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postado por Ana Maria Thomaz Maya Martins em Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

O [Comida na Tela] de hoje apresenta um relato compartilhado no “TEDx Tucson Salon”, no qual a jornalista Megan Kimble conta sobre como foi excluir alimentos processados e ultraprocessados da sua alimentação e porque ela acredita que esse processo seja importante.

A jornalista inicia esse relato (e a própria experiência) problematizando o que são alimentos processados e ultraprocessados. Para entender melhor sobre o assunto e abordar o sistema alimentar, ela começa a visitar supermercados para descobrir como os alimentos chegam até eles e se questiona sobre questões relacionadas à justiça no trabalho e ao excesso de etapas para que o alimento saia do campo e chegue à mesa do consumidor. Para exemplificar esse processo ela cita as etapas que uma melancia produzida no México, passa para alimentar os moradores de Connecticut, passando por questões como justiça no trabalho e preço. Ela compara esse processo ao processo utilizado pelas “Comunidades que Sustentam a Agricultura”, que valorizam o produtor local e se baseiam nos princípios da sazonalidade para produção de alimentos de forma justa, adequada e saudável sem a utilização de pesticidas.

Além disso, ela problematiza a quantidade de açúcar adicionado em produtos ultraprocessados e a substituição por adoçantes. Ao se revelar amantes dos doces, ela conta como descobriu o que a indústria já sabe há décadas, que o açúcar causa certa dependência, levando as pessoas a querer consumir mais e mais açúcar. Quando substituído por adoçantes, a saciedade vem de forma ainda mais lenta, por isso devemos estar alertas ao consumo excessivo de alimentos ultraprocessados que contenham açúcar ou adoçantes na lista de ingredientes.

Para Megan, a escolha por uma alimentação saudável simplifica o dia a dia porque as pessoas não têm mais que se preocupar com a origem da comida, como ela é feita, quais os impactos a produção tem gerado, se vai fazer mal para o corpo, entre tantos outros. Quando se reduz o consumo dos ultraprocessados, você começa a reconhecer o alimento, a origem dele, você mesmo faz preparações e isso gera impacto positivo para si e para a sociedade.

 

Muitas pessoas questionam se ela se sente diferente, e ela responde dizendo “Eu me sinto satisfeita”.

Vale a pena conferir esse vídeo:



postado por Rafael Rioja Arantes em Terça-feira, 06 de Setembro de 2016

É crescente a procura e o interesse da população por alimentos orgânicos. Dentre as principais razões que tem levado os consumidores a demandar esse tipo de alimentos estão a preocupação com a própria saúde e um aumento da consciência sobre os impactos ambientais e sociais causados pela lógica do sistema alimentar centrado no uso de agrotóxicos e sementes transgênicas.

As vantagens dos sistemas agroecológicos e orgânicos são inúmeras, ainda assim, existe a crença de que os preços desses alimentos são muito mais elevados inviabilizando o consumo. Mas até que ponto essa argumentação se justifica?

O conceito de alimento orgânico, ou pelo menos a palavra, vem sendo cada vez mais difundida seja no ambiente acadêmico, veículos de informação ou em espaços mais informais. Já o termo agroecologia, é pouco conhecido pela maioria das pessoas apesar de ser uma ciência. A agroecologia diz respeito a um modelo de produzir alimentos, onde assim como no orgânico, não são utilizados venenos, fertilizantes químicos ou sementes transgênicas, mas para além dos insumos, também são consideradas a dimensão social com a produção de base familiar e a valorização de saberes e tradições no cultivo.

Essa modalidade expande o olhar e o entendimento da produção orgânica, e a dimensão socioeconômica ganha também importância. Do ponto de vista do consumidor essa diferença é percebida no preço final da venda. Os preços mais elevados de determinados alimentos e produtos orgânicos são uma realidade, entretanto, estudos tem demonstrado que esses alimentos chegam a custar até quatro vezes menos quando comprados em canais alternativos como Centrais de Abastecimento (Ceasa) e feiras orgânicas/agroecológicas em comparação aos supermercados. Foi o que demonstrou a pesquisa que avaliou o preço de orgânicos em diferentes canais em Recife-PE como ilustra a imagem.  

Imagem: Davi Fantuzzi

Em outro estudo mais abrangente de comparação de preços conduzido pelo Instituto Kairós durante 1 ano em 5 cidades brasileiras, a mesma tendência de comportamento de preços foi observada, e em alguns casos, alimentos orgânicos estavam custando inclusive mais baratos do que os com agrotóxicos. A transição agroecológica para uma produção mais sustentável na qual agricultores familiares tem sido inseridos é apontada nos estudos como um dos principais responsáveis pela compra de alimentos ecológicos a um preço mais acessível e competitivo. Outro fator é o escoamento da produção desses agricultores em canais alternativos como feiras e Ceasa. Além do fator certificação que influencia nos preços, a aproximação entre agricultores e consumidores possibilitada por estes canais resulta em preços mais baratos, uma vez que não existem outros encargos colocados pelos supermercados por exemplo. Dessa forma, o agricultor também recebe uma remuneração mais justa, ficando com a maior parte do lucro daquilo que produziu.

O IDEC desenvolveu um mapa com a geolocalização de mais de 600 feiras orgânicas e agroecológicas para auxiliar as pessoas a achar com mais facilidade esses espaços. Outra iniciativa para diminuir os preços de alimentos ecológicos tornando os consumidores em coagricultores são as Comunidades que Sustentam Agricultura (CSA). Através dela, um grupo de interessados paga mensalmente e recebe cestas de alimentos direto do produtor.

Que tal passar a frequentar mais feiras, Centrais de Abastecimentos e grupos de CSA's ? Assim você economiza nas compras e ainda consome alimentos saudáveis e sustentáveis.         




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