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postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Terça-feira, 29 de Novembro de 2016

Queijo da serra da canastra, goiabada cascão, palmito juçara, mel de abelha jataí, queijo coalho, pequi, pirarucu, umbu, pitanga. Essa lista não apenas elenca uma série de frutas, produtos e ingredientes tradicionais usados na gastronomia brasileira. Ela é também uma parte da lista de alimentos brasileiros que correm risco de sumir do mercado.

O jornal NEXO divulgou uma matéria com base no projeto Arca do Gosto, conduzido pela ONG Slow Food (uma organização mundial que defende alimentação de qualidade e sustentável), que cataloga produtos gastronômicos - processados ou naturais - que tenham papel importante na cultura, na história e nas tradições de comunidades no mundo todo e cuja produção esteja ameaçada por razões sociais, econômicas ou biológicas.

No Brasil, a lista divulgada pela ONG em 2016 tem 121 alimentos. Entre eles, 35 têm origem na culinária indígena.

Mas por que alimentos desaparecem? E como se pode resgatar um alimento ameaçado? Veja aqui a matéria completa:

 "Por que alimentos desaparecem

Os alimentos podem desaparecer do mercado por vários motivos. De acordo com Glenn Makuta, articulador em redes da Slow Food International, os motivos podem ser a queda na demanda e no consumo, a desestruturação de comunidades produtoras e a diluição de costumes culturais de cultivo.

MODELO DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA

Esta é a principal pauta de combate da ONG: o modelo de produção agropecuária que prioriza o plantio e criação massivos de um número limitado de espécies vegetais e animais.

Apenas 12 espécies de plantas correspondem a 75% da produção alimentícia, enquanto mais de 90% da criação global de animais para produção de alimento é composta por apenas 15 espécies de mamíferos e pássaros.

Esse modelo acaba fazendo com que seja mais vantajoso para os produtores o cultivo ou criação de um número limitado de espécies - e, de geração em geração, eles diminuem ou abandonam o cultivo ou produção de determinado alimento.

ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS

O aumento no consumo de alimentos industrializados, puxado pela propaganda das corporações desse segmento, também é um fator que gera queda de demanda por produtos naturais e pratos tradicionais e acaba impactando na produção.

DESEQUILÍBRIO CAUSADO PELO HOMEM

Há também os casos em que a produção ou criação de determinado alimento é impactada por mudanças socioambientais - do desalojamento de comunidades ribeirinhas para a construção de uma hidrelétrica ao fim de uma espécie vegetal devido ao desmatamento.

Além de ameaçarem aspectos fundamentais da construção da identidade cultural dos povos do planeta, o modelo vigente também é prejudicial para o meio ambiente.

A ONU defende que a biodiversidade é fundamental para a segurança alimentar e nutricional, já que o excesso da criação ou cultivo de determinada espécie desequilibra as outras camadas do ecossistema.

Como resgatar um alimento ameaçado

De acordo com Makuta, não há manual para tirar um alimento da lista de ameaçados - cada caso é um caso. Para determinada fruta, talvez a solução seja incentivar seu consumo e plantio, fortalecendo a cadeia produtiva.

Para uma espécie de peixe, no entanto, talvez seja preciso frear o consumo até que as comunidades que o pescam se reestruturem, já que um aumento excessivo de demanda pode ser ainda pior para a cadeia produtiva.

Para cada alimento na lista, a ideia de “consumo sustentável” pode ter um significado diferente. No entanto, o resgate de hábitos de agricultura familiar e o consumo responsável de alimentos in natura pode ser um dos caminhos.

O pomar no fundo do quintal, que perdeu espaço para as varandas gourmet nas grandes cidades, é uma maneira de resgatar o plantio de alimentos como o cambuci, a guabiroba ou a grumixama, por exemplo - frutas típicas do sudeste que estão na lista de alimentos extintos e são desconhecidas das gerações mais novas nas últimas décadas.

Além disso, a compra de alimentos de pequenos produtores e a diminuição no consumo dos alimentos industrializados é uma maneira de diminuir a demanda do plantio de culturas massivas por parte da indústria de alimentos, diversificar a alimentação por meio de produtos locais e contribuir para o reequilíbrio do sistema.

A Slow Food promove um festival para chamar atenção para os ingredientes e alimentos na lista. Este ano, a ONG convidou chefs, nutricionistas, produtores e gastrônomos para ministrarem aulas, oficinas ou jantares usando alguns dos produtos ameaçados, para conscientizar sobre a maneira mais sustentável de consumi-los - seja aumentando o consumo, seja procurando produtores sustentáveis ou então diminuindo a procura."

 E você já tinha pensado em alimentos que sumiram do seu cotidiano, e as razões para tal?



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016

O [Comida na Tela] de hoje traz um documentário que recebeu vários prêmios em festivais internacionais e que trata de assuntos muito importantes: As grandes monoculturas de soja e milho e áreas de pasto desmatadas para a pecuária que tomaram conta de todo entorno do Parque Indígena do Xingu. Elas estão causando grandes mudanças climáticas, e afetando diretamente a segurança alimentar entre outros aspectos dos 16 povos indígenas que ali habitam.

O Parque Indígena do Xingu foi criado em 1961. É um exemplo importante da diversidade cultural e ambiental da região amazônica: no total, 6.500 pessoas de 16 povos indígenas vivem lá. Com os seus modos de vida tradicionais e tradições de gestão da terra, estes grupos garantiram a preservação da floresta e da biodiversidade local. No entanto, a área em torno do Parque encontra-se em contraste: 86% da floresta foi convertida em monoculturas de soja e milho ou em pasto para a pecuária. E desde então, o aumento do calor, a falta de chuva, o desmatamento em torno do Parque, a construção de barragens, os agrotóxicos usados nas monoculturas, está matando os frutos e os alimentos que fazem parte da tradição culinária dos povos do Xingu. Preocupados, acreditam que irão passar fome no futuro, porque as culturas que plantarão não resistirão às mudanças. E temem que as gerações futuras tenham que depender da comida do homem branco para sobreviver.

Os últimos 30 anos têm visto a destruição ambiental generalizada fora do parque, e as conseqüências no clima, nos animais e na agricultura são evidentes. Produzido em parceria entre a ISA e o Instituto Catitu, o documentário é um retrato sensível e poderoso de como as pessoas que habitam o Parque Indígena do Xingu enfrentam os impactos das mudanças climáticas.

De acordo com relatos dos anciãos de diferentes grupos étnicos que vivem no Parque, as andorinhas que costumavam voar em bandos para anunciar o início da estação chuvosa já não podem ser vistas. As borboletas, que visitaram as aldeias, sinalizando a secagem do rio, desapareceram. Era diferente no passado, dizem eles. Mas o aumento do calor, a falta de chuva, o desmatamento em torno do Parque, e até mesmo a construção de barragens, são apontados como causas dessas mudanças. Anteriormente restrito aos campos, o fogo agora se espalha facilmente, afetando grandes áreas do Parque. Isso exige que os povos indígenas mobilizem e usem novas técnicas e equipamentos para controlá-los.

Veja aqui o filme, e se impressione com os depoimentos e imagens dessa realidade que precisa ser mudada:



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 06 de Outubro de 2016

Um importante ponto no cenário atual de combate à insegurança alimentar é o problema do alto nível de desperdício em todo sistema alimentar mundial. O mundo descarta, aproximadamente, um terço do alimento produzido globalmente, o equivalente a 1,3 bilhão de toneladas anuais. Em países como os Estados Unidos, Austrália e Inglaterra, que concentram a maior parte do desperdício no final da cadeia, o percentual descartado ultrapassa um terço da produção.

Desde 2013, quando o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançaram a iniciativa Save Food, diversos países têm iniciado campanhas de promoção do consumo sustentável de alimentos ou estabelecido suas próprias metas de redução das perdas e desperdício de alimento. Mais recentemente, entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas em 2015, destaca-se "Reduzir pela metade, até 2030, o desperdício de alimentos per capita mundial, nos níveis de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos nas outras etapas da cadeia agroalimentar".

Pensando nisso o [Mais que Ideias] de hoje traz o trabalho da artista Aliza Eliazarov, que tem como propósito alertar sobre o desperdício nos Estados Unidos, um dos países que mais desperdiça alimentos na etapa de consumo domiciliar. O projeto fotográfico “Waste Not” retrata a grande variedade de alimentos encontrados no lixo que, depois de fotografados, foram entregues para bancos de alimentos de Nova Iorque. Leia aqui mais sobre o assunto.

Confira aqui o resultado desse trabalho:

E você, já parou pra pensar como o desperdício está no seu dia a dia, e como você pode diminuí-lo?



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quarta-feira, 14 de Setembro de 2016

Florestas e árvores favorecem a agricultura sustentável porque, entre outras coisas, estabilizam os solos e o clima, regulam fluxos de água, fornecem sombra, abrigo e um habitat para polinizadores e predadores naturais de pragas agrícolas. Quando integradas com prudência a terras agrícolas, permitem aumentar a produtividade da agricultura. As matas também ajudam a garantir a segurança alimentar de centenas de milhões de pessoas, para as quais são fontes importantes de alimentos, energia e renda, especialmente em momentos difíceis. No entanto, a agricultura continua a ser o principal fator de desmatamento em todo o mundo, e muitas vezes as políticas agrícolas, florestais e de uso da terra não estão harmonizadas.

Essas são algumas das constatações do relatório "O estado das Florestas do Mundo 2016 - Florestas e agricultura: desafios e oportunidades em relação ao uso da terra (SOFO)" que o [Biblioteca do Ideias] de hoje traz. Lançado pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), mostra, a partir da análise de esforços bem sucedidos de sete países (Chile, Costa Rica, Gâmbia, Geórgia, Gana, Tunísia e Vietnã), que é possível ser capaz de conciliar as aspirações dos diferentes setores e aumentar a produtividade e a segurança alimentar de suas populações e, ao mesmo tempo, parar ou mesmo reverter o desmatamento.

O documento pretende servir de base para os países desenvolverem planos, políticas e programas para a realização dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os quais possuem "caráter integrado e indivisível". Alimentação, meios de subsistência e gestão de recursos naturais não podem ser considerados separadamente, é necessário abordagens coerentes e integradas de sustentabilidade em todos os setores agrícolas e sistemas alimentares. A publicação traz também a importância da inclusão participativa significativa das partes interessadas para garantir a legitimidade da implementação e do monitoramento de tais processos de planejamento integrado do uso da terra.

Assim, "O estado das Florestas do Mundo 2016" apresenta dados importantes que evidenciam a necessidade de harmonia e conexão entres as áreas para que se estabeleça condições que tornem possível alcançar a agricultura sustentável, a segurança alimentar e a estabilidade climática. Lembrando que tais mudanças e reformulações precisam ser buscadas com urgência.

Leia em nossa biblioteca a versão do estudo em espanhol, ou veja aqui a versão em inglês.

A FAO também produziu dois pequenos vídeos baseados no SOFO 2016, um que foca nos exemplos dos países em destaque e outro que mostra infográficos didáticos que resumem o tema. Veja aqui as versões em espanhol:

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

Garapa é um premiado documentário brasileiro de 2009 dirigido por José Padilha que aborda o tema da fome evidenciado no brasil naquela época. O filme é bastante impactante e visa justamente escancarar uma realidade muito delicada a qual um expressivo número de brasileiros encarava no anonimato.

O título do longa foi escolhido não por acaso, garapa é uma bebida preparada com água e açúcar ou rapadura, bastante presente no cotidiano de famílias com vulnerabilidade social retratadas nas filmagens. Esta é a principal fonte de alimentação, por ser a mais barata, que os pais fornecem aos seus filhos.

Para produzir esta obra Padilha se debruçou em estudos e institutos que lidavam com a questão da Insegurança Alimentar e Nutricional, e usou dois conceitos de fome distintos descritos em “Geografia da Fome” de Josué de Castro. São eles:

“Fome aguda, aquela em que as pessoas ficam sem comer nada e que em determinado prazo leva à morte, e a fome crônica (ou subnutrição crônica), que se manifesta em populações muito carentes de elementos essenciais da alimentação. ”

Estes conceitos dão a linha do documentário e se personificam na realidade de quatro famílias acompanhadas durante as gravações. Garapa é um filme seco, desconfortável e que na opinião do próprio diretor a maioria das pessoas não quer ver, entretanto, considera de fundamental importância que o maior número de pessoas possa ter contato com tal realidade.

Segundo relatórios da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil saiu pela primeira vez em 2014 do mapa da fome no mundo, e os dados analisados entre 2002 e 2013 apontaram diminuição em 82% da população de brasileiros em situação de subalimentação.

Assim como em 2009, o problema da fome e Insegurança Alimentar e Nutricional ainda existem no Brasil, porém muito se avançou e precisa continuar avançando para eliminar estas questões. 


 

 



postado por Lucas Oliveira Teixeira em Terça-feira, 21 de Junho de 2016

A estrutura de produção e industrialização de alimentos está corrompida, o dizem. Usamos excessivamente agrotóxicos que contaminam nossos corpos e ambientes, distribuímos erroneamente a comida produzida, desmatamos nossas florestas, desperdiçamos nossas reservas de água, etc.


AFP/Archives


O [Pensando EAN] desta semana apresenta o discurso de Tristam Stuart, pesquisador, escritor, comunicador, empresário, e especialista nos impactos ambientas e sociais do desperdício de comida; em uma apresentação de seu TEDTalks, O escândalo global de desperdício de comida, tradução livre.

Stuart apresenta o desperdício e a exclusão de alimentos por motivos estéticos e superfluos como aparência e tamanho.

O autor sugere que um bom lugar para se começar a pensar sobre o desperdício são os supermercados. Suas lixeiras representam um colossal desperdício de alimentos, o diz. E conforme Stuart, "Quando você começa a subir a cadeia de abastecimento irá constatar onde o real desperdício de alimentos está acontecendo em uma escala gigantesca".


Sua análise é focada em aspectos comportamentais individuais, corporativos e estatais, o diagrama criado é o de uma cadeia alimentar na qual seus atores, em diversos níveis impactam, direta ou indiretamente, a problemática da fome, seja com o desperdício de alimentos sobressalentes, ou com a peneiragem estética, a qual os produtos primários são expostos.


Fazendeiros, por exemplo, descartam até um terço ou mais de suas colheitas, por conta de padrões estéticos. Tristam apresenta o exemplo de um fazendeiro o qual investiu 16.000 libras numa plantação de espinafre e nada foi colhido, a razão? Por haver grama crescendo entre eles. Bananas no Equador, Chirvias e laranjas na Flórida são descartadas pelos mesmos motivos.


 

 


Assista à palestra completa aqui:


 

 



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quarta-feira, 01 de Junho de 2016

Com o lema “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”, a 5ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional ocorreu em novembro de 2015 em Brasília, reunindo milhares de pessoas.

O evento constitui um importante marco participativo, estruturante e democrático, que contou com as mais diversas populações, dentre elas povos indígenas de várias etnias, população negra, povos tradicionais de matriz africana e povos de terreiro, povos ciganos, comunidades quilombolas e cerca de 30 identidades coletivas das comunidades tradicionais. Não só isso, como a abordagem se ampliou a segmentos populacionais urbanos e rurais, que estende as diferentes opiniões e contribuições a respeito de temas como insegurança alimentar, participação popular e ações de educação alimentar e nutricional.

Além da participação popular, houve a participação de instituições organizacionais e públicas, além de militantes internacionais, como a indiana Vandana Shiva, que regularmente atua na garantia de direitos e soberania alimentar.

O [Biblioteca do Ideias] de hoje traz o Relatório final da Conferência que reúne os documentos que formalizaram e marcaram a sua história política, como a Carta Política, o Manifesto, Proposições e Moções.

 

A sua leitura é de extrema importância. Que tal separar o final de semana para dar uma olhada? Fica a dica!

Você pode acessar este arquivo aqui.



postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 31 de Maio de 2016

Em novembro de 2015 foi realizada a 5ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional com o lema “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”. O evento reuniu mais de 2 mil pessoas dos 26 estados mais o Distrito Federal entre conselheiros, gestores e representantes da sociedade civil.

A abertura do evento contou com a fala inspiradora da indiana Vandana Shiva – filosofa, ativista ambiental e eco feminista - autora de dezenas de livros e premiada internacionalmente por seu protagonismo na luta contra os alimentos geneticamente modificados, agrotóxicos e aquecimento global. Vandana iniciou seu ativismo e pesquisas na área em 1984, quando uma usina produtora de pesticidas se rompeu em Bhopal, Índia matando três mil pessoas de imediato e mais de trinta mil como consequência.

A primeira reflexão que Shiva nos propõem é a dimensão do domínio das empresas multinacionais de agrotóxicos e transgênicos que detém o monopólio da produção agrícola com a falsa premissa de “produzir para acabar com a fome no mundo”. Argumento prontamente rebatido pela oradora que demonstra que estas indústrias concentram monoculturas de soja, milho e algodão com emprego massivo de agrotóxicos, e comenta que na verdade, o que elas produzem não são alimentos para acabar com a fome no mundo, mas sim commodites comerciais e um pacote de produtos químicos.       

O monopólio de sementes transgênicas e pesticidas colocam em risco não apenas a saúde dos trabalhadores e da população, mas também a biodiversidade e a soberania dos agricultores locais. Eles são pressionados de todas as formas a funcionar dentro da lógica deste modelo agrícola industrial dominante conhecido como agronegócio. A ativista não apenas pontua os prejuízos deste modelo, mas apresenta as alternativas para preservar a biodiversidade e garantir a soberania e segurança alimentar dos povos através da agroecologia e da produção orgânica.

Inspire-se com a fala e os caminhos para construção de um sistema alimentar verdadeiramente saudável e sustentável:     

 



postado por Lucas Oliveira Teixeira em Quarta-feira, 25 de Maio de 2016

O Brasil configura-se como o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, os impactos desta empreitada já podem ser verificados em estudos e pesquisas direcionadas.

A utilização de agrotóxicos em plantações de grande escala, o monoculturalismo e o lobby das grandes corporações para emprego destes químicos em montantes paulatinamente maiores progridem com veemência nas instituições a que competem, inclinando o futuro de nossa gestão agroecológica a uma catástrofe moral e ambiental.

A partir desse panorama o [Biblioteca do Ideias] de hoje destaca o Dossiê ABRASCO: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde.

 

O Dossiê é um alerta no sentido de ressaltar a importância das técnicas agroecológicas e ofício do pensar no bem-estar social bem como tornar claro e evidente que o corolário da utilização destes agentes de processos físicos, químicos ou biológicos é a degradação da vivacidade de nossa nação, fauna e flora.

“Muito embora a maior parte dos efeitos crônicos dos agrotóxicos sobre a saúde de agricultores e consumidores não seja comumente relacionada à exposição e à ingestão de tais produtos; indiretamente, porque o aumento do emprego dos agrotóxicos é um fenômeno intrinsecamente relacionado à expansão dos sistemas agroalimentares globalizados e à correspondente mudança nos hábitos alimentares da população, com o incremento do consumo de comida ultraprocessada, altamente calórica e portadora de ingredientes químicos maléficos à saúde. “

Contaminamos nosso solo, produtos alimentícios, comunidade rural e população urbana com químicos e princípios ativos proibidos em diversos países. Com a progressão geométrica do uso desses pelos latifundiários, cresce a pressão sobre os órgãos reguladores e fiscalizadores em direção à um liberalismo utilitarista da regulamentação e aplicabilidade destes químicos.

Publicado em 2015 pela editora Expressão Popular, São Paulo, esse documento ocupa-se em divulgar os estudos, considerações e dados relacionados à saúde, a utilização de agrotóxicos, segurança alimentar, meio ambiente, sustentabilidade, agronegócio, agroecologia, intoxicação alimentar,  etc.

Confira também os Painéis Gráficos que foram elaborados para ilustração do Dossiê Abrasco: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde  em que foi utilizada a técnica da facilitação gráfica: http://ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=bibliotecaIdeias/view&id=307 

Link para o Dossiê: http://ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=bibliotecaIdeias/view&id=306



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quinta-feira, 19 de Maio de 2016

Foi divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome nessa semana, um indicador um tanto quanto positivo: o Brasil, assumindo uma agenda central no enfrentamento da fome, desenvolveu um conjunto de políticas que permitiram que o país pudesse realmente alterar de forma estrutural a realidade das pessoas. Segundo a FAO, os índices mostram que menos de 0,5% da população encontra-se em situação de insegurança alimentar.

No Canadá, um menino chamado Oliver ficou emocionado ao presenciar uma situação de insegurança alimentar, em que crianças buscavam no lixo, materiais recicláveis. Estes seriam utilizados para a venda e consequente ganho de dinheiro para a compra de alimentos.

Logo, decidiu contribuir de uma forma um tanto quanto positiva: utilizando o espaço da sua casa, iniciou uma horta orgânica, com o intuito de vender sua produção para comerciantes e a população local. Todo o lucro seria revertido para auxiliar instituições de caridade. Sua ideia deu muito certo, e hoje Oliver é um grande exemplo para a comunidade.

Confira algumas fotos:

 

 

 

 

 

Que tal desenvolver uma iniciativa como esta em sua comunidade? Vale a pena!



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