. 

Essa experiência está sendo realizada na Rede de Ensino do DF!

Para ter acesso a essa experiência na íntegra acesse aqui!

 


Em 2017 vamos continuar valorizando a Educação Alimentar e Nutricional. Assim como a Diretoria de Alimentação Escolar - SEDF, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Marina Morais Santos em Segunda-feira, 20 de Março de 2017

A obra Comer bem, viver bem: arte, educação e cultura cadastrada em nossa Rede é um livro colaborativo que conta com trabalhos de conclusão de alunos de duas universidades do Nordeste: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O livro propõe-se a apresentar a arte como objeto de conhecimento no estudo da alimentação, além de discutir o relevo da análise cultural na compreensão da alimentação e destacar também o papel da Educação Alimentar e Nutricional como princípio de diálogo. 

A obra conta com 13 Trabalhos de Conclusão de Curso, orientados pela Professora Dr. Michelle Jacob, e divididos em 3 eixos temáticos: arte, cultura e educação. De acordo com Viviany Chaves, que cadastrou o livro em nossa rede, a obra é fruto de várias pesquisas e ações no âmbito da Nutrição: "São um conjunto de trabalhos de conclusão de curso que já tiveram seus êxitos (resultados) tanto na academia como também, em alguns casos, na comunidade. A ideia de postá-lo no site do Ideias na Mesa é pra justamente divulgar essas pesquisas na área da nutrição que possuem um cunho metodológico mais qualitativo e voltado para as questões subjetivas do alimento, do comer e do sujeito, fugindo do pragmatismo dos estudos epidemiológicos e biomédicos."

O livro traz trabalhos que se utilizaram de obras literárias como as de Cíntia Moscovich, Clarice Lispector, Graciliano Ramos e até mesmo a Bíblia para discutir o fenômeno da alimentação. Além de dedicar uma sessão inteira para debater sobre o papel da Educação Alimentar e Nutricional, relacionando-a com a arte, a cultura e a literatura. 

Viviany acrescentou também: "Acreditamos que o comer bem, e logo o viver bem, passe pelo processo de aprender a partilhar, denominado por Derrida de aprender-a-dar-de-comer-ao-outro, e pelos andinos a saber dar e receber. Nutrir ideias em um livro é um gesto de partilha, de um processo que ativa a interação e, em consequência, na nutrição mútua deste jovem campo em pleno estágio de desenvolvimento. Acreditamos que esse seja o princípio de toda Nutrição Humana." 

Quer saber mais sobre o livro, acessar o seu cadastro e baixá-lo na íntegra? Então acesse a experiência completa aqui.

 


Em 2017 vamos continuar valorizando a Educação Alimentar e Nutricional. Assim como a Viviany Chaves, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Marina Morais Santos em Segunda-feira, 20 de Março de 2017

A obra Comer bem, viver bem: arte, educação e cultura cadastrada em nossa Rede é um livro colaborativo que conta com trabalhos de conclusão de alunos de duas universidades do Nordeste: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O livro propõe-se a apresentar a arte como objeto de conhecimento no estudo da alimentação, além de discutir o relevo da análise cultural na compreensão da alimentação e destacar também o papel da Educação Alimentar e Nutricional como princípio de diálogo. 

A obra conta com 13 Trabalhos de Conclusão de Curso, orientados pela Professora Dr. Michelle Jacob, e divididos em 3 eixos temáticos: arte, cultura e educação. De acordo com Viviany Chaves, que cadastrou o livro em nossa rede, a obra é fruto de várias pesquisas e ações no âmbito da Nutrição: "São um conjunto de trabalhos de conclusão de curso que já tiveram seus êxitos (resultados) tanto na academia como também, em alguns casos, na comunidade. A ideia de postá-lo no site do Ideias na Mesa é pra justamente divulgar essas pesquisas na área da nutrição que possuem um cunho metodológico mais qualitativo e voltado para as questões subjetivas do alimento, do comer e do sujeito, fugindo do pragmatismo dos estudos epidemiológicos e biomédicos."

O livro traz trabalhos que se utilizaram de obras literárias como as de Cíntia Moscovich, Clarice Lispector, Graciliano Ramos e até mesmo a Bíblia para discutir o fenômeno da alimentação. Além de dedicar uma sessão inteira para debater sobre o papel da Educação Alimentar e Nutricional, relacionando-a com a arte, a cultura e a literatura. 

Viviany acrescentou também: "Acreditamos que o comer bem, e logo o viver bem, passe pelo processo de aprender a partilhar, denominado por Derrida de aprender-a-dar-de-comer-ao-outro, e pelos andinos a saber dar e receber. Nutrir ideias em um livro é um gesto de partilha, de um processo que ativa a interação e, em consequência, na nutrição mútua deste jovem campo em pleno estágio de desenvolvimento. Acreditamos que esse seja o princípio de toda Nutrição Humana." 

Quer saber mais sobre o livro, acessar o seu cadastro e baixá-lo na íntegra? Então acesse a experiência completa aqui.

 


Em 2017 vamos continuar valorizando a Educação Alimentar e Nutricional. Assim como a Viviany Chaves, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Marina Morais Santos em Segunda-feira, 13 de Março de 2017

O grupo terapêutico "Mais com Menos", parte do Núcleo de Apoio a Saúde da Família lá em Itabaiana (SE), é formado por 20 mulheres que buscam mudar seus hábitos alimentares para adquirirem mais autonomia e mais qualidade de vida! As estagiárias de nutrição Adriana Nascimento e Josiane Rodrigues sob supervisão da nutricionista Adriana Figuerêdo da Universidade Federal de Sergipe se unirão para realizar ações de Educação Alimentar e Nutriconal no grupo e ajudar essas mulheres na busca por uma alimentação mais saudável.

As nutricionistas organizaram quatro encontros com o grupo de mulheres e realizaram ações com foco na importância da leitura e entendimento das informações nutricionais dos rótulos dos alimentos com várias abordagens. No primeiro encontro, o grupo participou da dinâmica "Você sabia?", na qual foram explicados de maneira divertida e leve os elementos dos rótulos e tabelas nutricionais dos alimentos. Com plaquinhas, situações do dia a dia, vídeos e um clima de bate-papo, foi possível sanar as dúvidas das integrantes do grupo! 

Nos próximos dois encontros, o assunto foi os alimentos ultraprocessados e processados, com o foco na quantidade de gordura, açúcar e sal que esses produtos contêm. Para isso, o grupo participou de dinâmicas com vídeos e instrumentos imagéticos sobre o tema e ainda fizeram uma visita ao supermercado para colocar em prática os conhecimentos adquiridos! 

E para fechar com chave de ouro, no último encontro entre o grupo "Mais com Menos" e as nutricionistas, foram aplicados questionários para a avaliação do conhecimento das participantes em relação aos temas abordados nas ações de EAN. Ao final dos encontros, as participantes relataram que se sentiam mais capazes para fazer melhores escolhas alimentares. 

Quer saber mais sobre essa experiência e dar uma olhada no passo a passo dela? Acesse a experiência na íntegra aqui e se inspire. 


Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Josiane Rodrigues de Barros , você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 07 de Março de 2017

A experiência de hoje foi realizada em São Leopoldo no estado do Rio Grande do Sul e foi conduzida pela parceria entre educadores da Escola Municipal e nutricionistas da Unidade Básica de Saúde e da alimentação escolar. A ação abordou de forma dinâmica a Cultura e Patrimônio Alimentar, que é o tem do mês aqui na Rede Ideias na Mesa.

A objetivo foi conduzir um trabalho de educação permanente ao longo do ano de 2016 inserido no Projeto Político Pedagógico da escola, trabalhando com os alunos a temática da Alimentação Saudável. A escola já tinha como um de seus eixos norteadores o fortalecimento dos vínculos afetivos entre docentes e alunos. Nesse cenário acolhedor, as nutricionistas utilizaram como ferramenta para realizar as atividades o Guia Alimentar para a População Brasileira.

As atividades foram pensadas em conjunto com o público alvo. Propondo por exemplo, rodas de conversa sobre o que significava a comida e o comer para eles, fomentando o resgate do conhecimento a partir de fragmentos da história familiar e de vida. Ao longo do ano, foram feitas as seguintes atividades: “Chuva de Comida”, com o objetivo de realizar um levantamento dos alimentos consumidos habitualmente pelos alunos; “Cada alimento no seu lugar”, com a finalidade de identificar o conhecimento dos alunos sobre a classificação dos alimentos; “Quebra-cabeça dos Dez Passos para uma Alimentação Adequada e Saudável” para apresentar o instrumento de mesmo nome constante no Guia Alimentar para a População Brasileira; “Quanto tem de fruta?” com o propósito de comparar a quantidade de fruta existente nos sucos naturais e industrializados, sensibilizando quanto à diferença dos alimentos in natura e os ultraprocessados.

 

Também foram trabalhados questões como “Patrimônio Cultural”, demonstrando que os alimentos e preparações culinárias são cultivados, produzidos e consumidos pautados na herança cultural, familiar e afetiva; “Ativando os sentidos”  para oportunizar a exploração dos sentidos tato, olfato e paladar com alimentos pouco conhecidos pelos alunos, mas pertencentes à cultura alimentar local/regional. Apresentar a origem de alguns alimentos in natura ou minimamente processados; “Revisitando o território: onde tu compra tua comida?”, com o intuito de identificar na realidade local as opções de alimentos comercializados e propor uma reflexão sobre a disponibilidade encontrada, além de possíveis alternativas para uma alimentação mais saudável. Confira outras atividades que foram conduzidas na experiência completa.   

Entre os resultados  observados, as aplicadores da experiência identificaram como uma dificuldade inicial os diferentes níveis de aprendizado dos participantes, assim como as diferentes histórias pessoais de cada um dos escolares. Foram também identificados pontos positivos do processo que se deram, dentre outras razões, pelo vínculo que foi criado entre os educadores e participantes, numa relação horizontal e de empatia mútua.   

Para conferir outras fotos e a experiência na íntegra, acesse o link.    


Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Vanessa Backes, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Rafael Rioja Arantes em Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2017

A equipe do Ideias compartilha no quadro de hoje uma oficina elaborada pelo Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição – Universidade de Brasília (OPSAN/UnB) e aplicada em parceria com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS/OMS) durante o XXIV CONBRAN 2016 em Porto alegre. 

A oficina tem como proposta gerar reflexões e incentivar a mobilização para promover o cozinhar como prática emancipatória baseado nos princípios do Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para Políticas Públicas e nas diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira.

Passo a passo:

Primeiramente, uma dinâmica de quebra-gelo foi aplicada para propiciar um contato inicial entre os participantes e para que eles se dividissem em grupos conforme o perfil. Para esta atividade, foi realizada a dinâmica do colar, na qual os próprios participantes confeccionam crachás utilizando materiais de papelaria com informações como a comida e hobby preferidos. Findada a dinâmica inicial, os facilitadores explicaram a oficina e apresentaram a metodologia proposta na qual cada grupo circula pelas 6 estações propostas permanecendo 20 minutos em cada uma delas.

Seguindo dinâmicas e gerando produtos próprios, as estações abordaram  as seguintes discussões:

ESTAÇÃO 1 -  A mulher e o cozinhar

Na primeira estação, foi elaborado um “varal de fotos” contendo uma seleção de imagens, cartazes e frases com retratos de chefes de cozinha do sexo masculino e fotos de merendeiras do sexo feminino. Também foram expostas propagandas de alimentos com discursos machistas além de alguns dados e reflexões.  Os elementos serviram para subsidiar as discussões em grupo sobre o tema central da estação que é “A mulher e o cozinhar”, com questões como a exaltação do prestígio e predominância de Chefs de cozinha do sexo masculino enquanto as atividades ligadas a alimentação doméstica e com menos “glamour” recaem sobre a mulher.

 

ESTAÇÃO 2 - Tempo x Cozinhar

O objetivo dessa estação foi discutir a questão do tempo x cozinhar - um dos grandes desafios da atualidade, e a necessidade de encontrar um tempo para desenvolver habilidades culinárias e evitar os alimentos ultraprocessados, como o Guia Alimentar para a População Brasileira preconiza. Assim, não buscou-se resolver ou dar respostas a este complexo problema, mas refletir e pensar em estratégias.

O cenário dessa estação foi composto com um calendário mensal grande com diversas atividades e compromissos, sem nenhuma programação para compras ou para cozinhar. Além deste elemento, o facilitador também exibiu alguns vídeos, para a partir da análise de discursos, aprofundar as discussões sobre as estratégias de propaganda  que a indústria alimentar utiliza. Segue um exemplo:

ESTAÇÃO 3- Tradição e Memória

Para compor essa parte da oficina, foram selecionados e dispostos em forma de varal, vários alimentos característicos de todas as regiões brasileiras, como por exemplo cuscuz, sagu de vinho, galinhada, bacalhau, tapioca, milho, peixe frito, além de  frutas como pitanga, acerola, caju entre outras. Ademais, também foram colocadas no varal frases inspiradoras sobre alimentação e imagens que representavam a comensalidade, comidas típicas de datas comemorativas entre outras.

Com o objetivo de trabalhar a temática “tradição e memória”, foi proposto que os participantes de cada grupo escolhessem uma imagem ou frase que os representassem ou que remetesse alguma história pessoal. Após a escolha, cada um deveria contar para todos motivo da sua escolha.

Na segunda parte, foi proposto que os participantes brincassem de “Qual é a música?” com o intuito de lembrar de letras de músicas que contenham alimento, como por exemplo café e frutas. A descontração tomou conta de todos os grupos, possibilitando também uma troca de boas lembranças em relação aos alimentos e as músicas.

 

ESTAÇÃO 4- Sistema alimentar sustentável através do cozinhar

A estação 4 teve como proposta discutir alternativas e caminhos sustentáveis a partir das escolhas alimentares e fazendo uma interface com o cozinhar. Para tanto, foram disponibilizados 6 “kits” para que os participantes escolhessem com qual trabalhar (um pra cada grupo) contendo um alimento in natura e um produto industrializado correspondente, foram eles: Tomate x molho de tomate enlatado; frango caipira x nuggets; leite tipo A x achocolatado; laranja x suco industrializado de caixinha; limão x picolé de limão; milho x pipoca de microondas.

Para os alimentos in natura, os participantes eram convidados a criar um caminho, desde a produção até o consumo e destinação final de eventuais cascas e bagaços, que fosse inclusivo, saudável e sustentável. Já para os industrializados,  a proposta foi de criar uma lógica oposta, identificando os impactos negativos para o meio ambiente, o agricultor e a saúde humana. O intuito foi propiciar uma reflexão sistêmica acerca dos impactos das nossas escolhas alimentares e contrapor diferentes modelos de produção. 

ESTAÇÃO 5 - Comensalidade

Nesta estação, os participantes foram convidados a compartilharem de uma refeição juntos e construírem o conceito de comensalidade (ato de comer junto) com um jogo de palavras.

A cenografia contava com toalha de piquenique, flores, preparações regionais, frutas, sucos e livros de contos, crônicas e outros estilos literários que abordam a alimentação. Isso proporcionou um ambiente agradável e convidativo para a participação.

O facilitador era como um anfitrião que convidava todos a comerem juntos e conversarem sobre o tema. No jogo era possível formar diferentes frases, poesias, esquemas com palavras que iam desde tipos de refeições, pessoas, verbos, características, lugares e emoções.

ESTAÇÃO 6 - Conflito de interesses    

Para trabalhar a temática “Conflito de Interesse” a equipe decidiu que traria à tona a discussão sobre um caso real, atual e polêmico, a recente associação do chefe de cozinha Jamie Oliver, que ganhou projeção internacional ao promover uma alimentação adequada e saudável (AAS), à empresa Sadia.

A dinâmica utilizada foi a simulação de um julgamento sobre a conduta do chefe e o questionamento do julgamento era: “Há conflito de interesses na associação de um chefe de cozinha, promotor mundial da alimentação adequada e saudável, com uma multinacional, produtora de alimentos ultraprocessados, responsável por 20% da produção mundial de frangos?”. O caso dizia respeito ao Chef Jamie Oliver, mas a ideia principal era julgar o conflito de interesses e discutir a conduta de um chefe, ou qualquer outro profissional que constrói a sua imagem promovendo AAS mas, que em um determinado momento, se entrega aos interesses da indústria de alimentos.

Encerramento

Depois que todos os grupos passaram pelas 6 estações, eles foram convidados a apresentar os cartazes e fazer um breve relato sobre as discussões que tiveram. Os facilitadores da oficina encerraram a atividade destacando a correlação de cada estação com o tema principal da atividade, e a importância da compreensão desses elementos para promoção da Alimentação Adequada e Saudável.             

Resultados observados:

As inscrições na oficina foram feitas por e-mail, e após a atividade 11 dos 50 participantes responderam espontaneamente à pesquisa de opinião com impressões sobre a atividade. Em resposta a experiência de participação na oficina, 8 pessoas deram nota máxima para atividade em uma escala de 0-10, enquanto 3 pessoas deram notas entre 8 e 9. Os mesmos números foram observados para aprovação da metodologia utilizada. A oficina atendeu às expectativas de 90% e parcialmente de 10% dos que responderam à pesquisa. E ainda, 100% dos que responderam ao questionário gostaram da escolha do tema principal da oficina e também julgaram os temas das estações como pertinentes.

Para além dos dados quantitativos, alguns comentários também foram observados como: “Continuem disseminando essa oficina. Eu gostei muito, aprendi muito, reforcei muitos entendimentos e levarei esse conhecimento para a vida e para a minha prática profissional”.

Para conferir os materiais de apoio utilizados e a experiência na íntegra acesse aqui.


Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como o Ideias na Mesa, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Segunda-feira, 06 de Fevereiro de 2017

A experiência de hoje foi conduzida por graduandos de Nutrição da Universidade Federal de Campina Grande e aplicada em uma escola municipal da região. O objetivo foi promover saúde através de uma semana com atividades relacionadas à Alimentação Adequada e Saudável envolvendo os escolares, extensionistas e professores da escola.

O público alvo da experiência foram os alunos do pré I da educação infantil ao 5° ano do ensino fundamental I. As atividades foram realizadas durante cinco dias, e contaram com o apoio e contato prévio da direção da escola e de alunos voluntários do curso de Nutrição. As intervenções foram planejadas com base nos parâmetros curriculares nacionais para educação infantil e ensino fundamental e o guia alimentar para a população brasileira.

No primeiro momento, foi realizada uma fase de diagnóstico a partir do diálogo com as crianças para verificar o entendimento delas relativo à alimentação saudável. Após este contato inicial, os membros do projeto produziram cartazes realizados juntamente com os alunos e professores, e trataram de temáticas como alimentação saudável, comida de verdade, alimentos processados e ultraprocessados. No dia seguinte, foi realizada uma sessão "Cine Saudável" com a exibição do filme Nutriamigos seguido de uma conversa mais descontraída sobre alimentação saudável. Uma outra atividade de conteúdo mais lúdico foi a "contação de histórias" utilizando o livro "Repasto Literário", já compartilhado como experiência aqui no Ideias.

     

A semana contou ainda com um componente de avaliação do estado nutricional das 128 crianças  e terminou com um piquenique ao ar livre entre todos os profissionais e alunos envolvidos. Durante esse momento de confraternização, também foi explorada a comensalidade com alimentos in natura.

Em relação aos resultados observados após a implementação da semana, foi constatada um interação positiva entre os educadores, coordenadores da escola e o público infantil confirmada com mais de 90% de respostas das crianças afirmando que "gostaram ou adoraram" as atividade da semana.      

Para ler a experiência na integra e conferir mais fotos acesse aqui.     


Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Iara Matos, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!

    



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017

O [Você no Ideias] de hoje apresenta uma experiência realizada por uma equipe de residentes em Saúde da Família da Universidade Federal do Paraná, que problematizou a produção de alimentos com participantes de um Centro de Convivência, a partir dos conceitos de Soberania Alimentar e Segurança Alimentar e Nutricional. O objetivo dessa equipe foi estimular a proteção da cultura alimentar, criando ações que viabilizem a troca das sementes crioulas entre guardiões e guardiãs e identificando origens, saberes do cultivo e preparações culinárias.

O grupo de residentes aproveitou a horta do Centro e realizou dois encontros.

Para partilhar e construir conhecimento, o grupo de residentes formou uma “roda de conversa“, partindo-se do pressuposto que cada pessoa traz consigo conhecimentos que podem ser compartilhados, aprofundados e por fim aplicados com base nas suas demandas.

Em um primeiro momento, as participantes relataram experiências anteriores com o cultivo de alimentos, incluindo conhecimentos relacionados ao uso de agrotóxicos e possíveis malefícios, prevenção e controle natural de “pragas”, diversidades dos vegetais cultivados e a propagação de sementes. A fim de desconstruir a concepção benéfica sobre o uso dos agrotóxicos e possibilitar novas práticas e soluções nos seus cotidianos, foi entregue ao grupo um compilado de receitas caseiras de caldos com ingredientes naturais, como alho, pimenta e cinzas de lenha e carvão, para aplicar nas plantas e prevenir doenças.

Em vários relatos foi perceptível sentimentos e sensações que afloraram as lembranças, gerando um “saudosismo coletivo”, já que muitas pessoas afirmaram gostar da época que moravam em sítios, chácaras ou fazendas e, hoje, percebem que os alimentos plantados e colhidos por eles tinham excelente sabor.

O grupo lamentou a vinda para a cidade, que, na maioria dos casos, foi decorrente da compra da área daquela família por empresários e grandes fazendeiros.

O grupo de residentes percebeu o entusiasmo com a temática e propôs a realização de uma feira para troca de sementes crioulas e de mudas de plantas diversas.

A “Feira da mãe Terra para a troca de saberes, sementes e mudas” contou com as seguintes sementes levadas pelas participantes do Centro:

- fava olho de cabra preta,

- fava branca,

- camapu,

- quiabo,

- feijão guandu,

- melão São Caetano,

- café,

- abóbora moranga,

- endro.

Entre as mudas se observou: café, alecrim, citronela, arruda, cebola, coqueiro”.

A maioria das variedades citadas foi colhida pelas participantes em seu próprio quintal.

Muitas das sementes que foram trocadas e partilhadas na Feira foram levadas pelas residentes que conseguiram o máximo de variedades, fazendo contato com amigos, familiares e agricultores.

E ao fim dessas atividades é sempre gratificante perceber o feedback de participantes que percebem mais uma forma de autocuidado e de cuidar do mundo a sua volta. O grupo de residentes percebeu a importância de não limitarem suas ações na prática clínica com ações curativas, mas extrapolarem e começarem a promover saúde.  



Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Veridiane Sirota, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil! 



Go to page:
Observatório Opsan UNB
facebook
twitter
Layout e programação do site Identidade visual
Faça o ligin para continuar!

clique aqui