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Posts Relacionados com a(tag):Comida na Tela

postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Sexta-feira, 02 de Setembro de 2016

O [Comida na Tela] de hoje traz um documentário que através de belas imagens e importantes depoimentos, mostra exemplos de projetos de sucesso que seguem o conjunto de princípios e técnicas da chamada Agricultura Sintrópica que viabiliza integrar produção de alimentos à dinâmica de regeneração natural de florestas.

O criador de tais técnicas de recuperação de solos, que por meio de métodos de plantio mimetizam a regeneração natural de florestas complexificando sistemas, é um agricultor e pesquisador suíço que migrou para o Brasil no começo da década de 80 e se estabeleceu em uma fazenda na zona cacaueira do sul da Bahia, chamado Ernst Götsch.  Com o acúmulo de mais de três décadas de trabalho que resultaram na recomposição de 480 hectares de terras degradadas, ele teve como resultado de sua intervenção, além da colheita agrícola, o desenvolvimento na fazenda do seu próprio microclima, 14 nascentes de água foram recuperadas e a repopulação natural da fauna.

Este modelo de agricultura, onde o insumo mais importante é o conhecimento,  tem sido disseminado e adaptado a diferentes regiões e climas nos últimos 30 anos.  E é exatamente alguns desses relatos que o curta "Vida em Sintropia" traz, junto de explicações de como se dá essa forma inovadora de agroecologia.

O vídeo é fruto do Projeto Agenda Götsch, realizado pela parceria dos jornalistas Dayana Andrade e Felipe Pasini, criadores de uma série audiovisual que tem como objetivo ajudar produtores de todo o mundo a adotar técnicas agrícolas verdadeiramente sustentáveis. "Vida em Sintropia" foi uma edição feita especialmente para ser apresentada em eventos na COP21, realizado em Paris no ano passado, com um compilado de experiências expressivas em Agricultura Sintrópica, em imagens e entrevistas inéditas.

Assista:



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 26 de Agosto de 2016

Nossa dica de entretenimento engajado para quem procura ampliar a visão sobre o sistema alimentar é a web série ‘Cozinhar’.  A série, disponível no netflix, é baseada no mais recente livro escrito pelo renomado jornalista e ativista pró-alimentação saudável Michael Pollan.

Dividida em quatro episódios de aproximadamente 50 minutos e conforme os capítulos do livro: Fogo, Água, Ar e Terra, as relações socioculturais que estão historicamente relacionadas com o ato de comer são evidenciadas, e no contexto atual, o livro traz a reflexão sobre as nossas escolhas alimentares e como elas refletem um sistema que pode ou não, ser sustentável, saudável e socialmente justo.

A série confronta o modelo alimentar atual centrado cada vez mais na perda da autonomia e protagonismo dos indivíduos no preparo das refeições. Função que tem sido apropriada principalmente pela indústria de alimentos e redes fast-food. Os impactos negativos a saúde deste modelo são inúmeros, e é inegável a associação deste estilo alimentar vigente com o aumento vertiginoso da obesidade e doenças crônicas assim como suas comorbidades.

Confira o trailer que pode ser assistido com legendas em português clicando nas configurações no canto inferior direito: 


 

 



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016

Você conhece as diversas histórias que envolvem o café? E o coco? E a batata?  Sabendo da importância dos diferentes modos das culturas se relacionarem com cada alimento o [Comida na Tela] de hoje traz a série de vídeos "Alimente-se bem – A História dos Alimentos", que mostra de forma divertida e didática as mitologias e origens de comidas típicas do nosso cotidiano.

Feito em parceria pelo Sesi- SP e o Canal Futura, os vídeos são curtos e cheios de informações tanto culturais e históricas, como geográficas e nutricionais. Além disso, são recheados de curiosidades e imagens que prendem a atenção do expectador.

Curioso? Abaixo selecionamos alguns, e clicando aqui você pode ver a série completa.

Alho: "Ele medica, protege, afasta mal olhado e dá um sabor inconfundível a tudo que é tipo de receita. Motivo da primeira greve na história da humanidade e usado como moeda, o alho entra em cena surpreendendo. Suas histórias vão da Índia ao Egito passando pelas escolas italianas do século XX e as montanhas da Coréia. Em comum carregam temas com espiritualidade, saúde, proteção e paixão."

Café: "Polêmico e idolatrado, o café tem uma história longa para contar. De um monopólio asiático para um produto colonial europeu, ele estimula tanto o lado místico quanto a economia mundial. Contam que os sufis africanos o bebiam em seus rituais para acessarem o lado divino e há lendas que atribuem a sua origem ao arcanjo Gabriel. Neste episódio, mais histórias como estas encantam e ativam um outro lado da imaginação."

Laranja: "De acordo com os gregos havia uma única laranjeira no início do mundo vigiada por um dragão. A laranja é a combinação perfeita do doce com o cítrico e antigamente a fruta era considerada exótica. Em diferentes partes do mundo ela inspira a inocência, a fertilidade e um casamento feliz! Suas historinhas encantam assim como o sabor de seus gominhos."



postado por Marina Morais Santos em Sexta-feira, 12 de Agosto de 2016

"Jiro Dreams of Sushi" é o título do documentário do diretor e produtor David Gelb sobre o mestre do sushi Jiro Ono, um senhor de 85 anos que lidera o premiado restaurante Sukiyabashi Jiro. Enquanto conta a história de Jiro, seu restaurante, filhos, funcionários e fornecedores, o documentário coloca em evidência o segredo do sucesso desse restaurante minúsculo, localizado no subsolo de uma estação de trem em Tóquio, mas que conquistou 3 estrelas Michelin e é considerado o melhor restaurante de sushi do mundo.

O segredo de sucesso de Jiro encontra-se na construção de toda a sua história, esse senhor começou a trabalhar com sushi aos 9 anos e mostrou durante 76 anos de trabalho, uma dedicação sem paralelo: " Uma vez que você escolhe a sua profissão, você deve se dedicar integralmente a aperfeiçoar as suas habilidades, diariamente. Esse é o segredo do sucesso. É a chave para conquistar respeito.", ensina Jiro no documentário.

“Eu faço as mesmas coisas todos os dias, melhorando de pouco em pouco. Sempre há espaço para melhorar um pouco mais. Vou continuar tentando chegar ao topo. Mas a verdade é que ninguém sabe onde é o topo. Depois de todos esses anos, ainda não atingi a perfeição. O que eu sei é que amo fazer sushi”. Jiro ama tanto sushi, que costuma sonhar com novas formas de fazer as preparações, acordando no meio da noite para anotar as suas visões - por isso o nome do documentário, "Jiro Dreams of Sushi".

Com 82 minutos de duração e disponível pelo serviço de streming Netflix, vale a pena assistir a tradicional arte de fazer sushi, excutada por um mestre inovador e persistente em constante contrução. 

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

Garapa é um premiado documentário brasileiro de 2009 dirigido por José Padilha que aborda o tema da fome evidenciado no brasil naquela época. O filme é bastante impactante e visa justamente escancarar uma realidade muito delicada a qual um expressivo número de brasileiros encarava no anonimato.

O título do longa foi escolhido não por acaso, garapa é uma bebida preparada com água e açúcar ou rapadura, bastante presente no cotidiano de famílias com vulnerabilidade social retratadas nas filmagens. Esta é a principal fonte de alimentação, por ser a mais barata, que os pais fornecem aos seus filhos.

Para produzir esta obra Padilha se debruçou em estudos e institutos que lidavam com a questão da Insegurança Alimentar e Nutricional, e usou dois conceitos de fome distintos descritos em “Geografia da Fome” de Josué de Castro. São eles:

“Fome aguda, aquela em que as pessoas ficam sem comer nada e que em determinado prazo leva à morte, e a fome crônica (ou subnutrição crônica), que se manifesta em populações muito carentes de elementos essenciais da alimentação. ”

Estes conceitos dão a linha do documentário e se personificam na realidade de quatro famílias acompanhadas durante as gravações. Garapa é um filme seco, desconfortável e que na opinião do próprio diretor a maioria das pessoas não quer ver, entretanto, considera de fundamental importância que o maior número de pessoas possa ter contato com tal realidade.

Segundo relatórios da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil saiu pela primeira vez em 2014 do mapa da fome no mundo, e os dados analisados entre 2002 e 2013 apontaram diminuição em 82% da população de brasileiros em situação de subalimentação.

Assim como em 2009, o problema da fome e Insegurança Alimentar e Nutricional ainda existem no Brasil, porém muito se avançou e precisa continuar avançando para eliminar estas questões. 


 

 



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Sexta-feira, 29 de Julho de 2016

O terceiro princípio do "Marco de Referência de EAN para Políticas Públicas" traz a importância da valorização da cultura alimentar local e respeito à diversidade de opiniões e perspectivas, considerando a legitimidade dos saberes de diferentes culturas. Pensando nisso o [Comida na Tela] de hoje trouxe o documentário "El Origen de la Abundancia", produzido pelo Ministério da Cultura da Colômbia em parceria com a Fundação ACUA e  o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola da ONU (IFIDA).

O filme narra a diversidade da comida amazônica dos índios Uitoto, Ticuna, Yaguas e Boras e foi feito no âmbito das políticas para conhecimento, conservação, proteção e promoção da alimentação tradicional da Colômbia.

Ao longo do curta é passado por meio dos relatos dos indígenas e das belas imagens a abundância e diversidade de comidas, proveniente de como essas culturas vivem em seu meio: a floresta. A importância do resgate e conservação de todo o sistema alimentar vem do lugar que ocupa dentro do conhecimento tradicional, onde tudo está ligado: a língua, as formas de produção e de comer, a estrutura da divisão de trabalho, os rituais e restrições alimentares, o calendário alimentar, entre outros.

Além disso, mostra a importância para os indígenas da comensalidade, e a ênfase na relação entre a comida ser natural e típica e o bem estar e saúde do corpo e da alma.

E você, já parou para pensar em que conhecimentos alimentares tradicionais da sua região podem estar se perdendo atualmente?

Veja aqui o documentário completo (em espanhol):



postado por Rafael Rioja Arantes em Segunda-feira, 18 de Julho de 2016

A procura por alimentos orgânicos e agroecológicos assim como a conscientização sobre os benefícios de seu consumo vem crescendo no Brasil e no mundo. Dentre as principais motivações estão a procura por uma alimentação mais saudável, a valorização dos agricultores familiares e a preocupação com os agravos ambientais provocados pelo uso de agrotóxicos e sementes transgênicas.

Canais de comercialização alternativos como Centrais de Abastecimento, feiras de cooperativas e modalidades de compras como as Comunidades que Sustentam a Agricultura (CSA) se apresentam como os principais locais de escoamento de alimentos orgânicos. Esses canais permitem uma maior interação entre agricultores e consumidores, o que desperta a curiosidade do público além de permitir a troca de conhecimentos. Nesse sentido, muitas pessoas têm procurado não apenas comprar, mas também plantar os próprios alimentos ecológicos, seja na janela do apartamento ou no quintal de casa.  

No Mais que Ideias de hoje compartilhamos uma série com dez vídeo aulas elaboradas pela Borellistudio ensinando a como desenvolver sua própria horta. Os episódios duram entre 25-30 minutos e estão estruturados de maneira didática. A primeira aula, por exemplo, introduz alguns conceitos de hortas orgânicas e fala inclusive sobre Segurança Alimentar. Os vídeos subsequentes abordam etapas como, preparação do solo, compostagem, hortas em vasos, plantio, controle de pragas e colheita.

O curso é ministrado em espanhol, mas no canto inferior direito é possível selecionar a opção de legendas em português. Confira as três primeiras etapas:

 

Para conferir as outras aulas e começar a plantar os próprios alimentos acesse o link do canal.


 



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Segunda-feira, 18 de Julho de 2016

“A transformação, eu tenho certeza, vem através da semente. A semente que a gente resgata, a semente das organizações, a semente das atitudes. Tudo tem que ser pela semente, porque nós somos uma semente. E isso não precisa aprender numa faculdade. Isso você tem que sentir que está na hora de mudar."
(Lourdes Bodaneze)

 

Esse é o sentimento que move as camponesas do  Oeste de Santa Catarina  que participam do curta "Mulheres da Terra", produzido pela Plural Filmes, que está no [Comida na Tela] de hoje.

As agricultoras Joana Fernandes Sebben, Edel Schneider, Lourdes Bodaneze, e Rosalina Nogueira da Silva, participantes do Movimento de Mulheres Camponesas e  Guardiãs de Sementes Crioulas, contam como esses dois movimentos fizeram diferença em suas vidas tanto na questão da emancipação das mulheres como na forma de produzir na terra o seu sustento.

Ressaltam a importância da mudança de paradigmas tanto nas relações dos seres humanos com a natureza, a partir do fortalecimento da agroecologia, como na construção de novas relações sociais de gênero. Trazem também a importância dos conhecimentos tradicionais de cultivo resgatando assim suas origens quilombolas e indígenas.

Veja a força feminina (e feminista) das mulheres do campo, mostrada quase que de forma poética nesse curta:



postado por Nathália Bandeira Vilhalva Gheventer em Quinta-feira, 14 de Julho de 2016

A modernidade, fruto do desenvolvimento histórico e cultural da sociedade ocidental, culminou na consolidação tecnológica e capitalista das relações humanas. Hoje, seja na comunicação, alimentação, locomoção ou moradia, gozamos de inúmeros aparelhos, ciências, máquinas e aplicativos que de acordo com o senso comum, facilitam a vida do homem moderno. Porém, trazem também diversas consequências à saúde, ao meio ambiente, aos animais e aos indivíduos.

 

 

O [Comida na Tela] de hoje, a partir destas reflexões, traz o filme Os Sem Floresta, lançado em julho de 2006 pela companhia cinematográfica Dreamworks.

 

 

A animação gira em torno de animais que moram em uma floresta, onde vivem em harmonia e possuem uma relação mutualística com a natureza, de onde tiram todas as frutas, água e galhos que precisam para sobreviver. Após acordarem da hibernação, se veem envoltos por uma grande cerca viva, e assim, passam a temer o que esconde por detrás dela. Na verdade, ela esconde um grande e moderno condomínio, que fora construído enquanto os animais hibernavam.

 

 

Logo, os personagens começam a explorar este novo conglomerado, onde se deparam e se assustam com as várias tecnologias humanas.

 

 

Em um dado momento, maravilhados pelas facilidades, começam a utilizar celulares, videogames e aparelhos de som que encontram no lixo ou que pegam de dentro das casas. Além disso, começam também a se alimentar de vários produtos ultraprocessados, uma vez que as despensas das casas eram fartamente recheadas de biscoitos, salgadinhos de pacotes, guloseimas, sanduíches, dentre outros. O único ao não concordar com este comportamento, é a então tartaruga líder do grupo, que acreditava que frutas e galhos era a melhor opção, já que com estes alimentos industrializados, o restante do bando estava hiperativo, viciado e passando mal.

 

 

 

O filme, com 1 hora e meia de duração, reflete muito a situação em que vivemos hoje, onde a expansão do mercado imobiliário, em sua busca incessante por novas áreas agregáveis aos seus interesses financeiros, impacta diretamente no habitat natural dos seres vivos, fazendo-os muitas vezes "invadirem" as nossas casas e lixeiras à procura de alimentos para sobreviverem. Alimentos estes ultraprocessados, que acabam por afetar igualmente a saúde animal.

Que tal juntar a família nesse final de semana pra assistir essa animação? Além de muito divertida, ela conscientiza e discute sobre estes importantes temas atuais. Vale a pena!



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Sexta-feira, 24 de Junho de 2016

“A palavra ‘paraíso’ vem do persa ‘paradiso’, que quer dizer ‘jardim’. Se transformarmos nosso modelo agrícola em jardim, o planeta tem tudo pra se transformar em paraíso”. Com essa fala começa o filme do [Comida na Tela] de hoje: "Por que não o paraíso?". Produzido pelo Projeto Céu e Terra, traz um olhar sobre a experiência de Marsha Hanzi, precursora da Permacultura no Brasil, e de sua equipe. Eles criaram o Epicentro Marizá, sítio agroecológico no sertão da Bahia com o intuito de apontar possíveis caminhos de transformação para a humanidade e o planeta.

"O pessoal da permacultura diz que todos os grandes problemas do planeta se resolvem num jardim, transformando esse planeta em jardim a gente ta transformando esse planeta em paraíso, e esse planeta tem tudo pra se transformar em paraíso. Se a gente transforma nosso modelo agrícola em jardim, em jardinagem em larga escala, que é o que a agroecologia e a permacultura propõem, ele virará um paraíso" É nisso que acredita Marsha, fundadora do Instituto de Permacultura da Bahia em 1992, e que em 2003 saiu da cidade grande rumo ao povoado de Marizá no município de Tucano, sertão da Bahia, para começar o projeto “Marizá Epicentro de Cultura e Agroecologia”.

O trabalho feito no Projeto segue quatro princípios que norteiam há onze anos ela e sua equipe. A transformação de 19 hectares de areia seca num belo jardim produtivo, cheio de árvores, flores silvestres, cantos de mais de 60 tipos de passarinhos e uma importante proposta com as PANCS do sertão: a boa vizinhança e contribuição para a comunidade; a produção semissilvestre de alimentos saborosos; a cura – de pessoas, do lugar, e do planeta - a vida multidimensional, onde a magia interpenetra o quotidiano.

Na página do Epicentro eles afirmam: "Já temos todos os conhecimentos necessários para transformar este planeta num belo paraíso. Todas as técnicas e estratégias foram testadas e estão prontas para a implantação: a agroecologia, construções biológicas, energias alternativas, moedas locais, estruturas sociais de cooperação e de ajuda mútua.". Fica então a questão, por que não o paraíso?

Assista e inspire-se:



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