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Posts Relacionados com a(tag):Pensando EAN

postado por Marina Morais Santos em Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

Como já apresentado, no mês de fevereiro, a nossa coluna "Pensando EAN" tem a proposta de trazer reflexões de especilistas e profissionais sobre a relação entre Direito Humano à Alimentação Adequada e Educação Alimentar e Nutricional (EAN). A convidada de hoje é a nutricionista e professora Anelise Rizzolo da Rede de Apoio a Implementação do SISAN (OPSAN/UnB), que respondeu a seguinte pergunta: 

Como a EAN pode ser uma estratégia para a promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA)?

"A EAN é a dimensão que mobiliza processos de tomada de conhecimento, consciência e decisão  sobre o sistema alimentar e os processos produtivos que determinam o padrão alimentar a qual todos estamos condicionados. Conhecer e reconhecer estes processos, descobrir a qualidade dos alimentos que consumimos, verificar os impactos negativos que a lógica de produção linear provoca no planeta para saúde humana e  ambiental, descobrir a falta de autonomia que temos para fazer escolhas alimentares saudáveis, perceber a lógica que determina o processo de abastecimento dos mercados e supermercados que ofertam alimentos na atualidade (incluindo o porquê da ausência de feiras livres com oferta de hortifrutis), identificar a perversidade das empresas multinacionais que ocupam grandes extensões de terrra e dominam a produção de alimentos ,de maneira vertical, para transformá-las em dinheiro (commodities) e não em comida, desvelar a atitude da indústriade alimentos e da publicidade e propaganda de alimentos que  transformam alimentos em mercadoria e promovem estes alimentos hiperprocessados , não saudáveis , culturalmente não referenciados, de forma socialmente antiética é um passo fundamental para que a sociedade reconheça  as violações que ocorrem com o seu direito humano à alimentação adequada, e assim, busque formas, na agenda de mobilização e controle social, para construir sua exigibilidade por meio de construção de políticas públicas intersetoriais que garantam a promoção da alimentação adequada e saudável (que é um direito humano e de cidadania)."


Envie para nós a sua opinião também!



postado por Ideias na Mesa em Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014

“Como a Educação Alimentar e Nutricional (EAN) pode ser uma estratégia para a promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada?”

Você já parou para pensar sobre isso?

Esta é a proposta da coluna “Pensando EAN” do nosso blog para este mês: trazer reflexões de quem entende e vive a EAN relacionada ao Direito Humano à Alimentação Adequada.

Para Elisabetta Recine, coordenadora do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição (OPSAN/UnB) e docente na Universidade de Brasília, Quando a Educação Alimentar e Nutricional ultrapassa os limites da dimensão estritamente biológica da alimentação e também da pura transmissão de informação e avança para a promoção da visão crítica e autônoma sobre os determinantes da alimentação contemporânea e contribui para o desenvolvimento da autonomia dos indivíduos e grupos ela é uma ferramenta para  realização do Direito Humano à Alimentação Adequada, pois muito além do nutriente e do alimento limpo e seguro, vemos a cultura, o meio ambiente,  os pequenos produtores de alimentos, as feiras, as cozinheiras e cozinheiros, a alegria em torno do fogão e da mesa e o alimento para todos!”  

E você o que acha?

 



postado por Maína Pereira em Quarta-feira, 05 de Fevereiro de 2014

Por Gabriela Sandoval, formada em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná e com master em História e Cultura da Alimentação pela Universidade de Barcelona.


 

“Com muita frequência as violações do Direito Humano à Alimentação Adequada – DHAA – interferem na vida e na saúde da população. Violações que dizem respeito tanto ao acesso físico ou financeiro do alimento em si, quanto à disponibilidade de alimentos de má qualidade, responsáveis pelo aumento das doenças crônicas, doenças carenciais, sobrepeso e obesidade, que descrevem hoje o perfil alimentar e nutricional da população brasileira.

Condicionando essa realidade estão fatores como a industrialização, a globalização e o processo de urbanização desequilibrado, que desenvolveram dentro de sua organização social, uma nova forma de organização dos processos de abastecimento e consumo alimentar.

De acordo com Paulo Freire, a partir da prática educativa em favor da autonomia,

'Nos tornamos capazes de intervir na realidade, tarefa incomparavelmente mais complexa e geradora de novos saberes, do que simplesmente a de adaptar-se a ela.'

Assim, a Educação Alimentar e Nutricional - EAN, através de abordagens e recursos educacionais problematizadores e ativos, visa promover a pratica autônoma e voluntária de hábitos alimentares saudáveis. Por meio da reflexão e construção conjunta do conhecimento sobre a organização do sistema alimentar, desde a produção até o consumo, e da exigibilidade de direitos, potencializa o desenvolvimento da percepção do cidadão como sujeito ativo em relação às etapas desse sistema, fomentando dessa maneira a participação nos processos relacionados ao que se quer e se espera comer no seu cotidiano e, promovendo a busca pela garantia do DHAA.

Desenvolver estratégias de EAN reflete, portanto, o verdadeiro compromisso com a transformação social, com a garantia de direitos e com a qualidade de vida, educação e saúde da população”.


 

Esta foi a resposta da Gabriela Sandoval. E para você: Como a EAN pode ser usada como estratégia para a promoção do DHAA?





postado por Ideias na Mesa em Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013

Por Lígia Amparo Santos – professora da Universidade Federal da Bahia e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas de Organização e Cultura (Nepac) e do Curso Pós-Graduação em Alimentos, Nutrição e Saúde.

O que a gente pensa hoje a respeito sobre a Educação Alimentar e Nutricional é fruto de toda uma reflexão que tem sido feita ao longo do séc. XX, e hoje percebe-se que a EAN é estratégica na promoção de práticas de alimentação saudável, na promoção da saúde. Considero o indivíduo um dos elementos centrais nesse processo de mudanças que estão sendo estabelecidas. A partir de um certo empoderamento, ele pode interferir não só na sua vida, como no seu coletivo, família, comunidade e também nas políticas públicas. É a consciência da importância da alimentação para a sua vida, para a sua saúde.

O Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para políticas públicas é um documento muito aguardado. Eu tenho dito que temos falado muito sobre a EAN, ela está em todos os lugares, mas ela não está em lugar nenhum, justamente por falta de uma bússola. E eu vejo o Marco como uma bússola que possibilita aos sujeitos que trabalham no campo da EAN, orientar as suas práticas. Ele veio cumprir a lacuna da falta de referencial epistemológico, teórico e metodológico, que dê subsídio para o pensar e o fazer a Educação Alimentar e Nutricional.

Penso que o a Rede Ideias na Mesa pode contribuir de muitas maneiras. Quando nós afirmamos que não existe um referencial teórico, metodológico para a EAN, penso que a produção desse conteúdo deve emergir de um conjunto de práticas que vem sendo desenvolvidas no país e que essa inter-relação entre as práticas e as reflexões teóricas possam qualificar cada vez mais isso.

Dar visibilidade ao conjunto de iniciativas que têm sido desenvolvidas no país, exitosas ou não exitosas, porque nós também aprendemos com as práticas mal sucedidas, é um dos elementos centrais pra gente conseguir consolidar esse Marco. Porque é fundamental que ele se torne um documento vivo, e não esteja deslocado das práticas cotidianas.



postado por Ideias na Mesa em Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013

Por Élido Bonomo – professor Universidade Federal de Ouro Preto e presidente do Conselho Federal de Nutricionistas

O que é fundamental, sobre o conceito de EAN é conseguir que as pessoas sejam atendidas no seu direito humano à alimentação e que possam usar mecanismos, ferramentas, técnicas para absorver esses conhecimentos de alimentação saudável pra ele, observados aspectos culturais, aspectos antropológicos, sociais.

A EAN é um conjunto de ações técnicas, de ferramentas, que podem ser apropriadas por pessoas que trabalham e que atuam em Educação Alimentar em qualquer espaço, respeitado a sua cultura local, a regionalidade.

O Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para políticas públicas veio uniformizar conceitos, experiências e práticas para que a gente possa disseminar e difundir informações, para que a Educação Alimentar e Nutricional não fique apenas no nível da academia.

A formação de Redes, como o Ideias na Mesa vêm dar agilidade a essa transferência de conhecimento e de acesso. Porque se você tem apenas volumes, livros, cartilhas e apostilas como material, você dificulta a chegada do conteúdo na ponta, para quem de fato precisa dessas informações.

O site vai permitir às pessoas que estão produzindo conteúdo e aplicando experiências de EAN possam se comunicar permanentemente para saber como está sendo o desenvolvimento do Marco Legal nas regiões. Não basta lançar o Marco ou escrever um conteúdo, se isso não estiver sendo apreciado pelas pessoas. Acho que a Rede Ideias na Mesa pode dar rapidez à troca de informações e criar referência para aquelas pessoas que estão nessa trajetória.



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