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Posts Relacionados com a(tag):Cultura Alimentar

postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 07 de Março de 2017

A experiência de hoje foi realizada em São Leopoldo no estado do Rio Grande do Sul e foi conduzida pela parceria entre educadores da Escola Municipal e nutricionistas da Unidade Básica de Saúde e da alimentação escolar. A ação abordou de forma dinâmica a Cultura e Patrimônio Alimentar, que é o tem do mês aqui na Rede Ideias na Mesa.

A objetivo foi conduzir um trabalho de educação permanente ao longo do ano de 2016 inserido no Projeto Político Pedagógico da escola, trabalhando com os alunos a temática da Alimentação Saudável. A escola já tinha como um de seus eixos norteadores o fortalecimento dos vínculos afetivos entre docentes e alunos. Nesse cenário acolhedor, as nutricionistas utilizaram como ferramenta para realizar as atividades o Guia Alimentar para a População Brasileira.

As atividades foram pensadas em conjunto com o público alvo. Propondo por exemplo, rodas de conversa sobre o que significava a comida e o comer para eles, fomentando o resgate do conhecimento a partir de fragmentos da história familiar e de vida. Ao longo do ano, foram feitas as seguintes atividades: “Chuva de Comida”, com o objetivo de realizar um levantamento dos alimentos consumidos habitualmente pelos alunos; “Cada alimento no seu lugar”, com a finalidade de identificar o conhecimento dos alunos sobre a classificação dos alimentos; “Quebra-cabeça dos Dez Passos para uma Alimentação Adequada e Saudável” para apresentar o instrumento de mesmo nome constante no Guia Alimentar para a População Brasileira; “Quanto tem de fruta?” com o propósito de comparar a quantidade de fruta existente nos sucos naturais e industrializados, sensibilizando quanto à diferença dos alimentos in natura e os ultraprocessados.

 

Também foram trabalhados questões como “Patrimônio Cultural”, demonstrando que os alimentos e preparações culinárias são cultivados, produzidos e consumidos pautados na herança cultural, familiar e afetiva; “Ativando os sentidos”  para oportunizar a exploração dos sentidos tato, olfato e paladar com alimentos pouco conhecidos pelos alunos, mas pertencentes à cultura alimentar local/regional. Apresentar a origem de alguns alimentos in natura ou minimamente processados; “Revisitando o território: onde tu compra tua comida?”, com o intuito de identificar na realidade local as opções de alimentos comercializados e propor uma reflexão sobre a disponibilidade encontrada, além de possíveis alternativas para uma alimentação mais saudável. Confira outras atividades que foram conduzidas na experiência completa.   

Entre os resultados  observados, as aplicadores da experiência identificaram como uma dificuldade inicial os diferentes níveis de aprendizado dos participantes, assim como as diferentes histórias pessoais de cada um dos escolares. Foram também identificados pontos positivos do processo que se deram, dentre outras razões, pelo vínculo que foi criado entre os educadores e participantes, numa relação horizontal e de empatia mútua.   

Para conferir outras fotos e a experiência na íntegra, acesse o link.    


Em 2017 vamos continuar valorizando as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Vanessa Backes, você pode ter a oportunidade divulgar uma experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil!



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

O post da biblioteca de hoje divulga um livro disponível gratuitamente na base de dados do Scielo. Este livro reúne estudos sobre Alimentação e Cultura e prioriza escritas e narrativas sobre o comer em distintos grupos e lugares. Fundamenta-se nas Ciências Humanas para diversas leituras sobre o comer e, assim, busca compreender a nutrição como ação social. E para conhecer o universo simbólico das relações entre cultura e alimentação, estudam-se os hábitos, condutas, comportamentos alimentares, valores e crenças.

Em seu primeiro capítulo, o livro trata da “Alimentação e as principais transformações no século XX”. Assim, o livro apresenta o atual contexto alimentar no Brasil e como foi a transição de uma alimentação rica em fibras e carboidratos complexos para uma alimentação com alto consumo de gordura saturada, açúcar e alimentos refinados. Essas mudanças também se refletiram em aspectos corporais como, por exemplo, a redução dos índices de baixo peso e o aumento dos casos de sobrepeso.

No Brasil, a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) permitiu caracterizar a evolução do padrão alimentar da população urbana brasileira. Os resultados da POF apontam para uma redução no consumo calórico per capita de aproximadamente 208 Kcal. Como a POF quantifica os gastos com alimentos no domicílio, é possível que esta redução seja justificada pela crescente tendência de se realizar refeições fora do domicílio. Esses e diversos outros dados apresentados pelo livro nos levam a conclusão de que de fato, o Brasil segue a tendência mundial no consumo de carboidratos e vive um declínio na participação do grupo dos cereais e derivados, das leguminosas, raízes e tubérculos, verduras e legumes, frutas e sucos naturais.

Depois de apresentar o atual contexto alimentar do Brasil, as autoras reúnem a exposição de  práticas e contextos alimentares. Assim, o primeiro artigo apresentado trata das populações tradicionais que vivem do mar e do mangue. Nesse estudo, são acrescentadas questões do cotidiano alimentar de uma população de pescadores remanescente de quilombo na região do município de Salvador: a Ilha de Maré, com uma abordagem qualitativa. Trata-se de um dos recantos mais belos do litoral baiano.

“A infra-estrutura local, entretanto, é deficitária. O acesso à Ilha é difícil e não há um sistema de transporte interno. Por isso, o deslocamento para os povoados é sempre difícil, sendo geralmente feito a pé. Da mesma maneira, as travessias Maré-Salvador-Maré são realizadas de forma precária, devido à inexistência de transporte público; para as viagens diárias são utilizados pequenos barcos a motor de proprietários locais.”

“No momento, as redes elétrica e telefônica atingem toda Ilha, e o abastecimento de água, 90% dos povoados, entretanto, não há saneamento básico, nem outros serviços de saúde, cartório e policiamento. Cenas de violência têm sido comuns, principalmente nos finais de semana, quando o consumo de bebida alcoólica dos visitantes é excessivo.”

“A ausência de políticas públicas, aliada ao contexto de pobreza e baixa escolaridade, cria uma situação de grave insegurança alimentar e nutricional que fere princípios fundamentais dos direitos humanos à sobrevivência. Conforme nosso registro, a população de Ilha de Maré apresenta como a mais importante atividade remunerada a pesca artesanal e a captura de mariscos, sendo poucos os que se deslocam para o trabalho fora.”

E é nesse contexto de insegurança alimentar que as autoras discutem com a cultura alimentar pode ser utilizada para ultrapassar os desafios impostos na realidade local que tem levado à fome à desnutrição.

Nesse sentido, os capítulos seguintes vão apresentar realidades locais e a importância da cultura alimentar. A expectativa dessa coletânea de produções científicas é de que os conteúdos sobre a alimentação em interface com as Ciências Humanas sirvam para lançar um outro olhar sobre o modelo biomédico e possa desse modo, ampliar os conhecimentos da nutrição, na perspectiva de humanizar práticas profissionais que tratam das condutas alimentares.

Confira o livro completo aqui.



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Terça-feira, 10 de Janeiro de 2017

O [Pensando EAN] relembra uma discussão do Hangout do Ideias na Mesa sobre como considerar e incorporar a dimensão cultural na educação alimentar e nutricional. A discussão foi moderada por Luiza Torquato, e contou com a participação de:

- Denise Oliveira, nutricionista que trabalha com antropologia da alimentação;

- Luana Oliveira, nutricionista na prefeitura municipal de Belo Horizonte, integrante de uma equipe multidisciplinar da Secretaria Municipal de Segurança de Alimentar e Nutricional;

 - Luciana, dentista e gestora municipal de SAN do município de Itanhaém, São Paulo.  (“um dos meus grandes inimigos era o açúcar”);

- Renata Menasi, antropóloga, professora na universidade federal de Pelotas, na pós-graduação, e sou professora na pós-graduação em desenvolvimentos na URGS.

A alimentação, com suas particularidades regionais, é uma das expressões do processo histórico e do intercâmbio cultural entre diferentes povos de uma nação. Por isso deve-se respeitar e valorizar as diferentes expressões, além de incorporá-las às ações de EAN. Esse é um dos princípios do Marco de Referência de EAN para Políticas Públicas:

“Valorizar a cultura alimentar local e respeitar a diversidade de opiniões e perspectivas, considerando a legitimidade dos saberes de diferentes naturezas”.


Mas o que percebemos no Brasil e em todo o mundo, é o processo de globalização da alimentação, levando à homogeneização dos hábitos alimentares e favorecendo o aumento de consumo de produtos industrializados, com altos teores de açúcar, sódio, gordura, aditivos etc. Assim surge o desafio de desenvolver estratégias de EAN que resgatem os aspectos culturais da alimentação local e de promover a alimentação saudável da população.

Mas para a antropóloga Renata, o que acontece é que essa homogeneização dos hábitos alimentares é apenas uma impressão, não uma verdade absoluta. As culturas locais tem muita força e vigor, e está presente com toda sua diversidade em todos os cantos. É importante mantermos nossos olhos abertos para isso, porque dá base, por um lado para contrapor o processo de padronização, de tentativa de uma comida que perca sua identidade e passa a ser apenas nutriente; e por outro, para pensar estratégias e políticas de grande alcance.

 

                      

 

Para Renata, também não é possível fazer uma "globalização do bem", com bons hábitos alimentares e com boas práticas nutricionais, pois temos que nos atentar para o que é local e característico das culturas. As ações de EAN não serão eficientes se não dialogarem com a essência das pessoas, com o que elas são e com o que elas acreditam. Então é importante que ao pensar em alimentação saudável, se questione sobre o que é saudável para aquele grupo, e o que é comida de verdade. Assim as pessoas constroem parâmetros, classificam a comida, pensam e vivem a partir daquilo que consideram importante pra sua identidade e sua cultura alimentar.

Para Denise esse resgate não é um processo individual, mas coletivo, e a cultura, por excelência, tem esse caráter. Como pesquisadora, ela percebe que quando se fala de alimentação saudável, ainda existe um forte enfoque biológico e as pessoas não pensam nem agem assim. Nem nutricionistas, que têm uma experiência acadêmica com forte componente erudito sobre a fisiologia e aspectos sobre o corpo de pensar se aquele prato é adequado do ponto de vista calórico e de vitamina e minerais, quando estão diante de um prato. As pessoas comem a simbologia dos alimentos, e a para realizar ações de EAN deve-se levar em consideração essa bagagem.

A cultura é ressignificada o tempo inteiro pela visão que os seres humanos têm sobre a própria vida. Nesse sentido a EAN não deve buscar a resposta naquilo que se constrói no dia a dia, no cotidiano. As ações devem fomentar o diálogo constante, devem valorizar o aprendizado e a multi etnicidade brasileira. O consumo alimentar deve priorizar as culturas que formaram a sociedade brasileira, o hábito de comer cuscuz e tapioca, por exemplo, tem origem indígena e isso deve ser introduzido nas ações de EAN por meio da construção do conceito sobre o que é comida.  

E no Brasil é realmente um grande desafio considerar a cultura nas ações de EAN, tendo em vista a enorme diversidade que encontramos em um município. Luciana traz o exemplo de que no mesmo município podem ser encontradas a etnia guarani, a etnia tupi guarani, populações ribeirinhas, os caiçara etc. E os hábitos tradicionais tem se perdido, nesse sentido as políticas de SAN cumprem um papel importantíssimo de resgate e valorização de alimentos tradicionais.

Segundo Paulo Freire, o resgate não é feito de forma individual, mas em comunhão e isso é importante ao pensar EAN. Denise relembra a contribuição de diversos grupos para a construção da sociedade brasileira como os indígenas e os negros, força de trabalho no país, e como as mulheres negras estiveram presentes na cozinha construindo uma identidade alimentar. Assim, é importante que a EAN não se exile, mas sim produza atividades dinâmicas, participativas, inclusivas, mutáveis e abertas.

Assim, pensar EAN é de fato um desafio já que deve levar em consideração todas as características do hábito alimentar, sejam elas coletivas ou individuais. 

Trazendo esses conceitos para a prática, existem diversas experiências de EAN incríveis que, aliadas à valorização dos hábitos alimentares tradicionais, tiveram sucesso na promoção da saúde de algumas comunidades, uma delas é a experiência realizada pela Luciana, no Banco de Alimentos em Itanhaém, que resultou na produção de um livro de receitas que exemplifica a diversidade cultural e regional e que resgata a culinária caiçara. Esse trabalho se tornou viável graças ao SISAN e às políticas de SAN que incentivavam a agricultura familiar.

Para encerrar o debate, Denise ressalta a importância do cuidado em não se fazer julgamentos sobre as escolhas pessoais. O processo de consumidor/comensal é complexo e tem um grande componente de crescimento a partir da revolução industrial, isso mudou gestão de tempo das famílias e falar de educação é sim falar de tempo, uma temática complexa e custosa, principalmente para as mulheres.

Se pesquisadores estão abertos à discussão para incorporar a cultura às ações de EAN, é importante que esse resgate seja feito de forma humana e respeitosa. Claro que os caminhos não estão dados, mas cabe a nós trabalharmos para que ele esteja em constante construção.

A discussão sobre como associar a cultura alimentar às ações de EAN foi muito rica, para ter acesso à discussão completa acesse aqui.



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

Sabemos que o mundo da alimentação não envolve apenas o ato de comer e a comida em si, mas todo o universo social e cultural que condiciona os processos de fabricação do alimento, as simbologias que carregam, as relações entre as pessoas, e tudo mais que está presente em torno do alimento.

Pensando nisso, o [Mais que Ideias] de hoje traz um concurso mundial de captação de tais pontos desse contexto por meio da linguagem artística audiovisual: o Pink Lady Food Photographer of the Year.

O concurso britânico foi lançado em 2011 e é aberto para fotógrafos amadores e profissionais. Foram mais de 7 mil fotos enviadas de fotógrafos de 60 países para concorrer nas 30 categorias que cobrem toda a gama de representações culturais dos alimentos nas sociedades, entre elas: Alimentos para Celebrar, Política de Alimentação, Comida para a Família, Alimentos no Campo, entre outras.

Veja aqui todos os finalistas de 2016, e saboreie alguns vencedores aqui:

O principal ganhador



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 26 de Agosto de 2016

Nossa dica de entretenimento engajado para quem procura ampliar a visão sobre o sistema alimentar é a web série ‘Cozinhar’.  A série, disponível no netflix, é baseada no mais recente livro escrito pelo renomado jornalista e ativista pró-alimentação saudável Michael Pollan.

Dividida em quatro episódios de aproximadamente 50 minutos e conforme os capítulos do livro: Fogo, Água, Ar e Terra, as relações socioculturais que estão historicamente relacionadas com o ato de comer são evidenciadas, e no contexto atual, o livro traz a reflexão sobre as nossas escolhas alimentares e como elas refletem um sistema que pode ou não, ser sustentável, saudável e socialmente justo.

A série confronta o modelo alimentar atual centrado cada vez mais na perda da autonomia e protagonismo dos indivíduos no preparo das refeições. Função que tem sido apropriada principalmente pela indústria de alimentos e redes fast-food. Os impactos negativos a saúde deste modelo são inúmeros, e é inegável a associação deste estilo alimentar vigente com o aumento vertiginoso da obesidade e doenças crônicas assim como suas comorbidades.

Confira o trailer que pode ser assistido com legendas em português clicando nas configurações no canto inferior direito: 


 

 



postado por Marina Morais Santos em Sexta-feira, 12 de Agosto de 2016

"Jiro Dreams of Sushi" é o título do documentário do diretor e produtor David Gelb sobre o mestre do sushi Jiro Ono, um senhor de 85 anos que lidera o premiado restaurante Sukiyabashi Jiro. Enquanto conta a história de Jiro, seu restaurante, filhos, funcionários e fornecedores, o documentário coloca em evidência o segredo do sucesso desse restaurante minúsculo, localizado no subsolo de uma estação de trem em Tóquio, mas que conquistou 3 estrelas Michelin e é considerado o melhor restaurante de sushi do mundo.

O segredo de sucesso de Jiro encontra-se na construção de toda a sua história, esse senhor começou a trabalhar com sushi aos 9 anos e mostrou durante 76 anos de trabalho, uma dedicação sem paralelo: " Uma vez que você escolhe a sua profissão, você deve se dedicar integralmente a aperfeiçoar as suas habilidades, diariamente. Esse é o segredo do sucesso. É a chave para conquistar respeito.", ensina Jiro no documentário.

“Eu faço as mesmas coisas todos os dias, melhorando de pouco em pouco. Sempre há espaço para melhorar um pouco mais. Vou continuar tentando chegar ao topo. Mas a verdade é que ninguém sabe onde é o topo. Depois de todos esses anos, ainda não atingi a perfeição. O que eu sei é que amo fazer sushi”. Jiro ama tanto sushi, que costuma sonhar com novas formas de fazer as preparações, acordando no meio da noite para anotar as suas visões - por isso o nome do documentário, "Jiro Dreams of Sushi".

Com 82 minutos de duração e disponível pelo serviço de streming Netflix, vale a pena assistir a tradicional arte de fazer sushi, excutada por um mestre inovador e persistente em constante contrução. 

 



postado por Marina Morais Santos em Quinta-feira, 28 de Julho de 2016

A cultura brasileira não é composta de elementos separados como música, culinária, língua e arte, mas de uma mistura de tudo isso! A culinária brasileira, por exemplo, não é apenas cheia de pratos deliciosos, coloridos e vibrantes, mas também desempenha um papel social muito além da alimentação e está relacionada a várias manifestações da cultura popular, como a linguagem. Da interação entre a nossa comida e a nossa língua, surgiram várias expressões populares que estão na boca do povo até hoje. No [Mais que Ideias] de hoje, selecionamos algumas dessas expressões e contamos um pouco das suas possíveis origens:

- Pão-duro: possivelmente, essa expressão veio de uma peça teatral de Amaral Gurgel, baseada na vida de um mendigo que, supostamente, teria vivido no Rio no início do século 20 abordando pessoas na rua e pedindo qualquer coisa, nem que fosse um "pedaço de pão duro". Depois da morte do mendigo, no entanto, descobriu-se que ele era um homem rico que acumulou um bom patrimônio com contas no banco e até imóveis durante a vida.

- Dar uma banana: essa expressão brasileira um tanto onfensiva é acompanhada por um gesto, que também é feito em outros paíseis como Portugal, Espanha e Itália. No entanto, só aqui fala-se em banana e, provavelmente, foi o que gesto inspirou a criativadade do brasileiro a fazer uma associação com a fruta.

- Marmelada: na hora de fazer o doce de marmelo, para render mais, é comum misturar chuchu ao doce, já que ele não tem sabor forte e textura parecida com a do marmelo cozido. Assim, o doce rendia mais e custava menos para o bolso de quem produzia, o cliente, no entanto, era enganado. Por isso, a expressão "marmelada" passou a ser usada para indicar algo fajuto. 

- Vá plantar batatas: com a revolução industrial na metade do século 19, o trabalho rural começou a ser visto como trabalho para gente desqualificada. Por isso, os portugueses que trabalhavam nas fábricas costumavam mandar alguém "plantar batata" como uma forma disfarçada de ofender. 

- Chorar as pitangas: a palavra pitanga vem do tupi guarani pyrang, que significa vermelho. Sendo assim, uma hipótese para a origem dessa expressão é de que chorar as pitangas tem a ver com o fato de que os olhos ficam vermelhos depois que se chora muito. 

- Arroz de festa: usada para falar de pessoas que não perdem festas por nada, sendo convidadas ou não, essa expressão pode ter vindo do costume de jogar arroz em recém casados. Outra possibilidade, é de que ela tenha surgido de tradições lusas, uma vez que nas comemoraçãoes de famílias portuguesas, não faltava algum tipo de arroz doce, que era conhecido como "arroz de festa".

- Acabar em pizza: essa expressão surgiu na década de 1960 na época em que Sociedade Esportiva do Palmeiras estava em crise. Na época, os dirigientes costumavam fazer várias e longas reuniões, uma das quais durou 14 horas para que os problemas do time fossem resolvidos de vez. Como a reunião era muito longa, os dirigentes resolveram pedir 18 pizzas, chope e vinho para conseguirem aguentar aquela jornada de debates. Ao final de tudo isso, Milton Peruzzi publicou no jornal Gazeta Esportiva uma norícia com o seguinte título: "Crise do Palmeiras termina em pizza". 

Quer mais expressões populares que citam comida? Então, dá uma olhada nessa lista



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Segunda-feira, 25 de Julho de 2016

"O ato de comer não é apenas alimentar-se, mas entrar em contato com a cultura de um país ou uma região, e de ter consciência em todo o processo de preparo."

Hoje o [Você no Ideias] apresenta uma iniciativa que desenvolveu o diálogo e a reflexão com crianças, com o objetivo de estimular a adoção de hábitos alimentares saudáveis e desenvolverem capacidade crítica quanto às escolhas alimentares.  A iniciativa também visou informar  a respeito da composição física e subjetiva dos alimentos ultraprocessados. 

Foram utilizados dois métodos para essa iniciativa/; rodas de conversa e oficinas culinárias. As rodas de conversa tinham as seguintes temáticas:

- o início da culinária brasileira,

- diversidade alimentar brasileira,

- comida que sustenta tem história e sabor,

- a experiência compartilhada.

O debate em torno dos hábitos alimentares adquiridos na contemporaneidade fomentou nos estudantes a busca por uma postura crítica frente à produção de alimentos utraprocessados e as estratégias marqueteiras da indústria alimentícia.

Veja essa experiência completa aqui!


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Você no Ideias na Mesa!     

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como o Antônio Carlos Barbosa, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Segunda-feira, 18 de Julho de 2016

"A alimentação envolve diferentes apectos que manifestam valores culturais, sociais e afetivos. Assim, as pessoas, diferentemente dos demais seres vivos, não se alimentam de nutrientes, mas de alimentos e preparações escolhidas e combinadas de uma maneira particular, com cheiro, cor, temperatura, textura e sabor, se alimentam também de seus significados e aspectos simbólicos." 

Esse é um conceito preconizado no Marco de Referência de EAN, que valoriza a culinária enquanto prática emancipatória e é nesse sentido que hoje o [Você no Ideias] compartilha a experiência com agricultores familiares de Itanhaém, São Paulo.

Após a implantação do projeto "Feiras Populares" na cidade, se observou que os consumidores da feira adquiriam não apenas os alimentos in natura, mas também alguns outros produtos como bolos, biscoitos e saladas, que acabaram caindo no gosto dos frequentadores. 

Com isso, surgiu a ideia de criar um livro coletivo com as receitas dos produtores, que pudesse dar maior visibilidade a esta iniciativa criativa da comercialização rural direta, que valorizasse a cultura alimentar local, que aumentasse o volume de venda da Feira e que servisse como iniciativa exitosa para ações de divulgação de uma alimentação adequada e saudável.

Para conhecer o livro e saber mais sobre essa experiência, clique aqui.


Você no Ideias na Mesa!     

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Luciana de Melo Costa, de Itanhaém, SP, você pode ter a oportunidade de divulgar sua experiência aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil.



postado por Rafael Rioja Arantes em Segunda-feira, 20 de Junho de 2016


Cada vez mais se estreitam as relações entre consumidores e produtores agroecológicos por meio de canais alternativos de comercialização. Em Belém/PA o Instituto Iacitatá tem aproveitado esses momentos para também realizar atividades de educação alimentar e nutricional.

Além do acesso a alimentos orgânicos plantados por agricultores familiares, os consumidores e produtores também têm a oportunidade de trocar experiências e aprofundar o conhecimento sobre o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) - que envolve a Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional e a Cultura Alimentar. A intenção é possibilitar que cada vez mais os consumidores se tornem conscientes por meio dos processos de educação acerca de práticas alimentares saudáveis.

O evento acontece a cada 15 dias no ponto de Cultura Alimentar Iacitatá, e reúne para realização das atividades de valorização da comida de verdade e do DHAA, o Grupo para Consumo Agroecológico (GRUCA) e Slow Food Amazônia e Colônia Chicano. A “Paneirada” é uma das atividades de um conjunto que também incluem a mobilização de movimentos que trabalham com essas temáticas, identificação de produtores agroecológicos, visitas às comunidades e assentamentos produtores e realização de oficinas sobre a cultura alimentar e consumo agroecológico.       

O grupo relata expectativa de aumentar a frequência dos encontros assim como o contato entre consumidores e produtores. Já é perceptível um aumento de cerca de 30% no consumo de alimentos de base ecológica a cada encontro, revelando um maior engajamento e conhecimento dos consumidores que frequentam os encontros como consequência da integração de atividades de educação.

    

Para acessar a experiência completa clique no link.   


Você no Ideias na Mesa!     

Em 2016 queremos valorizar ainda mais as experiências de Educação Alimentar e Nutricional cadastradas na rede. Assim como a Tainá Marajoara, você pode ter a oportunidade de ter sua experiência divulgada aqui no Blog. Cadastre suas experiências de EAN e compartilhe com outros usuários suas vivências, ideias e desafios. Vamos fortalecer e qualificar nossas ações pelo Brasil.



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