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Posts Relacionados com a(tag):Comida na Tela

postado por Maína Pereira em Sexta-feira, 20 de Março de 2015

Por Rafael Rioja Arantes

tomate

Tomates Verdes Fritos (“Fried Green Tomatoes”) é um clássico do cinema internacional adaptado de um livro, que obteve duas indicações ao Oscar em 1991. Apesar de ter sido dirigido há mais de duas décadas, o enredo traz à tona reflexões que desafiaram tabus para a época e que permanecem atuais, como a discriminação racial, conflito de gêneros e o papel da mulher na sociedade. Para os apreciadores de um bom filme, tem uma bela fotografia, destacando cores e sabores, e trilha sonora como outra qualidade que a película possui. 

O enredo se desenvolve a partir de um encontro entre uma senhora que gosta de contar histórias e outra mulher a beira dos quarenta com problemas pessoais. A partir deste encontro toda a problematização destas questões gira em torno das trocas que acontecem entre as duas.

Ainda que alimentação não seja o foco principal do filme, a temática está fortemente presente nas cenas e na relação dos personagens com suas próprias emoções. Tanto é que, não por acaso, a preparação de tomates verdes fritos dá nome ao restaurante das protagonistas e ao filme. Algumas cenas trazem alimentos mais frescos, vindos da terra, parecidos com aqueles pratos cheios de afeto que nossos (bis)avós costumavam preparar.

Fica aqui a dica de um programa cultural para o fim de semana, reúna-se com amigos, familiares, ou pessoas queridas para degustar este filme. Para os que curtem uma experiência mais integral, separem aquela panela do fundo da dispensa, compre uns bons tomates verdes, e se aventure nos seus próprios tomates verdes fritos!

Segue o vídeo de como prepará-los, e mesmo que você não tenha experiência alguma na cozinha vale a tentativa, pois o mais importante é a diversão de partilhar o alimento.

 

Direção: Jon Avnet

Nacionalidade: EUA

Gênero: Drama/comédia

Ano: 1991

124 min


 



postado por Luana Mello em Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2015

Que comida você vê na tela?

Já parou pra perceber que a comida que vemos nas propagandas parecem bem mais bonitas e gostosas do que quando compramos elas? 

As comidas mostradas nas propagandas e as realmente preparadas nem sempre são idênticas, e isso não é segredo pra ninguém. Tudo está sempre muito bem montado nas propagandas, as bebidas estão sempre geladas, tudo é muito colorido e chamativo.

Com o propósito de mostrar os bastidores da produção desses “alimentos” para as propagandas, o videomaker Minhky Le criou uma série com três vídeos curtos, comparando a comida ou bebida que é servida com as comidas das fotos de propagandas, mostrando como são feitas.

Os produtos escolhidos foram sorvete, hambúrguer e refrigerante. Veja os vídeos:

É por isso que não se pode acreditar em tudo que se vê por aí, incluindo as propagandas. É nessas horas que a gente tem que refletir porque quem tem a necessidade de usar essas técnicas são alimentos não saudáveis. 



postado por Luana Mello em Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2015

Você conhece o filme “Os Sabores do Palácio”?

Trata-se de um longa em que uma agricultora, de vida simples, acaba se tornando a cozinheira pessoal do presidente da França, sendo a única mulher dentre tantos homens que trabalham na parte da cozinha.

No filme, apesar de ir contra os princípios de todos os cozinheiros anteriores a ela, a cozinheira preza pela culinária mais caseira, aconchegante.

Sabe aquela comida que lembra infância, com o mínimo de alimentos processados? É dessa culinária que estamos falando. Tem coisa melhor?

Assista o trailer oficial do filme:



postado por Maína Pereira em Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2015

A valorização de trabalhadores como protagonistas na produção de alimentos regionais de tradição e cultura brasileira é o foco do documentário “O Professor de Farinha”, dirigido por Manuel Carvalho e com roteiro de Teresa Corção.

No filme, dois pequenos agricultores de regiões diferentes do país contam suas histórias e mostram o processo da colheita até a venda da farinha de mandioca, cada um com suas particularidades.

O curta é um projeto do Instituto Maniva e do Slow Food do Rio de Janeiro e já participou do Slow Filme de 2006 e foi premiado no Festival de Cinema de Piratuba.

 

 

Diretor: Manuel Carvalho
Roteiro: Teresa Corção
Produção: Made for TV
Edição: Guido Cavalcante

(Professor de Farinha, 2005)


 



postado por Lucas Ferreira em Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Quem conhece a cultura alimentar do fast-food sabe que a saúde dos clientes não é a primeira preocupação das produtoras deste tipo de alimento. Uma alimentação rápida, barata e acessível geralmente implica em sacrifícios na qualidade da matéria prima, em adição de aditivos químicos e perdas nutricionais no processamento. 

fast foooooof

Ainda assim, empresas de fast food tem muita influência no mercado da maioria dos países. E por vários motivos, algumas regulamentações são adequadas para facilitar a venda destes alimentos. Fraudes e contaminações podem prejudicar populações inteiras, e o filme Nação Fast Food traz uma história bem interessante a respeito desse risco. Confira o trailer:

Don Henderson, um executivo de marketing de uma grande cadeia de restaurantes fast food, tem um grande problema: carne contaminada foi colocada no freezer junto à carne utilizada para preparar o sanduíche de maior sucesso da rede, o Big One. Para descobrir quem é o responsável por este evento, Don sai de seu cômodo escritório para percorrer uma longa jornada pelo lado obscuro da alimentação americana, descobrindo uma nação de consumidores que ainda não percebeu que são eles que estão sendo consumidos pela indústria. 

Vale a pena refletir sobre as escolhas alimentares assistindo a esta produção. Acesse o site do filme e saiba mais!



postado por Lucas Ferreira em Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Desde crianças, aprendemos sobre as cadeias alimentares observando o fluxo da natureza. O inseto come a folha da árvore, depois é comido pelo sapo, que é comido pela cobra e assim sucessivamente, continuando o ciclo.  Sabendo disso, é fácil concluir que todos precisamos ter acesso aos alimentos. Diante da necessidade, as pessoas buscam comida nos mercados, feiras e lojas, e dali em diante, a cadeia alimentar continua a partir de nós.

CADEIA ALIMENTAR

Mas há um tipo diferente de cadeia alimentar. Um que não é tão visível se nosso primeiro contato com o alimento é na mesa. Essa cadeia não envolve diferentes espécies, mas somente uma: a espécie humana. E ela começa no campo, com fazendeiros e produtores que dedicam a vida à produção da nossa comida.

O filme Food Chains expõe o problema existente quando a valorização do alimento pronto é maior do que a da história por trás de sua produção. Quantas famílias estiveram envolvidas no processo? Houve exploração ambiental intensa nas fazendas? Os alimentos têm produtos tóxicos que prejudicam rios e florestas? Os produtores foram tratados de forma justa?

food chains 1

Estas perguntas são levantadas no filme, onde é evidenciada a exploração dos produtores dos Estados Unidos da América. Assista ao trailer (em inglês):

 

O filme estréia hoje, nos EUA. (Saiba mais sobre a produção no site oficial). Afinal, se alimentar não é algo mecânico, mas um hábito que influencia toda a sociedade na qual vivemos. Lembre-se de que comer é um ato político, e aguarde o lançamento da próxima revista do Ideias na Mesa em que abordaremos a temática!  

 



postado por Lucas Ferreira em Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Já parou para pensar como os bolos de antigamente eram feitos e sobre o tempo que se dedicava para prepara-los?

pilão de arroz

O documentário “Bolo de Arroz” produzido em 2010 pela Confraria do Curta ilustra curiosidades sobre como o fubá de arroz era feito e como se fazia um bolo antes da era do fermento químico.

O filme de apenas 5 minutos registra o trabalho de Telma Machado, da Fazenda Babilônia, em Pirinópolis-GO que resgata e valoriza a cultura culinária do cerrado.

 

Assista ao filme:

 

"Bolo de Arroz", Brasil, 2010, Documentário, Cor, 5 min, Direção: Fernando Bola

E você, tem alguma história de receitas da cultura da sua região para compartilhar? Segunda, dia 27, é o último dia para enviar sua receita para o projeto Mais que Receitas - livro colaborativo que irá valorizar e divulgar a cultura brasileira e práticas alimentares saudáveis e sustentáveis.

Então não perca a chance de ter aquela deliciosa preparação de sua família registrada em nosso livro. Acesse o site para saber mais e participe!



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

No início dessa semana, a FAO propôs uma reformulação do sistema de alimentação com o uso de agroecologia e agricultura inteligente. Essa nova abordagem deve promover formas mais saudáveis e sustentáveis e que reconheçam, ao mesmo tempo, que não é possível apoiar-se em um só modelo de agricultura intensiva para aumentar a produção, disse o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano.

FAO

Quem também acredita nisso é o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (CEGAPRO) que lançou em julho desse ano  um trabalho que faz um registro histórico das ações do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha através de seus protagonistas, metodologias e insidência política. Essa iniciativa faz parte de uma campanha levantada pelo Convívio Engenhos de Farinha/Slow Food e viabilizada pela Ong Cepagro que propõe o registro do modo de fazer a farinha polvilhada  de Santa Catarina como Patrimônio Cultural Imaterial.

agricultores

A força da cultura agroalimentar ligada aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina e sua possibilidade de ressignificação através da agroecologia são o mote de onde surgem as diversas ações apresentadas nesta publicação que também retrata a trajetória da Rede Catarina Slow Food e parceria entre os Convívios Engenhos de Farinha e Mata Atlântica. O documentário dá voz à agricultores, profissionais e ativistas envolvidos pelo Ponto de Cultura Engenhos de Farinha para retratar a articulação entre  três inspiradores movimentos sociais da atualidade: o Cultura Viva, a Rede Ecovida de Agroecologia e o Slow Food. A experiência de agricultores familiares da Rede Ecovida no encontro mundial do Slow Food, o Salone del Gusto/Terra Madre 2012 é evidenciada através de memórias, assim como a Bijajica, iguaria recém embarcada na Arca do Gosto. Também são abordadas metodologias em educação do gosto que fazem parte GT Educação do Slow Food Brasil. 

Para assistir ao Documentário, clique na imagem:

engenhos

Além do documentário também foi lançado um livro que se caracteriza como um pequeno registro de metodologias utilizadas, tanto em cursos e oficinas como na construção de formatos de eventos que buscam o diálogo entre comunidades de base, pesquisadores e gestores públicos. Num segundo momento, a criação e consolidação da Rede dos Engenhos Artesanais da Grande Florianópolis é apresentada em seus trânsitos locais e globais, revelando cada um dos engenhos como espaços histórico-culturais e pedagógicos e também de produção agroecológica. Nas seções seguintes, a história das populações tradicionais do litoral catarinense convida a repensar  os papéis destas culturas na atualidade, entre registros, reflexões e receitas culinárias.  

engenhos

O livro está disponível na nossa biblioteca: http://www.ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=bibliotecaIdeias/view&id=260



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 03 de Outubro de 2014

Você já parou pra pensar em como a imagem corporal e a pressão da sociedade podem influenciar os seus relacionamentos interpessoais?

O filme “Paraíso” conta a história do jovem e gordinho casal Alfredo e Carmen – que nada preocupado com a forma física tratam um ao outro de Gordo e Gorda. Vivem felizes comendo doces, tomando sorvete e cuidando da cachorra em uma casa agradável na periferia da capital mexicana. Mas a vida deles muda quando Alfredo é promovido no banco em que trabalha e o casal terá que morar na capital, Cidade do México.

filme

Carmen terá que parar de trabalhar – na empresa familiar com a mãe e o pai – e enfrentar uma vida isolada, em um apartamento apertado na cidade grande.  Já insegura com tudo isto, sua autoestima cai por terra ao ouvir um comentário desagradável sobre a obesidade do casal, em uma festa da empresa. Carmen, então, relutante, decide frequentar um grupo de emagrecimento e começar uma dieta. Arrasta também o marido, que acaba emagrecendo muitos quilos. As atitudes que a nova forma física trouxe ao agora magro Alfredo irão afetar o relacionamento do casal, deixando Carmen insegura e confusa.

A história é um conto mexicano de Julieta Arévalo, que encantou o produtor Pablo Cruz, que convidou a premiada Mariana Chelino para escrever o roteiro e ela acabou sendo diretora da produção também.

O filme mexicano foi lançado ano passado (2013) e tem a duração de 1h45min. Se você ficou interessado dá uma conferida no trailler do filme: 



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Assim como a comida, a vida também precisa de temperos pra ganhar sabor.

Essa é a lição que Fanis, personagem principal do filme “O tempero da vida”, aprendeu com o avô, Vasilis, que comanda uma loja de especiarias em Istambul. Vasilis ensina ao neto que alimentos podem despertar muito mais que o paladar em pessoas que sabem apreciar uma boa culinária. Para ele, sentidos como tato, olfato, visão e até mesmo audição se configuram essenciais para a perfeita apreciação de um prato.

tempero

Mas um conflito político, em 1960, entre Turquia e Grécia acaba separando o avô do menino, que se refugia em Atenas com os pais. Na capital grega, o menino cresce instigado a cozinhar ao lado das mulheres de sua família, mas acaba sendo polido pelos próprios pais, que percebem o rumo que o menino está tomando. Dessa forma, Fanis acaba deixando a gastronomia e escolhendo a astronomia para dedicar seus estudos.

Quase quatro décadas depois Fanis espera a chegada do avô na Grécia para um reencontro, mas isso não acontece, pois o avô tem um problema de saúde. Por isso, o neto retorna a Istambul e vive uma verdadeira jornada emocional devido ao reencontro com seu avô e seu primeiro amor.

 vida

O filme de produção grega/turca e lançado em 2003 é baseado nas experiências pessoais do diretor e roteirista Tassos Bolmetis, que teve que deixar a Turquia na década de 60 por causa de um embate político. 

Para ver o trailler do filme: 



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