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postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

O livro Geografia da Fome escrito pelo Médico Sanitarista e premiado estudioso Josué de Castro em 1946 continua a trazer contribuições de extrema relevância para as discussões de Segurança Alimentar e Nutricional na atualidade.

Nesse sentido, o Observatório Brasileiro de Hábitos Alimentares (OBHA) que foi inaugurado recentemente, realizou atividade intitulada "70 anos da obra Geografia da Fome - Josué de Castro" que compartilhamos no [Pensando EAN] de hoje. O Observatório surgiu no sentido de revelar o cenário da alimentação atual e melhor compreender os contextos que envolvem os hábitos alimentares. Ele busca também integrar uma produção acadêmica e ações em sintonia com os anseios da sociedade de forma a cooperar no fortalecimento de políticas públicas e na agenda de Soberania e Segurança alimentar e Nutricional.

Em uma das colunas do blog - "Pitada de Opinião" - a Geógrafa Beatriz Carvalho estabelece um paralelo entre a obra de Josué e o desenvolvimento de práticas sustentáveis. Beatriz sintetiza o pioneirismo de Geografia da Fome que analisou de maneira profunda o fenômeno da fome no território brasileiro, e levou em consideração as especificidades regionais de um país com proporções continentais. Já naquela época, Josué de Castro propunha um debate mais amplo sobre a desnutrição da população, e elevou o debate sobre o grave problema a uma discussão não reducionista sob a perspectiva de falta de nutrientes, mas um problema decorrente da falta de acesso e má distribuição de alimentos.

O diagnóstico e as discussões propostas ainda em 1946 possibilitaram avanços, ainda que os resultados tenham demorado a aparecer. O Brasil recentemente saiu pela primeira vez do Mapa da Fome, de acordo com a ONU, ao adotar políticas e programas que interferiram diretamente nos determinantes da fome. Não por acaso, as conquistas comprovaram o que há mais de meio século já era problematizado.

No contexto atual, temas como a transição agroecológica, agricultura familiar e periurbana e a aproximação entre os produtores e consumidores se mostram como caminhos para continuar os avanços problematizados por Josué de Castro. Pensada sob uma perspectiva mais ampla, a garantia da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional pressupõe relações socioeconômicas mais justas e ecológicas do ponto de vista ambiental.                   

Assista também ao vídeo do professor Malaquias Batista de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco que comenta sobre o tema:


 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

Garapa é um premiado documentário brasileiro de 2009 dirigido por José Padilha que aborda o tema da fome evidenciado no brasil naquela época. O filme é bastante impactante e visa justamente escancarar uma realidade muito delicada a qual um expressivo número de brasileiros encarava no anonimato.

O título do longa foi escolhido não por acaso, garapa é uma bebida preparada com água e açúcar ou rapadura, bastante presente no cotidiano de famílias com vulnerabilidade social retratadas nas filmagens. Esta é a principal fonte de alimentação, por ser a mais barata, que os pais fornecem aos seus filhos.

Para produzir esta obra Padilha se debruçou em estudos e institutos que lidavam com a questão da Insegurança Alimentar e Nutricional, e usou dois conceitos de fome distintos descritos em “Geografia da Fome” de Josué de Castro. São eles:

“Fome aguda, aquela em que as pessoas ficam sem comer nada e que em determinado prazo leva à morte, e a fome crônica (ou subnutrição crônica), que se manifesta em populações muito carentes de elementos essenciais da alimentação. ”

Estes conceitos dão a linha do documentário e se personificam na realidade de quatro famílias acompanhadas durante as gravações. Garapa é um filme seco, desconfortável e que na opinião do próprio diretor a maioria das pessoas não quer ver, entretanto, considera de fundamental importância que o maior número de pessoas possa ter contato com tal realidade.

Segundo relatórios da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil saiu pela primeira vez em 2014 do mapa da fome no mundo, e os dados analisados entre 2002 e 2013 apontaram diminuição em 82% da população de brasileiros em situação de subalimentação.

Assim como em 2009, o problema da fome e Insegurança Alimentar e Nutricional ainda existem no Brasil, porém muito se avançou e precisa continuar avançando para eliminar estas questões. 


 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

O desperdício de alimentos é um tema que vem ganhando cada vez mais destaque fruto da sensibilização das pessoas para este assunto. A primeira associação que se faz é entre o paradoxo do desperdício e da fome, apesar de pertinente, essa associação não é tão direta quanto se pensa.

Em matéria escrita pelo Jornalista Marcelo Torres para a Revista SAN do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), o professor e ex-presidente do Conselho Renato Maluf apresenta outros elementos para discussão. Segundo levantamentos da FAO, cerca de um terço da produção de alimentos mundial é desperdiçada em diferentes etapas do sistemas alimentar como colheita, distribuição (em Centrais de Abastecimento e supermercados, por exemplo) e consumo. Quando se fala de Brasil, o país  é o quarto maior produtor de alimentos do mundo, mas também está na lista dos dez que mais desperdiçam.

Nosso país saiu do mapa da fome da FAO pela primeira vez em 2014, entretanto, 3,8% da população - valor significativo já que se fala de um país com dimensões continentais - ainda se encontra nessa situação. A quantidade de alimentos desperdiçados em solo brasileiro seria suficiente para alimentar a população que ainda enfrenta a fome. Mas Renato Maluf explica que essa relação não é tão simples, uma vez que é falsa a impressão de que desperdiçando menos alimentos, automaticamente o problema da fome é resolvido.

Com toda certeza, o desperdício de alimentos deve ser solucionado, mas Maluf ressalta que o desperdício e a fome são fenômenos distintos. Renato destaca duas medidas importantes para controle dessa situação. Uma delas deve ser realizada pelos Bancos de Alimentos, que distribuem comida para indivíduos em situação de insegurança alimentar, e que, na opinião de Maluf, precisam ser ampliados para atingir mais pessoas. A segunda medida está relacionada ao fator econômico da diminuição do desperdício, já que uma maior oferta de alimentos leva a uma redução nos preços, possibilitando um maior acesso.

Para ler a matéria na íntegra acesse o link.            


 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 05 de Abril de 2016

Imagem: Lines of Hope 

A fome no mundo, grave situação que afeta milhões de cidadãos, é um fenômeno que assola principalmente, mas não exclusivamente, países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Em seu último livro intitulado ‘The Reproach o Hunger’ – ‘A Reprovação da Fome’, livre tradução - o escritor e analista de políticas David Rieff apresenta uma revisão crítica a respeito da maneira com que fundações e ONG’s em parceria com o setor privado encaram a questão.

David contextualiza o tema reconhecendo que o combate para erradicação da fome avançou nas últimas décadas, mas alerta para o fato de que além do inevitável crescimento populacional mundial, as desigualdades continuam a avançar desenfreadamente e são agravadas pelo aquecimento global e seus problemas socioambientais.

Um dos capítulos do livro leva o título “Filantrocapitalismo”, em menção à algumas fundações e ONG’s que trabalham com a agenda humanitária. Nele o escritor faz críticas veementes ao setor privado que em suas palavras, é o que mais incide na política, o menos regulado, e o menos democrático, além de especular com matérias primas. Neste bojo ele cita o Banco Mundial e a fundação de Bill Gates.

A questão estrutural na visão de David é o que ele chama de “antipolítica tecnocrática”, presente como resultado da lógica capitalista. Cria-se um problema resultante de desigualdades, no caso a fome, e ao invés de solucionar este problema por meio de políticas é criado um mecanismo (é aí que entram as corporações privadas) para se apresentar uma solução onde se capitalize em cima. Tal paradoxo se reflete na incapacidade até o momento de se erradicar a fome mundial através de pacotes tecnológicos.          

Rieff para exemplificar seu ponto de vista cita a Revolução Verde que foi encampada sob o pano de fundo de acabar com a fome, mas que na prática significou massivos investimentos e aquisições de tecnologias agrícolas que resultaram na explosão do uso de agrotóxicos e sementes transgênicas e que contribui para o fortalecimento de megacorporações. Ele acrescenta ainda que a fome é, portanto, um problema político, e não estritamente de produção.

David aponta alguns caminhos que não o ‘filantrocapitalismo’ para trabalhar na erradicação da fome como subverter a lógica da especulação financeira, fortalecendo o Estado e a democracia. Em sua visão, os problemas fundamentais do mundo sempre foram morais e não tecnológicos, pensamento consonante com uma citação de Gandhi presente em sua obra: “Na Terra há o suficiente para satisfazer as necessidades de todos, mas não para satisfazer à ganância de alguns“. 


 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016

Vamos discutir fome e o direito à alimentação?

Você já parou para pensar que vivemos em um mundo onde a abundância de alimentos nunca foi tão grande, mas ao mesmo tempo várias pessoas ainda passam fome?!

Escolhemos para o [Comida na Tela] dessa sexta-feira, um documentário que aborda exatamente essa temática: "Nós Alimentamos o Mundo". Um filme sobre alimentos, globalização, agricultores, grandes corporações, fluxo de alimentos, e principalmente a escassez em meio a abundância.

O filme foi dirigido pelo cineasta austríaco Erwin Wagenhofer em busca das origens de nossos alimentos em vários países do mundo.

O documentário começa a jornada em busca das origens dos alimentos com a produção e o desperdício de pães na Europa e vem até o Brasil para falar sobre a devastação das matas e mostrar como as plantações de soja e o avanço da fronteira agrícola em alguns estados estão destruindo a floresta amazônica.

Além do problema da fome, o filme mostra a realidade das pessoas no sertão de Pernambuco que vivem sem água potável e que bebem de fontes contaminadas.

Para logo em seguida, em sua entrevista o presidente da Nestlé afirmar que a água deve ser toda privatizada e comercializada de acordo com um preço definido pelo mercado e que quem não tiver condições de pagar pelo produto que viva sem ele.

O grande destaque do documentário são suas imagens inesquecíveis, pois estas nos ajudam a entender como são produzidos os alimentos e explica o que cada um tem a ver com a fome no mundo, para responder à questão: "o que que a fome mundial tem a ver conosco".

Assista o documentário logo abaixo:

<iframe src="https://player.vimeo.com/video/72786003" width="500" height="275" frameborder="0" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe>

<p><a href="https://vimeo.com/72786003">N&oacute;s Alimentamos o Mundo / We feed the World (2005) LEGENDA PT</a> from <a href="https://vimeo.com/user20317479">Alimentamos Mundo</a> on <a href="https://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>



postado por Ideias na Mesa em Quinta-feira, 19 de Novembro de 2015

Quando se estuda Nutrição em um contexto internacional, é possível entender como os desafios de garantir a Segurança Alimentar e Nutricional são extensos. As organizações que buscam alcançar países em crise, populações vulneráveis e comunidades em conflito possuem várias estratégias para vencer as barreiras de distância e principalmente de recursos. No post do Mais que Ideias de hoje, vamos mostrar alguns exemplos para quem tem vontade de ajudar outras nações de alguma forma e não sabia como fazê-lo.

É possível, por exemplo acessar um jogo online e testar os seus conhecimentos básicos em ciências, gramática, matemática ou artes para doar grãos de arroz para populações vulneráveis. Parece algo pequeno, mas o website freerice.com já doou mais de um milhão e meio de toneladas de arroz por meio dessa simples “brincadeira”. O site está disponível em Inglês, Espanhol, Francês, Italiano e Coreano. 

 free rice

O projeto organizado pelo Programa Mundial de Alimentos, da ONU, tem dois objetivos: a doação de alimentos e o fornecimento de uma ferramenta grátis de educação para todo o mundo. Uma vez que a organização é financiada por voluntários, os recursos gerados por esse site contribuem para movimentar suas campanhas. O dinheiro é arrecadado por meio de pagamento de organizações que alugam espaços no site para anúncios, e o Programa mundial de Alimentos usa esses recursos para comprar arroz em mercados locais, o que movimenta a economia e alimenta os que precisam. É grátis, rápido, e não há limites para sua participação diária. O programa também aceita doações voluntárias por meio do seu site.

Outro projeto similar é o The hunger site (O site da fome, em inglês). O site foi lançado em 1999 pelo projeto Greater Good, que por meio de financiamentos coletivos organiza iniciativas de causas sociais. O projeto inclui ações que promovem os direitos dos animais, campanhas de saúde e também incentivo à educação.

Também por meio de pagamentos por anúncios, o site consegue arrecadar fundos com visualizações de usuários. O principal modo de contribuir é acessando o site diariamente e clicando no botão amarelo (foto abaixo). Cada clique gera visualizações que aumentam o pagamento pelas instituições que alugam espaço para marketing. Além disso, o site possui uma loja virtual na qual todos os lucros são destinados a projetos sociais de distribuição de alimentos.

hungersite

Além disso, contribuir diretamente com doações também é uma oportunidade de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico de diversas comunidades. O Kiva é um deles, uma companhia de financiamento coletivo que fornece empréstimos com baixas taxas para indivíduos e associações que precisam de algum auxílio para expandir, manter ou estabelecer seu sustento.

Contribuir online é fácil, e além disso a empresa se orgulha de uma taxa de pagamento de 98% para todos os que participam. Desde 2005, quase 800 milhões de dólares já foram repassados por mais de 1 milhão de pessoas por todo o mundo. Os empréstimos priorizam agricultores familiares e donos de microempresas, sempre visando o desenvolvimento econômico de regiões vulneráveis.

Essas três iniciativas são excelentes oportunidades para fazer parte da luta contra a fome no mundo, mas vale lembrar que não existem só elas e nada melhor do que agir localmente de forma ativa e presencial também. A versatilidade da internet fornece muitos recursos para se manter engajado e ajudar pessoas do mundo todo, então esteja sempre ligado nos projetos que podem aparecer por aí! 

 


por Lucas Ferreira

Estudante de graduação da UnB, participou da Rede Ideias na Mesa em 2014 como nosso estagiário. Atualmente, estuda Nutrição na Universidade de British Columbia, no Canadá, em um programa de intercâmbio. Os assuntos de Nutrição Internacional que fazem parte de seus estudos têm trazido a ele a oportunidade de colaborar no nosso blog divulgando projetos que atraem atenção no mundo todo.



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 06 de Novembro de 2015

[Comida na Tela] Betinho – A esperança equilibrista


No dia 29 de outubro aconteceu a estreia no cinema nacional do documentário “Betinho – A esperança equilibrista”, dirigido por Victor Lopes e produzido por Daniel Souza. O longa conta a belíssima história de Herbert José de Souza, conhecido como Betinho, e marca o ano em que o sociólogo comemoraria o seu octogésimo aniversário.

Mais do que contar a vida deste célebre brasileiro, o filme mostra as significativas contribuições que Betinho deu para diminuição das injustiças sociais a para democracia no país da época. Hebert de Souza se acostumou a superar obstáculos desde a infância, hemofílico assim como seu irmão Henfil (cartunista) e Chico Mário (músico), faleceu em 1997 em virtude de complicações da AIDS.

A hemofilia – distúrbio que afeta a coagulação do sangue - não o impediu de atuar como ativista político. Ele foi perseguido e exilado durante a ditadura militar e posteriormente se tornou ícone das campanhas de conscientização sobre AIDS e na luta contra a fome.

O Brasil em 2014 saiu pela primeira vez do mapa da fome de acordo com as Nações Unidas, e sem dúvida, a contribuição de Betinho para levantar esta bandeira foi de suma importância já nos anos 90. Ele dizia que “a fome tem pressa”, e em 1993 criou a campanha natal sem fome para arrecadar e distribuir alimentos para pessoas com necessidades.

A movimentação originou a prática que se faz presente até hoje em alguns estabelecimentos que pedem a doação de alimentos não perecíveis como forma de ingresso em eventos. A partir desta ação e de pesquisas no Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) de sua fundação, ele evidenciou a ausência de políticas públicas que tivessem como objetivo solucionar este problema.

O legado deixado por Betinho segue vivo e atual, e não por menos, foi imortalizado na canção O bêbado e A equilibrista de Elis Regina que diz que “A esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar”. 

O documentário está em cartaz em diferentes cidades do Brasil, para assisti-lo consulte a programação de cinemas de sua cidade. 


 

 



postado por Ramon da Silva Rodrigues Almeida em Quinta-feira, 01 de Outubro de 2015

O [Mais que Ideias] traz hoje 5 iniciativas que podem nos inspirar no combate ao desperdício de alimentos, que segundo a ONU é dos principais problemas globais e nos dias de hoje tudo que é produzido de alimentos no mundo por ano, pelo menos um terço vira lixo.

O site Catraca Livre listou essas 5 iniciativas que demonstram o quanto pequenas atitudes podem mudar essa triste realidade mundial, seja por meio do reaproveitamento de alimentos ou até a mesma a doação. Vamos tentar nos inspirar em algumas e aplicar em nossos cotidianos e comunidade?!

Confira logo abaixo essas ideias:

Pay As You Feel Café

Na cidade inglesa de Leeds existe um café simpático e simples que abriga até 30 pessoas com o nome de Pay As You Feel (“Pague o que quiser”, em tradução livre). Como o nome sugere, o cliente paga apenas o quanto ele acha justo pelo que está consumindo. O que neste caso são diversas opções de comidas produzidas a partir de alimentos que passaram do prazo de validade, mas que ainda estão em perfeitas condições de consumo. O cardápio que procura sempre oferecer opções nutritivas e saudáveis varia de acordo com o estoque de alimentos doados por supermercados, feiras e restaurantes.

Aqui você confere mais sobre o Café.

Movimento Satisfeito

Você senta no restaurante escolhe o prato que deseja comer e na hora de fazer o pedido avisa que você quer a porção "Satisfeito". Essa opção reduz em um terço a quantidade de comida que seria servida. Você paga o valor normal do prato ao restaurante e o estabelecimento se compromete a doar em dinheiro o valor economizado na sua refeição ao Movimento Satisfeito, criado pelo Instituto Alana. Esse montante por sua vez é repassado para organizações inseridas no programa como a ONG Banco de Alimentos e o Seeds of Light.

Veja mais aqui sobre o movimento, inclusive com o vídeo que explica tudo sobre o Movimento Satisfeito.

Foodsharing

Sabe aquele pacote de feijão que você acabou comprando a mais por impulso e que iria acabar no lixo? Então, o site alemão Foodsharing criou uma plataforma que permite compartilhar este e outros alimentos que seriam desperdiçados de uma maneira bem simples. Para participar o usuário precisa cadastrar no site os itens que ele deseja doar. Os alimentos ficam disponíveis para busca através de um mapa que cobre toda a Alemanha, e o interessado só precisa ir até o endereço onde está sendo doada a mercadoria e retirá-la. Vale lembrar que a principal regra do site é de nunca doar algo que você não comeria.

Confira aqui mais sobre essa plataforma que facilita a doação e a troca de alimentos entre as pessoas.

Sainsbury’s

A Sainsbury's, tradicional rede britânica de supermercados, decidiu que todo alimento que não pudesse ser doado deveria ser transformado em energia para abastecer suas lojas. Nascia assim o projeto piloto voltado para converter restos de alimentos em gás biometano por uma empresa de reciclagem. Esse gás é transformado em energia elétrica que é enviado à uma loja da rede na região de Cannock por meio de uma linha de transmissão de 1,5 quilômetros de extensão, permitindo ao supermercado ter todo seu consumo energético baseado neste processo.

Saiba mais sobre a iniciativa da Sainsbury’s aqui!

FoPo Food Powder

Uma startup sueca criou uma tecnologia batizada de FoPo Food Powder que desidrata frutas vencidas e as transforma em um pó, aumentando sua validade de duas semanas para dois anos. É interessante notar que todas as frutas usadas no FoPo são compradas por um valor bem menor, pois todas estão perto de seu vencimento. Desta forma, agricultores e varejistas, também conseguem lucrar com um produto que certamente teria o lixo como destino. O objetivo da startup é alimentar 9 bilhões de pessoas até 2050, reduzindo 40% do desperdício dos alimentos produzidos no planeta.

Veja mais dessa tecnologia incrível.

Todas essas iniciativas estão listadas no Catraca Livre e você pode conferir no site do Catraca mais sobre essas inspirações!



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