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Posts Relacionados com a(tag):Pensando EAN

postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Terça-feira, 12 de Maio de 2015

Algumas semanas atrás o Ideias na Mesa trouxe à tona o movimento da Alimentação Viva, apresentado no TEDx Campos pela professora e precursora do movimento Ana Branco. Relembre aqui.

Como prometido, abordaremos hoje outras alternativas para uma alimentação saudável.

Você sabe a diferença entre o vegetarianismo e veganismo?

O vegetarianismo é a pessoa que se alimenta basicamente de frutas, verduras, com ou sem uso de lacticínios e ovos. Elas excluem o uso de todas as carnes de animais.

Já as veganas são aquelas que excluem todos os produtos de origem animal não só da alimentação, mas como também do seu cotidiano, como roupas, higiene, etc.

A alimentação vegetariana e vegana são praticadas por diversas razões, desde motivos religiosos, práticas ambientais sustentáveis e questões de saúde.

No TED Talks, o jornalista Graham Hill, trouxe a reflexão sobre ser vegetariano durante a semana, uma alternativa para quem busca melhorias em sua saúde e na do meio ambiente:

“A nível ambiental, incrivelmente a carne, provoca mais emissões (de gases poluentes) que todos os meios de transportes juntos: carros, comboios, autocarros, barcos, todos eles juntos.”

“Nós, como sociedade estamos a comer o dobro da carne que comíamos nos anos 50.”

Dessa forma Graham vem descontruir esse discurso binário de ser carnívoro ou vegetariano, propondo ser vegetariano durante a semana.

Existe ainda a Campanha Segunda Sem Carne, que propõe uma conscientização sobre os impactos que o uso de produtos de origem animal tem para a saúde humana, para os próprios animais e para o Planeta, convidando as pessoas a deixarem de comer esses produtos uma vez por semana e gerar a busca de novos sabores.

É importante salientar que todas esses estilos de vida e de alimentação abordados aqui são alternativas à uma alimentação saudável e quaisquer mudanças que forem serem feitas em sua alimentação devem ter acompanhamento de um nutricionista.


Pensando EAN

Pensando EAN é um espaço para reflexões e citações sobre diversos temas relacionados à Comida, Cultura e Educação Alimentar e Nutricional. O post dessa semana apresenta o vegetarianismo e o veganismo como uma das alternativas à uma alimentação saudável. Realizada no TED Talks, o jornalista Graham Hill apresentou o vegetarianismo nos dias da semana, visando melhorar a saúde humana e a do planeta Terra.



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Terça-feira, 14 de Abril de 2015

Você já ouviu falar em alimentação viva?

A alimentação viva trata-se de um estilo de vida que encara a vida, a alimentação e uma maneira de interagirmos com a natureza e os nutrientes que nos é oferecido na alimentação.

Esse estilo é baseado em conceitos da economia energética alimentar, onde o consumo de vegetais vivos, crus, germinados ou hidratados necessita de um menor trabalho digestivo.

No TEDxCampos de 2012, a professora Ana Branco trouxe a alimentação viva como uma alternativa à alimentação saudável, popularizada agora, mas surgida nos anos 90 e reflete sobre a experiência do seu grupo BioChip:

“Construímos uma sala de aula itinerante, onde a gente instala nas hortas de cultivo orgânico e lá é o lugar onde a gente acredita que serão os espaços e os centros culturais do futuro porque é lá o lugar do saber, do sabor e da energia vital e lá onde a gente vai aprender a vida”.

Veja abaixo o vídeo da professora Ana Branco abordando o movimento da Alimentação Viva como uma alternativa para o futuro alimentar.

Nas próximas semanas, o Pensando EAN irá abordar outras alternativas alimentares como a alimentação viva. É sempre bom conhecer diferentes estilos de vida!


Pensando EAN

Pensando EAN é um espaço para reflexões e citações sobre diversos temas relacionados à Comida, Cultura e Educação Alimentar e Nutricional. O post dessa semana apresenta a Alimentação Viva como uma das alternativas à uma alimentação saudável. Realizada no TEDxCampos 2012 (tedxcampos.com.br), a apresentação foi feita pela professora Ana Branco do Departamento de Artes da PUC-Rio e orientadora do grupo BioChip, que segue o movimento da Alimentação Viva, uma forma de alimentação baseada em alimentos naturais crus, frescos e secos.



postado por Maína Pereira em Terça-feira, 24 de Março de 2015

Como podemos comer nossas paisagens? Por meio de uma ação coletiva e inclusiva, Pam Warhurst e sua comunidade de Todmorden na Inglaterra, transformaram sua cidade plantando comida em terras não utilizadas.

Essa mobilização tem contribuído na reinvenção da comunidade como um todo, influenciando na educação e comércio local.

No TEDSalon London Spring 2012, Pam apresenta vários exemplos das mudanças que a iniciativa Incredible Edible tem realizado.

Para ela, podemos encontrar “uma língua unificadora, qualquer que seja a idade, a renda e a cultura, e que ajude as pessoas a acharem uma nova forma de viver, a ver espaços ao seu redor de forma diferente, a pensar nos recursos que usam de forma diferente, a interagir de outra maneira” [...] E essa linguagem parece ser a comida”.

Assista a apresentação completa no vídeo abaixo:

 

 


Pensando EAN

Pensando EAN é um espaço para reflexões e citações sobre diversos temas relacionados à Comida, Cultura e Educação Alimentar e Nutricional. O post dessa semana é uma apresentação sobre como a comida pode conectar e transformar pessoas e cidades. Realizada no TEDSalon London Spring 2012 (www.ted.com), a apresentação foi feita pela Pam Warhurst, co-fundadora do Incredible Edible, uma iniciativa em Todmorden, Inglaterra dedicada ao cultivo de alimentos locais com o plantio em terras não utilizadas em toda a comunidade.



postado por Lucas Ferreira em Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

No último Hangout do Ideias na Mesa, convidamos o Marcelo Terça-Nada para falar sobre o novo projeto do Poro - Intervenções Urbanas e Ações Efêmeras, que desenvolveu um guia da comida de rua de Salvador para disseminar a cultura alimentar da cidade. Infelizmente, por alguns problemas técnicos de conexão, Marcelo não pode contar toda a história do projeto. Por isso, a equipe do Ideias na Mesa realizou uma entrevista com o designer para que vocês saibam mais sobre esta experiência de proteger a cultura do Acarajé, da Cocada e do Beiju. 

Confira a Entrevista completa:

Ideias na Mesa: Você poderia compartilhar a experiência de elaborar o Pequeno Guia Afetivo da Comida de Rua de Salvador? 

Marcelo Terça-Nada: O Pequeno Guia Afetivo da Comida de Rua de Salvador foi feito a partir de um convite da Bienal de Arte da Bahia para que o Poro desenvolvesse um trabalho. Já tinha alguns anos que o tema da comida de rua de Salvador me despertava interesse, primeiro porque sou apaixonado por comida, depois pela diversidade e força cultural que o universo da comida de rua tem na cidade. Pensamos em fazer o Guia para que ele servisse ao mesmo tempo como registro do que há na cidade, mas principalmente como estímulo para que as pessoas fossem às ruas descobrir ou redescobrir as comidas e sabores presentes na cidade. A pesquisa para o Guia foi feita a partir de mapeamento durante diversas caminhadas pelas ruas de Salvador. A partir desse levantamento, aprofundei com pesquisa bibliográfica e com conversas com diversas pessoas envolvidas com a questão da alimentação na cidade, especialmente os próprios produtores e vendedores de comida de rua. O resultado do Guia é uma espécie de glossário afetivo ou dicionário informal, que traz a transcrição fonética dos nomes das comidas, a etimologia dessas palavras, um texto contando o que é aquela comida e como ela é comercializada na cidade.


IM: Como sua proposta pode contribuir para a percepção da comida de rua como parte da história e do cotidiano da cidade e um patrimônio que envolve diferentes ingredientes, modos de preparo, significados e pessoas?

MT: A contribuição do Guia em relação a percepção da comida como patrimônio pode ser vista por diferentes ângulos:

- para quem é da cidade ou mora aqui: mostra a importância de se valorizar e preservar a riqueza que existe, incluindo aqui as quituteiras(os), os modos de fazer, os ingredientes, as receitas e a cultura entorno dessas comidas

- para quem é de fora e/ou está de passagem na cidade: convida à diversidade e ao espaço público, ajuda a entender o que é cada comida e expande o imaginário sobre a comida de Salvador para muito além do Acarajé/Cocada.

- para as pessoas envolvidas com a academia e políticas públicas aponta caminhos para pesquisa e desenvolvimento de políticas.

- e por fim, mostra que existe a necessidade de dar valor a quem faz; e marca através de uma publicação a variedade e características desses alimentos.


IM: Como tem sido a reação das pessoas em relação ao Guia – como as pessoas que criam a realidade retratada no Guia o receberam?

MT: A repercussão do Guia está impressionante. Só no lançamento foram 350 pessoas. A primeira edição já está quase acabando. E tivemos 3mil downloads da versão digital em 20 dias (para quem quiser baixar: www.poro.redezero.org/publicacoes/comida-de-rua ). Ficou claro que havia uma grande lacuna sobre esse tema. E o mais interessante é como a publicação tem mexido com a memória afetiva das pessoas, que sempre contam sobre as relações que elas tinham e tem com determinadas comidas de rua. Muita gente também tem relatado sobre as comidas de rua que sumiram. E aí entra uma das forças do guia: valorizar o que existe para que não desapareça. Os vendedores de comida de rua tem gostado muito da publicação e o elogio deles pra mim é  precioso. Durante a pesquisa percebi que, com exceção das baianas de acarajé, os outros vendedores não são muito valorizados, apesar de que comer na rua aqui faz parte da identidade coletiva e do cotidiano das pessoas. Quando os vendedores vêem seus quitutes numa publicação impressa, eles se sentem mais valorizados. Mas o melhor está sendo que toda vez que falo com a imprensa, cito alguns dos vendedores que fazem as comidas com muita qualidade, e essas citações tem sido publicadas. Aos poucos, vai se gerando uma cultura de valor sobre o ofício e saberes dessas pessoas.


 

IM: Já foi planejada alguma versão do guia pra turistas estrangeiros, com tradução em outros idiomas, pra estimular o turismo gastronômico de Salvador?

MT: Estamos estudando como dar continuidade a pesquisa do Guia Afetivo da Comida de Rua de Salvador e quais serão seus desdobramentos. Temos alguns desejos, um deles seria uma versão em inglês ou uma versão bilíngüe. Mas ainda precisamos entender como viabilizar isso. Nossa vontade é que o Guia sirva também para as pessoas de outros países que visitam a cidade de Salvador.


IM: Para você, Quais são os principais desafios e oportunidades para preservar o patrimônio alimentar e as raízes alimentares brasileiras em um contexto cuja soberania alimentar é limitada pelo domínio de grandes corporações?

MT: O desafio é atuar frente a velocidade em que a sociedade brasileira está se transformando e perdendo muito de seu patrimônio alimentar tradicional, ou seja, conseguir valorizar/conservar antes que as coisas desapareçam. Corremos o risco de perder espécies alimentícias e modos de fazer antes mesmo de ficarmos sabendo que eles existem.

A grande oportunidade vem do tanto que se tem por fazer: pesquisar, registrar, valorizar. Isso vai desde a realização de documentação audiovisual até pesquisas dos aspectos nutricionais, históricos, antropológicos e gastronômicos relacionados com o cultivo, extrativismo, processamento, preparos e modos de servir as comidas ligadas às nossas raízes alimentares.


IM: Qual a sua opinião sobre o papel da imprensa gastronômica quanto a propagação e valorização da comida como patrimônio. Atualmente existe a "glamorização da gastronomia", você acha positivo essa tendência?

MT: O papel da imprensa é fundamental, pois quando esse papel é bem executado, ele gera visibilidade, ajuda a formar opiniões e contribui com outras formas de olhar as coisas. Para isso a pesquisa, a boa vontade e o engajamento dos jornalistas é muito importante. A glamorização por outro lado tem um papel negativo, pois ela faz com que a gastronomia pareça distante do cotidiano, criando estrelas de TV ou de premiações para poucos. Ao invés de criar essa glamorização, o melhor caminho seria estimular que todos cozinhem, se alimentem bem e conheçam mais sobre a história e origem dos alimentos.


IM: Que outras iniciativas, vocês conhecem que podem ser utilizadas como meios para incentivar o resgate e reconhecimento de práticas alimentares - tradicionais, regionais, históricas-  como patrimônio cultural?

MT: Conheço o trabalho de pessoas que buscam experimentar, divulgar e valorizar as práticas alimentares, como por exemplo o trabalho da Neide Rigo através do seu blog (www.come-se.blogspot.com.br). Ou o trabalho de instituições como o Museu da Gastronomia Baiana, que foi criado pelo antropólogo Raul Lody e é um museu vivo, com restaurante onde se pode experimentar as receitas resgatadas, mas também conhecer utensílios e modos de fazer. O Museu realiza por exemplo um seminário anual com temas ligados às práticas alimentares. Não poderia deixar de destacar o trabalho do Slow Food, especialmente com a Arca do Gosto, que é uma catalogação de alimentos que correm o risco de desaparecer (www.slowfoodbrasil.com/arca). Ou ainda o trabalho que o IDEC fez junto com entidades que atuam com consumo consciente no mapeamento e divulgação das feiras orgânicas e grupos de consumo (www.idec.org.br/feirasorganicas).

Pensando EAN

Marcelo Terça-Nada é ativista do Slow Food, artista e designer. Faz parte da DoDesign-s, escritório de design que trabalha há 12 anos para cooperativas de agricultores familiares, produtores orgânicos e iniciativas do comércio justo. Como artista e junto com Brígida Campbell, criou o Poro em 2002, e desde então realiza intervenções no espaço público e trabalhos gráficos que tentam despertar outras leituras sobre as cidades e as práticas urbanas atuais. O trabalho mais recente do Poro foi o Pequeno Guia Afetivo da Comida de Rua de Salvador.


 



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Terça-feira, 07 de Outubro de 2014

Todo mundo sempre comenta sobre a imensidão do Brasil e suas diferenças culturais. Mas você já parou pra pensar nos detalhes, relacionados a alimentação que caracterizam a população nos mais diversos cantos desse país?

Você já se perguntou se todo mundo tem o hábito de servir entrada, prato principal, sobremesa? Se serve a comida nas panelas no fogão ou se vai tudo à mesa em travessas?  O prato é montado com tudo junto ou se come em etapas?  Tem sopa e salada sempre? Tem alguma objeção ao uso das palavras mistura, janta e bife? Você conhece esses termos?

Pensando em como esses hábitos tão diferentes constroem a nossa identidade brasileira, Neide Rigo responsável pelo blog Come-se, pediu para que quem ficasse sabendo da campanha mandasse um vídeo pra ela respondendo a essas perguntas feitas no parágrafo anterior. E o resultado ficou super legal!! Quer saber o que os brasileiros estão comendo? Dá uma conferida no vídeo:

Além do vídeo a Neide também fez uma coleção de fotos das mesas postas pelo Brasil afora! 

Casa da autora do blog, Neide Rigo, em São Paulo.

comese

 

Casa do Caio em Pirinópolis, Goiás.

come se

Restaurante Popular em Goiânia, Goiás.

comese

Casa da avó de um amigo em Fortaleza, CE.

come se

Acrelândia, AC.

come se

Ficou curioso pra ver todas as fotos? Dá uma olhada nesse post no Come-se!!



postado por Lucas Ferreira em Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Pra você, o que significa nutrir? Como você alimenta sua família, sua comunidade e você mesmo? Os porta-vozes do Nourish, uma iniciativa de celebração da alimentação saudável responderam essa pergunta com seus conceitos pessoais sobre a relação entre a comida e a sociedade. 

Leia suas respostas sobre o tema:

anna lap

Anna Lappé: Eu amo a palavra "nutrir", porque, para mim, tem um contexto emocional além de apenas um lado muito prático. Quando eu penso sobre a comida que eu gosto de comer, a comida que me alimenta, é a que tem uma história por trás dela, é o alimento que tem um rosto por trás dele, é o alimento que eu posso confiar e que é delicioso ao mesmo tempo.

Ian Marvy: "Nutrir" tem um som tão maravilhoso, energizante. Eu penso sobre a mesa na qual eu me sento com a minha família ou amigos. Isso é uma coisa alegre.

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Alice Waters: Nutrir alguém é alimentá-los profundamente com o que é realmente bom para eles.

Anim Steel: Você pode pensar nisso em termos de corpo humano, como comer o alimento que te sustenta e suporta. Você também pode pensar nisso em termos da terra, da comunidade e de todo mundo que ajuda a produzir alimentos, também.

Angela Karegeannes: O que "nutrir" significa pra mim, na amplitude do conceito, é atender um ao outro de maneira que encoraje todos a viver bem.

Sean Thomas: Você nutre todos aqueles com quem interage. Você nutre todo o seu ambiente.

Nigel Walker: Seu corpo precisa da alimentação. Mas se você tem uma conexão com a fazenda, se você realmente andou sobre o solo da fazenda, você nutriu sua alma.

jamie o

Jamie Oliver: A alimentação diz a respeito da família, na verdade. Não se trata dos chefs de TV. Somos apenas uma triste desculpa para a mãe, pai, avô, avó que não cozinham em casa. "Nutrir", para mim, significa comida nutritiva alimentando sua família, alimentando sua vida. Quando você come e você está realizado, física e quimicamente você fica feliz.

Nadine Burke: Quando eu foquei em simplesmente nutrir meu corpo, de repente tudo ficou muito mais fácil. Escolhas alimentares se tornaram mais fáceis. Fazer exercícios físicos ficou mais fácil. Na verdade tudo isso é sobre cuidar de mim mesma e me tratar bem.

pollan

Michael Pollan: “Nutrir” é uma palavra muito rica porque tem um significado literal e também metafórico em si. Nós literalmente nos nutrimos com comida. Mas nós nutrimos nosso espírito, nutrimos nossa cultura, nutrimos nossa comunidade. Você pode se alimentar de muitas, muitas formas diferentes.

Bryant Terry: Seja saindo em uma caminhada para aproveitar a beleza do ambiente natural, seja passando um tempo com amigos e família para conversar ou tirando uma soneca no meio da tarde, eu acho que nós devemos pensar em nos nutrir em todos os níveis e simplesmente aproveitar essa vida que somos tão privilegiados em ter.

 fonte: http://www.nourishlife.org/2011/03/nourish_means/


 



postado por Lucas Ferreira em Terça-feira, 23 de Setembro de 2014

Você provavelmente sabe o que é alimentação sustentável e está ciente das questões em torno da criação de um sistema alimentar sustentável, certo? E você sabe o que você pode fazer diariamente a para promover isso?

A autora e defensora da alimentação sustentável Anna Lappé, explicou que a sustentabilidade é uma questão que tocamos todos os dias "por meio daquilo que escolhemos para comer no café da manhã, almoço e jantar, sendo que em um nível pessoal há muito que podemos fazer." Anna falou sobre "Sete Princípios para uma dieta amiga do clima” no seu livro Dieta para um Planeta Quente.

Diet for a hot

Confira os princípios passados pela autora:

integraisCompre alimentos de verdade, integrais. Isso significa alimentos mais próximos de seu estado natural quanto possível. Os alimentos que não tenham sido submetidos a processos energicamente intensivos e que não contêm aditivos químicos. Como Anna diz: "Pense em morangos frescos, não em barrinhas de cereais sabor morango."

 

 

 

prato vegetal

Mova alimentos de origem vegetal para o centro do seu prato. Use os produtos de origem animal para dar sabor, e não evento principal. A criação intensa de Gado e de outros animais aumenta o desmatamento e desgasta o meio ambiente.

 

 

 

 

organicos para comprar

Pense orgânico. Anna recomenda compras de alimentos que tenham sido produzidos sem produtos químicos industriais e outros insumos de alto custo ambiental. Procure o selo orgânico quando for fazer compras.


 

 

 

local food girl

Loja local. Apoie a sua economia alimentar local. Faça compras em supermercados que transportam alimentos locais, em mercados de agricultores ou participe de uma Feira da comunidade local.




 

waste fridge

Não desperdice. Uma das maiores questões na mudança para um sistema alimentar mais sustentável é algo que muitos conhecem: o desperdício de alimentos. Anna cita a estatística surpreendente que de 30 a 50 por cento de todos os alimentos que podem ser consumidos é desperdiçado. E "Se o desperdício de alimentos fosse um país, seria o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa no mundo, depois dos Estados Unidos e da China!” O que você pode fazer? Não compre mais do que você precisa; Use o que você tem - cozinhe os legumes de sua gaveta de geladeira em vez de deixá-los murchar e apodrecer; Faça o almoço para levar para o trabalho; Faça uso de suas sobras; E composte restos de alimentos.



 


sem embalagem

Use menos embalagem: Escolha alimentos com um mínimo de embalagem quando for às compras; traga suas próprias sacolas para o supermercado e para a feira; use recipientes reutilizáveis para as suas sobras.



 
 
 
cozinha familia

Cozinhe. Faça mais de suas refeições! Nós temos muitas ideias e Mais que Receitas: plante um pouco da sua própria comida também. Leia o livro “Dieta para um planeta quente” de Anna Lappé.

 

 

 

 

 

 

Fonte: http://www.marthastewart.com/1076299/what-you-can-do-shop-cook-and-eat-more-sustainably

anna pa

Pensando EAN

Pensando EAN é um espaço para reflexões e citações sobre diversos temas relacionados ao campo da Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva e Educação Alimentar e Nutricional. O texto dessa semana é um artigo sobre princípios discutidos por Anna Lappé, autora e educadora conhecida pelas suas reivindicações na área dos sistemas alimentares sustentáveis. Anna é também fundadora dos projetos Small Planet Institute e Real Food/Food Mythbusters, também na área de alimentação saudável e sustentável.



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Terça-feira, 19 de Agosto de 2014

No Pensando EAN de hoje, você vai conhecer a visão da chefe de cozinha e escritora Alice Waters, vice presidente da Slow Food internationalEla acredita que as escolas tem um importante papel na promoção de uma alimentação adequada e saudável, além de se caracterizarem como um ambiente favorável para que o governo passe a subsidiar alimentos locais e sustentáveis.

“Durante metade do século passado, a indústria de fast-food, ajudada por subsídios do governo, passou a dominar o mercado de alimentos. Esse desenvolvimento nos levou a uma epidemia de obesidade e ao crescimento das chamadas fazendas industriais que tem contribuído para a degradação do meio ambiente.”

Em uma perspectiva futura Alice acredita que os movimentos que promovem uma alimentação saudável tendem a crescer e ganhar espaço. Ela também acredita que tende a crescer o número de chefs, agricultores e ativistas liderando a população frente a movimentos que buscam um futuro sustentável no âmbito da alimentação.

A seguir ela faz uma descrição sobre como ela acredita que será o futuro.

foto fruta criança

Mercado de agricultores


“O número de pequenos agricultores e de jovens que começam a entrar nesse mercado, vai aumentar geometricamente.

Ao mesmo tempo, pequenos restaurantes de família irão desfrutar de um ressurgimento. Estes proprietários - com pouco entusiasmo por franquias- estarão interessados principalmente na qualidade de vida e na construção de uma comunidade em torno de seus negócios. Estes restaurantes vão construir relacionamentos diretos com o campo e vão querer aumentar a qualidade e variedade de seus produtos. Como resultado, espero ver uma maior variedade de frutas e hortaliças se tornando disponíveis no mercado.

A crescente demanda, assim como a mudança climática, tendem a empurrar os agricultores a serem inovadores.

Este movimento representa uma ameaça para as empresas de fast-food e empresas de alimentos industrializados, os quais eu prevejo que vão continuar mudando sua forma de se comunicar com o consumidor, se apropriando de novos valores e visando sempre o lucro. Enquanto seus produtos continuarem a ser apoiados por subsídios do governo, eles serão bem sucedidos.

A realidade é que o alcance do movimento de comida sustentável vai crescer até um ponto e, finalmente, será limitado àqueles que possuem acesso, meios de aquisição e educação, a menos que os legisladores mudem radicalmente a política agrícola e alimentar.

Acho que os governantes vão voltar a sua razão nos próximos anos e começar a subsidiar agricultores em vez de fábricas. Como o acesso à comida de verdade se torna cada vez mais dividida entre os que têm e os que não têm, a segurança alimentar vai se destacar ainda mais como uma questão de justiça social.”

De volta à escola

“Estou confiante de que veremos um consenso crescente sobre a forma mais eficaz para transformar alimentos nos Estados Unidos da América: a construção de um programa real, sustentável e gratuito de merenda escolar. Os governantes e administradoes de instituições públicas vão concordar que o lugar mais sensato para alcançar cada criança e ter o impacto mais duradouro é com um programa de educação alimentar e nutricional. Tendo trabalhado nessa área há mais de 20 anos, através do Projeto “Edible Schoolyard”, eu sei o que é possível: proporcionar às crianças deliciosos pratos feitos com ingredientes orgânicos transforma suas atitudes e comportamentos em relação ao alimento para toda a vida.

Além do resultado nutricional individual de cada criança, um programa de alimentação institucional com critérios de compra que priorizem alimentos orgânicos e de origem local, torna-se um sistema de subsídios para a “comida de verdade”, ou seja, um sistema que vê as escolas como promotoras da sustentabilidade.

Eu sei que as pessoas em ambos os lados do corredor político finalmente percebem que na comida encontramos a raiz do problema de muitos dos males da nossa nação. Mas ainda não tenho certeza que eles também percebem a comida como solução.”

Para ler a matéria original: http://online.wsj.com/articles/alice-waters-says-the-future-of-food-is-sustainable-and-locally-sourced-1404763421

 

Pensando EAN

Pensando EAN é um espaço para reflexões e citações sobre diversos temas relacionados ao campo da Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva e Educação Alimentar e Nutricional. O texto dessa semana é um artigo publicado no The Wall Street Journal por Alice Waters - chef de cozinha e fundadora do projeto Edible Schoolyard Project.



postado por Maína Pereira em Terça-feira, 10 de Junho de 2014

paulo petersen

Para Paulo Petersen, “ A agroecologia procura não só aproximar a agricultura e a natureza, como também aproximar a produção e o consumo para que o alimento e o ambiente se tornem mais saudáveis. A construção do conhecimento agroecológico se faz a partir da interação entre saberes científicos e sabedorias populares. A agricultura industrial, porém, desvaloriza os conhecimentos locais e se baseia unicamente na ciência institucionalizada, cujos rumos estão cada vez mais influenciados pelos interesses de transnacionais que se beneficiam economicamente desse modelo industrial de produção e consumo alimentar”. 

E você, já parou para pensar como a integração de conhecimentos das práticas agroecológicas pode contribuir para obtenção de produtos mais saudáveis e sustentáveis?

Confira mais sobre as reflexões do Paulo Petersen (AS-PTA) sobre o assunto:

Pensando EAN

O Pensando EAN é um espaço para reflexões e citações sobre diversos temas relacionados ao campo da Alimentação Coletiva e Educação Alimentar e Nutricional. O texto dessa semana é um trecho da entrevista publicada na Revista Ideias na Mesa nº3 com Paulo Petersen, membro da diretoria da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia) e coordenador executivo da Associação Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA).



postado por Maína Pereira em Terça-feira, 03 de Junho de 2014

Se tantas pessoas falam em inclusão das mulheres e de uma perspectiva de gênero na segurança alimentar, por que a situação de mulheres e meninas em termos de segurança alimentar ainda não melhorou?

Essa foi uma questão levantada no grupo de trabalho sobre Gênero, Nutrição e o Direito à Alimentação Adequada do congresso mundial da Associação Mundial de Nutrição em Saúde Coletiva (WPHNA), o World Nutrition Rio 2012. Flavio Valente, secretário geral da FIAN em âmbito internacional, apresenta em vídeo exclusivo para o evento, algumas reflexões sobre o papel que podemos ter, ao utilizar a abordagem do Direito Humano à Alimentação Adequada como instrumento de luta para superar esse problema. 

Assista e reflita:

 

Pensando EAN

O Pensando EAN é um espaço para reflexões e citações sobre diversos temas relacionados à Comida, Cultura e Educação Alimentar e Nutricional. Nessa semana apresentamos um vídeo de Flavio Valente, secretário geral da FIAN em âmbito internacional, que foi produzido para ser exibido em um grupo de trabalho sobre o tema no Congresso Mundial de Nutrição no Rio de Janeiro em 2012.

A FIAN (FoodFirst Information & Action Network), organização em que Flavio faz parte, é a Rede de Ação e Informação pelo Direito a se Alimentar. A FIAN é uma Organização Internacional de Direitos Humanos que trabalha em nível mundial pelo Direito a se Alimentar, como ONG especializada com Status Consultivo das Nações Unidas. Conheça mais sobre o projeto: FIAN Brasil e FIAN International.



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