Ideias na Mesa - Blog


Posts Relacionados com a(tag):Comida na Tela

postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 17 de Março de 2017

O [Comida na Tela] de hoje apresenta um documentário que trata de vinícolas, “Um Ano em Champagne”. A produção registra a rotina da região ao longo de 12 meses, dividida em quatro partes, fazendo alusão as estações do ano, mostrando a cadeia produtiva e a rotina de produtores, empresários e especialistas em vinhos, exclusivo da região francesa de Champagne.

A obra faz parte de uma trilogia que já percorreu a Borgonha e que ainda vai percorrer a região do Porto, em Portugal; e quem conduz o passeio é Martine Saunier, uma negociante de vinho.

O filme encanta pela bela fotografia, mas deixa um pouco a desejar no que tange os detalhes da produção do champanhe. No entanto, é impossível não ficar com água na boca e vontade de visitar esta região ao norte da França, que além de tudo tem muita história contadas por pessoas que viveram momentos de guerras e conquistas.



postado por Marina Morais Santos em Sexta-feira, 10 de Março de 2017

 Os amantes da comida e da culinária poderão se deliciar novamente em uma mais uma incrível viagem gastronômica: em 17 de fevereiro, a terceira temporada do Chef’s Table chegou no Netflix!  

Em cada episódio, de 1 hora de duração, a série é capaz de transportar o espectador para as cozinhas dos chefs, sejam elas dentre de um templo budista na área rural da Coreia do Sul ou em um restaurante estrelado pelo Guia Michelin em uma cidade grande.

A série documental original da Netflix chegou com seis novos episódios, apresentando chefs de diferentes países e culinárias. As estrelas da temporada são Jeong Kwan, uma “freira” budista do templo de Baekyasa (Coréia do Sul), Vladimir Muhkin do White Rabbit (Moscou, Rússia), Tim Raue do Restaurant Tim Raue (Berlin, Alemanha), Virgilio Martinez do Central (Lima, Peru), Ivan Orkin do Restaurante Ivan Ramen (Nova Yorke, EUA) e Nancy Silverton da Osteria Mozza (Los Angeles, EUA).

Com essa variedade de sabores, a única questão é: qual delicioso episódio assistir primeiro? Será que devemos primeiro assistir algo mais familiar e confortável? Ou começar logo com um sabor exótico para acordar as papilas gustativas?

Lá vai uma sugestão de cardápio para te ajudar a organizar a sua maratona:

 

Aperitivo

Ivan Orkin do Restaurante Ivan Ramen em New York

Tipo de Culinária: Ramen

Ingrediente Marcante: Massa de macarrão ramen fresca

Filosofia do Chef: Ele faz comida que gosta de comer, do jeito que quer. 

Na foto: Um prato de ramen da casa, claro. 

 

Sopa

Vladimir Muhkin do White Rabbit em Moscou

Tipo de Culinária: Russa Contemporânea

Ingredientes Marcantes: qualquer ingrediente encontrado na culinária da Rússia Pré-União Soviética. 

Citação do chef: “Farei tudo o que for necessário para trazer de volta os genuínos sabores russos para o povo”

Filosofia do Chef: Os antigos sabores russos foram perdidos durante o período de União Soviética, mas vale a pena trazê-los de volta a vida, mesmo que seja necessário enganar as pessoas com um toque moderno. 

Na foto: Bolinhos de lábios de alce, literalmente.

 

Salada

Virgilio Martinez do Central em Lima

Tipo de Culinária: Peruana Moderna

Ingredientes Marcantes: ingredientes nativos do Peru

Citação do chef: “Descobrir coisas que ninguém descobriu ainda, essa é minha obsessão"

Filosofia do Chef: Você pode “comer" o Peru altitude por altitude.

Na foto: Aranhas em uma Pedra. É um prato de camarão, moluscos e algas. 

 

Prato Principal

Tim Raue do Restaurant Tim Raue em Berlim.

Tipo de Culinária: Asiática, mas com o toque pessoal germânico de Tim. 

Ingredientes Marcantes: sabores franceses e asiáticos.

Citação do chef: “Sou egocêntrico, e me orgulho disso.”

Filosofia do Chef: Provocação a ponto de criar sabores esmagadores. 

Na foto: Lagostim com Wasabi. É tão apimentado que é como se “Tim estive socando sua cara.”

 

Sobremesa e Café:

Nancy Silverton da Osteria Mozza em Los Angeles

Tipo de Culinária: Italiana-Californiana

Ingredientes Marcantes: tipos variados e farinha

Citação do chef: “Você tem que ser obcecado por pão para ser padeiro"

Filosofia do Chef: Cozinhar pratos simples com os melhores e mais frescos ingredientes.

Na foto: Pizza com ovo, bacon, batatas e cebolas.

 

Digestivo

Jong Kwan do Templo Baekyasa em Coreia do Sul

Tipo de Culinária: Culinária vegana do templo budista.

Ingredientes Marcantes: vegetais frescos e grãos.

Citação do chef: “Não sou chef. Sou uma monge”

Filosofia do Chef: "Comida secular cria energia dinâmica, mas a comida do templo deve ser calmante e fazer a sua mente estática."

Na foto: Chá de flor de lótus.



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017

Durante o mês de fevereiro o Ideias na Mesa tem trazido algumas referências relacionadas à Agroecologia e Sustentabilidade e no post do [Comida na Tela] de hoje vamos apresentar o filme "Dive - Living Off America Waste". O documentário surge a partir da curiosidade sobre a falta de cuidado com o lixo nos EUA. 

A partir disso, o cineasta Jeremy Seifert e alguns amigos seguem pelos supermercados de Los Angeles, observando o lixo produzido por eles. Durante esse processo eles acabam salvando centenas de dólares que seriam jogados fora com o desperdício de alimentos que ainda podem ser utilizados para o consumo. Em uma das partes do documentário Jeremy mostra que com alimentos retirados do lixo ele, a família e amigos podem se alimentar melhor do que se fossem a um restaurante, o cineasta ainda brinca dizendo que isso se torna ainda mais real quando se tem um amigo que é chefe de cozinha. 

Alguns dos questionamentos que motivam o cineasta são:

- Se existem tantas pessoas passando fome, porque temos jogado fora tanta comida boa, ao invés de doá-la a quem precisa?

- É simplesmente mais fácil para os supermercados jogar fora os alimentos que estão próximos de vencerem do que pensar em uma solução ou destino para esses alimentos?

- É justo pessoas serem repreendidas ou até mesmo presas por estarem pegando comida de qualidade que é jogada fora pelos supermercados?

Ao longo da produção Jeremy tenta entrar em contato com as empresas para pedir respostas aos seus questionamentos, mas não é atendido, então ao longo do documenttário ele vai tentando encontrar outras referências que possam responder suas perguntas.

O documentário premiado alerta para uma questão importante do sistema alimentar, o desperdício de alimentos e a desigualdade no acesso à alimentos saudáveis e adequados. Confira!

Para baixar o filme e assisti-lo acesse o site do projeto aqui!



postado por JOSIANE RODRIGUES DE BARROS em Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017

Dando continuidade aos conteúdos relacionados à "Agroecologia e Sustentabilidade" do mês de fevereiro, escolhemos um filme que contribui na reflexão do consumo consciente e sustentável.

A percepção de que necessitamos de um sistema alimentar mais saudável e sustentável e a busca de respostas pelo que realmente estamos consumindo, nossas escolhas alimentares e o que de fato está chegando nas nossas mesas são cada vez mais comuns. O documentário "OMG GMO" aborda algumas dessas questões principalmente no que diz respeito a utilização de sementes transgênicas e suas consequências.

Dirigido por Jeremy Seifert, o documentário americano com duração de 90 minutos, retrata como as grandes corporações estão modificando geneticamente as sementes e controlando as patentes. Ao investigar e tentar entender melhor a alimentação de seus filhos, a protagonista  se dá conta do consumo crescente dos alimentos transgênicos e inicia uma busca incessante para tentar responder suas indagações, mas principalmente: " é possível rejeitar o sistema alimentar atual ou já perdemos algo que não podemos ganhar de volta?"

Nessa perspectiva, o uso dos transgênicos não só ameaça a saúde, a segurança alimentar e nutricional e o meio ambiente como nos faz repensar sobre os estilos de vida e o futuro da biodiversidade agrícola.

Você comeria algo que não se sabe até que ponto é realmente seguro? Quais os riscos para nossa saúde? E o impacto para o planeta? Até que ponto a nossa tradicional plantação pode ser substituída pela transgênica? E a extinção de sementes nativas? E o nosso direito de escolha?

Ganhador de prêmios de Melhor Filme Júri Popular do Yale Environmental Fim Festival e de Melhor Documentário no Festival Internacional de Cinema de Berkshire, o documentário é uma boa dica para refletirmos sobres os questionamentos levantados e problematizar essa situação.

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 03 de Fevereiro de 2017

No mês de fevereiro o Ideias estará abordando conteúdos relacionados à "Agroecologia e Sustentabilidade", divulgando notícias, compartilhando experiências e atividades nessas temáticas, e para fechar a semana com [Comida na Tela], nós recomendamos o documentário "Mais que Mel".

Uma produção Suíça dirigida por Markus Imhoof e premiada em renomados festivais ao redor do mundo, faz um trabalho investigativo sobre o misterioso e preocupante desaparecimento generalizado de abelhas. Nos últimos 15 anos, um número sem precedentes de colônias de abelhas foram dizimadas ao redor do mundo, mas as causas desse desastre continuam desconhecidas. Dependendo da região, entre 50%-90% das abelhas locais tem desaparecido, e a epidemia ainda está se espalhando de colmeia à colmeia - por todo o planeta.

O título "Mais que Mel" não foi escolhido por acaso, e alerta justamente para as graves consequências que o desaparecimento das abelhas causam. Cientistas criaram um termo para o problema que traduz a severidade dos fatos, "desordem e colapso das colôniaa", e eles tem boas razões para estarem preocupados: 80% das espécies de plantas precisam das abelhas para serem polinizadas. Sem as abelhas, não tem polinização, e frutas e vegetais poderiam desaparecer da face da terra. Apis mellifera (a abelha do mel) apareceu na terra 60 milhões de anos antes dos homens e é indispensável para sobrevivência humana.

Nós devemos culpar os agrotóxicos? Talvez olhar para parasitas como as "varroa mites"? Novos vírus? Estresse provocado pelas viagens? A multiplicação das ondas eletromagnéticas perturbando as nano partículas magnéticas do abdômen das abelhas? Até o momento, parece que a combinação de todos estes agentes tem sido responsáveis pelo enfraquecimento do sistema imune das abelhas.          

Assista ao documentário para descobrir que as abelhas produzem muito mais que mel! 




postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017

 

Muito provavelmente todas as pessoas na casa dos 20 anos em diante já assistiram ou pelo menos ouviram falar do filme "Super Size Me: A dieta do palhaço". Lançado em 2004, o documentário é considerado um dos pioneiros à denunciar de forma explícita os malefícios que o consumo de produtos industrializados trazem a saúde e apontar alguns dos responsáveis.

"Super Size Me", nome que faz alusão as porções de tamanho exagerado popularizadas com as redes de fast food, foi criado pelo diretor e também "cobaia" do próprio roteiro Morgan Spurlock. Durante trinta dias, Spurlock levou seu autoexperimento a sério e se alimentou única e exclusivamente de produtos da rede McDonald's, monitorando seu peso e exames sanguíneos antes do início e ao final do mês. O filme além das 7 premiações e outras indicações como para o Oscar de melhor documentário em 2005, rendeu ao diretor um porção de quilos extras e uma mudança radical nos exames sanguíneos.

Ainda que o filme tenha um viés mais sensacionalista e seja centrado em uma experiência individual, assisti-lo 13 anos depois de sua primeira exibição nos permite refletir sobre o cenário à época e o que (não) mudou de lá pra cá. Enquanto Morgan Spurlock explora a "dieta do palhaço" nele próprio, a trama revela a forma com que a indústria de produtos fast food impacta a saúde dos norte-americanos os levando ao patamar de país com o maior número de pessoas obesas e com sobrepeso naquele ano.

A primeira cena traz escolares cantando e dançando uma música ensaiada com os dizeres "pizza hut, KFC (marca de frango frito) e McDonald's", e a frase que se segue, ilustra o que estava por traz daquele fenômeno: "Cuide dos seus clientes e os negócios vão cuidar de si mesmos" - Rai Kroc, fundador do McDonald's. Já naquela época o filme denunciava a influência que a indústria de alimentos ultraprocessados causava no público infantil e adolescente entrando inclusive nos ambiente escolares com estratégias de marketing associadas às suas marcas. No Brasil e no mundo esse modelo também é replicado, ao passo que a epidemia global de obesidade e doenças crônicas não transmissíveis continua avançando à passos largos.   

Para quem não assistiu ainda “Supersize Me” é praticamente um filme obrigatório no catálogo dos documentários sobre alimentação, e pra quem já viu, vale a pena rever com os olhos e o panorama que chegamos em 2017.


     

     

 

 

 



postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017

Se você ainda não conhece, pelo menos já ouviu falar do novo sucesso entre as séries, “Orange is the new black”. A série lançada em 2013 é uma produção original da Netflix e conta a história de Piper Chapman, uma mulher por volta de seus 30 anos que é sentenciada a 15 meses de prisão por envolvimento com lavagem de dinheiro para um cartel de drogas internacional. Piper troca a sua vida confortável de Nova York, com o noivo Larry, pelo macacão laranja e cumpre sua sentença na Penitenciária Feminina de Litchfield. Para sobreviver, ela precisa aprender a conviver com as outras detentas, como Red, Nicky, Taystee e Crazy Eyes.

Subjugadas e desafiadas pelo autoritarismo, as protagonistas de Orange is the new black buscam alternativas para lidar com a opressão que sofrem não só como mulheres, mas também como mulheres negras, idosas, lésbicas e transsexuais. Diante dessa situação, as detentas buscam maneiras de enfrentamento, que vão desde o isolamento, a loucura, o apego religioso e o sexo à formação de guetos raciais, étnicos e etários.

É nesse contexto que a comida e o acesso a seu preparo se transformam em um arsenal identitário, uma ferramenta de pertencimento, poder e controle. Isso pode ser percebido no status social dado aos que trabalham na cozinha. A cozinheira que comanda o espaço usa jaqueta e o chapéu, uniforme dos chefes profissionais, que por sua vez escolhem suas funcionárias, que usam aventais e toucas, o que as diferencia das demais.

No seriado, Red chefia um grupo de presas e se comporta como mãe de todas, ilustrando relações de dominação e submissão devido à sua influência como chefe da cozinha e por seu acesso aos ingredientes. Além disso, sem que os guardas saibam, a chefe tem autoridade para decidir quem vai ou não receber a bandeja de comida: em seu primeiro dia na prisão, Piper comete uma gafe com Red, a chefe da cozinha, e acaba passando dias sem comer.

Diante desse cenário, vários fatos interessantes, relacionados à comida, acontecem nos episódios, como no dia que Piper vê uma galinha no pátio e, sem querer, cria uma comoção entre as detentas, principalmente em Red, que afirma sonhar com uma galinha que sobreviveu ao abate em uma fazenda vizinha da penitenciária. No sonho da cozinheira, a ave aparece temperada e usando uma cartola, e diz à Red que logo estariam juntas. Ao descobrir que as presas criaram uma onda de boatos afirmando que a ave estava recheada com drogas, armas ou doces, Red se decepciona com a competição, dizendo que só queria “comer a galinha que foi mais esperta do que todas as outras galinhas para absorver o seu poder”. Esse episódio mostra a crença de que alguns alimentos transferem ao comensal suas supostas características, como a força e nobreza da carne de boi ou a repugnância e furtividade da carne de rato.

Em outros episódios, o seriado também mostra como usamos a comida para dizer quem somos e a que grupos pertencemos em nosso dia a dia.

Há, como exemplos, o contrabando de guloseimas proibidas e a secreta fabricação de bebida alcóolica de Poussey (Samira Wiley), que usa ketchup, pão mofado e um “ingrediente secreto”. Em outro momento, quando uma manobra corporativa troca a comida preparada na prisão por sacos "cheios de gororoba" que já chegam prontos, as detentas traçam estratégias para melhorar a refeição. Piper, que havia decidido vender calcinhas usadas pelas presas para “pervertidos” na internet, adota como salário envelopes de tempero de macarrão instantâneo para mascarar o sabor das novas receitas. Enquanto isso, algumas detentas fingem ser judias para comer as refeições congeladas casher (ou kosher), preparadas de acordo com as leis alimentares judaicas, cujo sabor é elogiado repetidamente, mas o sentido religioso, completamente ignorado até que a administração chama um rabino para avaliar quem tem ou não direito ao menu especial.

Várias presas são vistas tentando tirar comida da cafeteria para consumi-la mais tarde, onde quiserem, mas a infração é geralmente mediada por um policial, que pode ser proibitivo ou conivente. Nesse cenário, a comida dá o tom da personalidade da quieta e isolada Chang. O episódio que conta parte de seu passado mostra como ela é discreta e autossuficiente ao conseguir retirar ervilhas em conserva da cafeteria sem ser percebida, amassá-las e misturá-las com salgadinhos.

São diversos os episódios que mostram como a comida pode ser usada como moeda de troca, de convencimento e de submissão. O status social dado à cozinheira que comanda a cozinha mostra como o acesso a bens alimentícios pode possibilitar poder e controle. O seriado também mostra como os alimentos podem ser usados para se manifestar, se rebelar e até mesmo se representar.

Pra quem ainda não assistiu vale a pena conferir e pra quem já é fã da série, vale a pena apurar um pouquinho mais o olhar para esses contrastes. O post do [Comida na Tela] de hoje usou como referências a série “Orange is the new black” e o artigo disponível aqui.



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017

"Mostrar soluções e contar algumas boas histórias. Estas podem ser as melhores formas de solucionar as crises ecológica, econômica e social que os países tem enfrentado". É nesse espírito que os franceses e Diretores Mélanie Laurent e Cyril Dion reuniram uma equipe de mais quatro integrantes e rodaram por dez países para produzir o filme 'Demain - Amanhã'.

Instigados com uma publicação periódica da Nature que anunciou a possibilidade de extinção de parte da humanidade antes do final do século 21, os diretores decidiram iniciar uma investigação passando por diferentes continentes para descobrir o que poderia causar esse desastre e como preveni-lo.

O filme documental tem duração de 1h e 58 minutos e ganhou um prêmio "César Awards", equivalente francês do Oscar, como melhor documentário de 2015. Diferentemente de outros documentários do gênero, Demain opta  por destacar as alternativas que têm sido colocadas em prática em várias localidades ao invés de focar nos aspectos "catastróficos" gerados por desequilíbrios sociais, ambientais e econômicos. O filme por si só já é um colírio para os olhos e música para os ouvidos com uma fotografia linda e trilha sonora impecável, e para além das qualidades sensoriais, os temas investigados são de extrema sensibilidade.

O documentário é dividido em 5 partes que apresentam como as pessoas tem reinventado os campos da agricultura, energia, economia, democracia e educação para um mundo mais justo e consciente. Durante a jornada foram visitados dez diferentes países incluindo Europa, Índia e Estados Unidos da América, e entrevistados ativistas, diretores, economistas e coordenadores de ONG's e projetos entre outros.

É sem dúvida um dos documentários mais interessantes que fala sobre segurança alimentar e nutricional contextualizada com outras temáticas socioambientais, não deixe de assistir!

O filme está disponível no Netflix (procure pelo nome em francês Demain) e também é possível encontrá-lo legendado no youtube. Os diretores criaram um site compilando as informações, personalidades e experiências compartilhadas durante o longa.          



 



postado por Maína Pereira em Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2017

Quem não adora assistir a uma série no Netflix hoje em dia, não é mesmo? E quando a série tem tudo a ver com comida? Dica assim não dá pra ficar de fora do Comida na Tela! Eis a nossa sugestão para essa semana: Midnight Diner: Tokyo Stories lançada em outubro de 2016 no Netflix.

master midnight

Midnight Diner é uma série japonesa que retrata a rotina de um pequeno restaurante que fica escondido em uma esquina de Tóquio.

O restaurante que funciona da meia-noite às sete da manhã é conhecido como “Jantar da Meia-Noite”, mesmo nome que intitula a série, e é comandado pelo Mestre, protagonista do programa que tem poucas falas, mas sempre presente.

Os outros personagens são os frequentadores assíduos ou pontuais do Midnight que representam pessoas comuns que vão desde executivos a artistas e que tem suas histórias retratadas.

Em um ambiente intimista e acolhedor que possibilita interação entre todos os presentes no local, histórias de vida são reveladas no balcão. O chef sempre atencioso serve qualquer coisa que pedirem, desde que tenha os ingredientes.

Lámen, Corn Dog, Tonteki, Omuraisu, Tamago, Umeboshi e vinho de ameixa, Fondue chinês, Batata-doce refogada, Presunto empanado e macarrão são receitas servidas no restaurante e que marcam cada um dos dez episódios da temporada.

Com um toque de humor misturado com melancolia, a série é uma boa oportunidade para conhecer melhor a cultura japonesa, seus diferentes pratos e tradições. É bem interessante perceber como o compartilhamento de refeições possibilita aproximação entre pessoas queridas e até desconhecidas, representando o poder da comida em conectar as pessoas.

Além de valorizar a comensalidade, no final de cada episódio são dadas dicas de preparo da receita daquele dia incentivando a prática da culinária pelos telespectadores.

Midnight Diner é uma série de episódios curtos de 24 minutos e cujos episódios não são lineares, possibilitando assistir na ordem que se preferir. Pode ser assistida no Netflix ou no canal Arte1.

 

Assista ao trailer (com legendas em inglês):

 

 

Bom apetite!

 



postado por Rafael Rioja Arantes em Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2016

O documentário americano "Food Choices" (Escolhas Alimentares) é a mais recente produção relacionada ao sistema e escolhas alimentares. Lançado em setembro de 2016 e dirigido e escrito pelo Produtor e Cineasta vencedor de prêmios Emmy Awards Michal Siewierski, o filme com duração de 91 minutos busca problematizar os impactos de nossas escolhas alimentares não apenas no nosso corpo e saúde, mas também no  planeta terra.

Michal Siewierski documentou durante três anos a sua "jornada em busca da verdade" sobre as nossas escolhas alimentares. Este documentário quebra paradigmas ao explorar o impacto das nossas atitudes em relação ao consumo e como isso influencia na nossa saúde, na saúde do planeta e na vida de outras espécies animais. A desinformação relacionada à determinados aspectos alimentares e das dietas também é abordado, oferecendo uma nova perspectiva para refletir sobre os temas. Mais de 25 especialista de diferentes campos foram entrevistados incluindo nutricionistas, doutores, pesquisadores ambientais, bioquímicos, atletas e chefes.        

Dentre as principais reflexões levantadas estão fenômenos que a maior parte das pessoas nunca pensou que poderia ter alguma relação com alimentação. A emissão de gases do efeitos estufa que influenciam no aquecimento global por exemplo não é gerada apenas pela combustão de combustíveis fósseis, mas de igual ou proporções ainda maiores pela atividade pecuária. O desmatamento de florestas, perda da biodiversidade e a contaminação de ambientes aquáticos e reservas hídricas é uma outra consequência que determinadas escolhas alimentares retroalimentam.

O documentário pode ser assistido no Netflix e nas plataformas indicadas na página oficial. Confira o trailer com legendas: 



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