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Posts Relacionados com a(tag):Rotulagem

postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 04 de Janeiro de 2017

O [Biblioteca do Ideias] de hoje apresenta um artigo científico que teve como objetivo identificar atores sociais e as suas contribuições na consulta pública realizada sobre a proposta obrigatória de rotulagem de alimentos no Brasil com gordura trans. Essa consulta teve início em agosto de 2003 e ficou aberta para contribuições durante 60 dias. 

Segundo as autoras, a nutrição está no meio de um triângulo formado pelo Governo, o setor privado e os consumidores. Por isso é importante analisar essa complexa relação entre as diferentes partes envolvidas no desenvolvimento de políticas voltadas à nutrição, para que possamos entender como essas políticas podem atingir seu real objetivo, garantir o bem estar da população.

Assim, essa pesquisa é caracterizada como uma análise de politicas baseada nas contribuições feitas pelas partes interessadas no assunto no Brasil e que participaram da consulta pública sobre a Lei de Rotulagem de Alimentos em Gordura Trans. Essa análise revelou que houveram 25 contribuições para essan consulta:

- 6 representantes de Universidade e entidades que representavam profissionais de saúde,

- 2 representantes de outras classes profissionais,

- 14 representantes da Indústria de Alimentos,

- 1 representante da Indústria Farmacêutica.

De forma geral, 23 contribuições foram contra a rotulagem, enquanto apenas duas foram a favor. 

A análise qualitiva desse material revelou o uso de três palavras chaves nas contribuições:

1. Consumidores,

2. Análise da quantidade de gordura trans,

3. Rotulagem voluntária.

Com relação ao primeiro tema, "Consumidores", estavam relacionados dois outros pontos relevantes: conhecimento do consumidor e Educação Alimentar e Nutricional (EAN). A análise nostrou que a maioria dos participantes estavam preocupados com o grau de compreensão dos consumidores quanto ao que é gordura trans. Há uma preocupação de que os consumidores confudam gordura trans com transgenia e isso pode levar à depreciação do produto. Houve ainda a argumentação de que a rotulagem da quantidade de colesterol nos alimentos é suficiente para os consumidores, que entendem bem essa informação, mas que ainda não entendem a gordura trans. Como solução, quatro participantes argumentaram que o Governo deve investir em programas de educação para a população sobre esses temas.

O tema "Análise da quantidade de gordura trans" apareceu associado a três principais argumentos contra a rotulagem: a falta de recursos humanos, falta de laboratórios adequados e o alto custo da análise. 

O debate sobre a "Rotulagem voluntária" focou em se o Brasil não deveria ter uma rotulagem voluntária, ao invés da obrigatória ou até mesmo se a rotulagem de alimentos em gordura trabs é necessária. 

Esse artigo mostra que apesar da consulta pública ser aberta a todos, se nota a ausência de associações ou organizações não governamentais que representassem os interesses dos consumidores. Por isso, essa situação deverá ser abordada, nas futuras consultas, por organizações relacionadas ao interesse público e que trabalhem com Doenças crônicas não transmissíveis, para que exista um contrabalanço entre os interesses da sociedade e os da indústria de alimentos, supermercados e redes de fast food.

Além disso, é levantada a necessidade de uma abordagem intersetorial e o estabelecimento de parcerias com a mídia, universidades, profissionais de saúde, escolas e a indústria de alimentos, para o desenvolvimento de programas de EAN eficientes. 

Quanto ao aumento de custos relacionados à análise, as autoras lembraram que um estudo realizado na Dinamarca mostrou que a rotulagem de alimentos em gorduras trans não teve nenhum efeito no preço, disponibilidade ou qualidade dos produtos que continham gordura trans na sua lista de ingredientes.

O artigo está disponível apenas em inglês, mas sua leitura é tranquila e dinâmica. Vale a pena conferir na nossa biblioteca!



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Terça-feira, 08 de Novembro de 2016

No último fim de semana, o Ideias na Mesa foi assistir ao curta metragem “Incondicional”. O filme trata da problemática da alergia alimentar em crianças, abordando o drama de uma mãe desesperada, que persegue uma celebridade que ela acredita ser responsável pela morte de seu filho alérgico.

Após essa exibição participamos de um debate com especialistas sobre a alergia alimentar, os rótulos, a urgência no acesso às canetas de adrenalina e a importância do acolhimento das famílias na sociedade. Inspirados no tema e sensibilizados pela problemática de milhares de pessoas, o [Pensando EAN] de hoje vai discutir as estratégias utilizadas para proteger pessoas que possuem algum tipo de alergia alimentar.

No Brasil, cerca de 8% das crianças e 3% dos adultos possuem alergia alimentar, cujo tratamento demanda um cuidado especial em relação ao que é consumido. Assim, é imprescindível que os rótulos dos produtos industrializados tragam informações claras, legíveis, em língua portuguesa, incluindo dados sobre o risco de contaminação cruzada com outros alimentos, que não os declarados na lista de ingredientes.

Mas uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), organização que atua na área de promoção da saúde, mostrou que 48% dos brasileiros não têm o costume de ler as informações do rótulo. E entre os 52% que leem o rótulo, é alto o percentual daqueles que afirmam entender apenas "mais ou menos": 35% (outros 14% dizem que entendem bem e 3% dizem que não entendem).

Surge então o debate sobre a reformulação dos rótulos, para que de fato atendam as demandas do consumidor e transmitam informação clara e objetiva.

Para a nutricionista do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Paula Bortoletto, falta transparência e clareza. “As pessoas já valorizam a informação do rótulo, mas, como há dificuldade de lê-lo, isso desestimula a procura-la”. O Idec fez um levantamento que mostrou ainda que o uso de letras pequenas, de termos técnicos – como chamar açúcar de “sacarose” – e a necessidade de fazer contas são os principais inimigos de quem tenta ler os rótulos.

As entidades de saúde e os movimentos de defesa do consumidor têm agitado essa discussão, e é nesse cenário que o Movimento Põe no Rótulo pressionou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária de tal forma, que a partir desse ano, é obrigatória a inclusão de alertas a alérgicos, caso o produto contenha amendoim, ovos, camarão, entre outros.

A RDC nº26, de 2 de julho de 2015 dispõe sobre os requisitos para a rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares. Ela obriga a indústria alimentícia a declarar nos rótulos dos seus produtos a presença dos principais componentes que podem causar alergias alimentares. Os alergênicos devem ser destacados nos rótulos dos alimentos embalados na ausência do consumidor.

A medida exige que a informação seja colocada abaixo da lista de ingredientes. O prazo limite para adequação terminou no dia 3 de julho de 2016, mas os produtos que foram fabricados antes da data limite têm até o dia de sua validade para mudar suas embalagens. O objetivo é que os produtos que contenham esses alergênicos apresentem em seu pacote todas as informações necessárias para o cliente. Hoje, o brasileiro pode chegar ao supermercado e saber se o alimento que necessita contém o ingrediente que lhe causa alergia.

Para saber mais assista a essa matéria: 

O informativo da embalagem precisa estar abaixo da lista de ingredientes e dizer se o alimento contém ou possui probabilidade de conter o alergênico. A medida exige ainda, que as empresas coloquem o aviso em negrito e caixa alta.

Em resumo, o que mudou desde o dia 2 de julho foi o seguinte:

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovada em junho do ano passado, obriga a indústria alimentícia a informar nos rótulos a presença dos principais alimentos que levam a alergias alimentares. São eles: Oleaginosas; leite; trigo; cevada; centeio e aveia; crustáceos; ovo; soja; peixe.

O Ideias na Mesa sempre lembra que comer é um ato político e que as nossas escolhas podem mudar o ambiente no qual vivemos. Por isso, se encontrar um produto sem a rotulagem adequada à RDC 26/15, mande mensagem para ouvidoria@anvisa.gov.br, ligue nos SACs das empresas e exija essa informação e seja crítico ao escolher um produto que não atende às normas que beneficiam a população!

Depois da vitória dos rótulos para os alérgicos o movimento luta pela disponibilização das canetas de adrenalina. Para saber mais sobre esse movimento acesse o site do “Põe no Rótulo”.

Quanto à rotulagem, continuamos na luta para facilitar a leitura das informações que nos dão autonomia e permitem que façamos escolhas conscientes!



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Segunda-feira, 01 de Agosto de 2016

A adolescência é uma fase de transição e descobertas. Muitos começam a sair com amigos e uma das formas de ser aceito pelo grupo é pela partilha de refeições, que muitas vezes é realizada na hora do lanche, nas escolas, ou em restaurantes e lanchonetes de "junk food". Por isso, é importante desenvolver estratégias de EAN com esse grupo populacional, no sentido de empoderar e dar autonomia para escolhas alimentares mais saudáveis. Um dos objetivos das atividades de EAN, nesse sentido, é ensinar a leitura dos rótulos dos alimentos industrializados para esses jovens. 

Por isso hoje o [Você no Ideias] apresenta uma experiência realizada em uma escola de Minas Gerais, com jovens que cursavam o 1º ano do Ensino Médio! O projeto de EAN usou a seguinte metodologia: 

1.    Aulas expositivas sobre os temas macro e micronutrientes, agricultura e rotulagem alimentar;

2.    Elaboração de material impresso, elaborado pelos próprios alunos, a partir das informações que receberam;

3.     Criação de paródias sobre alimentação;

4.    Apresentação das paródias, pirâmide alimentar real, mesa com alimentos saudáveis e alimentos industrializados. Comparação entre rótulos de alimentos in natura e eindustrializados, semáforo nutricional;

5.    Oficina culinária para produção de Salada de frutas.

Essa experiência mostrou o quanto os adolescentes podem ser receptivos e comunicativos com iniciativas que de fato os empoderem!

Para saber mais sobre essa experiência acesse aqui!


Você no Ideias na Mesa!     

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Cristiane Costa do Carmo de Juiz de Fora, Minas Gerais, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil.



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quinta-feira, 14 de Maio de 2015

Segundo a Associação Brasileira de Alergia cerca de 8% das crianças e 3% dos adultos possuem alergia alimentar no país.

E infelizmente as informações adequadas não são passadas aos consumidores. No Brasil não existe ainda nenhuma legislação que obrigue os fabricantes a demonstrar nos rótulos dos produtos a presença de substâncias alérgenas.

Dessa forma, muitos dos consumidores que sofrem com essa falta de informação ou pelos males da alergia alimentar buscam informações por meios de grupos nas redes sociais ou nos serviços de atendimento ao cliente para saber se tais produtos oferecem riscos à sua saúde ou de sua família.

Pensando nessa parte da população, foi lançada a campanha "Põe no Rótulo", idealizada por algumas mães de alérgicos, cuja diretora é a advogada Maria Cecília Cury, que junto com a Proteste busca trazer esclarecimentos e informações aos consumidores.

E a fim de garantir essas informações básicas à população relacionados à alergia alimentar, foi lançada a Cartilha da Alergia Alimentar, que traz esclarecimentos sobre o que é a alergia alimentar, como funciona a rotulagem de alimentos e várias outras dicas do tema. Você encontra a Cartilha da Alergia Alimentar na Biblioteca do Ideias.

Além dessa cartilha, a "Põe no Rótulo" também lançou o Guia para alergia alimentar nas escolas, a fim de esclarecer e ajudar pais e as escolas sobre as crianças que sofrem com alergia alimentar. Você pode conferir esse Guia que também está presente em nossa Biblioteca aqui.



postado por Maína Pereira em Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2014

Veja estes rótulos, o que de fato está sendo anunciado: o produto ou os personagens?

rotulos de alimentos

A regulação das mensagens e imagens nos rótulos dos alimentos que induzem o consumo pela população infantil deve ser um tema na agenda de trabalho da ANVISA em 2015 e 2016? Se sua resposta for SIM, contribua com a consulta pública até dia 10 de dezembro!

Está aberta, até dia 10 de dezembro, a consulta pública que definirá os temas que serão trabalhados pela ANVISA em 2015 e 2016. Esta é uma oportunidade de incluir o tema regulação de informações voluntárias veiculadas nos rótulos dos alimentos que induzam o consumo pela população infantil.

Para contribuir basta seguir estes passos:

  1. Acesse o formulário no link: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=18309
  2. Insira seus dados pessoais como nome, CPF, e-mail.
  3. No item avaliação de temas, selecione o macrotema ALIMENTOS
  4. Ao selecionar o macrotema ALIMENTOS, aparecerão 9 temas. Selecione o 8º tema - Rotulagem e Informações ao Consumidor
  5. Clique em concordo para a pergunta: Tema 8 - Qual a sua opinião sobre a inclusão do tema acima descrito na Agenda Regulatória Biênio 2015-2016?
  6. No espaço para comentário você poderá escrever a sua justificativa para regulação de informações voluntárias veiculadas nos rótulos dos alimentos que induzam o consumo pela população infantil.

Sugestão: Para escrever sua justificativa, clique aqui e consulte a justificativa elaborada conjuntamente pela Coordenação Geral de Educação Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde. Lembramos que é importante reforçar sua contribuição com evidências científicas. Caso você conheça algum estudo sobre o tema que pode contribuir na argumentação, inclua-o em sua proposta.

 



postado por Lucas Ferreira em Quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Em Fevereiro, a Food and Drug Administration (FDA), juntamente com a primeira dama Michelle Obama, anunciou revisões propostas para o rótulo de Informações Nutricionais encontrados em alimentos embalados. Isso marca a segunda maior atualização desde seu lançamento, vinte anos atrás. O rótulo revisado vai enfatizar as calorias, rever tamanho de porções e apresentar a quantidade de açúcares adicionados.

O Centro de Ciência no Interesse Público, que fez lobby para a aprovação da lei de 1990 que exige rótulos nos alimentos embalados, saudou a proposta da ênfase em calorias, a revisão das porções de certos alimentos, e a informação de açúcares adicionados. No entanto, o grupo diz que a agência deveria rever a sua proposta de incluir um valor diário recomendado para açúcares adicionados e diminuir ainda mais o valor diário recomendado de sódio para 1.500 miligramas.

rotulo euafonte: FoodDay

Para mais informações sobre as atualizações e propostas, você pode conferir o site da FDA. E você também pode enviar comentários para a FDA sobre as novas regras aqui. O período de comentários termina dia 1 de Agosto.

E essa discussão não precisa ficar só nos EUA. Você acha que algo deveria mudar na rotulagem no Brasil? Não se esqueça que temos no Brasil uma consulta pública ainda aberta sobre a adição de informação sobre ingredientes alergênicos. Acesse e contribua! 



postado por Marina Morais Santos em Quarta-feira, 12 de Março de 2014

Em seu novo vídeo no canal Do Campo à Mesa, a jornalista e usuária da nossa rede Francine Lima fala sobre como a rotulagem de produtos ditos “light” pode enganar o consumidor, levando-o a conclusões equivocadas sobre o produto. No vídeo, ela discute o caso dos achocolatados lights: eles possuem quase a mesma quantidade de açúcar das versões originais, no entanto, as porções do alimento para comparação entre os rótulos não é de mesmo tamanho, dando a impressão que o teor de açúcar foi reduzido. Confira o vídeo abaixo e conheça o canal no You Tube para mais vídeos de Francine. 



postado por Luiza Lima Torquato em Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

Você consome alimento light?

De acordo com a resolução da Diretoria Colegiada da ANVISA, a partir deste ano, os alimentos só poderiam sair das fábricas rotulados como light se tivessem uma redução de pelo menos 25% na comparação com um produto de referência da mesma marca, seja em calorias, gordura, açúcar ou sódio. Mas será que isso acontece? 

O novo vídeo da canal "Do Campo à Mesa" levanta essa discussão com alguns exemplos de rótulos que estão no mercado.

Vale a pena conferir:




postado por Larissa Chaves Figueiredo em Quarta-feira, 30 de Outubro de 2013

Muitas vezes a praticidade para consumir e armazenar determinados produtos acaba contribuindo para o aumento do lixo global e da ingestão de substâncias químicas prejudiciais à saúde, como os conservantes. É o caso das águas de coco de caixinha! Confira a seguir o mais novo vídeo de Francine Lima, jornalista e usuária da Rede Ideias na Mesa, que aborda essa questão de uma maneira bem didática e divertida:



postado por Tulio Cesar de Lima Lins em Terça-feira, 15 de Outubro de 2013

"Quanto você paga para comer ar? Quantos ingredientes estranhos tem o seu sorvete?" São perguntas curiosas que a jornalista e usuária do ideias na Mesa, Francine Lima, responde no mais novo vídeo da página "Do Campo à Mesa".

Comparar as calorias, a quantidade de gordura e as informações nutricionais são atividades que estão se tornando habituais para os consumidores. Porém a comparação da quantidade e a qualidade dos ingredientes em um determinado produto pode dizer muito sobre ele.

Confira essas respostas no vídeo:



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