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postado por Maína Pereira em Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

Um filme que gera uma boa conversa e reflexões a respeito da relação das pessoas com a comida e com o corpo. Maus Hábitos é um filme, do ano de 2007, de produção mexicana que aborda a temática dos transtornos alimentares entre mulheres de diferentes idades e contextos e que permanece atual e relevante para a sociedade.

“Elena é uma mulher magra, perfeccionista e frustrada por não conseguir convencer a filha rechonchuda a fazer dieta. "Ninguém gosta de gordos", diz à menina, sem saber que o marido está interessado mesmo é na aluna que esbanja curvas e come sem culpa. Outra personagem, Matilde, é uma freira que se recusa a comer por acreditar que o sacrifício é capaz de salvar a cidade de uma enchente.”*

Em tempos que o comer se associa na busca pelo corpo perfeito e que o nutricionismo se fortalece com o boom de dietas restritivas da moda, o prazer e afeto como símbolos imprescindíveis na multidimensionalidade de uma alimentação adequada e saudável são colocados de lado.

A anorexia é a principal problemática das narrativas apresentadas no filme que se expressa pelo estabelecimento de padrões de beleza e na culpabilização por não fazer parte deste padrão, além da evidente associação do ato de comer como um ato punitivo ou profano.

Como o próprio trailer diz: “Deixamos de comer porque estamos muito cheios ou muito vazios.” 

E quando estar cheio ou estar vazio se torna um mau hábito?

 

 

 

*Trecho de matéria de Tatiana Pronin da Editora UOL (2008)



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016
  1. Deixar os grãos de feijão fradinho de molho de um dia para o outro, antes de serem descascados, um a um.
  2. Moer o feijão até tornar-se um creme consistente
  3. Temperar com cebola e sal.
  4. Fazer um bolinho, colocar camarão dentro e fritar em azeite de dendê bem quente.

Em resumo, essa é a receita do acarajé, comida de santo e um dos principais pratos da culinária baiana. O bolinho, sua história e a relação com as religiões de matriz africana são tema do documentário Axé do Acarajé ou Quinzila de Oxalá, do cineasta baiano Pola Ribeiro.

O pão tradicional do africano é frito e essa tradição é trazida ao Brasil durante o período de escravidão, o acarajé, mais que dos baianos, é um patrimônio de todo o Brasil. Em 2005, foi declarado bem cultural de natureza imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Brasileiro (Iphan) e inscrito no Livro de Registro dos Saberes.

O registro inclui também o ofício das baianas do acarajé e sua ritualização – o modo de fazer, com distinções referentes à oferta religiosa e à venda informal nas ruas de Salvador, os elementos associados à venda, como a indumentária da baiana, a preparação dos tabuleiros e os significados atribuídos pelas baianas a seus ofícios, entre outros.

O documentário aborda, também, as mudanças no processo de produção trazidas pela modernidade. Uma delas, por exemplo, é a substituição da tradicional pedra de ralar pelos moedores. Para algumas baianas, a troca provocou uma mudança significativa no sabor da iguaria.

Makota Valdina, em depoimento presente no documentário, relata que o sabor, antigamente, era melhor, pois, no tempo em que o feijão era triturado na pedra, o acarajé tinha a massa mais fina e, por isso, era mais gostoso. As baianas relatam ainda, que o pão era “miudinho” e com pimenta, não existia isso de colocar camarão, vatapá ou vinagrete.

Confira aqui o documentário:

 



postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016

O [Comida na Tela] de hoje traz um documentário que recebeu vários prêmios em festivais internacionais e que trata de assuntos muito importantes: As grandes monoculturas de soja e milho e áreas de pasto desmatadas para a pecuária que tomaram conta de todo entorno do Parque Indígena do Xingu. Elas estão causando grandes mudanças climáticas, e afetando diretamente a segurança alimentar entre outros aspectos dos 16 povos indígenas que ali habitam.

O Parque Indígena do Xingu foi criado em 1961. É um exemplo importante da diversidade cultural e ambiental da região amazônica: no total, 6.500 pessoas de 16 povos indígenas vivem lá. Com os seus modos de vida tradicionais e tradições de gestão da terra, estes grupos garantiram a preservação da floresta e da biodiversidade local. No entanto, a área em torno do Parque encontra-se em contraste: 86% da floresta foi convertida em monoculturas de soja e milho ou em pasto para a pecuária. E desde então, o aumento do calor, a falta de chuva, o desmatamento em torno do Parque, a construção de barragens, os agrotóxicos usados nas monoculturas, está matando os frutos e os alimentos que fazem parte da tradição culinária dos povos do Xingu. Preocupados, acreditam que irão passar fome no futuro, porque as culturas que plantarão não resistirão às mudanças. E temem que as gerações futuras tenham que depender da comida do homem branco para sobreviver.

Os últimos 30 anos têm visto a destruição ambiental generalizada fora do parque, e as conseqüências no clima, nos animais e na agricultura são evidentes. Produzido em parceria entre a ISA e o Instituto Catitu, o documentário é um retrato sensível e poderoso de como as pessoas que habitam o Parque Indígena do Xingu enfrentam os impactos das mudanças climáticas.

De acordo com relatos dos anciãos de diferentes grupos étnicos que vivem no Parque, as andorinhas que costumavam voar em bandos para anunciar o início da estação chuvosa já não podem ser vistas. As borboletas, que visitaram as aldeias, sinalizando a secagem do rio, desapareceram. Era diferente no passado, dizem eles. Mas o aumento do calor, a falta de chuva, o desmatamento em torno do Parque, e até mesmo a construção de barragens, são apontados como causas dessas mudanças. Anteriormente restrito aos campos, o fogo agora se espalha facilmente, afetando grandes áreas do Parque. Isso exige que os povos indígenas mobilizem e usem novas técnicas e equipamentos para controlá-los.

Veja aqui o filme, e se impressione com os depoimentos e imagens dessa realidade que precisa ser mudada:



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 11 de Novembro de 2016

Alimentos orgânicos, já ouviu falar? Temas um pouco menos comuns como a produção agroecológica, técnicas agroflorestais e hortas comunitárias começam a também ser cada vez mais popularizados. No [Comida na Tela] de hoje sugerimos um documentário que revela a urgência destes modelos alternativos para solucionar o sistema agroalimentar insustentável que nos é imposto.

“O mundo segundo a Monsanto” é dirigido pela jornalista francesa Marie-Monique Robin e coproduzido entre França, Canadá e Alemanha. Com 108 minutos e lançado em 2008, o documentário continua a representar o cenário atual mesmo após quase uma década. Os relatos e dados apresentados contam a história da maior fabricante de sementes transgênicas mundial que se fundiu recentemente com a Bayer, outra gigante do ramo farmacêutico e dos agrotóxicos a adubos químicos. A multinacional é a maior produtora de grãos geneticamente modificados como milho, soja e algodão – um dos principais responsáveis pelo desmatamento e utilização intensiva de agrotóxicos no Brasil.

O carro chefe da marca é um agrotóxico chamado Round Up, feito a partir do ingrediente ativo glifosato que já foi banido em diversos países ao redor do mundo devido à sua alta toxicidade. Os impactos negativos para a população e o meio ambiente são extensos, e o documentário discute alguns deles. Questões envolvidas neste modelo insustentável como política, poder e dinheiro se sobressaem aos interesses da saúde coletiva e de direitos sociais, e também são questionados no documentário.

Entenda como é o mundo segundo a Monsanto, e como sem saber, nós vivemos nele:


 



postado por Marina Morais Santos em Sexta-feira, 04 de Novembro de 2016

Cozinhar é mais do que transformar alimentos em refeições para atender nossas necessidades nutricionais e fisiológicas; é uma manifestação de tradições, afeto e valores. Através do cozinhar, ganhamos autonomia sobre nossa própria alimentação e por isso a cozinha é lugar de todos! Para tornar essa prática possível, é preciso criar estratégias que permitam a participação de todos, considerando a diferença de cada um e criando, portanto, uma cozinha verdadeiramente inclusiva.

É nessa perspectiva que o casal Débora e Felipe Dable criaram o canal Chef Cenoura no Youtube! Lá, os dois ensinam receitas do tipo "comfort food" em duas línguas: a portuguesa e a LIBRAS (língua brasiliera de sinais). Assim, a dupla torna suas receitas acessíveis para o público surdo e para o público ouvinte, criando uma verdadeira Cozinha Inclusiva! No vídeo abaixo, a equipe do canal, que inclui o casal e também o videomaker Lucas Costa, conta a história da criação do "Chef Cenoura":

 

O canal inclui receitas deliciosas de massas, bruschettas, hambúrgueres vegetarianos, sobremesas e molhos e conta com um site, onde você encontra as receitas escritas também! Nas palavras de seus criadores "Este é um canal que vai ensinar receitas pensadas e feitas com muito amor. Aqui, todos são bem-vindos. Nossa proposta é uma cozinha inclusiva, descomplicada e que proporcione momentos de felicidade. Se você quer cozinhar e dar amor, aqui é seu lugar.". Abaixo, veja o casal preparando um delicioso Dahl de Lentilha: 




postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Sexta-feira, 21 de Outubro de 2016

Bons exemplos reais são importantes para apoiar ideais de mudanças estruturais, pensando nisso, o [Comida na Tela] de hoje, trouxe um relato em forma de curta metragem: "AGROFLORESTAR - Semeando um mundo de amor, harmonia e fartura".

"Agroflorestar" apresenta a fascinante trajetória dos agricultores de Barra do Turvo, no Vale do Ribeira, junto com várias falas de importantes nomes do movimento agroflorestal. Originalmente trabalhando com a técnica de corte e queima, suas terras já estavam desgastadas. O filme mostra como a introdução do sistema agroflorestal revolucionou a vida de mais de 100 famílias.

Hoje quase 17 anos depois do inicio do Cooperafloresta, através do projeto Agroflorestar, as ideias de uma agricultura florestal sustentável chegaram ao MST, aonde em áreas degradadas pela monocultura, florestas de alimentos estão sendo plantadas. Como Seu Zaqueu disse no filme: "o MST tem a tecnologia de ajuntar gente, e a Coopera tem a tecnologia de ajuntar plantas." De forma positiva o filme demonstra como podemos ter uma alternativa sustentável para a agricultura, sem destruir o planeta.

Veja aqui o filme completo:



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016


 'The Perennial Plate' - O prato Perene livre tradução - é uma série semanal dedicada a compartilhar documentários com responsabilidade social e aventuras alimentares. O projeto é idealizado e conduzido pelo Chefe e ativista Daniel Klein e pela diretora de filmagem Mirra fine que viajam o mundo explorando os desejos, as complexidades e histórias que envolvem o sistema alimentar global.

Daniel aprendeu a cozinhar na pousada de sua mãe, e depois disso passou a trabalhar em restaurantes de renome em países como Espanha, França, Inglaterra, Índia e Nova York. Depois de se formar na Universidade de Nova York, Klein começou a também se aventurar com filmagens. Ele já dirigiu, filmou e editou projetos em várias áreas, e foi premiado pela criação de "O Prato Perene.

Mirra Fine, premiada artista gráfica e produtora nunca cozinhou em restaurantes chiques, mas tem uma paixão pelo assunto e é vegetariana como resultado do primeiro episódio da primeira temporada. Ela já trabalhou para diferentes firmas de marketing, para prefeitura de Nova York e já foi inclusive produtora de queijos antes de começar a filmar e co-produzir a série 'O Prato Perene'.      

O primeiro episódio foi divulgado em 2011, e de lá pra cá já foram gravados mais de 150 curtas divididos em quatro temporadas. Na primeira temporada, durante um ano o Chef Daniel explorou as aventuras culinárias, agricultura e caçadas na cidade de Minnesota. A segunda traz o resultado de uma jornada pelos Estados Unidos da América em busca de apreciar e entender de onde a boa comida vem. Atualmente, a dupla tem viajado para diferentes continentes para contar histórias sobre a comida de verdade.     

Os curtas exibem histórias dos mais diversos contextos, como por exemplo '20 Minutos da Cidade do Cabo' que retrata a história de como as hortas mudaram a vida de duas africanas moradoras de bairros da periferia. 'Um conceito muito antigo' fala da valorização da tradição e do terroir de uma vinícola na Argentina, enquanto 'Para o lugar e para os animais' fala sobre vegetarianismo e práticas animais conscientes.

Apesar dos áudios em inglês, os curtas podem ser assistidos com auto-legendas em português no canto direito inferior na opção "configurações".           

20 Minutos da Cidade do Cabo

Um conceito muito antigo 

Para o lugar e para os animais

Para conferir os mais de 150 episódios acesse o link




postado por Marina Morais Santos em Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

O série documental Chef's Table, produzida pela Netflix, já deu água na boca de muita gente! Com sua fotografia impecável, a série já está em sua segunda temporada e apresenta histórias de chefs de várias partes do mundo, incluindo Brasil, México, Índia, Eslovênia e Estados Unidos. O sucesso de Chef's Table, que inclusive já recomendamos por aqui no Comida da Tela, impulsionou a produção da spinoff Chef's Table: France, que á a nossa sugestão da semana!

Chef's Table: France é estreia do mês de setembro e traz como protagonistas os chefs Alain Passard (L’Arpege, Paris), Michel Troisgros (Maison Troisgros, Roanne), Adeline Grattard (Yam’Tcha, Paris) e Alexandre Couillon (La Marine, Île de Noirmoutier). Em cada episódio de 50 minutos, a série transporta o espectador ao extraordinário mundo das cozinhas profissionais e o assunto não é apenas comida, mas principalmente, a arte. Mais ainda, a série aborda as circunstâncias e caminhos que, ao se cruzarem, produzem talentos criativos incríveis, focando também na história de cada indivíduo para revelar como grandes pratos são frutos da alma de cada pessoa que os preparou. "A cozinha reflete o que vocë tem dentro de si" disse a chef Adeline Grattard em um dos novos episódios: "É uma expressão da sua vida interior.". 

Enquanto as duas primeiras temporadas de Chef's Table acompanharam chefs de várias regiões do mundo, Chef's Table: France tem seu foco na gastronomia francesa. A decisão faz sentido, uma vez que a França é o berço da haute cuisine e o local de origem do Guia Michelin e de grandes chefs como Escoffier. A série parece, no entanto, estar determinada a apresentar a gastronomia francesa de outro ângulo, uma vez que escolheu como protagonistas, chefs que subvertem as tradições culinárias francesas, cada um em sua maneira distinta. 

Assistir a Chef's Table: France é ser transportado não só para dentro de diferentes cozinhas francesas, mas também para dentro da mente de chefs tão diferentes entre si e presenciar como suas visões abstratas e pensamentos se transformam em obras de arte com intensos sabores, aromas e belezas.





postado por Isadora Dias Nunes de Sena em Sexta-feira, 16 de Setembro de 2016

Organismos geneticamente modificados (OGM) são definidos como toda entidade biológica cujo material genético foi alterado por meio de qualquer técnica de engenharia genética, de uma maneira que não ocorreria naturalmente. Existem muitas controvérsias relativas aos OGM, pois estão ligados principalmente ao contexto de produção de alimentos, a qual se encontra nas mãos de algumas multinacionais e que assim afeta diretamente a questão da soberania alimentar das populações. Além disso, os seus efeitos no ser humano, nos animais e na terra ainda não são conhecidos á longo prazo.

Pensando nisso, o [Comida na Tela] de hoje trouxe o primeiro filme de ficção produzido sobre o tema: "Consumed"; que aborda todas suas complexas facetas, tais como a ganância corporativa, o controle sobre as sementes, as ameaças às fazendas orgânicas, a falta de transparência, a intimidação de cientistas que questionam a tecnologia, os efeitos na saúde, entre outros.

E apesar de não ser um documentário, o longa é inspirado por eventos e fatos reais. A história é sobre Sophie, uma mãe que tenta lidar com a doença misteriosa de seu jovem filho. Ela não consegue descobrir o que está causando erupções desagradáveis em seu filho e vômitos. Então ela começa a investigar e descobre a ligação de tal com os alimentos geneticamente modificados. A partir daí vai se envolvendo nesse complexo mundo das OGM, que envolve a todos nós.

Assim, o ponto que o filme traz é o quanto nós realmente sabemos sobre o que comemos diariamente?

Acesse aqui o site oficial, no qual você pode assisti-lo e ver entrevistas e mais informações sobre a produção.

Veja aqui o trailer:



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 09 de Setembro de 2016

Já escolheu o programa para o fim de semana?

Toda sexta o Ideias na Mesa sugere um filme ou documentário para aproveitar os dias de descanso! A sugestão de hoje é o filme "Vatel - Um Banquete para o Rei", produzido por França, Reino Unido e Bélgica e diritgido por Roland Joffé. 

O filme retrata a história do Príncipe de Condé que, para salvar a sua província das dívidas, convida o rei Luis XIV para um sumptuoso banquete.Tudo fica a cargo de François Vatel, o mordomo do príncipe. O objetivo do prínicpe era encantar o Rei e conseguir ajuda para quitar as dívidas. Por outro lado, o Rei aceitou o convite com o objetivo de obter apoio do príncipe para iniciar uma guerra contra a Holanda. 

Para a sorte do príncipe, Vatel (mordomo e mestre de cerimônia) não é apenas um inspiradíssimo conhecedor das artes culinárias mas também um criativo aliado para a elaboração dos espetáculos artísticos que deveriam entreter os ilustríssimos visitantes. Na época, ganhar a confiança do rei passava necessariamente por banquetes e espetáculos impecáveis, totalmente a prova de erros e em busca de aprovação e satisfação do monarca e de seus seguidores mais próximos.

Para Vatel, no entanto, a aproximação da nobreza que rodeava o rei significava o contato com pessoas pelas quais tinha verdadeiro desprezo. Apesar disso, se esforça para que Condé, por quem tinha grande estima, pudesse superar seus problemas.

Para complicar sua situação, Vatel acaba se interessando por uma jovem chamada Anne de Montausier.

O filme baseado em fatos reais, é uma excelente dica para quem gosta de filmes de época e de culinária! 

O filme abriu o festival de Cannes de 2000 e tem no elenco atores como Gérard Depardieu, no papel de Vatel, e Uma Thurman como Anne de Montausier.




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